O presidente do Paraguai, Fernando Lugo, recebeu luz verde do Congresso Nacional ao seu pedido para declarar estado de exceção durante 30 dias em cinco dos 17 Departamentos (Estados) do país. Os senadores paraguaios aprovaram a medida neste sábado, permitindo a intervenção do Exército nos Departamentos de Concepción, na fronteira com o Brasil, San Pedro, Amambay, Presidente Hayes e Alto Paraguai.O objetivo de Lugo é a captura dos componentes do grupo armado Exército do Povo Paraguaio (EPP).
O assessor jurídico da Presidência, Emilio Camacho, disse à rádio Ñanduti, de Assunção, que Lugo analisará as mudanças feitas pelos parlamentares no projeto de lei para promulgá-lo. "A promulgação será imediata", disse Camacho.
O texto de Lugo foi enviado ao Congresso após a morte de quatro pessoas, na quarta-feira, que teriam sido vítimas de uma emboscada organizada pelo EPP na localidade de Arroyito, a 380 quilômetros da capital do país.
O texto que determina o estado de exceção já havia sido aprovado na sexta-feira, com modificações, pela Câmara. Por isso, retornou ao Senado, que o aprovou neste sábado.
Acusações O projeto de lei possui oito artigos que autorizam o Presidente da República a convocar o uso da Força Pública, das Forças Armadas e da Polícia Nacional nestas regiões.
O texto estabelece ainda que, durante o período em que vigorar o estado de exceção, o governo pode determinar a prisão de pessoas acusadas de envolvimentos com o EPP.
O presidente do Congresso, o senador opositor Miguel Carrizosa, disse que o presidente tem agora "as ferramentas para neutralizar o EPP", "que tanto dano tem causado", no norte do país.
Segundo ele, naquelas regiões, os moradores "têm medo de ser a próxima vítima" do grupo armado.
De acordo com a imprensa local, o EPP é acusado assassinatos e sequestros, entre eles o que terminou com a morte de Cecília Cubas, filha do ex-presidente Raúl Cubas, em 2005.
Policiais civis e militares também teriam sido vítimas dos rebeldes.
Empresas aéreas britânicas estão procurando voluntários que adiem os voos para os quais compraram passagens para dar lugar aos milhares de passageiros que ainda não conseguiram voltar para suas casas depois do caos aéreo causado pela erupção de um vulcão na Islândia, há pouco mais de uma semana. O espaço aéreo britânico foi reaberto na última terça-feira, depois de quase uma semana de voos cancelados.Embora mais aviões que o normal estejam circulando atualmente, dezenas de milhares de cidadãos britânicos ainda estão presos em outros países.
A companhia aérea britânica British Airways (BA), por exemplo, pediu que clientes que tenham voos de longa distância programados até o dia 2 de maio que dêem seus lugares aos passageiros que ainda não conseguiram embarcar.
A BA afirma que esses voluntários poderão remarcar seus voos sem nenhuma taxa adicional, desde que o embarque ocorra pelo menos sete dias depois da data do voo original.
Muitos passageiros, no entanto, acusam a empresa de priorizar os novos clientes no lugar daqueles que perderam seus voos, o que a companhia nega.
Já a companhia Virgin Atlantic tem adotado a mesma estratégia, e afirma que muitos desses voluntários entraram em contato com a empresa.
Presos Mesmo com essas medidas, passageiros ainda presos estão sofrendo com atrasos de semanas, com seus voos sendo remarcados para datas no próximo mês.
A companhia aérea Easyjet, por sua vez, afirmou que está providenciando guichês provisórios nos aeroportos para acelerar o embarque dos passageiros presos.
Já a Emirates anunciou já ter conseguido repatriar cerca de 6 mil clientes por meio de voos extras. Segundo a empresa, a grande maioria dos passageiros presos deve conseguir voltar para casa na próxima semana.
Segundo dados compilados pelo jornalista britânico Simon Calder, há cerca de 10 mil passageiros sem conseguir embarcar para a Grã-Bretanha no Egito, 9 mil no Estado americano da Flórida e outros 8 mil na Índia.
