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BBC


Total de mortos em tsunami no Pacífico passa de 100

Uma grande operação de resgate e ajuda humanitária teve início nesta quarta-feira no arquipélago de Samoa, no Pacífico Sul, onde uma série de tsunamis matou mais de 100 pessoas. Autoridades locais afirmaram que aviões com carregamentos de remédios, comida, água e outros suprimentos estão chegando às ilhas de Samoa e Samoa Americana - que é território dos Estados Unidos.A Organização das Nações Unidas (ONU) também enviou uma equipe de emergência ao arquipélago.

As ondas gigantes deixaram pelo menos 77 mortos em Samoa, 24 em Samoa Americana e pelo menos seis em Tonga.

Segundo autoridades de Samoa, aldeias inteiras foram destruídas e milhares de pessoas ficaram desabrigadas .

As autoridades afirmaram que pode levar mais de uma semana para que se possa avaliar o prejuízo e os danos causados pelo terremoto.

O tremor de magnitude de 8,3 na escala Richter ocorreu por volta de 7h40 da manhã desta quarta-feira no horário local (15h40 em Brasília na terça-feira), criando ondas de 4,5 m de altura em várias áreas da região ao redor das ilhas.

O epicentro do terremoto foi localizado a 190 km ao sudoeste do arquipélago, a 33 km de profundidade. Um alerta geral de tsunami tinha sido divulgado em todo o Pacífico Sul, mas foi cancelado mais tarde.

Ajuda
As ilhas de Samoa compreendem a nação independente de Samoa e a Samoa Americana, território dos Estados Unidos, com uma população total de 250 mil habitantes.

Representantes do serviço de Saúde de Samoa informaram à BBC que os tsunamis deixaram pelo menos 145 feridos.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, declarou estado de calamidade nacional ema Samoa Americana, permitindo a utilização de fundos federais para ajudar as vítimas.

O primeiro-ministro de Samoa, Tuilaepa Sailel Malielegaoi, se disse "chocado" com o desastre.

Testemunhas relataram à BBC terem visto casas destruídas e afirmaram que carros foram levados pela água.

A Agência Americana de Gestão de Crises (Fema) anunciou o envio de duas equipes de resgate ao território americano do arquipélago de Samoa.

A União Europeia liberou uma quantia inicial de US$ 220 mil em ajuda para as vítimas.

Em 2004, um poderoso tremor no Oceano Índico e as consequentes ondas gigantes deixaram dezenas de milhares de mortos na Ásia.

Em entrevista à BBC, Stuart Weinstein, do PTWC, afirmou que o tsunami da terça-feira é "muito menor" e tem apenas 3% da energia do de 2004.

Indonésia
Além dos tremores no arquipélago de Samoa, um novo terremoto, que atingiu 7,9 na escala Richter, atingiu a região da ilha de Sumatra, na Indonésia.

Pelo menos 75 pessoas morreram.

O epicentro deste terremoto foi localizado a 50 quilômetros da costa, perto da cidade de Padang. Segundo as informações iniciais algumas casas e pontes desabaram e ocorreram vários incêndios.

30/09/2009 07:45 PM

Senado aprova Toffoli para o Supremo Tribunal Federal

O Senado aprovou, em plenário, a indicação de José Antônio Dias Toffoli para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Após a votação favorável na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a decisão final foi encaminhada para o planário da Casa, onde a nomeação foi confirmada com 59 votos a favor, nove contrários e três abstenções.Toffoli foi indicado para o STF pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ocupar a vaga do ministro Carlos Alberto Menezes Direito, que morreu em 1º de setembro.

Formado pela Universidade de São Paulo, Toffoli começou a carreira como assessor jurídico do Partido dos Trabalhadores (PT), atuando ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas campanhas presidenciais de 1998, 2002 e 2006.

Sabatinado pelos senadores da Comissão de Constituição e Justiça por quase sete horas, Toffoli disse que sua experiência no campo privado ficaria "no passado" caso realmente assumisse o cargo.

"O fato de ter atuado em ações eleitorais para o presidente da República é algo do passado", disse. "Não nego minha história, mas isso não faz mais parte da minha vida", acrescentou.

Segundo ele, o atual presidente do Supremo, ministro Gilmar Mendes, também tinha relação com a Presidência (foi advogado da Advocacia-Geral da União no governo Fernando Henrique Cardoso) e mostrou sua "imparcialidade" no Tribunal.

Toffoli, de 41 anos, será o integrante mais novo do STF.

Polêmicas
Durante a sabatina, os senadores fizeram questionamentos não apenas sobre o currículo de Toffoli, mas também sobre sua posição jurídica em assuntos considerados polêmicos.

O advogado se disse favorável à união entre casais homossexuais. "Não posso agir pelo que penso da minha fé, e sim de acordo com a Constituição", disse.

Sobre o sistema de cotas raciais, Toffoli defendeu a ideia como uma maneira de "afirmação de um setor da sociedade que foi excluído". Mas o advogado disse que estaria impedido de discutir o assunto no Supremo, por já ter assinado parecer favorável sobre o assunto, na Advocacia-Geral da União (AGU).

