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New York Times


Taleban retorna ao norte do Afeganistão

KUNDUZ, Afeganistão - Longe da zona central de insurreição Taleban, no sul do país, esta antes pacífica província do norte era um lugar com o qual as autoridades americanas e afegãs não acreditavam ter que se preocupar.

NYT
Policial patrulha região de Kunduz, no Afeganistão

Policial patrulha região de Kunduz, no Afeganistão

As autoridades afegãs cortaram a força policial local em um terço há dois anos e novamente no começo deste ano. A segurança foi deixada por conta de alguns milhares de pacificadores alemães. Apenas um batalhão de logística afegão foi posicionado aqui.

Mas nos últimos dois anos o Taleban organizou continuamente um ressurgimento em Kunduz, onde agora ameaça uma importante rota de provisão da Otan e emprega táticas mais sofisticadas.

Em novembro, moradores locais ouviram ataques aéreos por forças da Otan durante cinco noites consecutivas, o primeiro confronto pesado desde que o Taleban foi derrubado do poder há oito anos.

O retorno demonstra vividamente como a segurança foi prejudicada mesmo em partes inesperadas do Afeganistão. Isso também retrata as escolhas difíceis que americanos, oficiais da Otan e afegãos têm pela frente, mesmo que o presidente Barack Obama decida enviar mais soldados ao país, como ele deve anunciar na próxima semana.

O Taleban era uma força derrotada no norte do Afeganistão, há muito o lar de uma resistência anti-Taleban mais forte, a Aliança do Norte. Mas o governo e os treinadores militares americanos não mantiveram a vigilância em busca de sinais de posicionamento Taleban e reduziram o posicionamento de tropas nas províncias do norte para impulsionar outras regiões mais voláteis.

Estas decisões criaram vulnerabilidade, conforme Kunduz se tornou um alvo maior com a abertura de uma nova rota de logística para suprimento de materiais da Rússia e Ásia Central para a Otan, sobre uma ponte financiada pelos Estados Unidos que foi inaugurada em 2007.

A rota deve servir como alternativa estratégica à passagem traiçoeira pelo Paquistão, que é constantemente atacada por militantes Talebans.

Agora, o Taleban ressurgiu com tal força que, durante a eleição presidencial de agosto, policiais entraram em confronto nos arredores da cidade de Kunduz com militantes que queriam tomar o centro, segundo as autoridades.

Desde então, a ameaça foi contida depois de uma operação da Otan e forças afegãs, mas a província permanece em risco.

Um distrito como Khanabad, com uma população de 350 mil, tem apenas 80 policiais, o governador de Kunduz, Muhammad Omar, disse em uma entrevista.

"A situação deteriorou de repente", disse o governador. "O motivo principal é que temos poucos policiais em Kunduz, considerando a posição estratégica da região, e nossa polícia não pode cobrir toda a área".

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27/11/2009 12:12 PM

A arte de vender cerveja em uma sociedade muçulmana

KUALA LUMPUR — Como vender cerveja em um país onde 60% da população é composta por muçulmanos proibidos pelo governo de comprar álcool? Com cuidado.

A Guinness Anchor, que tem a maior parcela do mercado das três cervejeiras da Malásia, recentemente comemorou o 250º aniversário da Guinness com um show da banda Black Eyed Peas.

A companhia teve que criar uma área separada onde o álcool poderia ser servido e concordar em não usar a palavra "Guinness" no show ou em sua promoção.

NYT
Pessoas brindam com cerveja em um restaurante de Kuala Lumpur

Pessoas brindam com cerveja em um restaurante de Kuala Lumpur

Inicialmente, os muçulmanos não poderiam participar, mas as autoridades mudaram de ideia depois. Os ingressos para o show não esgotaram, mas aproximadamente 16 mil pessoas passaram pelos portões. Não se sabe quantas delas eram muçulmanas.

"Nós temos como alvo de nossas atividades o malásio chinês e as comunidades indianas", disse Charles Ireland, o diretor da cervejaria, mencionando as maiores comunidades não-muçulmanas do país.

Apesar dos desafios culturais - e do fato de a Malásia ter um dos maiores impostos sobre o álcool - o consumo da cerveja aqui permaneceu relativamente firme durante a última década.

