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BBC


Terremoto atinge Indonésia e provoca novo alerta de tsunami

Um novo terremoto, que atingiu 7,9 na escala Richter, atingiu a região da ilha de Sumatra, na Indonésia. O epicentro deste terremoto foi localizado a 50 quilômetros da costa, perto da cidade de Padang.Segundo as informações iniciais algumas casas e pontes desabaram e ocorreram vários incêndios.

O Centro de Alertas de Tsunami do Pacífico divulgou um novo alerta de tsunami devido a este último tremor.

Mais cedo, uma série de tsunamis provocados por um outro tremor matou mais de cem pessoas em várias ilhas do Pacífico Sul.

As ondas gigantes deixaram pelo menos 77 mortos no arquipélago de Samoa, 24 em Samoa Americana, e pelo menos seis em Tonga.

Segundo autoridades de Samoa, aldeias inteiras foram destruídas e milhares de pessoas ficaram desabrigadas em Samoa Americana - que é território dos EUA.

O tremor de magnitude de 8,3 na escala Richter ocorreu por volta de 7h40 da manhã desta quarta-feira no horário local (15h40 em Brasília na terça-feira), criando ondas de 4,5 m de altura em várias áreas da região ao redor das ilhas.

O epicentro do terremoto foi localizado a 190 km ao sudoeste do arquipélago, a 33 km de profundidade. Um alerta geral de tsunami tinha sido divulgado em todo o Pacífico Sul, mas foi cancelado mais tarde.

Alerta
As ilhas de Samoa compreendem a nação independente de Samoa e a Samoa Americana, território dos Estados Unidos, com uma população total de 250 mil habitantes.

Representantes do serviço de Saúde de Samoa informaram à BBC que os tsunamis deixaram pelo menos 145 feridos.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, declarou estado de calamidade nacional ema Samoa Americana, permitindo a utilização de fundos federais para ajudar as vítimas.

O primeiro-ministro de Samoa, Tuilaepa Sailel Malielegaoi, se disse "chocado" com o desastre.

Testemunhas relataram à BBC terem visto casas destruídas e afirmaram que carros foram levados pela água.

A Agência Americana de Gestão de Crises (Fema) anunciou o envio de duas equipes de resgate ao território americano do arquipélago de Samoa.

Em 2004, um poderoso tremor no Oceano Índico e as consequentes ondas gigantes deixaram dezenas de milhares de mortos na Ásia.

Em entrevista à BBC, Stuart Weinstein, do PTWC, afirmou que o tsunami desta terça-feira é "muito menor" e tem apenas 3% da energia do de 2004.

30/09/2009 08:32 AM

Operador de emergência recebe chamado por fogo em sua própria casa

Após 11 anos trabalhando no serviço de emergências da cidade de Quincy, no Estado americano de Massachussetts, o operador Mark Bowes se acostumou a receber ligações com relatos dos mais diferentes tipos de problemas. Mas na noite da última sexta-feira, recebeu a ligação mais surpreendente de toda sua carreira - sobre um incêndio na sua própria casa, que divide com os pais.Uma mulher dizia que a casa e a garagem dos vizinhos estava pegando fogo.

"Perguntei qual o endereço, e quando ela respondeu, pensei: 'É a minha casa!'", relatou Bowes, de 44 anos, à imprensa local.

"Levei um choque. Pensei que ela estivesse brincando", disse ele.

Bowes foi então autorizado pelo chefe a seguir ao local junto com policiais e viu um clarão alaranjado no horizonte ao se aproximar da casa.

Alívio
Ele disse ter sentido um alívio ao ver que seus pais estavam do lado de fora da casa.

Segundo o jornal The Patriot Ledger, de Quincy, o incêndio destruiu a garagem e parte da casa.

Apesar de ter perdido quase tudo o que possuía no incêndio, o operador diz que procura manter o bom humor.

"Estou fazendo piadas com o que aconteceu, porque pelo menos meus pais ainda estão aqui para rir comigo", disse.

Quincy é uma cidade de cerca de 90 mil habitantes próxima a Boston.

30/09/2009 08:12 AM

Mostra com foto de atriz nua aos dez anos gera polêmica em Londres

Uma exposição sobre arte pop que tem como destaque uma foto da atriz Brooke Shields nua aos dez anos de idade está causando polêmica antes mesmo de ser aberta na galeria Tate Modern, em Londres. A obra do artista Richard Prince foi feita em 1983 a partir de uma imagem capturada pelo fotógrafo, Gary Gross, e mostra a atriz de "Lagoa Azul" nua, enquadrada do joelho para cima, usando maquiagem carregada e olhando diretamente para a câmera.A própria galeria admite ter procurado aconselhamento legal antes de decidir exibi-la em uma sala separada, identificada por uma placa que avisa ao leitor se tratar de uma imagem "challenging" - ou desafiadora, literalmente.

Nesta quarta-feira, um dia antes da abertura da exposição, "Pop Life: Art in a Material World" (Vida Pop: Arte em um Mundo Material, em tradução livre), organizações de combate à pedofilia expressaram sua oposição à exibição da foto.

