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BBC


Fidel Castro está 'forte e dinâmico', diz diretora da OMS

A diretora da Organização Mundial de Saúde (OMS), Margareth Chan, disse nesta quarta-feira que encontrou o ex-líder cubano Fidel Castro em Cuba e que ele parece muito "forte e dinâmico". Em uma coletiva de imprensa em Havana, Chan afirmou que passou mais de duas horas conversando com Castro na terça-feira.Ela não entrou em detalhes sobre o estado de saúde do ex-líder, alegando "confidencialidade médica", mas disse que Castro, de 83 anos, aparenta estar "forte".

"Tivemos uma longa conversa e muito dinâmica. Foi uma lição de humildade. Ele me levou até o portão da casa, que era bem distante, então está muito forte. E não esqueça: sou mais jovem que ele", disse Chan, que confessou ter ficado cansada com a caminhada.

Segundo a diretora, os dois conversaram sobre assuntos diversos como a gripe suína e o impacto das mudanças climáticas. Ela afirmou ainda que o ex-líder se mantém muito bem informado sobre os acontecimentos em Cuba e no exterior.

"Tenho que dizer que o conhecimento de Fidel Castro sobre a importância da saúde, especialmente da saúde pública, é impressionante", afirmou.

Castro está afastado do poder e não aparece em público desde julho de 2006, quando enfrentou diversas cirurgias no intestino. Em fevereiro do ano passado ele renunciou ao cargo, que foi assumido pelo irmão Raúl.

28/10/2009 11:08 PM

Honduras apresenta queixa contra o Brasil no Tribunal de Haia

O governo interino de Honduras apresentou nesta quarta-feira uma queixa contra o Brasil no Tribunal Internacional de Justiça Haia, alegando intervenção em assuntos internos do país.


"O governo se reserva o direito de solicitar à Corte a adoção de medidas cautelares a menos que cessem as atividades ilegais do governo brasileiro, que alteraram a ordem pública em Honduras e que representam uma ameaça ao desenvolvimento pacífico do processo eleitoral do país", disse a nota divulgada pelo ministério das Relações Exteriores do governo interino hondurenho.

Ainda segundo a nota, o governo de fato poderia ainda solicitar uma indenização ao Brasil "por danos causados" pelo fato de o país ter permitido a presença em sua embaixada em Tegucigalpa do presidente deposto, Manuel Zelaya, desde o dia 21 de setembro.

A assessoria de imprensa do Itamaraty disse não ter conhecimento oficial da queixa, mas acredita que "uma solicitação do governo golpista não teria como prosperar por falta de legitimidade. O tribunal da ONU representa apenas governos legítimos".

Estados Unidos

Nesta quarta-feira, o principal representante de Zelaya nas negociações com o governo interino, Manuel Mesa, disse que o diálogo está paralisado.

"Entendo que o diálogo será reativado na medida em que exista disposição para resolver o tema que está pendente, que é precisamente o da restituição de Zelaya", disse ele após encontro com o enviado da Organização dos Estados Americanos (OEA), Victor Rico.

Rico deve encontrar-se ainda nesta quarta-feira com o secretário-assistente para Assuntos do Hemisfério Ocidental dos EUA, Thomas Shannon - nomeado para ser embaixador no Brasil, mas ainda aguardando aprovação do Senado americano.

Shannon e outros dois funcionários do departamento de Estado americano chegaram nesta quarta-feira em Tegucigalpa para uma visita de dois dias na qual vão tentar encontrar uma saída para a crise política do país.

Segundo um porta-voz do Departamento de Estado, Shannon pedirá "flexibilidade" a Zelaya e Micheletti para resolver o impasse, antes das eleições marcadas para 29 de novembro.

Também nesta quarta-feira, a polícia hondurenha denunciou um suposto plano da "esquerda radical" para assassinar e sequestrar empresários e militares do país.

Mas a polícia não relacionou a descoberta aos recentes acontecimentos políticos do país e aos assassinatos recentes de um coronel do Exército hondurenho e de um sobrinho do presidente interino, Roberto Micheletti.

