New York Times
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Neto de Mao avança no Exército chinês
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PEQUIM - Ele desfruta porções generosas de carne de porco refogada em molho vermelho, coleciona fãs chineses e mantêm um blog patriótico. Agora Mao Xinyu, o neto de 39 anos e único herdeiro masculino sobrevivente de Mao, parece ter se tornado o mais jovem Major General do Exército da Liberação do Povo, de acordo com a mídia estatal.  Mao Xinyu teria sido promovido no Exército chinês / AFP Embora sua promoção não tenha sido anunciada oficialmente pelo exército e alguns websites locais tenham qualificado a nova patente como nada mais que um rumor, a notícia foi relatada no Changjiang Daily, um jornal estatal, e está entre as principais notícias acessadas nos portais chineses conforme o país se prepara para comemorar o 60º aniversário da revolução que levou Mao e os comunistas ao poder. Historiador educado na Escola Central do Partido e firme guardião do pensamento político de Mao, o jovem Mao é um dos quatro netos do "Grande Piloto". Embora a mídia oficial lhe conceda considerável respeito, ele é o objeto de um certo escárnio entre outros chineses que satirizam o que qualificam como seu desempenho medíocre como estudante, seus modos desleixados e sua cintura alargada - nos últimos anos seu peso ultrapassou 100 quilos. A reação à notícia de sua promoção, publicada anonimamente em websites chineses, foi cheia de sarcasmo. "Um ótimo modelo para nosso exército, um líder militar incomparável e teorista de alta qualidade", dizia um comentário. Muitos falaram sobre o Major General Mao ter um filho e uma filha em uma sociedade na qual a maioria das famílias tem apenas uma criança, como resultado das políticas de controle de natalidade colocadas em prática depois da morte de Mao. O partido governante da China, ao contrário daquele na vizinha Coreia do Norte, nega o governo hereditário. Mesmo assim, o neto de Mao teve um papel pequeno comparado aos descendentes de alguns dos outros líderes do Partido Comunista. Ele não é visto como um "pequeno príncipe", título dado aos que usam suas conexões familiares para obter oportunidades empresariais lucrativas ou, em alguns casos, poder político. Analistas chineses chegaram a especular que o jovem Mao podia ter ambições de se tornar prefeito de uma cidade grande. Mas ele parece ter se conformado com o que se mostrou ser uma carreira recompensadora no exército. Ele também teve algum sucesso escrevendo livros e artigos dedicados ao legado de seu avô. Leia mais sobre China
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25/09/2009 10:20 AM
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Editorial: G20 precisa agir a respeito de desafios econômicos globais
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Os líderes do Grupo dos 20 estão em Pittsburgh esta semana para sua terceira reunião desde que a crise financeira teve início, um ano atrás. A reunião provavelmente será positiva, com os líderes dos países desenvolvidos e grandes economias emergentes compartilhando crédito por evitar o abismo econômico. Mas será preciso muito mais do que isso para que a reunião seja um verdadeiro sucesso.
As duas reuniões anteriores foram a respeito da projeção da capacidade e disposição de trabalharem juntos, que era uma meta louvável em novembro passado, quando os mercados estavam paralisados e a economia mundial em queda livre, e em abril, quando as economias de todo o mundo passavam por grandes dificuldades.
Para suprimir o pânico generalizado, os líderes do G20 precisavam mostrar uma frente unida. Para aliviar medos específicos de que repetiriam os enganos dos anos 1930, quando o protecionismo prolongou a Grande Depressão, eles precisaram afirmar um compromisso comercial aberto.
Eles tiveram sucesso em garantir que as condições não pioraram por causa de ações que tomaram ou deixaram de tomar, mas não confrontaram as causas e curas da crise financeira. Na verdade, eles tiveram êxito em grande parte porque aderiram aos efeitos colaterais da crise, como o dano aos mercados emergentes, evitando os assuntos mais difíceis, como os perigos representados por instituições grandes demais para o fracasso. Discordâncias sérias, como o tamanho correto e o papel dos estímulos fiscais, foram analisados apenas por cima.
A pergunta agora é se o G20 pode começar a chegar a um consenso em tais assuntos difíceis e divergentes. Se não, esforços de reforma regulatória de nações individuais serão impactados porque quase todos os assuntos urgentes - como a limpeza de ativos tóxicos, a regulação de derivativos, a redução das operações de grandes empresas interligadas - têm um componente internacional. Se os esforços de reforma forem prejudicados, há pouca esperança de se evitar que outra crise financeira como esta aconteça.
Os sinais, até agora, são mistos. É provável que os líderes concordem a respeito da necessidade de impor exigências capitais maiores a bancos e outras empresas financeiras. Isto é importante como uma declaração geral, mas uma reforma verdadeira exigirá um acordo a respeito de aumentos significativos nos níveis de capital, bem como a respeito de como o capital será medido e como as novas regras serão impostas.
Um consenso também é esperado a respeito de como regular o salário de executivos da indústria financeira. A inclinação aos incentivos compensatórios claramente levou à postura despreocupada que conduziu à crise. Mas a reforma no pagamento é apenas temporária. É mais importante ordenar reformas para garantir que os bancos não possam se ocupar de atividades primordialmente especulativas ou outras transações excessivamente arriscadas que conduzem a salários exagerados. Tais reformas incluiriam a restrição do uso de influência e da negociação de derivados obscuros para impulsionar os ganhos.
O G20 também deve chegar a um acordo sobre as formas de corrigir a questão do desequilíbrio global de longo prazo que criou as condições para um levante mundial. Resumindo, os Estados Unidos têm que reduzir seu déficit orçamentário e impulsionar as poupanças domésticas. A China tem que investir suas reservas na sua própria segurança social e assim aumentar o consumo, o que inevitavelmente envolveria reavaliar sua moeda.
Mas os líderes não devem permitir que isso obscureça preocupações mais urgentes: Os Estados Unidos têm que esclarecer onde se posicionam no comércio aberto, depois de ter abalado a fé na sua posição por ter imposto tarifas sobre as importações de pneus chineses. Nações grandes no G20 têm que se comprometer a manter o apoio governamental à economia mundial, incluindo o investimento em países pobres e mais gastos com estímulo para suas próprias economias.
Os Estados Unidos parecem ter pouco apetite para mais gastos com estímulo, embora o desemprego esteja aumentando. O compromisso com estímulo na Europa, principalmente na Alemanha, há muito é fraco demais, colocando pressão desnecessária sobre economias que estiveram dispostas a fazer mais para impulsionar a demanda.
O tempo passou para consenso apenas pelo consenso. A hora da reforma chegou.