A senadora Marina Silva, pré-candidata à Presidência pelo Partido Verde (PV), disse que a possível saída do deputado Ciro Gomes (PSB-CE) da disputa presidencial é uma perda para o país e para a democracia. "Perde o país.Perde a democracia", disse Marina Silva em Washington, onde participa das celebrações do Dia da Terra, no domingo.
O PSB deverá anunciar na terça-feira sua posição na disputa eleitoral. Na sexta-feira, uma reportagem do jornal Folha de S. Paulo afirmou que o partido já teria desistido de lançar a candidatura de Ciro Gomes, em favor de uma aliança com o PT, que tem como candidata a ex-ministra da Casa Civil Dilma Rousseff.
"Eu acho que em uma democracia, e principalmente em uma eleição em dois turnos, o importante é que as pessoas possam ter o maior leque de propostas, de projetos políticos, e de representantes desses projetos", disse a senadora.
"E a operação de guerra que foi feita para inviabilizar a candidatura do Ciro Gomes é uma demonstração de que muitas vezes as pessoas falam da democracia no discurso, mas na hora de se comprometer com a sua efetividade, se isso pode arriscar seus projetos de poder, não sabendo lidar adequadamente com a alternância de poder, aí vêm as velhas formas de operar para eliminar possíveis concorrentes." Marina Silva criticou o tom plebiscitário da campanha e as comparações entre os governos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e entre os currículos de Dilma Rousseff e do ex-governador de São Paulo, José Serra (PSDB).
"A campanha estava na direção, e ainda estão tentando fazer isso, inclusive agora, com a inviabilização da candidatura de Ciro Gomes, que seja um plebiscito. E eu estou insistindo que não seja um plebiscito, que seja um processo político", afirmou.
"Depois, é a história do embate, entre o passado do Fernando Henrique e o passado do presidente Lula, o embate entre o currículo da ministra Dilma e o currículo do governador Serra. E eu estou propondo que se faça um debate sobre as questões relevantes para o Brasil e um diálogo com a sociedade brasileira", disse.
Questão ambiental Durante os três dias de visita à capital americana, a pré-candidata do PV, que foi ministra do Meio Ambiente do presidente Lula, vai se encontrar com representantes do governo americano, empresários e personalidades ligadas à questão ambiental.
Neste sábado, a agenda de Marina Silva inclui uma reunião com a chefe da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA, na sigla em inglês), Lisa Jackson. No domingo, ela fará um discurso nas comemorações do 40° Dia da Terra.
A senadora também vai se reunir com o cineasta James Cameron, diretor de Avatar, que recentemente esteve no Brasil em manifestações contra a construção da Usina de Belo Monte.
Marina Silva voltou a criticar o projeto de construção da usina de Belo Monte, que deve ser instalada na bacia do Rio Xingu, no Pará, e citou os questionamentos ambientais e de viabilidade econômica ligados ao empreendimento.
"É muito estranha a insistência do governo de fazer o leilão e dar curso a um processo que há 20 anos vem sendo questionado, que os questionamentos só se agravam, e se agravam agora inclusive naquilo em que eles achavam que era o forte, que é a viabilidade econômica", disse.
Em entrevista a jornalistas brasileiros em Washington, Marina Silva disse que é "fundamental" apoiar as iniciativas do governo de Barack Obama na questão ambiental, depois de "quase 10 anos perdidos com o governo de George W. Bush".
"A minha presença aqui tem muito esse sentido da parceria. Porque a questão climática não se resolve a partir de um país, de um governo isoladamente, ela se resolve no plano de esforços multilaterais", disse.
Irã A senadora também fez críticas à aproximação do governo brasileiro com o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad.
"A nossa posição é de crítica e de estranhamento em relação à atitude do governo brasileiro. É a única democracia ocidental que tem dado audiência pro Ahmadinejad", disse Marina Silva.
O Irã sofre pressões dos Estados Unidos e de outros países para interromper seu programa de enriquecimento de urânio. Esses países temem que Teerã busque desenvolver armas atômicas, alegação que o governo iraniano nega.
"O Brasil, no meu entendimento, tem tido uma atitude preocupante. O Irã tem desrespeitado os direitos humanos", disse Marina Silva.
"E aí vem outras questões. Por exemplo, a atitude do Brasil de ainda não ter assinado o protocolo adicional do Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP), (que) é algo que também faz com que o Brasil fique numa situação bastante delicada", afirmou.
