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Na estreia com a camisa tricolor, Deco teve a chance de sair como herói aos 40 minutos do segundo tempo. A bola apareceu limpa para o meia fazer o gol da vitória. Mas o chute foi parar nas nuvens e os gritos de "Deco, Deco, Deco..." vieram, irônicamente, da torcida cruzmaltina. No último lance do clássico, Carlos Alberto também poderia virar o nome do jogo. Mas o chute cruzado, aos 47, passou muito perto da trave de Fernando Henrique. Os dois lances mostram como o clássico foi emocionante, com direito a quebra de recorde e que vai entrar para a história como o maior público do Campeonato Brasileiro de 2010. No total, 80.080 torcedores estiveram, neste domingo, no Maracanã, para acompanhar o empate de 2 a 2 entre Fluminense e Vasco, pela 15ª rodada do Campeonato Brasileiro. Éder Luis, duas vezes, Gum e Julio Cesar marcaram os gols da partida.

Com o resultado, o Fluminense segue na liderança do Campeonato Brasileiro com 33 pontos, mas viu a diferença para o Corinthians - que venceu o São Paulo por 3 a 0 - diminuir para dois pontos. Já o Vasco segue em evolução. Está com 21 pontos em nono lugar, agora na frente do Flamengo. Paulo César Gusmão manteve a invencibilidade e é o único técnico que ainda não perdeu na competição. Na próxima rodada, o Fluminense viaja até Goiânia para enfrentar o Goiás, na quarta-feira, às 19h30 (de Brasília), no Serra Dourada. Já o Vasco encara o São Paulo, no Morumbi, às 22h.

Gum e Eder Luis marcam no primeiro tempo

Foi um espetáculo digno do Maracanã, que a partir desta segunda-feira começa a receber as obras para a Copa do Mundo de 2014, orçadas em R$ 705 milhões. O palco mais tradicional do futebol brasileiro vai ter a capacidade reduzida parcialmente para 45 mil torcedores com a retirada das cadeiras inferiores nesta primeira etapa das reformas.

Tricolores e vascaínos lotaram o estádio, acabaram com todos os 66.757 ingressos colocados à venda. Quando os dois times entraram em campo, o que se viu foi uma linda festa nas arquibancadas. A torcida cruzmaltina, com milhares de balões brancos entre as bandeiras, montaram um lindo cenário. Pelo outro lado, o tradicional mosaico simulava a bandeira do Fluminense e três faixas ao longo do anel superior formavam a frase "Orgulho de ser tricolor"

Em campo, clima de paz. Escolhido pelos torcedores em uma votação pela Internet, o goleiro Fernando Prass usava a camisa 112, uma homenagem ao aniversário vascaíno no último sábado. Enquanto Fernando Henrique se ajoelhava no chão, beijava cada uma das luvas e pedia ajuda dos céus, Carlos Alberto corria para o banco tricolor para dar um forte abraço no amigo Deco, que começava a partida na reserva.

Veio o apito inicial. Pela primeira vez, Paulo César Gusmão escalou Carlos Alberto, Felipe, Zé Roberto e Éder Luis juntos. Para isso, o treinador mudou o esquema tático do Vasco para o 3-5-2 e deixou Felipe como ala na esquerda, como no início da carreira. O Fluminense começou melhor, na pressão. Conca tinha liberdade para jogar. O Vasco demorou a acertar o posicionamento. Rapidamente, o Tricolor percebeu que o caminho era pelo alto. Emerson tentou primeiro. Mas cabeceou fraco e no meio do gol. Mas aos seis minutos, após cobrança de escanteio de Conca, Gum subiu mais alto que a defesa. Fernando Prass ainda fez um milagre e evitou o gol após a cabeçada. Mas a bola sobrou para o zagueiro, que soltou a bomba e estufou a rede. Fluminense 1 a 0.

O Vasco estava assustado. E Conca poderia ter feito o segundo. Após uma arrancada impressionante, o argentino perdeu o equilíbrio ao entrar na área e não conseguiu concluir. Mas após os 15 minutos iniciais, o Fluminense diminuiu o ritmo e a torcida tricolor se calou na arquibancada. E, aos poucos, o Vasco foi se organizando. Felipe saiu da esquerda e foi mais para o meio. Zé Roberto se movimentava mais. O Time da Colina passou a ter mais o controle de bola.

Mas o jogo estava travado, com poucos espaços. A solução parecia estar na bola parada. Falta na entrada da área. Ótima chance. Mas Carlos Alberto acertou a barreira. O empate poderia ter vindo pelo alto. Felipe cobrou escanteio, Nilton desviou e Carlos Alberto apareceu livre na segunda trave com o goleiro Fernando Henrique já batido no lance. Mas a conclusão foi para fora.

O capitão cruzmaltino, porém, se redimiu aos 37 minutos. Em um ótimo contra-ataque, Carlos Alberto deu um passe primoroso para Éder Luis. Na cara de Fernando Henrique, o atacante tocou rasteiro e deixou tudo igual: 1 a 1. Na comemoração, o camisa 19 correu todo o campo e foi dar um forte abraço no técnico Paulo César Gusmão para acabar com qualquer dúvida de que a relação entre os dois estaria arranhada. E o primeiro tempo terminava.

Deco e Carlos Alberto tiveram a chance de decidir

Os dois times voltaram sem mudanças para o segundo tempo. E o clássico recomeçou eletrizante. Logo no primeiro minuto, Julio Cesar arriscou da entrada da área e Fernando Prass voou no canto direito para espalmar para escanteio. A resposta veio em alto estilo. E parecia replay do primeiro gol vascaíno. Contra-ataque em velocidade, Carlos Alberto novamente encontra Éder Luis livre entre os zagueiros. O atacante, com muita calma, toca rasteiro na saída de Fernando Henrique. Era a virada cruzmaltina: 2 a 1. O terceiro gol de Éder Luis em quatro jogos.

Em desvantagem, o Fluminense se lançou para o ataque. Emerson, bem marcado, não conseguia espaços. Mas lutava como poucos. E o esforço foi recompensado. Aos 14 minutos, o atacante não desistiu de um lance na linha de fundo, pressionou Felipe e aproveitou uma distração do vascaíno para roubar a bola e cruzar para a área. A pane da defesa parece ter contaminado Zé Roberto, que interceptou o passe, mas também não tirou a bola da área. E viu Julio Cesar aparecer chutando de primeira no canto de Fernando Prass para empatar o clássico.