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25/09/2009 08:27 AM
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Com medo da crise econômica, consumidores voltam a usar cupons
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Heather Hernandez entrou em um supermercado com uma pilha de cupons do mês anterior e saiu de lá com mantimentos no valor total de US$ 160, pelos quais ela pagou US$ 30. “Com essa economia, todos querem que seus dólares durem mais tempo”, disse Hernandez, dona de casa de Hilton, que recorta e guarda cupons com o cuidado de um contador. “Eu vejo todos os tipos de pessoas usando cupons. Eu vejo jovens usando cupons. Vejo avôs usando cupons”. Pode ser a era digital, mas quanto se trata de economizar centavos, a maioria dos consumidores optam por um método que deve ter mais de 100 anos: o cupom. Graças a uma economia miserável, os cupons – assim como jogos de tabuleiro e jantar em família ao redor da mesa da cozinha – renasceram. A recessão transformou grupos em caçadores de cupons, pessoas que antes os evitavam, incluindo consumidores jovens e aqueles afortunados. “Os cupons não estavam na moda durante nosso período de consumo voraz”, disse Kit Yarrow, psicólog especialista em consumo, de São Francisco, e autor de “Gen Buy: How Tweens, Teens and Twenty-Somethings Are Revolutionizing Retail”. “Mas agora que, mais uma vez, é legal ser barato, eles estão de volta”. Velho hábito, novo hábito O cupom de resgate teve seu pico nos EUA em 1992, ao fim de uma recessão, quando 7,9 bilhões de cupons foram resgatados, de acordo com a Inmar, companhia que produz cupom. Em 2006, o número caiu para 2,6 bilhões e estagnou nesse patamar até 2008. Com a piora da economia e a queda do sentimento consumista, a quantidade de cupom de resgate aumentou 10% no quarto trimestre de 2008, em comparação ao mesmo período do ano anterior – primeiro salto desde o começo dos anos 1990. Na primeira metade deste ano, o número de cupons subiu 23%. Cerca de 1,6 bilhões de cupons foram resgatados, levando a Inmar prever que mais de três bilhões de cupons serão resgatados neste ano. A maioria deles está sendo resgatada por consumidores que, por muito tempo, os evitaram. “As famílias que não costumavam usar cupons, estão usando significativamente mais neste ano do que no ano passado”, disse Neil Heffernan, vice-presidente sênior e gerente de administração da companhia de pesquisa Knowledge Networks/PDI. Os números mais recentes do grupo mostram que, no mês de janeiro e fevereiro juntos, o uso de cupons entre jovens, consumidores únicos com economias mínimas, cresceu 14%, em contraste aos mesmos meses do ano passado. Medo da crise O número de cupons usados entre outros grupos – consumidores ricos que nasceram no fim dos anos 1950 e 1960 – cresceu 13% em janeiro e fevereiro, em comparação aos mesmos meses no ano anterior. Os dados da Nielsen publicados no último mês destacam essa tendência, mostrando que famílias que ganham US$ 70 mil ou mais por ano estão entre os maiores usuários de cupom. Matthew Tilley, diretor de marketing da Inmar, disse que o uso de cupom cresceu mais entre esses grupos e que eles eram os responsáveis pelo tráfego de websites com cupons para impressão, como a Redplum.com e a Coupons.com. O número de cupons de resgate, que se dividem entre os que são de papel antigo e os novos de versões digitais, cresceu 308% na primeira metade deste ano, a partir de uma pequena base. “Eu acredito que não é coincidência que o aumento no uso de cupons de resgate começou assim que notícias ruins sobre a economia começou a aparecer na primeira página dos jornais”, disse Tilley, acrescentando que cortar cupons é apenas uma maneira a mais por meio da qual os consumidores estão mudando seus hábitos. “O povo está se voltando para noções básicas”, disse, “tentando viver vidas mais simples”. Por STEPHANIE ROSENBLOOM
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24/09/2009 08:49 PM
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Indústria petroleira tem ano cheio de descobertas
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Graças a uma série de grandes descobertas, a indústria do petróleo está tendo um ano agitado. As novidades reacenderam a sensação de entusiasmo no setor petroleiro, apesar da queda dos preços e da difícil situação econômica.
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Imagem mostra plataforma de petróleo opera em até 2.200 metros de profundida |
Essas descobertas, nos cinco continentes, são resultados de vários investimentos iniciados no começo da década, quando houve o aumento do preço do produto, e de novas tecnologias que permitiram aos exploradores perfurar até profundidades superiores e quebrar rochas mais duras.
“Essa é uma das vantagens dos sinais de preço no livre comércio – colocar pessoas em uma posição melhor para assumir explorações mais arriscadas”, disse James T. Hackett, presidente e chefe-executivo da Anadarko Petroleum.
Até agora, mais de 200 descobertas foram relatadas neste ano, em dúzias de países, incluindo a região curda no norte do Iraque, Austrália, Israel, Irã, Brasil, Noruega, Gana e Rússia. Elas foram realizadas por gigantes internacionais, Exxon Móbil, mas também por pequenos do setor, como a Tullow Oil.
Só nesse mês, a British Petroleum (conhecida por BP) disse ter encontrado uma gigante reserva em águas profundas que pode se tornar a maior descoberta de petróleo no Golfo do México. Enquanto isso, a Anadarko anunciou uma grande descoberta em uma região com de Serra Leoa com “um futuro promissor”.
É normal que companhias descubram bilhões de barris de novo petróleo todo ano, mas o ritmo deste ano está excepcionalmente agitado. Novas descobertas totalizaram em 10 bilhões de barris na primeira metade do ano, de acordo com a IHS Cambridge Energy Research Associates. Se as descobertas continuarem nessa velocidade até o fim do ano, elas atingirão o maior nível desde 2000.
Previsões
Apesar das especulações, nos últimos anos, de que haveria um pico e, em seguida, um declínio na produção de petróleo, as pessoas da indústria dizem que ainda há muito petróleo no subsolo, especialmente abaixo do solo oceânico, mas ainda mesmo que seja encontrado e extraído ele está cada vez mais escasso. Eles dizem que os preços e o ritmo do desenvolvimento tecnológico continuam a ser um dos principais fatores que governam a capacidade de produção de petróleo.
Enquanto a indústria comemora as descobertas recentes, muitos executivos estão ansiosos com o futuro imediato, temendo que a queda dos preços coloque em risco a direção das explorações. A economia mundial está fraca, os preços do petróleo caíram em relação aos registros do ano passado, os lucros das corporações encolheram e a demanda global por combustível permanece baixa. Após cair para US$ 34 em dezembro, os preços dobraram, estabilizando na faixa dos US$70 por barril. Mas se a economia mundial não reanimar, alguns analistas acreditam que o preço pode cair novamente.
As companhias de petróleo afirmam que não podem sustentar essa perspectiva. Apesar dos lucros recordes obtidos nos últimos anos, muitos executivos advertem que precisam de preços acima de US$ 60 por barril para desenvolver reservas mundiais mais complicadas. De fato, algumas atividades de exploração já diminuíram neste ano, conforme os produtores procuram melhores contratos com companhias de serviço e empreiteiras.
Não é apenas o petróleo que está sendo beneficiado pelo aumento de explorações. A Repsol, maior companhia de petróleo da Espanha, disse nesse mês que descobriu o que pode ser a maior reserva de gás natural da Venezuela. Nos últimos anos, companhias encontraram importantes reservas de gás natural, nos EUA, em pedras de argilosa xistosa, que antes acreditavam ser impossíveis de se perfurar.
“A primeira pergunta que a equipe de exploração tem no momento é ‘aonde vamos em seguida?’”, disse Robert Fryklund, que dirigiu operações na ConocoPhillips na Líbia e no Brasil, e é vice-presidente da Cambridge Energy Research Associates, em Houston.
Gastos
Os custos da exploração aumentaram nos últimos anos, em parte para compensar uma duplicação de custos em toda a indústria – desde o preço do aço até o custo do aluguel de unidades de perfuração em águas profundas. A grande questão que confronta a indústria atualmente é saber como baixar os gastos e, ao mesmo tempo, manter um alto nível de exploração. Na média, os custos caíram de 15% a 20% em relação ao seu pico, de acordo com executivos do petróleo.
Apesar de importantes, as novas descobertas se comparam as grandes reservas encontradas nos anos 1970, como a Prudhoe Bay no Alasca, a Ekofisk no mar nórdico, ou a Cantarell no México. Elas também são menores do que a última descoberta, a reserva de Kashagan no Mar Cáspio, descoberta em 2000 e cujas estimativas mostravam mais de 20 bilhões de petróleo.
“Não vimos nada igual a Kashagan, mas ainda assim essas descobertas detêm muito material”, disse Alan Murray, gerente de serviço de exploração na Wood Mackenzie, empresa de consultoria em Edinburgh. Por JAD MOUAWAD
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24/09/2009 06:58 PM
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Lojas adotam programas de troca para impulsionar vendas
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Por muitos motivos, o programa do governo federal que trocava materiais velhos por dinheiro foi um sucesso neste verão: consumidores amaram a ideia de economizar em um carro novo, ajudando o meio-ambiente e garantindo economia futura em combustível. Também havia a conveniência de conseguir tudo isso em uma única transação.
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Móveis velhos são expostos para serem trocados por dinheiro |
O conceito é forte e mistura incentivos financeiros com o apelo emocional de se descarregar de algum objeto antigo e comprar algo novo em troca - além de ajudar o planeta no processo.