O Brasil é signatário do TNP, mas não do protocolo adicional, que prevê maior acesso da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) a instalações nucleares no país.
Apesar das críticas, a senadora disse que em vários aspectos houve avanços na política externa brasileira, que passou a olhar para regiões que nunca haviam sido valorizadas, como a África.
Preconceito e religião A atuação de Marina Silva na questão ambiental e sua trajetória, de uma infância pobre em um seringal até o Congresso, costumam chamar a atenção da imprensa internacional.
Nesta semana, a revista britânica The Economist publicou um perfil sobre a pré-candidata, em que afirma que ela tem "princípios demais para ser jogada na briga eleitoral".
A imprensa americana já afirmou que Marina Silva, se eleita, seria a primeira mulher e primeira negra a presidir o Brasil. Questionada sobre essa bandeira, a pré-candidata disse que sempre se considerou negra, mas que essa discussão deve entrar "no conjunto das ações de um país como o Brasil, que tem o desafio histórico de reparar em relação aos negros e em relação aos índios".
Marina Silva, que é evangélica, disse que nunca foi alvo de preconceito por ser negra ou mulher, mas sim por sua religião.
"Nunca me senti sofrendo preconceito em função de ser negra ou ser mulher", afirmou. "Eu tenho identificado isso nos últimos 13 anos em função da minha posição espiritual, o que é muito estranho, as pessoas parecem que a priori já querem te rotular, me parece aí sim um viés de preconceito religioso." Questionada sobre o papel de sua religião na disputa pela Presidência, a senadora disse que "o fato de ser cristão, evangélico ou católico, não significa que você queira utilizar a condição de agente público para promover qualquer credo religioso".
"O Estado brasileiro é um estado laico, e graças a esse Estado laico os evangélicos foram favorecidos. Agora, Estado laico não é Estado ateu, é exatamente para favorecer a posição de crentes e não-crentes", disse.
O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, disse neste sábado que o déficit em conta corrente do Brasil não deve continuar subindo e vai se ajustar. "O déficit em conta corrente tenderá a se ajustar, não deve continuar subindo dessa maneira.E o Brasil está preparado", disse Meirelles, em Washington, onde participou da reunião de ministros de Finanças e presidentes de bancos centrais do G20 (grupo que reúne países ricos e em desenvolvimento).
Segundo Meirelles, esse ajuste será resultado de vários fatores, como o câmbio flutuante, o aumento do crescimento em outros países e do investimento estrangeiro direto.
Dados divulgados pelo Banco Central na última quinta-feira apontam que o Brasil registrou déficit nas contas externas de US$ 12,145 bilhões no primeiro trimestre deste ano, no pior resultado desde 1947.
Ainda segundo o presidente do BC, o Brasil já mostrou, durante a crise econômica mundial, que está bem preparado para enfrentar crises cambiais.
"O Brasil mostrou em 2008 que está bem preparado para enfrentar crises cambiais", afirmou o presidente do Banco Central, ao lembrar que o país saiu da crise com US$ 246 bilhões (cerca de R$ 433 bilhões) em reservas, volume superior aos US$ 205 bilhões (R$ 361 bilhões) de antes da crise.
Segundo Meirelles, os representantes do G20 chegaram a um consenso sobre a necessidade de se prosseguir com a reforma do sistema financeiro internacional, no momento em que os países se recuperam da crise econômica.
"O fato de que a crise começa a ser superada, com diferentes velocidades, não deve servir de justificativa para diminuição da ênfase (nas reformas)", disse.
Grécia Meirelles disse que o caso da Grécia, que na sexta-feira pediu ajuda ao FMI e à União Europeia para enfrentar a crise em sua economia, é um "alerta" para outros países.
"É um sinal de que a questão fiscal está à frente da economia mundial", disse Meirelles. "É um sinal de alerta, de que a questão fiscal tem de ser enfrentada." O governo grego decidiu recorrer à ajuda depois do anúncio de que o déficit público do país no ano passado foi de 13,6% do PIB (Produto Interno Bruto), maior do que o estimado anteriormente e quase o dobro do ano anterior.
Apesar de não estar na programação oficial do encontro do G20 e da reunião de primavera do FMI e do Banco Mundial (que termina neste domingo), o caso da Grécia foi um dos assuntos em discussão em Washington.