Quanto ao terceiro mandato presidencial, Toffoli se disse contrário a essa hipótese, por ser "claramente vetada pela Constituição".

Toffoli também foi questionado sobre seu currículo. O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) disse que não poderia avaliar o conhecimento notório do advogado "em tão pouco tempo" e que o advogado não tinha mestrado e doutorado.

"Não vejo isso como impedimento", respondeu Toffoli. Segundo ele, seu conhecimento foi adquirido na "prática da advocacia".

"Sei das agruras e dificuldades da classe política. Muitas vezes saí desta Casa às 3 da manhã, acompanhando votações. Me sinto um privilegiado", disse.

30/09/2009 07:23 PM

Após 4º julgamento, Fujimori é condenado a mais seis anos no Peru

O ex-presidente peruano Alberto Fujimori foi condenado nesta quarta-feira em Lima a seis anos de prisão por atos de corrupção cometidos quando governava o Peru, entre 1990 e 2000. A condenação veio no quarto e último julgamento por corrupção enfrentado pelo ex-presidente.Na sentença desta quarta-feira, Fujimori, de 71 anos, foi considerado culpado de envolvimento em grampos telefônicos e pagamentos de suborno a congressistas e meios de comunicação, entre outros crimes.

Ele foi condenado também a pagar indenizações equivalentes a cerca de R$ 14 milhões ao governo peruano e R$ 1,8 milhão aos jornalistas e políticos que foram alvo dos crimes.

Fujimori prometeu apelas contra a sentença.

Condenações
Na última segunda-feira, o ex-presidente havia se declarado culpado de todos os crimes de que era acusado. Segundo seu porta-voz, Carlos Raffo, no entanto, a confissão foi feita apenas para acelerar o julgamento, que ele considera politicamente motivado.

Segundo o correspondente da BBC no Peru Dan Collyns, analistas creem que Fujimori confessou para não prejudicar a candidatura de sua filha, Keiko, à Presidência do Peru nas eleições de 2011.

Keiko Fujimori já declarou diversas vezes que anistiará seu pai caso seja eleita.

O Ministério Público do Peru havia pedido uma sentença de oito anos de prisão para o ex-presidente.

De acordo com a legislação peruana, a sentença desta quarta-feira será absorvida por outra de 25 anos de prisão a que Fujimori foi condenado no último mês de abril. No Peru, prevalece a maior pena.

Na ocasião, o ex-presidente foi considerado culpado pela morte de 25 pessoas entre 1991 e 1992, nos chamados massacres de Barrios Altos e La Cantuta.

Em julho deste ano, Fujimori também foi condenado a 7,5 anos de prisão por ter usado ilegalmente US$ 15 milhões em verbas públicas para realizar um pagamento ao seu então chefe do Serviço Secreto, Vladimiro Montesinos.

Em um julgamento anterior, o ex-presidente já havia sido condenado a seis anos de prisão por abuso de autoridade e usurpação de funções.

A sentença foi relacionada a um caso de invasão ilegal da casa da mulher de Vladimiro Montesinos,
Trinidad Becerra, em 2000.

Fuga para o Japão
Fujimori foi eleito presidente do Peru em 1990, depois de enfrentar nas urnas o escritor Mario Vargas Llosa.

No fim dos anos 80, o país sofria com a violência política e com a hiperinflação, herança do primeiro governo do atual presidente, Alan García.

Ameaçado pelos guerrilheiros do Sendero Luminoso e do Túpac Amaru, Fujimori lançou uma ofensiva contra os grupos extremistas.

O esforço desbaratou os grupos, mas também matou cerca de 70 mil pessoas, muitas delas sem relação com os guerrilheiros.

Em 2000, foram descobertos dezenas de vídeos de subornos realizados por Montesinos a políticos e empresários. Diante do escândalo, Fujimori fugiu para o Japão, de onde enviou uma carta de renúncia.

Em 2005, ao viajar ao Chile, foi detido e dois anos depois extraditado ao Peru, onde está preso desde 2007.

30/09/2009 07:04 PM

Comissão de Justiça do Senado aprova Toffoli para o STF

O advogado-geral da União, José Antônio Dias Toffoli, foi aprovado, nesta quarta-feira, pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado, para assumir o posto de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Com 20 votos favoráveis e três contrários, sua nomeação agora segue para votação em plenário, onde precisa atingir a maioria simples para ser validada.Formado pela Universidade de São Paulo, Toffoli começou a carreira como assessor jurídico do Partido dos Trabalhadores (PT), atuando ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas campanhas presidenciais de 1998, 2002 e 2006.

Sabatinado pelos senadores da Comissão de Constituição e Justiça por quase 6 horas, Toffoli disse que, se aprovado pelo Senado, sua experiência no campo privado ficaria "no passado".

"O fato de ter atuado em ações eleitorais para o presidente da República é algo do passado", disse. "Não nego minha história, mas isso não faz mais parte da minha vida", acrescentou.

Segundo ele, o atual presidente do Supremo, ministro Gilmar Mendes, também tinha relação com a Presidência (foi advogado da Advocacia-Geral da União no governo Fernando Henrique Cardoso) e mostrou sua "imparcialidade" no Tribunal.