Agora, uma série de lojas de móveis esperam capitalizar de motivações semelhantes ao apresentar programas de trocas para tudo, de centros de entretenimento ultrapassados a colchões usados e manchados.
Na Ruby & Quiri, umas loja familiar de móveis de Johnstown, Nova York, os clientes recebem um cartão de US$ 25 de presente por cada móvel usado que entregarem, ou US$ 50 para a compra de eletrodomésticos econômicos.
Na Pacific Manufacturing de Phoenix, que vende materiais de decoração de interior, um móvel usado representa 10% de desconto para os clientes na compra de um novo produto ou colchão e, depois que o material usado é entregue a uma instituição beneficente local, um recibo de dedução fiscal.
Programas parecidos têm aparecido em lugares como Portland, Oregon e Lexington, junto com variações como Crédito por Colchões Usados, Dinheiro por Sofás Velhos e o que alguns varejistas chamam de "Dinheiro por Utensílios de Cozinha".
| NYT |
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Homem reforma móvel velho que poderá ser reutilizado |
"As ferramentas de vendas, como os tradicionais 25% de desconto, não estão funcionando agora", disse Warren Shoulberg, editor da revista Home Furnishing, especializada no setor de móveis.
Ele disse que promoções bem-sucedidas "são as coisas que não foram testadas antes" e certamente a troca de material usado funciona mais do que US$ 5 mil de desconto em um carro. É um novo gancho".
Um fator importante no apelo destes programas, segundo gerentes de loja que os experimentaram, é o alívio que oferece aos consumidores de emoções envergonhantes: a culpa pelo consumo.
Dao Engle de New Canaan, Connecticut, recentemente comprou um sofá novo para o escritório de sua casa pelo programa à base de troca da loja Lillian August, que começou no dia 28 de agosto e acontece até o dia 4 de outubro. Ela e o marido foram motivados não apenas pelo desconto no novo sofá, mas pela chance de dar um bom uso ao antigo.
"Era um sofá perfeitamente bom mas a cor e o tamanho não eram exatamente perfeitos para o nosso espaço", ela disse. "Servia ao propósito, por isso nós o mantínhamos ali". Mas Engle disse que ela sempre planejou substitui-lo "eventualmente".
Ela descreveu o programa à base de troca como "um bom estímulo para impulsionar a mudança. O fato de você estar dando isto para uma boa causa e recebendo um abatimento me fez ver que este é o momento para fazer isto".
Engle comprou um sofá novo por aproximadamente US$ 1.500, antes dos 10% desconto, bem como dois travesseiros extras de US$ 100 cada. Até agora, a loja vendeu mais de 50 sofás por meio desta promoção.
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24/09/2009 04:49 PM
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Alemães levam sua paixão por linguiças para as ruas
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BERLIM - Juergen Schuler geralmente fica diante da histórica estação de trem Friedrichstrasse de Berlim com um tanque de propano inflamável amarrado às costas. Mas se um policial se aproxima dele, é apenas para comprar uma linguiça aquecida nas chamas suspensas por seus ombros.
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Menino compra linguiça de vendedor ambulante, trabalho comum nas ruas de Berlim |
Schuler trabalha como um Grillwalker, uma máquina de esquentar linguiça para uma pessoa. Ele e seus colegas são vistos pela capital, virando suas linguiças douradas com pinças e tentando pedestres com o cheiro que emana das grelhas.
O vendedor itinerante tem tanto êxito aqui que já surgiram imitadores, levando os jornais locais a declarar a "Guerra das Linguiças", em locais tão famosos quanto Alexanderplatz, cheios de pessoas e possíveis clientes, onde originais e cópias concorrem cabeça por cabeça.
Também é um sinal da seriedade com a qual os alemães tratam a iguaria. Arquivos mostram que a linguiça turíngia data de pelo menos 1432, e em uma cidade onde um museu inteiramente dedicado a outro favorito do local, o curry de linguiça, foi inaugurado em agosto.
Eles são um sucesso com transeuntes locais graças ao preço baixo - cerca de US$ 1,75 por linguiça com um pequeno pão, mostarda e catchup.
Turistas desacostumados a ver uma cozinha passear sobre dois pés olham incrédulos e tiram fotos. Schuler estima que seja fotografado mais de 30 vezes por dia.
Grillwalkers como Schuler chamam a atenção com seus guarda-chuvas laranjas que os protegem do sol no severo verão e da chuva e frio que começam a atingir a cidade no começo do outono.
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Vendedor ambulante entre passantes em Berlim |
"Oh, ficam tão felizes. Eles acham engraçado", disse Schuler, 37, a respeito dos turistas. Mas outros contestam o que vêem como condições de trabalho desumanas. "Eles dizem, 'homem, coloque isto no chão. Pense sobre sua saúde'", conta Schuler.
Mas Schuler diz que se considera afortunado em ser um Grillwalker, depois de ter vindo para Berlim porque não havia nenhum emprego na cidade oriental vizinha de Eggesin, onde cresceu.
Ele disse que já carregou fardos muito mais pesados do que a grelha, que pesa 20 quilos quando completamente carregada, quando trabalhou com construção, e que ganha muito mais dinheiro agora.
Nem todos gostam da ideia, principalmente as barracas, que têm uma variedade maior, mas custos fixos mais altos e, portanto, linguiças mais caras.
Um cliente do Grillwalker afirma que há vantagens em ver as linguiças cozinhando.
"Eu não penso que é anti-higiênico", diz Lydia Eiglsperger, 41, uma turista da Bavária em férias na capital alemã que comprou uma linguiça para cada uma de suas crianças. "De pé lá fora, eles não podem esconder nada".
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24/09/2009 03:23 PM
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Cúpula do G20 é benção mista para Pittsburgh
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PITTSBURGH - Para esta cidade, a cúpula econômica do G20 é uma bênção mista. O prefeito, Luke Ravenstahl, calculou que os milhares de participantes e manifestantes gastarão cerca de US$ 35 milhões na cidade durante a cúpula de dois dias que começa nesta quinta-feira. Mas seu gabinete também disse que a segurança extra poderia custar mais de US$ 19 milhões. O governo federal ofereceu US$ 10 milhões e o Estado da Pensilvânia outros cerca de US$ 4 milhões, deixando a cidade responsável pelo restante.  Cavalaria faz segurança de centro de convenções em Pittsburgh / NYT Mas mais importante, segundo o prefeito, a cúpula dará a Pittsburgh a chance de mudar sua perpétua imagem de cidade arenosa e agonizante do Cinturão do Ferro. Ravenstahl, 29, disse que a história de transformação econômica de Pittsburgh ajudou a dispersar "a imagem 'esfumaçada' de nossa cidade e substitui-la por uma imagem verdadeiramente 'verde', que mostra como é possível se reinventar e diversificar sua economia". O índice de desemprego de Pittsburgh, ele notou, é 7,7% menor do que a média estadual e nacional, e ele disse que a cidade é pioneira em tecnologia verde. Os líderes do G20 se encontrarão no novo Centro de Convenções David L. Lawrence e jantarão no Conservatório e Jardim Botânico Phipps, que foram projetados para usar quase nenhuma energia ou água externas. Os protestos planejados para durante a cúpula, no entanto, também são uma dolorosa lembrança de como muitos ainda veem esta antiga cidade do aço. Embora Pittsburgh tenha se refeito atraindo jovens profissionais com uma universidade e empregos hospitalares, a cidade, permanece para muitos como um símbolo do colapso da base industrial da nação. Na manhã de quarta-feira, ativistas do Greenpeace colocaram uma bandeira na Ponte West End, sobre o Rio Ohio, onde se lê "Perigo Destruição Climática Adiante" e "Reduzam as Emissões de CO2 Agora".  Protesto do Greenpeace em Pittsburgh / NYT Quatorze ativistas foram presos e acusados de conduta desordeira e obstrução do tráfego, entre outras coisas. No amplamente negro Distrito Hill, um grupo chamado Movement Bail Out the People (Movimento Resgate para o Povo, em tradução livre) armou uma "cidade de barracas" para pessoas desempregadas e sem-teto que viajaram até aqui para que suas vozes sejam ouvidas. O grupo pede uma nova versão da gestão para o progresso do trabalho, com base naquela adotada na era da Depressão. "Esta cidade é um lugar perfeito gerar estas preocupações sobre o trabalho ser enviado ao exterior e o governo resgatar bancos mas não regular o capital", disse Larry Holmes, porta-voz do grupo. Leia mais sobre G20
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24/09/2009 09:48 AM
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Editorial: O que Obama disse e não disse à ONU
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Com seu discurso à Assembléia Geral da ONU na quarta-feira, o presidente Barack Obama deu mais um passo para reparar a imagem da América. Não houve ameaça ou tirania, mas ele ainda conseguiu desafiar outros países a assumir mais responsabilidade e este país a pedir mais de si mesmo. Ninguém pode discordar da importância dos assuntos que ele mencionou: proliferação nuclear, mudança climática, a economia global e paz no Oriente Médio.
