AFP Foto: AFP O cantor de hip-hop Wyclef Jean anunciou neste domingo no Twitter que apelará da decisão do Conselho Eleitoral haitiano que o impede de se apresentar às eleições presidenciais no Haiti em novembro. "Amanhã nossos advogados estarão apelando da decisão do CEP", afirmou Jean em sua mensagem. "Cumprimos com todos os requisitos estabelecidos pela lei. E a lei deve ser respeitada." Wyclef Jean foi excluído como candidato presidencial para as eleições de novembro no Haiti na sexta-feira pelo conselho eleitoral provisório, reunido em Porto Príncipe. "Embora não esteja de acordo com a sentença, aceito respeitosamente a decisão final do comitê, e insto aos meus seguidores a fazerem o mesmo", declarou Jean em um comunicado publicado pouco após a decisão. Sua candidatura foi excluída após longas horas de espera na sexta-feira e depois de que, na terça, o conselho recusou-se a publicar a lista de candidatos que poderão se apresentar em 28 de novembro para suceder René Preval. Wyclef Jean, de longe o candidato mais conhecido, esperava o veredicto junto com outros 32 postulantes. A votação para eleger o próximo presidente do Haiti, país devastado por um terremoto em 12 de janeiro, está programada para 28 de novembro, embora persistam dúvidas sobre a capacidade das autoridades de celebrá-las nesta data. A polícia haitiana e as forças de paz da missão da ONU se mobilizaram para os escritórios do Conselho Eleitoral para evitar distúrbios. O Haiti vive mergulhado na pobreza extrema, situação agravada pelas consequências devastadoras do terremoto de 12 de janeiro, que deixou 250.000 mortos e 1,3 milhão de pessoas desabrigadas, custando ao país 120% de seu PIB, segundo o FMI.
22/08/2010 01:49 PM
Reuters Foto: AP Mais de 800 milhões de dólares foram destinados às vítimas das enchentes no Paquistão, disse o ministro das Relações Exteriores neste domingo. Enquanto isso, milhares de pessoas no sul do país temem que a destruição aumente. A cheia dos rios na província de Sindh ameaça causar mais destruição no país, uma catástrofe que já minou a popularidade do governo e pode ajudar militantes islâmicos a ganharem o apoio da população. O ministro Shah Mehmood Qureshi agradeceu os 815,6 milhões de dólares em ajuda internacional destinados a aliviar o sofrimento da população depois de um dos piores desastres da história do Paquistão. "Numa situação como essa, quando o Ocidente, a Europa e a América estão numa recessão, esse tipo de solidariedade pelo Paquistão eu acho muito encorajador," disse ele numa coletiva de imprensa em Islamabad. A pior enchente das últimas décadas destruiu vilarejos, pontes e estradas, deixando mais de 4 milhões de desabrigados e gerando a preocupação de que militantes islâmicos possam explorar a miséria e o caos para angariar o apoio da população. Saleh Farooqui, diretor-geral da autoridade de administração de desastres em Sindh, disse que as enchentes já atingiram quatro distritos, inclusive áreas urbanas, nas últimas 24 horas, forçando 200 mil pessoas a buscar refúgio em áreas mais altas, onde as águas não chegam. "A região sul de Sindh é agora nosso foco. Já redirecionamos recursos de resgate para a área," disse ele. Autoridades esperam que as águas recuem em todo o país nas próximas semanas. Mas, quando isso acontecer, milhões de paquistaneses irão solicitar ao governo que rapidamente providencie casas e compense suas perdas. O governo tem sido acusado de agir vagarosamente e organizações de caridade islâmicas --algumas suspeitas de estarem ligadas a organizações terroristas-- estão atuando rapidamente para ajudar a população paquistanesa, que já está frustrada com o histórico de seus líderes em relação à segurança, à pobreza e à falta de energia elétrica crônica. 
