BBC Brasil Foto: AP A holandesa Laura Dekker, de 14 anos de idade, iniciou neste sábado de Portugal sua tentativa de tornar-se a pessoa mais jovem a dar a volta ao mundo sozinha em um barco. A adolescente deve passar mais de dois anos viajando sozinha no barco de 8 metros de comprimento. De acordo com a imprensa holandesa, ela deixou o porto português de Portimão às 9h e estava animada, apesar do pouco vento. Em abril ela venceu uma batalha judicial contra serviços sociais holandesas que argumentavam que a viagem prejudicaria seu desenvolvimento emocional e social. No dia 4 de agosto ela deixou sua casa na cidade holandesa de Den Osse, ao lado de seu pai e chegou em Portugal dez dias depois. Laura deve fazer mais de 20 paradas durante o percurso. Sua primeira parade deve ser na Ilha da Madeira ou Canárias. Ela terá batido o recorde atual se retornar antes de setembro de 2012, quando completa 17 anos de idade. O recorde atual de pessoa mais jovem a dar a volta ao mundo pertence a australiana Jessica Watson, que tinha 16 anos quando completou a tarefa em maio deste ano.
21/08/2010 03:51 PM
Reuters O conselho eleitoral do Haiti decidiu na sexta-feira que o astro do hip-hop Wyclef Jean não atende às exigências legais para se candidatar à presidência do país na eleição de 28 de novembro. Jean, cantor e compositor de 40 anos, é uma celebridade internacional que tem grande popularidade em sua terra natal, país mais pobre das Américas e devastado por um terremoto no início do ano. Seu nome foi deixado de fora da lista de candidatos aprovados, lida em voz alta pelo conselho na noite de sexta-feira. Jean estava entre os 34 candidatos que disputavam uma vaga na eleição presidencial do país, que vai escolher o sucessor do presidente René Préval, que não pode tentar a reeleição após dois mandatos seguidos. O conselho aprovou 19 candidatos e rejeitou 15. Jean disse que o conselho decidiu que ele não atendia à exigência de que o candidato tenha cinco anos seguidos de residência no país antes de disputar o cargo. Ele divulgou um comunicado afirmando que discorda respeitosamente da decisão, mas a aceita e faz um apelo para que seus simpatizantes façam o mesmo. "Temos todos de honrar a memória daqueles que perdemos - seja no terremoto, seja em qualquer outro momento - respondendo pacificamente e responsavelmente a essa frustração", disse. "Quero garantir aos meus compatriotas que continuarei a trabalhar pela renovação do Haiti. Embora o conselho tenha decidido que não sou morador do Haiti, o lar é onde nosso coração está, e meu coração sempre esteve e sempre estará no Haiti." Jean, que deixou o Haiti com sua família para morar em Nova York aos nove anos e iniciou sua carreira musical nos Estados Unidos, deu argumentos aos membros do conselho que, segundo seus advogados, mostram "presença constante" dele no país.
21/08/2010 03:33 PM
Reuters Foto: AP O Partido Trabalhista lidera, com pequena vantagem, as eleições mais disputadas em décadas na Austrália, mas um conceituado analista prevê que dificilmente um dos partidos principais conseguirá a maioria necessária para formar o governo. Anthony Green, da rede de TV ABC, um dos principais analistas do país, prevê que os dois principais partidos terão em torno de 70 cadeiras; seis a menos do que o necessário para que a primeira-ministra, Julia Gillard, mantenha o controle na Câmara dos Deputados. Isso significa que, pela primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial, haverá um Parlamento sem maioria. Green projetou que dois independentes e um parlamentar do Partido Verde manterão o equilíbrio do poder. Dados oficiais, depois da apuração de dois terços dos votos, contabilizam 60 cadeiras para os Trabalhistas contra 50 para a coalizão conservadora Liberal-Nacional, liderada por Tony Abbott. Para formar um governo, são necessárias 76 cadeiras. A votação apertada levantou preocupações nos mercados sobre a possibilidade de se formar um governo de minoria, impopular para os investidores. "Acho que vamos ter de esperar para ver o que os números dizem nos próximos dias", disse o vice-primeiro-ministro e tesoureiro, Wayne Swan, recusando-se a especular sobre a possibilidade de um Parlamento dividido. O ministro das Relações Exteriores, do Partido Trabalhista, Stephen Smith também disse que as eleições estavam apertadas. "Tudo tem de dar muito certo para nós, para que tenhamos as 76 cadeiras, no final." Não é apenas o futuro político da primeira-ministra Gillard e o de Abbott, da oposição, ambos líderes novos e pouco testados, mas também os planos do Partido Trabalhista de criar um imposto de 30% dos recursos e uma rede de banda larga de US$ 38 bilhões que estão em jogo. Suri Ratnapala, professor de direito da Universidade de Queensland, disse que o Partido Trabalhista terá uma chance de formar o governo. "Presume-se que o candidato à reeleição deve ter o direito de formar o governo, se for possível", disse Ratnapala. "Se o líder do partido que tenta formar um governo chega a um acordo com membros independentes, normalmente não haveria necessidade de um voto de confiança no governo", disse. Os australianos de todos os cantos do país fizeram fila para votar. O mercado financeiro tremeu na sexta-feira diante da perspectiva de que nenhum dos principais partidos teria votos suficientes para formar o governo - um resultado que pode levar o dólar australiano a cair e, possivelmente, resultará em um impasse político e paralisação dos investimentos.