"(A provocação) chega no limite da pornografia. Certamente não é arte", disse ao jornal "Daily Telegraph" Michaele Elliott, fundadora da uma das organizações, Kidscape.

Em uma nota, a galeria Tate Modern galeria justifica a exibição do trabalho, afirmando que a fotografia "retrata criticamente o poder da imagem fotográfica em nossa sociedade, especialmente a representação dos gêneros na mídia de massa", e já foi "publicamente exibida em inúmeras ocasiões".

"Como com qualquer outra obra de arte que contenha imagens desafiadoras, a Tate procurou aconselhamento legal e avaliou a situação. A galeria tomou medidas para informar aos visitantes da natureza do trabalho, provendo informações destacando as intenções do artista."
Arte e mercado
A provocação da Tate Modern tem dado publicidade à sua exposição, divulgada como uma "releitura de alguns dos maiores legados da arte pop".

"A exposição olha para as diferentes maneiras como artistas desde os anos 1980 se relacionaram com a mídia de massa e cultivaram personalidades artísticas, criando suas próprias 'assinaturas'", explica o material da galeria.

Partindo da famosa declaração de Andy Wharhol de que "um bom negócio é a melhor arte", a mostra reflete sobre como os artistas "se infiltraram na máquina publicitária e no mercado como uma estratégia deliberada".

"Armando-se do poder do sistema de celebridades e expandindo seu alcance para além do mundo artístico, em um contexto comercial mais amplo, estes artistas exploram canais que atraem o público dentro e fora da galeria."
Entre outras atrações da exposição está o impresso "Made in Heaven", que o artista Jeff Koons apresentou na Bienal de Viena de 1990 para imortalizar sua união com a ex-atriz pornô e ex-deputada italiana Cicciolina.

A mostra inclui ainda trabalhos renomados e alguns novos de Damien Hirst, Martin Kippenberger e Takashi Murakami.

A mostra ficará em cartaz na Tate Modern, na margem sul do rio Tamisa, até 17 de janeiro de 2010.

30/09/2009 08:10 AM

Total de montadoras em salão de Tóquio é menor da história

A crise mundial, que afetou montadoras de veículos em vários países, está sendo sentida também no Tokyo Motor Show deste ano. O salão, o maior da Ásia e um dos mais importantes do mundo, terá 25 fabricantes de carros a menos em relação ao evento anterior, realizado em 2007.Este ano, apenas dez montadoras participam do evento: oito japonesas e duas estrangeiras. Na edição anterior, em 2007, o salão contou com nove montadoras japonesas e 26 estrangeiras.

Contando com as fabricantes de carros comerciais, assessórios e motocicletas, o salão terá neste ano 108 expositores. É a feira com menor número de participantes desde a sua criação, em 1954.

A queda de 52,2% no número de expositores de veículos de passeio fez com que o número de dias de evento também fosse reduzido. Neste ano, serão 13 dias, três a menos que a edição passada.

As principais ausentes são as montadoras estrangeiras, como Ford, Chrysler, GM e Fiat, que estão entre as mais abaladas pela crise econômica.

Apenas duas fabricantes do exterior confirmaram a presença: a britânica Lotus e a alemã Alpina.

Nem as empresas asiáticas, geograficamente próximas do Japão, aceitaram o convite. A sul coreana Hyundai enviou comunicado na terça-feira à Associação Japonesa de Fabricantes de Carros (Jama, na sigla em inglês), organizadora do evento, descartando participar do evento.

"A crise econômica, que começou no ano passado, foi a responsável pela decisão das fabricantes de não participar do evento", lamentou Satoshi Aoki, presidente da Jama, em uma conferência à imprensa.

Por conta disto, o público vai ver também um número muito menor de lançamentos. Serão apenas 20 - dos quais 19 japoneses -, frente aos 36 novos modelos apresentados na feira passada.

O evento de 1995 foi o que mais teve expositores, num total de 361 empresas. Em 2007, o número foi de 241 companhias e o público visitante chegou a 1,4 milhão de pessoas.

Além da queda na venda de veículos no mundo todo, a concorrência chinesa também vem tirando o brilho da feira japonesa. A feira de Xangai, realizada em abril passado, reuniu 77 montadoras.

"As fabricantes estão de olho no mercado chinês, que cresce rápido. Lá as pessoas tem um interesse cada vez maior de possuir um veículo novo, enquanto o mercado japonês diminui a cada ano", justificou Aoki.

O evento deste ano começa dia 23 de outubro e vai até dia 4 de novembro.

30/09/2009 07:43 AM

Mergulhadores na Califórnia encontram destroços de jato perdido há 54 anos

Os destroços de um jato da Força Aérea Americana perdido no mar há quase 54 anos foram encontrados por uma equipe de resgate que procurava por um outro avião, acidentado mais de dez anos antes na costa da Califórnia. O achado foi obra de um grupo de mergulhadores que se dedica a procurar destroços de aviões e embarcações antigos.O grupo foi originalmente formado para procurar um submarino alemão da Primeira Guerra Mundial afundado na costa da Califórnia, mas continuou procurando por outros destroços após encontrar a embarcação, em 2003.