Porém, faltou algo fundamental. Obama não disse quase nada a respeito do Afeganistão, que há apenas um mês ele qualificou de uma "guerra de necessidade", fundamental para a segurança americana e para o amplo combate ao terrorismo.
 Barack Obama discursa na ONU / AFP
As Nações Unidas não são o lugar ideal para lidar com as dúvidas dos americanos a respeito da guerra, a rebelião que está surgindo em seu próprio partido ou a discordância feroz de seus principais conselheiros sobre enviar mais tropas ou começar uma retirada. Sete anos de negligência da gestão Bush fizeram com que derrotar, ou mesmo conter, o Taleban seja mais difícil. E qualquer decisão política deve ser cuidadosamente revisada. Mas não há muito tempo.
A ansiedade neste país é profunda. Muitos dos aliados cujas tropas também lutam e morrem no Afeganistão estão buscando uma saída. Todos nós precisamos ouvir uma declaração clara de Obama a respeito de suas metas para o Afeganistão e sua estratégia dele para chegar até elas.
Se o plano ainda é treinar o Exército afegão e impulsionar o governo desesperadamente rachado para que possa evitar o Taleban, o que será preciso para isso e quanto tempo vai levar? Se isto já não é realista e Obama decidir retirar as tropas americanas, como ele irá garantir que o Afeganistão não volte a se tornar um porto-seguro para a Al-Qaeda e um bloco de lançamento para ataques aos Estados Unidos?
Se os Estados Unidos decidirem cortar suas perdas no Afeganistão, como Obama irá persuadir o Paquistão (um prêmio muito mais tentador com suas armas nucleares) a acirrar a luta contra os extremistas Talebans e outros.
Vamos ser claros: Obama fez enorme progresso nos curtos oito meses desde que assumiu a presidência. Ele reverteu algumas das políticas mais odiosas da era Bush: proibindo a tortura e prometendo fechar a prisão de Guantánamo, Cuba. Ele persuadiu o mundo mais uma vez a ouvir e escutar o que a América tem a dizer, mas ele ainda está tentando entender como capitalizar completamente desta boa vontade e credibilidade.
O presidente aprendeu uma severa lição nas últimas semanas a respeito dos limites do seu poder de encorajamento quando Israel não atendeu a seu pedido para parar as atividades de assentamento e líderes árabes se recusaram a fazer qualquer concessão até que Israel concorde em fazer isso. Obama não irá desistir. Em seu discurso na quarta-feira, ele pediu "negociações - sem pré-condições - que lidem permanentemente com as questões": segurança, fronteiras, refugiados e Jerusalém.
Para que esta diplomacia ainda mais difícil tenha qualquer chance de ser levada adiante, esta gestão pode ter que por em prática seus próprios planos, com projetos detalhados. E certamente terá que usar toda sua influência e poder econômico para pressionar líderes de todos os lados - israelenses, palestinos e outros árabes - a que se comprometam com um acordo.
Obama enfrentará outro teste difícil nas próximas semanas a respeito do Irã. Sua disposição em negociar é encorajadora, mas sem muito mais pressão é improvável que os líderes iranianos abandonem suas ambições nucleares. E a conversa em Israel a respeito de ataques militares é assustadora e deve ser tratada com seriedade.
Obama terá que pedir apoio - Europa, Rússia e China - para fazer com que se comprometam a sanções muito maiores. O presidente Dmitri Medvedev da Rússia parece mais receptivo, mas ele ainda precisa ser pressionado.
Obama reforçou sua posição na quarta-feira quando prometeu que os Estados Unidos também viverão sob regras internacionais - uma ideia que seu antecessor, George W. Bush, desdenhava. Obama disse estar comprometido a negociar novos acordos para a redução de armas com a Rússia, prometeu pressionar o Senado para ratificar o tratado de proibição de testes e urgiu que negociações sobre um tratado internacional para a redução de armas nucleares há muito adiado tenha início em janeiro.
Nesta quinta-feira ele irá presidir uma cúpula do Conselho de Segurança da ONU sobre o desarmamento e a segurança nuclear.
Obama tinha razão quando disse que "aqueles que castigavam a América por agir só no mundo não podem agora se por de lado e esperar que a América resolva os problemas do mundo sozinha". Depois de oito anos do unilateralismo do presidente Bush, isto é um alívio particular.
O mundo também está procurando uma clara liderança americana, e, justo ou não, o Afeganistão se tornou a guerra de Obama agora. A América, seus aliados e o mundo precisam saber qual é o plano.
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24/09/2009 09:41 AM
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Censo dos EUA usa telenovela para atingir hispânicos
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MIAMI – Perla Beltran, uma jovem de uma área pobre de Nova York, sofreu uma grande perda recentemente – seu marido, um ladrão, foi assassinado e ela tem de conviver com sua exclusão social. Mas a garota acha que encontrou uma solução: ser recruta do Censo dos EUA.
| NYT |
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Michelle Vargas (direita) durante gravação de "Mas Sabe el Diablo", novela em que interpreta personagem Perla |
Beltran, personagem da popular novela de língua espanhola “Mas Sabe El Diablo”, “O Diabo Sabe Mais”, representa apenas um dos elementos dos esforços do governo, que já dura um ano, para conquistar a confiança dos hispânicos, grupo étnico que historicamente se manteve cauteloso quanto ao processo decenal de recenseamento.
Além dos típicos anúncios e propagandas do serviço público, o Censo está ajudando a compor a impressionante história de vida da personagem da telenovela Perla Beltran, em meio a escândalos sexuais, doenças terríveis e vilãos inverossímeis, comuns em narrativas do gênero. Essa deve ser a primeira trama de novela a agradar o governo dos EUA.
“É o veículo perfeito para uma estratégia de posicionamento de produto”, disse Patricia Gaitan, consultora de comunicação da agência, enquanto assistia a gravação na semana passada. Ela rapidamente deu um novo nome à técnica: “estratégia de posicionamento de pessoa”.
A colaboração entre o Censo e os produtores do “Diablo” da rede de televisão Telemundo também é considerada por alguns como uma intrusão do governo. Apesar de um membro da equipe da agência ter se reunido com o escritor de “Diablo” e fornecido suporte para a produção, o presidente da rede, Don Browne, ter mantido “total independência de criatividade”.
Muitos americanos não estão familiarizados com telenovelas como “Diablo”, e a maioria dos esforços para introduzi-la para o público de língua inglesa foi um fracasso. Mas entre os telespectadores de língua espanhola, os dramas, que passam cinco vezes por semana, são muito populares, o que o torna uma excelente forma de encorajar os hispânicos a entrarem para o censo do ano que vem.
“Estamos evangelizando”, disse Browne a Gaitan e outros visitantes, entre as tomadas no estúdio, na semana passada. “Com sorte, conseguiremos passar a mensagem para todos sem ficar repetindo na cabeça do público”.
A mensagem é a mesma que funcionários do Censo vêm tentando enfatizar em quase todos os turnos: não tenha medo de se incluir no censo.
