New York Times
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Mesquita gera disputa em península do Mar Negro
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SIMFEROPOL, Ucrânia - Pedaços grossos de pedra calcária, milhares delas, estão espalhadas em montes em um terreno da orla marítima de Simferopol, na Ucrânia, onde seria construída uma das maiores mesquitas da Europa.Mas a única alma por perto é um vigia hospedado em uma barraca, que cuida do que parece ser mais um projeto grandioso abandonado por causa da crise financeira.
Mas a dificuldade do projeto não teve nenhuma relação com dinheiro.
Isto é perceptível nos pedaços de pedra calcária, muitos dos quais foram trazidos ao terreno em protesto e marcados com os nomes de pessoas que viveram aqui na Península de Crimeia, mas foram deportadas por Stalin e nunca mais voltaram.
"De cada muçulmano, uma pedra", afirmou Refat Chubarov, o líder Tatárico de Crimeia, concedendo uma excursão improvisada do terreno deserto.
A mesquita, que teria espaço para milhares de fieis, foi aprovada em 2004 por oficiais locais. Mas em 2008, a assembleia municipal de Simferopol recusou a concessão da aprovação necessária para o projeto citando preocupações ambientais porque o local fica próximo a um reservatório.
A assembleia municipal, que é controlada por russos, disse que sua posição não foi influenciada por hostilidade étnica ou religiosa.
Mas os líderes Tatáricos dizem simplesmente que os políticos locais não queriam uma mesquita proeminente em Simferopol.
Os Tatáricos, que habitaram Crimeia durante séculos, foram deportados em maio de 1944 por Stalin, que os acusou de colaborar com os nazistas (alguns colaboraram, mas a maioria não).
A população inteira da tribo Tatárica, mais de 200 mil pessoas, foi transportada em condições brutais milhares de milhas de distância até o Uzbequistão e outros países. Muitos morreram, no caminho ou assim que chegaram ao seu destino.
Os soviéticos confiscaram suas casas, destruindo suas mesquitas ou usando-as como armazéns.
Apenas depois da perestroika, no final dos anos 1980, a maioria dos Tatáricos pode voltar, uma migração que continuou depois que a Ucrânia se tornou independente com o colapso soviético em 1991.
Mais de 250 mil Tatars vivem agora em Crimeia, cerca de 13% de sua população de 2 milhões de pessoas.
A situação é complicada pelo Estado político de Crimeia, que preferiria se separar da Ucrânia e fazer parte da Rússia.
Os Tatáricos têm laços melhores com o governo ucraniano e são vistos pelos nacionalistas russos de Crimeia como representantes de Kiev. O três lados disputam poder na península e a mesquita é um de seus focos.
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30/10/2009 09:48 AM
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Escolas americanas proíbem fantasias assustadoras durante o Halloween
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LOS ANGELES - A mítica personagem Little Bo Peep seria aprovada para o desfile de Halloween da Escola Primária Riverside Drive nesta sexta-feira, mas o cajado que ela usava para controlar suas ovelhas teria que ficar de fora. Revólveres, punhais e outras armas de brinquedo há muito foram proibidas das fantasias autorizadas por muitas escolas para o Halloween.
Mas em algumas salas de aula do país, a interpretação do que é assustador demais - ou ofensivo, nojento e triste - também levou a uma abundância de precauções e algumas proibições.
Em uma escola distrital de Illinois, os alunos são encorajados a optar por fantasias de personagens históricos ou guloseimas, ao invés de vampiros ou zumbis.
No Texas, uma escola emitiu sugestões para "fantasias positivas" para o baile anual do Halloween.
 Gráfico mostra o que pode e o que não pode na festa de Halloween / Reuters
Em Riverside Drive, uma escola pública do Vale San Fernando, em Los Angeles, o desfile do Halloween tem regras específicas sobre o que pode ou não ser usado como fantasia.
Um comunicado a respeito das fantasias corretas foi enviado aos pais contendo os seguintes pontos:
- Elas não podem representar gangues ou personagens de terror, ou assustar. - Máscaras podem ser usadas apenas durante o desfile. - As fantasias não podem rebaixar nenhuma raça, religião, nacionalidade, deficiência ou sexo. - Unhas postiças estão proibidas. - Nenhuma arma, mesmo que seja falsa. - Os alunos devem usar sapatos.
As crianças de Joel Bishoff poderão participar. Sua filha da segunda série será Dorothy (não a bruxa!) de "O Mágico de Oz", enquanto seu filho da quinta série será uma caixa de cereais Wheaties.
"Eu não sei o que gerou este comunicado", disse Bishoff. "Mas talvez seja uma reação a anos passados. Às vezes as crianças usam aquelas máscaras de 'O Grito', mas geralmente nada muito ensanguentado ou assustador. Quer dizer, os pais devem saber o que se pode ou não vestir. A questão é, se os pais são burros o suficiente para enviar as crianças à escola com máscaras de hóquei como Jason, eles provavelmente serão burros o suficiente para não ler este comunicado".
Jennifer Kessler, a diretora da escola Riverside Drive, não retornou ligações pedindo uma explicação sobre a nova política.
A escola Riverside Drive vai além das diretrizes do sistema educacional de Los Angeles, criadas alguns anos atrás, afirma Mônica Carazo, porta-voz do sistema.
As diretrizes desencorajam armas falsas, fantasias que zombem de raça ou gênero e qualquer coisa muito sensual - empregadas francesas estão explicitamente proibidas.
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30/10/2009 09:31 AM
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Editorial: Obama visita base aérea para homenagear mortos de guerra
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Em sua missão noturna para homenagear os mortos de guerra, o presidente Obama fez mais do que estender pessoalmente as condolências da nação às famílias reunidas na Base Aérea de Dover, em Delaware.Sem proferir uma palavra pública, Obama apagou as vergonhosas tentativas do presidente George W. Bush de esconder a dor da guerra do povo americano e proteger a si mesmo de prestar tributo público aos milhares que morreram no Iraque e Afeganistão.