Os analistas e fabricantes locais são cautelosamente otimistas que as vendas possam aumentar gradualmente com a melhora da economia, o aumento das rendas e da população, atualmente de 28 milhões de pessoas.

A Euromonitor International, um grupo de pesquisa de mercado independente, prevê que o consumo de cerveja na Malásia irá aumentar de 137 milhões de litros em 2008 para 144 milhões de litros este ano e 171 milhões de litros em 2014.

Ainda que o álcool seja proibido em alguns países de maioria muçulmana, na Malásia seu consumo é legal para não-muçulmanos e ele está disponível em supermercados, bares e restaurantes.

Ainda assim, o tópico permanece sensível. Em julho, uma modelo muçulmana foi condenada a ser chibateada depois que bebeu cerveja em um hotel no estado oriental de Pahang.

Na maioria dos Estados, muçulmanos pegos com bebidas alcoólicas podem ser multados em até 3,000 ringgit (cerca de US$ 885) ou presos por até dois anos ou ambos. Muçulmanos pegos vendendo álcool pagam até 5,000 ringgit e são presos por três anos.

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27/11/2009 12:05 PM

Editorial - A criminalização dos imigrantes

A premissa de uma reforma imigratória inteligente é a distinção que terá que ser feita entre os estrangeiros criminosos e os quase americanos.

Ela reconheceria que os imigrantes ilegais precisam estar dentro da lei, mas também trataria seu status como um assunto civil que deve ser resolvido por meio do processo de naturalização e não pela polícia e com o uso de prisões.

Para os oponentes da legalização, imigrantes ilegais são por definição transgressores da lei irredimíveis e a única coisa pela qual deveriam esperar é a deportação. O trabalho desta gestão, conforme age sobre um projeto de lei há muito necessário, é resistir a esta visão.

Portanto, foi desanimador ouvir Janet Napolitano, a secretária de Segurança Nacional, ostentar recentemente a identificação de "mais de 111 mil estrangeiros criminosos" por um programa de registro de impressão digital nas cadeias conhecido como Comunidades Seguras.

Isso foi um equívoco. O programa, agora existente em 95 cidades ou municípios de 11 Estados, passará a exigir que todas as agências policiais locais confiram bancos de dados de imigração federais para qualquer um depois de uma apreensão.

Até agora, milhares de criminosos sérios, estupradores e assaltantes foram identificados, o tipo de pessoa cuja remoção do país deve fazer parte de qualquer estratégia de imigração sã. Mas também foram descobertos imigrantes com pequenas infrações de trânsito e violações de visto.

É fácil entender que esta gestão queira soar tão dura quanto possível ao se preparar para disputar a profunda resistência a uma verdadeira reforma imigratória.

É encorajador que Napolitano tenha recentemente repetido a insistência do presidente de que um caminho claro para a legalização deve ser um dos pilares da reforma. Isso torna ainda mais importante que esta gestão evite comparar imigração ilegal e crimes sérios.

As leis devem ser colocadas em prática, mas fazer isto deste modo fere os inocentes, criando uma distância curta entre ser hispânico e imigrante e criminoso.

Ter pele marrom, falar espanhol, parecer nervoso na presença de luzes policiais - nada disso deixa claro se você está aqui ilegalmente ou não, se é deportável ou não. Mas qualquer um destes sinais pode ser o bastante para que você seja parado em jurisdições de todo o país.

No Arizona, você pode ser preso. Nós sabemos de cidadãos cujas casas foram invadidas incorretamente por agentes federais descuidados em Long Island, trabalhadores que foram alvos de batidas discriminatórias na Califórnia, e outros que foram selecionados em bloqueios em estradas no interior do Estado de Nova York.

Isto prejudica a segurança pública. Se você quer saber as consequências de se transformar a polícia e as prisões em instrumentos de deportação, pergunte aos agentes de imposição da lei que se queixaram de programas que desfazem a divisão entre o seu papel no combate ao crime e a execução de leis federais, que fazem com que os imigrantes temam e evitem a polícia.

O presidente Barack Obama garantiu aos 12 milhões de imigrantes ilegais que irá lutar para lhes dar a chance de ganhar o direito de permanecer no país.

Sua gestão não deveria arruinar este nobre esforço ao negligentemente dar credibilidade à ideia de que os futuros cidadãos que vivem e trabalham entre nós são uma classe de criminosos. 

