BBC
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Eleição em Moçambique é marcada por alto comparecimento
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Moçambique realizou sua eleição presidencial nesta quarta-feira com alto comparecimento dos eleitores e grandes filas nas zonas eleitorais. José Tembe, repórter da BBC na capital, Maputo, afirma que existe um clima de animação no país, uma grande diferença em relação à eleição de 2004 quando apenas 34% dos eleitores participaram.De acordo com Tembe as filas começaram a se formar em Maputo antes mesmo da abertura das zonas eleitorais na manhã desta quarta-feira.
A campanha foi marcada pela surgimento de um novo partido político, o Movimento Democrático de Moçambique (MDM) do candidato Davis Simango, o popular prefeito da cidade de Beira. O partido foi criado há apenas nove meses, a partir de uma dissidência do partido de oposição Renamo.
Mas, o partido do governo, o Frelimo, e o presidente Armando Guebuza, ex-general e rico empresário, devem conseguir a maioria.
O partido Frelimo está no comando de Moçambique desde a independência em 1975 e lutou por 16 anos em uma guerra civil contra o Renamo, que tinha o apoio do governo da minoria branca da África do Sul.
O Frelimo também tem 160 cadeiras de um total de 250 no Parlamento do país.
Além do partido do governo e o novo MDM, também disputa a presidência o veterano líder do partido de oposição, o Renamo, Afonso Dhlakama.
As recentes reformas econômicas em Moçambique deram ao país forte crescimento do Produto Interno Bruto, apesar de os efeitos da crise econômica mundial ter afetado o país, levando à queda nas exportações.
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28/10/2009 07:38 PM
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'Tubarão de mais de cinco metros' assusta leste da Austrália
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O governo do Estado australiano de Queensland, no leste do país, decidiu investir em um programa de controle de tubarões na costa local depois que surgiu a suspeita de que um tubarão gigante estaria nas redondezas. Com base na análise de mordidas em um outro tubarão menor encontrado na mesma área, que teria sido atacado pelo tubarão gigante, especialistas acreditam que o predador possa ter mais de cinco metros.
O ataque do tubarão gigante contra o menor, que foi encontrado morto, teria ocorrido na costa próxima a Brisbane, capital do Estado.
Segundo o anúncio do governo de Queensland, serão investidos 125 mil dólares australianos (cerca de US$ 114 mil) em um programa de cinco anos para monitorar tubarões tigre, branco e touro (também conhecido como tubarão-de-cabeça-chata) e coletar informações sobre o comportamento desses animais.
No momento, com a proximidade do verão - período no qual há aumento dos banhistas em Queensland -, as praias mais populares estão protegidas por redes e boias com anzóis e iscas para evitar os ataques dos predadores.
As redes e boias não garantem 100% de proteção contra tubarões, mas, desde o início do programa, houve apenas um ataque fatal em Queensland.
O investimento anunciado pelo governo local prevê também novos sistemas acústicos de alarmes para alertar baleias e golfinhos quanto à presença de redes contra tubarões. Nesse ano, cerca de cinco baleias foram estranguladas pelas redes.
Leia mais sobre tubarões
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28/10/2009 06:47 PM
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Desemprego entre brasileiros em Portugal aumentou 72% em um ano
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O desemprego entre brasileiros em Portugal aumentou 72% entre agosto de 2008 e o mesmo mês deste ano, segundo dados do governo português. As estatísticas revelam que os brasileiros foram o grupo de estrangeiros mais atingido pelo desemprego em Portugal como consequência da crise econômica global.Em agosto de 2009, o Instituto de Emprego e Formação Profissional registrava 8.879 desempregados brasileiros, 28% dos estrangeiros sem emprego. O número representa 8,5% do total de brasileiros legalizados em Portugal.
Dados oficiais mostram que o número total de desempregados no país em agosto era de 501.663, um crescimento de 65% em relação ao ano anterior.
Ainda maior Mas para a central sindical portuguesa União Geral dos Trabalhadores, esses números ficam ainda abaixo da realidade.
"Os dados apenas registram o número de estrangeiros que já estão legalizados. Falta contar o desemprego entre os que não têm os papéis de residência no país", afirma José Cordeiro, secretário-executivo da UGT.