 Obama presta homenagem a soldado morto no Afeganistão / AP
A necessária demonstração de gratidão e lamento nacional por parte do primeiro comandante das Forças Armadas reacendeu um ritual solene que o país deve prestar aos filhos e filhas em uniforme que se sacrificaram em guerra.
O presidente restabeleceu uma tradição pós-Vietnã, que incluiu os abraços gráficos e palavras de conforto concedidos pessoalmente pelo presidente Ronald Reagan às famílias dos 241 soldados, marinheiros e fuzileiros navais que morreram no bombardeio do acampamento dos fuzileiros navais 26 anos atrás, no Líbano.
A política da era Bush proibia qualquer cobertura da mídia a respeito do retorno dos corpos dos soldados mortos em combate e não permitia mostrar o presidente no mesmo enquadramento de câmera que os dolorosos caixões cobertos com bandeiras dos Estados Unidos.
Sob o comando de Obama, o Pentágono reverteu esta política em fevereiro. Na quinta-feira, o próprio presidente deu o próximo passo necessário.
Ele saudou silenciosamente na escuridão da madrugada os restos mortais de 18 americanos mortos esta semana no Afeganistão conforme eram transferidos de um avião militar. Ele passou cerca de duas horas em particular com as famílias em luto.
Uma delas permitiu que a mídia mostrasse à nação a chegada dos restos mortais de seu ente querido diante do presidente e de outras autoridades.
Em poucos minutos, é claro, os blogueiros reagiram. Alguns mostravam gratidão. Outros, revolta com o que qualificaram como uma oportunidade para fotografias que almejam convencer a opinião pública, mesmo conforme eles próprios cobram que o presidente se apresse em decidir se irá enviar mais soldados ao Afeganistão.
O verdadeiro custo de uma guerra nunca deve ser negado por um país ou seu líder. A homenagem de Obama foi inteiramente apropriada no momento em que ele enfrenta a necessidade de tomar uma decisão sobre o que fará a seguir no Afeganistão. É uma pena que o presidente Bush nunca tenha ousado fazer o mesmo.
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30/10/2009 09:27 AM
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Em campo, dois objetivos: igualdade e um Estado reconhecido
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AL RAM – Dada a pura euforia da torcida, as bandeiras balançando e o hino cantado pela multidão amontoada no estádio de futebol em uma cidade da Cisjordânia, que do contrário estaria monótona, alguém poderia pensar que um Estado palestino acabara de ser fundado. | NYT |  | | Jogadora da Jordânia cabeceia a bola em jogo contra palestinas | Os palestinos estavam jogando contra os jordanianos. Mas mais significativo ainda era que as equipes eram femininas e, para o lado palestino, essa era a primeira partida internacional jogada a céu aberto. Em frente a uma multidão de berros de ao menos dez mil pessoas – dos quais cerca de três quartos eram mulheres e um quarto, igualmente entusiasmado, eram de homens – a equipe das mulheres palestinas transmitiam uma sensação coletiva de conquista que iludiu seus compatriotas masculinos por um bom tempo. Com a estagnação do processo de paz e a política palestina dividida, a atmosfera geralmente é pesada. Apesar disso, o jogo se tornou um exuberante carnaval de libertação social e orgulho nacional. A linha entre as duas buscas por igualdade e um Estado reconhecido se tornou cada vez mais turva conforme as mulheres corriam atrás da bola. “Na nossa cultura”, disse Rukayya Takrori, 50, técnica da equipe palestina, “as mulheres trabalham lado a lado com os homens em campos e fábricas. Eles lutam juntos, manifestam-se juntos. Algumas vezes, ela substitui o lugar do homem, porque ele está na cadeia ou nas montanhas se escondendo”. Esse jogo, de acordo com ela, mostrou que “as mulheres palestinas podem fazer qualquer coisa – até mesmo jogar futebol”. Em Al Ram, ao norte de Jerusalém, os sinais da ocupação israelense nunca estão muito distantes. O estádio se localiza a um quarteirão da barreira de separação entre Israel e Cisjordânia. Apesar de ser majoritariamente formada por uma cerca de arame farpado e valas, nesse ambiente urbano ela toma a forma de um muro de concreto alto e aparentemente infinito. Para entrar em Jerusalém, moradores da Cisjordânia devem ter permissão especial e passar por um ponto de inspeção próximo a Kalandia, que é cinza, parecido com uma prisão com catracas e torres em sua travessia. No domingo, um segurança israelense em seu posto no local foi esfaqueado e ferido por uma jovem palestina. Mas no jogo de futebol de segunda-feira, os palestinos vieram juntos em uma tentativa mais pacífica pela causa. Apesar de não ter cunho partidário, o evento claramente tinha o símbolo do acampamento não-islâmico que prevalece na Cisjordânia. Zelando pelos jogadores da partida, havia grandes pôsteres do líder palestino Yasser Arafat e seu sucessor, Mahmoud Abbas. E duas imagens do Rei da Jordânia Abdullah 2º foram colocadas às pressas. Diversos dignitários estiveram presentes, incluindo o premiê da Autoridade Palestina, Salam Fayyad. | NYT |  | | Torcida agita bandeiras em jogo entre palestinas e jordanianas | A FIFA, organização internacional que controla o futebol, também mandou um representante, em uma saudação ao compromisso palestino com o esporte. A maioria das mulheres jogava com a cabeça descoberta, apesar de uma palestina e algumas jordanianas usarem hijabs (pano que cobre parte superior do peito, pescoço e cabeça) e uma malha justa por baixo dos shorts. A capitã da equipe palestina, Honey Thaljieh, 24, é uma cristã de Belém. A jogadora mais nova, Ava Khatib, 14, é uma muçulmana de um campo de refugiados próximo a Jericó. Para uma sociedade palestina dividida e variada, prevaleceu uma harmonia incomum. “Não há política envolvida”, disse Nur Nabulsi, 17, membro da equipe palestina. “Nós jogamos apenas pela Palestina”. As mulheres encontraram um improvável campeão em Jibril Rajoub, presidente da Associação Palestina de Futebol e ex-chefe do antes temido dispositivo de Segurança Preventiva na Cisjordânia.