Se aprovado pelo plenário, Toffoli, de 41 anos, passará a ser o mais novo integrante do STF.

Polêmicas
Durante a sabatina, os senadores fizeram questionamentos não apenas sobre o currículo de Toffoli, mas também sobre sua posição jurídica em assuntos considerados polêmicos.

O advogado se disse favorável à união entre casais homossexuais. "Não posso agir pelo que penso da minha fé, e sim de acordo com a Constituição", disse.

Sobre o sistema de cotas raciais, Toffoli defendeu a ideia como uma maneira de "afirmação de um setor da sociedade que foi excluído". Mas o advogado disse que estaria impedido de discutir o assunto no Supremo, por já ter assinado parecer favorável sobre o assunto, na Advocacia-Geral da União (AGU).

Quanto ao terceiro mandato presidencial, Toffoli se disse contrário a essa hipótese, por ser "claramente vetada pela Constituição".

Toffoli também foi questionado sobre seu currículo. O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) disse que não poderia avaliar o conhecimento notório do advogado "em tão pouco tempo" e que o advogado não tinha mestrado e doutorado.

"Não vejo isso como impedimento", respondeu Toffoli. Segundo ele, seu conhecimento foi adquirido na "prática da advocacia".

"Sei das agruras e dificuldades da classe política. Muitas vezes saí desta Casa às 3 da manhã, acompanhando votações. Me sinto um privilegiado", disse.

30/09/2009 06:47 PM

Unesco declara tango patrimonio cultural da humanidade

A Unesco declarou o tango Patrimônio Cultural "Imaterial" da Humanidade durante reunião nesta quarta-feira do Comitê Intergovernamental do organismo, em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos. A informação foi confirmada à agência Telam (agência oficial argentina) pelo secretário de Cultura da cidade de Buenos Aires, Hernán Lombardi, que acompanhou, em Abu Dhabi, a decisão do comitê da Unesco."Essa é uma homenagem a todos os que sustentaram o tango durante muito tempo. Uma homenagem a aqueles que mantiveram a tradição, transmitindo a poesia e a dança de geração para geração", disse Lombardi.

O diretor de Promoção Cultural de Montevidéu, Eduardo León Duter, disse estar "emocionado" com a decisão.

"Esse anúncio é fruto de um trabalho intenso e é um compromisso de ambos governos para proteger o tango e realizar projetos em comum", disse Duter, em Abu Dhabi.

Buenos Aires e Montevidéu
A candidatura do tango (música e baile) para ser Patrimônio Cultural da Humanidade, foi apresentada, conjuntamente, em novembro de 2008, pelos governos das cidades de Buenos Aires, na Argentina, e Montevidéu, no Uruguai.

Em junho passado, de acordo com a imprensa argentina, numa avaliação da candidatura a Unesco já sinalizava que o tango poderia receber o título como "uma das principais manifestações da identidade dos habitantes do Rio da Prata". O Rio da Prata banha as duas cidades.

O tango é defendido há décadas como bem cultural nas capitais da Argentina e do Uruguai. No passado, habitantes das duas cidades costumavam discutir onde, de fato, esta arte tinha nascido, se em Buenos Aires ou em Montevidéu.

Antes da decisão da Unesco, o governo da cidade de Buenos Aires informou que, se o tango fosse reconhecido, deveriam ser criados uma orquestra oficial do tango do Rio da Prata e um centro de documentação desta arte, entre outras iniciativas para preservá-lo.

Prostíbulos
Segundo historiadores argentinos, o dois por quatro (outra forma de chamar o tango) nasceu nos prostíbulos durante a imigração europeia, no início do século 20.

Desde então, o tango é identificado como cultura das cidades do Rio da Prata. As letras do tango, afirmam os especialistas, sugerem melancolia porque demonstram a solidão dos que saíram de países europeus para uma terra desconhecida.

Nos últimos anos, a musicalidade do tango foi renovada com o nascimento de grupos jovens que adotaram outros instrumentos, além do clássico bandoneón, para tocá-lo. E foram abertas dezenas de "milongas" (lugar para dançar esta música) na capital argentina.

Recentemente, no Campeonato Mundial de Tango realizado em Buenos Aires, um casal de japoneses que aprendeu a dança no Japão venceu a disputa na categoria "dança de salão". No entendimento das autoridades argentinas, foi a confirmação de que o tango já atravessou "há muito tempo" as fronteiras de Buenos Aires e Montevidéu.

Além do tango, outras 76 expressões culturais do mundo inteiro também disputaram o título de Patrimônio Cultural da Humanidade.

30/09/2009 05:04 PM

Publicidade online ultrapassa a da TV na Grã-Bretanha, diz pesquisa

Os gastos com publicidade na internet ultrapassaram pela primeira vez os gastos com propagandas na televisão na Grã-Bretanha, segundo um estudo publicado nesta quarta-feira.

De acordo com a pesquisa, feita em conjunto pelas consultorias PricewaterhouseCoopers e Internet Advertising Bureau, os gastos com publicidade online cresceram 4,6% na Grã-Bretanha no primeiro semestre de 2009, enquanto os gastos com propaganda de TV caíram 16,1% no mesmo período.

