BBC
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Baleia presa em rede é libertada na Austrália
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Equipes de resgate na Austrália libertaram uma baleia jubarte capturada em uma rede para controle de tubarões na costa do Estado de Queensland (nordeste do país). A baleia media cerca de oito metros de comprimento e pesava 40 toneladas.Ela foi vista no domingo na costa por um salva-vidas.
Funcionários da Autoridade de Navegação e Pesca de Queensland, juntamente com representantes do parque aquático Sea World da Austrália, foram para o local para tentar liberar o mamífero da rede.
"Ela estava completamente enrolada na rede, desde a cabeça, a barbatana peitoral esquerda e a cauda", afirmou Trevor Long, porta-voz do Sea World.
Um grupo de pessoas se reuniu na praia para assistir à operação, que foi complicada e durou pouco menos de três horas.
"Com certeza é assustador, muita adrenalina para a tripulação a bordo", afirmou Ken Pratt, que trabalha para a Autoridade de Navegação e Pesca de Queensland e participou da operação.
Logo depois de ser liberada, a baleia logo se moveu para continuar sua migração para o sul.
Esta é a segunda baleia que fica presa nas redes de controle de tubarões na região de Queensland apenas em setembro.
As redes são usadas na Austrália há mais de 70 anos e são criticadas por grupos ambientalistas, pois além de conter os tubarões, elas também prendem milhares de golfinhos, tartarugas e outras criaturas marinhas. Em média, quatro baleias ficam presas nas redes todo ano.
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28/09/2009 02:08 PM
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Obama irá a Copenhague para anúncio de sede da Olimpíada de 2016
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A Casa Branca confirmou nesta segunda-feira que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, irá a Copenhague, na Dinamarca, na próxima sexta-feira, para acompanhar o anúncio da cidade escolhida para sediar os Jogos Olímpicos de 2016.
Obama - que será o primeiro presidente dos Estados Unidos a comparecer pessoalmente a tal cerimônia - irá a Copenhague para fazer campanha pela escolha de Chicago para sediar os Jogos.
A cidade americana e o Rio de Janeiro são considerados os mais fortes candidatos na disputa, que conta ainda com Madri e Tóquio.
 Placar em praia carioca faz contagem regressiva para anúncio / NYT
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a primeira-dama, Marisa Letícia, também comparecerão ao evento.
Comitivas
Obama viajará acompanhado da primeira-dama americana, Michelle, da secretária de Educação, Arne Duncan, e do secretário de Transportes, Ray LaHood. Os dois políticos são de Illinois, Estado onde fica Chicago e onde Obama fez sua carreira política.
Por sua vez, a delegação brasileira contará também com Pelé, o ex-presidente da FIFA João Havelange e o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Nuzman.
Na semana passada, quando se encontraram na cidade americana de Pittsburgh, na reunião de cúpula do G20, Lula e Obama trocaram provocações bem-humoradas sobre a cidade com mais chances de sediar os Jogos.
Segundo o relato de Lula, Obama teria dito que, após o Brasil adquirir caças franceses em vez de americanos (a decisão final sobre a compra dos aviões ainda não foi anunciada), ele iria trabalhar com mais afinco pela vitória de Chicago.
O brasileiro teria retrucado: "Poderá ser a sua segunda derrota''.
Na coletiva concedida após a conclusão da cúpula do G20, Lula afirmou que o Rio pode até não vencer, mas que, caso isso aconteça, "será a primeira vez que derrotam uma cidade sem explicações. Porque a proposta do Rio é infinitamente melhor, os compromissos são muito grandes, feitos pela Prefeitura, Estado e União".
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28/09/2009 01:34 PM
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Policia de Israel separa judeus de árabes no Dia do Perdão
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A polícia de Israel montou um forte esquema de segurança nesta segunda-feira para impedir atritos entre árabes e judeus nas cidades mistas do país durante o principal feriado judaico, o Yom Kipur (Dia do Perdão), inclusive separando as duas comunidades em uma cidade. No Yom Kipur do ano passado houve confrontos violentos entre cidadãos árabes e judeus na cidade de Aco, no norte de Israel. Daí a decisão da policia israelense de separar os dois grupos.
 Soldado israelense patrulha assentamento durante Yom Kipur / EFE
De acordo com a tradição judaica, nesse feriado o país praticamente para.
Veículos - inclusive o transporte público - deixam de circular, a maioria dos judeus israelenses costuma jejuar e até a mídia local interrompe o trabalho.
Nas cidades mistas, onde moram cidadãos judeus e árabes, cria-se uma situação delicada.
No ano passado, a entrada de um carro dirigido por um motorista árabe em um bairro de maioria judaica na cidade de Aco causou um tumulto generalizado, com confrontos violentos que envolveram milhares de pessoas dos dois lados.
Alguns judeus religiosos espancaram o motorista árabe e os rumores rapidamente se espalharam pela cidade, levando a um confronto que deixou dezenas de feridos e causou ampla destruição no centro comercial de Aco.
