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BBC


Morre no Chile ex-nazista pedófilo que fundou culto

O ex-soldado nazista Paul Schaefer, fundador de um culto no Chile, morreu aos 88 anos no hospital da prisão em que cumpria pena por pedofilia. Ele foi condenado a 20 anos de detenção por abusar sexualmente de crianças na colônia Dignidad, que fundou no subúrbio de Santiago em 1961.A comunidade chegou a ter 300 membros e há relatos de que Schaefer forçava as crianças a viverem separadas dos pais.

Ele fugiu do Chile em 1997 e foi condenado à revelia. Em 2005, foi localizado na Argentina e enviado de volta para novo julgamento.

Nas décadas de 70 e 80, a comunidade contou com a proteção do general Augusto Pinochet, que usou o local como centro de interrogatório e tortura de prisioneiros políticos durante seu regime militar (1973-1990).

Segundo uma investigação do Congresso do Chile, a colônia Dignidad funcionava como um "Estado dentro do Estado" durante o governo de Pinochet.

O governo do país acabou retomando a área, de mais de 13 mil hectares, em 2005.

24/04/2010 01:42 PM

Premiê da Tailândia rejeita oferta dos 'camisas vermelhas'

O primeiro-ministro da Tailândia, Abhisit Vejjajiva, rejeitou neste sábado uma nova oferta de acordo dos manifestantes contrários ao governo - os chamados 'camisas vermelhas' - para acabar com os protestos em troca da antecipação de eleições. Os camisas vermelhas disseram na sexta-feira que aceitam a dissolução do Parlamento dentro de um mês, e não de imediato, como exigiam antes.Eles pediram ainda uma investigação do ocorrido durante choques entre policiais e manifestantes nas últimas duas semanas e que deixaram um saldo de 25 mortos.

Abhisit afirmou: "Como eles recorrem à violência e à intimidação, eu não posso aceitar isso."
"O ultimato de 30 dias não é o problema", afirmou. "A dissolução (do Parlamento) precisa ser feita para o benefício do país inteiro, não apenas para os camisas vermelhas, e precisa acontecer no momento apropriado."
O primeiro-ministro tailandês disse que dará mais detalhes sobre seus planos no domingo. "Amanhã tudo vai ficar mais claro, quando eu e o comandante do Exército aparecermos juntos em meu pronunciamento semanal pela televisão."
Abhisit já tinha proposto a realização de eleições no final de 2010 - um ano antes do programado.

Os manifestantes dizem que acreditam que o governo esteja se preparando para dispersá-los à força, afirmou a correspondente da BBC na capital, Bangcoc, Rachel Harvey.

Segundo a repórter, um dos líderes do protesto disse que a informação lhes foi passada secretamente por integrantes das forças de segurança solidários à causa dos camisas vermelhas.

Um porta-voz militar disse anteriormente que "terroristas" que tinham se infiltrado na multidão seriam reprimidos, mas as condições para isso não eram apropriadas por causa da presença de muitas pessoas inocentes, como mulheres e crianças.

Vários dos manifestantes são partidários do ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, deposto em um golpe militar em 2006.

Eles dizem que o governo de Abhisit é ilegítimo porque ele assumiu o poder em 2008 com o apoio do Parlamento, depois que o Judiciário dissolveu a câmara anterior, favorável a Thaksin.

Os manifestantes formaram um grande acampamento no distrito comercial de Bangcoc. Foram erguidas várias barricadas no local.

24/04/2010 12:04 PM

Ex-enfermeiro é acusado de encorajar suicídios pela internet

Um ex-enfermeiro foi acusado nos Estados Unidos por ter persuadido, através da internet, duas pessoas a se suicidarem. Promotores alegam que William Melchert-Dinkel, de 47 anos, se apresentava como uma enfermeira em salas de bate-papo da rede de computadores e oferecia instruções de como acabar com a própria vida.Ele usava os nomes "Cami", "Falcon Girl" e "Li Dao", e fingia sentir empatia pelas pessoas que pensavam em se matar, tendo inclusive feito pactos suicidas com algumas delas.