22/08/2010 12:52 PM
BBC Brasil Foto: AP O Irã apresentou neste domingo o primeiro avião militar não tripulado construído no país. O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, disse que o Karrar teria alcance de mil kms e poderia carregar duas bombas de 115 kg cada ou uma de 230 kg. A TV iraniana mostrou a aeronave durante o voo. "Este jato é um mensageiro da generosidade e da honra humana, um salvador da humanidade, antes de ser um mensageiro da morte para os inimigos da humanidade", disse ele durante a cerimônia de apresentação. Ahmadinejad disse que o objetivo do armamento é "manter o inimigo paralisado em suas bases". O presidente afirmou que o programa militar do país continuará "até que os inimigos da humanidade percam a esperança de atacar a nação iraniana". Programa bélico O programa bélico iraniano foi iniciado durante a guerra com o Iraque (1980-88) para compensar o embargo de armas imposto na época pelos Estados Unidos, que apoiava militarmente o governo iraquiano de Saddam Hussein. Muitos dos anúncios feitos pelo governo iraniano sobre avanços tecnológicos não podem ser confirmados independentemente. Na sexta-feira o Irã testou um novo míssel, o Qiam-1, com um avançado sistema direcional. No sábado, o país inaugurou sua primeira usina nuclear, que países ocidentais dizem não representar um risco. No centro da polêmica envolvendo o Irã e nações ocidentais está o programa de enriquecimento de urãnio do país, acusado pelo ocidente de ser uma fachada para a produção de armamentos, alegação negada pelo governo iraniano.
22/08/2010 11:59 AM
Reuters Um terremoto de magnitude 5,7 atingiu a região noroeste da Grécia neste domingo, sem deixar feridos ou causar acidentes, informou o Centro de Inspeção Geológica dos Estados Unidos. O tremor teve origem a uma profundidade de 33 quilômetros. Já o Instituto de Geodinâmica de Atenas atribuiu magnitude 5,4 ao tremor, cujo epicentro foi na costa sudoeste da ilha de Zakynthos, a 330 quilômetros de Atenas. A polícia local e testemunhas afirmaram que não houve feridos ou acidentes. "Sentimos o terremoto mas não há indícios imediatos de qualquer dano", afirmou um policial em Zakynthos.
22/08/2010 11:50 AM
AFP Foto: Reuters O fundador do site Wikileaks, o australiano Julian Assange, afirmou que o departamento de Defesa dos Estados Unidos pode estar por trás das acusações que o levaram a ser procurado durante algumas horas por estupro na Suécia. "Não sei o que há por trás. Mas haviam nos advertido que, por exemplo, o Pentágono podia jogar sujo para nos destruir", afirmou Assange em uma entrevista publicada no jornal sueco Aftonbladet. "Além disso, alertaram contra armadilhas sexuais", acrescentou, sem precisar que achava que havia caído numa delas. "Talvez sim, talvez não", limitou-se a comentar. "Já me acusaram de todo tipo de coisa nos últimos anos, mas nunca de algo tão grave. O que posso dizer é que nunca tive, nem na Suécia, nem em nenhum outro país, relações sexuais com uma pessoa sem consentimento comum", afirmou. Neste domingo, a promotoria sueca justificou o pedido de prisão por estupro emitido na sexta-feira e anulado no sábado contra Assange, em um comunicado divulgado neste domingo, em Estocolmo. "No sábado, o chefe dos promotores, Eva Finné, obteve mais informações que o promotor de plantão na noite de sexta-feira. Uma decisão como o pedido de prisão deve ser revaliada no curso da investigação", afirma o comunicado da promotoria para explicar as razões pelas quais no sábado foi anulado o pedido de prisão contra Assange emitido na sexta-feira. Na noite de sábado, o porta-voz do promotor, Karin Rosander, declarou à AFP que o procedimento seguido pelo promotor de plantão havia sido normal. Tratando-se de acusações tão graves como a de estupro, o pedido de prisão é automático, indicou Rosander. A promotora de plantão, Maria Haljebo Kjellstrad, afirmou que não lamentava em nada sua decisão, em uma entrevista concedida ao jornal de direita Expressen, que revelou o caso no sábado. "Recebi um relatório da polícia, que me pareceu suficiente para detê-lo", contou. "Na sexta-feira à noite, recebi uma ligação da polícia descrevendo o que as mulheres haviam dito. A informação que recebi era tão convincente que tomei minha decisão', declarou Haljebo Kjellstrand. Na sexta, a promotoria havia anunciado que Assange era investigado por estupro e por agressão devido a declarações de duas mulheres à polícia. As duas mulheres que originaram a intervenção da Justiça em momento algum apresentaram uma queixa judicial. No sábado, a promotoria anunciou que "Julian Assange não era suspeito de estupro, mas continuava aberta uma investigação por agressão contra uma mulher". Assange negou imediatamente as acusações e tanto ele quanto pessoas próximas a ele afirmaram que o incidente se tratou de uma manobra mal-intencionada contra o WikiLeaks. Segundo o jornal, duas mulheres, de 20 e 30 anos, foram à polícia na sexta-feira para contar os maus pedaços que passaram com Assange, de 39 anos. Intimidadas, elas não quiseram prestar queixa, mas a polícia tomou a iniciativa de informar a promotoria. Ainda de acordo com o jornal, Assange teria conhecido uma das mulheres no sábado à noite da semana passada em um apartamento de Södermalm, bairro de Estocolmo, e a outra, na manhã de terça, em Enköping, quilômetros a noroeste da capital. Ao longo do sábado, o próprio Assange lançou no ar a pergunta: "Por que estas acusações agora? É interessante", disse, sem dar detalhes, na página na internet do jornal sueco Dagens Nyheter (DN.se). O WikiLeaks, que declarou apoio a seu fundador em um comunicado publicado em seu blog oficial, enfureceu o governo americano ao publicar, na internet, 77 mil documentos confidenciais sobre a guerra no Afeganistão. Na semana passada, Assange anunciou em Estocolmo a intenção de publicar outros 15 mil documentos sobre o conflito.