No feriado deste ano, a polícia anunciou "tolerância zero em relação a qualquer distúrbio da ordem pública". Em Aco, a polícia colocou barreiras para criar uma separação física total entre as duas populações.
Policiais foram posicionados para impedir a entrada de veículos nos bairros de maioria judaica, e judeus que quiserem entrar na Cidade Velha de Aco, onde a maioria é árabe, serão acompanhados por policiais.
Cidadãos árabes que quiserem entrar, a pé, nos bairros de maioria judaica, também serão escoltados por policiais.
Famílias árabes que moram em bairros de maioria judaica concordaram em sair de suas casas por um dia.
De acordo com Jafer Frech, da ONG Mossawa, de defesa dos direitos dos cidadãos árabes, "as famílias árabes concordaram em sair para não ferir os sentimentos do público judaico".
Segundo Frech, "neste ano há uma separação entre as populações e os árabes da cidade entendem que é necessário respeitar esse dia".
A preocupação com possíveis choques entre judeus e árabes no Yom Kipur também levou a polícia a entrar em estado de alerta em todas as outras cidades mistas do país - Jerusalém, Nazaré, Maalot, Yafo, Ramle e Lod.
Além das forças policiais regulares, participam do esquema de segurança soldados da polícia da fronteira. De acordo com a polícia, o objetivo é impedir "atritos étnicos nesse dia sensível".
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28/09/2009 12:57 PM
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Governo interino de Honduras fecha emissoras pró-Zelaya
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Forças militares hondurenhas entraram nesta segunda-feira nas instalações da Rádio Globo e da emissora de televisão Canal 36, na capital Tegucigalpa, e obrigaram as duas empresas a encerrarem suas transmissões. Tanto a Rádio Globo quanto o Canal 36 são identificados como favoráveis ao presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, que está abrigado há uma semana na embaixada brasileira em Tegucigalpa.De acordo com um funcionário da Rádio Globo ouvido pela emissora de televisão Telesur, militares entraram na sede da emissora por volta de 5h da manhã desta segunda-feira, horário local (8h, horário de Brasília).
O fechamento das duas emissoras acontece um dia depois de o governo interino do país ter decretado um estado de sítio de 45 dias que suspendeu algumas garantias constitucionais.
Também nesta segunda-feira acontece uma reunião extraordinária da Organização dos Estados Americanos para discutir suas "futuras ações" após uma delegação da organização ter sido impedida de entrar em Honduras pelo governo interino do país no último domingo.
Em um comunicado, o secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, afirmou que a decisão de barrar a entrada da delegação em Honduras é "incompreensível", já que ela já havia sido autorizada pelo próprio presidente interino do país, Roberto Micheletti.
"Ações com a adotada pelo regime de facto dificultam seriamente os esforços para promover a tranquilidade em Honduras e a busca da solução do atual conflito político", disse Insulza no comunicado.
Ultimato A crise política em Honduras, que se iniciou com a deposição do presidente eleito, Manuel Zelaya, em 28 de junho, se intensificou com a volta de Zelaya ao país em 21 de setembro.
Desde este dia, o presidente deposto está abrigado na embaixada do Brasil em Tegucigalpa, que permanece cercada por militares hondurenhos.
No último domingo, o governo interino de Honduras afirmou que a embaixada do Brasil em Tegucigalpa poderá perder seu status diplomático caso o país não cumpra o prazo de dez dias para definir a situação do presidente deposto Manuel Zelaya.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no entanto, rejeitou o ultimato.
Em entrevista coletiva concedida em Isla Margarita, na Venezuela, onde participou da 2ª Cúpula América do Sul-África, Lula disse que não aceita ultimato de governo "golpista" e que o Brasil não negocia com quem "usurpou o poder".
Também no domingo, o governo interino decretou estado de sítio por 45 dias no país.
Em uma transmissão por cadeia nacional, o governo anunciou que concedeu às Forças Armadas e à polícia poderes para deter "toda pessoa que pôr em perigo sua própria vida e a dos demais" e para desalojar todas as instituições públicas em que estiverem sendo realizados protestos.