Em uma entrevista em Ramallah, dias antes do jogo, ele disse que havia marcado um ponto durante sua carreira ao promover as mulheres. Ele disse que como chefe de segurança, abriu todos os departamentos para receber recrutas femininas. “Eu apaguei para sempre a ideia de que as mulheres seriam apenas secretárias”, declarou. Logo depois, ao tomar o controle da associação de futebol em maio de 2008, ele criou uma liga feminina. O resultado do jogo de segunda-feira não é importante, disse ele, acrescentando que “para mim, é um evento histórico”. Rajoub quer que autoridades americanas de futebol mandem a equipe para jogar na Cisjordânia. Ele diz que seria mais eficiente para ganhar os corações e mentes dos dos palestinos do que as repetidas visitas de George J. Mitchell, enviado especial de Obama para o Oriente Médio. O esporte, diz Rajoub, é a “forma correta de mostrar que buscamos a paz e a independência. Nós somos embaixadores pacíficos de nossa causa”. Ao ser questionado sobre jogar contra os israelenses, Rajoub disse que seria “prematuro dialogar dessa forma”. Os jogadores em campo, segundo ele, podem se encontrar em diferentes circunstâncias no posto de inspeção, no outro dia. Conforme o jogo acontecia, mais milhares de homens palestinos enchiam o telhado observando o estádio, pressionados contra a cerca. A primeira metade terminou mal: 1 a 0 para a Jordânia, após as palestinas errarem o lado e marcarem em seu próprio gol. O jogo foi difícil para as duas equipes. Duas jordanianas foram carregadas em macas para fora do campo, e as palestinas bateram dois pênaltis por causa das faltas das jordanianas. Terminou em um disputado 2 a 2. O resultado foi um bônus para as palestinas, que tinham expectativas mais modestas. “É bom para nós”, disse Takrori, técnica da equipe, após o jogo. “Não acreditávamos que íamos fazer gol”.
Por ISABEL KERSHNER
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29/10/2009 08:54 PM
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Liberdade do FBI para recolher informações preocupa defensores da privacidade
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WASHINGTON – Quando um jovem de Minneapolis, nos EUA, descendente de somalis, cometeu um ataque suicida na África em outubro de 2008, o FBI começou a investigar se um grupo islâmico somali o teria recrutado em solo norte-americano.
| NYT |
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| Valerie Caproni, conselheira-geral do FBI |
Ao invés de coletar informações apenas sobre pessoas que tinham pistas ou ligações com o jovem, os agentes foram mais além, ao investigar comunidades somalis, incluindo de Seattle a Columbus, em Ohio.
A operação estava entre os primeiros maiores esforços da segurança nacional após setembro de 2008, quando a administração Bush afrouxou algumas regras domésticas na compilação de informações feita pela inteligência.
A interpretação do FBI para essas regras foi recentemente levada a público quando foi divulgado, em resposta à ação judicial de Liberdade de Informação, seu “Guia de Operações e Investigações Domésticas”. A revelação do manual abriu uma ampla visão principalmente sobre a forma como foi concedido aos agentes um grande poder na era pós 11 de setembro.
Ao procurar revisar as regras, a agência disse que precisava de mais flexibilidade para caçar possíveis terroristas nos EUA. Uma das mudanças estabelece menos limites para iniciar uma investigação de uma pessoa ou grupo que seja considerado uma possível ameaça para a segurança. A outra permite que agentes usem a etnia ou religião como um fator de critério – mesmo não sendo o único – ao selecionar os subjugados à investigação.
Essas regras, além de outras, agitaram defensores da privacidade.
“Isso levanta questões fundamentais sobre se a agência de inteligência doméstica pode proteger as liberdades civis, se eles sentem que tem o direito de coletar extensas informações particulares sobre pessoas as quais eles nem possuem suspeitas de agir incorretamente”, disse Mike German, ex-agente do FBI que agora trabalha para a American Civil Liberties Union (União das Liberdades Civis Americanas).
Explicações
Mas Valerie Caproni, conselheira-geral do FBI, disse que a agência tem seguranças adequados para proteger as liberdades civis ao procurar por pessoas que podem ser uma ameaça.
“Aqueles que dizem que o FBI não deveria recolher informações sobre uma pessoa ou grupo a menos que houvesse uma razão específica para suspeitar que ele representasse perigo, seriamente errariam o alvo”, disse ela. “O FBI recebeu ordens de que devemos determinar quem representa uma ameaça à segurança nacional – não simplesmente investigar pessoas que apareçam na tela de nosso radar”.
O manual autoriza os agentes a abrir uma “avaliação” para buscar por informações “proativamente” sobre se as pessoas ou organizações estão envolvidas em ameaças de segurança nacional.
Os agentes devem começar essas avaliações contra o alvo sem uma justificação factual em particular. A base para esse interrogatório “não pode ser arbitrária ou por especulações infundadas”, mostra o manual, mas o padrão é “difícil de definir”.
Privacidade
As avaliações permitem que os agentes usem técnicas virtualmente intrusivas, como mandar informantes secretos para organizações infiltradas, além de perseguir e fotografar o alvo em público.
Anteriormente, os agentes do FBI tinham poderes similares quando investigavam possíveis atividades criminais. Mas até as mudanças recentes, foram exigidas razões maiores para se usar os poderes nas investigações da segurança nacional, porque recebiam menos supervisão judicial.
Se os agentes descobrirem que algo específico parece irregular, eles podem começar uma investigação “preliminar” ou completa e usar técnicas adicionais, como escutas telefônicas. Mas mesmo se os agentes não encontrarem nada, a informação pessoal coletada durante as avaliações podem ser guardadas nos dados do FBI, de acordo com o manual.
Ao selecionar os alvos, os agentes têm permissão para considerar sua posição política ou religião como critério. O manual diz aos agentes para não empreenderem perfis raciais, mas os autoriza a levar em conta um “comportamento étnico relevante e específico” e “identificar locais de concentração de comunidades étnicas”.