22/08/2010 10:07 AM
AFP Foto: Reuters A atual primeira-ministra australiana, Julia Gillard, prometeu neste domingo ao país um governo estável e efetivo, enquanto seu partido trabalhista e seus adversários conservadores negociavam com os deputados independentes visando a uma coalizão. "A Austrália é uma das democracias mais sólidas do mundo", afirmou Gillard em coletiva de imprensa. "Temos instituições e processos democráticos robustos e como primeira-ministra continuarei assegurando um governo estável e efetivo de acordo com nosso processo democrático enquanto se efetua a contagem dos últimos votos desta eleição. Não existe nenhuma incerteza sobre a continuidade de um governo estável durante este período". Gillard reivindicou da mesma forma seu direito de formar um governo em função das eleições legislativas antecipadas de sábado, enfatizando a vantagem de seu partido trabalhista frente aos conservadores de Tony Abbott em termos de votos. Segundo os resultados ainda parciais, depois de 75% dos votos apurados, segundo o canal ABC, os trabalhistas obtiveram 73 cadeiras contra 70 para os liberais de Abbott e 50,7% dos votos contra 49,3% para os conservadores. Nenhum dos dois partidos parece, no entanto, em condições de obter as 76 cadeiras para contar com a maioria em um parlamento com 150 deputados. As formações trabalhista e conservadora dominaram a vida vida política australiana por mais de meio século. Mas será a primeira vez desde 1940 que a Austrália não conta com uma maioria definida no parlamento. "Recebi duas ligações muito amáveis. Uma da primeira-ministra para felicitar-me e outra, mais tarde, do chefe da oposição pelo mesmo motivo", contou o deputado independente Tony Windsor. Três dos deputados independientes eleitos são ex-membros do Partido Nacional, membro histórico junto ao Partido Liberal da coalizão conservadora dirigida por Tony Abbot.
22/08/2010 09:48 AM
BBC Brasil O episódio do tiroteio entre um grupo de homens armados seguido pela invasão de um hotel de luxo em São Conrado, zona sul do Rio de Janeiro no sábado foi destaque em vários veículos da imprensa internacional. O jornal espanhol El País destaca as declarações do presidenciável José Serra (PSDB) que estava no sábado no Rio de Janeiro e criticou o que chamou de "precária política de segurança pública" do governo federal. O El País ressalta também o comentário do secretário de Segurança do Rio de Janeiro, Mariano Beltrame. "Segundo o secretário de Segurança, 'não existem soluções' mágicas para acabar com a violência de uma cidade com mais de mil favelas, dominadas até hoje, exceto uma dezena delas, pelo poder paralelo dos narcotraficantes, melhor armados geralmente do que a polícia", diz o El País. Segurança O assunto estava na primeira página do site do jornal argentino El Clarin com o título: "Rio de Janeiro: Narcotraficantes fazem reféns em hotel de luxo". O site da emissora de TV Al Jazeera, baseada no Catar, afirma que a segurança é uma das principais preocupações do Rio de Janeiro que se prepara para sediar a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016. A Al Jazeera destaca que o governo conseguiu acabar com o tráfico em 10 favelas e que o Intercontinental é um dos hoteís mais procurados por estrangeiros embora ressalte que as nacionalidades dos reféns não foram reveladas. O jornal americano The New York Times trouxe o título: "Homens armados invadem hotel no Rio de Janeiro". Já o site da emissora americana CNN preferiu destacar que o episódio deixou uma vítima fatal, com a manchete: "No Brasil, uma pessoa morre em tiroteio em hotel".