Segundo o grupo, o jato encontrado no fundo do oceano próximo ao Aeroporto Internacional de Los Angeles é um Lockheed T-33A , que teria caído no mar logo após levantar voo, em outubro de 1955, com dois tripulantes a bordo.

Radar
Segundo os responsáveis pela equipe de resgate, a aeronave foi encontrada inicialmente em abril, durante uma busca com radar, e sua identificação foi feita durante mergulhos nos meses posteriores.

Os mergulhadores encontraram um número de série em uma parte do avião que foi confirmado pela Lockheed como pertencente ao T-33A. Também foi encontrado um motor turbo Allison J-33, usado pelos aviões desse modelo.

"É significativo também que as rodas da frente do avião não estejam entre os destroços. Isso bate com o relatório do acidente com o T-33A, que relata que as rodas da frente apareceram na costa, levadas pelo mar, alguns dias depois", diz Pat Macha, um dos responsáveis pelo grupo de resgate.

O objetivo do grupo que encontrou o avião acidentado em 1955 era procurar por um avião P-51D Mustang que teria supostamente se perdido no mar em 1944 quando era pilotado por Gertrude Tompkins, a última mulher piloto da Força Aérea Americana na Segunda Guerra Mundial ainda desaparecida.

Eles esperam agora que a experiência acumulada no encontro do Lockheed T-33A possa ajudar nas buscas do avião mais antigo.

"Nossas buscas combinadas pelo avião de Gertrude Tompkins estão se acelerando. Estamos muito esperançosos de que nossa equipe de especialistas em radar e em mergulho serão capazes de resolver, após 65 anos, o caso de Tompkins, um dos últimos grandes mistérios da Segunda Guerra Mundial", diz Lew Toulmin, porta-voz do grupo MAST (Missing Aircraft Search Team).

30/09/2009 07:00 AM

Tsunamis deixam pelo menos cem mortos em ilhas do Pacífico Sul

Uma série de tsunamis provocados por um tremor matou pelo menos 100 pessoas em várias ilhas do Pacífico Sul. As ondas gigantes deixaram pelo menos 90 mortos nos arquipélagos de Samoa e Samoa Americana, e pelo menos dez em Tonga.

 

Segundo autoridades de Samoa, aldeias inteiras foram destruídas e milhares de pessoas ficaram desabrigadas em Samoa Americana - que é território dos EUA.

AP
Inundação na região central de Fagatogo, em Samoa Americana

O tremor de magnitude de 8,3 na escala Richter ocorreu por volta de 7h40 da manhã desta quarta-feira no horário local (15h40 em Brasília na terça-feira), criando ondas de 4,5 m de altura em várias áreas da região ao redor das ilhas.

O epicentro do terremoto foi localizado a 190 km ao sudoeste do arquipélago, a 33 km de profundidade. Um alerta geral de tsunami tinha sido divulgado em todo o Pacífico Sul, mas foi cancelado mais tarde.

Alerta

As ilhas de Samoa compreendem a nação independente de Samoa e a Samoa Americana, território dos Estados Unidos, com uma população total de 250 mil habitantes.

Representantes do serviço de Saúde de Samoa informaram à BBC que os tsunamis deixaram pelo menos 145 feridos.

Região do desastre

Fonte: USGS / Google Maps

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, declarou estado de calamidade nacional ema Samoa Americana, permitindo a utilização de fundos federais para ajudar as vítimas.

O primeiro-ministro de Samoa, Tuilaepa Sailel Malielegaoi, se disse "chocado" com o desastre.

Testemunhas relataram à BBC terem visto casas destruídas e afirmaram que carros foram levados pela água.

A Agência Americana de Gestão de Crises (Fema) anunciou o envio de duas equipes de resgate ao território americano do arquipélago de Samoa.

Em 2004, um poderoso tremor no Oceano Índico e as consequentes ondas gigantes deixaram dezenas de milhares de mortos na Ásia.

Em entrevista à BBC, Stuart Weinstein, do PTWC, afirmou que o tsunami desta terça-feira é "muito menor" e tem apenas 3% da energia do de 2004.

Leia mais sobre tsunamis

30/09/2009 06:02 AM

Ivan Lessa: Uma explosão de livros

Quinta-feira, 1º de outubro. Outono.Cai folha, sai livro. Pouca folha. Muito livro. Mas muito livro mesmo. Nesse dia chegarão às livrarias de todo o Reino Unido nada mais nada menos que 800 títulos novos.

Evento que dá para figurar em outro livro, o Guinness de Recordes. Sim, sabemos todos, ainda faltam 3 meses para o Natal, quando dá briga de foice entre editores disputando o leitorado. Aqui, como em vários outros países, livro é o melhor presente, e não mero slogan. Lê-se. Onde houver visão e tudo que der pé.

São publicados na Grã-Bretanha 200 mil títulos novos por ano. Valendo livro colegial e científico. É muito livro. Vivo repetindo esses dados porque venho de um país com 190 milhões de habitantes e virou bordão popular dizer que "brasileiro não lê".