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28/09/2009 12:12 PM
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Crise acelera substituição de brasileiros qualificados em reduto de imigrantes na China
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A crise acelerou a substituição de trabalhadores brasileiros por chineses na província de Guangdong, tradicional reduto da comunidade "verde-e-amarela" na China A região, que faz fronteira com Hong Kong, foi pioneira na onda migratória, recebendo a partir da segunda metade da década de 90 milhares de profissionais qualificados da indústria de couros e calçados. Estima-se que mais de 3 mil brasileiros morem em Guangdong e trabalhem em posições de chefia na cadeia de concepção e produção de sapatos.O paulista Diego de Paulo era um deles, mas voltou ao Brasil há pouco mais de um mês porque foi substituído por um colega chinês. Por um ano e meio, De Paulo ocupou a vaga de gerente de logística em um curtume brasileiro, que empregava outros nove brasileiros em cargos de gerência e 300 operários chineses na cidade de Hai Feng. "As firmas estão desenvolvendo a inteligência dos chineses, buscando gente capaz no mercado porque isso custa muito, muito menos do que pagar um brasileiro", conta De Paulo, que ainda trabalha para o mesmo curtume em São Paulo. "Hoje em dia os brasileiros disputam vagas até mesmo com os próprios chineses devido ao menor custo para a empresa", resume a gaúcha Sirlei Stocchero, que tem um negócio de acessórios para calçados e retornou ao Brasil em julho, depois de morar por dez anos na China. TendênciaA substituição de trabalhadores estrangeiros com qualificação diferenciada por mão-de-obra local treinada é a tendência a longo prazo em qualquer empreendimento, mas no setor brasileiro calçadista na China houve uma transição acelerada nos últimos tempos. "Eu diria que foi muito mais antecipado em função da crise econômica a tendência normal de redução no número de expatriados", explicou Hsieh Yuan, diretor do China Desk, departamento chinês da consultoria internacional KPMG. Na Camuto Group - uma empresa de desenvolvimento de calçados que embarca mais de 10 milhões de pares por ano e tem escritórios no Rio Grande do Sul e na cidade de Dongguang- a composição da força de trabalho é cada vez mais chinesa. "No início, em 2006, quando abrimos a unidade aqui da China, 80% dos empregados eram brasileiros. Hoje, dos cerca de 150 trabalhadores apenas uns 45 são expatriados, pouco menos de um terço", conta Otávio Oliveira, gerente de operações. Novas fronteirasA alternativa para os brasileiros que não estão mais encontrando emprego na China é redirecionar a carreira para países conhecidos como "novas fronteiras", onde há mão-de-obra barata, mas faltam técnicos qualificados. "É uma janela de oportunidade que se abre para os brasileiros", diz o consultor Yuan. "Já que diversas indústrias estão se deslocando para países como Vietnã, Camboja, Laos, Tailândia e outros, os brasileiros têm a oportunidade de acompanhar essa mudança", entende o consultor. "Neste caso os trabalhadores chineses não competem com os brasileiros por novas vagas porque não têm o expertise aliado à mobilidade internacional", explica Yuan. No entanto, aventurar-se nas "novas fronteiras", não é garantia de sucesso. "Tenho conhecidos que tentaram a chance em outros países mas não se deram bem. Muitos perderam benefícios e praticamente só vivem para se manter mesmo", lamenta a gaúcha Stocchero.
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28/09/2009 11:06 AM
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França pede a Hillary que interceda por libertação de Polanski
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Os ministros do Exterior de França e Polônia escreveram à secretária de Estado americana, Hillary Clinton, pedindo que ela interceda junto às autoridades suíças pela libertação do cineasta Roman Polanski, informou o jornal francês Le Monde.
Ainda segundo o diário, a carta pediria ainda que Hillary considere a possibilidade de Polanski recorrer ao direito de perdão pelo presidente Barack Obama.
O cineasta de 76 anos, que tem cidadanias francesa e polonesa, foi detido na Suíça no sábado por causa de um alerta internacional emitido pelos Estados Unidos, após um mandado de prisão originalmente emitido há 31 anos pela Justiça americana.
Em 1977, ele admitiu ter mantido relações sexuais com uma garota de 13 anos, o que é ilegal no país, mas no ano seguinte fugiu para a França antes de receber a sentença.
Os advogados de Polanski disseram que vão contestar sua prisão e qualquer tentativa de extraditá-lo para os Estados Unidos.
Apoio
Outros políticos e grandes nomes do cinema em vários países também manifestaram apoio a Polanski. O ministro da Cultura da França, Frédéric Mitterand, se disse "chocado" com a prisão do cineasta.
"Não faz sentido que Polanski seja colocado em uma armadilha e jogado aos leões por causa de uma história antiga", afirmou.
Segundo Mitterand, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, está seguindo o caso "com grande atenção".
Artistas, como as atrizes Fanny Ardant e Monica Bellucci, assinaram uma carta manifestando seu "horror" com a prisão do cineasta.
Em Hollywood, o dono dos estúdios Miramax, Harvey Weinstein, disse ao jornal especializado Screen Daily que está pedindo para todos os cineastas ajudarem a "resolver esta terrível situação".
Oscar
Polanski foi preso quando viajava para o Festival de Cinema de Zurique, que está realizando uma retrospectiva de sua carreira.
Sem pisar em terras americanas desde 1977, o diretor recebeu à distância o Oscar de melhor filme pela obra "O Pianista", de 2002, que conta as memórias de um músico judeu em plena ocupação nazista de Varsóvia durante a Segunda Guerra Mundial.
Inicialmente indiciado por seis delitos sexuais, entre os quais pedofilia, o diretor pode ter de enfrentar o resto da vida na prisão se condenado.
A vítima no centro do caso, Samantha Geimer, hoje casada e com filhos, já pediu que as acusações contra o diretor sejam retiradas. Ela diz que a insistência da Justiça para que Polanski compareça diante de um juiz americano é uma "piada cruel".