No censo do próximo ano, espera-se que haja um aumento substancial na população hispânica, que já é o grupo que mais cresce nos EUA. O governo estimou que, em maio, 46,9 milhões de hispânicos viviam nos EUA no ano passado, mais do que os 33 milhões registrados no último censo, em 2000. Os números do censo são analisados para repartir os distritos do Congresso e distribuir cerca de US$ 400 bilhões em dinheiro federal a cada ano.
Mas o censo é um assunto delicado para as minorias, inclusive os hispânicos. As barreiras lingüísticas e o medo de preencher os formulários para o governo limitavam a participação em contagens anteriores.
Funcionários do censo afirmam que os hispânicos tiveram uma contagem menor do que a real em cerca de 0,7%, em 2000, ou seja, quase 250 mil pessoas. Outros estudos científicos mostram que aproximadamente 1,3 milhões não foram contados.
Com o enredo do Censo, “estamos tentando lutar contra o medo”, disse Aurélio Valcarcel, produtor-executivo da Telemundo Studios.
A campanha não é apenas pela participação cívica. A contagem do próximo ano provavelmente significará mais receita de publicidade para a Telemundo, uma unidade da NBC Universal, e com o tempo para outras redes de língua espanhola. O sistema Nielsen Ratings de medição da audiência doméstica está diretamente ligada aos resultados do censo.
“É muito bom para o nosso negócio”, disse Browne em uma entrevista, dado que os números do censo devem colaborar para justificar o crescimento da audiência.
Por causa dos eternos debates sobre imigração, algumas pessoas têm medo de dar o nome, endereço e informações sobre sua família ao governo. “Em alguns casos eles tentam se esconder”, disse Stacy Gimbel, porta-voz do Censo, que observava a gravação. “Estamos tentando convencê-los de que a informação dada está em segurança”.
No próximo ano, pela primeira vez, cerca de 13 milhões de famílias receberão questionários do censo em inglês e espanhol. Mas outros assuntos compõem o desafio da agência em tentar conseguir uma contagem abrangente.
Alguns defensores advertem que a recessão forçou mais famílias a dividir uma única residência, muitas vezes violando o código de habitação ou arrendamento. Algumas famílias podem ficar relutantes em fornecer informação, disse Arturo Vargas, diretor-executivo da National Association of Latino Elected and Appointed Officials.
Alguns líderes religiosos hispânicos estão pedindo a suas congregações para boicotar a contagem, que começará na próxima primavera do hemisfério norte, como forma de forçar o Congresso a atuar na reforma da imigração. A maioria dos grupos de apoio aos hispânicos se opõe a essa medida.
A Telemundo está tomando uma posição a favor do censo, apesar de dizer que também mostra outros pontos de vista em seus programas de notícias. Vargas disse que a Telemundo e a Univision, rede de língua espanhol dominante no país que está conduzindo a campanha de serviço público por conta própria, estão sendo apenas “boas cidadãs corporativas”.
Por BRIAN STELTER
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23/09/2009 09:05 PM
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Universidades asiáticas querem atrair estudantes de países próximos
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KUALA LUMPUR – Estudar em uma universidade no exterior sempre foi uma aspiração dos chineses. “Meu pai disse: ‘por que você quer ficar na China? Abra a cabeça, olhe para o mundo’”, disse Bao Qianqian, mulher de 25 anos, de Ningbo no oeste da China.
| NYT |
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Bao Qianqian, 25, de Ningbo, na China, em seu quarto no dormitório da HELP University College, em Kuala Lumpur |
Suas opções previsíveis seriam Austrália e Grã-Bretanha, países onde suas duas irmãs e milhares de chineses estudaram. Mas Bao escolheu um destino que a manteria perto de casa e custaria bem menos, além de ter a oportunidade de melhorar o inglês e conversar com pessoas no idioma chinês. Ela escolheu a Malásia, onde é uma estudante do terceiro ano de administração na HELP University College.
Não há sinais de que a vontade de cursar o ensino superior diminuiu entre a crescente classe média asiática, por isso alguns países da Ásia buscam atrair muito mais estudantes como Bao.
Em 2007, mais de 2,8 milhões de estudantes foram matriculados em instituições do ensino superior fora de seu país natal, um crescimento de 53% desde 1999, de acordo com um relatório da UNESCO divulgado em julho. Os EUA, a Grã-Bretanha e outros países ocidentais continuam a atrair a maioria dos estudantes asiáticos, mas o relatório mostrou que, cada vez mais, um número maior está ingressando em universidades da Ásia.
No oeste da Ásia e no Pacífico, 42% dos universitários que deixaram seus lares continuavam na região em 2007, de acordo com a edição de 2009 do Global Education Digest da UNESCO.
Tanto a Cingapura como a Malásia e Hong Kong querem atrair mais milhares de estudantes internacionais. A Malásia quer 100 mil estudantes estrangeiros até o próximo ano acadêmico, em comparação aos seus 71 mil atuais. Com mais de 97 mil em 2008, a Cingapura espera ter 150 mil até 2015. Hong Kong não especificou metas, mas recentemente dobrou sua cota para estudantes estrangeiros em suas universidades públicas.
Novos horizontes
Todos os três países estão tentando aumentar sua disponibilidade para oferecer educação universitária em inglês, e por um custo razoavelmente menor do que as instituições ocidentais cobram, mas cada um tem seu próprio diferencial.
A Cingapura, que só tem três universidades públicas, tem como atrativo o envolvimento da central de instituições estrangeiras com sua política de “Global Schoolhouse”. Algumas instituições, como a University of Nevada e a University of Chicago Booth School of Business, criaram filiais de campi em Cingapura, e outras, incluindo o Massachusetts Institute of Technology e a Stanford University, oferecem o “joint degree program”, programa que possibilita se formar em dois cursos de acordo com os créditos necessários por meio de universidades locais.
Toh Wee Khiang, diretor-executivo de recursos humanos no Conselho de Desenvolvimento Econômico de Cingapura, disse que o governo pretendia não apenas atrair e desenvolver talentos, mas também retê-los. “A briga por pessoas habilidosas está no centro do crescimento econômico, e a educação tem um papel importante em criá-las e sustentá-las em Cingapura”, disse ele, acrescentando que outra agência do governo intermediava estudantes de graduação e empregos no país em setores-chave de crescimento.
Apesar de as faculdades da Malásia não serem reconhecidas internacionalmente, o governo liberalizou seu setor educacional nos anos 1990, permitindo a criação de mais instituições privadas. Desde então, o número aumentou para 20 universidades públicas, 36 privadas e cinco campi filiais de estrangeiras.
Morshidi Sirat, diretor do Instituto Nacional de Pesquisa do Ensino Superior da Universiti Sains Malásia, disse que agora que mais malaios de etnia chinesa e indiana podem ingressar em universidades públicas, como resultado da remoção, em 2004, do sistema de quota que favorecia a etnia malaia e grupos indígenas, o número de matrículas de locais em instituições privadas mergulharam. E elas estão tentando atrair mais estrangeiros para substituí-los, disse.
Hong Kong tem uma posição melhor para atrair estudantes internacionais, com três de suas instituições entre as 50 melhores universidades do mundo, no ranking da Times Higher Education de 2008, uma lista anual de uma revista de Londres. Ainda assim, em parte por causa de uma cota para estudantes não-locais em universidades públicas, Hong Kong teve apenas 8.400 matrículas de estrangeiros no ano acadêmico de 2008-9, sendo mais de 90% deles da China continental.
Concorrência
Atualmente, a Malásia tem uma vantagem de custo para estudantes que querem economizar. O Sirat, instituto de pesquisa, identificou a Tailândia e o Vietnã como futuros concorrentes de baixo custo. O Japão também está aceitando um grande número de chineses e sul-coreanos, devido ao declínio das matrículas domésticas.
“O setor está recebendo mais opções”, disse Chris Nyland, professor de comércio exterior em Monash University em Melbourne, na Austrália, “mas há cada vez mais pessoas na China e na Índia que podem pagar por um ensino superior”.