O total de gastos para propagandas na internet chegou a 1,752 bilhão de libras (cerca de R$ 5 bilhões), enquanto os gastos com propagandas na TV caíram para 1,639 bilhão de libras (R$ 4,7 bilhões). Os gastos totais com publicidade caíram 16% em comparação ao mesmo período em 2008, segundo o estudo.

A pesquisa considerou como publicidade online campanhas por e-mail, anúncios classificados na internet, propagandas com banners e marketing em sistemas de busca.

Migração

Segundo o estudo, a recessão acelerou a migração dos gastos com publicidade dos meios mais tradicionais, como os impressos, rádio e TV, para a internet.

Justin Pearse, editor do site especializado New Media Age, diz que o momento econômico difícil levou a uma queda significativa nos gastos com publicidade na TV, que foram superados um ano antes do que o previsto anteriormente.

"Isso aconteceria em algum momento, mas a publicidade online era vista como a prima pobre da publicidade para TV até agora, então isso é um grande acontecimento", diz ele.

O estudo diz que empresas de tecnologia são os principais anunciantes na web britânica, com cerca de 19% do mercado, seguidas por companhias de telecomunicação, pelo setor financeiro, por empresas de entretenimento e pelo setor de mídia.

Segundo Guy Phillipson, presidente da Internet Advertising Bureau, as propagandas online como banners "tiveram um desempenho notável em comparação com os similares em TV, meios impressos e rádio".

"Temos um ano difícil pela frente, mas mesmo em condições econômicas duras, os publicitários ainda reconhecem o valor, as respostas e a capacidade de mensuração da propaganda online", afirma.

Críticas

Apesar disso, a Thinkbox, a associação de marketing que reúne os principais canais comerciais de TV na Grã-Bretanha, diz que o estudo não compara coisas semelhantes.

"O gasto com marketing online é formado por várias coisas, como e-mail, anúncios classificados, banners e, em grande número, publicidade em sistemas de busca. Eles deveriam ser considerados individualmente", argumenta Lindsey Clay, diretor de marketing da Thinkbox.

"A internet é uma tecnologia fantástica e abriga muitas atividades de marketing diferentes que podem fazer coisas diferentes."
"Assim, é interessante, mas sem sentido, englobar todo o dinheiro gasto com cada aspecto do marketing online em um grande número e comemorá-lo", diz ela.

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30/09/2009 04:46 PM

Israel faz acordo com Hamas em troca de prova de vida de soldado

Israel afirmou que vai libertar 20 mulheres palestinas de suas prisões em troca de uma prova de que o soldado Gilad Shalit, capturado por militantes do Hamas perto da Faixa de Gaza em 2006, ainda está vivo.

"Vamos libertar 20 mulheres e eles vão nos fornecer informações atualizadas sobre a saúde dele", disse o presidente israelense, Shimon Peres. "É um passo importante, mas é apenas um passo. O caminho para a sua libertação ainda é longo e complicado", acrescentou.

Uma declaração do gabinete do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, informou que o governo israelense espera receber um vídeo gravado recentemente pelos militantes que capturaram Shalit.

"É importante que o mundo todo saiba que Gilad Shalit está vivo e bem e que o Hamas é responsável por sua saúde e estado", disse Netanyahu segundo informações de seu gabinete.

A declaração do gabinete do premiê de Israel ainda informa que o acordo foi proposto por mediadores internacionais que viram o vídeo, como uma "medida para construir a confiança" entre as duas partes.

Fontes próximas aos negociadores informaram que a troca está marcada para sexta-feira, depois que uma lista das prisioneiras for divulgada para permitir que sejam apresentadas objeções legais, caso existam.

Prisioneiros

Atualmente, Israel mantem cerca de 10 mil palestinos em suas prisões, incluindo dezenas de mulheres. O Hamas, por sua vez, exige a libertação de centenas de prisioneiros, muitos dos quais cumprem longas sentenças devido a ataques, em troca do soldado.

Um porta-voz do braço armado do Hamas disse em uma entrevista coletiva na Faixa de Gaza que 19 das mulheres que serão libertadas são da Cisjordânia e a 20ª é da Faixa de Gaza. Esta última será libertada junto com o filho que teve na prisão. "Esta é uma vitória para os mediadores egípcios e alemães", afirmou o porta-voz conhecido como Abu Ubeida.

Ubeida também afirmou que quatro das mulheres são integrantes do Hamas enquanto cinco são do grupo adversário, o Fatah. Três são parte do grupo Jihad Islâmico e as outras são de outros grupos militantes palestinos.

Nos últimos três anos foram divulgadas três cartas escritas por Shalit e uma gravação em áudio, mas o Hamas não permitiu que autoridades humanitárias internacionais chegassem até o soldado, apesar dos muitos pedidos que já foram feitos. Uma outra autoridade do Hamas, Osama Mzeini, esclareceu os termos do acordo.