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28/10/2009 09:35 PM

Ataque no Afeganistão não vai atrapalhar pleito, dizem EUA

O ataque em Cabul que matou nesta quarta-feira pelo menos 11 pessoas, entre elas cinco funcionários da ONU, não vai conseguir atrapalhar as eleições presidenciais no Afeganistão, disse o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs.


Policiais resgatam feridos em ataque / Reuters

"A administração (americana) acredita que existem os recursos necessários para conduzir a eleição e que a vontade do povo afegão não será diminuída", afirmou ele.

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, condenou "veementeente" o atentado e afirmou que "os EUA permanecem firme no apoio à ONU e seu trabalho vital no auxílio do povo afegão".

O segundo turno das eleições presidenciais no Afeganistão - disputadas pelo atual presidente, Hamid Karzai, e pelo ex-chanceler Abdullah Abdullah, estão marcadas para sete de novembro.

Intimidação

O presidente afegão Hamid Karzai classificou-o de "ato desumano", e o secretário geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou que ele não iria deter o que chamou de "a nobre missão" da entidade no Afeganistão. "Estamos do lado do povo afegão hoje e estaremos amanhã", disse ele.

Ban afirmou que vai rever as medidas de segurança no Afeganistão e tomar todas as medidas necessárias para proteger seus funcionários no país.

A tensão tem aumentado no Afeganistão desde o primeiro turno das eleições presidenciais em agosto, que foi marcada por episódios de fraude.

O correspondente da BBC em Cabul Ian Pannell afirmou que o ataque desta quarta-feira é claramente uma tática do Taleban para intimidar os funcionários da ONU para que estes não exerçam suas funções no período que antecede as eleições.

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28/10/2009 08:50 PM

Ataque talebã mata cinco funcionários da ONU em Cabul

Pelos menos cinco funcionários da ONU morreram e nove pessoas ficaram feridas em um ataque do Talebã na capital afegã, Cabul, nesta quarta-feira, segundo informações do governo local. Outro atentado da milícia na capital afegã não deixou vítimas.No primeiro incidente, um total de pelo menos 11 pessoas morreram, incluindo os funcionários da ONU, em uma explosão seguida de um tiroteio em uma pensão usada pela ONU para a estadia de funcionários estrangeiros no centro da capital.

Relatos anteriores, de que 12 pessoas haviam morrido, entre elas seis funcionários da ONU, foram depois corrigidos pelas autoridades.

O porta-voz do ministério do Interior Zemarai Bashary, disse à BBC que pelo menos três homens armados e usando coletes com explosivos invadiram a pensão, localizada no distrito de Shan-e-War, no centro da cidade, por volta das 6h (horário local, 23h30 de terça-feira em Brasília).

Logo após a primeira explosão, a polícia cercou o local e houve intensa troca de tiros entre as forças afegãs e os militantes. Segundo Bashary, os três militantes foram mortos e a situação no local foi controlada.

Cerca de duas horas após o primeiro incidente, foguetes foram lançados contra o hotel Serena, um dos principais da capital afegã e utilizado por diplomatas e jornalistas internacionais.

Segundo o correspondente da BBC em Cabul Andrew North, os hóspedes foram levados para o porão do hotel para proteção, mas não houve registro de mortos ou feridos. No ano passado, um homem bomba detonou os explosivos dentro do Serena.

Um porta-voz do Talebã anunciou que o grupo assumiu a autoria do ataque contra a pensão e afirmou que se trata apenas do "primeiro passo" na campanha para prejudicar o segundo turno das eleições presidenciais no país, marcadas para sete de novembro. A ONU tem um papel importante na organização do pleito.

Insurgência
Os ataques ocorrem um dia depois que oito soldados americanos e um civil afegão que trabalhava para o grupo morreram em um atentado no sul do país.

As mortes tornaram o mês de outubro de 2009, que até a terça-feira registrava 55 vítimas fatais, no mais mortal para as forças americanas no Afeganistão desde o início das operações militares no país, em 2001.

Na segunda-feira, 11 soldados americanos e três civis morreram quando dois helicópteros se chocaram no sul do Afeganistão.