22/08/2010 09:39 AM
EFE O ministro da Defesa israelense, Ehud Barak, anunciou hoje a escolha para a chefia do Estado-Maior do Exército Yoav Galant, quem esteve no comando da operação Chumbo Fundido contra a Faixa de Gaza entre o final de 2008 e o início de 2009, na qual, segundo um relatório da ONU, Tel Aviv cometeu crimes de guerra. Nascido em 1958 em Yaffa, próxima a Tel Aviv, Galant "é um veterano oficial com uma rica e variada experiência operacional e capacidade para liderar o Exército ante os desafios enfrentados por ele e pelo Estado de Israel", indicou Barak sobre a decisão na reunião semanal do conselho de ministros. Galant dirige o Comando Sul desde que Israel evacuou, em 2005, soldados e colonos da Faixa de Gaza. Por isso, sua missão esteve centrada sobretudo em lidar com os ataques com foguetes lançados da Faixa de Gaza pelas milícias palestinas. Em dezembro de 2008 e janeiro de 2009, esteve no comando da ofensiva Chumbo Fundido contra os palestinos em Gaza, na qual morreram cerca de 1,4 mil palestinos (em sua maioria civis) e 13 israelenses. A nomeação de Galant será submetida a votação na próxima reunião do gabinete, no domingo que vem.
22/08/2010 09:34 AM
EFE Foto: AP O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, advertiu hoje "aos céticos" sobre as negociações diretas com os palestinos, que começarão no próximo dia 2 em Washington, que conseguir a paz é "difícil", mas "possível". "Sei que há muitas dúvidas após 17 anos (de tentativas fracassadas de paz), desde o início do Processo de Oslo, e entendo por que existem. Esperamos tranquilizar os céticos, mas para isso precisamos de um autêntico parceiro no lado palestino para nos comunicar", disse ao iniciar a reunião semanal do conselho de ministros. Na sexta-feira passada, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, anunciou que israelenses e palestinos retomarão o diálogo direto de paz com mediação da Casa Branca no próximo 2 de setembro, em Washington. Além de Netanyahu, estarão presentes no encontro o presidente palestino, Mahmoud Abbas, o presidente egípcio, Hosni Mubarak, e o rei Abdullah da Jordânia, com quem o presidente Barack Obama se reunirá separadamente na véspera. Os palestinos entram no processo direto de diálogo após semanas de intensas pressões e três meses de conversas indiretas. Netanyahu assinalou hoje que "as negociações requerem que ambas as partes façam concessões" e reiterou várias de suas exigências rechaçadas pelos palestinos, como o reconhecimento de Israel como Estado judeu e a negativa a que refugiados palestinos retornem a seus antigos lares em Israel. "Se temos um parceiro, podemos conseguir a paz em três níveis. O primeiro são autênticos acordos de segurança no Estado de Israel. O segundo é o reconhecimento de Israel como Estado do povo judeu, incluindo o assunto do direito de retorno e a solução aos refugiados palestinos, que se encontraria no futuro Estado palestino", argumentou. Já o terceiro nível é o estabelecimento de um Estado palestino, algo que, para Netanyahu, "requer que seja desmilitarizado e que represente o fim do conflito".