Logo após o empate tricolor, Paulo César Gusmão resolveu tirar Felipe, cansado. Pelo lado tricolor, Deco finalmente entrou em campo aos 29 minutos. Mas o meia pouco produziu. O jogo ficou amarrado, com poucas oportunidades de cada lado.

Na melhor chance, a estrela tricolor falhou e isolou para longe a vitória. Julio Cesar fez boa jogada pela esquerda e cruzou. A defesa vascaína dormiu e deixou Deco livre na marca do pênalti. O meia tinha tudo para marcar o gol da vitória e sair do Maracanã como herói. Mas o chute ganhou altura e passou muito longe do travessão de Fernando Prass. O nome de Deco foi cantado em alto e bom som. Mas pelos torcedores vascaínos. E no último lance do clássico, Carlos Alberto fez ótima jogada, entrou na área e chutou cruzado. A bola passou muito perto da trave de Fernando Henrique. Final no Maracanã: 2 a 2.

Na estreia com a camisa tricolor, Deco teve a chance de sair como herói aos 40 minutos do segundo tempo. A bola apareceu limpa para o meia fazer o gol da vitória. Mas o chute foi parar nas nuvens e os gritos de "Deco, Deco, Deco..." vieram, irônicamente, da torcida cruzmaltina. No último lance do clássico, Carlos Alberto também poderia virar o nome do jogo. Mas o chute cruzado, aos 47, passou muito perto da trave de Fernando Henrique. Os dois lances mostram como o clássico foi emocionante, com direito a quebra de recorde e que vai entrar para a história como o maior público do Campeonato Brasileiro de 2010. No total, 80.080 torcedores estiveram, neste domingo, no Maracanã, para acompanhar o empate de 2 a 2 entre Fluminense e Vasco, pela 15ª rodada do Campeonato Brasileiro. Éder Luis, duas vezes, Gum e Julio Cesar marcaram os gols da partida.

Com o resultado, o Fluminense segue na liderança do Campeonato Brasileiro com 33 pontos, mas viu a diferença para o Corinthians - que venceu o São Paulo por 3 a 0 - diminuir para dois pontos. Já o Vasco segue em evolução. Está com 21 pontos em nono lugar, agora na frente do Flamengo. Paulo César Gusmão manteve a invencibilidade e é o único técnico que ainda não perdeu na competição. Na próxima rodada, o Fluminense viaja até Goiânia para enfrentar o Goiás, na quarta-feira, às 19h30 (de Brasília), no Serra Dourada. Já o Vasco encara o São Paulo, no Morumbi, às 22h.

Gum e Eder Luis marcam no primeiro tempo

Foi um espetáculo digno do Maracanã, que a partir desta segunda-feira começa a receber as obras para a Copa do Mundo de 2014, orçadas em R$ 705 milhões. O palco mais tradicional do futebol brasileiro vai ter a capacidade reduzida parcialmente para 45 mil torcedores com a retirada das cadeiras inferiores nesta primeira etapa das reformas.

Tricolores e vascaínos lotaram o estádio, acabaram com todos os 66.757 ingressos colocados à venda. Quando os dois times entraram em campo, o que se viu foi uma linda festa nas arquibancadas. A torcida cruzmaltina, com milhares de balões brancos entre as bandeiras, montaram um lindo cenário. Pelo outro lado, o tradicional mosaico simulava a bandeira do Fluminense e três faixas ao longo do anel superior formavam a frase "Orgulho de ser tricolor"

Em campo, clima de paz. Escolhido pelos torcedores em uma votação pela Internet, o goleiro Fernando Prass usava a camisa 112, uma homenagem ao aniversário vascaíno no último sábado. Enquanto Fernando Henrique se ajoelhava no chão, beijava cada uma das luvas e pedia ajuda dos céus, Carlos Alberto corria para o banco tricolor para dar um forte abraço no amigo Deco, que começava a partida na reserva.

Veio o apito inicial. Pela primeira vez, Paulo César Gusmão escalou Carlos Alberto, Felipe, Zé Roberto e Éder Luis juntos. Para isso, o treinador mudou o esquema tático do Vasco para o 3-5-2 e deixou Felipe como ala na esquerda, como no início da carreira. O Fluminense começou melhor, na pressão. Conca tinha liberdade para jogar. O Vasco demorou a acertar o posicionamento. Rapidamente, o Tricolor percebeu que o caminho era pelo alto. Emerson tentou primeiro. Mas cabeceou fraco e no meio do gol. Mas aos seis minutos, após cobrança de escanteio de Conca, Gum subiu mais alto que a defesa. Fernando Prass ainda fez um milagre e evitou o gol após a cabeçada. Mas a bola sobrou para o zagueiro, que soltou a bomba e estufou a rede. Fluminense 1 a 0.

O Vasco estava assustado. E Conca poderia ter feito o segundo. Após uma arrancada impressionante, o argentino perdeu o equilíbrio ao entrar na área e não conseguiu concluir. Mas após os 15 minutos iniciais, o Fluminense diminuiu o ritmo e a torcida tricolor se calou na arquibancada. E, aos poucos, o Vasco foi se organizando. Felipe saiu da esquerda e foi mais para o meio. Zé Roberto se movimentava mais. O Time da Colina passou a ter mais o controle de bola.

Mas o jogo estava travado, com poucos espaços. A solução parecia estar na bola parada. Falta na entrada da área. Ótima chance. Mas Carlos Alberto acertou a barreira. O empate poderia ter vindo pelo alto. Felipe cobrou escanteio, Nilton desviou e Carlos Alberto apareceu livre na segunda trave com o goleiro Fernando Henrique já batido no lance. Mas a conclusão foi para fora.

O capitão cruzmaltino, porém, se redimiu aos 37 minutos. Em um ótimo contra-ataque, Carlos Alberto deu um passe primoroso para Éder Luis. Na cara de Fernando Henrique, o atacante tocou rasteiro e deixou tudo igual: 1 a 1. Na comemoração, o camisa 19 correu todo o campo e foi dar um forte abraço no técnico Paulo César Gusmão para acabar com qualquer dúvida de que a relação entre os dois estaria arranhada. E o primeiro tempo terminava.