O secretário do Tesouro americano, Timothy Geithner, pediu durante a reunião que o FMI, a União Europeia e o governo grego ajam rapidamente para solucionar a crise na economia grega.
O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Timothy Geithner, fez um apelo neste sábado para que o Fundo Monetário Internacional (FMI), a União Europeia e o governo grego ajam de maneira rápida para solucionar a crise de débito da Grécia. As declarações foram feitas após negociações entre o FMI e autoridades europeias, durante o encontro do Fundo que está sendo realizado em Washington, nos Estados Unidos.Segundo o Departamento do Tesouro americano, paralelamente ao encontro, Geithner manteve negociações com o ministro das Finanças da Grécia, George Papaconstantinou, e com o diretor-geral do FMI, Dominique Strauss-Kahn.
Geithner também pediu que o FMI e os países da zona do euro elaborem um pacote de reformas e de apoio financeiro para colocar um fim à crise.
"O secretário Geithner os encorajou a agirem de maneira rápida para colocarem em prática um pacote de reformas fortes e de apoio financeiro substancial e concreto", diz um comunicado divulgado pelo Departamento do Tesouro.
Ajuda Na última sexta-feira, a Grécia pediu formalmente ajuda da União Europeia (UE) e do FMI para tentar tirar sua economia da grave crise, um dia depois do anúncio de que o déficit público do ano passado - de 13,6% do PIB - é maior do que o anteriormente calculado e quase o dobro que o registrado no ano anterior.
As discussões sobre o pedido de empréstimo emergencial da Grécia - que totaliza 40 bilhões de euroS no primeiro ano - dominaram o encontro do FMI.
Pelas negociações, os países da zona do euro contribuiriam com 30 bilhões de euros e o resto seria emprestado pelo Fundo.
Os termos do empréstimo, no entanto, ainda não foram acordados, mas o diretor-geral do Fundo afirmou que o organismo agirá de "maneira rápida" para responder ao pedido grego.
Protestos A Grécia necessita do montante até o final deste mês, quando vence uma parte de sua dívida.
Autoridades da Alemanha também prometeram contribuir com a Grécia, mas a ajuda recebe forte oposição popular entre os alemães, o que fez com que a chanceler Angela Merkel afirmasse que o empréstimo só sairá se os gregos cumprirem algumas condições "estritas".
O governo grego já tomou uma série de medidas de austeridade, incluindo cortes nos salários de funcionários públicos e aumento de impostos.
As medidas sofreram forte oposição na Grécia, motivando protestos e greves.
Segundo o correspondente para assuntos econômicos da BBC, Andrew Walker, a Grécia terá que tomar medidas duras em relação a impostos e aos gastos do governo para estabilizar a dívida do país.
O ex-soldado nazista Paul Schaefer, fundador de um culto no Chile, morreu aos 88 anos no hospital da prisão em que cumpria pena por pedofilia. Ele foi condenado a 20 anos de detenção por abusar sexualmente de crianças na colônia Dignidad, que fundou no subúrbio de Santiago em 1961.A comunidade chegou a ter 300 membros e há relatos de que Schaefer forçava as crianças a viverem separadas dos pais.
Ele fugiu do Chile em 1997 e foi condenado à revelia. Em 2005, foi localizado na Argentina e enviado de volta para novo julgamento.
Nas décadas de 70 e 80, a comunidade contou com a proteção do general Augusto Pinochet, que usou o local como centro de interrogatório e tortura de prisioneiros políticos durante seu regime militar (1973-1990).
Segundo uma investigação do Congresso do Chile, a colônia Dignidad funcionava como um "Estado dentro do Estado" durante o governo de Pinochet.
O governo do país acabou retomando a área, de mais de 13 mil hectares, em 2005.
O primeiro-ministro da Tailândia, Abhisit Vejjajiva, rejeitou neste sábado uma nova oferta de acordo dos manifestantes contrários ao governo - os chamados 'camisas vermelhas' - para acabar com os protestos em troca da antecipação de eleições. Os camisas vermelhas disseram na sexta-feira que aceitam a dissolução do Parlamento dentro de um mês, e não de imediato, como exigiam antes.Eles pediram ainda uma investigação do ocorrido durante choques entre policiais e manifestantes nas últimas duas semanas e que deixaram um saldo de 25 mortos.