Melchert-Dinkel, de Rice County, Minnesota, é acusado de ter encorajado ao suicídio Mark Drybrough, de 32 anos, que se enforcou na Inglaterra em 2005, e Nadia Kajouji, de 18 anos, que se afogou em 2008, no Canadá.

Segundo a polícia, Melchert-Dinkel disse que encorajou "dezenas" de pessoas a se matarem.

Ele teria admitido que fazia alarde de sua experiência médica e dava conselhos sobre remédios e técnicas para dar nós em cordas, de acordo com o site do jornal canadense Toronto Star.

O ex-enfermeiro disse ainda aos investigadores que parou de usar salas de bate-papo da internet pouco depois do Natal de 2008, por "se sentir terrivelmente mal" por fazer o papel de defensor do suicídio.

Melchert-Dinkel não fez declarações públicas sobre a acusação. A primeira audiência do julgamento está marcada para 25 de maio.

24/04/2010 08:32 AM

Depois de três anos em obras, Teatro Colón reabre em Buenos Aires

A prefeitura de Buenos Aires anunciou que o teatro Colón será reaberto no dia 24 de maio, depois de três anos em obras. A reabertura faz parte das comemorações do bicentenário da Argentina.O Colón foi inaugurado em 1908, depois de 18 anos de construção, e é considerado por especialistas como um dos três melhores do mundo para óperas, por causa da boa acústica.

O palco do Colón recebeu as principais estrelas da ópera, como Luciano Pavarotti e Plácido Domingo.

O coordenador de obras da Secretaria de Desenvolvimento Urbano, Matteo Goretti, disse que a restauração do teatro custou US$ 100 milhões e envolveu mais de mil pessoas, entre técnicos e operários.

"Foi a primeira vez que foi fechado para obras. O teatro foi preservado, como era no original, como sempre foi, mas melhoramos sua infra-estrutura, usando os melhores produtos e tecnologia disponíveis no mercado internacional", disse Goretti.

As mudanças incluíram a criação de seis novas saídas de emergência, além das duas existentes, e a substituição de material inflamável.

"Esse teatro não pegou fogo antes das obras por pura sorte. Ou, como dizem na Argentina, porque Deus é argentino", afirmou.

A construção original seguiu o padrão europeu do século 19 e, segundo Goretti, muitos dos detalhes foram mantidos para não interferir na acústica. Um exemplo citado é o material no interior das 2,5 mil poltronas da sala de espetáculos: rabo de cavalo.

O brilho original dos detalhes em dourado de pilares, escadarias e sala chamada "salão dourado" também foi restaurado.

As 4,5 mil lâmpadas dos lustres - um deles pesa mais de uma tonelada - foram encomendadas na Holanda.

E foram mantidos detalhes daquela época como os "palcos de viúva" - camarotes, através dos quais mulheres desacompanhadas podiam assistir aos espetáculos, mas não eram vistas pelo resto do público.

O porta-voz do secretário do Desenvolvimento Urbano, Sergio Levit, disse que o projeto foi resultado de uma licitação internacional.

Segundo o assessor, as entradas para os espetáculos deste ano já estão praticamente esgotadas.

24/04/2010 06:30 AM

Arizona aprova lei que transforma imigração ilegal em crime

A governadora do Estado americano do Arizona, Jan Brewer, assinou uma nova lei estadual que transforma a imigração ilegal em crime, apesar das críticas do presidente Barack Obama. A nova lei, que deve entrar em vigor dentro de 90 dias, transformará em crime a permanência ilegal no país e vai permitir que a polícia estadual interrogue as pessoas a respeito de sua situação de imigração se houver uma "suspeita razoável".A assinatura da nova lei pela governadora foi transmitida ao vivo pela televisão. No ato da assinatura, Brewer afirmou que a lei "protege cada cidadão do Arizona".