22/08/2010 08:59 AM
The New York Times Foto: The New York Times O caminho até a aldeia peruana 4 mil metros acima do nível do mar vai da costa deserta por curvas fechadas, proporcionando um misto de exaltação e pavor que apenas as estradas dos Andes são capazes de oferecer. Condores sobrevoam acima de penhascos envoltos em névoa. Pastores que falam o quéchua cerram os olhos para observar os estranhos que chegam ofegantes sob o sol. O isolamento de San Cristóbal de Rapaz permitiu que a aldeia guardasse um grande mistério arqueológico: uma coleção de khipus, nós em tecidos que podem explicar como os incas comandavam um império vasto e complexo sem uma língua escrita ? em contraste com seus contemporâneos do Império Otomano e da dinastia Ming da China. Arqueólogos dizem que os incas, conquistados pelos espanhóis, usavam os khipus ? fios de cordas de lã feita a partir do pelo de animais como lhamas e alpacas ? como alternativa à escrita. A prática pode ter permitido que eles compartilhassem informações da região onde hoje fica a Colômbia até o norte do Chile. Segundo os estudiosos, poucas das linguagens escritas obsoletas do mundo se provaram tão difíceis de decifrar como os khipus, com cronistas desde o início do domínio colonial perplexos com sua incapacidade de decifrar o código. Pesquisadores de Harvard têm utilizado bancos de dados e modelos matemáticos recentes para compreender os khipus, que significa nós em quéchua, língua inca ainda falada por milhões de pessoas nos Andes. Coleção Apenas cerca de 600 khipus sobreviveram. Colecionadores removeram centenas desses artefatos do Peru há muitas décadas, incluindo um filão de cerca de 300 deles, mantido no Museu Etnológico de Berlim. Acredita-se que a maioria foi destruída depois que as autoridades espanholas decretaram a sua função como idolatria, em 1583. Mas San Cristóbal de Rapaz, lar de cerca de 500 pessoas que vivem da criação de lhamas e gado, além de culturas agrícolas como o plantio de centeio, oferece um raro vislumbre sobre o papel dos khipus durante o Império Inca e muito tempo depois. A aldeia mantém uma das últimas coleções de khipus ainda em uso ritual. Mas, mesmo aqui, ninguém pretende desvendar o conhecimento codificado nos khipus, que são guardados em uma casa cerimonial conhecida como Kaha Wayi. As intrincadas tranças dos khipus são decoradas com nós e estatuetas minúsculas, algumas das quais contêm saquinhos menores ainda cheios de folhas de coca. Testes tendem a mostrar que os khipus de San Cristóbal de Rapaz são de muito tempo depois da queda dos incas, e especialistas dizem que seu formato difere grandemente dos khipus projetados pelos Incas. Longe de San Cristóbal de Rapaz, a busca por decifrar os khipus enfrenta seus próprios desafios, mesmo quando novas descobertas sugerem que eles eram usados nas sociedades andinas muito antes do Império Inca emergir como uma potência no século 15. Estudiosos dizem que lhes falta o equivalente para khipus de uma pedra de Roseta, granito cuja gravura em grego foi usada para decifrar os antigos hieróglifos egípcios. Manuscritos jesuítas descobertos em Nápoles, Itália, pareciam servir à função para os khipus, mas são suspeitos de serem falsificações. *Por Simon Romero
A capacidade dos "rapacinos", como são conhecidos os habitantes da aldeia, em decifrar seu khipus parece ter desvanecido com idosos que morreram há muito tempo, embora os estudiosos digam que o uso de khipus na aldeia pode ter continuado no século 19.
22/08/2010 08:01 AM
The New York Times Muitos veteranos da Segunda Guerra Mundial, da Guerra da Coreia e do Vietnã trouxeram para casa contos de heroísmo, bravura e, sem que seus entes queridos saibam, lembranças possivelmente explosivas. A polícia de Bangor, Maine, recebeu um telefonema este mês: uma mulher encontrou uma granada de mão em uma caixa de mudança, onde provavelmente havia permanecido por décadas. Ela acreditava que o artefato pertencia ao seu falecido marido, que servira na Guerra do Vietnã e, provavelmente, trouxera como lembrança para casa. Um esquadrão antibombas foi chamado para detoná-la. ?Ex-combatentes estão morrendo porque estão com 80 ou 90 anos, e agora, infelizmente, seus familiares não sabem que eles têm essas lembranças de guerra?, disse o sargento Andrew Parsons, da unidade de explosivos da Polícia do Estado de New Hampshire. ?Quando encontram a caixa de recordações do avô e tiram tudo dela se surpreendem ao encontrar uma granada?, exemplificou. Telefonemas a respeito