No início deste ano, um magistrado americano afirmou que houve má conduta do juiz original do caso, hoje falecido, mas determinou que Polanski deveria retornar aos Estados Unidos para pedir a anulação do caso.
Por medo de ser enviado à Justiça americana, o diretor já evitou inclusive rodar suas obras na Grã-Bretanha, que, como a Suíça, tem acordos de extradição com os EUA.
Leia mais sobre Roman Polanski
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28/09/2009 09:21 AM
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Artista faz esculturas usando apenas balões; veja
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Depois de passar anos atuando como artista de rua para pagar a faculdade de Artes Plásticas, o americano Jason Hackenwerth decidiu juntar as duas habilidades e hoje vive de criar esculturas com balões. As criações de Hackenwerth são expostas em galerias ou mostradas nas ruas de cidades do mundo inteiro.Ele chega a gastar mais de US$ 9 mil por ano (cerca de R$ 17 mil) para comprar os balões, mas consegue vender cada escultura por até US$ 6,3 mil (aproximadamente R$ 11,2 mil).
Com a ajuda de uma máquina especial, o próprio Hackenwerth, de 38 anos, infla todos os balões - às vezes milhares deles - e monta suas esculturas, em um trabalho que pode chegar a durar três dias.
Ele conta que aprendeu a dobrar e manipular os balões com sua mãe, que era palhaça.
"Minhas esculturas se inspiram na espiritualidade e na sexualidade dos animais e plantas", afirma ele em seu site.
Após as performances ou exibições, as esculturas simplesmente murcham.
"É uma grande metáfora das nossas próprias vidas, uma combinação perfeita de tristeza e alegria", conclui.
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28/09/2009 08:32 AM
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Temperatura da Terra poderia subir 4ºC em apenas 50 anos, diz estudo
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Um relatório do principal centro de pesquisas sobre mudanças climáticas da Grã-Bretanha alertou nesta segunda-feira para um aumento de 4º C na temperatura do planeta em apenas 50 anos caso as emissões de carbono não sejam reduzidas em breve.
O estudo do Centro Hadley, financiado pelo governo britânico, constitui o alerta mais grave já divulgado sobre o aquecimento global desde que o Painel Intergovernamental sobre a Mudança Climática (IPCC), órgão científico da ONU, estimou em 2007 que a temperatura do planeta pode subir entre 1,8ºC e 4ºC até o fim deste século.
Utilizando novos dados a partir de análises sobre o ciclo do carbono e de observações atualizadas de emissões de países emergentes, como China e Índia, as conclusões não apenas reforçam a possibilidade do pior cenário do IPCC como reduzem pela metade o tempo disponível para ação.
Segundo o Centro Hadley, em um cenário de altas emissões, o derretimento de neve e gelo no Ártico poderia elevar a absorção de raios solares e elevar a temperatura ártica em até 15,2 ºC.
Secas atingiriam severamente o oeste e sul da África, afetando a disponibilidade de água, segurança alimentar e saúde da população.
O estudo diz que "todos os modelos" indicam reduções na precipitação de chuvas também na América Central, no Mediterrâneo e partes da costa australiana. Em outras áreas, o aumento da temperatura em 50 anos poderia ser de 7º C, disse o estudo.
Já o padrão das chuvas seria severamente afetado na Índia - onde o nível de precipitações poderia aumentar 20% ou até mais, piorando o risco de enchentes.
Não bastasse o cenário consideravelmente pior do que os cientistas pensavam, o estudo alerta ainda que, em um cenário de emissões altas, a previsão de aumento de 4º C podem ser "adiantada em 10 anos, ou até 20 anos em casos extremos".
Entretanto, concedem os cientistas, ainda há tempo de evitar o pior cenário se as emissões de carbono começarem a baixar de nível dentro da próxima década.
Ação
O estudo está sendo apresentado em uma conferência sobre a mudança climática na cidade inglesa de Oxford, e sai a público no mesmo dia em que delegados de 190 países se reúnem em Bangcoc, na Tailândia, para uma nova rodada de negociações antes da reunião da ONU em Copenhague, na qual espera-se um novo acordo de emissões de carbono em substituição ao Protocolo de Kyoto, vigente até 2012.
Líderes mundiais têm reiterado a necessidade de limitar a elevação da temperatura global nas próximas décadas em 2º C. Mas, como aponta o analista de ambiente da BBC Roger Harrabin, a questão tem esbarrado nos recursos que serão necessários para "limpar" a matriz energética global.
Um dos pontos fundamentais, diz o especialista, é que países em desenvolvimento querem ajuda para arcar com os custos de tal empreitada. O premiê britânico, Gordon Brown, tem falado em uma cifra de US$ 100 bilhões para conter o aquecimento global através do combate à pobreza. A União Europeia tem concordado.
No entanto, o presidente americano, Barack Obama, que preside a nação que mais polui em termos per capita, tem encontrado dificuldades para aprovar leis de controle de emissões no Congresso americano, ainda que reafirme a "determinação" dos seu país para agir e assumir suas "responsabilidades" em relação ao aquecimento global.