Brewer disse ainda que a medida vai fortalecer o controle na fronteira com o México. A governadora afirmou que precisou tomar esta medida, pois o governo federal não conseguiu resolver o problema da imigração ilegal.

"Nós no Arizona temos sido mais do que pacientes, esperando Washington agir. Mas décadas de inércia e políticas equivocadas criaram uma situação perigosa e inaceitável", afirmou.

O Estado do Arizona é o principal ponto de entrada para imigrantes sem documentos nos Estados Unidos.

'Equivocada'
O presidente Barack Obama afirmou que a lei estadual é "equivocada" e pediu para que o Departamento de Justiça examinasse a validade da nova lei.

Obama também afirmou que o governo dos Estados Unidos deve analisar a possibilidade de uma reforma na lei de imigração no nível federal.

"Isto inclui, por exemplo, os recentes esforços no Arizona, que ameaçam prejudicar noções básicas de justiça que, nós, como americanos, cultivamos, além da confiança entre a polícia e suas comunidades, que é tão importante para nos manter seguros", disse o presidente.

Grupos de defesa dos direitos civis afirmam que vão questionar a nova lei na Justiça, para derrubá-la, com a alegação de que vai abrir caminho para discriminação geral contra os latinos.

Um grupo, o Conselho Nacional de La Raza, afirmou que a lei vai transformar todos os latinos em suspeitos dentro de suas próprias comunidades, sem importar qual é a sua situação no país.

Os que apoiam a lei afirmam que vai ajudar a controlar a imigração ilegal no Estado do Arizona.

23/04/2010 11:59 PM

Condenado nos EUA escolhe ser executado por fuzilamento

Um condenado por assassinato no Estado americano de Utah escolheu ser executado por um pelotão de fuzilamento. Ao ser oferecido a opção de uma injeção letal ou o fuzilamento, Ronnie Lee Gardner disse ao juiz "gostaria do esquadrão de fuzilamento, por favor".Dos 35 Estados americanos que possuem a pena de morte, Utah é o único que oferece o fuzilamento como opção, para os que foram condenados antes de 2004.

O juiz na cidade de Salt Lake marcou para 18 de junho a execução, embora o advogado de Gardner tenha dito que vai entrar com recurso, pedindo para que a sentença seja transformada em prisão perpétua.

A correspondente da BBC em Washington Madeleine Morris diz que, se for em frente, a execução de Gardner deve atrair grande atenção da mídia.

Terceiro caso
Críticos dizem que o método de execução em Utah é uma herança dos tempos do Velho Oeste e deveria ser abolido.

Gardner, de 49 anos de idade, foi condenado pela morte de um advogado em 1985 ocorrida dentro de um tribunal.

Desde que a Suprema Corte americana permitiu que Estados americanos voltassem a aplicar a pena de morte, em 1976, apenas dois condenados foram executados por fuzilamento.

Gary Gilmore, em 1977 e John Albert Taylor, em 1996, em um caso que atraiu grande atenção da imprensa.

Em 2004, legisladores do Estado acabaram com a possibilidade de escolha, ainda oferecida aos sentenciados anteriormente.

23/04/2010 11:17 PM

G20 concorda sobre reforma financeira, mas diverge sobre taxação de banco

Apesar do consenso sobre a necessidade de reformar o sistema financeiro internacional, os países do G20 divergem sobre detalhes desse processo, principalmente em relação à proposta de taxação para bancos, disse nesta sexta-feira o ministro da Fazenda, Guido Mantega. "Todos concordam, mas fazendo uma diferenciação entre reformas nacionais e uma reforma mais geral", disse Mantega, em Washington, após a reunião de ministros de Finanças e presidentes de bancos centrais do G20 (grupo que reúne países ricos e em desenvolvimento)."Onde há mais divergência é na questão da taxação", afirmou.

Segundo o ministro brasileiro, os quatro países do grupo Bric (Brasil, Rússia, Índia e China) têm a mesma posição sobre a questão da taxação: a de que poderia ser aplicada em alguns países, mas não em seus próprios sistemas financeiros.