Segundo Cordeiro, o fato de o desemprego ter crescido mais entre os brasileiros do que entre os portugueses revela que são os brasileiros que têm maior precariedade nos contratos de trabalho. Muitas vezes, eles não são despedidos, mas não têm seus contratos renovados.
O crescimento do desemprego entre os imigrantes é sentido na mais antiga associação de brasileiros em Portugal. "Tem sido assim durante todo esse ano", conta Gustavo Behr, presidente da Casa do Brasil.
Ele acredita que uma das razões do aumento do número de desempregados brasileiros é que grande parte dos imigrantes do Brasil trabalha em setores mais atingidos pela crise. "É preciso verificar o impacto da crise nos setores como o de serviços, hotelaria e restauração e na construção civil".
Behr conta que tem crescido o número de brasileiros que procura o Gabinete de Inserção Profissional da Casa do Brasil, onde é possível acessar o sistema oficial português de colocação de desempregados.
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28/10/2009 06:36 PM
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Blecaute em Los Angeles deixa talk show às escuras
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O apresentador de um programa de entrevistas dos Estados Unidos foi obrigado a usar lanternas para terminar seu talk show depois de um blecaute em Los Angeles. O apresentador Craig Ferguson estava entrevistando a atriz Alicia Silverstone em seu programa, The Late Late Show, quando as luzes do estúdio da rede de televisão CBS se apagaram.Os produtores decidiram continuar com o programa e entregaram a Ferguson uma lanterna para que continuasse com as entrevistas.
O programa é transmitido pela CB, logo após o talk show de David Letterman, Late Show with David Letterman, desde 2005.
O talk show de Ferguson é uma mistura de entrevistas com convidados e monólogos irreverentes e improvisados do apresentador.
De acordo com o jornal Los Angeles Times, ventos fortes, que chegaram a até 112 km/h, atingiram toda a região do sul da Califórnia na noite de terça-feira deixando milhares de pessoas sem energia elétrica, incluindo o estúdio da CBS em Los Angeles.
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28/10/2009 04:35 PM
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Hamas promete agir para impedir eleições na Faixa de Gaza
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O Hamas vai combater a organização de eleições palestinas na Faixa de Gaza, marcadas para 24 de janeiro pelo presidente Mahmoud Abbas, segundo declarou nesta quarta-feira o porta-voz do Ministério do Interior controlado pelo grupo islâmico, Ehab Al-Ghsain. "Qualquer preparação, comitê ou lista de eleitores será considerada uma ação ilegal e será combatida", afirmou Al-Ghsain."Qualquer um envolvido nas eleições responderá por isso." O porta-voz declarou ainda que o ministério "rejeita a realização de eleições na Faixa de Gaza porque elas foram anunciadas por alguém que não tem o direito de fazer isso e porque não há um consenso nacional sobre o pleito".
Apesar de meses de negociações mediadas pelo Egito, o Hamas não chegou a um acordo com o Fatah, a outra grande facção palestina, a qual pertence Abbas, sobre a realização de eleições nos territórios palestinos.
Mandato O Hamas - que controla a Faixa de Gaza - não reconhece Abbas como o presidente de direito dos palestinos.
Mahmoud Abbas foi eleito em janeiro de 2005 a um mandato de quatro anos.
A Autoridade Palestina estendeu seu mandato de presidente por mais um ano para que as eleições parlamentares e para presidente pudessem ocorrer na mesma data, mas o Hamas não reconheceu essa decisão.
Na semana passada, Abbas convocou as eleições para 24 de janeiro na Cisjordânia, em Gaza e em Jerusalém Oriental.
Histórico Nas últimas eleições parlamentares, em janeiro de 2006, o Hamas conquistou uma inesperada vitória sobre o Fatah, gerando uma onda de protestos internacionais e um boicote econômico aos territórios palestinos.
Em uma tentativa de conquistar reconhecimento internacional, o Hamas aceitou formar um governo de unidade nacional com o Fatah.
A iniciativa não funcionou e, após meses, as tensas relações entre os dois grupos explodiram em junho de 2007, quando - após confrontos armados entre as duas facções - o Hamas expulsou militantes do Fatah da Faixa de Gaza, assumindo o controle da região.