Farhana Khera, presidente dos Defensores Muçulmanos, disse que o FBI incomodava muçulmano-americanos selecionando-os para uma avaliação minuciosa. Seu grupo estava entre aqueles que processaram o FBI pedindo a divulgação do manual.
“Mesmo nos últimos meses, vimos revelações do FBI indo a mesquitas – não onde eles tivessem uma razão específica para acreditar que houvesse ação criminosa, mas agindo como ‘agentes provocadores’, que tentam incitar jovens indivíduos a se unirem a supostas organizações terroristas”, disse ela. “Achamos que o FBI deveria se concentrar em perseguir líderes verdadeiros ao invés de colocar comunidades inteiras sob seus microscópios”.
Racismo
Caproni, advogada do FBI, negou que a agência empreende perfis raciais. Ela mencionou a busca por pistas do grupo somali, Al Shabaab, ligado ao jovem de Minneapolis para ilustrar por que o manual permite que agentes levem em consideração a etnia ao decidir onde procurar. Nesse caso, a agência se preocupou com que outros jovens pudessem retornar da Somália para realizar operações domésticas.
Em setembro de 2008, o procurador-geral, Michael B. Mukasey, divulgou as novas regulamentações do FBI, expandindo as mudanças feitas por seu predecessor, John Ashcroft, após os ataques de 11 de setembro. A agência completou o manual com a implementação das instruções de Mukasey, em dezembro passado.
Não há sinais de que o procurador-geral atual, Eric H. Holder Jr., planeje retroceder nas mudanças. Uma porta-voz disse que Holder estava monitorando-os “para ver o quão bem eles trabalham” e faria melhoras se necessário.
Manual
No entanto, o FBI está revisando o manual. Caproni disse que ela estava tomando parte em encontros semanais de alto nível para avaliar as sugestões dos agentes e especialistas sobre as 20 mudanças. Houve muitas propostas pedindo maior flexibilidade. Por exemplo, alguns agentes disseram que as exigências para registrarem nos computadores do FBI todas as avaliações, não importando o quão secundárias fossem, gastava tempo demais. Mas Caproni disse que a regra ajudava na supervisão e não seria mudada.
Ela também disse que o FBI leva muito a sério seu dever de proteger a liberdade ao mesmo tempo em que previne ataques terroristas. “Eu não gosto de nos ver como uma agência de espiãos, porque isso me deixa realmente nervosa”, disse ela. “Não queremos viver em um ambiente onde as pessoas nos EUA pensam que o governo os está espionando. Seria um lugar opressivo para se viver e não queremos morar em um país assim”.
De acordo com ela, o público deveria entender que o FBI está buscando se tornar uma agência conduzida pela inteligência, que possa descobrir a melhor forma de implantar seus agentes de uma maneira à frente de possíveis ameaças.
“E para fazê-lo”, disse ela, “precisamos de informação”.
Por CHARLIE SAVAGE Leia mais sobre FBI
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29/10/2009 07:19 PM
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Quando uma plástica precisa de correção
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Nenhuma operação plástica para o tempo, portanto o envelhecimento continua, mesmo que um paciente satisfeito opte por fazer outras cirurgias algumas décadas depois. Mas e se a sua operação plástica nunca o agradar, não por causa de complicações ou de cicatrizes monstruosas, mas simplesmente por causa da estética?Talvez a técnica do seu primeiro cirurgião não tenha resultado apenas em uma mandíbula mais delineada, mas também em uma pele e boca esticadas. Ou seu nariz já não tem aquela certa saliência, mas após a cirurgia ficou assimétrico.
Atualmente, existe tamanha quantidade de pacientes descontentes com o resultado de suas cirurgias plásticas que muitos médicos passaram a comercializar as cirurgias de correção, conhecidas nos Estados Unidos como re-do.
Não é difícil encontrar websites de cirurgiões que descrevem em detalhes como um nariz assimétrico ou uma plástica insatisfatória podem ser corrigidos.
No mês passado, Dr. Sam T. Hamra, cirurgião de plástico em Dallas, publicou o livro "The Facelift Letdown: When Results Don't Meet Expectations" (O Desapontamento da Cirurgia Plástica: Quando Resultados não Correspondem às Expectativas, em tradução livre) para armar os pacientes com informações para que eles possam articular melhor seus desejos a seus médicos e evitar o descontentamento após a cirurgia.
Nenhuma organização acompanha quantos procedimentos são feitos para corrigir as cirurgias cosméticas. (Para complicar a situação, alguns médicos retocam seus próprios trabalhos caso não atinjam as expectativas de seus pacientes.)
Na atual situação econômica, a cirurgia cosmética está em baixa, e o retoque em pacientes infelizes também passa por dificuldades. Mas médicos que fazem muitos retoques de operações plásticas como lifting e nariz (dois re-dos muito comuns) dizem que demanda por este tipo de operação ainda é alta.
Os motivos variam, dependendo do procedimento. Por exemplo, a rinoplastia é difícil porque os cirurgiões não têm como controlar a cicatrização e a qualidade dos materiais. A cartilagem pode ser muito grossa ou muito fina; a pele pode enrugar em cima de um nariz recentemente refeito e não obedecer à mão do cirurgião.
"É uma operação difícil com muitas variáveis", explica o Dr. James C. Grotting, editor do livro de ensino "Reoperative Aesthetic and Reconstructive Plastic Surgery" ( Cirurgia Plástica Estética e Reconstrutiva, em tradução livre). "Portanto, mesmo nas melhores mãos, de especialistas em rinoplastia", segundo ele, ainda há "uma taxa de retoque de até 20%".
Hoje em dia a propaganda cria expectativas irreais, disse Grotting, cuja consultório fica em Birmingham, Alabama. A ideia de que uma cirurgia plástica pode ser rápida, simples, indolor, "todas estas frases comerciais são usadas em peso para convencer os pacientes", ele disse.