Na semana passada, a China anunciou que vai redobrar os investimentos em eficiência energética para reduzir as suas emissões de CO2 em uma "margem notável" - porém ainda não precisada - até 2020.
Tanto a China como os EUA repondem por cerca de 20% das emissões de dióxido de carbono provenientes da queima de carvão, gás natural e petróleo. A União Europeia produz 14% do total, seguida por China e Rússia, cada qual com 5%.
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28/09/2009 08:27 AM
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Sobe para 140 número de mortos em enchentes nas Filipinas
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Subiu para 140 o número de mortos nas enchentes que atingiram as Filipinas neste fim de semana, informou o secretário de Defesa, Gilberto Teodoro, que está coordenando os esforços de resgate. Outras 32 pessoas permanecem desaparecidas.O chefe do Conselho Nacional de Coordenação de Desastres, Anthony Golez, afirmou que faltam recursos para lidar com a escala do desastre.
As chuvas torrenciais causadas pela tempestade tropical Ketsana provocaram enchentes na capital, Manila, e em outras 25 províncias no sábado.
Cerca de 80% da área da capital ficou embaixo d'água submersa, deixando 450 mil desabrigados. Mais de 115 mil pessoas estão em abrigos improvisados.
A energia elétrica e os telefones permanecem cortados em partes de Manila, enquanto representantes do governo local afirmam que falta alimentos, água e comida para os sobreviventes abrigados em campos improvisados.
"Nós estamos nos concentrando em esforços maciços nas operações de ajuda. O sistema está sobrecarregado, as unidades locais de governo estão sobrecarregadas", disse Golez à imprensa.
Soldados, policiais, médicos e um grande número de voluntários estão envolvidos nos esforços para ajudar as vítimas das enchentes, disseram as autoridades.
Calamidade Durante o fim de semana, o governo declarou "estado de calamidade" em Manila e 25 províncias, permitindo o acesso a fundos de emergência.
A presidente das Filipinas, Gloria Arroyo, visitou algumas das áreas devastadas pedindo calma em relação ao que chamou de "evento extremo" e pedindo doações para os esforços de resgate.
Alguns moradores enviaram e-mails à BBC contando suas experiências.
Ramil Digal Culle, de Cavite City, ao sul de Manila, disse que passou a noite junto a várias famílias preso em telhados, sem comida ou água.
"As mães estavam trabalhando quando ocorreu a enchente e ficaram presas comigo, sem poder ir para casa", escreveu ele.
"É estranho que eu possa ter acesso a internet durante o desastre para descrever essa experiência... enquanto o governo luta contra a escassez de equipamentos de resgate." Algumas autoridades teriam dito que os canos e esgotos cheios de lixo, além da maré alta, teriam contribuído para a enchente.
"É trágico que as pessoas tenham se afogado dentro de suas casas quando caiu a tempestade", disse o governador da província de Bulacan, Joselito Mendoza.
O chefe do serviço de meteorologia das Filipinas, Nathaniel Cruz, disse que mais de 40 cm de chuva caíram sobre Manila em apenas 12 horas, no sábado. A média de chuva para todo o mês de setembro foi de 39 centímetros.
O recorde anterior, de 33 centímetros de chuva ao longo de 24 horas, foi registrado em junho de 1967, acrescentou Cruz, que responsabilizou as mudanças climáticas pelas enchentes.
A tempestade Ketsana, cujos ventos atingiram 100 km por hora, chegou às Filipinas no sábado de manhã, cruzando a ilha principal, Luzon, antes de seguir para o mar do Sul da China.
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28/09/2009 08:14 AM
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Marinha britânica apreende 5,5 toneladas de cocaína em barco pesqueiro
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A Marinha britânica anunciou a apreensão de cinco toneladas e meia de cocaína com valor estimado de vendas nas ruas de US$ 380 milhões (cerca de R$ 703), na costa da América do Sul. A fragata HMS Iron Duke apreendeu a droga, na maior apreensão do tipo já feita pela corporação, em um barco pesqueiro de 138 pés (cerca de 42 metros).
 Helicóptero militar aborda barco pesqueiro com drogas / Reprodução
A Marinha britânica e a guarda-costeira americana interceptaram o barco depois de ele ter sido avistado pela tripulação de um helicóptero da marinha.
A carga de 212 pacotes de cocaína, pesando cerca de 26 quilos cada, foi apreendida em uma área conhecida pelo movimento do tráfico - mas não revelada pelas autoridades.
Segundo o comandante da fragata, Andrew Stacey, essa foi "a maior apreensão de cocaína já feita em termos de valor e volume. É um grande golpe para a indústria dos narcóticos."
Sucesso contra as drogas
Stacey disse que a tripulação, com o apoio de um helicóptero e barcos infláveis, interceptou o barco, MV Cristal, no dia 15 de setembro e passou 24 horas fazendo buscas até encontrar as drogas, escondidas em tanques ocultos sob o deque por uma camada de concreto.