Brasileiro é bom de bola também virou bordão e nem por isso deixa de ser verdade. Nós lemos muito menos do que sugerem a existência de festa literária anual em Paraty ou as diversas promoções calibradas a palestras, noites de autógrafos e batida de coco. Falamos muito, escrevemos pouco, lemos nada.

Aqueles dados que irritam os que vivem nos arredores tristes da alfabetização: Buenos Aires tem mais livrarias que todo o Brasil. Lisboa, idem. Tegucigalpa, estou por fora. Segundo a Associação Nacional de Livrarias (ANL), há pouco menos de 3 mil livrarias em todo nosso território. Não é nada. Perde longe para o número de bocas de fumo e "nivers" com presença maciça de socialites.

Voltando ao que interessa. A Super-quinta-feira de 1º. de outubro. Oitocentos títulos. Três vezes o número normal, habitual. Sem dúvida, besteira que não acaba mais. Se alguém aí acha que biografia de jogador de críquete, disc-jóquei e de roqueiro, feito o Ozzy Osbourne (drogas que eu tomei, a mulher com quem eu vivo e animais de pequeno porte que eu degluti, esses os pontos principais do tomo), se alguém acha, dizia e repito eu, que muitos dos 800 não constituem livro, enganou-se redonda, quadrada e paralelepipedamente. Livro é livro. Não precisa ser Louis Courignant, Douglas R. Millhouse ou Anselmo Javier Puertas, para citar apenas três escritores inexistentes. Um livro é um livro é um livro, conforme sentenciou Gertrude para Alice.

Aqui na terra que já foi de Salman Rushdie (se mandou) e Martin Amis (meio sobre o cidadão americano), enfileirou palavra após palavra, fez um mínimo de sentido (às vezes nem isso) e tendo mais de 100 páginas, não tem por onde: é livro. The book is on the table, conforme dizem nossos literatos e leitores, reunidos em palco e auditório, e que deixaram ligeiramente de ser monolíngues, com ou sem hífen, há mais de 10 anos.

Confesso que, no super-dia oitocentão, não participarei dos festejos. Dos títulos todos, e eu examinei a lista completa, só um me interessa e esse só me virá às mãos ávidas no Natal: o último da trilogia "Milênio" do esplêndido escritor sueco de livros policiais, Stieg Larsson, morto em 2004, aos 50 anos, e o segundo maior escritor de best-sellers do mundo, só perdendo para o afegão-americano Khaled Hosseini. Sim, sim, vendem mais que aquela senhora do Harry Potter.

Como? Acham que estou inventando coisas? Aos livros, camaradas, aos livros. Aos livros, que eles contam.

30/09/2009 05:10 AM

Uma explosão de livros

Quinta-feira, 1º de outubro. Outono.Cai folha, sai livro. Pouca folha. Muito livro. Mas muito livro mesmo. Nesse dia chegarão às livrarias de todo o Reino Unido nada mais nada menos que 800 títulos novos.

Evento que dá para figurar em outro livro, o Guinness de Recordes. Sim, sabemos todos, ainda faltam 3 meses para o Natal, quando dá briga de foice entre editores disputando o leitorado. Aqui, como em vários outros países, livro é o melhor presente, e não mero slogan. Lê-se. Onde houver visão e tudo que der pé.

São publicados na Grã-Bretanha 200 mil títulos novos por ano. Valendo livro colegial e científico. É muito livro. Vivo repetindo esses dados porque venho de um país com 190 milhões de habitantes e virou bordão popular dizer que "brasileiro não lê".

Brasileiro é bom de bola também virou bordão e nem por isso deixa de ser verdade. Nós lemos muito menos do que sugerem a existência de festa literária anual em Paraty ou as diversas promoções calibradas a palestras, noites de autógrafos e batida de coco. Falamos muito, escrevemos pouco, lemos nada.

Aqueles dados que irritam os que vivem nos arredores tristes da alfabetização: Buenos Aires tem mais livrarias que todo o Brasil. Lisboa, idem. Tegucigalpa, estou por fora. Segundo a Associação Nacional de Livrarias (ANL), há pouco menos de 3 mil livrarias em todo nosso território. Não é nada. Perde longe para o número de bocas de fumo e "nivers" com presença maciça de socialites.

Voltando ao que interessa. A Super-quinta-feira de 1º. de outubro. Oitocentos títulos. Três vezes o número normal, habitual. Sem dúvida, besteira que não acaba mais. Se alguém aí acha que biografia de jogador de críquete, disc-jóquei e de roqueiro, feito o Ozzy Osbourne (drogas que eu tomei, a mulher com quem eu vivo e animais de pequeno porte que eu degluti, esses os pontos principais do tomo), se alguém acha, dizia e repito eu, que muitos dos 800 não constituem livro, enganou-se redonda, quadrada e paralelepipedamente. Livro é livro. Não precisa ser Louis Courignant, Douglas R. Millhouse ou Anselmo Javier Puertas, para citar apenas três escritores inexistentes. Um livro é um livro é um livro, conforme sentenciou Gertrude para Alice.