O Egito vem tentando mediar um acordo entre as duas facções há meses e propôs recentemente a realização das eleições em meados do ano que vem.
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28/10/2009 03:48 PM
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Entenda a violência no Paquistão e no Afeganistão
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Nos últimos anos, tropas da Otan no Afeganistão e o Exército no Paquistão vêm lutando contra militantes da Al-Qaeda e do Talebã que atuam na região. Mas a violência em ambos os países vêm aumentando nos últimos meses.No Paquistão, o Exército lançou uma nova ofensiva contra os militantes na região da fronteira afegã. Paralelamente, atentados atribuídos ao Talebã vêm sendo registrados nas principais cidades do país.
No Afeganistão, as eleições presidenciais realizadas em agosto foram boicotadas pelo Talebã, que também foram acusados de uma série de ataques contra as forças da Otan.
O número de soldados americanos mortos no Afeganistão em outubro já é o maior desde 2001.
A BBC preparou uma lista de perguntas para ajudar você a entender as dificuldades de combater os extremistas, e o que está em jogo.
Por que há conflitos nos dois países, e há alguma ligação entre eles? A coalizão liderada pelos Estados Unidos invadiu o Afeganistão em outubro de 2001, argumentando que o país estava dando refúgio ao líder da Al-Qaeda, Osama Bin Laden, depois de os atentados de 11 de Setembro.
Até esse ano, o Afeganistão era governado pelo Talebã - um grupo fundamentalista islâmico acusado de abusos dos direitos humanos.
Desde o princípio, as forças da coalizão pediram ajuda do Paquistão para tentar combater os insurgentes, em uma tentativa de acabar com qualquer esconderijo para os militantes.
Quando ficou claro que nem Bin Laden nem o líder do Talebã, Mulá Omar, haviam sido mortos ou capturados, aumentou a pressão para que o Paquistão expulsasse os militantes de suas áreas de fronteira.
Desde então, o Exército paquistanês vem lançando ofensivas contra as posições militantes, ao mesmo tempo em que fecha controversos acordos de paz. Os americanos, em particular, se opõem a esses acordos, argumentando que eles permitem aos militantes se reagrupar.
A última dessas ofensivas começou no fim do ano passado, depois da eleição do presidente Asif Ali Zardari. O Paquistão agora está focando suas atividades contra os militantes na fronteira entre o país e o Afeganistão.
O mundo tem motivos para se preocupar com a violência nos dois países? Há um consenso quase universal quanto a isso, e a resposta é sim.
A principal preocupação é pela segurança das armas nucleares do Paquistão que, teme-se, poderiam cair nas mãos da Al-Qaeda ou do Talebã.
A maioria dos analistas, porém, concorda que a possibilidade é remota.
Alguns acreditam que o risco está sendo exagerado por Washington para obter apoio à política do governo de Barack Obama para o Afeganistão e o Paquistão.
Para o analista da BBC Mark Urban, o perigo real é que um ou mais indivíduos ligados ao programa nuclear paquistanês forneçam material nuclear ou até uma arma atômica aos militantes.
Também teme-se que a Índia se envolva no conflito contra os militantes - especialmente em território paquistanês - se houver uma repetição de ataques como os de novembro de 2008 em Mumbai, atribuídos a extremistas operando do Paquistão.
Tanto a Índia como os Estados Unidos suspeitam que escolas religiosas (madrassas) dominadas por radicais no Paquistão estejam exportando militantes para todo o mundo.
O que está sendo feito para combater os militantes? Além da ofensiva do Exército paquistanês em regiões da província da Fronteira Noroeste (na fronteira afegã) - onde os militares retomaram o controle do Vale do Swat em abril deste ano - e nas Áreas Tribais Administradas pela Federação, nos últimos anos os americanos vêm usando controversos ataques aéreos com aviões não-tripulados contra alvos militantes no Paquistão e Afeganistão.
Vários civis morreram nos ataques, provocando críticas aos americanos.
O presidente Obama já enviou mais 21 mil soldados americanos para o Afeganistão e há informações de que ele estaria considerando um reforço ainda maior.
O comandante da Otan no Afeganistão, o general americano Stanley McChrystal, disse que é necessário um reforço de 40 mil soldados.