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27/11/2009 11:54 AM

Conferência busca troca de ideias sobre teoria de Darwin e crença religiosa no Egito

ALEXANDRIA – Não é que Charles Darwin e a teoria da evolução sejam conhecidos aqui. Mas mesmo entre aqueles que professam o conhecimento de algo sobre o assunto, o entendimento comum é de que Darwin disse que o homem veio dos macacos.

NYT

Egípcios participam de conferência que discute
teoria da evolução de Darwin, em Alexandria

Claro que Darwin não disse isso. Ele disse que ambos compartilham de um ancestral em comum. Mas para discuti-lo em qualquer lugar não é somente explorar as origens do homem. É inevitável que se envolva em um debate entre religião e ciência. É por isso que, após 150 anos da publicação de “A Origem das Espécies” de Darwin, o Conselho Britânico, vertente cultural do governo, decidiu realizar uma conferência internacional sobre Darwin nessa nação muçulmana, sunita e conservadora.

Foi a primeira vez.

“Muitas pessoas dizem que as teorias dele são erradas, ou que elas vão contra a religião”, disse Martin Davidson, chefe-executivo do Conselho Britânico. “Suas ideias provocam, mas se queremos nos entender, temos que discutir temas que nos dividam”.

Darwin pode não ser compreendido aqui, mas de muitas maneiras esse é apenas um sintoma de um problema ainda mais fundamental na educação do Egito e em toda a região. Em uma cultura que preza e incentiva a conformidade, contestar o convencional e as crenças é um anátema, disseram autores, cientistas políticos, assistentes sociais, estudantes e professores participantes ou não da conferência.

Ensino

A educação aqui é baseada no hábito da memorização, com quase nenhuma ênfase no pensamento criativo. Poucas escolas no país ensinam a teoria da evolução.

“Nossa cultura, e infelizmente todo o contexto da cultura árabe, não encoraja o livre pensamento”, disse Madiha El-Safty, professor de sociologia da Universidade Americana no Cairo. “Você não é incentivado a pensar livremente, você deve ser moldado dentro de certas formas e estruturas”.

De acordo com muitas pessoas do país, boa parte disso se deve à importância da memorização em detrimento do pensamento crítico, a qualidade da educação é pobre. Apesar de os países da região frequentemente gastar mais com cada aluno do que a média mundial, os resultados geralmente são muito aquém da média.

O Egito, por exemplo, que já foi considerado a capital intelectual do mundo árabe, recentemente ficou em 124º lugar em uma lista de 133 países quanto à qualidade da educação primária pelo Fórum Econômico Mundial, com base na Suíça. Outras avaliações forneceram resultados igualmente desanimadores.

“Se nosso sistema educacional fosse sólido, mas não tivesse ênfase em Darwin, estaria tudo bem”, disse Belal Fadl, autor de scripts e comentarista social. “Mas nossa educação realmente não ensina nada bem, nem árabe, nem inglês, nem nada”.

De fato, muitas pessoas, incluindo alguns dos 150 cientistas e acadêmicos que atenderam à Biblioteca Alexandrina neste mês, de certo modo ficaram surpresos com o fato de o governo ter concordado em permitir a conferência. Não é comum a liderança no país permitir discussões públicas de ideias que contestem o pensamento religioso e o currículo nacional, ou que promovam o pensamento crítico, disseram eles.

Mas o consentimento do governo veio em parte por causa da própria biblioteca, uma reencarnação moderna de um centro intelectual antigo que foi reconstruído e reaberto em 2001, um esforço certeiro para reacender o tipo de academia que há séculos colocou o Egito na vanguarda da ciência e do conhecimento.

Pensamentos

Apesar de defender Darwin, que era o tema mais amplo, a ideia era ao menos ouvir novos conceitos, o que o diretor da biblioteca, Ismail Sergaldin, enfatizou em seu discurso de abertura. Como argumento, ele apontou o Alcorão, o qual disse que ressaltava o estudo e a academia, como também os primeiros cientistas muçulmanos. Ele mencionou as palavras do físico pioneiro do século 13, Ibn al-Nafis: “quando ouvir algo incomum, não o rejeite preventivamente, isso seria tolo. Na verdade, coisas horríveis podem ser verdade e as familiares e apreciadas podem acabar se mostrando mentiras. A verdade é a verdade por si só, e não porque as pessoas o disseram”.

