O Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) acaba de divulgar os dados consolidados do Prodes, o sistema que mede a taxa oficial de desmatamento. Entre agosto de 2008 e julho de 2009, a Amazônia perdeu 7.464 quilômetros quadrados de floresta, o equivalente a cinco municípios de São Paulo. Mesmo assim, esta é a taxa de desmatamento mais baixa já registrada desde que o país começou a monitorar a Amazônia com imagens de satélite, em 1988.
Trata-se de uma queda de 42% em relação ao biênio anterior (o "ano fiscal" do desmatamento é sempre medido de agosto a julho do ano seguinte).
A notícia era esperada, por um lado, já que a previsão do Prodes, divulgada no ano passado, havia sido de 7.008 quilômetros quadrados. Mas frequentemente o número consolidado, que é calculado pelo Inpe alguns meses depois e se baseia num número maior de imagens, dá uma diferença para mais que pode ser significativa -- no ano retrasado, por exemplo, a previsão era de empate em relação a 2007, mas houve um ligeiro aumento.
Leia mais (29/04/2010 - 14h47)
Após a identificação de um novo ponto de vazamento no desastre da plataforma Deepwater Horizon, nos EUA, autoridades informaram que o vento pode empurrar a mancha de petróleo para a costa da Louisiana até sexta-feira.
O alarme levou oficiais locais a tomarem medidas mais emergenciais para proteger o meio ambiente na área costeira que pode ser atingida, incluindo estratégias para afastar pássaros da região, informou o jornal americano "New York Times".
Para Mary Landry, almirante da Guarda Costeira dos EUA, o desastre ambiental poderia ser ainda mais grave. "É prematuro afirmar que trata-se de uma catástrofe. Eu diria que é um problema muito sério", afirmou.
Leia mais (29/04/2010 - 09h41)
A Assembleia Legislativa de Pernambuco aprovou ontem (27) projeto de lei do governo do Estado que autoriza o desmatamento de 1.076,49 ha em área de preservação permanente para obras de ampliação do complexo industrial e portuário de Suape, em Ipojuca (a 60 km ao sul de Recife).
A área a ser devastada corresponde a cerca de mil campos de futebol. Segundo o projeto aprovado, serão destruídos 17,0329 ha de mata atlântica, 893,4820 ha de mangue e 166,0631 ha de restinga -terreno arenoso coberto por vegetação de pequeno porte.
Dos 49 deputados, apenas 11 votaram contra o desmatamento, apesar do parecer contrário da Comissão de Meio Ambiente da Casa, que tem dúvidas se haverá reparação dos danos, como prevê o projeto.
Leia mais (28/04/2010 - 18h11)
Os benefícios do tomate para a saúde são bem conhecidos, mas nunca se pensou que o fruto pudesse servir para iluminar um quarto.
A ideia surgiu há quatro meses do estudante de desenho industrial israelense Sigal Shapiro, que criou a lâmpada-tomate.
27.abr.10/Efe
Ideia surgiu há quatro meses do estudante de desenho industrial israelense Sigal Shapiro, que criou a lâmpada ativada por tomates
O gelo flutuante do mundo está em recuo constante, o que mostra uma instabilidade que vai elevar o nível do mar, segundo um relatório publicado na "Geophysical Research Letters" nesta quarta-feira. As geleiras estavam desaparecendo de forma estável ao longo dos últimos dez anos, de acordo com a primeira medida realizada.
"É um número alto", disse o professor Andrew Shepherd, da Universidade de Leeds, principal autor do trabalho, estimando a perda líquida de gelo flutuante a prateleiras de gelo em 7.420 km na última década.
Esta quantidade é maior do que a perda dos mantos de gelo da Groenlândia e da Antártida no mesmo período de tempo, com destaque para o impacto do aquecimento dos oceanos no gelo flutuante.
Leia mais (28/04/2010 - 15h14)
Executivos da Eletrobras finalizam a composição do consórcio que irá construir e operar a hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu (PA). A modelagem será bem diferente da original que ganhou o leilão: terá companhias que integravam o grupo rival como a Vale, a Andrade Gutierrez e a Votorantim, informa reportagem de Leila Coimbra para a Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).
Como as regras atuais não permitem que as empresas derrotadas entrem como sócias estratégicas (investidoras que entram depois do leilão, mas antes da outorga da concessão), a solução será formalizar a adesão dessas empresas após a assinatura do contrato, fazendo uma nova reestruturação societária da SPE (Sociedade de Propósito Específico), disse à Folha executivo próximo às negociações.