"O mediador alemão nos pediu para dar informações sobre este soldado (Gilad Shalit), se ele está vivo ou não. Pedimos a eles para nos dar algo em troca, pois nada é de graça, os israelenses concordaram em libertar 20 mulheres das prisões e nós concordamos, em troca, dar informações sobre o soldado", disse.

O soldado Gilad Shalit, que hoje tem 23 anos, foi capturado no dia 25 de junho de 2006, quando participava de uma patrulha perto da fronteira de Israel com a Faixa de Gaza.

Três organizações palestinas assumiram a responsabilidade pela captura de Shalit - o Hamas, o Comitê de Resistência Popular e o Exército do Islã - porém, poucos meses depois, o braço armado do Hamas assumiu as negociações relacionadas à libertação do soldado exigindo a libertação de pelo menos mil prisioneiros palestinos das prisões israelenses.

De acordo com a correspondente da BBC em Jerusalém Katya Adler, está é a última em uma série de negociações entre israelenses e palestinos para a libertação de Shalit. E, segundo Adler, o público israelense está ansioso por informações a respeito do soldado capturado.

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30/09/2009 04:41 PM

Militares prendem simpatizantes de Zelaya em Honduras

Forças militares de Honduras prenderam nesta quarta-feira simpatizantes do presidente deposto do país, Manuel Zelaya, que estavam acampados na sede do Instituto Nacional Agrário, na capital, Tegucigalpa. Os 57 trabalhadores rurais acampados foram retirados do local, que era palco do protesto desde a deposição de Zelaya, há cerca de três meses.Não está claro quantos exatamente foram presos.

De acordo com a polícia, a medida foi autorizada pelo decreto de estado de sítio emitido pelo governo interino do país no último final de semana. O decreto determina, entre outras restrições, a desocupação de prédios públicos tomados por manifestantes.

O porta-voz da polícia hondurenha, Orlin Cerrato, afirmou que as pessoas detidas serão interrogadas para que se determine "sua responsabilidade" e disse que outras operações similares podem ser realizadas.

Ainda segundo o porta-voz, a desocupação se deu de forma pacífica e os manifestantes teriam se retirado "voluntariamente" do local.

"Não houve nenhum ferido", disse Cerrato, de acordo com o jornal hondurenho El Heraldo
Segundo o canal de TV Telesur, no entanto, partidários de Zelaya teriam afirmado que o local foi tomado de forma violenta por volta de 6h da manhã desta quarta-feira (9h em Brasília).

Entre as pessoas que ocupavam a sede do Instituto Nacional Agrário estavam idosos, mulheres e crianças, de acordo com a imprensa hondurenha.

Estado de sítio
A desocupação do prédio é mais uma demonstração de força do governo do presidente interino do país, Roberto Micheletti, que na última segunda-feira determinou o fechamento de uma emissora de rádio e outra de TV identificadas com Zelaya.

No último dia 21 de setembro, o presidente deposto retornou à Tegucigalpa depois de passar quase três meses exilado e se refugiou, junto com simpatizantes, na embaixada brasileira.

A representação diplomática do Brasil continua cercada por militares hondurenhos.

Nesta quarta-feira, uma missão formada por seis deputados brasileiros partiu para Tegucigalpa para acompanhar a situação da embaixada.

Em entrevista à Agência Câmara, o coordenador da missão, deputado Raul Jungmann, afirmou que o objetivo da comissão não é mediar a crise.

Os parlamentares também devem se encontrar com seus colegas hondurenhos para discutir a segurança da comunidade brasileira no país.

Crise
A crise política em Honduras teve início com a deposição de Zelaya, em junho, e se intensificou com sua volta ao país, na semana passada.

Nesta semana, empresários contrários a Zelaya apresentaram uma proposta para resolver a crise que prevê o retorno do presidente ao poder, mas sob prisão domiciliar e com suas atribuições restritas.

Na última segunda-feira, o governo interino de Honduras também autorizou que uma missão da OEA (Organização dos Estados Americanos) desembarque no país em dia 2 de outubro para fazer os preparativos para que uma comissão formadas por chanceleres da região chegue ao país no dia 7 para negociações.

A decisão foi tomada apenas uma dia depois de o governo de Micheletti ter impedido a entrada de outra missão da OEA em Honduras.

Em declarações ao Canal 5 de Honduras, na última terça-feira, o chefe do Estado Maior das Forças Armadas do país, general Romeo Vásquez, afirmou acreditar que a crise política no país irá se solucionar de maneira "rápida".

"Vejo que rapidamente estamos chegando a uma solução. Percebo a disposição de diferentes setores para buscar uma saída", afirmou o general.

As Forças Armadas hondurenhas tiveram um importante papel na deposição de Zelaya.

Brasil
Lançado ao centro da crise em Honduras após Zelaya ter se refugiado na embaixada brasileira, o governo do Brasil defende o retorno do presidente deposto ao poder.

Em uma audiência pública no Senado na terça-feira, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse que o governo brasileiro "não tem o que fazer nesse momento".

Segundo o chanceler, o caminho agora é "aguardar as negociações no âmbito da OEA (Organização dos Estados Americanos)".

"O protagonismo nesse caso não cabe ao Brasil. A comunidade internacional precisa compartilhar conosco as dificuldades ou ônus da crise", disse.

