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BBC


Fotógrafo francês cria 'dia-a-dia em miniatura'

Um artista francês utiliza bonecos de plástico em miniatura para reproduzir cenas da vida cotidiana. O fotógrafo e designer gráfico Vincent Bousserez diz que começou a tirar as fotos da série "Plastic Life" (ou "vida plástica", em tradução livre) depois de se encantar com uma loja de miniaturas que começou a frequentar levado por um amigo."Essas fotos em "close" eliminam a distância entre o olho do espectador e a cena que ele descobre", descreveu Bousserez à BBC Brasil.

"Ele entra em um mundo estranhamente similar ao dele e diferente ao mesmo tempo. Cada foto se torna um roteiro poético e bem-humorado que pode ser interpretado como a denúncia dos vícios de nosso tempo."
Ele diz que a ideias das fotos vêm espontaneamente. "Na maioria das vezes, eu compro esses bonequinhos sem pensar em uma cena. Eu simplesmente os carrego comigo. E quando estou em algum lugar e vejo algo, a inspiração vem naturalmente", conta.

Ao criar, o artista se compara com "uma criança". "Eu interrompo a conversa, apanho esta ou aquela mobília que descobri, pego os bonecos e componho minha natureza morta. Adapto a luz e então tiro as fotos", afirma.

"É espontâneo, natural, baseado no humor. Não quero pensar muito e elaborar algo muito profundo. Prefiro deixar minha imaginação fluir, e quando uma cena humorística me vem à mente, eu não hesito, não espero, organizo minhas coisas e a torno real!"
Desde que começou a ser publicada em 2008, "Plastic Life" foi exibida em diversas revistas e jornais franceses, e em galerias em Paris e Geneva - incluindo a Bailly Contemporain e Charly Bailly, que representam o artista. Bousserez diz que está agora à procura de editoras dispostas a transformar a obra em livro.

Hoje diretor de uma agência de propaganda, o parisiense nascido em 1973 diz que "fotografia e design gráfico pessoal têm um grande espaço na minha vida: toda noite, todo dia antes de ir para o trabalho, e aos fins de semanas" e que "às vezes, se não tivesse de dormir, usaria as noites para criar mais".

"Mas agora não posso continuar mais, pois há cinco meses sou pai e quero dedicar mais tempo à minha filha Lucie e minha noiva, Bénédicte."
O trabalho de Bousserez pode ser visto no Flickr do artista (flickr.com/photos/bousserez) e no site da sua agência (twentyonehundred.fr).

30/10/2009 10:14 AM

Motoqueiros são condenados por matar membros da própria gangue no Canadá

Seis membros da gangue de motoqueiros Bandidos foram considerados culpados pela morte de oitos membros da mesma gangue, em 2006, por uma corte canadense, no pior caso de assassinato em massa na província de Ontário. O motivo do massacre teria sido uma disputa interna de poder entre duas bases.A Bandidos é a segunda maior gangue de motoqueiros do mundo, atrás apenas da Hell's Angels, da Califórnia.

Os assassinos eram da facção da cidade de Winnipeg, onde a gangue estava subordinada à direção da base dos Estados Unidos. As vítimas eram da facção de Toronto, que contava com o apoio do braço escandinavo da gangue.

O júri demorou pouco mais de um dia para chegar ao veredicto que incluiu 44 condenações por assassinato doloso e 4 por assassinato culposo.

Os homens foram mortos a tiros em um celeiro na província de Ontário, depois de um deles, John "Boxer" Muscedere, ter sido traído por seu melhor amigo Wayne Kellestine.

Os corpos foram encontrados no dia 8 de abril de 2006, em três carros e um caminhão guincho perto da cidade de Shredden, a 14 quilômetros do celeiro.

Ironicamente, várias das vítimas - que eram suspeitas de assassinato em outro caso - estavam sob vigilância da polícia de Ontário apenas algumas horas antes de serem mortas.