O comandante ainda ressaltou que, para vencer a guerra no Afeganistão, desenvolver o país é quase tão importante quanto o conflito militar - e a proteção de civis tem que estar no centro da estratégia.
Países do Ocidente já investiram bilhões de dólares no noroeste do Paquistão e no Afeganistão para a construção de escolas, hospitais e centros comunitários.
O Paquistão está comprometido em derrotar o Talebã? O governo do Paquistão afirma que sim, e o Exército do país atualmente dá sinais de que apoia as autoridades nesse esforço.
O líder do Talebã Baitullah Mehsud foi morto em agosto passado em um ataque americano.
Em outubro, o Exército lançou uma ofensiva contra os militantes do Talebã leais ao seu sucessor, Hakimullah Mehsud, baseado no Waziristão do Sul (região na fronteira com o Afeganistão).
Os combatentes de Mehsud foram responsabilizados pelos recentes atentados contra instalações militares no noroeste do Paquistão. Eles também são responsabilizados pela onda de atentados suicidas que atingiu o noroeste do Paquistão em outubro de 2009.
Mas permanecem as dúvidas sobre a disposição do Exército em combater os militantes do Talebã que cruzam a fronteira para cometer atentados no Afeganistão. Acredita-se até que alguns elementos do Exército apoiem ativamente militantes combatentes no Afeganistão.
Eles seriam vistos como um útil contrapeso ao que o Exército chama de crescente influência do país rival Índia sobre a Ásia central.
O Paquistão pode derrotar os militantes? No momento, é difícil dizer.
Até agora, os militantes parecem ter sido expulsos da maior parte da província da Fronteira Noroeste do Paquistão, inclusive do Vale do Swat, mas ainda estariam entrincheirados em áreas tribais.
Mesmo que o Paquistão consiga remover os militantes de seus redutos no Waziristão do Sul, muitos afirmam que o verdadeiro desafio é garantir que o Talebã não retome sua posição na região.
O terreno é de difícil acesso e ideal para guerra de guerrilha. Ninguém espera que o Talebã ou a Al-Qaeda desapareça do dia para a noite.
Qual o custo humano do conflito nos dois países? Mais de 100 mil pessoas deixaram o Waziristão do Sul nos dias que se antecederam à ofensiva militar.
No Afeganistão, a ONU afirma que o número de civis mortos no conflito aumentou dramaticamente em comparação a 2008.
A ONU afirma que 1.445 civis foram mortos de janeiro a agosto deste ano, um aumento de 39% em relação ao mesmo período no ano passado.
E quem vai vencer? No curto prazo, nenhum dos lados em nenhum dos dois países devem clamar vitória.
Recentemente, o ex-comandante da Otan no Afeganistão, general John Craddock, afirmou que a falta de soldados está aumentando a pressão sobre as operações militares e, em conseqüência, elas estão paralisadas no sul e leste do país, as áreas mais afetadas pela insurgência.
Os comandantes da Otan esperam que o presidente Obama envie mais tropas para a região, uma vez que seja definido o resultado das eleições presidenciais afegãs, em sete de novembro.
No Paquistão, o Exército continua a ofensiva no Waziristão, mas ela está restrita a certas áreas e certos grupos na região.
Ninguém espera que os militantes sejam facilmente derrotados em sua própria terra.
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28/10/2009 03:09 PM
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Diagnósticos de síndrome de Down crescem 71% na Inglaterra
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O número de bebês diagnosticados durante a gestação com síndrome de Down na Inglaterra e no País de Gales aumentou 71% entre 1989 e 2008, segundo um estudo. Nesse período, houve grandes melhorias nos testes para diagnóstico da condição, assim como um aumento no número de mulheres sendo testadas.Entre 1989 e 1990, houve 1.075 diagnósticos de bebês portadores da síndrome durante a gestação em comparação com 1.843 diagnósticos entre 2007 e 2008.
Apesar do aumento do número de diagnósticos, o número total de bebês que nascem com síndrome de Down no país permanece quase o mesmo: são cerca de 750 nascimentos por ano, apenas 1% menos do que há vinte anos.
O estudo, feito pela Universidade de Londres, foi publicado na publicação científica British Medical Journal Fatos O estudo revelou também que o número de casais optando pelo aborto após o diagnóstico permanece o mesmo em relação a 20 anos atrás: 92%.