Apesar de haver melhores esforços por parte das universidades da região, o sucesso delas deve ser influenciado por fatores além de seu controle imediato. Pesquisadores de educação dizem que após os ataques de 11 de setembro e o consequente fortalecimento das regras para obter o visto americano, alguns estudantes começaram a buscar alternativas. A Malásia, nação de maioria muçulmana, foi um dos países que se beneficiou.
Por LIZ GOOCH
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23/09/2009 07:25 PM
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Moradores de habitações públicas são proibidos de ter cachorro de grande porte
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NOVA YORK – Tyson é um cachorro com cara de bravo – um Staffordshire bull terrier de um ano, 27,2 quilos, pelos cinza prateado e olhos azuis. Mas a única coisa de bravo que ele tem é seu nome, disse o dono.
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Kanielle Hernandez com seu pit bull, Denim, em seu apartamento em um prédio de moradia pública, em Nova York |
Tyson obedece ordens, nunca mordeu ninguém e gosta de colocar suas patas na cabeça das pessoas para brincar com o cabelo. “É um grande bebê”, disse seu dono, Marc Hernandez, 20, que tinha Tyson desde quando era um filhote de sete meses.
Mas em um dia do mês de maio, Hernandez, estudante da John Jay College of Criminal Justice (Faculdade de Justiça Criminal), levou Tyson para um abrigo em East Harlem, onde o deixou com relutância e tristeza. O problema não era o comportamento de Tyson, mas sua nova casa: Hernandez mora em um dos projetos de moradia pública de Nova York, onde uma nova proibição que bane pit bulls e outros cachorros de grande porte entrou em vigor em 1º de maio.
O banimento, um dos mais rigorosos das autoridades de moradia pública do país, proíbe os residentes de manter pit bulls, de raça pura ou mestiços, Rottweilers e Dobermans, além de cachorros que pesem mais de 11,3 quilos quando adultos, com exceção de cães-guia.
Essa medida tem dividido inquilinos e revoltado grupos de proteção ao animal.
Para a agência de habitação pública da cidade, New York City Housing Authority, manter o controle de animais em 178 mil apartamentos tem sido um desafio. Mas a forma como anunciaram e impuseram a medida deixou muitas pessoas confusas e raivosas.
Moradia ou cachorro?
Na resolução de 14 páginas, os moradores que já tinham cachorros com os padrões da lista poderiam mantê-los se os registrassem até 1º de maio, mas muitos inquilinos não o fizeram, e foram forçados, assim como Hernandez, a escolher entre continuar com o cachorro ou ficar no apartamento.
Desde abril, os donos de ao menos 113 cachorros não entregaram os animais citados na proibição a abrigos ou centros dirigidos pelo Animal Care and Control de Nova York, grupo não lucrativo que tem um acordo com a cidade para receber animais carentes.
| NYT |
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Pit bull de Kanielle Hernandez chamado Denim |
Dos 113 cachorros, 49 foram sacrificados, por causa de doença, comportamento ou falta de espaço. 59 foram adotados por pessoas ou levados por grupos de resgate, dois permanecem em abrigos e três foram recuperados por seus donos.
As estatísticas foram fornecidas pelo Mayor’s Alliance for NYC´s Animals, coalizão de grupos de resgate e abrigos de animais que analisou os registros de entrada nos locais acolhedores.
Oposição
O Mayor’s Alliance, que não é filiado à prefeitura, e a Sociedade Americana de Prevenção à Crueldade aos Animais pediram à Housing Authority para acabar com a proibição. Os grupos descobriram que os trabalhadores dos abrigos que receberam cachorros relataram um bom comportamento por parte dos animais.
“Você não pode prever como um cachorro será com base apenas em sua raça”, disse Jane Hoffman, presidente da Mayor’s Alliance. “Eu não quero um cachorro perigoso lá fora. Mas agir dessa forma é errado e está condenando à morte cachorros perfeitamente inocentes”.
A conselheira da cidade Rosie Mendez de Manhattan, presidente do Subcomitê do Conselho de Moradia Pública, também exigiu uma reavaliação da medida. Ela disse que um residente com um poodle de 12,7 quilos lhe disse que planejava não alimentá-lo até que ele chegasse ao limite de 11,3 quilos.
Denúncias
Um porta-voz da Housing Authority, Howard Marder, disse que as novas regras eram uma reação às reclamações e denúncias feita por inquilinos, chefe de inquilinos e pela polícia da existência de cachorros perigosos e ameaçadores. As três raças na lista de proibição foram identificadas como “as raças que apresentam problemas mais frequentemente”, disse Marder. Houve diversos ataques de pit bulls em prédios de habitação pública nos últimos anos. Em junho de 1997, uma garota de 12 anos foi agredida por dois pit bulls no Brooklyn e, desde 2007, houve mais de 17 ataques de cachorro, nos quais pessoas foram feridas ou outros animais foram mortos ou mutilados.
Marder disse que a Housing Authority discutiu o assunto com grupos de bem-estar animal, mas que não sabia de nenhum plano que amenizasse as restrições. “Nós fizemos essas mudanças com base na veracidade dos relatos de residentes de moradias públicas sobre o quão difícil são suas vidas devido a ameaça ou ataques desses animais”, disse.
A agência anunciou as novas regras em um comunicado publicado na edição de abril em seu jornal mensal. Mas nele estavam listadas 27 raças proibidas, incluindo Shar-Pei, Cane Corso e o Dogo argentino. Marder disse que a agência tentou identificar as raças que excediam os 11,3 quilos quando adultos, mas reconheceu que a longa lista era “impraticável” e reduziram o número para três raças.
Por MANNY FERNANDEZ Leia mais sobre ataque de cachorro
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23/09/2009 05:53 PM
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De olho nos jovens, EUA proíbem cigarros aromatizados
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WASHINGTON - As autoridades sanitárias federais proibiram, nesta terça-feira, a venda de cigarros aromatizados, na primeira sanção severa desde que a Agência de Gerenciamento de Alimentos e Remédios, FDA na sigla em inglês, passou a ter autoridade para regular o tabaco. | NYT |  | | Cigarros com diversos aromas e de várias. marcas | A proibição busca acabar com a venda de produtos de tabaco com chocolate, baunilha, cravo e outros condimentos que atraem crianças e adolescentes ao fumo.
A agência estudará a regulação de produtos mentolados e deu indicações de que em breve pode tomar atitudes similares em relação ao mercado ainda maior de charutos e cigarrilhas aromatizados. "Estes cigarros aromatizados são a porta de entrada para muitas crianças e jovens adultos se tornarem fumantes", disse Dr. Margaret Hamburgo, comissária da agência ao anunciar a proibição. Em 2004, fumantes de 17 anos tinham três vezes ou mais propensão ao uso de cigarros aromatizados do que aqueles com 25 anos ou mais, e viam estes produtos como mais seguros.
Entre as marcas mais famosas de cigarros aromatizados está a série Camel Exotic Blends da R.J. Reynolds, com sabores como limão, piña colada e caramelo. Estudos mostram que diariamente, 3.600 crianças e adolescentes começam a fumar nos Estados Unidos e 1.100 se tornam fumantes contínuos. A proibição acontece três meses depois que o Presidente Barack Obama assinou a lei que dá ao FDA a autoridade de regular produtos de tabaco, que geraram US$ 96 bilhões em vendas em 2008 - US$ 87 bilhões em vendas de cigarros, US$4 bilhões em charutos e cigarrilhas e US$ 4,6 bilhão em tabaco mastigável, rapé e vendas de tabaco solto.
Antecipando a proibição, os fabricantes domésticos pararam de produzir cigarros aromatizados, menos de 1% do mercado, mas produtos importados continuam disponíveis. Sob a lei, a agência tem ampla autoridade para regular o marketing e fabricação de produtos de tabaco, mas não pode proibir cigarros comuns, charutos ou tabaco mastigável. Em janeiro, os fabricantes terão que apresentar à agência informação sobre ingredientes e aditivos e, em julho, a indústria será proibida de usar termos como "light" (leve), "low" (baixo), e "mild"(suave) em seus produtos.