Divisão
O motivo apontado para o massacre foi uma divisão interna entre as diferentes facções dos Bandidos no Canadá.

A facção de Toronto tinha apoio do braço escandinavo mas não era reconhecida pela chefia da gangue no Texas.

Peter Edwards, um jornalista canadense do Toronto Star e especialista no caso, falou sobre a organização da Bandidos: "Os motoqueiros da facção de Winnipeg, em Manitoba, eram protegidos pelos da de Toronto, mas não eram considerados membros plenos da gangue".

Os assassinos foram liderados por Michael Sandham, um ex-soldado e policial que se tornou presidente da facção de Winnipeg.

Atraídos para a morte
Os assassinos atraíram as vítimas para o celeiro dizendo que iam resolver a disputa. Quando a polícia chegou ao local, encontrou manchas de sangue e pedaços de carne humana entre os restos de uma festa de motoqueiros - garrafas de cerveja em uma mesa e bandeiras nazistas e confederadas na parede.

Kellestine e seus cinco companheiros foram presos. Eles foram julgados três anos depois.

A principal testemunha da acusação foi outro membro da gangue, conhecido apenas como MH, que depôs sobre os eventos que levaram ao massacre.

MH, da base de Winnipeg, disse que o plano original era expulsar os membros de Toronto da gangue, mas que Kellestine decidiu que seria preciso matá-los.

Com o massacre e a condenação dos assassinos, a gangue praticamente deixou de existir no Canadá.

30/10/2009 09:39 AM

Reabertura da BR-319 leva esperança a colonos da Amazônia

Poucos quilômetros antes da parte mais deserta da BR-319 existe um posto de gasolina. Abandonado há cerca de vinte anos, ele mais parece um cenário de cidade fantasma com suas: bombas caídas e mato crescido .Pela estrutura, entretanto, percebe-se que o movimento já deve ter sido bom: cabanas iglu para viajantes, um amplo restaurante servia comida amazonense e o espaço entre as bombas e a rua dá a impressão de que lá já houve um estacionamento.

Hoje, quase tudo está tomado por mato rasteiro, e alguém - talvez o dono protegendo o seu patrimônio? - ateou fogo nos arbustos.

Na década de 80, foram-se os carros, e a reboque foi-se o dinheiro.

Esperança
Desde então, para quem vive perto da estrada, a promessa de reabertura da BR-319 faz parte da rotina.

Marli Schroeder, uma catarinense que se mudou para o Amazonas há 19 anos, quando a rodovia já tinha sido fechada, admite que a esperança é renovada todos os anos.

"Seria bom, né? A gente poderia chegar em Humaitá em duas horas e meia. Hoje, se saímos cedinho, só chegamos lá às 17h", afirma.

A família Schroeder é mais conhecida na região como "catarinos". Todos louros e de olhos azuis, a aparência destoa da população amazônica.

Fibra
Mas o que mais chama a atenção nos "catarinos" é a fibra de se manter praticamente na fronteira selvagem durante tanto tempo.

"Meu marido sempre quis ser fazendeiro, mas não tinha mais terra para comprar lá no sul, então viemos para cá", conta Marli Schroeder.

Passados quase vinte anos, a fazenda prosperou. Eles hoje vendem gado para corte em Humaitá, mas vivem praticamente isolados.

A filha mais velha de Marli, Sara, tem 18 anos e neste ano começou a estudar formalmente pela primeira vez na vida.

"As mães sempre ensinaram os filhos a ler e a escrever, mas não tinha escola."
Graças a um acordo com a Prefeitura de Humaitá, uma professora primária foi enviada para a fazenda dos "catarinos".

De segunda a sexta-feira, ela mora no local e dá aula para as nove crianças que lá vivem.

"Talvez nós tenhamos errado ao insistir em morar aqui. Eu poderia ter ido para a cidade com as crianças para elas irem à escola. Mas nós queríamos dar liberdade para elas aqui", reflete Marli Schroeder.