Falando à BBC Brasil, Joan Morris, responsável pelo estudo, lembrou que embora a proporção de casais optando pelo aborto seja a mesma, o número total de abortos de bebês com Down aumentou.
Ela também acrescentou que a incidência de abortos naturais é grande em gestações com Down.
No passado, essas gestações não eram diagnosticadas, o aborto acontecia e a ocorrência da síndrome não era refletida nas estatísticas.
"Hoje você tem melhores testes, mais mulheres sendo testadas e mais abortos sendo feitos", disse Morris.
Idade da Mãe As chances de uma mulher ter um bebê com síndrome de Down sobem de uma em 940 se ela tem 30 anos para uma em 85 se ela tem 40 anos.
"O que estamos observando é um aumento brusco no número de gestações com síndrome de Down, mas ele está sendo compensado pelas melhorias nos testes", disse Joan Morris.
"Acreditava-se que essas melhorias levariam a uma diminuição no número de nascimentos com síndrome de Down. Entretanto, devido ao aumento na idade da mãe, isso não aconteceu".
Isso ocorreria porque mulheres mais velhas, conscientes de que suas chances de engravidar novamente são pequenas, optam por seguir em frente com a gravidez e ter o filho com Down.
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28/10/2009 02:21 PM
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Elemento presente no curry pode matar células de câncer, diz estudo
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Uma pesquisa realizada na Irlanda sugere que um componente encontrado no açafrão da Índia, presente no tempero curry, pode matar células cancerosas. O componente químico curcumina já era visto como um extrato com aplicações medicinais e já estava sendo testado para tratamento de artrite e até demência.
Testes de laboratório realizados pelo Centro de Pesquisa do Câncer de Cork, na Irlanda, mostraram que a curcumina pode matar células de câncer de esôfago.
A cientista Sharon McKenna e sua equipe descobriram que a curcumina começou a matar as células cancerosas dentro de 24 horas.
"Cientistas já sabiam há tempos que compostos naturais têm potencial para tratar células defeituosas que se transformaram em células cancerosas e suspeitamos que a curcumina poderia ter valor terapêutico", disse a cientista.
As células também começaram a se digerir, depois que a curcumina desencadeou os sinais de morte celular.
Novos tratamentos
Especialistas em câncer afirmam que a descoberta - publicada na revista especializada British Journal of Cancer - pode ajudar médicos a elaborar novos tratamentos para a doença.
Lesley Walker, diretor da organização britânica Cancer Research UK acha que os resultados da pesquisa irlandesa podem ajudar o desenvolvimento de novos tratamentos de câncer do esôfago.
"Abre a possibilidade para que compostos químicos naturais encontrados no açafrão da Índia possam ser desenvolvidos para se transformar em novos medicamentos."
"A incidência de câncer do esôfago aumentou em mais de 50% desde os anos 70 e isto estaria ligado ao aumento da taxa de obesidade, consumo de álcool e doença do refluxo, então, descobrir formas de evitar o desenvolvimento desse tipo de câncer é importante", acrescentou.
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28/10/2009 12:39 PM
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Carro-bomba mata mais de 80 no Paquistão
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Pelo menos 80 pessoas foram mortas e dezenas ficaram feridas nesta quarta-feira em uma grande explosão em um mercado em Peshawar, capital da província da Fronteira Noroeste no Paquistão.
Um carro-bomba explodiu no mercado na região de Peepal Mandi, em Peshawar, provocando vários incêndios que prejudicaram os trabalhos de resgate de vítimas.
Grande parte das vítimas são mulheres, já que a maioria das lojas e bazares no mercado é de produtos femininos. Um médico no hospital mais próximo ao local disse à agência de notícias AFP que 150 pessoas ficaram feridas.
Uma testemunha disse que vários prédios e uma mesquita ficaram danificados e que há pessoas soterradas nos escombros.
Taleban
O ataque coincide com uma visita da secretária de Estado americana, Hillary Clinton, à capital paquistanesa, Islamabad, nesta quarta-feira, para discutir o crescente número de ataques talebans no país.