"Os Brics têm a mesma posição", disse Mantega. "Que a taxação é mais adequada para economias que tiveram prejuízos financeiros pela atuação dos bancos ou das instituições financeiras. Nós não tivemos isso."
"Nossos sistemas financeiros reagiram de forma diferente. A crise não foi originada nos nossos sistemas financeiros, estávamos trabalhando de forma mais sólida, com menos alavancagem, não entramos no subprime ou naquelas operações de risco", afirmou.

Circunstâncias individuais
A ideia da taxação foi apresentada pelo FMI (Fundo Monetário Internacional) aos representantes do G20 e prevê que bancos e outras instituições financeiras paguem novos impostos, com o objetivo de garantir recursos para financiar eventuais pacotes futuros de resgate, como os que muitos governos tiveram de liberar durante a crise econômica mundial, e também de restringir os riscos assumidos por essas instituições, o que ajudaria a prevenir novas crises.

Segundo Mantega, a taxação é "insistência de alguns países, como Reino Unido e Estados Unidos".

"Nós não precisaríamos", disse o ministro, ao afirmar que alguns países, como o Brasil, já têm uma certa forma de taxação maior sobre o capital financeiro.

No comunicado final divulgado após a reunião de Washington, o G20 pede que o FMI trabalhe por alternativas "para garantir que instituições financeiras domésticas arquem com a responsabilidade de qualquer intervenção governamental extraordinária que venha a ocorrer".

Pedem, porém, que sejam levadas em consideração "as circunstâncias individuais de cada país".

Recuperação
O comunicado do G20 afirma que a recuperação global está melhor do que o previsto anteriormente, mas ainda segue em ritmos diferentes em cada região e apresenta problemas, como as altas taxas de desemprego em muitos países.

"Nós reconhecemos que, diante dessas circunstâncias, são necessárias diferentes respostas", diz o texto, ao afirmar que as políticas de apoio devem ser mantidas em economias em que o crescimento ainda permanece muito dependente dessas medidas, até que a recuperação esteja firmemente liderada pelo setor privado.

A reforma no sistema financeiro internacional é considerada crucial para evitar a ocorrência de novas crises. Segundo Mantega, "as instituições financeiras estão voltando a seus comportamentos anteriores à crise, como se nada tivesse acontecido, voltando a fazer operações de risco".

Mantega disse ter sugerido que o G20 já tenha uma proposta final de reforma em junho, quando os chefes de Estado e de governo do grupo se reunirão em Toronto, no Canadá.

Além da reforma mais ampla, países emergentes, como o Brasil, também vêm pressionando por reformas do FMI e no Banco Mundial, para que possam ter mais poder de decisão nessas instituições.

No FMI, deverá haver uma mudança na divisão de cotas, com a transferência de 5% das cotas de países ricos "super-representados" no Fundo para países "sub-representados".

"A reestruturação do FMI está andando mais depressa do que imaginávamos. Já começaram as discussões em torno de como vamos distribuir os 5%", disse Mantega. "Acho que poderemos ter a reforma pronta até novembro deste ano."

23/04/2010 10:21 PM

Gim de banana com metanol mata 65 em Uganda

Pelo menos 65 pessoas morreram e centenas estão hospitalizadas em Uganda após beber um gim artesanal feito com banana e contendo metanol, de acordo com a imprensa local. As mortes causadas pela bebida ilegal, conhecida como waragi, ocorreram nas últimas semanas no distrito de Kabale.Joshua Mmali, repórter da BBC na capital de Uganda, Kampala, disse que o waragi é consumido em todo o país, por ser mais barato que as bebidas alcoólicas industrializadas e costuma causar mortes ocasionais, mas esta é a maior quantidade de mortes causadas pela bebida em anos.

A polícia vem realizando buscas para apreender a bebida, que ainda seria bastante consumida apesar dos riscos para a saúde, segundo o jornal Daily Monitor.