Grilagem
A reabertura da BR-319 poderia ajudar os "catarinos" a correrem atrás do tempo perdido.

Marli Schroeder diz estar preocupada com a possibilidade de desmatamento que o recapeamento da rodovia pode trazer - "a gente tem filho, né", resume.

Para ela, se as autoridades quiserem, podem evitar as derrubadas.

O maior medo dela são os grileiros que costumam ser atraídos por novas estradas.

"Ouvi dizerem que aqui tinha muita grilagem e até matança por causa de terra. Disso tenho medo."

30/10/2009 09:08 AM

Jacques Chirac será julgado por desvio de verbas na França

O ex-presidente francês Jacques Chirac será julgado por desvio de dinheiro público por um tribunal penal, segundo informaram pessoas próximas ao ex-presidente na manhã desta sexta-feira.

Chirac é acusado de ter criado empregos fantasmas nos anos 90, na época em que ainda era prefeito de Paris.

Ele governou a capital francesa durante 18 anos, entre 1977 e 1995, ano em que assumiu a presidência da França.

Essa é a primeira vez que um ex-presidente francês será levado a julgamento.

Após se beneficiar de 12 anos de imunidade como chefe de Estado, Chirac, 76, já havia sido indiciado no final de 2007 pelas mesmas acusações. Agora, a Justiça entendeu que elas são suficientes para levar Chirac a julgamento.

Acusações

O julgamento determinará se Chirac teve responsabilidade na criação de 21 cargos - supostamente fantasmas - de "encarregados de missões" na prefeitura de Paris.

Entre 1983 e 1995, várias pessoas tiveram seus salários pagos pela prefeitura de Paris. Elas teriam trabalhado como consultores do prefeito, mas a Justiça suspeita que seriam, na realidade, ligadas ao partido RPR, de Chirac, que posteriormente se tornou o atual UMP, do presidente Nicolas Sarkozy.

Nesta sexta-feira, a juíza Xavière Simeoni estimou que as acusações eram suficientes para levar Chirac a julgamento. A juíza não seguiu as recomendações do Ministério Público, que havia pedido o encerramento do caso.

Pessoas ligadas ao ex-presidente declararam à imprensa francesa que ele "está sereno e determinado a provar que os empregos não eram fantasmas".

O ex-primeiro ministro Alain Juppé, ligado a Chirac, já havia sido condenado, em 2004, a 14 meses de prisão, que puderam ser cumpridos em liberdade condicional, nesse dossiê de empregos fantasmas na prefeitura de Paris.

O Ministério Público ainda pode recorrer da decisão da Justiça de julgar o ex-presidente por desvio de dinheiro público. Se o recurso for apresentado, poderá levar ainda de seis meses a um ano para que o julgamento ocorra.

O nome de Chirac já apareceu em diversos dossiês de supostas fraudes na época em que foi prefeito de Paris, como até em relação aos gastos com coquetéis da prefeitura, mas ele foi indiciado apenas no dossiê dos empregos fantasmas.

Leia mais sobre França

30/10/2009 08:48 AM

Ivan Lessa: Romances gráficos

Há certas regras básicas. Lembro-me, frequentador de cinema desde guri, que alguém disse, ou escreveu, há muito tempo, que os bons livros dão em maus filmes e os maus livros em bom filmes.Não tem por onde.

Onde está a versão cinematográfica decente de "O Grande Gatsby", do Fitzgerald? Inaceitáveis tanto a com o Alan Ladd quanto a com o Robert Redford.

Por outro lado, alguém escreveu algum romance intitulado "Cidadão Kane"? Ou "O Encouraçado Potemkin"? Que eu saiba, não.

Tenho a certeza de que algum cinéfilo exaltado me apontaria, ou apontará, rápido como Shane sacando o revólver, vários exemplos. A começar por Jack Schaefer, que escreveu o livro no qual George Stevens se baseou para seu filme já clássico.