Quando o assunto é cirurgia plástica, disse Hamra, o "paciente sempre tem razão". "Se um cirurgião não der o que o paciente quer, outro dará", ele disse.
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29/10/2009 03:28 PM
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Escassez de vacinas é teste para gestão Obama
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WASHINGTON - No momento em que um novo vírus da "gripe suína" surgiu no México na primavera passada, o presidente Barack Obama instruiu seus principais conselheiros para que esta gestão não fosse pega de surpresa caso houvesse uma pandemia.
| AP |
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Americanos fazem fila para receber vacina em Illinois |
Agora, apesar de meses de planejamento e preparativos, a escassez de vacinas ameaça arruinar a confiança pública no governo, criando um teste público para a competência de Obama.
A falta de vacinas, causada pela demora no processo de fabricação, colocou o presidente na exata situação que ele buscava evitar - na qual a resposta do governo é questionada.
Ciente de que o presidente seria julgado pela forma como lidasse com a sua primeira grande emergência doméstica, a gestão Obama tem poucas opções.
Um novo website foi criado para informar sobre o vírus H1N1 - Flu.gov. Vários exercícios de simulação foram realizados incluindo autoridades sanitárias e membros da mídia.
Propagandas de serviço público foram solicitadas, contendo personagens do programa "Vila Sésamo", que cantam a respeito da "forma correta de se espirrar".
O presidente adicionou à sua agenda diária de inteligência dados sobre a "gripe suína" e pediu que os americanos lavem as mãos.
Anteriormente, Obama pediu a seus assistentes que "aprendessem com erros do passado", disse John O. Brennan, conselheiro de segurança nacional que tem coordenado os preparativos contra a gripe.
Obama e seus principais assistentes estudaram surtos recentes da gripe, incluindo um de 2004, quando a escassez de vacinas criou um problema político para o então presidente George W. o Bush, e outro em 1976, quando o presidente Gerald R. Ford solicitou uma campanha de vacinação em massa contra uma epidemia que nunca se materializou - e foi criticado por isto.
Em junho, Obama convidou veteranos do projeto de 1976 para uma reunião e perguntou qual deveria ser sua postura. "Nós falamos de forma realista", disse Dr. David Mathews que foi o secretário da Saúde de Ford, "sobre a tênue linha entre responder à ameaça e mostrar às pessoas que ele se importa, e que o governo federal está cuidando do problema, e não gerar temores infundados ou respostas irracionais".
Mathews aconselhou Obama: "Você tem que estar disposto a receber as críticas por estar preparado demais, porque não há nenhuma defesa quando não se está preparado"
Agora, com o vírus H1N1 presente em 46 Estados, os peritos de saúde pública e senadores estão dando à gestão avaliações tanto positivas quanto negativas.
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29/10/2009 03:19 PM
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Editorial - A contínua agonia dos bancos
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Não chega a ser uma surpresa que o banco GMAC tenha voltado a rodear o governo em busca de mais dinheiro dos contribuintes. O GMAC está em dificuldades por causa de uma série de empréstimos ruins e a ruína de sua impensada tentativa de se aventurar no financiamento hipotecário no momento da bolha do setor de imóveis.Depois que o governo realizou testes de pressão nos bancos em maio do ano passado, o GMAC foi a única grande instituição que não pôde conseguir o capital que disse necessitar.
Ainda assim, o GMAC volta ao público - esperando conseguir até US$ 5.6 bilhões além dos US$ 12.5 bilhões que recebeu desde dezembro - e isto deve servir para lembrar que grande parte do sistema bancário americano não está nem perto de onde precisa estar apesar dos bilhões de dólares investidos pelo Tesouro.
Se a estratégia do governo federal em resgatar os bancos buscava ajudá-los a retomar o empréstimo aos consumidores e negócios americanos, ela ainda não funcionou.
A péssima condição do GMAC é uma péssima notícia para Main Street. A instituição é a principal fonte de financiamento às revendedoras da General Motors e Chrysler de todo o país. Isto significa que o GMAC provavelmente irá conseguir o dinheiro adicional que precisa pela mesma razão pela qual o governo resgatou as automobilísticas e então lhes concedeu os lucros da iniciativa de troca de veículos antigos: muitos empregos do setor estão em risco.
Mas o GMAC não é a única instituição financeira em dificuldade no país. O Bank of America relatou perdas de US$ 1 bilhão no último trimestre e ainda não se recuperou, arrastado por seu enorme portfólio de empréstimos ruins.
O Citigroup confiou em manobras de contabilidade e em uma decisão duvidosa de armazenar poucas reservas contra possíveis perdas de empréstimo para conseguir um lucro de US$ 100 milhões.
O simples fato de as preocupações destes bancos ainda existirem acontece por causa da disposição do governo em lhes conceder dinheiro. O que não é o suficiente.
Os bancos que têm possibilidades financeiras - como o Goldman Sachs e o JPMorgan Chase, que tiveram lucros combinados de quase US$ 7 bilhões no terceiro trimestre - não estão ganhando seu dinheiro através de empréstimos. Eles estão conseguindo isto através da negociação de complexos produtos financeiros que poucas pessoas entendem. Enquanto isso, setores da economia estão sem crédito.
O crédito ao consumidor por bancos comerciais permaneceu em US$ 834 bilhões em agosto - cerca de US$ 45 bilhões a menos que no final do ano passado.
O financiamento empresarial não está melhor. Os enormes empréstimos comerciais e industriais caíram para US$ 1.411 trilhões em setembro, ou US$ 170 bilhões a menos que um ano antes. Os documentos negociáveis emitidos por instituições não financeiras despencaram 40% no último ano.
Novamente, isto não é o suficiente. É impossível haver recuperação econômica enquanto o crédito estiver assim. Para que a estratégia financeira da gestão Obama seja um sucesso, os bancos precisam fazer mais do que sobreviver. Eles precisar voltar a financiar.