Resistência
O profissional da saúde Patrick Tusiime, ouvido pelo jornal, disse que "fizemos inúmeros programas de rádio alertando as pessoas sobre o waragi contaminado mas a maioria das pessoas ignora nossos avisos".

Muitas pessoas estariam escondendo e comercializando a bebida em galões de combustível ou garrafas de cerveja.

"Os moradores não cooperam muito e não dizem quem são os distribuidores de bebida", disse o comandante de polícia do distrito de Kabale, Charles Ssebambulidde, responsável pelas buscas na região.

Entre os que ficaram doentes por causa da bebida está uma menina de dois anos de idade, hospitalizada com falência de rins. Sua avó disse que a garota teria encontrado um sachê contendo a bebida que teria sido escondido em um arbusto.

O Daily Monitor diz que dos hospitalizados, 12 pessoas teriam ficado cegas após beber o waragi.

23/04/2010 08:14 PM

Justiça britânica condena ateu por satirizar religiões

Um "militante ateu" que deixou imagens explícitas satirizando figuras religiosas em uma sala de orações no aeroporto John Lennon, em Liverpool, foi sentenciado a seis meses de prisão, que serão cumpridos em regime de liberdade condicional. Harry Taylor, de 59 anos, deixou imagens de figuras religiosas em posições sexuais em três ocasiões durante o ano de 2008.Entre os cartazes que ele deixou estava uma imagem de Jesus Cristo sorrindo, crucificado e, ao lado, uma propaganda de uma cola que dispensa o uso de pregos.

Em outro cartaz, uma imagem mostrava militantes suicidas parados nas portas do paraíso onde outra pessoa fala: "Parem, parem, acabaram as virgens".

Taylor disse durante o julgamento que sofreu abuso sexual de um padre católico quando era jovem. Ele acrescentou que não guarda ressentimentos contra membros de religiões, apenas estava tentando converter as pessoas ao ateísmo.

Mas a corte determinou em março que Taylor é culpado de assédio com agravante religioso e, nesta sexta-feira, ele foi sentenciado.

Além da liberdade de expressão
De acordo com o promotor do caso, Neville Biddle, alguns dos desenhos e cartazes de Taylor iam muito além da liberdade de expressão.

Uma das imagens mostrava um porco excretando salsichas, o que é um insulto ao islamismo, e outros cartazes relacionavam muçulmanos a ataques em aeroportos.

Taylor já tinha sido condenado por acusações semelhantes em 2006.

"Você não apenas não mostrou arrependimento pelo que fez, mas ainda continua afirmando que não fez nada errado e acrescenta que, quando você quiser, vai fazer a mesma coisa no futuro", afirmou o juiz Charles James ao sentenciar Taylor.

Além da sentença de seis meses de prisão, cumpridos em regime de liberdade condicional, Taylor também recebeu uma Ordem de Comportamento Antissocial (Asbo, na sigla em inglês) que deve durar cinco anos e que o proíbe de levar material ofensivo a religiões a um local público.

O britânico também foi condenado a trabalhar por cem horas sem pagamento e também pagar as 250 libras (quase R$ 680) das despesas jurídicas.

23/04/2010 07:59 PM

Um ano depois, México estima prejuízo de até US$ 4 bi com gripe suína

O governo do México calcula que o país tenha tido um prejuízo de até US$ 4 bilhões em decorrência da gripe suína, um ano depois do início da epidemia da doença. O México foi o primeiro país a informar a existência do vírus causador da gripe, o H1N1, um anúncio que colocou em alerta governos e população no resto do mundo.E, com este anúncio, o México declarou também emergência nacional, a primeira na história recente do país.

Desde então a gripe já causou a morte de 1,2 mil pessoas apenas no México. O contágio comprovado naquele país atingiu 74 mil pessoas, de acordo com dados oficiais.

O governo tomou medidas para tentar conter a doença suspendendo atividades públicas e aulas em todo o país e fechando o comércio nas principais cidades. E os locais turísticos ficaram vazios em todo o país.

Máscaras
Passado um ano, várias autoridades hoje reconhecem que algumas medidas adotadas na época do surto foram erradas.