Aqui na terra que já foi de Salman Rushdie (se mandou) e Martin Amis (meio sobre o cidadão americano), enfileirou palavra após palavra, fez um mínimo de sentido (às vezes nem isso) e tendo mais de 100 páginas, não tem por onde: é livro. The book is on the table, conforme dizem nossos literatos e leitores, reunidos em palco e auditório, e que deixaram ligeiramente de ser monolíngues, com ou sem hífen, há mais de 10 anos.

Confesso que, no super-dia oitocentão, não participarei dos festejos. Dos títulos todos, e eu examinei a lista completa, só um me interessa e esse só me virá às mãos ávidas no Natal: o último da trilogia "Milênio" do esplêndido escritor sueco de livros policiais, Stieg Larsson, morto em 2004, aos 50 anos, e o segundo maior escritor de best-sellers do mundo, só perdendo para o afegão-americano Khaled Hosseini. Sim, sim, vendem mais que aquela senhora do Harry Potter.

Como? Acham que estou inventando coisas? Aos livros, camaradas, aos livros. Aos livros, que eles contam.

30/09/2009 05:09 AM

FMI reduz para US$ 3,4 tri estimativa de prejuízo da crise

O Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu suas projeções sobre o tamanho dos prejuízos causados pela crise financeira, em um relatório divulgado nesta quarta-feira. Alegando que houve uma melhora das condições financeiras desde as ações tomadas por governos de todo o mundo, o fundo estimou que as perdas mundiais causadas pela crise entre 2007 e 2010 devem alcançar em torno de US$ 3,4 trilhões.Em abril, quando havia divulgado a última edição de seu Relatório sobre a Estabilidade Financeira Global (GFSR, na sigla em inglês), o FMI havia estimado em US$ 4 trilhões o tamanho do prejuízo global da crise.

Apesar da melhora, o relatório alertou para "desafios de curto prazo consideráveis" a serem considerados nas estratégias para sair da crise, entre os quais garantir o aumento do crédito para sustentar o crescimento econômico e evitar os arriscados efeitos da elevação do endividamento público.

No setor privado, disse o FMI, embora as instituições financeiras já tenham registrado um prejuízo de US$ 1,3 trilhão gerado por empréstimos não-pagos e a perda do valor de papéis do mercado, mais US$ 1,5 trilhão ainda deve ser reconhecido até o fim de 2010.

"Embora o panorama dos bancos tenha melhorado muito desde o último relatório, em abril, as receitas não devem compensar totalmente as baixas futuras", disse o fundo.

Nos Estados Unidos e na Europa, a deterioração do mercado de imóveis comerciais, que sentiu a crise depois de outros, "está em pleno andamento", observou o relatório.

Já na área imóveis residenciais, apesar de mais amenas, novas quedas são esperadas nos preços dos imóveis, acrescentou o documento.

Emergentes
O relatório destacou que a situação dos países emergentes da Ásia e da América Latina é mais positiva que nos países desenvolvidos.

Segundo o documento, o crédito bancário nesses países se estabilizou nos últimos meses, o que sugere o sucesso das políticas de ação de combate à crise.

"Porém, o aumento no crédito na América Latina permanece lento, porque os bancos privados continuam cautelosos em meio à incerteza em relação à força da recuperação econômica na região e nos Estados Unidos."
O estudo ressaltou as dificuldades de tirar a economia mundial da atual tormenta e conduzi-la para terra firme.

O documento repete lições ressaltadas na semana passada, quando o FMI divulgou preliminarmente dois capítulos deste mesmo relatório. Na ocasião, o fundo recomendou aos países uma espécie de saída coordenada dos mercados, para evitar riscos maiores de sobrecarregar o setor público com os custos da crise.

"A transferência dos riscos financeiros para as autoridades fiscais, combinados com o ônus financeiro dos pacotes de estímulos fiscal, elevou as preocupações com a sustentabilidade das finanças públicas", diz esta edição do documento.

"Será necessário grande cuidado ao retirar a ajuda pública, para evitar uma segunda crise gerada pela saída prematura ou arriscar a credibilidade monetária e fiscal através de uma saída tarde demais."

30/09/2009 04:40 AM

Desabamento em igreja deixa pelo menos 23 mortos no Nepal

Pelo menos 23 pessoas morreram no desabamento de um dormitório de uma igreja no leste do Nepal, segundo informações da polícia. Testemunhas locais disseram à BBC que mais de mil cristãos da Índia e do Nepal estavam reunidos na cidade de Dharan para uma conferência internacional quando o dormitório que abrigava parte dos religiosos desabou.Segundo a polícia local, entre os mortos estariam várias mulheres e crianças.

De acordo com a correspondente da BBC em Katmandu Joanna Jolly, muitos estavam dormindo dentro do local - uma extensão da igreja feita de bambu com um telhado fino - quando o dormitório ruiu.

Um porta-voz do governo disse que uma parede que havia sido construída temporariamente caiu sobre as vítimas.

Os feridos foram levados a hospitais da cidade.

A polícia afirmou que está investigando as causas do incidente, mas até o momento ainda não se sabe o que teria provocado o desabamento do local.