Mas Jack Schaefer não vale. Ele só escrevia livros de faroeste e, convenhamos, não chega aos pés de Dostoiévsqui (alguém aí na distinta plateia viu "Os Irmãos Karamazov" com o Yul Brynner? Não era brincadeira gente. Fogo. Ou ainda, para continuar pela Rússia, "Guerra e Paz"? Minha Nossa.)
Agora, há por aí este fenômeno curioso do "romance gráfico". A princípio bolação do grande Will Eisner, que escrevia e desenhava a história em quadrinhos "O Espírito", e, hoje em dia, Frank Miller, popularizado e à beira de uma nobelização, segundo seus admiradores.

Por coincidência, Frank Miller escreveu o roteiro e dirigiu o filme baseado na criação de Will Eisner. Tenho certeza que queria homenagear. Apenas empanou a memória daquele a quem ele seguramente acredita ser seu mestre e guia espiritual criativo.

Deveria continuar fazendo seus romances gráficos que são agradáveis de se passar os olhos e logo esquecer.

Não há novidade, aliás, em romancear ficção em quadrinhos. Inclusive nós mesmos com romances nossos mesmos.

Lembro de algumas edições lá pelos anos 50. "A Moreninha", "Iracema" e, embora não jure, "Dom Casmurro", de Machado de Assis. Não eram sensacionais.

Também tinham a vantagem de manter no texto, aliás sempre excessivo, um português claro e fiel, até onde possível, ao autor original.

Isso fazia, em meu entender, levar quem os lia a dar uma chegadinha que fosse ao original, sem ilustrações. No que meus professores discordavam calorosamente. Não sei quem tinha razão. Hoje, lamento tanto os professores que passaram quanto os gibis nunca reedidtados.

Tudo isso porque eu li a resenha de um romance gráfico lançado há pouco, aqui no Reino Unido, sobre a vida do cantor Johnny Cash.

O resenhista não chegava a dar um pau, mas levantava a questão de que o esplêndido intérprete já estava mais que divulgado em filmes (valeu Oscar de melhor ator para Joaquin Phoenix e melhor atriz para Reese Witherspoon,), DVDs, documentários e até mesmo uma versão mais simplificada, e mais barata, da vida conturbada de Cash, com ênfase em suas convicções religiosas.

Portanto, qual a contribuição, qual a novidade no romance gráfico sobre o "homem de preto", como era conhecido? Nenhuma. Novidade mesmo apenas o fato de ser mais um romance gráfico.

Encerrando, informo que os ingleses andam homenageando, neste final de ano, nosso grande sociólogo, antropólogo e escritor Gilberto Freyre, o autor de "Casa Grande e Senzala". O homem merece.

Encucado, fui conferir se eu ainda tinha a obra seminal em dois volumes, que lera há séculos. Lá estava direitinho na estante, em sua encadernação velhusca. Passei os olhos e dei uma boa cheirada (Ah, o olor pungente dos velhos livros!). O que me acendeu uma luzinha lá dentro.

Eu jurava que tinha também uma versão em quadrinhos. Batata. Estava ao lado de outras "quadranizações". Edição de 1981, adaptação e ilustrações do professor Estêvão Pinto, edição Brasil-América, do Adolfo Aizen, introdutor, nos anos 30, do "Suplemento Juvenil" no Brasil (Tarzan, Flash Gordon, Jim das Selvas), e, nos anos 40, alguns de nossos primeiros gibis: "Mirim", "Lobinho" "O Herói". Herói era o bom Aizen. Passei algum tempo folheando
Já "O Livro de Gênesis", segundo o genial Robert Crumb, que levou quatro anos em sua feitura, fico esperando acabar a greve dos correios para comprar pela Internet. Crumb e a Bíblia, ao contrário de versões de Batman e de Johnny Cash, não podem falhar.