Uma delas, segundo disse à BBC o secretário de Saúde do governo do Distrito Federal na Cidade do México, Armando Ahued, foi "promover o uso de máscaras para evitar o contágio".

Uma das famílias atingidas foi a família Zaragoza Reyes, que, no início de maio de 2009, recebeu a ordem de queimar cobertores, utensílios de cozinha, roupas e comidas, pois as autoridades sanitárias afirmaram que estes objetos estavam infectados pelo vírus H1N1.

Durante 40 dias, os 36 integrantes da família, permaneceram dentro de suas casas na Cidade do México. Sobreviveram com alimentos que os vizinhos deixavam na porta da casa.

Dois dos membros da família, Viviana, de 23 anos, e Pedro, de 22, morreram devido à doença que começou como uma gripe e ficou muito grave em poucos dias.

"Foi tudo muito rápido, em uma manhã Viviana estava bem, à noite já estava morta", disse à BBC o irmão dela, Mariano Zaragoza.

Mais problemas
As autoridades mexicanas esperavam uma epidemia de doenças respiratórias desde 2005, principalmente depois do avanço dos casos de gripe aviária, como afirmou à BBC Francisco Navarro, diretor do Hospital Geral do México, um dos maiores do país.

Havia um plano de contingência epidemiológica, mas a gripe suína pegou todos de surpresa, pois o H1N1 tinha características que não eram esperadas.

"Havia muita incerteza, eu mesmo não sabia o que estava acontecendo, principalmente ao ver tantos jovens morrendo", afirmou.

Além de hospitais cheios no país todo, também ocorreram dificuldades para abastecer os hospitais públicos com o medicamento antiviral Osealtamivir.

A família Zaragoza Reyes, por exemplo, procurou o remédio durante vários dias pela internet até que finalmente conseguiu encontrar, em Acapulco, a 500 quilômetros da Cidade do México.

Mas, apesar dos problemas, especialistas garantem que o país aprendeu lições com a epidemia.

"Uma lição (que aprendemos) é que, pela primeira vez, devemos discutir estes assuntos em nível global", afirmou à BBC Mario Fuentes, diretor do Centro de Estudos e Investigação em Desenvolvimento e Assistência Social (Ceidas).

23/04/2010 06:37 PM

Um ano depois, México calcula prejuízos com epidemia de gripe suína

Um ano depois da epidemia de gripe suína, o México calcula que as perdas econômicas podem ultrapassar os US$ 2 bilhões e até chegar aos US$ 4 bilhões. O México foi o primeiro país a informar a existência do vírus causador da gripe, o H1N1, um anúncio que colocou em alerta governos e população no resto do mundo.E, com este anúncio, o México declarou também emergência nacional, a primeira na história recente do país.

Desde então a gripe já causou a morte de 1,2 mil pessoas apenas no México. O contágio comprovado naquele país atingiu 74 mil pessoas, de acordo com dados oficiais.

O governo tomou medidas para tentar conter a doença suspendendo aulas em todo o país, atividades públicas e de comércio nas principais cidades. E os locais turísticos ficaram paralisados em todo o país.

Depois de um ano do início da epidemia, várias autoridades reconhecem que algumas medidas foram erradas, como "promover o uso de máscaras para evitar o contágio", disse à BBC Armando Ahued, secretário de Saúde do governo do Distrito Federal na Cidade do México.

Uma das famílias atingidas foi a família Zaragoza Reyes que, no início de maio de 2009 recebeu a ordem de queimar cobertores, utensílios de cozinha, roupas e comidas, pois as autoridades sanitárias afirmaram que estes objetos estavam infectados pelo vírus H1N1.

Durante 40 dias os 36 integrantes da família permaneceram dentro de suas casas na Cidade do México. Sobreviveram com alimentos que os vizinhos deixavam na porta da casa.

A nova gripe atacava principalmente jovens adultos e a família Zaragoza Reyes foi um exemplo. Dois de seus membros, Viviana, de 23 anos, e Pedro, de 22, morreram devido à doença que começou como uma gripe e ficou muito grave em poucos dias.