21/08/2010 03:21 PM
EFE A Justiça sueca anunciou neste sábado que retirou a ordem de detenção contra o fundador do site Wikileaks, Julian Assange, por suposto estupro e agressão, confirmou a Promotoria de Estocolmo. O Wikileaks ganhou fama mundial com a publicação de documentos secretos dos Estados Unidos, principalmente sobre a guerra do Afeganistão. Eva Finné, porta-voz da Justiça sueca, declarou que "já não há razões para suspeitar que ele esteja envolvido em um caso de estupro". De manhã, diversos jornais suecos publicaram em seus sites a confirmação da Promotoria de Estocolmo de que Assange estava em situação de busca e captura pela denúncia de duas mulheres. Horas depois, uma porta-voz destacou que não existia uma denúncia formal e que a polícia sueca tinha iniciado sem ela suas investigações por causa da gravidade das acusações e da possibilidade de que Assange abandonasse o país. Assange, de 39 anos, estava na Suécia para uma série de palestras depois que o Partido Pirata local aceitou acolher vários servidores do Wikileaks por causa da perseguição das autoridades dos EUA. Segundo o jornal sueco "Aftonbladet", no qual Assange colaboraria com uma coluna - adiada por enquanto, confirmou neste sábado o diário -, uma das mulheres acusou o fundador do Wikileaks após estar com ele em um apartamento do bairro de Södermalm em Estocolmo na semana passada. A segunda o fez depois de se reunir com ele na terça-feira em Enköping. Uma das ordens de detenção era por suposto estupro e a outra por agressão. O próprio Assange enviou um e-mail ao "Aftonbladet" no qual desmentia as acusações. "Certamente as denúncias de estupro são falsas", disse Assange em sua mensagem. Em uma breve mensagem pelo Twitter, o fundador do Wikileaks assegurou que "as acusações não têm nenhuma base".
21/08/2010 02:28 PM
EFE A oposição conservadora da Austrália, liderada por Tony Abbott, está com três cadeiras a mais em relação ao Partido Trabalhista Australiano (ALP) da primeira-ministra Julia Gillard, segundo a apuração dos votos das eleições realizadas hoje. Com 75,3% dos sufrágios apurados até o momento, a coalizão formada pelos partidos Liberal (LPA) e Nacional (NAP) obteve 73 cadeiras, frente aos 70 assentos da formação governista de centro-esquerda, de acordo com os dados oferecidos pela rede de televisão "ABC". Em entrevista à imprensa em Melbourne, a primeira-ministra indicou que "o povo falou, mas vai demorar um pouco para determinar que é que ele disse", reproduzindo palavras pronunciadas há anos pelo ex-presidente americano Bill Clinton. Já o opositor Tony Abbott afirmou que o partido governista perdeu a maioria parlamentar nas eleições de hoje. "O Partido Trabalhista perdeu sua legitimidade". Segundo a apuração, o Partido Verde, a terceira força política do país, obterá a primeira cadeira de sua história no Parlamento, enquanto outros quatro assentos da câmara baixa serão destinados a candidatos independentes. Resta ainda saber quem serão os ocupantes de outras duas cadeiras, do total de 150 que compõem a Casa dos Representantes.
21/08/2010 11:36 AM
AFP O resultado das negociações diretas de paz entre Israel e a Autoridade Palestina, cujo início está previsto para 2 de setembro, dependerá do fim da colonização israelense, afirmaram este sábado autoridades israelenses e palestinas. "Sem um fim total da colonização israelense e uma verdadeira disposição a se retirar dos territórios ocupados, será uma perda de tempo para todos", disse o deputado Haim Oron, do partido esquerdista de oposição israelense Meretz. "Enquanto o governo israelense não suspender a colonização e a demolição de residências em Jerusalém oriental (ocupada e anexada por Israel), não estaremos em condições de continuar o diálogo", disse, por sua vez, Saeb Erakat, chefe dos negociadores palestinos. Israelenses e palestinos têm um encontro marcado em 2 de setembro, em Washington, para iniciar negociações diretas na presença do presidente egípcio, Hosni Mubarak, e do rei Abdullah II, da Jordânia, anunciou na sexta-feira a secretária de Estado americana Hillary Clinton. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, publicou um comunicado dizendo concordar com "o esclarecimento americano sobre discussões sem condições". O comitê executivo da OLP anunciou, por sua vez, que "aceitava um reinício das negociações diretas com Israel conforme o comunicado do Quarteto" (Estados Unidos, Rússia, União Europeia e ONU). O movimento Hamas, que controla a Faixa de Gaza, ao contrário, disse que rejeitava "este convite enganoso".