30/10/2009 08:17 AM

Jogador inglês condenado a 18 meses por agredir mulher é demitido

Marlon King, atacante da seleção da Jamaica e do clube inglês Wigan, foi condenado pela Justiça inglesa a 18 meses de prisão por ter agredido uma mulher em uma boate. O Wigan, que está em décimo lugar no campeonato inglês, anunciou que demitirá o jogador, que estará sem clube quando sair da prisão.Durante o julgamento, foi revelado que King apalpou as nádegas de uma estudante de 20 anos em um bar londrino em dezembro.

Após ter seus avanços rejeitados, ele deu um soco na jovem, quebrando seu nariz.

King, de 29 anos, já teve 13 condenações anteriores, duas delas envolvendo agressão contra mulheres.

O jogador, que é casado e pai de três filhos, negou a agressão durante o julgamento e disse que teria sido confundido com outra pessoa.

Na época do ataque, ele jogava em outro clube da primeira divisão, o Hull, onde fazia parceria no ataque com o brasileiro Geovanni.

Marlon King, que ganha 40 mil libras (R$ 114 mil) por semana no Wigan, é titular da seleção da Jamaica.

30/10/2009 07:50 AM

Rádio terá que pagar US$ 16 mi pela morte de candidata em concurso nos EUA

A família de uma americana que morreu depois de participar de um concurso promovido por uma rádio para ver quem conseguia beber mais água sem ir ao banheiro vai receber US$ 16 milhões (cerca de R$ 28 milhões) em compensação.

Uma corte da Califórnia determinou que a estação de rádio de Sacramento KDND-FM e sua proprietária foram responsáveis pela morte de Jennifer Strange, de 28 anos, em janeiro de 2007.

A mulher, que tinha três filhos, entrou na competição na tentativa de ganhar um Nintendo Wii. Ela perdeu e, poucas horas depois, morreu de intoxicação aguda por água.

A intoxicação pode ocorrer quando o equilíbrio normal de eletrólitos do corpo é alterado pelo rápido consumo de uma grande quantidade de água.

Funcionários demitidos

O consumo da água pode levar a um inchaço do cérebro, que para de regular funções vitais como a respiração, causando a morte.

Na competição "Hold your wee for a Wii" ("Segure seu xixi por um Wii", em tradução livre), os participantes receberam garrafas de 225 ml de água para beber a cada 15 minutos, sem poder ir ao banheiro.

Depois de oito rodadas, os participantes passaram a receber garrafas de 500ml de água.

Acredita-se que Jennifer Strange tenha bebido 7,5 litros de água, na esperança de ganhar o console de jogos eletrônicos para os filhos.

Durante o julgamento, a KDND-FM e sua proprietária, Entercom, argumentaram que a mulher deveria saber que a competição poderia ser perigosa.

Os organizadores não foram acusados criminalmente, mas 10 funcionários da estação de rádio foram demitidos por conta do caso.

Leia mais sobre Estados Unidos

30/10/2009 07:25 AM

Rede de supermercados começa a vender caixões

A maior rede varejista do mundo, a Wal-Mart, começou a vender caixões em seu website. A rede, que vende desde roupas, acessórios e fraldas para bebês até alianças de casamento, agora pretende manter a lealdade dos clientes até depois de sua morte.

Os preços variam de US$ 895 (cerca de R$ 1.575) por um modelo de aço, até US$ 2.899 (cerca de R$ 5.102) por um modelo de bronze.

A rede de supermercados permite que os clientes paguem os caixões em até 12 prestações, sem juros. Os caixões ficam prontos para entrega em 48 horas.

Um porta-voz da Wal-Mart Ravi Jariwala disse que a nova linha de caixões é "um teste limitado para entender a resposta dos clientes". Os preços da Wal-Mart são mais baixos do que o de muitas casas funerárias.

Mas um porta-voz da indústria disse que não está muito preocupado com a concorrência porque, segundo ele, a rede varejista não oferece às famílias em luto o "toque humano".