Deco e Carlos Alberto tiveram a chance de decidir

Os dois times voltaram sem mudanças para o segundo tempo. E o clássico recomeçou eletrizante. Logo no primeiro minuto, Julio Cesar arriscou da entrada da área e Fernando Prass voou no canto direito para espalmar para escanteio. A resposta veio em alto estilo. E parecia replay do primeiro gol vascaíno. Contra-ataque em velocidade, Carlos Alberto novamente encontra Éder Luis livre entre os zagueiros. O atacante, com muita calma, toca rasteiro na saída de Fernando Henrique. Era a virada cruzmaltina: 2 a 1. O terceiro gol de Éder Luis em quatro jogos.

Em desvantagem, o Fluminense se lançou para o ataque. Emerson, bem marcado, não conseguia espaços. Mas lutava como poucos. E o esforço foi recompensado. Aos 14 minutos, o atacante não desistiu de um lance na linha de fundo, pressionou Felipe e aproveitou uma distração do vascaíno para roubar a bola e cruzar para a área. A pane da defesa parece ter contaminado Zé Roberto, que interceptou o passe, mas também não tirou a bola da área. E viu Julio Cesar aparecer chutando de primeira no canto de Fernando Prass para empatar o clássico.

Logo após o empate tricolor, Paulo César Gusmão resolveu tirar Felipe, cansado. Pelo lado tricolor, Deco finalmente entrou em campo aos 29 minutos. Mas o meia pouco produziu. O jogo ficou amarrado, com poucas oportunidades de cada lado.

Na melhor chance, a estrela tricolor falhou e isolou para longe a vitória. Julio Cesar fez boa jogada pela esquerda e cruzou. A defesa vascaína dormiu e deixou Deco livre na marca do pênalti. O meia tinha tudo para marcar o gol da vitória e sair do Maracanã como herói. Mas o chute ganhou altura e passou muito longe do travessão de Fernando Prass. O nome de Deco foi cantado em alto e bom som. Mas pelos torcedores vascaínos. E no último lance do clássico, Carlos Alberto fez ótima jogada, entrou na área e chutou cruzado. A bola passou muito perto da trave de Fernando Henrique. Final no Maracanã: 2 a 2.

A torcida do Corinthians conta as horas para ver Ronaldo em ação novamente. Mas, neste domingo, os alvinegros, talvez, não sentiram falta de seu grande ídolo na atualidade. Em uma noite inspirada e sob os olhares atentos de Mano Menezes, que esteve no estádio, os volantes Elias (dois) e Jucilei fizeram os gols da vitória por 3 a 0 no clássico contra o São Paulo, no Pacaembu, colocando o Timão perto outra vez da liderança do Brasileirão. Agora, são dez jogos sem derrotas para o rival. Motivo de sobra para os gritos de “o freguês voltou!” e "olé" ecoarem pelas arquibancadas.

O resultado faz o Timão colar novamente no líder Fluminense e se recuperar depois da derrota para o Avaí, domingo passado, em Florianópolis. A equipe dirigida pelo técnico Adilson Batista manteve a segunda colocação e subiu para 31 pontos, apenas dois a menos que os cariocas, que empataram com o Vasco, no Maracanã. Na próxima rodada, o Corinthians pega o Cruzeiro, quarta-feira, às 22h, em Uberlândia.

Mais do que se manter na briga pelo quinto título nacional, o Corinthians curte a ótima fase em partidas diante do Tricolor. A última derrota no clássico majestoso aconteceu em 11 de fevereiro de 2007, quando foi batido por 3 a 1, pelo Paulistão. Neste período, foram seis vitórias alvinegras e quatro empates.

Já o São Paulo segue em turbulência desde a derrota nas semifinais da Taça Libertadores. Além de mais uma atuação ruim, o time encosta perigosamente na zona do rebaixamento, aparecendo em 15º lugar, com 17 pontos, somente dois acima do grupo dos quatro que disputarão a Série B em 2011. Na quarta-feira, recebe o Vasco, às 22h, no Morumbi.

Timão encurrala o sonolento Tricolor

Sem um centroavante preso na área, o Corinthians apostou na velocidade de seus baixinhos para infernizar a defesa do São Paulo no início da partida. Com Jorge Henrique aberto pela direita, além de Elias e Bruno César encostando em Iarley, o Timão dominou os primeiros minutos e só não abriu um placar por uma ótima defesa de Rogério Ceni, aos sete minutos. Após confusão na área, William chutou e o goleiro espalmou no canto direito baixo.

Velocidade, aliás, foi o que faltou do outro lado. Com os gigantes Fernandão e Ricardo Oliveira, o São Paulo teve muita dificuldade para criar no campo de ataque. Marlos, única opção de armação, sofreu com a forte marcação feita por Ralf. O Tricolor quase marcou, aos 15, em falha do capitão William. Ele tentou driblar e perdeu a bola para Ricardo Oliveira. O atacante invadiu a área de frente para Julio Cesar, mas chutou para fora, perdendo grande chance.

O susto não impediu o Corinthians de continuar melhor. Jorge Henrique seguiu deitando e rolando nas costas de Junior Cesar pela esquerda. E foi por lá que o gol por muito pouco não saiu, aos 19, quando o atacante cruzou e Iarley desviou de cabeça por cima. Dois minutos mais tarde, a Fiel explodiu no Pacaembu. Elias avançou com rapidez pela intermediária, a marcação não encostou e ele soltou a bomba certeira, no canto esquerdo de Rogério.

A vantagem fez o Corinthians diminuir o ímpeto e passar a controlar o jogo. O São Paulo pouco fez para reagir. Marlos e Cléber Santana não foram nem de longe os armadores esperados pelo técnico Sérgio Baresi e mostram certa displicência em alguns lances. A melhor oportunidade de empatar surgiu aos 25. Rogério Ceni cobrou falta com perigo por cima do travessão de Julio Cesar.

No fim, aos 44 minutos, o Corinthians ainda teve tempo para ampliar a vantagem. Cléber Santana errou um toque de bola para trás e armou o ataque alvinegro. Jorge Henrique foi à linha de fundo e cruzou rasteiro. Elias apareceu entre os zagueiros para desviar e fechar o primeiro tempo com 2 a 0 para o Timão.

Jucilei fecha a vitória corintiana

Na volta do intervalo, Sérgio Baresi tentou mudar o comportamento do São Paulo com as entradas de Richarlyson e do garoto Marcelinho nas vagas de Rodrigo Souto e Marlos, respectivamente. Em vão. O Corinthians continuou melhor, dominando com tranquilidade e cada vez mais próximo de marcar o terceiro. Aos quatro minutos, Miranda quase fez contra ao desviar um cruzamento para trás.