"Foi tudo muito rápido, em uma manhã Viviana estava bem, à noite já estava morta", disse à BBC o irmão de Viviana, Mariano Zaragoza.

Mais problemas
As autoridade mexicanas esperavam uma epidemia de doenças respiratórias desde 2005, principalmente depois do avanço dos casos de gripe aviária, como afirmou à BBC Francisco Navarro, diretor do Hospital Geral do México, um dos maiores do país.

Havia um plano de contingência epidemiológica, mas a gripe suína pegou todos de surpresa, pois Navarro reconhece que este vírus não era o esperado.

"Havia muita incerteza, eu mesmo não sabia o que estava acontecendo, principalmente ao ver tantos jovens morrendo", afirmou.

Além de hospitais cheios no país todo, também ocorreram dificuldades para abastecer os hospitais públicos com o medicamento antiviral Osealtamivir.

A família Zaragoza Reyes, por exemplo, procurou o remédio durante vários dias pela internet até que finalmente conseguiu encontrar, em Acapulco, a 500 quilômetros da Cidade do México.

Mas, apesar dos problemas, especialistas garantem que o país aprendeu lições com a epidemia.

"Uma lição (que aprendemos) é que, pela primeira vez, devemos discutir estes assuntos no nível global", afirmou à BBC Mario Fuentes, diretor do Centro de Estudos e Investigação em Desenvolvimento e Assistência Social (CEIDAS).

23/04/2010 05:30 PM

Brasil foi um dos que melhor reagiu à crise, diz estudo alemão

Um estudo divulgado nesta sexta-feira pela fundação alemã Bertelsmann diz que o Brasil está entre os países que reagiram de maneira mais efetiva à crise financeira internacional e elogia os programas sociais do governo Lula. A pesquisa mostra como 14 países desenvolvidos e em desenvolvimento reagiram à crise, entre eles Brasil, Alemanha, China, Grã-Bretanha, Estados Unidos, Índia e Turquia.Um grupo de especialistas analisou a rapidez e a eficiência das medidas tomadas pelos governos para estabilizar a economia de cada país.

Segundo a fundação Bertelsmann, os países em desenvolvimento reagiram melhor aos problemas financeiros do que as nações industrializadas. "Esses países aprenderam com as diversas crises pelas quais passaram nas últimas décadas", diz o estudo.

"Os países em desenvolvimento sanearam seus orçamentos antes da crise e por isso puderam tomar medidas rápidas e eficientes para reativar a economia", diz Sabine Donner, responsável pela pesquisa.

Em consequência disso, países como Brasil, China e Índia teriam agora uma posição melhor no mercado mundial do que antes da crise, disse Donner: "Agora são esses países que estão reavivando a economia mundial".

Programas sociais
O estudo elogia o modo como o governo estabilizou as finanças do Estado e controlou o setor bancário durante a crise.

Além disso, a demanda interna teria ajudado o país a contornar a crise. Isso se deveria em parte às reformas e aos programas sociais do governo Lula, que teriam aumentado a renda média dos brasileiros, permitindo um aumento do mercado consumidor, diz a pesquisa.

Outro ponto positivo para o Brasil teria sido o mercado de ações regulamentado, menos afetado pelas especulações com títulos hipotecários americanos que deram origem à crise mundial.

Quanto aos países industrializados, a pesquisa mostra que a Alemanha combateu melhor os efeitos da crise do que os Estados Unidos e a Grã-Bretanha, que teriam reagido tarde demais.

Entre os quesitos analisados pelo estudo estão o foco dos pacotes financeiros, o tempo que levou para serem efetivados e o alcance das medidas.

Um aspecto comum a todos os pacotes contra a crise foi que "em vez de uma ação coordenada com outros países, as reações à crise foram quase todas de caráter nacional", disse Hauke Hartmann, da fundação Bertelsmann.

23/04/2010 04:51 PM
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