30/09/2009 01:14 AM

ONU destitui vice-representante no Afeganistão

O vice-representante especial da ONU para o Afeganistão, Peter Galbraith, foi destituído do cargo após desentendimentos sobre as fraudes na recente eleição presidencial no país, segundo informações obtidas pela BBC. Galbraith teria tido um desentendimento com seu chefe, ocomandante da missão da ONU no Afeganistão, o norueguês Kai Eide, sobre a melhor maneira de lidar com as acusações de fraude.Anteriormente, o ex-vice-representante teria irritado o presidente afegão, Hamid Karzai, ao criticar a Comissão Eleitoral e sugerir uma recontagem total dos votos, o que poderia atirar o Afeganistão em um limbo político por meses.

Segundo a repórter da BBC Lyse Doucet, fontes da ONU afirmaram que o secretário-geral da Organização, Ban Ki-Moon teria decidido encerrar a missão de Galbraith após ficar claro que "seria impossível" que ele continuasse seu trabalho no país.

Alguns ministros afegãos também afirmaram que não queriam mais trabalhar com o vice-representante.

Há cerca de 10 dias, Eide havia afirmado que as eleições teriam causado problemas para as forças estrangeiras no país e admitiu que Galbraith teria deixado o país após um desentendimento, mas negou que teria ordenado a saída dele do Afeganistão.

Os resultados preliminares das eleições indicam que Karzai conquistou 54,6% dos votos contra 27,8% de Abdullah com um comparecimento de 38,7%. Os resultados oficiais devem ser anunciados em semanas.

No início deste mês, monitores da União Europeia no país disseram que cerca de 1,5 milhão de votos - 25% do total - podem ter sido falsificados nas eleições. O presidente Karzai condenou as alegações do bloco europeu.

29/09/2009 10:18 PM

'Brasil não tem o que fazer, a não ser aguardar negociação', diz Amorim

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse nesta terça-feira durante audiência pública no Senado, que o governo brasileiro "não tem o que fazer nesse momento", referindo-se ao impasse político em Honduras. Segundo o chanceler, o caminho agora é "aguardar as negociações no âmbito da OEA (Organização dos Estados Americanos)".


"O protagonismo nesse caso não cabe ao Brasil. A comunidade internacional precisa compartilhar conosco as dificuldades ou ônus da crise", disse.

Ainda de acordo com Amorim, o governo brasileiro vem fazendo sucessivos contatos com os organismos internacionais e com os Estados Unidos, no sentido de que todos acompanhem de perto a situação na embaixada.

Amorim negou que o Brasil esteja interferindo em assunto doméstico de outro país. "O que está em jogo não é apenas a situação em Honduras, mas a democracia na região", disse.

Avião

Questionado pelos senadores, Amorim voltou a afirmar que o governo brasileiro não foi avisado sobre os planos do presidente deposto, Manuel Zelaya, de retornar a Honduras.

Segundo ele, há cerca de três meses, Zelaya chegou a pedir um avião emprestado ao governo brasileiro para voltar a seu país. "Mas nós dissemos não", acrescentou.

Amorim disse, mais de uma vez, que a discussão sobre a volta de Zelaya - e quem o apoiou - é "secundária nesse momento". "Essa discussão apenas nos desvia do debate principal, que é a solução do impasse", disse.

Viagem

O ministro aproveitou a visita ao Congresso para dizer aos deputados que viajar a Honduras nesse momento "não é recomendável". "Eu não aconselharia que os deputados fossem", disse Amorim. A previsão é de que um grupo com seis deputados viaje para Tegucigalpa nesta quarta-feira.

"Minha grande preocupação é que não temos condição de dar nenhum apoio. Os diplomatas que estão lá têm de cuidar de sua própria segurança", disse.

A Comissão de Relações Exteriores do Senado aprovou, nesta terça-feira, uma moção de "repúdio" ao cerco militar à embaixada do Brasil.

O autor do texto, senador Aloizio Mercadante (PT-SP), disse que os parlamentares precisam "mudar a qualidade do debate". Segundo ele, há duas moções de apoio ao governo interino de Robero Micheletti "circulando" na Câmara, mas não citou nomes.

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29/09/2009 08:47 PM

Brasil defenderá crédito para recuperação de deserto, diz Minc

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, disse, nesta terça-feira, que o Brasil levará para a Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, em Copenhague, em dezembro, a proposta para que a recuperação de áreas de deserto, com a absorção de carbono da atmosfera, contabilize créditos e recursos para os países que adotarem a iniciativa. "Hoje se você diminui o desmatamento, pode ganhar crédito, se você substitui uma máquina a carvão, você pode ganhar credito, mas se você recupera o solo degradado, não ganha crédito", declarou.Ao apresentar a proposta durante a 9ª Conferência sobre Desertificação das Nações Unidas (COP 9), que está acontecendo em Buenos Aires, Minc afirmou que existem técnicas de recuperação deste solo, como adubação verde - que faz o solo, recuperado, "sugar" o carbono da atmosfera e colocá-lo debaixo da terra.