Pat Lynth, da Associação Nacional de Diretores de Casas Funerárias, disse à agência e notícias AP: "Não há nenhuma dúvida para mim, que sou diretor de uma casa funerária há 40 anos, que o elemento mais crítico é o contato humano".

Leia mais sobre caixão

30/10/2009 07:16 AM

Micheletti assinará acordo que poderia levar Zelaya de volta ao poder

O presidente interino de Honduras, Roberto Micheletti, afirmou nesta sexta-feira que autorizou a assinatura de um acordo que poderia levar à restituição do presidente deposto, Manuel Zelaya, ao poder. O acordo prevê que a decisão sobre o retorno do líder deposto seria do Congresso - um requerimento da comissão negociadora de Zelaya.

Apesar disso, o acordo ainda prevê uma consulta ao Supremo Tribunal de Justiça, uma medida a que os negociadores de Zelaya se opõem, pois o órgão já havia emitido opinião contrária ao retorno do líder eleito à Presidência.

"Meu governo decidiu apoiar uma proposta que permite um voto no Congresso nacional, com uma prévia opinião do Supremo Tribunal de Justiça, para restaurar todo o poder Executivo de nossa nação à situação anterior ao dia 28 de junho", disse Micheletti em referência à data da deposição de Zelaya.

"Eu autorizei meu time de negociadores a assinar um acordo que marca o começo do fim da situação política atual do país", disse Micheletti.

O presidente interino afirmou ainda que o acordo criaria um governo de união nacional e levaria os dois lados a reconhecer as eleições presidenciais, marcadas para 29 de novembro. Segundo ele, trata-se de uma "grande concessão" de sua parte.

A comissão de negociadores de Zelaya não afirmou se aceitará o acordo, que parece conter o mesmo obstáculo que já ameaçou negociações anteriores: a necessidade de consulta ao Tribunal Superior de Justiça sobre o retorno do líder deposto ao poder.

EUA

Na quarta-feira, os Estados Unidos pressionaram os dois lados a chegar a um acordo para pôr fim à crise política no país antes das eleições.

Segundo o secretário-assistente para Assuntos do Hemisfério Ocidental dos EUA, Thomas Shannon, isso seria fundamental para que o novo governo do país seja considerado legítimo.

"Estamos interessados em ajudar os negociadores e líderes políticos a chegar a um acordo, necessário não apenas para Honduras, mas também para a comunidade internacional", disse Shannon, que está em Tegucigalpa.

"O tempo está se esgotando. Temos apenas um mês. Precisamos de um acordo o mais rápido possível."

"Sob o nosso ponto de vista, um acordo alcançado por meio de um diálogo nacional abre espaço para membros da comunidade internacional ajudarem Honduras no processo eleitoral, para observar as eleições e para ter um processo que seja pacífico e que produza uma liderança que seja amplamente reconhecida como legítima", afirmou.

Brasil

O governo de fato insiste que a deposição de Zelaya, em 28 de junho, foi legítima porque ele desafiou a Suprema Corte de Justiça do país que havia proibido a realização de um plebiscito para decidir se a Constituição seria modificada para permitir a reeleição presidencial.

Zelaya retornou ao país em 21 de setembro, refugiando-se na embaixada brasileira de Tegucigalpa, onde está até hoje.

Na quarta-feira, o governo interino apresentou uma queixa contra o Brasil no Tribunal Internacional de Justiça Haia, alegando intervenção em assuntos internos do país por acolher Zelaya.

Mas o governo brasileiro afirmou não acreditar que a queixa seja bem-sucedida por partir de um governo "sem legitimidade internacional".