Depois da apreensão, o barco dos traficantes foi afundado pela Marinha.
O comandante Stacey afirmou que foram presos vários traficantes, de diferentes nacionalidades, mas não revelou mais detalhes.
Outro navio britânico, o RFA Fort George, também esteve envolvido na operação.
A primeira tarefa do HMS Iron Duke, durante sua missão de seis meses, é dar assistência aos moradores dos territórios britânicos - dentre eles algumas ilhas do Caribe, como Anguilla, Bermudas e Ilhas Virgens Britânicas - durante a temporada de furacões.
O navio de guerra também coopera com operações anti-narcotráfico.
Em julho e agosto, o navio esteve envolvido em duas operações que apreenderam cocaína com valor de venda nas ruas de cerca de R$ 115 milhões.
O príncipe William serviu a bordo do HMS Iron Duke em julho de 2008, quando a tripulação apreendeu cocaína no Caribe, com valor de mais de R$ 118 milhões em vendas nas ruas.
 Drogas foram apreendidas em barco pesqueiro / Reprodução
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28/09/2009 08:01 AM
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Chanceler alemã negocia nova coalizão e diz que prioridade é economia
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A chanceler alemã, Angela Merkel, cujo partido venceu as eleições no país no domingo, disse que a prioridade do seu segundo mandato será devolver a prosperidade à maior economia da Europa. Merkel dará início agora às negociações com o Partido Democrata Liberal (FDP), que será o novo parceiro do partido da chanceler na coalizão de governo.
Ela deve começar a negociar com o líder do FDP, Guido Westerwelle, que estaria cotado para assumir o ministério das Relações Exteriores. Acredita-se que a coalizão será anunciada dentro de um mês.
| EFE |
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| Chanceler Angela Merkel votou em Berlim |
O parceiro anterior, o Partido Social Democrata (PSD), sofreu a maior derrota eleitoral das últimas décadas e passará para a oposição.
No seu discurso de vitória, Merkel disse que quer ser chanceler de todos os alemães em um momento de crise e que seu maior objetivo é proteger e criar postos de trabalho.
"Nós podemos realmente festejar hoje, mas depois disso nós temos uma tarefa dura pela frente", disse Merkel no domingo.
Afinidade ideológica
Os resultados finais ainda não foram anunciados, mas projeções indicam que a coalizão de centro-direita de Merkel - formada pela União Democrata Cristã (CDU) e pela União Social Cristã (CSU) - obteve 33% dos votos. Os social-democratas conseguiram apenas 23%, o seu pior resultado desde a Segunda Guerra Mundial.
Pelas projeções, o FDP obteve 15% dos votos, o Partido de Esquerda, 12% e o Partido Verde, 10%.
Analistas afirmam que o FDP e o CDU conseguiriam formar uma maioria estável, mesmo com 48% dos votos.
O líder do SDP, Frank Walter Steinmeier, disse que seu partido deveria ser "vigilante na oposição". Ele disse que não pensa em renunciar, apesar do que chamou de "uma amarga derrota" nas urnas.
Merkel recebeu os cumprimentos de diversos líderes mundiais. O presidente americano, Barack Obama, disse que "sob um governo forte alemão" as relações entre os dois países "se fortaleceriam e se aprofundariam", segundo nota divulgada pela Casa Branca.
Segundo o correspondente da BBC em Berlim Jonny Dymond, a coalizão de Merkel com os social-democratas nunca foi a ideal para o CDU-CSU, e uma aliança com o FDP, partido considerado favorável a empresários, é mais lógica, já que as duas siglas possuem maior afinidade ideológica.
Entre as principais reivindicações do FDP está a redução da carga tributária, o que pode ser um desafio para o novo governo, já que a dívida pública está disparando no país.
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28/09/2009 06:45 AM
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Painel investe contra meu ganha-pão
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Eu sabia que a coisa não poderia durar. Um dia a casa cai.Acabou-se o que era doce. Todas essas coisas que o companheiro aí encontrará em O Pai dos Burros, do Humberto Werneck, dicionário de frases-feitas e lugares-comuns, que eu venho promovendo em todas as ocasiões possíveis, por uma pura questão de vaidade, já que me considero ponta avançado da seleção de frases-feitas e vigoroso lateral esquerdo dos lugares-comuns. Escrever, para mim, é enfileirá-los a eles, lugares-comuns e frases-feitas, e deixar que se virem, sempre na esperança de que um leitor arguto (será que os há?) não perceba que eu acabei de passar por ele levando a redonda Leonor por entre suas pernas.
Enchida a linguiça inicial, abro um segundo parágrafo para ir direto ao assunto. Quer dizer, direto, direto não. Apenas assuntando a questão, ou questionando o assunto (eu avisei que sou mais do que razoável em matéria de lidar com as palavras). Agora, por uma questão que não diz respeito a ninguém mais a não ser eu mesmo, chego onde queria chegar.