"Antes os países ricos quando falavam da redução das emissões em geral, pensavam basicamente nos combustíveis fósseis e no desmatamento. Mas quando o solo vai sendo degradado de semiárido para árido e de árido para desertificação, é liberada uma quantidade brutal de carbono", disse Minc.

Segundo o ministro, a ideia de créditos para recuperação de deserto foi bem recebida e aplaudida pelos participantes, a maioria de países africanos. Ele também apresentou a proposta nesta terça-feira aos ministros do Meio Ambiente do Mercosul.

Minc afirmou que, com o apoio recebido e a boa reação do plenário, a proposta deverá ser incluída no documento final do COP9.

'Ecosolidariedade'
O ministro destacou que a Conferência sobre Desertificação está em um "estado de indigência" por incluir, principalmente, aqueles países onde existe "vulnerabilidade social e do meio ambiente, como as favelas".

Para o ministro, a recuperação do solo poderia possibilitar o cultivo de alimentos, o que ajudaria a solucionar problemas de países mais vulneráveis à fome. Minc destacou ainda que uma maior produção de alimentos nestes países ajudaria a combater problemas causados pela imigração e destacou o êxodo da comunidade africana para países europeus.

"Hoje as pessoas são jogadas como bola de ping-pong, de um lado para o outro, em busca de seu planeta. Os ricos deveriam se preocupar com isso, (com a recuperação do solo), nem que seja por egoísmo porque são estas pessoas que saem da África e batem na porta dos outros continentes", disse.

Em sua palestra, Minc voltou a destacar a disposição do Brasil em realizar o que chamou de "ecosolidariedade", com a transferência de serviços, tecnologia e conhecimento para os países africanos que queriam recuperar ou proteger sua natureza.

De acordo com ele, a proposta de ajuda inclui o monitoramento das regiões, satélites brasileiros e ainda a ajuda na construção de cisternas para armazenar água da chuva.

Minc afirmou que a proposta provocou o interesse de representantes de três países reunidos na COP9 - Moçambique, Quenia e Burkina Faso.

Copenhague
O ministro disse ainda que o Brasil chegará em Copenhague confirmando que "está fazendo sua parte" com relação às mudanças climáticas.

"Estamos para aprovar, no fim de outubro, a lei que cria o fundo de mudanças climáticas, com 10% do lucro do petróleo. O Brasil será o primeiro país a chegar em Copenhague com um fundo de mudanças climáticas, originado de um combustível fóssil", destacou.

Minc afirmou também que o Brasil terá "o menor desmatamento em 21 anos" e "faz o dever de casa", na expectativa de que os países desenvolvidos, maiores emissores de carbono, também façam a sua parte.

O ministro defendeu que seja criado um fundo, em Copenhague, com recursos dos países ricos, de cerca de US$ 400 bilhões anuais para questões do clima, incluindo, por exemplo, o combate ao desmatamento.

"O Brasil julga que deveria ser constituído um fundo, com recursos dos países ricos, em Copenhague, com a questão da mitigação, redução de emissões, investimentos dos países em desenvolvimento para 'descarbonizarem' suas economias, com energia de baixo carbono e redução das emissões e do desmatamento. E uma parte dos recursos seria para a desertificação", afirmou.

29/09/2009 08:04 PM

Zelaya critica declaração de que sua volta teria sido 'irresponsável'

O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, criticou nesta terça-feira as declarações do embaixador dos Estados Unidos na Organização dos Estados Americanos (OEA), Lewis Amselem, que classificou a volta do líder hondurenho como "irresponsável e insensata". "Ele foi muito grosseiro e estas declarações foram infelizes", disse Zelaya em entrevista ao canal de televisão Telesur.


O líder disse ainda que apoia apenas as declarações da secretária de Estado, Hillary Clinton e do presidente americano, Barack Obama, "que estão trabalhando pela minha restituição e pela reconstrução do sistema democrático hondurenho".

Segundo Zelaya, as declarações de Amselem foram "totalmente particulares e fora de contexto".

EUA

Além de Zelaya, um porta-voz do Departamento de Estado americano, Philip J. Crowley, também comentou as declarações de Amselem e negou que tenha havido alguma mudança na postura americana em relação a Honduras.

Crowley respondia a uma jornalista, durante uma entrevista coletiva, que indagou se as declarações feitas pelo embaixador na OEA, Lewis Anselem, sobre o regresso de Zelaya a Honduras representariam uma guinada por parte dos americanos.

''Em absoluto, nós temos dito isto ao longo deste processo. Que todas as partes precisam agir de forma construtiva e evitar declarações provocativas ou que incitem à violência ou inibam a resolução desta situação'', disse Crowley.

O porta-voz do Departamento de Estado procurou atenuar as declarações do embaixador americano, que havia acrescentado ainda que Zelaya precisava parar de agir como um "astro de cinema'' e a se portar mais como um ''líder''.

''Acredito que o nosso representante apenas se referiu a declarações feitas pelo presidente Zelaya e por seus correligionários, de que é preciso agir de forma mais construtiva.''

Mídia

Ainda nesta terça-feira, o presidente deposto voltou a afirmar que os hondurenhos devem protestar contra o fechamento de duas emissoras de rádio e televisão pelo governo interino.