Para receber o mais rápido possível os novos sócios, a Eletrobras barganha na Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) a antecipação da assinatura do contrato de concessão da usina em dois meses.
Leia mais (28/04/2010 - 08h59)
O governo japonês premiará o compromisso dos países em desenvolvimento contra a mudança climática para distribuir os US$ 15 bilhões em ajudas até 2012, doação anunciada durante a cúpula climática de Copenhague.
Os países que lutarem contra o aquecimento global receberão a maior parte do dinheiro, segundo o ministro do Meio Ambiente japonês, Sakihito Ozawa.
O governo aprovou os princípios básicos para colocar em prática a chamada "Iniciativa Hatoyama", impulsionada pelo primeiro-ministro, Yukio Hatoyama, que prevê ajudas aos países pobres e em desenvolvimento que enfrentem o aquecimento global, informou a agência japonesa de notícias "Kyodo".
Leia mais (27/04/2010 - 17h40)
O premiê da Austrália, Kevin Rudd, anunciou hoje que o plano nacional de taxar poluidores será engavetado por dois anos. A medida põe os esforços legislativos de cortar as emissões de gases-estufa em compasso de espera até depois das próximas eleições nacionais.
O governo havia proposto limites anuais na quantidade de carbono que grandes poluidores podem emitir, e um sistema pelo qual as empresas poderiam exceder seus limites se elas concordassem em comprar créditos, ou licenças para poluir.
Rudd disse que não teve escolha senão adiar a legislação depois que o Partido Liberal, principal força oposicionista, retirou o apoio a ela devido ao fracasso da conferência do clima de Copenhague, em dezembro último, em obter um acordo global legalmente vinculante de corte de emissões. A oposição também diz que o plano equivale a um novo e enorme imposto sobre indústrias emissoras, como empresas de energia. A Austrália é o maior exportador do mundo de carvão mineral.
Leia mais (27/04/2010 - 13h07)
O ministro de Assuntos Estratégicos, Samuel Pinheiro Guimarães, afirmou hoje que o Brasil poderá acabar com o analfabetismo e zerar o desmatamento na Amazônia até 2022. Os dois objetivos fazem parte do plano de metas setoriais para o ano de 2022, data em o país comemora o bicentenário de sua independência.
"Se nós crescermos a taxas elevadas, naturalmente o governo vai dispor de maiores recursos para aplicar no sistema educacional. Uma das áreas ainda não exploradas são todas as extraordinárias reservas do pré-sal", afirmou o ministro, após fazer uma apresentação do plano de metas.
O ministro também defendeu que o país poderá crescer a taxas de 7% ao ano no período. "Já se fala hoje em dia de [crescimento anual de] 6% a 6,5%. Portanto, nós temos que ter isso como nossa meta. Isso é uma questão que se coloca como uma necessidade", alegou.
Leia mais (27/04/2010 - 12h57)
A superfície florestal diminuiu 3,1% entre 2000 e 2005 no mundo, segundo um estudo baseado em observações por satélites publicado nesta segunda-feira nos Estados Unidos, estimando que o Brasil foi o país que sofreu a maior redução de suas matas.
No total, a perda foi de 1.011.000 km2 de 2000 a 2005, o que representa 0,6% por ano. A superfície florestal mundial era de 32.688.000 km2 no início do estudo.
Por país, o Brasil, segundo em quantidade de área florestal (4,6 milhões de km2), atrás apenas da Federação Russa (5,12 milhões de km2), sofreu a maior redução de suas matas no período, 165 mil km2 (3,6% do total).
Leia mais (26/04/2010 - 18h33)
A superfície florestal diminuiu 3,1% entre 2000 e 2005 no mundo, com as matas boreais representando um terço desta perda, seguidas pela zonas florestais tropicais úmidas, de acordo com um estudo publicado nesta segunda-feira, baseado em observações por satélites.
A perda bruta de superfície florestal é definida nesta investigação como produto de causas naturais, como incêndios provocados por raios, e atividades humanas.
Estimativas precisas são indispensáveis nos esforços de contabilização das emissões de dióxido de carbono (CO2), um dos principais gases de efeito estufa, e para elaborar modelos climáticos, explicaram os autores da pesquisa, divulgada pela Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos.
Leia mais (26/04/2010 - 18h01)
29/04/2010 03:33 PM
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