Meu ganha-pão. Escrever. De preferência, e se possível for, coisas deste país que, ao todo, levou 34 aninhos de minha vida. Não leio jornais. Procuro assunto para a próxima crônica. Não vejo televisão. Procuro assunto para a próxima conta. Em verdade vos digo que mal vivo minha vida (que não é lá grande coisa), limito-me a tentar enxergar nela padrões que possam interessar a um eventual freguês.
Por ter aberto novo parágrafo, vejo-me forçado a citar um pouco e improvisar em cima da nota que rasguei na marra no jornaleco que eu vinha lendo no metrô. A manchete já me deu calafrios e ameaça de pânico. Lá estava, e vou traduzir livre como aquele táxi do Millôr: "Novo painel pretende reduzir estudos supérfluos". Admito que estava, e entre aspas, "pointless", no original. Ousado e criativo, empreguei, em português brasileiro e reformado ortograficamente, "supérfluo", um adjetivo e também substantivo masculino de minha particular preferência - eu que sou, há mais de 10 anos, pointless e supérfluo.
Ao jornalismo, para mostrar que tenho diploma e carteirinha plasticizada: o governo britânico alinhará, muito em breve, um painel com a missão exclusiva de dar uma peneirada nesses estudos que abundam no Reino Unido e sua imprensa, uma vez que sua inutilidade (dos estudos, digo. E pensando bem, do governo também) está mais do que comprovada. Para tal fim, a verba para apenas a subsistência de estudos indispensáveis e necessários passará agora a ser apenas de cerca de 1 bilhão e meio de dólares. Na nota não dizem quanto estão gastando no momento. Timidez, sem dúvida.
Curiosamente, não sou o único a reclamar. Sim, meus motivos são egoístas, são esses estudos estúpidos - e engrosso porque mexeram no meu rico dinheirinho - objetivos criticados por muita gente que vê na medida uma repreensível restrição à liberdade acadêmica. Não posso, porque continuo sendo um estrangeiro procurando ter modos, não posso, repito e gaguejo, insinuar que entre essa "muita gente" que acabo de citar não tenha um belo trianon (esse o coletivo de acadêmicos, pois não?) de interessados, e, mais uma vez, cito-os: a-ca-dê-mi-cos.
Pensar que nunca, nunca mais ficarei sabendo o que gente de tanta escolaridade descobriu em assuntos como "a política dos gêneros em filme de Tarzan e Jane, "ciência do surfe" e "estudos sobre David Beckham". Três trabalhos de peso que - juro por e para Deus! - existem ou existiram mesmo.
A realidade passará a ser ainda mais difícil do que vem sendo de uns tempos para cá.
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28/09/2009 05:29 AM
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Mulher inseminada com embrião errado dá bebê a pais biológicos
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A americana que foi inseminada com o embrião errado deu à luz um menino na última sexta-feira, em um hospital da cidade de Toledo, no Estado de Ohio, e entregou o bebê aos seus pais biológicos. Carolyn Savage, de 40 anos, foi informada do engano cometido pela clínica de fertilização em fevereiro, pouco depois de confirmar a gravidez. Ela e o marido, Sean, decidiram manter a gestação até o fim e entregar o bebê aos pais.
Em um comunicado divulgado à imprensa após o parto, o casal disse estar "atravessando um período muito difícil e pede privacidade nestes próximos dias".
"Nossa família está profundamente agradecida pelo apoio e pelas orações vindas de tantas pessoas do mundo inteiro", afirmaram os Savage na carta.
O casal também aproveitou para cumprimentar publicamente os pais biológicos do menino, Shannon e Paul Morell, do Estado de Michigan, que já têm duas filhas gêmeas.
Planos
Carolyn e Sean Savage têm outros três filhos, mas apenas o primeiro nasceu de uma gravidez saudável. O segundo filho foi prematuro e a terceira acabou sendo concebida dez anos depois, por meio de uma inseminação artificial.
Foi nesta ocasião que o casal decidiu congelar vários embriões, que ainda estão guardados.
Em entrevista ao canal de TV americano NBC, antes do parto, os Savage disseram que planejam tentar ter outro filho com estes embriões, por meio de uma "barriga de aluguel".
"Sentimos que temos que dar a cada embrião desses uma chance de viver", disse Carolyn.
O casal se negou a identificar a clínica que cometeu o engano, mas seus advogados estão tentando fazer com que o local reconheça a responsabilidade pelo erro.
No entanto, não há detalhes sobre um possível processo judicial.
Leia mais sobre: inseminação artificial
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28/09/2009 05:28 AM
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Ivan Lessa: Painel investe contra meu ganha-pão
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Eu sabia que a coisa não poderia durar. Um dia a casa cai.Acabou-se o que era doce. Todas essas coisas que o companheiro aí encontrará em O Pai dos Burros, do Humberto Werneck, dicionário de frases-feitas e lugares-comuns, que eu venho promovendo em todas as ocasiões possíveis, por uma pura questão de vaidade, já que me considero ponta avançado da seleção de frases-feitas e vigoroso lateral esquerdo dos lugares-comuns. Escrever, para mim, é enfileirá-los a eles, lugares-comuns e frases-feitas, e deixar que se virem, sempre na esperança de que um leitor arguto (será que os há?) não perceba que eu acabei de passar por ele levando a redonda Leonor por entre suas pernas.