Ainda de acordo com Amorim, o governo brasileiro vem fazendo sucessivos contatos com os organismos internacionais e com os Estados Unidos, no sentido de que todos acompanhem de perto a situação na embaixada.

Amorim negou que o Brasil esteja interferindo em assunto doméstico de outro país.

"O que está em jogo não é apenas a situação em Honduras, mas a democracia na região", disse.

30/09/2009 04:00 PM

Fundador do Cirque du Soleil inicia viagem ao espaço

O fundador do famoso Cirque du Soleil, Guy Laliberté, começou nesta quarta-feira sua viagem até a Estação Espacial Internacional (EEI) a bordo da nave espacial russa Soyuz. Com o feito, o bilionário canadense vai se tornar o sétimo turista a visitar a estação espacial desde abril de 2001.


AFP
Soyuz é lançada no Cazaquistão
Soyuz é lançada no Cazaquistão


Laliberté, que teria gasto US$ 35 milhões (o equivalente a cerca de R$ 63 milhões) com a viagem, foi ao espaço acompanhado pelo cosmonauta russo Maksim Surayev e pelo astronauta americano Jeffrey Williams e deve chegar à EEI na sexta-feira.

O empresário é dono de 95% do Cirque du Soleil, a companhia de artes circences e teatrais que completou 25 anos em 2009.

Ele planeja usar a viagem espacial fazer campanha contra a crescente falta de água limpa no planeta, mas também prometeu fazer os astronautas rirem muito durante sua estada de 12 dias no espaço.

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30/09/2009 03:25 PM

Comuna sobrevive após 60 anos de comunismo na China

Enquanto a China se prepara para marcar os 60 anos do comunismo nesta quinta-feira, a pequena cidade de Nanjie, no norte do país, continua seguindo à risca muitos dos preceitos de Mao Tsé-Tung.


Nanjie é uma das poucas comunas que restaram na China, onde os trabalhadores começam o dia saudando Mao, a estátua do líder tem um lugar central na praça principal e cartazes com as imagens de outros líderes comunistas, como Lenin e Stalin estão espalhados pela cidadezinha.

Todos os 4 mil habitantes trabalham para a comunidade e tudo é público. Saúde, moradia, educação, água, gás e eletricidade são gratuitos e as ruas, limpas e organizadas.

Mas o modelo das comunas nem sempre funcionou tão bem. Elas foram criadas no fim dos anos 50, quando Mao Tsé-Tung tentava impor um modo de vida comunista na China rural. Os moradores tinham que entregar suas terras, animais, ferramentas e colheitas e trabalhar em conjunto.

'Modelo desastroso'

Nos primeiros anos, o modelo se provou um desastre econômico e contribuiu para que milhões de pessoas morressem de fome entre 1958 e 1961.

As comunas foram então abandonadas no início dos anos 80, quando a população começou a cuidar de seus próprios lotes no campo. Mas algumas delas sobreviveram, como a de Nanjie.

Wang Hongbin, secretário do Partido Comunista da cidadezinha, disse que foram os próprios moradores que não quiseram acabar com a comuna.

"Eles quiseram ter uma propriedade coletiva e se o povo quer assim, nós, do partido, temos uma responsabilidade de manter o sistema", diz ele.


Chineses participam de semana de comemoração
 por 60 anos da República Popular / Reuters


Plantações e fábricas

Hoje, Nanjie tem várias plantações e pequenas fábricas de processamento de alimentos que produzem cerveja, chocolate, condimentos e macarrão. Moradores de vilas próximas a Nanjie invejam os que vivem na comunidade.

"Morar em Nanjie é tão bom, tudo é fornecido pela comunidade. Apesar de os salários deles serem baixos (cerca de US$ 60 por mês), eles não têm que se preocupar com outras coisas", diz Liu, uma moradora das cercanias. "Nossa vila não oferece muitos benefícios e eu não consigo sobreviver apenas das plantações."

Em um momento em que as diferenças entre ricos e pobres são cada vez maiores na China, Nanjie oferece a segurança e a tranquilidade de uma era que hoje pertence ao passado.

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30/09/2009 02:48 PM

Terremoto na Indonésia deixa ao menos 75 mortos

Um terremoto de 7,6 graus na escala Richter atingiu a região da ilha de Sumatra, na Indonésia, nesta quarta-feira, matando ao menos 75 pessoas e deixando milhares de outras presas embaixo de escombros, informaram autoridades do país citadas pelo jornal The Jakarta Post. Relatos dão conta de que casas e pontes desmoronaram devido ao terremoto e o serviço telefônico foi cortado.Também foram registrados diversos incêndios.

O epicentro do tremor estava localizado a uma profundidade de 80 km e a 45 km de distância da cidade de Padang, capital de Sumatra, de acordo com o centro de monitoramento geológico americano US Geological Survey.

O tremor de terra aconteceu às 17h16 desta quarta-feira no horário local (7h16, horário de Brasília) e também foi sentido na capital da Indonésia, Jacarta, e em Cingapura, que fica a 440 km.