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29/10/2009 03:03 PM
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Indícios de extremismo aparecem no código penal da Indonésia
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BANDA ACEH – Sob a lei islâmica, ou Sharia, a política religiosa administra o poder público no que diz respeito a assuntos como jogos de azar, prostituição e casos ilícitos. Mas, sob um novo código criminal islâmico que entra em vigor neste mês, a polícia que executa essa lei empregará uma ameaça nova e mais forte: morte por apedrejamento em casos de adultério.
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Integrante feminina da polícia da Sharia repreende homens por comerem na hora da oração de sexta-feira |
A maior parte da Indonésia ainda faz jus à sua reputação de ter um islã moderado e tranquilo, e os partidos islâmicos sofreram grandes perdas nas eleições nacionais deste ano. Mas a forma como Aceh partiu da lei básica do islã para a aprovação do apedrejamento em poucos anos, mostra como uma minoria pequena e radical consegue ter domínio sobre o poder local e nacional ao intimidar políticos e religiosos moderados.
Apesar de ser extremista, Aceh não é um caso isolado. Nos últimos anos, como parte da descentralização do poder de capital, Jacarta, ao menos 50 governos locais usaram a nova autoridade para aprovar regulamentações com base na Sharia, levando em consideração a conduta e vestimenta. No entanto, nenhum deles havia ido tão longe quanto Aceh ao lidar com assuntos penais.
A maioria dos especialistas e defensores dos direitos humanos acredita que a regulamentação discrimina a minoria não-muçulmana e contradiz a constituição do país, que garante liberdade de religião. Mas o governo do presidente Susilo Bambang Yudhoyono – ex-general moderado cujas credenciais muçulmanas já foram questionadas diversas vezes por oponentes políticos – não as contestou. Na verdade, ele apoiou as leis com base moralistas, algo que agradou seus aliados muçulmanos conservadores, mas irritou os defensores dos direitos humanos.
O presidente ainda deve comentar sobre os suprimentos e preparações para o apedrejamento, deixando para seus partidários as críticas silenciosas e claramente esperando que o Parlamento de Aceh o rejeite. O governador de Aceh disse que ele se recusará a realizar apedrejamentos, e mesmo defensores do método reconhecem que a punição será extremamente difícil de ser aplicada por razões práticas e teológicas. No entanto, o governador não tem poder de veto e a medida pode permanecer nos livros.
Isso seria um constrangimento para Yudhoyono, que busca firmar o posicionamento internacional da Indonésia. Se os legisladores de Aceh falharem em recusar o apedrejamento, o governo central poderia ser forçado a tomar um curso potencialmente divisório ao protestar na corte contra a aplicação local da Sharia, que havia ganhado ampla aceitação no país.
Aceh já foi muito conhecida como “o quintal de Meca”, porque os indonésios costumavam viajar ao local para então embarcar ao navio com destino à cidade para a tradicional peregrinação a Meca, ou peregrinar à Arábia Saudita, berço do islamismo. A identidade própria de Aceh, se vinculada ao islã, sempre foi de alguma forma separada do resto da Indonésia. As forças locais lutaram por autonomia, seja na época dos colonizadores holandeses ou contra as regras militares de Suharto há três décadas, sempre exigindo liberdade para executar a Sharia.
| NYT |
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Policiais da brigada feminina responsáveis por executar a Sharia, em Banda Aceh |
Então, quando os separatistas de Aceh e o governo central entraram em um acordo de paz na última década, Aceh ganhou semi-autonomia e o direito de impor a Sharia. As autoridades começaram a colocá-la em prática em 2001, ampliando-a e reforçando-a de tempos em tempos com revisões legais. A política responsável por executar a Sharia, oficialmente conhecida como “wylayatul hisbah”, ou a patrulha do vício e da virtude, começando a operar em 2005 com 13 oficiais e agora possui 62, incluindo 14 mulheres.
O parlamento da província de Aceh começou a considerar um código criminal mais compreensivo no começo deste ano, no começo os políticos e clérigos concordaram em diferir a questão do apedrejamento, o qual eles, no geral, consideraram uma punição especificada no Alcorão para o adultério.
Mas alguns legisladores, aparentemente aliados aos clérigos radicais, pressionaram por sua inclusão no último minuto, disseram legisladores atuais e outros que já saíram do cargo. Com medo de serem mal-afamados entre os muçulmanos, mesmo os legisladores com reservas endossaram a lei, disseram eles. Seis dos sete partidos representados no parlamento votaram a favor da lei. O que não votou – o Partido Democrata, que também o de Yudhoyono – meramente se absteve.
“Nós nunca dissemos abertamente que éramos contra o apedrejamento”, disse Yusrizal Ibrahim, 49, membro do Partido Democrata que estava no cargo de legislador até o mês passado. “Apedrejamento é parte da Sharia, e ao votar contra, pareceria que somos contra o islã”.
Mas mesmo a abstenção dos membros locais foi repreendida por uma alta autoridade em Jacarta. “Ele nos disse que se não tinha nenhum outro partido se opondo, deveríamos ter seguido todos”, disse Ibrahim.
Ele acrescentou que acredita que o “apedrejamento é contra os direitos humanos”. Mas disse que nunca “ousaria dizer isso tão explicitamente ao parlamento” por medo de ser rotulado como “infiel”.
Muhamad Nazar, vice-governador de Aceh, disse esperar que um novo parlamento – formado por mais moderados – revisasse o código criminal.
Mas novos legisladores entrevistados disseram estar relutantes em abordar esse tópico delicado. Adnan Beuransah, 50, do Partido Aceh moderado, agora dominante no parlamento, disse que o assunto era uma “bomba-relógio”.
“Não diremos se nos opomos ao apedrejamento ou não”, disse Beuransah. “Ao invés disso, nos concentraremos na educação, saúde e assuntos mais importantes”.