21/08/2010 10:23 AM
EFE Pelo menos 90 aldeias do sul do Paquistão situadas às margens rio Indo e de afluentes ficaram inundadas nas últimas horas. "Algumas localidades estão inundadas nas províncias de Sindh e Baluchistão. Nestes locais segue o alerta", explicou um porta-voz da Autoridade Nacional de Gestão de Desastres (NDMA), Ahmad Kamal. Kamal acrescentou que a situação, agora, é perigosa principalmente no norte de Sindh, pois há um grande caudal de água que se movimenta rumo à represa de Kotri, a última grande proteção antes da chegada ao delta do Indo. As autoridades estão evacuando milhares de pessoas a locais mais elevados e seguros. No resto do Paquistão, tanto no terço norte quanto no central, o nível das águas está descendo há dias, e as autoridades acreditam que a tendência vai se manter, já que não há previsão de chuvas significativas nas áreas afetadas, apenas precipitações isoladas em outras partes do território. As piores inundações dos últimos 80 anos causaram por enquanto a morte de quase 1.500 pessoas, e afetaram entre 15,4 e 20 milhões, segundo as autoridades. Após convocação recente da ONU, a comunidade internacional acelerou a entrega de fundos para os desabrigados. Até o momento, já foram recebidos US$ 263 milhões dos US$ 459,7 milhões solicitados no plano de emergência da semana passada, o que representa 57%, enquanto outros US$ 54 milhões foram prometidos. Além da ajuda através da ONU, o Governo paquistanês recebeu de forma direta cerca de US$ 167 milhões, segundo dados oficiais.
21/08/2010 09:47 AM
EFE O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, criticou hoje seus rivais republicanos por obstruir um projeto de lei que busca maior transparência no financiamento eleitoral e disse que seguirá sua luta para conseguir seu objetivo. O presidente afirmou que a medida proposta para a campanha das eleições parlamentares de novembro, nas quais os democratas buscam a maioria no Congresso, aumentam os anúncios com todo tipo de ataques e fontes de financiamento pouco claras. "Não sabemos quem está por trás desses anúncios e não sabemos quem está pagando por eles", afirmou o chefe da Casa Branca em seu tradicional discurso dos sábados. Obama mencionou que essa falta de transparência é possível por uma decisão de janeiro da Suprema Corte que permite que as grandes empresas façam contribuições, sem limites, às campanhas eleitorais ou para se opor a determinados candidatos. O presidente, que criticou essa decisão em outras ocasiões, denunciou que agora as empresas possam financiar campanhas milionárias de anúncios televisivos e, "pior ainda", que não tenham de revelar quem pagou por eles. "Qualquer grupo pode se esconder atrás do nome de 'cidadãos por um futuro melhor'. O nome mais correto seria o de 'cidadãos por um menor controle'", ironizou Obama. Ele indicou que, para solucionar essa situação, no mês passado um grupo de democratas e republicanos respaldou uma proposta que, se for levada adiante, obrigaria a revelar quem custeia a fatura dos anúncios. Além disso, acrescentou, as corporações controladas por capital estrangeiro teriam um limite no dinheiro que podem gastar "para influir nas eleições dos EUA". O problema, explicou Obama, é que os líderes republicanos no Congresso disseram "não". "De fato", apontou o presidente, os líderes republicanos não permitiram, nem sequer, que a medida fosse submetida a votação. "Isso só pode significar que os líderes do outro partido querem manter o público na escuridão".