Nenhum grupo assumiu a autoria do ataque ainda, mas militantes do Talebã vêm realizando atentados semelhantes em mercados no Paquistão. Desde o começo do mês, mais de 200 pessoas já morreram em ataques talebans.
Alguns atentados foram realizados em resposta à ação do Exército paquistanês contra o Taleban na região do Waziristão do Sul, reduto dos militantes que faz fronteira com o Afeganistão.
A segurança foi reforçada em todo o país nas últimas semanas, mas isso não tem impedido novos ataques.
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28/10/2009 11:36 AM
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Em Islamabad, Hillary Clinton condena atentado
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A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, condenou o atentado nesta quarta-feira que matou mais de 90 pessoas em Peshawar, no Paquistão. Clinton estava na capital paquistanesa Islamabad no momento do ataque.
Ela disse que o povo do Paquistão não está sozinho na luta contra militantes rebeldes. Em entrevista coletiva a jornalistas, a secretária de Estado chamou os condenados de "odiosos e brutais". Hillary prometeu aumentar o apoio americano ao Paquistão na luta contra insurgentes.
 Hillary se encontrou com o primeiro-ministro do Paquistão, Yousuf Raza Gilani / AP
Visita oficial
"O Paquistão está no meio de um esforço contínuo contra grupos extremistas tenazes e brutais que matam pessoas inocentes e aterrorizam comunidades", disse Hillary Clinton.
"Nós nos comprometemos a ficar lado a lado com o povo do Paquistão na sua luta por paz e segurança. Nós vamos lhes dar a ajuda que vocês precisam para atingir o seu objetivo."
"Os terroristas e extremistas são muito bons em destruir, mas eles não conseguem construir. É ai que temos uma vantagem."
Ao lado do ministro paquistanês das Relações Exteriores, Mahmoud Qureshi, Clinton defendeu que a relação entre Estados Unidos e Paquistão vá além da operação contra o terrorismo, e englobe projetos de infraestrutura, educação e geração de energia.
Hillary Clinton está no Paquistão para discutir formas de lidar com o aumento de ataques do Talebã nos últimos dias e para tratar de assuntos relativos à segurança das armas nucleares paquistanesas.
Esta é a quinta visita de Clinton ao Paquistão, mas a primeira na condição de secretária de Estado. Em três dias, ela vai visitar mesquitas e se encontrará com estudantes, líderes religiosos e jornalistas.
 Hillary chegou nesta quarta-feira ao Paquistão / EFE
O Paquistão é considerado um aliado fundamental do governo americano na luta contra o Taleban e a Al-Qaeda no país e no Afeganistão.
Na semana passada, o Senado americano aprovou uma lei que procura garantir que o dinheiro enviado ao Paquistão seja usado apenas na guerra contra os insurgentes. A lei proíbe que qualquer recurso americano seja usado pelo Paquistão contra a Índia.
A legislação também prevê o monitoramento de todas as armas americanas no Paquistão.
No começo do mês, o presidente americano, Barack Obama, aprovou um pacote de US$ 7,5 bilhões de ajuda não-militar ao Paquistão.
Leia mais sobre Paquistão
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28/10/2009 11:17 AM
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China resgata 2 mil crianças vítimas de tráfico humano
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A polícia na China informou que recuperou mais de 2 mil crianças depois de uma campanha de seis meses contra o tráfico de pessoas. O Ministério da Segurança Pública chinês criou um website com fotos de algumas das crianças sequestradas para tentar reuni-las a suas famílias.As crianças são de todas as partes da China e este é apenas o primeiro grupo; algumas têm nomes, muitas não têm.
Das 2008 crianças que foram resgatadas, algumas já voltaram para suas famílias.
A página na internet tem fotos de 60 crianças, de bebês a jovens, que foram levados de suas famílias. Estima-se que milhares de crianças desaparecem na China a cada ano.
Gangues de criminosos sequestram crianças e vendem para casais sem filhos.
Na sociedade patriarcal chinesa, meninos custam mais. Os meninos podem ser vendidos por até US$ 6 mil (cerca de R$ 10,4 mil). Meninas são vendidas por cerca de US$ 500 (cerca de R$ 868).
Os pais destas crianças desaparecidas, geralmente fazendeiros pobres ou operários de fábricas, já alertaram para a indiferença das autoridades.