A partir dos dez minutos, o São Paulo conseguiu a sair mais da defesa. Marcelinho apareceu bem na partida, com boa movimentação e criatividade. Foi dele, inclusive, um dos bom momentos da etapa complementar, aos 14, ao passar por um marcador na intermediária e chutar por cima da meta com perigo.

Aos 24, o Corinthians quase ampliou com um golaço. Jorge Henrique cruzou da direita e Bruno César pegou de voleio. Rogério Ceni voou e fez uma defesa maravilhosa. No lance seguinte, o terceiro gol alvinegro. Após a cobrança do escanteio, Jucilei subiu entre os defensores rivais e cabeceou no canto esquerdo.

O gol liquidou qualquer esperança de reação tricolor. Melhor para o Corinthians, que passou a tocar a bola e a gastar o tempo. Rogério Ceni ainda teve trabalho. Aos 41, Alessandro recebeu passe na marca do pênalti e bateu forte. O goleiro, com o braço esquerdo, operou um milagre e evitou um vexame ainda maior.

A torcida do Corinthians conta as horas para ver Ronaldo em ação novamente. Mas, neste domingo, os alvinegros, talvez, não sentiram falta de seu grande ídolo na atualidade. Em uma noite inspirada e sob os olhares atentos de Mano Menezes, que esteve no estádio, os volantes Elias (dois) e Jucilei fizeram os gols da vitória por 3 a 0 no clássico contra o São Paulo, no Pacaembu, colocando o Timão perto outra vez da liderança do Brasileirão. Agora, são dez jogos sem derrotas para o rival. Motivo de sobra para os gritos de “o freguês voltou!” e "olé" ecoarem pelas arquibancadas.

O resultado faz o Timão colar novamente no líder Fluminense e se recuperar depois da derrota para o Avaí, domingo passado, em Florianópolis. A equipe dirigida pelo técnico Adilson Batista manteve a segunda colocação e subiu para 31 pontos, apenas dois a menos que os cariocas, que empataram com o Vasco, no Maracanã. Na próxima rodada, o Corinthians pega o Cruzeiro, quarta-feira, às 22h, em Uberlândia.

Mais do que se manter na briga pelo quinto título nacional, o Corinthians curte a ótima fase em partidas diante do Tricolor. A última derrota no clássico majestoso aconteceu em 11 de fevereiro de 2007, quando foi batido por 3 a 1, pelo Paulistão. Neste período, foram seis vitórias alvinegras e quatro empates.

Já o São Paulo segue em turbulência desde a derrota nas semifinais da Taça Libertadores. Além de mais uma atuação ruim, o time encosta perigosamente na zona do rebaixamento, aparecendo em 15º lugar, com 17 pontos, somente dois acima do grupo dos quatro que disputarão a Série B em 2011. Na quarta-feira, recebe o Vasco, às 22h, no Morumbi.

Timão encurrala o sonolento Tricolor

Sem um centroavante preso na área, o Corinthians apostou na velocidade de seus baixinhos para infernizar a defesa do São Paulo no início da partida. Com Jorge Henrique aberto pela direita, além de Elias e Bruno César encostando em Iarley, o Timão dominou os primeiros minutos e só não abriu um placar por uma ótima defesa de Rogério Ceni, aos sete minutos. Após confusão na área, William chutou e o goleiro espalmou no canto direito baixo.

Velocidade, aliás, foi o que faltou do outro lado. Com os gigantes Fernandão e Ricardo Oliveira, o São Paulo teve muita dificuldade para criar no campo de ataque. Marlos, única opção de armação, sofreu com a forte marcação feita por Ralf. O Tricolor quase marcou, aos 15, em falha do capitão William. Ele tentou driblar e perdeu a bola para Ricardo Oliveira. O atacante invadiu a área de frente para Julio Cesar, mas chutou para fora, perdendo grande chance.

O susto não impediu o Corinthians de continuar melhor. Jorge Henrique seguiu deitando e rolando nas costas de Junior Cesar pela esquerda. E foi por lá que o gol por muito pouco não saiu, aos 19, quando o atacante cruzou e Iarley desviou de cabeça por cima. Dois minutos mais tarde, a Fiel explodiu no Pacaembu. Elias avançou com rapidez pela intermediária, a marcação não encostou e ele soltou a bomba certeira, no canto esquerdo de Rogério.

A vantagem fez o Corinthians diminuir o ímpeto e passar a controlar o jogo. O São Paulo pouco fez para reagir. Marlos e Cléber Santana não foram nem de longe os armadores esperados pelo técnico Sérgio Baresi e mostram certa displicência em alguns lances. A melhor oportunidade de empatar surgiu aos 25. Rogério Ceni cobrou falta com perigo por cima do travessão de Julio Cesar.

No fim, aos 44 minutos, o Corinthians ainda teve tempo para ampliar a vantagem. Cléber Santana errou um toque de bola para trás e armou o ataque alvinegro. Jorge Henrique foi à linha de fundo e cruzou rasteiro. Elias apareceu entre os zagueiros para desviar e fechar o primeiro tempo com 2 a 0 para o Timão.

Jucilei fecha a vitória corintiana

Na volta do intervalo, Sérgio Baresi tentou mudar o comportamento do São Paulo com as entradas de Richarlyson e do garoto Marcelinho nas vagas de Rodrigo Souto e Marlos, respectivamente. Em vão. O Corinthians continuou melhor, dominando com tranquilidade e cada vez mais próximo de marcar o terceiro. Aos quatro minutos, Miranda quase fez contra ao desviar um cruzamento para trás.

A partir dos dez minutos, o São Paulo conseguiu a sair mais da defesa. Marcelinho apareceu bem na partida, com boa movimentação e criatividade. Foi dele, inclusive, um dos bom momentos da etapa complementar, aos 14, ao passar por um marcador na intermediária e chutar por cima da meta com perigo.

Aos 24, o Corinthians quase ampliou com um golaço. Jorge Henrique cruzou da direita e Bruno César pegou de voleio. Rogério Ceni voou e fez uma defesa maravilhosa. No lance seguinte, o terceiro gol alvinegro. Após a cobrança do escanteio, Jucilei subiu entre os defensores rivais e cabeceou no canto esquerdo.