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23/09/2009 03:38 PM
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Lula tem trabalho mais fácil do mundo para promover Rio 2016
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O trabalho mais fácil do mundo pertence ao presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, que apoia o Rio de Janeiro como sede dos Jogos Olímpicos de 2016. Tudo o que Lula tem que fazer é dizer que "o Rio tem as praias mais bonitas do mundo" e ele tem atenção imediata.
Na terça-feira ele fez esta simples declaração em um português gutural, com tradução para o inglês, e imediatamente eu estava imaginando as longas e espumantes ondas com o Corcovado ao fundo e, bem, eu confesso que também imaginei "A Garota De Ipanema."
Em uma semana, Lula seguirá para Copenhague para a votação do Comitê Olímpico Internacional no dia dois de outubro, que decidirá entre Chicago, Tóquio, Madri e Rio. Ele certamente mencionará praias. Mas ele também usará alguns outros pontos estratégicos de seu argumento: o Brasil é uma economia emergente gigante e merece representar a América do Sul, que nunca sediou uma Olimpíada.
Antigo sindicalista e torneiro mecânico, Lula fala com paixão sobre as crianças pobres do Brasil ou Argentina ou Colômbia que poderiam "pegar um ônibus ou um caminhão" para ver os jogos. Não está claro se qualquer um dos 106 membros do comitê com direito a voto serão incfluenciados por este sentimento populista.
De Nova York onde visitará as Nações Unidas antes de seguir para Pittsburgh para a cúpula do G20 na quinta-feira e sexta-feira, Lula depois viajará para Copenhague. Ele está seguindo o exemplo do Primeiro-Ministro Tony Blair que voou para Cingapura em 2005 e conversou com membros do COI, convencendo-os a escolher Londres para a Olimpíada de 2012.
E de Vladimir Putin que, como presidente da Rússia, viajou para Guatemala em 2007 e usou seu charme da KGB até a cidade de Sochi ser escolhida como sede dos Jogos de Inverno de 2014.
Depois destas duas missões, a sabedoria popular diz que a ausência de um chefe de Estado na sala antes que os membros votem pode ser ruim.
"Eu tenho informações de como Londres ganhou", disse Lula. "E sim, Blair falou com muitas pessoas". Sebastian Coe, líder da campanha de Londres e medalhista de ouro, também pode ter conquistado alguns delegados quando Londres venceu Paris pelos jogos de 2012. Mas a questão é: a fala mansa pode ajudar.
Com isto em mente, o novo Primeiro-Ministro do Japão, Yukio Hatoyama, está considerando viajar a Copenhague e o Rei Juan Carlos da Espanha deve participar. Mas o presidente Barack Obama disse que não vai.
"Eu defenderia nossa campanha pessoalmente em Copenhague se não estivesse tão firmemente comprometido em transformar a promessa de um atendimento de saúde de qualidade para todos os americanos em realidade", disse Obama recentemente, acrescentando, "mas a boa notícia é que estou enviando uma super-estrela ainda maior para representar a cidade e o país que nós amamos e ela é a nossa primeira-dama".
Questionado se o comparecimento de um chefe de Estado ajudará na escolha, Lula confessou que tem conversado com membros do COI há dois anos. Quando alguém notou que Michelle Obama representaria os Estados Unidos em Copenhague, da Silva disse que levará sua esposa, "assim seremos dois contra um."
Mais prejudicial do que a ausência do presidente Obama é a realidade de que a atual chefe-executiva do Comitê Olímpico dos Estados Unidos, Stephanie A. Streeter, e seu presidente, Larry Probst, têm pouco poder no COI, que é conhecido como um clube fechado a quem tem contatos.
O presidente do COI, Jacques Rogge, disse, de maneira agravada, que disputas com o comitê americano a respeito do compartilhamento de renda e de uma proposta rede Olímpica nos Estados Unidos não terão "nenhum efeito negativo" na candidatura de Chicago.
O plano amplamente atraente apresentado pela grande cidade de Chicago poderia ser prejudicado pelo fato de alguns membros do COI ainda estarem infelizes a respeito de terem perdido benefícios oferecidos por cidades em campanha depois que foi revelado que favores ajudaram a trazer os Jogos de Verão de 1996 a Atlanta e os Jogos de Inverno de 2002 a Salt Lake City.
Todas as quatro cidades finalistas para 2016 receberam boas respostas do comitê no começo do mês. A maior crítica ao Rio mencionou violência, mas Lula rebateu dizendo que o Brasil nunca sofreu um ataque terrorista evidente, e contou como os jovens pobres das favelas do país ajudaram a impedir os roubos durante eventos esportivos recentes.
Falando a representantes convidados de cerca de uma dúzia de jornais, Lula disse que o Brasil tem a maior economia de qualquer nação que ainda não sediou os Jogos de Verão. Ele deu ênfase ao desenvolvimento de bacias de petróleo na costa do Brasil e a indústria aeronáutica do país.
"Nós não somos o 'paisinho' que as pessoas pensavam", ele disse.
Ele notou que o Brasil será o anfitrião da Copa do Mundo de 2014 e que a infra-estrutura que será criada para o torneio será útil para 2016. Mas a melhor infra-estrutura de todas pode ser a areia e as ondas.
Espere um momento: os Jogos Olímpicos de 2016 serão em agosto, que é o final do inverno ao sul do Equador. Porém, ao verificar a temperatura média do Rio nesta época descobrimos que ela fica entre 18º e 24º Celsius. Muito agradável para uma caminhada na praia, alguém do comitê brasileiro me assegurou. Sem dúvida Lula mencionará isto aos membros do COI.
- George Vecsey
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23/09/2009 08:55 AM
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Mistério em Honduras: como exatamente o líder deposto retornou?
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CIDADE DO MÉXICO - Ele é o homem mais procurado em Honduras, com seu rosto e bigode preto conhecido por todo soldado, policial e guarda de fronteira. Portanto, conforme o impasse político em Honduras entrava em um novo e surpreendente capítulo, a grande pergunta era como Manuel Zelaya, o presidente deposto e exilado, conseguiu voltar furtivamente ao seu país sem ser percebido.
No porta-malas de um carro? Com ajuda de soldados leais? Disfarçado? Sob proteção de outros países? Todas as opções foram consideradas e discutidas em Tegucigalpa, onde a população está bastante dividida a respeito de Zelaya.
Seu inesperado aparecimento na embaixada do Brasil na segunda-feira certamente surpreendeu o governo que o tirou do poder há quase três meses e prometeu prendê-lo com 18 acusações caso ele ousasse retornar. Depois de inicialmente negar que Zelaya tinha voltado, o governo foi forçado a enviar soldados e policiais na terça-feira para dispersar milhares de apoiadores de Zelaya que desafiaram um toque de recolher e se amontoaram diante da embaixada para vislumbrar seu antigo líder.
 Polícia dispersa partidários de Zelaya na manhã de terça-feira / AP
Que Zelaya queria retornar não era nenhum segredo. Ele sobrevoou a capital em um pequeno avião no dia 4 de julho e no mesmo mês deu vários passos fronteira adentro, vindo da Nicarágua, para a alegria de seus apoiadores. Em ambos os casos, no entanto, o exército hondurenho o impediu.
Como ele conseguiu a façanha desta vez e, ainda mais importante, se sua presença ajudará a solucionar o impasse em seu país, são temas de um feroz debate.
"Todos têm trabalhado muito para se chegar a uma solução pacífica para esta crise", disse um oficial sênior do Departamento de Estado americano, quando questionado sobre a reaparição de Zelaya. "O retorno de Zelaya foi inesperado e o fato dele ter feito isso sem consultar as outras partes envolvidas também não ajudou muito. Dito isso, esta é a realidade e ela pode fazer com que as pessoas tomem as decisões que estão evitando - ou pode desestabilizar a situação".