Por NORIMITSU ONISHI
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28/10/2009 09:31 PM
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Intenções da Turquia preocupam países ocidentais
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ISTAMBUL – Com a possibilidade de a Turquia se unir à União Europeia se tornando mais elusiva e pelo fato de o país estar se aproximando de países muçulmanos cada vez mais vigorosamente, não visto em anos, uma questão antiga está incomodando os EUA e a Europa: será que esse secular país muçulmano está se tornando mais Oriental ao invés de Ocidental? | NYT |  | | Presidente Barack Obama em visita ao presidente turco Abdullah Gul em Ankara, na Turquia, em abril | Quando o presidente Barack Obama visitou a Turquia em abril – um gesto simbólico que delineou a importância fisicamente estratégica do país –, ele enfatizou que o papel do país como ponte entre o Ocidente e o Oriente, reconhecendo sua mediação no conflito árabe-israelense e colocou um peso sólido no caso de a Turquia se tornar parte da União Europeia. Agora, seis meses depois, algumas pessoas em Washington e Bruxelas estão questionando a segurança caso tenham o país como aliado, e muitos turcos estão se perguntando se deveriam rejeitar a União Europeia antes que o bloco os rejeite. Críticas Temores de que a Turquia esteja deixando de lado a função de construir uma ponte entre as regiões aumentaram neste mês, quando seu governo cancelou o treinamento da Força Aérea com Israel. Essa medida enfraqueceu ainda mais os laços desgastados em janeiro, quando o primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan criticou o presidente de Israel, Shimon Peres, por causa da guerra em Gaza, diante dos líderes mundiais em Davos, na Suíça. Altas autoridades da Turquia dizem que Erdogan, que mediava o diálogo entre a Síria e Israel apenas algumas semanas antes do conflito eclodir em Gaza, se sentiu pessoalmente traído pela agressão israelense e pelo que ele chamou de assassinatos desnecessários de inocentes muçulmanos. Além disso, segundo alguns diplomatas ocidentais, o país está apresentando insinuações alarmantes em relação ao Irã.
Quando o resultado oficial da eleição presidencial iraniana foi anunciado em junho, a Turquia foi um dos primeiros países a parabenizar o presidente Mahmoud Ahmadinejad por sua reeleição. Na terça-feira, durante uma visita a Teerã, Erdogan disse que o Ocidente estava aplicando medidas distintas na pressão sobre o Irã quanto ao programa nuclear. “Aqueles que estão falando sobre o desarmamento nuclear mundial deveriam primeiro começá-lo em seus países”, disse ele. O presidente da França Nicolas Sarkozy se opôs ferrenhamente à integração turca à União Europeia, argumentando que o país não é geograficamente parte da Europa. A chanceler alemã Ângela Merkel expressou reservas similares. Muitos turcos interpretaram a rejeição como um significado de que não são bem-vindos por terem uma grande população muçulmana. Em um encontro em Istambul sobre as relações turcas com seus vizinhos na semana passada, o representante Robert Wexler, presidente do subcomitê europeu do Congresso, disse: “você não imagina por que a Turquia está interessada em diferentes possibilidades? Olhe para sua própria atitude e comportamento, Europa.” Fatores Outros especialistas dizem que os fatores culturais e econômicos também são responsáveis por impulsionarem o país nessa direção. Ersin Kalaycioglu, professor de ciências políticas na Sabanci University, apontou que a crise financeira global contraiu as economias européias, levando a Turquia, uma grande exportadora, a buscar diferentes mercados. Além dele, outros também sugeriram que os líderes do Partido Justiça e Desenvolvimento (AKP, no idioma original), - partido conservador com raízes muçulmanas, no governo atual – se sentiram mais seguros em Riyadh, Damasco e Bagdá do que em Paris, Londres ou Roma. Mesmo um colapso parcial dos diálogos com a União Europeia teria conseqüências abrangentes. A Turquia é um aliado indispensável para os EUA e a Europa. Ela faz fronteira com o Irã, Iraque e Síria. Além disso, é um poderoso símbolo da compatibilidade entre democracia, capitalismo e islamismo. Localizada entre o Oriente Médio e a ex-União Soviética, ela tem uma importância estratégica vital na rota de gás natural. E também tem grande influência sobre o Afeganistão e é um líder regional no Cáucaso. Obstáculos Contudo, as negociações com a União Europeia estão em um estado precário. Conversas sobre diversos temas foram prejudicadas por causa de sua longa disputa com o Chipre. Pela primeira vez em anos, figuras importantes nos estabelecimentos de negócios, que sempre incentivaram um caminho para essa integração à União Europeia, estão questionando a prudência de continuar negociando um processo que parece não ter fim. “Nós turcos somos uma nação orgulhosa e não queremos entrar em uma casa onde fomos convidados, mas que os hóspedes ficam batendo a porta na nossa cara”, disse Hasan Arat, um executivo de uma grande empresa de desenvolvimento de bens imobiliários turca. | AP |  | | Presidente iraniano Mahmoud Amadinejad recebe premiê turco Erdogan em Teerã, na terça-feira | E por causa de todo o orgulho ferido do país, autoridades turcas e especialistas insistem em que a Turquia não tem intenção de abandonar o Oriente. Mais do que reorientar a política exterior turca em relação ao Oriente, Egemen Bagis, ministro turco para os Assuntos da União Europeia, argumentou em uma entrevista que a recente aproximação com seus vizinhos – incluindo a abertura de suas fronteiras com a Síria, um acordo histórico assinado com a Armênia para estabelecer relações diplomáticas regulares e o compromisso com o Irã – ajudaria o país a se tornar um interlocutor mais eficiente para os aliados Ocidentais. “Qualquer ponte com uma das bases forte e a outra fraca não pode aguentar por muito tempo”, disse Bagis. Ibrahim Kalin, conselheiro-chefe de política exterior de Erdogan, disse que as críticas do Ocidente sobre essa nova diplomacia inclusiva turca teriam cunho tendencioso. “Quando os EUA fazem uma abertura à Russía, todos aplaudem o fato como se fosse uma nova era de diplomacia”, disse ele. “Mas quando a Turquia tenta dialogar com o Irã, as pessoas perguntam se ela está tentando mudar de eixo”. Kalin disse que o diálogo antiturco vindo das capitais-chave europeias tornavam mais difícil convencer os turcos da importância em se unir à União Europeia. Ao invés de se preocupar com o que o país está fazendo em relação ao Oriente, disse Cengiz Aktar, especialista turco renomado em União Europeia, o Ocidente deveria temer que uma Turquia ofendida se voltasse para a Rússia. Afinal, a Rússia a está cortejando como um ponto de distribuição de fornecimento de energia, ao mesmo tempo em que o investimento turco no território russo está se intensificando. “Esse governo é perfeitamente capaz de dizer ‘não, obrigado’ à Europa e então se aproximar da Rússia”, disse Aktar. Por DAN BILEFSKY
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28/10/2009 06:44 PM
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Legalização da maconha ganha espaço na Califórnia
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SÃO FRANCISCO - Os defensores da legalização da maconha vivem momentos emocionantes na Califórnia - e isso se deve apenas em parte à nova postura do governo federal em relação à maconha medicinal. Os legisladores estatais irão ouvir a respeito dos efeitos de uma lei que legalizaria, cobraria impostos e regularia a droga - o que seria a primeira lei deste tipo nos Estados Unidos - em uma audiência nesta quarta-feira.