O gol liquidou qualquer esperança de reação tricolor. Melhor para o Corinthians, que passou a tocar a bola e a gastar o tempo. Rogério Ceni ainda teve trabalho. Aos 41, Alessandro recebeu passe na marca do pênalti e bateu forte. O goleiro, com o braço esquerdo, operou um milagre e evitou um vexame ainda maior.

 A Tropa de Choque invadiu a Fundação Casa de Itaquera, na Zona Leste de São Paulo, por volta das 18h20 deste domingo (22) para pôr fim à rebelião dos internos, que já durava cinco horas. Os adolescentes se rebelaram por volta das 13h e, segundo a Fundação Casa, o motivo seria uma tentativa de fuga frustrada.

De acordo com o Sindicado dos Funcionários da Fundação Casa, todos os funcionários da unidade conseguiram sair do prédio e não houve reféns. Segundo a entidade de classe, os internos colocaram fogo em colchões e subiram no telhado da unidade.

A Polícia Militar informou que a corporação foi acionada às 13h devido a um tumulto na Fundação. O Corpo de Bombeiros também foi acionado e cinco equipes foram enviadas ao local.

De acordo com a Fundação Casa, 63 jovens vivem na unidade atualmente. A capacidade é para 96 internos. O presidente do sindicato dos funcionários, João Fasutino, disse que, pelo menos, três internos podem ter fugido.

Segundo a Fundação, somente depois que a rebelião acabar e os internos forem controlados é que será feita a contagem para saber se algum conseguiu fugir. Até as 18h30 deste domingo, não havia informações sobre feridos.
 

 Uma campanha para o torcedor do Botafogo esquecer. Em casa, a equipe de Ribeirão Preto decepcionou novamente e perdeu para o CENE (MS) neste domingo (22) por 1 a 0, terminando na última colocação do Grupo 08 da série D do Campeonato Brasileiro.

A situação já estava complicada para a Pantera. Além de vencer o time do Mato Grosso do sul, o Botafogo precisava torcer para o Tupi-MG perder para o Madureira-RJ no outro jogo do grupo. Como o time mineiro venceu por 3 a 0, a equipe de Ribeirão estava eliminada de qualquer jeito. Mesmo com a vitória, o CENE também foi eliminado do torneio.

Douglas marcou o único gol dos visitantes na partida, anotado aos 41 minutos do primeiro tempo de jogo. O Botafogo agora se concentra em armar o time que disputará o Campeonato Paulista de 2011.

 Uma campanha para o torcedor do Botafogo esquecer. Em casa, a equipe de Ribeirão Preto decepcionou novamente e perdeu para o CENE (MS) neste domingo (22) por 1 a 0, terminando na última colocação do Grupo 08 da série D do Campeonato Brasileiro.

A situação já estava complicada para a Pantera. Além de vencer o time do Mato Grosso do sul, o Botafogo precisava torcer para o Tupi-MG perder para o Madureira-RJ no outro jogo do grupo. Como o time mineiro venceu por 3 a 0, a equipe de Ribeirão estava eliminada de qualquer jeito. Mesmo com a vitória, o CENE também foi eliminado do torneio.

Douglas marcou o único gol dos visitantes na partida, anotado aos 41 minutos do primeiro tempo de jogo. O Botafogo agora se concentra em armar o time que disputará o Campeonato Paulista de 2011.

Por onde você anda no Parque do Peão em Barretos, todos conhecem o Pedro da Santa, o Tatá da Gaita, o Gordinho do Boi e o Cowboy do Assobio. Frequentadores antigos da Festa do Peão, eles viraram personagens e ajudam a fazer a alegria do evento. Seja para pagar uma promessa ou apenas para rever os amigos, cada um tem motivos diferentes para voltar ano após ano.

Pedro Geraldo Arneiro Ribeiro, de 48 anos, mais conhecido como Pedro da Santa, leva há mais de 20 anos a imagem de Nossa Senhora Aparecida, a padroeira dos peões, para diversos rodeios pelo Brasil. Ele entra durante as aberturas para que os competidores possam pedir a proteção antes de subir no touro. Tudo começou com uma promessa por causa de uma doença da mãe e virou, como ele mesmo diz, “um jeito de viver”.

“Eu não tive profissão e não tenho estudo. Isso é um modo de sobrevivência”, conta Pedro, que é morador de Aparecida, a 180 km da capital paulista. Ele vai até as cidades por conta própria. “Conto com a ajuda de Deus, Nossa Senhora e dos amigos”, afirma. Pedro diz que compra lembranças com o que ganha durante as competições, para distribuir no próximo rodeio. Com uma mala a tiracolo, ele circula pelo Parque do Peão entregando terços e fitinhas da padroeira a pessoas que conhece.

Morador de Londrina, José Nascimento Costa, de 56 anos, o Tatá da Gaita, frequenta a festa de Barretos desde 1974. Ele diz que, agora, retorna ao evento só para rever os amigos. “Meu trabalho já está bem divulgado. Eu venho aqui mais para rever os amigos. Tiro esses dias como se fossem férias”, afirma. Em 2008 e 2009, um câncer impediu que ele estivesse na festa. Tatá conta que muitos sentiram sua falta. “Recebi mais de 500 e-mails perguntado o que tinha acontecido”, lembra.

São Paulo vai a Barretos
Olinto dos Reis Costa, de 49 anos, chegou a Barretos com um boi que ele diz ter o maior chifre do Brasil – são 2,20 metros, de uma ponta a outra. Há 30 anos, o Gordinho do Boi leva à festa animais que servem de atração. E o mais curioso é que esses bichos não saem do interior de São Paulo. “Crio meus bois em Interlagos, a 31 km da Praça da Sé”, afirma.

E nem dá para dizer que essa predileção pelo campo vem de raízes no interior. “Não, nasci em Santo Amaro”, conta. “Mas eu sou sertanejo, gosto de música de raiz, sou um homem do campo”, afirma. Esse ano, ele levou a Barretos dois bois, duas mulas e um cavalo.

José Araújo tem a mesma idade da festa de Barretos, 55 anos. Os frequentadores podem reconhece-lo facilmente por sua marca registrada: ele está sempre assobiando músicas que ficaram famosas em filmes americanos. O Cowboy do Assobio vai a Barretos há sete anos e diz que só se arrepende de não ter começado a ir antes. “Rodeio é paixão, emoção e música”, conta. Ele deixa a família em Trindade, em Goiás, e transforma o carro em uma casa para passar todos os dias da festa. Araújo é convidado para eventos que acontecem paralelamente às competições.
 