Enchida a linguiça inicial, abro um segundo parágrafo para ir direto ao assunto. Quer dizer, direto, direto não. Apenas assuntando a questão, ou questionando o assunto (eu avisei que sou mais do que razoável em matéria de lidar com as palavras). Agora, por uma questão que não diz respeito a ninguém mais a não ser eu mesmo, chego onde queria chegar.
Meu ganha-pão. Escrever. De preferência, e se possível for, coisas deste país que, ao todo, levou 34 aninhos de minha vida. Não leio jornais. Procuro assunto para a próxima crônica. Não vejo televisão. Procuro assunto para a próxima conta. Em verdade vos digo que mal vivo minha vida (que não é lá grande coisa), limito-me a tentar enxergar nela padrões que possam interessar a um eventual freguês.
Por ter aberto novo parágrafo, vejo-me forçado a citar um pouco e improvisar em cima da nota que rasguei na marra no jornaleco que eu vinha lendo no metrô. A manchete já me deu calafrios e ameaça de pânico. Lá estava, e vou traduzir livre como aquele táxi do Millôr: "Novo painel pretende reduzir estudos supérfluos". Admito que estava, e entre aspas, "pointless", no original. Ousado e criativo, empreguei, em português brasileiro e reformado ortograficamente, "supérfluo", um adjetivo e também substantivo masculino de minha particular preferência - eu que sou, há mais de 10 anos, pointless e supérfluo.
Ao jornalismo, para mostrar que tenho diploma e carteirinha plasticizada: o governo britânico alinhará, muito em breve, um painel com a missão exclusiva de dar uma peneirada nesses estudos que abundam no Reino Unido e sua imprensa, uma vez que sua inutilidade (dos estudos, digo. E pensando bem, do governo também) está mais do que comprovada. Para tal fim, a verba para apenas a subsistência de estudos indispensáveis e necessários passará agora a ser apenas de cerca de 1 bilhão e meio de dólares. Na nota não dizem quanto estão gastando no momento. Timidez, sem dúvida.
Curiosamente, não sou o único a reclamar. Sim, meus motivos são egoístas, são esses estudos estúpidos - e engrosso porque mexeram no meu rico dinheirinho - objetivos criticados por muita gente que vê na medida uma repreensível restrição à liberdade acadêmica. Não posso, porque continuo sendo um estrangeiro procurando ter modos, não posso, repito e gaguejo, insinuar que entre essa "muita gente" que acabo de citar não tenha um belo trianon (esse o coletivo de acadêmicos, pois não?) de interessados, e, mais uma vez, cito-os: a-ca-dê-mi-cos.
Pensar que nunca, nunca mais ficarei sabendo o que gente de tanta escolaridade descobriu em assuntos como "a política dos gêneros em filme de Tarzan e Jane, "ciência do surfe" e "estudos sobre David Beckham". Três trabalhos de peso que - juro por e para Deus! - existem ou existiram mesmo.
A realidade passará a ser ainda mais difícil do que vem sendo de uns tempos para cá.
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28/09/2009 05:23 AM
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Grávida inseminada com embrião errado dá à luz nos EUA
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A americana que foi inseminada com o embrião errado deu à luz um menino na última sexta-feira, em um hospital da cidade de Toledo, no Estado de Ohio. Carolyn Savage, de 40 anos, foi informada do engano cometido pela clínica de fertilização em fevereiro, pouco depois de confirmar a gravidez.Ela e o marido, Sean, decidiram manter a gestação até o fim e entregar o bebê aos pais biológicos.
Em um comunicado divulgado à imprensa após o parto, o casal disse estar "atravessando um período muito difícil e pede privacidade nestes próximos dias".
"Nossa família está profundamente agradecida pelo apoio e pelas orações vindas de tantas pessoas do mundo inteiro", afirmaram os Savage na carta.
O casal também aproveitou para cumprimentar publicamente os pais biológicos do menino, Shannon e Paul Morell, do Estado de Michigan, que já têm duas filhas gêmeas.
Planos Carolyn e Sean Savage têm outros três filhos, mas apenas o primeiro nasceu de uma gravidez saudável. O segundo filho foi prematuro e a terceira acabou sendo concebida dez anos depois, por meio de uma inseminação artificial.
Foi nesta ocasião que o casal decidiu congelar vários embriões, que ainda estão guardados.
Em entrevista ao canal de TV americano NBC, antes do parto, os Savage disseram que planejam tentar ter outro filho com estes embriões, por meio de uma "barriga de aluguel".
"Sentimos que temos que dar a cada embrião desses uma chance de viver", disse Carolyn.
O casal se negou a identificar a clínica que cometeu o engano, mas seus advogados estão tentando fazer com que o local reconheça a responsabilidade pelo erro.
No entanto, não há detalhes sobre um possível processo judicial.
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28/09/2009 04:59 AM
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