Abhisit afirmou: "Como eles recorrem à violência e à intimidação, eu não posso aceitar isso." "O ultimato de 30 dias não é o problema", afirmou. "A dissolução (do Parlamento) precisa ser feita para o benefício do país inteiro, não apenas para os camisas vermelhas, e precisa acontecer no momento apropriado." O primeiro-ministro tailandês disse que dará mais detalhes sobre seus planos no domingo. "Amanhã tudo vai ficar mais claro, quando eu e o comandante do Exército aparecermos juntos em meu pronunciamento semanal pela televisão." Abhisit já tinha proposto a realização de eleições no final de 2010 - um ano antes do programado.
Os manifestantes dizem que acreditam que o governo esteja se preparando para dispersá-los à força, afirmou a correspondente da BBC na capital, Bangcoc, Rachel Harvey.
Segundo a repórter, um dos líderes do protesto disse que a informação lhes foi passada secretamente por integrantes das forças de segurança solidários à causa dos camisas vermelhas.
Um porta-voz militar disse anteriormente que "terroristas" que tinham se infiltrado na multidão seriam reprimidos, mas as condições para isso não eram apropriadas por causa da presença de muitas pessoas inocentes, como mulheres e crianças.
Vários dos manifestantes são partidários do ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, deposto em um golpe militar em 2006.
Eles dizem que o governo de Abhisit é ilegítimo porque ele assumiu o poder em 2008 com o apoio do Parlamento, depois que o Judiciário dissolveu a câmara anterior, favorável a Thaksin.
Os manifestantes formaram um grande acampamento no distrito comercial de Bangcoc. Foram erguidas várias barricadas no local.
Um ex-enfermeiro foi acusado nos Estados Unidos por ter persuadido, através da internet, duas pessoas a se suicidarem. Promotores alegam que William Melchert-Dinkel, de 47 anos, se apresentava como uma enfermeira em salas de bate-papo da rede de computadores e oferecia instruções de como acabar com a própria vida.Ele usava os nomes "Cami", "Falcon Girl" e "Li Dao", e fingia sentir empatia pelas pessoas que pensavam em se matar, tendo inclusive feito pactos suicidas com algumas delas.
Melchert-Dinkel, de Rice County, Minnesota, é acusado de ter encorajado ao suicídio Mark Drybrough, de 32 anos, que se enforcou na Inglaterra em 2005, e Nadia Kajouji, de 18 anos, que se afogou em 2008, no Canadá.
Segundo a polícia, Melchert-Dinkel disse que encorajou "dezenas" de pessoas a se matarem.
Ele teria admitido que fazia alarde de sua experiência médica e dava conselhos sobre remédios e técnicas para dar nós em cordas, de acordo com o site do jornal canadense Toronto Star.
O ex-enfermeiro disse ainda aos investigadores que parou de usar salas de bate-papo da internet pouco depois do Natal de 2008, por "se sentir terrivelmente mal" por fazer o papel de defensor do suicídio.
Melchert-Dinkel não fez declarações públicas sobre a acusação. A primeira audiência do julgamento está marcada para 25 de maio.
A prefeitura de Buenos Aires anunciou que o teatro Colón será reaberto no dia 24 de maio, depois de três anos em obras. A reabertura faz parte das comemorações do bicentenário da Argentina.O Colón foi inaugurado em 1908, depois de 18 anos de construção, e é considerado por especialistas como um dos três melhores do mundo para óperas, por causa da boa acústica.
O palco do Colón recebeu as principais estrelas da ópera, como Luciano Pavarotti e Plácido Domingo.
O coordenador de obras da Secretaria de Desenvolvimento Urbano, Matteo Goretti, disse que a restauração do teatro custou US$ 100 milhões e envolveu mais de mil pessoas, entre técnicos e operários.
"Foi a primeira vez que foi fechado para obras. O teatro foi preservado, como era no original, como sempre foi, mas melhoramos sua infra-estrutura, usando os melhores produtos e tecnologia disponíveis no mercado internacional", disse Goretti.
As mudanças incluíram a criação de seis novas saídas de emergência, além das duas existentes, e a substituição de material inflamável.