O caldeirão basta. O Atlético-PR não jogou bem, tão pouco empolgou os 23 mil presentes na tarde deste domingo. Mas tabu é tabu. E um gol de cabeça de Manoel garantiu a magra vitória por 1 a 0 e mostrou por que o Flamengo tem pânico das partidas na Arena da Baixada. Este foi o 11º duelo no estádio, com nove vitórias do mandante e dois empates.

O Furacão, que passou a noite no Z4, respira. O time chegou aos 17 pontos e fica na 13ª posição, pelo menos até o fim dos jogos das 18h30m. O destaque da partida foi o ligeiro Maikon Leite. (assista aos melhores momentos no vídeo ao lado).

O time carioca, por sua vez, também confirmou sua fraqueza ofensiva e precisa mais do que nunca da estreia da dupla Deivid e Diogo para voltar a ter um ataque respeitável. Nos oito jogos pós-Copa, a equipe fez quatro gols, dois deles de pênalti. Diante de números tão ruins, a equipe manteve os 20 pontos, caiu para o nono lugar e distanciou-se do G-4. E ainda pode perder posições com os jogos das 18h30m.

Apesar da derrota, em algum momento do primeiro tempo, a torcida do Fla imaginou que o trauma da Arena chegaria ao fim. O time teve mais posse de bola, envolveu o adversário em alguns momentos, mas não passou disso. Rogério Lourenço começou com Val Baiano e Leandro Amaral e no intervalo decidiu trocá-los por Borja e Vinícius Pacheco. O que era razoável ficou péssimo, e o time carioca passou a ser martelado até sofrer o gol de cabeça, aos 37 minutos da etapa final.

Na próxima rodada, os curitibanos visitam o Grêmio Prudente, quarta-feira, no Prudentão. No dia seguinte, o Flamengo recebe o Atlético-MG no Maracanã.

Fla domina, mas não finaliza
A posição desconfortável na tabela não desanimou a torcida do Atlético-PR, que tomou as arquibancadas da Arena. A escalação com três atacantes (Marcelo, Maikon Leite e Beuno Mineiro) também evidenciou a necessidade de vitória.

O Flamengo fugiu das características predominantes da gestão Rogério Lourenço. Ao contrário dos outros jogos, o time abandonou a cautela defensiva e posicionou-se mais à frente, dominando o adversário desde o início. Mas a primeira chance foi dos anfitriões. Aos nove minutos, Bruno Mineiro ajeitou, Maikon Leite girou e bateu para fora, à direita da trave.

Sob o olhar de Sidnei Lobo, assistente do técnico da seleção brasileira Mano Menezes, Willians deu o primeiro chute do Flamengo aos 11. Mas errou por muito. Em contra-ataque rápido, aos 16, Petkovic lançou rasteiro para Val Baiano. Manoel chegou antes, mas por pouco não fez gol contra.

O Atlético chegou perto duas vezes. Primeiro, Olberdam cabeceou para fora, mas assustou Marcelo Lomba. Depois, aos 25, foi a vez de Maikon Leite chutar, a bola desviar em Jean e parar nas mãos do goleiro carioca.

Aos 27, Petkovic orquestrou um bom ataque. Ele driblou Rhodolfo, tabelou com Val Baiano, mas o passe final para o atacante foi muito à frente, e a zaga cortou. Depois de uma jogada perigosa de Leandro Amaral e Petkovic que, mais uma vez, esbarrou na zaga adversária, o Flamengo precisou do travessão para se salvar em chute de Paulo Baier, aos 39. O lance despertou o Furacão nos minutos finais do primeiro tempo. Aos 42, Maikon Leite cruzou rasteiro da direita e Paulo Baier, livre e sem goleiro, conseguiu perder.

Ataque novo dos cariocas dá força ao Furacão

No intervalo, Rogério Lourenço mudou a dupla de ataque. Saíram Val Baiano e Leandro Amaral, que não estava mal no jogo, e entraram Borja e Vinícius Pacheco. E a situação ficou pior, bem pior para os cariocas. Em um sopro de esperança, um zagueiro quase fez para o Flamengo. Aos três, Ronaldo Angelim cabeceou após cobrança de escanteio e Neto fez defesa espetacular.

O Atlético-PR reclamou de um pênalti de Correa em Maikon Leite, aos 13 minutos, mas Carlos Eugênio Simon mandou o corretamente o lance seguir. No contra-ataque, Vinícius Pacheco chutou fraco e o goleiro do Furacão agasalhou. O mesmo Vinícius quase deu sorte aos 23. A bola desviou na zaga e Neto teve que agir para impedir o gol.

Melhor jogador em campo, Maikon Leite driblou Jean e por pouco não acertou o ângulo esquerdo. O gol dos donos da casa demorou, mas saiu. Paulo Baier cobrou escanteio da direita, Manoel se antecipou à zaga, aos 37, e cabeceou para as redes.

O Flamengo lançou-se ao ataque e Vinícius Pacheco teve ótima chance de cabeça. Mas como o forte não é finalizar, a bola foi para fora. Dali em diante, o Atlético-PR perdeu algumas chances e administrou a vitória.

ATLÉTICO-PR 1 X 0  FLAMENGO
Neto; Wagner Diniz, Manoel, Rhodolfo e Paulinho; Olberdam (Bruno Costa), Chico e Paulo Baier; Marcelo (Branquinho), Maikon Leite e Bruno Mineiro (Deivid). Marcelo Lomba; Léo Moura, Jean, Ronaldo Angelim e Juan; Correa, Willians, Renato e Petkovic (Kleberson); Leandro Amaral (Borja) e Val Baiano (Vinícius Pacheco)
Técnico: Paulo Cesar Carpegiani Técnico: Rogério Lourenço
Gol: Manoel, aos 37 minutos do segundo tempo
Cartões amarelos: Bruno Mineiro, Paulo Baier (Atlético-PR). Borja e Willians (Flamengo)
Estádio: Arena da Baixada. Data: 22/8/2010. Árbitro: Carlos Eugênio Simon (Fifa-RS). Auxiliares: Altemir Hausmann (Fifa-RS) e Paulo Ricardo Conceição (RS). Público: 21.734 pagantes (23.010 presentes). Renda R$ 414.340,00
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O caldeirão basta. O Atlético-PR não jogou bem, tão pouco empolgou os 23 mil presentes na tarde deste domingo. Mas tabu é tabu. E um gol de cabeça de Manoel garantiu a magra vitória por 1 a 0 e mostrou por que o Flamengo tem pânico das partidas na Arena da Baixada. Este foi o 11º duelo no estádio, com nove vitórias do mandante e dois empates.