Ainda nesta quarta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, deve assinar um projeto de lei que autoriza o Exército americano a remunerar militantes do Talebã que renunciem à insurgência no Afeganistão.

28/10/2009 08:44 PM

Eleição em Moçambique é marcada por alto comparecimento

Moçambique realizou sua eleição presidencial nesta quarta-feira com alto comparecimento dos eleitores e grandes filas nas zonas eleitorais. José Tembe, repórter da BBC na capital, Maputo, afirma que existe um clima de animação no país, uma grande diferença em relação à eleição de 2004 quando apenas 34% dos eleitores participaram.De acordo com Tembe as filas começaram a se formar em Maputo antes mesmo da abertura das zonas eleitorais na manhã desta quarta-feira.

A campanha foi marcada pela surgimento de um novo partido político, o Movimento Democrático de Moçambique (MDM) do candidato Davis Simango, o popular prefeito da cidade de Beira. O partido foi criado há apenas nove meses, a partir de uma dissidência do partido de oposição Renamo.

Mas, o partido do governo, o Frelimo, e o presidente Armando Guebuza, ex-general e rico empresário, devem conseguir a maioria.

O partido Frelimo está no comando de Moçambique desde a independência em 1975 e lutou por 16 anos em uma guerra civil contra o Renamo, que tinha o apoio do governo da minoria branca da África do Sul.

O Frelimo também tem 160 cadeiras de um total de 250 no Parlamento do país.

Além do partido do governo e o novo MDM, também disputa a presidência o veterano líder do partido de oposição, o Renamo, Afonso Dhlakama.

As recentes reformas econômicas em Moçambique deram ao país forte crescimento do Produto Interno Bruto, apesar de os efeitos da crise econômica mundial ter afetado o país, levando à queda nas exportações.

28/10/2009 07:38 PM

'Tubarão de mais de cinco metros' assusta leste da Austrália

O governo do Estado australiano de Queensland, no leste do país, decidiu investir em um programa de controle de tubarões na costa local depois que surgiu a suspeita de que um tubarão gigante estaria nas redondezas.

Com base na análise de mordidas em um outro tubarão menor encontrado na mesma área, que teria sido atacado pelo tubarão gigante, especialistas acreditam que o predador possa ter mais de cinco metros.

O ataque do tubarão gigante contra o menor, que foi encontrado morto, teria ocorrido na costa próxima a Brisbane, capital do Estado.

Segundo o anúncio do governo de Queensland, serão investidos 125 mil dólares australianos (cerca de US$ 114 mil) em um programa de cinco anos para monitorar tubarões tigre, branco e touro (também conhecido como tubarão-de-cabeça-chata) e coletar informações sobre o comportamento desses animais.

No momento, com a proximidade do verão - período no qual há aumento dos banhistas em Queensland -, as praias mais populares estão protegidas por redes e boias com anzóis e iscas para evitar os ataques dos predadores.

As redes e boias não garantem 100% de proteção contra tubarões, mas, desde o início do programa, houve apenas um ataque fatal em Queensland.

O investimento anunciado pelo governo local prevê também novos sistemas acústicos de alarmes para alertar baleias e golfinhos quanto à presença de redes contra tubarões. Nesse ano, cerca de cinco baleias foram estranguladas pelas redes.

Leia mais sobre tubarões

 

28/10/2009 06:47 PM

Desemprego entre brasileiros em Portugal aumentou 72% em um ano

O desemprego entre brasileiros em Portugal aumentou 72% entre agosto de 2008 e o mesmo mês deste ano, segundo dados do governo português. As estatísticas revelam que os brasileiros foram o grupo de estrangeiros mais atingido pelo desemprego em Portugal como consequência da crise econômica global.Em agosto de 2009, o Instituto de Emprego e Formação Profissional registrava 8.879 desempregados brasileiros, 28% dos estrangeiros sem emprego. O número representa 8,5% do total de brasileiros legalizados em Portugal.

Dados oficiais mostram que o número total de desempregados no país em agosto era de 501.663, um crescimento de 65% em relação ao ano anterior.