As autoridades tributárias estimam que a lei poderia levar ao Estado, em grave dificuldades financeiras, cerca de US$ 1,4 bilhão por ano e, ainda que o destino da lei seja incerto, o governador republicano Arnold Schwarzenegger deu sinais de que está aberto a um "debate" sobre o assunto.
O eleitores da Califórnia também estão aceitando a legalização. Já existem três iniciativas diferentes em busca de assinaturas para votação do próximo ano, todas que permitiriam a tributação da maconha e sua posse por adultos para uso pessoal.
Mesmo os oponentes da legalização sugerem que uma iniciativa provavelmente se qualificará para um pleito estadual.
Proponentes da principal iniciativa conseguiram quase 300 mil assinaturas desde o fim de setembro, dizem seus apoiadores, dentro do prazo para se qualificar para a eleição geral de novembro de 2010.
Richard Lee, um ativista pró-maconha de longa data que está por trás da medida, diz ter arrecadado quase US$ 1 milhão para contratar os profissionais para ajudar os voluntários a conseguir as assinaturas.
"Os eleitores aceitam os abaixo-assinados com avidez", disse Lee.
Por outro lado, as tentativas de legalizar a maconha são contrariadas por grupos legais de todo o Estado e, caso prospere, certamente enfrentaria problemas com o governo federal, que classifica maconha como uma droga ilegal.
A Califórnia foi o primeiro Estado a legalizar a maconha para propósitos medicinais, em 1996, mas inúmeros tribunais, inclusive o Supremo, concluíram que o governo federal pode continuar a impor sua proibição.
Apenas neste mês, com o anúncio do Departamento de Justiça de que não irá processar os usuários e provedores de maconha medicinal que obedecem a lei estadual, a ameaça diminuiu.
Mas as autoridades federais também deixaram claro que sua tolerância não chega ao uso recreativo.
Em um memorando do dia 19 de outubro que esboça as diretrizes da maconha medicinal, o vice-procurador-geral David W. Ogden afirmou que a maconha é "uma droga perigosa e a distribuição ilegal e venda da maconha é um crime sério", acrescentando que "nenhum Estado pode autorizar violações da lei federal".
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28/10/2009 03:35 PM
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Falta de vacinas prejudica política contra "gripe suína"
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LOS ANGELES - A principal autoridade de saúde pública do Município de Los Angeles foi pessoalmente ao centro de vacinação contra a gripe em Compton, Califórnia, na terça-feira e gentilmente disse aos idosos na fila que eles deveriam ir para casa."Eu expliquei a pessoas de 65 anos ou mais, que 'estamos fazendo isso pelas crianças'", disse Jonathan E. Fielding, o diretor do Departamento de Saúde Pública do Município. "Eu lhes falei, 'Eles têm um risco muito, muito alto de contágio por esta gripe e vocês têm um risco baixo. Eu tenho certeza que você não gostariam de tomar uma vacina e colocar uma criança em risco'".
As pessoas fizeram filas na Califórnia e por todo o país nos últimos dias na esperança de tomar a injeção, mas a carência da vacina contra o vírus H1N1 criou uma dinâmica inesperada: autoridades locais, funcionários de hospitais públicos e médicos particulares estão de mãos atadas pela política de tratamento contra a gripe suína.
A meta é garantir que os americanos com maior risco de contágio pelo vírus - e experimentando as complicações mais perigosas - sejam vacinados primeiro.
Mas a natureza ligeiramente indecisa da distribuição da vacina em algumas áreas, a publicidade em torno da declaração do presidente Barack Obama de uma emergência nacional e o grande tamanho da população legitimamente considerada de alto risco levaram centenas de milhares de pessoas a pontos de distribuição da vacina.
Algumas pessoas imploram. Alguns mentem a respeito de uma possível gravidez ou condição médica que as passaria à frente das demais. Em todo caso, as autoridades dizem que é impossível verificar a maioria das reivindicações.
"Nós deixamos claro quem são as pessoas que acreditamos que deveriam tomar a vacina primeiro", disse Thomas W. Skinner, porta-voz do Centro de Controle e Prevenção de Doenças, que acrescentou, "Há um sistema de honra em uso, mas depende do público fazer a coisa certa e abrir espaço a quem realmente precisa".
Por um lado, cada pessoa vacinada é uma a menos para transmitir o vírus da gripe, não importando o risco individual. Pelo outro, as autoridades determinaram prioridades inequívocas com base em quem é mais vulnerável: mulheres grávidas, pessoas que vivem com ou cuidam de crianças com menos de 6 meses de idade, trabalhadores do sistema de saúde, qualquer um entre 6 meses e 24 anos e as pessoas mais velhas com problemas de saúde que as tornam mais suscetíveis a complicações relacionadas à gripe.
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28/10/2009 02:30 PM
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