O Furacão, que passou a noite no Z4, respira. O time chegou aos 17 pontos e fica na 13ª posição, pelo menos até o fim dos jogos das 18h30m. O destaque da partida foi o ligeiro Maikon Leite. (assista aos melhores momentos no vídeo ao lado).

O time carioca, por sua vez, também confirmou sua fraqueza ofensiva e precisa mais do que nunca da estreia da dupla Deivid e Diogo para voltar a ter um ataque respeitável. Nos oito jogos pós-Copa, a equipe fez quatro gols, dois deles de pênalti. Diante de números tão ruins, a equipe manteve os 20 pontos, caiu para o nono lugar e distanciou-se do G-4. E ainda pode perder posições com os jogos das 18h30m.

Apesar da derrota, em algum momento do primeiro tempo, a torcida do Fla imaginou que o trauma da Arena chegaria ao fim. O time teve mais posse de bola, envolveu o adversário em alguns momentos, mas não passou disso. Rogério Lourenço começou com Val Baiano e Leandro Amaral e no intervalo decidiu trocá-los por Borja e Vinícius Pacheco. O que era razoável ficou péssimo, e o time carioca passou a ser martelado até sofrer o gol de cabeça, aos 37 minutos da etapa final.

Na próxima rodada, os curitibanos visitam o Grêmio Prudente, quarta-feira, no Prudentão. No dia seguinte, o Flamengo recebe o Atlético-MG no Maracanã.

Fla domina, mas não finaliza
A posição desconfortável na tabela não desanimou a torcida do Atlético-PR, que tomou as arquibancadas da Arena. A escalação com três atacantes (Marcelo, Maikon Leite e Beuno Mineiro) também evidenciou a necessidade de vitória.

O Flamengo fugiu das características predominantes da gestão Rogério Lourenço. Ao contrário dos outros jogos, o time abandonou a cautela defensiva e posicionou-se mais à frente, dominando o adversário desde o início. Mas a primeira chance foi dos anfitriões. Aos nove minutos, Bruno Mineiro ajeitou, Maikon Leite girou e bateu para fora, à direita da trave.

Sob o olhar de Sidnei Lobo, assistente do técnico da seleção brasileira Mano Menezes, Willians deu o primeiro chute do Flamengo aos 11. Mas errou por muito. Em contra-ataque rápido, aos 16, Petkovic lançou rasteiro para Val Baiano. Manoel chegou antes, mas por pouco não fez gol contra.

O Atlético chegou perto duas vezes. Primeiro, Olberdam cabeceou para fora, mas assustou Marcelo Lomba. Depois, aos 25, foi a vez de Maikon Leite chutar, a bola desviar em Jean e parar nas mãos do goleiro carioca.

Aos 27, Petkovic orquestrou um bom ataque. Ele driblou Rhodolfo, tabelou com Val Baiano, mas o passe final para o atacante foi muito à frente, e a zaga cortou. Depois de uma jogada perigosa de Leandro Amaral e Petkovic que, mais uma vez, esbarrou na zaga adversária, o Flamengo precisou do travessão para se salvar em chute de Paulo Baier, aos 39. O lance despertou o Furacão nos minutos finais do primeiro tempo. Aos 42, Maikon Leite cruzou rasteiro da direita e Paulo Baier, livre e sem goleiro, conseguiu perder.

Ataque novo dos cariocas dá força ao Furacão

No intervalo, Rogério Lourenço mudou a dupla de ataque. Saíram Val Baiano e Leandro Amaral, que não estava mal no jogo, e entraram Borja e Vinícius Pacheco. E a situação ficou pior, bem pior para os cariocas. Em um sopro de esperança, um zagueiro quase fez para o Flamengo. Aos três, Ronaldo Angelim cabeceou após cobrança de escanteio e Neto fez defesa espetacular.

O Atlético-PR reclamou de um pênalti de Correa em Maikon Leite, aos 13 minutos, mas Carlos Eugênio Simon mandou o corretamente o lance seguir. No contra-ataque, Vinícius Pacheco chutou fraco e o goleiro do Furacão agasalhou. O mesmo Vinícius quase deu sorte aos 23. A bola desviou na zaga e Neto teve que agir para impedir o gol.

Melhor jogador em campo, Maikon Leite driblou Jean e por pouco não acertou o ângulo esquerdo. O gol dos donos da casa demorou, mas saiu. Paulo Baier cobrou escanteio da direita, Manoel se antecipou à zaga, aos 37, e cabeceou para as redes.

O Flamengo lançou-se ao ataque e Vinícius Pacheco teve ótima chance de cabeça. Mas como o forte não é finalizar, a bola foi para fora. Dali em diante, o Atlético-PR perdeu algumas chances e administrou a vitória.

ATLÉTICO-PR 1 X 0  FLAMENGO
Neto; Wagner Diniz, Manoel, Rhodolfo e Paulinho; Olberdam (Bruno Costa), Chico e Paulo Baier; Marcelo (Branquinho), Maikon Leite e Bruno Mineiro (Deivid). Marcelo Lomba; Léo Moura, Jean, Ronaldo Angelim e Juan; Correa, Willians, Renato e Petkovic (Kleberson); Leandro Amaral (Borja) e Val Baiano (Vinícius Pacheco)
Técnico: Paulo Cesar Carpegiani Técnico: Rogério Lourenço
Gol: Manoel, aos 37 minutos do segundo tempo
Cartões amarelos: Bruno Mineiro, Paulo Baier (Atlético-PR). Borja e Willians (Flamengo)
Estádio: Arena da Baixada. Data: 22/8/2010. Árbitro: Carlos Eugênio Simon (Fifa-RS). Auxiliares: Altemir Hausmann (Fifa-RS) e Paulo Ricardo Conceição (RS). Público: 21.734 pagantes (23.010 presentes). Renda R$ 414.340,00
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O morador de Hortolândia, Ademir Aparecido Costa Camargo, fotografou um grave acidente na avenida Santana. Ele diz que os acidentes são comuns na via e que os moradores estão assustados e esperam providência.