O governo chinês prometeu agir para combater o sequestro e tráfico de crianças. Um banco de dados de DNA nacional foi estabelecido este ano para ajudar a reunir famílias.
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28/10/2009 10:53 AM
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Confiança do consumidor cresce nos EUA pela primeira vez desde 2007, diz Nielsen
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A confiança do consumidor cresceu pela primeira vez nos Estados Unidos desde o início de 2007, segundo o Índice Global de Confiança do Consumidor da empresa de consultoria de mercado Nielsen publicado nesta quarta-feira. O resultado, no entanto, contrasta com outra apuração, feita pela organização americana Conference Board de pesquisas econômicas, que nesta semana afirmou que a confiança do consumidor americano caiu em outubro.De acordo com a Nielsen, a confiança do consumidor está crescendo em todo o mundo - o índice global saltou de 77 pontos, seis meses atrás, para 86 pontos. Hong Kong, Coreia do Sul e Brasil foram os países que, respectivamente, apresentaram maior crescimento de confiança.
"Um aumento de nove pontos no índice global significa um bem-vindo retorno a um território positivo", disse James Russo, vice presidente de Global Consumers Insights da Nielsen. Para ele, este aumento representa uma mudança de postura e os consumidores parecem acreditar que o mundo está deixando a recessão para trás e caminhando em direção à recuperação.
O índice divulgado nesta quarta-feira mostra um retorno a quase o mesmo nível da primeira metade de 2008, antes da pior fase da crise econômica.
Neste mês, 66% dos consumidores globais entrevistados disseram que a economia de seu país está em recessão, em comparação com 71% em abril passado, mas para muitos consumidores da Ásia e América Latina, a recessão está se tornando coisa do passado, afirma a consultoria.
A pesquisa, feita pela internet entre os dias 26 de setembro e 16 de outubro, entrevistou mais de 30.500 usuários em 54 países. O índice da Nielsen é baseado na confiança do consumidor no mercado de trabalho, status de suas finanças pessoais e propensão a gastar.
Brasil No Brasil, o índice aumentou 12 pontos, registrando 108 (um índice acima de 100 é considerado otimista), colocando o país em quinto lugar no ranking de confiança do consumidor, atrás da Índia, Indonésia, Noruega e Vietnã.
"A pesquisa reflete o ritmo da recuperação econômica nos últimos seis meses, especialmente no Brasil e em alguns mercados asiáticos", disse Russo.
Ente os chineses, 87% dos entrevistados acreditam que o país saiu da recessão. Essa também foi a percepção de 60% dos ouvidos na Austrália, Hong Kong e Noruega. No Brasil, Índia e Chile, cerca de metade dos entrevistados disse acreditar que a recessão chegou ao fim.
A confiança dos brasileiros é a mais alta na América Latina, segundo o índice. "Como último país a entrar em recessão e entre os primeiros a se recuperar, o Brasil essencialmente retornou aos níveis de produção industrial pré-crise", disse Russo.
"O nível de emprego está aumentando e, junto com isso, o consumo. Os brasileiros se sentem muito otimistas sobre o futuro: as Olimpíadas de 2016 combinadas à Copa do Mundo de 2014, além de novos projetos de energia, garantem um alto nível de investimento em infra-estrutura nos próximos anos, e os consumidores, acertadamente, se sentem confiantes em relação à economia." Cautela Apesar do aumento de confiança, a Nielsen afirma, no entanto, que os consumidores ainda estão preocupados em não gastar muito, principalmente nos Estados Unidos e Europa, onde a taxa de desemprego permanece alta.
Em alguns países, afirma a consultoria, os hábitos dos consumidores parecem ter mudado permanentemente, e nas regiões citadas, o sentimento em relação à recuperação econômica permanece moderado.
"O crescimento da confiança do consumidor de quatro pontos nos Estados Unidos no terceiro trimestre - o primeiro aumento desde o início de 2007 - não se traduziu em confiança de gastos para a grande maioria dos consumidores americanos", disse Russo.
"Claramente, esta recuperação vai ser manifestada em gastos comedidos enquanto os consumidores trabalham para equilibrar suas contas."
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28/10/2009 10:21 AM
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