"Esse teatro não pegou fogo antes das obras por pura sorte. Ou, como dizem na Argentina, porque Deus é argentino", afirmou.
A construção original seguiu o padrão europeu do século 19 e, segundo Goretti, muitos dos detalhes foram mantidos para não interferir na acústica. Um exemplo citado é o material no interior das 2,5 mil poltronas da sala de espetáculos: rabo de cavalo.
O brilho original dos detalhes em dourado de pilares, escadarias e sala chamada "salão dourado" também foi restaurado.
As 4,5 mil lâmpadas dos lustres - um deles pesa mais de uma tonelada - foram encomendadas na Holanda.
E foram mantidos detalhes daquela época como os "palcos de viúva" - camarotes, através dos quais mulheres desacompanhadas podiam assistir aos espetáculos, mas não eram vistas pelo resto do público.
O porta-voz do secretário do Desenvolvimento Urbano, Sergio Levit, disse que o projeto foi resultado de uma licitação internacional.
Segundo o assessor, as entradas para os espetáculos deste ano já estão praticamente esgotadas.
A governadora do Estado americano do Arizona, Jan Brewer, assinou uma nova lei estadual que transforma a imigração ilegal em crime, apesar das críticas do presidente Barack Obama. A nova lei, que deve entrar em vigor dentro de 90 dias, transformará em crime a permanência ilegal no país e vai permitir que a polícia estadual interrogue as pessoas a respeito de sua situação de imigração se houver uma "suspeita razoável".A assinatura da nova lei pela governadora foi transmitida ao vivo pela televisão. No ato da assinatura, Brewer afirmou que a lei "protege cada cidadão do Arizona".
Brewer disse ainda que a medida vai fortalecer o controle na fronteira com o México. A governadora afirmou que precisou tomar esta medida, pois o governo federal não conseguiu resolver o problema da imigração ilegal.
"Nós no Arizona temos sido mais do que pacientes, esperando Washington agir. Mas décadas de inércia e políticas equivocadas criaram uma situação perigosa e inaceitável", afirmou.
O Estado do Arizona é o principal ponto de entrada para imigrantes sem documentos nos Estados Unidos.
'Equivocada' O presidente Barack Obama afirmou que a lei estadual é "equivocada" e pediu para que o Departamento de Justiça examinasse a validade da nova lei.
Obama também afirmou que o governo dos Estados Unidos deve analisar a possibilidade de uma reforma na lei de imigração no nível federal.
"Isto inclui, por exemplo, os recentes esforços no Arizona, que ameaçam prejudicar noções básicas de justiça que, nós, como americanos, cultivamos, além da confiança entre a polícia e suas comunidades, que é tão importante para nos manter seguros", disse o presidente.
Grupos de defesa dos direitos civis afirmam que vão questionar a nova lei na Justiça, para derrubá-la, com a alegação de que vai abrir caminho para discriminação geral contra os latinos.
Um grupo, o Conselho Nacional de La Raza, afirmou que a lei vai transformar todos os latinos em suspeitos dentro de suas próprias comunidades, sem importar qual é a sua situação no país.
Os que apoiam a lei afirmam que vai ajudar a controlar a imigração ilegal no Estado do Arizona.
Um condenado por assassinato no Estado americano de Utah escolheu ser executado por um pelotão de fuzilamento. Ao ser oferecido a opção de uma injeção letal ou o fuzilamento, Ronnie Lee Gardner disse ao juiz "gostaria do esquadrão de fuzilamento, por favor".Dos 35 Estados americanos que possuem a pena de morte, Utah é o único que oferece o fuzilamento como opção, para os que foram condenados antes de 2004.
O juiz na cidade de Salt Lake marcou para 18 de junho a execução, embora o advogado de Gardner tenha dito que vai entrar com recurso, pedindo para que a sentença seja transformada em prisão perpétua.
A correspondente da BBC em Washington Madeleine Morris diz que, se for em frente, a execução de Gardner deve atrair grande atenção da mídia.
Terceiro caso Críticos dizem que o método de execução em Utah é uma herança dos tempos do Velho Oeste e deveria ser abolido.
Gardner, de 49 anos de idade, foi condenado pela morte de um advogado em 1985 ocorrida dentro de um tribunal.