Roberto Micheletti, o presidente em exercício, prometeu não invadir a Embaixada do Brasil, onde Zelaya, em seu característico chapéu branco de caubói, e dezenas de amigos e familiares agora estão sitiados. Entretanto, o governo cortou o fornecimento de água, eletricidade e telefonia ao prédio.
Mas, na terça-feira, ele apelou à comunidade internacional por um diálogo para resolver a crise, que começou no dia 28 de junho quando as Forças Armadas, o Judiciário e o Legislativo decidiram que Zelaya havia violado a lei ao planejar prolongar seu mandato além do tempo permitido pela Constituição, e portanto tinha que sair.
Mas apesar da condenação mundial da deposição de Zelaya, Micheletti tem se recusado a ceder o poder. Eleições serão realizadas no dia 28 de novembro para a escolha de um novo presidente, mas muitos países disseram que não reconhecerão os resultados e que Zelaya deve poder terminar seu mandato.
De dentro da Embaixada brasileira, Zelaya descreveu seu retorno aos repórteres como uma viagem árdua de 15 horas, que incluiu caminhada pelas montanhas e o transporte em ônibus, carros e caminhões por ruas secundárias para evitar os postos militares de fiscalização. Ele disse que foi ajudado por um cidadão hondurenho cujo nome se recusou a informar.
"Eles não perceberam quando eu entrei", disse Zelaya na rádio hondurenha. "Eu os enganei".
Vários relatos emergiram a respeito da viagem de Zelaya, que pode ter envolvido a ajuda de outros países. Depois de inicialmente insistir que Zelaya não estava em Honduras, mas sim em um hotel de luxo na Nicarágua, Micheletti disse ter descoberto que o líder deposto havia passado por vários países da América Central, aparentemente para disfarçar seus movimentos, antes de entrar em Honduras.
O jornal espanhol "El Pais", citando um oficial salvadorenho cujo nome não foi revelado, disse que Zelaya viajou como passageiro em um avião venezuelano que pousou sem autorização na noite de domingo em El Salvador. Ele foi recebido, segundo o jornal, por um carro que pertence à Frente de Libertação Nacional Farabundo Marti, o partido do governo salvadorenho. Tanto a Venezuela quanto El Salvador possuem governos esquerdistas que apoiam Zelaya.
Para onde Zelaya foi em seguida, entretanto, ninguém parece saber.
As forças armadas hondurenhas negam que seu retorno tenha sido uma grande falha de segurança. "A inteligência militar não falhou", disse Adolfo Lionel Sevilla, Ministro da Defesa em exercício, ao "El Heraldo", um jornal hondurenho. Ele acrescentou misteriosamente: "Nem tudo pode ser divulgado porque causaria ansiedade".
Uma preocupação é que alguns membros das forças armadas hondurenhas leais a Zelaya possam ter ajudado seu retorno. "Há uma certa preocupação entre os hondurenhos a respeito de como Zelaya entrou no país", disse Christopher Sabatini, editor do jornal acadêmico "Americas Quarterly", de Nova York. "É difícil de imaginar que ele conseguiria entrar sem alguma cooperação das forças armadas. E Micheletti, em particular, deve se preocupar se tem controle total de suas forças".
Um jornal venezuelano disse que Zelaya se escondeu parte do tempo no porta-malas de um carro. Outros relatos dizem que ele chegou à Embaixada do Brasil em um carro diplomático que pertence ao parlamento da América Central. Se os brasileiros sabiam que ele estava a caminho é motivo de debate.
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Zelaya descansa em sala da embaixada brasileira |
O oficial do Departamento de Estado disse que os Estados Unidos estavam cientes que Zelaya queria voltar a Honduras, porque ele havia prometido fazer exatamente isso durante sua última visita a Washington. Mas o oficial disse que os Estados Unidos foram pegos de surpresa pelo aparecimento de Zelaya na Embaixada do Brasil, uma vez que ele era esperado em Nova York esta semana para falar à Assembleia Geral da ONU.
Após gás lacrimogêneo ter sido disparado para dispersar os manifestantes na terça-feira, o oficial do Departamento de Estado disse que os Estados Unidos estão profundamente preocupados com as ações do presidente em exercício. Ele disse ter ouvido relatos de que forças de segurança haviam tomado casas vizinhas à embaixada, incitando os Estados Unidos a enviar "fortes sinais" a Micheletti de que esperam que o governo "respeite a inviolabilidade do território e pessoal diplomático".
Embora os detalhes completos da viagem de Zelaya permaneçam desconhecidos, sua chegada definitivamente dificultou com que outras pessoas entrem ou saiam de Honduras. Preocupado com a insegurança, o governo fechou todos os aeroportos do país na terça-feira.
- Marc Lacey e Ginger Thompson
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23/09/2009 08:25 AM
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Editorial: Resposta global à mudança climática está nas mãos de Obama e Hu
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Dos mais de 100 líderes mundiais reunidos na terça-feira nas Nações Unidas para uma cúpula sobre a mudança climática, dois eram mais importantes: Barack Obama e o presidente da China, Hu Jintao. Juntos, seus países produzem 40% dos gases causadores do efeito estufa do mundo. Juntos eles podem liderar uma resposta global eficiente a esta clara ameaça. Ou juntos eles podem estragar tudo. Em menos de três meses, as negociações começarão em Copenhague visando um novo acordo para substituir o Protocolo de Kyoto de 1997. A esperança é que estas negociações irão gerar compromissos individuais de cada país que, coletivamente, impedirão que a temperatura suba mais do que 2º Celsius em relação aos níveis da era pré-industrial. Isso exigirá cortes profundos nas emissões - de até 80% entre nações industrializadas - até meados do século. E não há muito tempo a se perder. Como Rajendra Pachauri, presidente do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática, alertou na terça-feira: "A ciência não nos deixa espaço para a inércia". Enquanto a Europa e os Estados Unidos discordam a respeito da rapidez com que países desenvolvidos devem agir, suas diferenças empalidecem em comparação à histórica divisão entre nações desenvolvidas e em desenvolvimento, que argumentam que o Ocidente industrializado deveria sustentar o fardo maior. De sua parte, o Ocidente diz que países como China e Índia estão crescendo tão rapidamente que já não podem permanecer secundários, como foi o caso de Kyoto. Obama e Hu não solidificaram uma união, mas seus governos estão ouvindo um ao outro mais cuidadosamente. A China já não finge ser um país atrasado cuja necessidade de crescimento econômico a libera de qualquer obrigação em controlar suas emissões. Os Estados Unidos - o maior emissor mundial - estão reconhecendo sua responsabilidade de ajudar os países mais pobres e vulneráveis a reduzir suas emissões sem sacrificar o crescimento. Ainda assim, os dois líderes têm um caminho considerável adiante. Para Hu, isto significa se tornar muito mais específico a respeito de suas encorajadoras promessas. Na terça-feira, ele prometeu reduzir a taxa de aumento das emissões de gás carbônico entre agora e 2020 em uma "margem notável" - chegando a insinuar que a China buscaria reduzi-los em termos absolutos. Esta formulação vaga é improvável de ser aceita em Copenhague. Um acordo não tem que ter um tamanho único para todos, mas cada país deve ser obrigado a fazer compromissos reais e verificáveis. Obama reconhece a urgência do problema. Ele terá que trabalhar muito para persuadir um Senado controlado por democratas (a Câmara já agiu) para que veja isto também e aprove uma lei forte que comprometa os Estados Unidos a cortes significativos nas emissões de gases causadores do efeito estufa. O presidente falou muito a respeito de outras medidas reguladoras que colocou em prática ou planeja colocar para controlar as emissões, e dos investimentos que fez em tecnologias mais limpas. Porém, uma legislação permanece essencial para que a América reivindique liderança e consiga um acordo internacional. Durante anos, a China e os Estados Unidos adotaram uma perigosa rotina "você primeiro", usando a inércia um do outro para evitar suas responsabilidades. Ambos os líderes concordaram que chegou a hora desta dança terminar. Ainda que muito mais seja preciso para se chegar a um acordo aceitável, isto já é algum progresso. Leia mais sobre Acordo Climático
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23/09/2009 08:19 AM
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