O caldeirão basta. O Atlético-PR não jogou bem, tão pouco empolgou os 23 mil presentes na tarde deste domingo. Mas tabu é tabu. E um gol de cabeça de Manoel garantiu a magra vitória por 1 a 0 e mostrou por que o Flamengo tem pânico das partidas na Arena da Baixada. Este foi o 11º duelo no estádio, com nove vitórias do mandante e dois empates.
O Furacão, que passou a noite no Z4, respira. O time chegou aos 17 pontos e fica na 13ª posição, pelo menos até o fim dos jogos das 18h30m. O destaque da partida foi o ligeiro Maikon Leite. (assista aos melhores momentos no vídeo ao lado).
O time carioca, por sua vez, também confirmou sua fraqueza ofensiva e precisa mais do que nunca da estreia da dupla Deivid e Diogo para voltar a ter um ataque respeitável. Nos oito jogos pós-Copa, a equipe fez quatro gols, dois deles de pênalti. Diante de números tão ruins, a equipe manteve os 20 pontos, caiu para o nono lugar e distanciou-se do G-4. E ainda pode perder posições com os jogos das 18h30m.
Apesar da derrota, em algum momento do primeiro tempo, a torcida do Fla imaginou que o trauma da Arena chegaria ao fim. O time teve mais posse de bola, envolveu o adversário em alguns momentos, mas não passou disso. Rogério Lourenço começou com Val Baiano e Leandro Amaral e no intervalo decidiu trocá-los por Borja e Vinícius Pacheco. O que era razoável ficou péssimo, e o time carioca passou a ser martelado até sofrer o gol de cabeça, aos 37 minutos da etapa final.
Na próxima rodada, os curitibanos visitam o Grêmio Prudente, quarta-feira, no Prudentão. No dia seguinte, o Flamengo recebe o Atlético-MG no Maracanã.
Fla domina, mas não finaliza
A posição desconfortável na tabela não desanimou a torcida do Atlético-PR, que tomou as arquibancadas da Arena. A escalação com três atacantes (Marcelo, Maikon Leite e Beuno Mineiro) também evidenciou a necessidade de vitória.
O Flamengo fugiu das características predominantes da gestão Rogério Lourenço. Ao contrário dos outros jogos, o time abandonou a cautela defensiva e posicionou-se mais à frente, dominando o adversário desde o início. Mas a primeira chance foi dos anfitriões. Aos nove minutos, Bruno Mineiro ajeitou, Maikon Leite girou e bateu para fora, à direita da trave.
Sob o olhar de Sidnei Lobo, assistente do técnico da seleção brasileira Mano Menezes, Willians deu o primeiro chute do Flamengo aos 11. Mas errou por muito. Em contra-ataque rápido, aos 16, Petkovic lançou rasteiro para Val Baiano. Manoel chegou antes, mas por pouco não fez gol contra.
O Atlético chegou perto duas vezes. Primeiro, Olberdam cabeceou para fora, mas assustou Marcelo Lomba. Depois, aos 25, foi a vez de Maikon Leite chutar, a bola desviar em Jean e parar nas mãos do goleiro carioca.
Aos 27, Petkovic orquestrou um bom ataque. Ele driblou Rhodolfo, tabelou com Val Baiano, mas o passe final para o atacante foi muito à frente, e a zaga cortou. Depois de uma jogada perigosa de Leandro Amaral e Petkovic que, mais uma vez, esbarrou na zaga adversária, o Flamengo precisou do travessão para se salvar em chute de Paulo Baier, aos 39. O lance despertou o Furacão nos minutos finais do primeiro tempo. Aos 42, Maikon Leite cruzou rasteiro da direita e Paulo Baier, livre e sem goleiro, conseguiu perder.
Ataque novo dos cariocas dá força ao Furacão
No intervalo, Rogério Lourenço mudou a dupla de ataque. Saíram Val Baiano e Leandro Amaral, que não estava mal no jogo, e entraram Borja e Vinícius Pacheco. E a situação ficou pior, bem pior para os cariocas. Em um sopro de esperança, um zagueiro quase fez para o Flamengo. Aos três, Ronaldo Angelim cabeceou após cobrança de escanteio e Neto fez defesa espetacular.
O Atlético-PR reclamou de um pênalti de Correa em Maikon Leite, aos 13 minutos, mas Carlos Eugênio Simon mandou o corretamente o lance seguir. No contra-ataque, Vinícius Pacheco chutou fraco e o goleiro do Furacão agasalhou. O mesmo Vinícius quase deu sorte aos 23. A bola desviou na zaga e Neto teve que agir para impedir o gol.
Melhor jogador em campo, Maikon Leite driblou Jean e por pouco não acertou o ângulo esquerdo. O gol dos donos da casa demorou, mas saiu. Paulo Baier cobrou escanteio da direita, Manoel se antecipou à zaga, aos 37, e cabeceou para as redes.
O Flamengo lançou-se ao ataque e Vinícius Pacheco teve ótima chance de cabeça. Mas como o forte não é finalizar, a bola foi para fora. Dali em diante, o Atlético-PR perdeu algumas chances e administrou a vitória.
| Neto; Wagner Diniz, Manoel, Rhodolfo e Paulinho; Olberdam (Bruno Costa), Chico e Paulo Baier; Marcelo (Branquinho), Maikon Leite e Bruno Mineiro (Deivid). | Marcelo Lomba; Léo Moura, Jean, Ronaldo Angelim e Juan; Correa, Willians, Renato e Petkovic (Kleberson); Leandro Amaral (Borja) e Val Baiano (Vinícius Pacheco) |
| Técnico: Paulo Cesar Carpegiani | Técnico: Rogério Lourenço |
| Gol: Manoel, aos 37 minutos do segundo tempo | |
| Cartões amarelos: Bruno Mineiro, Paulo Baier (Atlético-PR). Borja e Willians (Flamengo) | |
| Estádio: Arena da Baixada. Data: 22/8/2010. Árbitro: Carlos Eugênio Simon (Fifa-RS). Auxiliares: Altemir Hausmann (Fifa-RS) e Paulo Ricardo Conceição (RS). Público: 21.734 pagantes (23.010 presentes). Renda R$ 414.340,00 | |


Por onde você anda no Parque do Peão em Barretos, todos conhecem o Pedro da Santa, o Tatá da Gaita, o Gordinho do Boi e o Cowboy do Assobio. Frequentadores antigos da Festa do Peão, eles viraram personagens e ajudam a fazer a alegria do evento. Seja para pagar uma promessa ou apenas para rever os amigos, cada um tem motivos diferentes para voltar ano após ano.
“Eu não tive profissão e não tenho estudo. Isso é um modo de sobrevivência”, conta Pedro, que é morador de Aparecida, a 180 km da capital paulista. Ele vai até as cidades por conta própria. “Conto com a ajuda de Deus, Nossa Senhora e dos amigos”, afirma. Pedro diz que compra lembranças com o que ganha durante as competições, para distribuir no próximo rodeio. Com uma mala a tiracolo, ele circula pelo Parque do Peão entregando terços e fitinhas da padroeira a pessoas que conhece.
E nem dá para dizer que essa predileção pelo campo vem de raízes no interior. “Não, nasci em Santo Amaro”, conta. “Mas eu sou sertanejo, gosto de música de raiz, sou um homem do campo”, afirma. Esse ano, ele levou a Barretos dois bois, duas mulas e um cavalo.