Ainda maior
Mas para a central sindical portuguesa União Geral dos Trabalhadores, esses números ficam ainda abaixo da realidade.

"Os dados apenas registram o número de estrangeiros que já estão legalizados. Falta contar o desemprego entre os que não têm os papéis de residência no país", afirma José Cordeiro, secretário-executivo da UGT.

Segundo Cordeiro, o fato de o desemprego ter crescido mais entre os brasileiros do que entre os portugueses revela que são os brasileiros que têm maior precariedade nos contratos de trabalho. Muitas vezes, eles não são despedidos, mas não têm seus contratos renovados.

O crescimento do desemprego entre os imigrantes é sentido na mais antiga associação de brasileiros em Portugal. "Tem sido assim durante todo esse ano", conta Gustavo Behr, presidente da Casa do Brasil.

Ele acredita que uma das razões do aumento do número de desempregados brasileiros é que grande parte dos imigrantes do Brasil trabalha em setores mais atingidos pela crise. "É preciso verificar o impacto da crise nos setores como o de serviços, hotelaria e restauração e na construção civil".

Behr conta que tem crescido o número de brasileiros que procura o Gabinete de Inserção Profissional da Casa do Brasil, onde é possível acessar o sistema oficial português de colocação de desempregados.

28/10/2009 06:36 PM

Blecaute em Los Angeles deixa talk show às escuras

O apresentador de um programa de entrevistas dos Estados Unidos foi obrigado a usar lanternas para terminar seu talk show depois de um blecaute em Los Angeles. O apresentador Craig Ferguson estava entrevistando a atriz Alicia Silverstone em seu programa, The Late Late Show, quando as luzes do estúdio da rede de televisão CBS se apagaram.Os produtores decidiram continuar com o programa e entregaram a Ferguson uma lanterna para que continuasse com as entrevistas.

O programa é transmitido pela CB, logo após o talk show de David Letterman, Late Show with David Letterman, desde 2005.

O talk show de Ferguson é uma mistura de entrevistas com convidados e monólogos irreverentes e improvisados do apresentador.

De acordo com o jornal Los Angeles Times, ventos fortes, que chegaram a até 112 km/h, atingiram toda a região do sul da Califórnia na noite de terça-feira deixando milhares de pessoas sem energia elétrica, incluindo o estúdio da CBS em Los Angeles.

28/10/2009 04:35 PM

Hamas promete agir para impedir eleições na Faixa de Gaza

O Hamas vai combater a organização de eleições palestinas na Faixa de Gaza, marcadas para 24 de janeiro pelo presidente Mahmoud Abbas, segundo declarou nesta quarta-feira o porta-voz do Ministério do Interior controlado pelo grupo islâmico, Ehab Al-Ghsain.


"Qualquer preparação, comitê ou lista de eleitores será considerada uma ação ilegal e será combatida", afirmou Al-Ghsain. "Qualquer um envolvido nas eleições responderá por isso."

O porta-voz declarou ainda que o ministério "rejeita a realização de eleições na Faixa de Gaza porque elas foram anunciadas por alguém que não tem o direito de fazer isso e porque não há um consenso nacional sobre o pleito".

Apesar de meses de negociações mediadas pelo Egito, o Hamas não chegou a um acordo com o Fatah, a outra grande facção palestina, a qual pertence Abbas, sobre a realização de eleições nos territórios palestinos.

Mandato

O Hamas - que controla a Faixa de Gaza - não reconhece Abbas como o presidente de direito dos palestinos. Mahmoud Abbas foi eleito em janeiro de 2005 a um mandato de quatro anos.

A Autoridade Palestina estendeu seu mandato de presidente por mais um ano para que as eleições parlamentares e para presidente pudessem ocorrer na mesma data, mas o Hamas não reconheceu essa decisão.

Na semana passada, Abbas convocou as eleições para 24 de janeiro na Cisjordânia, em Gaza e em Jerusalém Oriental.