Leia mais sobre: Honduras

30/10/2009 04:44 AM

Órgão regulador aprova 'maior mudança na internet' em 40 anos

A Icann (Internet Corporation for Assigned Names and Numbers), o órgão americano que administra a internet e os nomes dos sites, aprovou nesta sexta-feira, em Seul, na Coreia do Sul, o uso de caracteres não- romanos nos endereços da rede. A medida está sendo considerada pela Icann como "a maior mudança na internet desde que foi inventada, há 40 anos" e reconhece o caráter global da rede.A proposta foi aprovada em primeira instância em 2008 e permitirá que endereços sejam escritos em árabe, chinês ou japonês, por exemplo.

A agência passará a aceitar inscrições já em 16 de novembro e os primeiros domínios escritos em outros alfabetos já começarão a aparecer no início de 2010.

'Identidade'
Segundo o porta-voz da Icann Rod Beckstrom, "mais da metade dos 1,6 bilhões de usuários de internet em todo o mundo usam outros alfabetos que não o latino".

De acordo com o órgão, a nova medida ajudará esses usuários a manter sua identidade cultural no futuro.

"Esta mudança é muito necessária para os futuros usuários, na medida em que a internet continua a se expandir", completou.

"O que criamos é um diferente sistema de tradução. Temos confiança de que ele funciona porque o temos testado por alguns anos", disse Peter Dengate Thrush, da comissão encarregada de supervisionar o processo.

O sistema transforma endereços comuns, como "bbc.co.uk" em uma série de números que são posteriormente traduzidos para outros alfabetos.

Alguns países como China e Tailândia já introduziram sistemas que permitem que usuários escrevam endereços da rede em seus próprios idiomas, mas estas iniciativas não foram aprovadas internacionalmente ou funcionam em qualquer computador.

30/10/2009 03:40 AM

ONU reforçará segurança de funcionários no Afeganistão

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) apoiou o pedido feito nesta quinta-feira pelo secretário-geral, Ban Ki-Moon, para reforçar a segurança da missão da instituição no Afeganistão. O pedido de mais recursos para segurança acontece um dia após um ataque do Talebã contra uma pensão da ONU em Cabul que matou cinco funcionários da Organização e deixou outros nove feridos.

Segundo Ban, os funcionários em território afegão são considerados um "alvo leve" pelo Talebã.

De acordo com ele, 27 empregados civis da ONU foram atacados e mortos no último ano e mais da metade deles estavam em missões no Afeganistão e no Paquistão - os dois lugares "mais perigosos do planeta" para os funcionários da Organização, segundo Ban.

Em uma entrevista após a reunião com o Conselho, o secretário-geral afirmou que a missão vai continuar, mas com segurança reforçada.

Entre as mudanças para incrementar a segurança, Ban afirmou que a hospedagem dos funcionários será mais concentrada, ou seja, eles estarão abrigados em menos locais, o que facilita o monitoramento e vigilância. Além disso, haverá um foco especial em áreas fora de Cabul, onde a segurança é "claramente insuficiente".

Autoridades da ONU afirmaram que há planos para transferir agentes de segurança de outras missões para o Afeganistão e também para contratar novos guardas localmente.

Segundo o correspondente da BBC em Washington Richard Lister, Ban Ki-Moon deverá dar mais detalhes sobre o reforço da segurança de funcionários civis em território afegão durante um discurso para a Assembleia Geral nesta sexta-feira.

Leia mais sobre: Afeganistão

30/10/2009 01:26 AM

Em Caracas, Lula diz que o Senado 'amadureceu'

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, nesta quinta-feira, em Caracas, que os senadores brasileiros "amadureceram" ao comentar a aprovação na Comissão de Relações Exteriores do Senado do ingresso da Venezuela no Mercosul. Agora, a decisão deve ainda passar pelo plenário do Senado.



"Ainda falta uma etapa que é a votação no plenário, mas estou convencido que os senadores brasileiros, depois de tanto tempo de debate interno, amadureceram e hoje eu acho que a grande maioria tem consciência da importância desta parceria", afirmou opresidente durante discurso na cerimônia de inauguração do Consulado Geral do Brasil e do escritório da Caixa Econômica Federal em Caracas.