 


Não chegou a ser uma de suas exibições mais brilhantes. Mas o menino que passará a valer € 45 milhões (R$ 101 milhões) a partir do dia 1º de dezembro, data em que começa a vigorar sua nova multa rescisória, resolveu a partida contra o Atlético-MG a favor do Santos. Com um gol e um passe para o tento de Danilo, Neymar ajudou a escrever os 2 a 0 para o Peixe, na tarde deste domingo, na Vila Belmiro, três dias depois de rejeitar uma proposta de € 30 milhões do Chelsea, da Inglaterra, e decretar o seu “fico” no clube, com um novo contrato de cinco anos.

O resultado alçou o Santos ao sexto posto do Campeonato Brasileiro, agora com 21 pontos – o Peixe ainda tem um jogo a menos que seus concorrentes - e fez Neymar sair de campo aplaudido, além de ter agravado a crise no Galo de Vanderlei Luxemburgo.

Sem vencer fora de casa desde o dia 21 de abril, quando bateu o Sport no Recife, o Atlético-MG agoniza na parte inferior da tabela. Tem 13 pontos, na 18ª posição.

O Santos volta a jogar na próxima quarta-feira, contra o Grêmio, no Olímpico. Já tenta acabar com a sina de insucessos fora de casa contra o Flamengo, no Maracanã, na quinta-feira.

Jogo morno

O reencontro de Vanderlei Luxemburgo com a torcida santista não foi dos mais amigáveis. Eliminado da Copa do Brasil pelo Peixe, o treinador foi bastante hostilizado na Vila Belmiro. Se o clima nas arquibancadas não era bom para Luxa, o mesmo não se pode dizer em relação ao elenco do Peixe. Treinador da equipe na temporada passada, ele recebeu abraços e beijos de Neymar, a quem chamou de “louco” por ter recusado a proposta do Chelsea, da Inglaterra, e Paulo Henrique Ganso, que foi parabenizado por ostentar a faixa de capitão. Keirrison, desafeto dos tempos de Palmeiras, passou batido pelo ex-comandante.

Após os cumprimentos, o que se viu foi um jogo morno, com raros momentos de emoção. Pelo lado santista, Neymar e Ganso tentavam se desvencilhar da marcação que não lhes dava sossego. Já no Atlético-MG, time que teve as melhores chances, Ricardinho e Diego Souza tentavam desequilibrar para os mineiros, apostando sempre na velocidade de Diego Tardelli. Mas foram escassas as boas jogadas na primeira etapa.

Aos 10 minutos, Ganso cruzou para Zezinho, surpresa no time titular de Dorival Júnior. O meia cabeceou forte, mas Aranha conseguiu evitar no primeiro lance e contou com o auxílio de Lima para afastar o perigo definitivamente – Marcel estava pronto para receber a bola.

A resposta mineira veio um minuto depois, com Tardelli obrigando Rafael a fazer boa defesa. Aos 25, o Galo voltou a assustar em boa jogada de Diego Souza. O camisa 1 rolou para Neto Berola, que tentou Tardelli, mas viu Pará encerrar a jogada.

O jogo morno se refletia nas arquibancadas. Foram raros os momentos em que a torcida santista se manifestou na Vila Belmiro, e quando gritou foi para reclamar de um cartão amarelo dado ao meia Paulo Henrique Ganso, xodó dos alvinegros.

O menino de € 45 milhões

Para melhorar a movimentação na frente santista, Dorival Júnior, enfim, colocou Keirrison em campo. O atacante, que já está há um mês se dedicando exclusivamente aos treinos no CT Rei Pelé, foi festejado pela torcida. E logo o Peixe encontrou o caminho do gol, mas pelos pés de seu menino de € 45 milhões (R$ 101 milhões) – valor da multa rescisória que passa a vigorar a partir de 1º de dezembro.


Enquanto Neymar tentava animar a torcida com seus dribles, Tardelli assustava o sistema defensivo do Santos. Com velocidade, o atacante do Galo avançou pela direita e chutou cruzado. Rafael se esticou todo, e a bola passou rente à sua trave direita, para alívio dos alvinegros.Zezinho fez jogada pelo lado esquerdo do Peixe e, ao tentar cruzar, viu a bola bater no braço do zagueiro Werley. Héber Roberto Lopes assinalou pênalti, e logo Neymar se apresentou para bater. Sem inventar com a "cavadinha" ou outro tipo de cobrança diferente, o camisa 11 mandou um chute a meia altura e venceu Aranha para marcar seu quarto gol no Brasileiro e fazer 1 a 0 para os donos da casa.

Percebendo que Diego Tardelli estava um pouco isolado na frente, Luxemburgo optou pela entrada de Obina no ataque e ainda fortaleceu o meio-campo com Mendez. Assim, o Atlético-MG passou a chegar com mais perigo ao gol santista. Em uma das jogadas, O arqueiro do Peixe livrou o time de levar um gol de bicicleta de Diego Souza, aos 26, e no lance seguinte evitou fez bela defesa na tentativa de cabeça de Lima.

E quando o Galo parecia mas perto de beliscar o empate na Vila Belmiro, o Santos ampliou o placar. Em um contra-ataque puxado em velocidade por Neymar, Danilo bateu cruzado depois de receber do camisa 11 e fez 2 a 0 para o Peixe, aos 33 minutos. O menino de € 45 milhões, mesmo sem se esforçar muito, brilhou.

SANTOS 2X0 ATLÉTICO-MG
Rafael, Pará, Bruno Aguiar, Durval e Léo; Arouca, Danilo, Zezinho (Roberto Brum) e Paulo Henrique Ganso; Neymar (Madson) e Marcel (Keirrison). Aranha; Diego Macedo, Werley (Rafael Cruz), Réver e Lima; Ricardinho, Serginho (Mendez), Rafael Tajaí e Diego Souza; Neto Berola (Obina) e Diego Tardelli
Técnico: Dorival Júnior. Técnico: Vanderlei Luxemburgo.
Gols: Neymar, aos 12 minutos, e Danilo, aos 33 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Serginho, Mendez, Diego Tardelli e Rafael Jataí (Atlético-MG). Danilo, Ganso e Durval (Santos).
Estádio: Vila Belmiro, Santos (SP). Data: 22/8/2010. Público: 10.220 pagantes. Renda: R$263.875,00. Árbitro: Heber Roberto Lopes (Fifa-PR). Auxiliares: Roberto Braatz (Fifa-PR) e Gilson Bento Coutinho (PR).

 

 


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