Desde que a Suprema Corte americana permitiu que Estados americanos voltassem a aplicar a pena de morte, em 1976, apenas dois condenados foram executados por fuzilamento.
Gary Gilmore, em 1977 e John Albert Taylor, em 1996, em um caso que atraiu grande atenção da imprensa.
Em 2004, legisladores do Estado acabaram com a possibilidade de escolha, ainda oferecida aos sentenciados anteriormente.
Apesar do consenso sobre a necessidade de reformar o sistema financeiro internacional, os países do G20 divergem sobre detalhes desse processo, principalmente em relação à proposta de taxação para bancos, disse nesta sexta-feira o ministro da Fazenda, Guido Mantega. "Todos concordam, mas fazendo uma diferenciação entre reformas nacionais e uma reforma mais geral", disse Mantega, em Washington, após a reunião de ministros de Finanças e presidentes de bancos centrais do G20 (grupo que reúne países ricos e em desenvolvimento)."Onde há mais divergência é na questão da taxação", afirmou.
Segundo o ministro brasileiro, os quatro países do grupo Bric (Brasil, Rússia, Índia e China) têm a mesma posição sobre a questão da taxação: a de que poderia ser aplicada em alguns países, mas não em seus próprios sistemas financeiros.
"Os Brics têm a mesma posição", disse Mantega. "Que a taxação é mais adequada para economias que tiveram prejuízos financeiros pela atuação dos bancos ou das instituições financeiras. Nós não tivemos isso." "Nossos sistemas financeiros reagiram de forma diferente. A crise não foi originada nos nossos sistemas financeiros, estávamos trabalhando de forma mais sólida, com menos alavancagem, não entramos no subprime ou naquelas operações de risco", afirmou.
Circunstâncias individuais A ideia da taxação foi apresentada pelo FMI (Fundo Monetário Internacional) aos representantes do G20 e prevê que bancos e outras instituições financeiras paguem novos impostos, com o objetivo de garantir recursos para financiar eventuais pacotes futuros de resgate, como os que muitos governos tiveram de liberar durante a crise econômica mundial, e também de restringir os riscos assumidos por essas instituições, o que ajudaria a prevenir novas crises.
Segundo Mantega, a taxação é "insistência de alguns países, como Reino Unido e Estados Unidos".
"Nós não precisaríamos", disse o ministro, ao afirmar que alguns países, como o Brasil, já têm uma certa forma de taxação maior sobre o capital financeiro.
No comunicado final divulgado após a reunião de Washington, o G20 pede que o FMI trabalhe por alternativas "para garantir que instituições financeiras domésticas arquem com a responsabilidade de qualquer intervenção governamental extraordinária que venha a ocorrer".
Pedem, porém, que sejam levadas em consideração "as circunstâncias individuais de cada país".
Recuperação O comunicado do G20 afirma que a recuperação global está melhor do que o previsto anteriormente, mas ainda segue em ritmos diferentes em cada região e apresenta problemas, como as altas taxas de desemprego em muitos países.
"Nós reconhecemos que, diante dessas circunstâncias, são necessárias diferentes respostas", diz o texto, ao afirmar que as políticas de apoio devem ser mantidas em economias em que o crescimento ainda permanece muito dependente dessas medidas, até que a recuperação esteja firmemente liderada pelo setor privado.
A reforma no sistema financeiro internacional é considerada crucial para evitar a ocorrência de novas crises. Segundo Mantega, "as instituições financeiras estão voltando a seus comportamentos anteriores à crise, como se nada tivesse acontecido, voltando a fazer operações de risco".
Mantega disse ter sugerido que o G20 já tenha uma proposta final de reforma em junho, quando os chefes de Estado e de governo do grupo se reunirão em Toronto, no Canadá.
Além da reforma mais ampla, países emergentes, como o Brasil, também vêm pressionando por reformas do FMI e no Banco Mundial, para que possam ter mais poder de decisão nessas instituições.
No FMI, deverá haver uma mudança na divisão de cotas, com a transferência de 5% das cotas de países ricos "super-representados" no Fundo para países "sub-representados".
"A reestruturação do FMI está andando mais depressa do que imaginávamos. Já começaram as discussões em torno de como vamos distribuir os 5%", disse Mantega. "Acho que poderemos ter a reforma pronta até novembro deste ano."
23/04/2010 10:21 PM
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