Histórico

Nas últimas eleições parlamentares, em janeiro de 2006, o Hamas conquistou uma inesperada vitória sobre o Fatah, gerando uma onda de protestos internacionais e um boicote econômico aos territórios palestinos. Em uma tentativa de conquistar reconhecimento internacional, o Hamas aceitou formar um governo de unidade nacional com o Fatah.

A iniciativa não funcionou e, após meses, as tensas relações entre os dois grupos explodiram em junho de 2007, quando - após confrontos armados entre as duas facções - o Hamas expulsou militantes do Fatah da Faixa de Gaza, assumindo o controle da região.

O Egito vem tentando mediar um acordo entre as duas facções há meses e propôs recentemente a realização das eleições em meados do ano que vem.

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28/10/2009 03:48 PM

Entenda a violência no Paquistão e no Afeganistão

Nos últimos anos, tropas da Otan no Afeganistão e o Exército no Paquistão vêm lutando contra militantes da Al-Qaeda e do Talebã que atuam na região. Mas a violência em ambos os países vêm aumentando nos últimos meses.No Paquistão, o Exército lançou uma nova ofensiva contra os militantes na região da fronteira afegã. Paralelamente, atentados atribuídos ao Talebã vêm sendo registrados nas principais cidades do país.

No Afeganistão, as eleições presidenciais realizadas em agosto foram boicotadas pelo Talebã, que também foram acusados de uma série de ataques contra as forças da Otan.

O número de soldados americanos mortos no Afeganistão em outubro já é o maior desde 2001.

A BBC preparou uma lista de perguntas para ajudar você a entender as dificuldades de combater os extremistas, e o que está em jogo.

Por que há conflitos nos dois países, e há alguma ligação entre eles?
A coalizão liderada pelos Estados Unidos invadiu o Afeganistão em outubro de 2001, argumentando que o país estava dando refúgio ao líder da Al-Qaeda, Osama Bin Laden, depois de os atentados de 11 de Setembro.

Até esse ano, o Afeganistão era governado pelo Talebã - um grupo fundamentalista islâmico acusado de abusos dos direitos humanos.

Desde o princípio, as forças da coalizão pediram ajuda do Paquistão para tentar combater os insurgentes, em uma tentativa de acabar com qualquer esconderijo para os militantes.

Quando ficou claro que nem Bin Laden nem o líder do Talebã, Mulá Omar, haviam sido mortos ou capturados, aumentou a pressão para que o Paquistão expulsasse os militantes de suas áreas de fronteira.

Desde então, o Exército paquistanês vem lançando ofensivas contra as posições militantes, ao mesmo tempo em que fecha controversos acordos de paz. Os americanos, em particular, se opõem a esses acordos, argumentando que eles permitem aos militantes se reagrupar.

A última dessas ofensivas começou no fim do ano passado, depois da eleição do presidente Asif Ali Zardari. O Paquistão agora está focando suas atividades contra os militantes na fronteira entre o país e o Afeganistão.

O mundo tem motivos para se preocupar com a violência nos dois países?
Há um consenso quase universal quanto a isso, e a resposta é sim.

A principal preocupação é pela segurança das armas nucleares do Paquistão que, teme-se, poderiam cair nas mãos da Al-Qaeda ou do Talebã.

A maioria dos analistas, porém, concorda que a possibilidade é remota.

Alguns acreditam que o risco está sendo exagerado por Washington para obter apoio à política do governo de Barack Obama para o Afeganistão e o Paquistão.

Para o analista da BBC Mark Urban, o perigo real é que um ou mais indivíduos ligados ao programa nuclear paquistanês forneçam material nuclear ou até uma arma atômica aos militantes.

Também teme-se que a Índia se envolva no conflito contra os militantes - especialmente em território paquistanês - se houver uma repetição de ataques como os de novembro de 2008 em Mumbai, atribuídos a extremistas operando do Paquistão.

Tanto a Índia como os Estados Unidos suspeitam que escolas religiosas (madrassas) dominadas por radicais no Paquistão estejam exportando militantes para todo o mundo.