Após o tremor, o Centro de Alertas de Tsunamis do Pacífico, ligado ao governo dos Estados Unidos, emitiu um alerta de tsunami, que, no entanto, foi posteriormente cancelado.

Tsunamis
Mais cedo, uma série de tsunamis provocados por um outro tremor mataram mais de cem pessoas em várias ilhas do Pacífico Sul.

As ondas gigantes deixaram pelo menos 77 mortos em Samoa, 24 em Samoa Americana (território dos Estados Unidos), e pelo menos seis em Tonga.

Segundo autoridades de Samoa, aldeias inteiras foram destruídas e milhares de pessoas ficaram desabrigadas em Samoa Americana .

O tremor de magnitude de 8,3 na escala Richter ocorreu por volta de 7h40 da manhã desta quarta-feira, no horário local (15h40 de terça-feira em Brasília), criando ondas de 4,5 m de altura em várias áreas da região ao redor das ilhas.

O epicentro do terremoto foi localizado a 190 km ao sudoeste do arquipélago de Samoa, a 33 km de profundidade. Um alerta geral de tsunami havia sido divulgado em todo o Pacífico Sul, mas foi cancelado mais tarde.

Representantes do serviço de Saúde de Samoa informaram à BBC que os tsunamis deixaram pelo menos 145 feridos.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, declarou estado de calamidade nacional em Samoa Americana, permitindo a utilização de fundos federais para ajudar as vítimas.

O primeiro-ministro de Samoa, Tuilaepa Sailel Malielegaoi, se disse "chocado" com o desastre.

A Agência Americana de Gestão de Crises (Fema) anunciou o envio de duas equipes de resgate ao território americano do arquipélago de Samoa.

30/09/2009 02:15 PM

Relatório da UE diz que Geórgia iniciou guerra contra Rússia

Um relatório da União Europeia sobre a guerra entre a Geórgia e a Rússia em agosto do ano passado concluiu que o conflito foi iniciado por um ataque injustificado de forças georgianas, após meses de provocação russa. O estudo, feito por uma comissão independente a pedido da UE, indica violações da legislação internacional por ambas as partes.

O conflito se iniciou no dia 7 de agosto do ano passado, quando a Geórgia bombardeou sua região separatista da Ossétia do Sul para tentar retomar o controle sobre a província rebelde. A comissão considerou esta iniciativa como totalmente injustificável do ponto de vista internacional.

Em reação, forças da Rússia, país com a qual parte da população da província se identifica, repeliram o ataque e avançaram em território georgiano até chegar à capital, Tbilisi.

Para a comissão, a reação russa foi justificada, mas a incursão dentro da Geórgia "foi muito além dos limites da defesa" e constituiu "uma violação da lei internacional".

"Melhor compreensão"

Os russos acabaram expulsando soldados georgianos das regiões da Ossétia do Sul e da Abecásia, que desde então Moscou - sem o apoio de outros países da comunidade internacional - reconhece como Estados independentes.

Em nota, os países europeus disseram que o documento não tem a finalidade de "colocar a culpa" em nenhuma das partes, mas "contribuir para uma melhor compreensão das origens e o curso do conflito do ano passado".

A Rússia considerou que a avaliação "não deixa dúvidas" a respeito de quem começou a guerra. Já a Geórgia afirmou que as investigações comprovaram que a Rússia já vinha se preparando para a guerra mesmo antes do conflito.

Segundo o relatório, cerca de 850 pessoas morreram durante a guerra e mais de 100 mil foram obrigadas a deixar suas casas. Cerca de 35 mil ainda permanecem na situação de deslocados, afirmou a comissão.

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30/09/2009 01:41 PM

EUA negaram homenagem criadora de Harry Potter por temer bruxaria, diz livro

Um ex-autor de discursos do ex-presidente americano George W. Bush revelou que o governo dos Estados Unidos vetou uma homenagem à autora da série de livros sobre o mago Harry Potter, JK Rowling, porque alguns políticos achavam que ela incentivava a bruxaria.Matt Latimer afirmou em seu livro Speechless: Tales of a White House Survivor ("Sem Fala: Contos de um Sobrevivente da Casa Branca", em tradução livre) que alguns integrantes do próprio governo Bush acreditavam que a escritora britânica promovia a feitiçaria nos livros.

Como resultado, Rowling nunca foi condecorada com a Medalha Presidencial da Liberdade.

A condecoração reconhece a contribuição dos agraciados para os interesses nacionais dos Estados Unidos, paz mundial ou esforços culturais.

"Pensamento limitado"
Entre os escritores que já receberam o prêmio estão John Steinbeck e Harper Lee.

No seu livro, Latimer escreve que o "pensamento limitado" levou a esta medida das autoridades da Casa Branca.

O autor afirma ainda que o governo Bush também negou a comenda a outras pessoas como, por exemplo, o senador democrata Edward Kennedy, que morreu em agosto deste ano.

Latimer alegou que o político veterano de uma das famílias políticas mais tradicionais e famosas dos Estados Unidos foi excluído da homenagem por ser considerado liberal demais.