Lula, que chegou à capital venezuelana no final da tarde desta quinta-feira para um encontro bilateral com o presidente venezuelano, Hugo Chávez, disse "sonhar" com o dia em que todos os países da América do Sul possam participar do Mercosul.

"Para ficar maior, mais forte, economicamente mais importante, comercialmente mais importante e politicamente muito mais importante", afirmou.

Venezuela
A adesão da Venezuela ao bloco foi aprovada depois de meses de discussões e polêmica entre parlamentares governistas e de oposição.

O substitutivo favorável à entrada da Venezuela no Mercosul, apresentado pelo líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), foi aprovado por 12 votos contra cinco.

O relator, senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), havia apresentado parecer contrário ao ingresso do país no bloco, que foi rejeitado por 11 votos contra seis.

A entrada da Venezuela no bloco sofre resistências. Opositores da ideia afirmam que o governo do presidente Hugo Chávez deixa a desejar em relação ao respeito aos princípios democráticos.

Dizem ainda que o estilo "personalista" de Chávez, que tem um forte discurso antiamericano e conflitos com países como a Colômbia, pode ser prejudicial ao bloco.

Defensores da ideia afirmam que o povo venezuelano não pode ser punido por causa de um governo, que a Venezuela não é somente Chávez e que o Estado deve ser separado do governo.

Outro argumento é que o Mercosul terá condições de exigir que o governo venezuelano cumpra princípios democráticos uma vez que entre no bloco.

O Protocolo de Ushuaia, que integra o Tratado de Assunção, afirma que "a plena vigência das instituições democráticas é condição essencial para o desenvolvimento dos processos de integração" entre os Estados do bloco. Os países que não se enquadram podem ser punidos com suspensão.

Essa pressão do Mercosul poderia contribuir para o fortalecimento da democracia na Venezuela.

Viagem
O protocolo de adesão da Venezuela ao Mercosul foi assinado em 2006 e precisa ser aprovado pelos quatro integrantes do bloco. Uruguai e Argentina já ratificaram o ingresso do país. O Paraguai espera a decisão do Brasil para votar o protocolo.

Os senadores da comissão também rejeitaram nesta quinta-feira o requerimento para a ida de uma comissão de cinco senadores à Venezuela.

A viagem seria realizada depois de o prefeito de Caracas, Antonio Ledezma, um dos principais opositores de Chávez, ter vindo ao Brasil e convidado os parlamentares a verificar o que descreveu como violações da democracia em seu país.

Agenda política
Logo depois da cerimônia, Lula seguiu para um jantar com Chávez. Além da entrada da Venezuela no Mercosul, os presidentes deverão discutir a crise política em Honduras, que completou quatro meses, e o acordo militar entre Colômbia e Estados Unidos para o uso de sete bases militares colombianas pelas Forças Armadas americanas, que poderá ser assinado ainda na sexta-feira, de acordo com o governo colombiano.

Na sexta-feira, os presidentes viajam ao município de El Tigre, no Estado de Anzoátegui, onde Lula participará da colheita da soja produzida em cooperação com a Embrapa.

No encontro, de acordo com fontes diplomáticas brasileiras e venezuelanas, as estatais petroleiras PDVSA e Petrobras assinarão o acordo de associação para a criação da empresa mista que deverá operar na refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco.

Outro acordo previsto é a adesão da Venezuela ao padrão nipo-brasileiro de TV digital. Além da Venezuela, Argentina, Chile e Peru já adotaram esse padrão. Às 14h de sexta-feira, Lula deixa Caracas rumo a Brasília.

Acompanham o presidente nesta visita, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, o ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, o ministro de Comunicação Hélio Costa, e o Assessor Especial da Presidência, Marco Aurélio Garcia.

Leia mais sobre Venezuela

 

30/10/2009 12:54 AM





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