O que está sendo feito para combater os militantes?
Além da ofensiva do Exército paquistanês em regiões da província da Fronteira Noroeste (na fronteira afegã) - onde os militares retomaram o controle do Vale do Swat em abril deste ano - e nas Áreas Tribais Administradas pela Federação, nos últimos anos os americanos vêm usando controversos ataques aéreos com aviões não-tripulados contra alvos militantes no Paquistão e Afeganistão.

Vários civis morreram nos ataques, provocando críticas aos americanos.

O presidente Obama já enviou mais 21 mil soldados americanos para o Afeganistão e há informações de que ele estaria considerando um reforço ainda maior.

O comandante da Otan no Afeganistão, o general americano Stanley McChrystal, disse que é necessário um reforço de 40 mil soldados.

O comandante ainda ressaltou que, para vencer a guerra no Afeganistão, desenvolver o país é quase tão importante quanto o conflito militar - e a proteção de civis tem que estar no centro da estratégia.

Países do Ocidente já investiram bilhões de dólares no noroeste do Paquistão e no Afeganistão para a construção de escolas, hospitais e centros comunitários.

O Paquistão está comprometido em derrotar o Talebã?
O governo do Paquistão afirma que sim, e o Exército do país atualmente dá sinais de que apoia as autoridades nesse esforço.

O líder do Talebã Baitullah Mehsud foi morto em agosto passado em um ataque americano.

Em outubro, o Exército lançou uma ofensiva contra os militantes do Talebã leais ao seu sucessor, Hakimullah Mehsud, baseado no Waziristão do Sul (região na fronteira com o Afeganistão).

Os combatentes de Mehsud foram responsabilizados pelos recentes atentados contra instalações militares no noroeste do Paquistão. Eles também são responsabilizados pela onda de atentados suicidas que atingiu o noroeste do Paquistão em outubro de 2009.

Mas permanecem as dúvidas sobre a disposição do Exército em combater os militantes do Talebã que cruzam a fronteira para cometer atentados no Afeganistão. Acredita-se até que alguns elementos do Exército apoiem ativamente militantes combatentes no Afeganistão.

Eles seriam vistos como um útil contrapeso ao que o Exército chama de crescente influência do país rival Índia sobre a Ásia central.

O Paquistão pode derrotar os militantes?
No momento, é difícil dizer.

Até agora, os militantes parecem ter sido expulsos da maior parte da província da Fronteira Noroeste do Paquistão, inclusive do Vale do Swat, mas ainda estariam entrincheirados em áreas tribais.

Mesmo que o Paquistão consiga remover os militantes de seus redutos no Waziristão do Sul, muitos afirmam que o verdadeiro desafio é garantir que o Talebã não retome sua posição na região.

O terreno é de difícil acesso e ideal para guerra de guerrilha. Ninguém espera que o Talebã ou a Al-Qaeda desapareça do dia para a noite.

Qual o custo humano do conflito nos dois países?
Mais de 100 mil pessoas deixaram o Waziristão do Sul nos dias que se antecederam à ofensiva militar.

No Afeganistão, a ONU afirma que o número de civis mortos no conflito aumentou dramaticamente em comparação a 2008.

A ONU afirma que 1.445 civis foram mortos de janeiro a agosto deste ano, um aumento de 39% em relação ao mesmo período no ano passado.

E quem vai vencer?
No curto prazo, nenhum dos lados em nenhum dos dois países devem clamar vitória.

Recentemente, o ex-comandante da Otan no Afeganistão, general John Craddock, afirmou que a falta de soldados está aumentando a pressão sobre as operações militares e, em conseqüência, elas estão paralisadas no sul e leste do país, as áreas mais afetadas pela insurgência.

Os comandantes da Otan esperam que o presidente Obama envie mais tropas para a região, uma vez que seja definido o resultado das eleições presidenciais afegãs, em sete de novembro.

No Paquistão, o Exército continua a ofensiva no Waziristão, mas ela está restrita a certas áreas e certos grupos na região.

Ninguém espera que os militantes sejam facilmente derrotados em sua própria terra.