30/09/2009 01:23 PM

Guiné proíbe reuniões 'subversivas' e anuncia luto nacional

O governo militar da Guiné, no oeste da África, proibiu o que chamou de "reuniões subversivas" e anunciou dois dias de luto nacional depois que soldados do Exército dispararam contra uma manifestação da oposição matando mais de 150 pessoas.

Em um pronunciamento transmitido pela televisão, o líder da junta militar que governa o país, capitão Moussa Dadis Camara, afirmou que "agitadores" serão "punidos com severidade".

"Qualquer reunião de qualquer lado e natureza e com caráter subversivo está proibida. Peço a todas as autoridades religiosas, líderes de opinião, líderes de partidos políticos, organizações da sociedade civil e a imprensa que evitem declarações e atividades que perturbem a ordem pública", disse. "Agitadores e seus aliados serão punidos severamente", acrescentou.

Camara afirmou que o país ficará de luto na quinta e sexta-feira, as bandeiras serão hasteadas a meio mastro e as estações de rádio tocarão apenas músicas solenes.

Na segunda-feira, na capital, Conacri, pelo menos 157 pessoas teriam sido mortas quando os soldados dispararam contra uma manifestação contra o governo, que reuniu mais de 50 mil pessoas.

A Organização Guineana para Defesa dos Direitos Humanos afirmou na terça-feira que, além dos 157 mortos, mais de 1,2 mil pessoas teriam ficado feridas. As autoridades da Guiné só admitiram, até agora, as mortes de 57 pessoas.

A manifestação foi convocada devido a boatos de que Camara, que assumiu o poder após a morte do presidente Lansana Conté, em dezembro, pretenderia concorrer à Presidência nas próximas eleições, em janeiro.

Investigação

Camara também prometeu investigar a violência ocorrida durante a manifestação e responsabilizou "elementos incontroláveis" no Exército pelas mortes.

De acordo com o correspondente da BBC em Conacri, Alhassan Sillah, Camara por um lado prometeu apoio aos feridos na manifestação, mas também acusou políticos da oposição de incitar a violência.


Oficiais do Exército prendem manifestante em Conacri / AFP


No entanto, testemunhas relataram que os soldados estupraram mulheres nas ruas e atacaram manifestantes com golpes de baioneta.

Um morador de Conacri disse à BBC que ouviu disparos nas ruas durante a noite de terça-feira. Grupos de defesa dos direitos humanos informaram que os abusos de civis por parte dos soldados também estão continuando.

ONU

As mortes na Guiné foram condenadas por várias organizações internacionais, como a União Africana e a ONU, e por governos de outros países.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu que as autoridades da Guiné atuem com o máximo de moderação. E a França afirmou que vai suspender a cooperação militar com sua antiga colônia.

Há informações de que o bloco regional Ecowas (Comunidade Econômica dos Estados do Oeste Africano, na sigla em inglês) está estudando a aplicação de sanções contra o regime militar.

No entanto, segundo analistas, as organizações internacionais têm pouca influência no país, pois a Guiné é rica em recursos e conta com grandes investimentos de mineradoras internacionais.

O analista de assuntos africanos Paul Melly disse à BBC que o ex-presidente Lansana Conté sobreviveu a anos de suspensão da ajuda da União Europeia e não cedeu a exigências por reformas políticas.

A Guiné, um dos principais exportadores de bauxita do mundo, mas cuja população vive em sua maioria com menos de US$ 1 por dia, foi governada com mão de ferro por Lansana Conté por 24 anos.

Logo após a morte de Conté, em dezembro de 2008, uma junta militar liderada pelo então desconhecido capitão Moussa Dadis Camara tomou o poder.

Soldados e tanques foram enviados para as ruas do país, para estabelecer bloqueios. Não houve violência na ocasião. A junta prometeu realizar eleições livres depois de um período de transição de dois anos, no final de 2010.

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30/09/2009 11:06 AM

Exposição em Londres traz fotos de tribo brasileira ameaçada por hidrelétrica

Uma exposição de fotografias em Londres reúne imagens de florestas tropicais devastadas e destaca a situação da tribo brasileira enawenê nawê, cuja subsistência está sendo ameaçada pela construção de usinas hidrelétricas no noroeste de Mato Grosso. As fotos, do espanhol Daniel Beltrá, foram feitas durante visitas a florestas na República Democrática do Congo, Indonésia e Brasil.Sons, vídeos e até cheiros são utilizados para contar a história por trás das fotografias expostas no jardim botânico Kew Gardens, no sudoeste da capital britânica.

Entre as atrações está uma sala de projeções com cadeiras para que os visitantes se sentem e assistam às imagens projetadas no teto.

O povo enawenê nawê vive próximo ao rio Iquê, um afluente do Juruena, no noroeste do Mato Grosso. Sua subsistência se baseia fortemente na pesca.

Dez usinas hidrelétricas serão construídas ao longo de 110 km do rio Juruena e os índios dizem que o impacto ambiental das obras vai reduzir a oferta de peixes.

Autoridades ligadas ao meio ambiente no Estado dizem que o impacto será pequeno.

A exposição Focus on the Rainforests (Foco nas Florestas Tropicais) começa neste sábado e continua até o dia 6 de dezembro.

30/09/2009 10:10 AM





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