"Eu peço aos manifestantes nas ruas que exijam que as mídias fechadas voltem ao ar", disse Zelaya em uma entrevista coletiva na embaixada do Brasil em Tegucigalpa.

Na segunda-feira, forças militares hondurenhas entraram nas instalações da Rádio Globo e da emissora de televisão Canal 36, na capital Tegucigalpa, e obrigaram as duas empresas a encerrarem suas transmissões.

ONU

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, afirmou em um discurso em Nova York nesta terça-feira que está "preocupado" com a crise política em Honduras e declarou que ameaças contra a embaixada do Brasil em Tegucigalpa são "inaceitáveis".

"Ameaças contra a embaixada do Brasil em Honduras são inaceitáveis. A legislação internacional é clara: a imunidade não pode ser violada. Ameaças aos funcionários da embaixada e a suas dependências são intoleráveis", disse Ban.

O secretário-geral da ONU também afirmou que o estado de sítio de 45 dias decretado no último domingo pelo presidente interino do país, Roberto Micheletti, "aumentou as tensões". Ban também ressaltou que o Congresso hondurenho rejeitou a suspensão dos direitos civis.

Embaixada

A segurança da embaixada do Brasil em Tegucigalpa - que está cercada por forças de segurança desde 21 de setembro, quando Zelaya lá se refugiou -, foi discutida durante uma entrevista coletiva com jornalistas estrangeiros e o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas hondurenhas, general Romeo Vásquez.

Segundo Vásquez, seus subordinados têm ordens para continuar protegendo o local. O general afirmou ainda que a iniciativa de depor, no mês de junho, o presidente Manuel Zelaya, não partiu dos militares do país.

"Não partiu de nós, militares. Se tivesse sido, eu seria o chefe de Estado, mas não sou. Estou subordinado aos poderes", disse ele em uma coletiva com jornalistas estrangeiros. Vásquez, no entanto, não quis responder se aceitaria servir a Zelaya caso ele volte ao cargo.

O general defendeu o diálogo como forma de resolver o impasse que vive o país e acrescentou que "a lei deve prevalecer, senão, vira barbárie".

Zelaya foi deposto da Presidência de Honduras em 28 de junho e levado à Costa Rica. Em seu lugar assumiu o então presidente do Congresso, Roberto Micheletti. Há pouco mais de uma semana, o presidente deposto retornou a Tegucigalpa e se refugiou na embaixada brasileira.

Pouco antes de ser deposto, Zelaya chegou a destituir o general Vásquez do comando das Forças Armadas hondurenhas por ele se opor ao projeto de convocar uma assembleia constituinte em Honduras. A decisão, no entanto, foi revertida pela Suprema Corte do país.


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29/09/2009 07:19 PM

Madri apela para 'forças ocultas' para ser eleita cidade olímpica

A candidatura de Madri para sediar os Jogos Olímpicos de 2016 pode ganhar um reforço espiritual. Ao menos esta é a intenção dos organizadores do evento batizado de "Cerimônia da Chama Sagrada", ritual que vai reunir esotéricos nesta quinta-feira na capital espanhola para pedir que “forças ocultas” ajudem na hora da decisão do Comitê Olímpico Internacional, que será anunciada na sexta-feira.


A cerimônia contará com 40 representantes de grupos esotéricos internacionais, entre gurus indianos, druidas celtas, lamas tibetanos, pajés mexicanos e africanos, quiromantes, cartomantes e astrólogos.

Todos vão se reunir para "concentrar energias e convocar o mundo espiritual para que Madri seja eleita a cidade-sede dos Jogos Olímpicos de 2016", afirmou a sacerdotisa xamã espanhola Martha Elena na apresentação do evento à imprensa.

O ritual acontecerá na abertura da 5ª Feira Internacional Esotérica de Madri, que nesta edição terá um espaço dedicado à candidatura olímpica.

Ritual

A cerimônia da chama sagrada, marcada para a véspera da eleição do COI, em Copenhague, Dinamarca, será guiada pelos líderes dos grupos esotéricos em um ritual "xamanista".

Com roupas que representarão as cinco cores do movimento olímpico (azul, amarelo, vermelho, verde e preto) os participantes pretendem fazer orações, rituais de purificação com ervas, pedras e outros amuletos e convocar as forças astrais.

Segundo os organizadores, a conjunção das cores olímpicas ajudará a evocar os elementos da natureza para que se unam em um mesmo objetivo.

O evento será aberto ao público em pleno centro da cidade (na estação de trem de Atocha, a principal de Madri) e os participantes receberão passes de limpeza energética e um amuleto esotérico.

Fora do ritual, o comitê da candidatura de Madri - formado pelo rei Juan Carlos, o primeiro-ministro José Luis Rodríguez Zapatero e o ex- presidente do COI Juan Antonio Samaranch – estará em Copenhague para acompanhar o anúncio da cidade-sede.

Além deles, participaram do evento representando a candidatura espanhola o capitão do time de futebol Real Madrid, Raúl, e o tenista Rafael Nadal.

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29/09/2009 06:50 PM





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