28/10/2009 03:09 PM

Diagnósticos de síndrome de Down crescem 71% na Inglaterra

O número de bebês diagnosticados durante a gestação com síndrome de Down na Inglaterra e no País de Gales aumentou 71% entre 1989 e 2008, segundo um estudo. Nesse período, houve grandes melhorias nos testes para diagnóstico da condição, assim como um aumento no número de mulheres sendo testadas.Entre 1989 e 1990, houve 1.075 diagnósticos de bebês portadores da síndrome durante a gestação em comparação com 1.843 diagnósticos entre 2007 e 2008.

Apesar do aumento do número de diagnósticos, o número total de bebês que nascem com síndrome de Down no país permanece quase o mesmo: são cerca de 750 nascimentos por ano, apenas 1% menos do que há vinte anos.

O estudo, feito pela Universidade de Londres, foi publicado na publicação científica British Medical Journal
Fatos
O estudo revelou também que o número de casais optando pelo aborto após o diagnóstico permanece o mesmo em relação a 20 anos atrás: 92%.

Falando à BBC Brasil, Joan Morris, responsável pelo estudo, lembrou que embora a proporção de casais optando pelo aborto seja a mesma, o número total de abortos de bebês com Down aumentou.

Ela também acrescentou que a incidência de abortos naturais é grande em gestações com Down.

No passado, essas gestações não eram diagnosticadas, o aborto acontecia e a ocorrência da síndrome não era refletida nas estatísticas.

"Hoje você tem melhores testes, mais mulheres sendo testadas e mais abortos sendo feitos", disse Morris.

Idade da Mãe
As chances de uma mulher ter um bebê com síndrome de Down sobem de uma em 940 se ela tem 30 anos para uma em 85 se ela tem 40 anos.

"O que estamos observando é um aumento brusco no número de gestações com síndrome de Down, mas ele está sendo compensado pelas melhorias nos testes", disse Joan Morris.

"Acreditava-se que essas melhorias levariam a uma diminuição no número de nascimentos com síndrome de Down. Entretanto, devido ao aumento na idade da mãe, isso não aconteceu".

Isso ocorreria porque mulheres mais velhas, conscientes de que suas chances de engravidar novamente são pequenas, optam por seguir em frente com a gravidez e ter o filho com Down.

28/10/2009 02:21 PM

Elemento presente no curry pode matar células de câncer, diz estudo

Uma pesquisa realizada na Irlanda sugere que um componente encontrado no açafrão da Índia, presente no tempero curry, pode matar células cancerosas.

O componente químico curcumina já era visto como um extrato com aplicações medicinais e já estava sendo testado para tratamento de artrite e até demência.

Testes de laboratório realizados pelo Centro de Pesquisa do Câncer de Cork, na Irlanda, mostraram que a curcumina pode matar células de câncer de esôfago.

A cientista Sharon McKenna e sua equipe descobriram que a curcumina começou a matar as células cancerosas dentro de 24 horas.

"Cientistas já sabiam há tempos que compostos naturais têm potencial para tratar células defeituosas que se transformaram em células cancerosas e suspeitamos que a curcumina poderia ter valor terapêutico", disse a cientista.

As células também começaram a se digerir, depois que a curcumina desencadeou os sinais de morte celular.

Novos tratamentos

Especialistas em câncer afirmam que a descoberta - publicada na revista especializada British Journal of Cancer - pode ajudar médicos a elaborar novos tratamentos para a doença.

Lesley Walker, diretor da organização britânica Cancer Research UK acha que os resultados da pesquisa irlandesa podem ajudar o desenvolvimento de novos tratamentos de câncer do esôfago.

"Abre a possibilidade para que compostos químicos naturais encontrados no açafrão da Índia possam ser desenvolvidos para se transformar em novos medicamentos."

"A incidência de câncer do esôfago aumentou em mais de 50% desde os anos 70 e isto estaria ligado ao aumento da taxa de obesidade, consumo de álcool e doença do refluxo, então, descobrir formas de evitar o desenvolvimento desse tipo de câncer é importante", acrescentou.

Leia mais sobre câncer

28/10/2009 12:39 PM





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