21/08/2010 09:36 AM
BBC Brasil Foto: AP O Irã iniciou neste sábado operações na primeira usina nuclear do país ao carregar o reator de Bushehr com combustível fornecido pela Rússia. Espera-se que a usina no sul do país comece a produzir energia elétrica dentro de um a três meses. A Rússia fornece o combustível nuclear da usina e retira o material utilizado. Especialistas dizem que esta medida praticamente elimina a possibilidade de combustível ser desviado para a produção de armamentos. O Irã foi recentemente alvo de uma quarta rodada de sanções da ONU por causa de seu programa de enriquecimento de urânio que é apontado por muito países como indício da meta do país de produzir armas nucleares embora o governo iraniano insista que o objetivo é apenas a produção de energia. Símbolo O Irã planeja uma série de eventos para marcar a inauguração da usina, que levou 35 anos para ser construída. "Apesar de todas as pressões, sanções e dificuldades impostas por nações ocidentais, testemunhamos agora o nascimento do símbolo maior das atividades nucleares pacíficas do Irã", disse o responsável pelo programa nuclear irano, Ali Akbar Salehi. O urânio usado como combustível na usina tem um nível de enriquecimento de 3,5%, muito abaixo dos 90% necessários para a fabricação de armas. Na sexta-feira, Salehi afirmou que o Irã continuará enriquecendo urânio. O Irã possui um programa paralelo de enriquecimento de urânio, que é visto com preocupação por países como Estados Unidos e Israel. Relatos vindos de Washington sugerem que os EUA não fizeram objeções a construção da usina de Bushehr em troca do voto russo na última rodada de sanções contra o Irã. Correspondentes dizem que o governo americano vem mudando o tom de seus comentários sobre Bushehr, descrevendo a usina como símbolo dos benefícios pacíficos da energia nuclear.
21/08/2010 09:31 AM
EFE Foto: AP O ministro do Interior francês, Brice Hortefeux, desafiou neste sábado todos os críticos à ofensiva do Governo de Paris contra os ciganos a acolherem e instalarem os membros dessa minoria em seus respectivos municípios. "Quando ouço alguns condenarem o desmantelamento de acampamentos insalubres, ilegais e indignos, eu gostaria que, além das palavras, esses mesmos (críticos) os acolhessem e instalassem em seu município", declara o ministro em entrevista publicada hoje pelo jornal "Le Monde". Hortefeux se defende das críticas contra sua política, vindas de dentro e de fora da França, ao ressaltar que sua responsabilidade e a do Governo é fazer com que se cumpra a lei. Aos dirigentes da oposição que condenaram as deportações de ciganos que começaram nesta semana, o ministro reprova o fato de que não bolem uma alternativa. "Tanto sobre segurança e imigração, como sobre impostos e previdência, a esquerda se cala porque não tem nada a dizer", prossegue o ministro. Também responde às advertências da Comissão Europeia (órgão executivo da União Europeia). Segundo ele, não foi a entidade que censurou as deportações, mas "um funcionário da Comissão" se pronunciou sobre esta questão para dizer que a França devia respeitar as regras comunitárias da livre circulação.
21/08/2010 09:22 AM
EFE O fotógrafo americano Spencer Tunick, conhecido por seus retratos de nus em massa, escolheu para seu mais recente trabalho a cidade francesa de Aurillac, onde 700 pessoas tiraram a roupa e cobriram o rosto com guarda-chuvas. Coincidindo com a realização do Festival de Teatro de Rua de Aurillac, Tunick quis homenagear o artista belga René Magritte e seus célebres guarda-chuvas pretos sobre a areia, informa hoje o jornal "Le Parisien". Na manhã de sexta-feira, 2 mil voluntários compareceram ao local da fotografia, uma montanha de onde se pode ver a cidade. Somente 700 desses voluntários, entre homens e mulheres, foram selecionados. Por ordem do fotógrafo, os rostos não são vistos na imagem, apenas os guarda-chuvas que os cobrem. Spencer Tunick (Nova York, 1967) é conhecido no mundo todo por suas fotos de nus coletivos. Desde 1994, realizou mais de 75 trabalhos desse tipo, sendo o maior deles com 18 mil pessoas, em 2007, na praça do Zócalo (praça central) da capital mexicana.
21/08/2010 09:09 AM
BBC Brasil A Justiça sueca afirmou neste sábado ter emitido uma ordem de prisão contra o fundador do site Wikileaks, Julian Assange, por causa de uma acusação de estupro. O documento foi emitido na noite de sexta-feira, segundo a responsável pelo departamento de comunicações da promotoria do país, Karin Rosander. Ela disse à BBC que a polícia sueca estaria tentando contactar Assange, sem sucesso até a manhã do sábado. No Twitter, Wikileaks cita Assange afirmando que as acusações não fariam sentido. A mensagem é atribuída diretamente a Assange e afirma que as alegações "parecem, no momento, profundamente perturbadoras". Em outras mensagens publicadas no Twitter, Wikileaks afirma que "ninguém foi contactado pela polícia sueca". O site, responsável pela divulgação de dezenas de milhares de documentos secretos do governo americano a respeito da guerra no Afeganistão, disse ter sido alertado para a possibilidade de esperar "truques sujos". O vazamento revelou detalhes até então desconhecidos do conflito, cobrindo o período entre 2004 e 2009, com informações sobre mortes não divulgadas de civis afegãos, bem como sobre operações sigilosas contra líderes do Talebã. O governo american criticou duramente o vazamento, afirmando que colocaria em risco a segurança do país.
21/08/2010 09:04 AM