de munição velha se tornaram uma ocorrência comum nas delegacias de polícia nos últimos anos, disseram as autoridades, especialmente em áreas com um grande número de veteranos militares. Alguns anos atrás, alguém ligou para o Corpo de Bombeiros de Beverly, Massachusetts, depois de perceber que o encosto de porta de um amigo era uma bomba de canhão. Ela estava ativa e um esquadrão antibombas foi chamado. Pesca ?Está debaixo do nariz das pessoas até que elas entrem em contato com isso, e quando o fazem é preciso adotar uma abordagem muito metódica de mitigação?, disse Stephen D. Coan, marechal do Estado de Massachusetts. Os telefonemas são alarmantes porque as munições podem se tornar mais voláteis e imprevisíveis com o tempo. As pessoas são encorajadas a deixar os explosivos onde estão e chamar a polícia. Mas muitos não o fazem. ?As pessoas chegam com caixas enormes de munição e colocam-nas no balcão?, disse o sargento Paul Edwards, do Departamento de Polícia de Bangor. ?Tudo verde e começando a apodrecer?. Esquadrões de bomba locais e estaduais geralmente controlam a situação e não são obrigados a notificar os militares, disse o major Robert J. Moore, porta-voz do Exército. Segundo ele, o Exército atendeu a 250 incidentes com munições no ano passado. Darrel Kandil do Departamento do Xerife do condado de Hillsborough, na Flórida, disse que munições são encontradas com mais frequência na primavera e no verão, quando as pessoas fazem uma grande faxina em suas casas. ?Os jovens que vão para a guerra sempre querem trazer alguma lembrança para casa?, concluiu. *Por Katie Zezima
Em abril, uma empresa de mariscos em New Bedford, Massachusetts, pescou mais de 100 granadas do chão do oceano.
22/08/2010 08:01 AM
The New York Times Se os moradores de Xiangtan, na China, parecem animados, mesmo nos dias mais quentes ou nas noites mais frias, verifique suas bocas. O cheiro mentolado e o som crocante vêm de um perfumado energético que homens, mulheres e até crianças mastigam do café da manhã até a hora de dormir. A fonte de sua euforia se chama ?binglang?, uma fruta seca da palmeira areca, por vezes chamada de noz de bétele, que agita e aquece o sistema nervoso, especialmente depois de um grande banquete. ?Ele ajuda na digestão e resolve a embriaguez?, disse Xie Shuo, um reparador de telefones celulares que disse consumir 100 dessas frutas por dia. Ele sorriu e revelou gengivas enegrecidas e dentes manchados, um dos efeitos colaterais menos atraentes da mastigação da fruta. ?Eu sou viciado em binglang, mas realmente amo essa fruta e por isso não acho que seja um problema?, disse. Esse é um sentimento compartilhado por muitos dos cerca de 1 milhão de habitantes de Xiangtan, cuja adoração pelo petisco tem alimentado a prosperidade da cidade. Localizada na província de Hunan, Xiangtan é a maior produtora comercial de binglang da China. Seus fabricantes importam os ingredientes frescos, principalmente da província insular de Hainan, e vendem suas cascas secas em Hunan ? e, em menor escala, em outros lugares. A indústria de US$ 1.18 milhões emprega mais de 100 mil pessoas no condado de Xiangtan. Mas esse vício tem uma desvantagem: ele arruína as bocas que mastigam a fruta e suja calçadas por ser cuspido aleatoriamente. Em muitas partes da Ásia, a noz de areca é mastigada fresca, às vezes envolta em folhas de bétele ou com o tabaco, um hábito que tem sido associado a maiores taxas de câncer oral. Moradores de Hunan preferem comer só a casca preservada, o que parece deter os efeitos cancerígenos da fruta, de acordo com estudos recentes. Mas médicos e dentistas locais denunciam a prática, dizendo que ela pode causar outras doenças da boca. Ainda assim, o binglang é um símbolo de orgulho para os moradores, líderes empresariais e autoridades locais, que repelem as sugestões de que o fruto seja prejudicial à saúde. ?O binglang ajudou Xiangtan a ser conhecida?, disse Li Lihua, 60, mascador veterano que vende sacos de binglang por US$ 0,75 cada. ?É como a goma de mascar, mas mais forte, e mata parasitas?. O caso de amor entre Hunan e o binglang começou há mais de 300 anos, quando, segundo a tradição local, um magistrado promoveu a fruta como uma cura para a praga que assolava a região. Durante as reformas econômicas da China da década de 1980, Xiangtan começou a transformar o passatempo em lucro e atualmente processa mais de 700 toneladas do produto por ano, de acordo com a Associação Binglang de Hunan. Por Dan Levin
22/08/2010 08:00 AM