Foi uma mensagem que pareceu ressoar sobre muitos estudantes universitários egípcios no salão de palestras.

“Não sou completamente contra a ideia da evolução”, disse Amr Zeydah, 23, zoólogo graduado na Universidade de Alexandria. “Eu aceito a ideia parcialmente”.

Apesar de sua graduação, Zeydah nunca estudou sobre Darwin, e antes da conferência sabia muito pouco sobre a teoria da evolução. Ele aceitou a explicação islâmica sobre a criação, de que Deus fez Adão do barro e lhe deu uma alma.

Mas após participar da discussão, ele disse que tinha trabalhado uma forma de reconciliar ambas as noções: de que Deus criou a vida, que então evoluiu para se adequar ao ambiente. “Deus criou Adão com 15 metros de altura”, disse ele, mencionando o que disse ser uma Hadiz, ou palavra, do profeta Maomé. “Então a evolução aconteceu, porque obviamente não temos essa altura hoje”.

Apesar de algumas pessoas rirem da noção de que o homem já foi incrivelmente alto, de acordo com algumas pessoas, o fato era que as sensibilidades locais e crenças deviam ser entendidas também e não deixadas totalmente de lado, para assim o diálogo funcionar.

“O problema é tentar impor suas ideias aos outros”, disse Samy Zalat, professor de biodiversidade e ex-presidente do Departamento de Zoologia da Universidade do Canal de Suez.

Debate

O Conselho Britânico preparou a conferência para buscar um meio termo, mais do que para promover um confronto. Apesar de desafiar a sociedade religiosa a pensar seriamente sobre a evolução, ela enfatiza também a possibilidade de reconciliar a crença na criação divina e as teorias da evolução e de seleção natural de Darwin. Essa foi uma posição que fez muitos estudantes do país se sentirem confortáveis.

“A teoria de Darwin sobre as espécies não diz nada sobre o surgimento da vida – ou sobre as origens do Universo”, dizia o painel número sete de uma exibição sobre evolução, que um homem expôs durante a conferência. “É perfeitamente plausível apoiar uma explicação científica do quão natural as leis que permitiram ao Universo e à vida se desenvolverem são, e também acreditar que uma divindade criou essas leis”.

A julgar pelos comentários públicos feitos durante a reunião, os esforços para reconciliar a fé e a ciência deixaram os ateístas declarados na audiência frustrados e fez pouco para convencer os fundamentalistas religiosos.

Resultado

Francisco Diego, pesquisador da University College, em Londres, disse: “como sua religião começou? Com mitos e tradições e superstições. Isso veio primeiro, a ciência veio depois. Mas há uma explicação para o mundo natural, gostem ou não”.

Mesmo entre aqueles divididos, a conferência não pareceu mudar muitas concepções. “Eu não acredito em um ancestral comum, mas de fato acredito na evolução”, disse Asma Sharaf, 21, formada em Administração.

No entanto, o que a conferência pareceu fazer foi dar à Sharaf uma chance de experimentar a livre troca de ideias sem medo de ser repreendida por seus professores, pais ou vizinhos.

“Ensinaram-nos que Darwin disse que o homem era um descendente de macacos, de que ele estava errado, e foi só isso”, disse ela.


Por MICHAEL SLACKMAN


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26/11/2009 07:30 PM

Corporações americanas se preparam para política de cortes de emissões

As corporações americanas há muito tempo se preparam para o dia em que terão que fazer cortes agressivos nas emissões causadoras do aquecimento global.


Este dia pareceu um pouco mais próximo na quarta-feira, quando o presidente Barack Obama anunciou um objetivo nacional para tais reduções.

Grande parte da América corporativa já tem pensado como atingir esta meta. Muitos negócios concluíram anos atrás que tais limites seriam inevitáveis e têm pedido que o Congresso defina as regras exatas que precisarão seguir.

Muitas companhias já estão registrando suas emissões e analisando os resultados. Algumas fixaram objetivos voluntários de redução e têm reivindicado progresso significativo em atingi-los.

A sustentabilidade - uma noção que antes era defendida apenas pelos círculos ambientalistas - se tornou uma ideia popular com a qual algumas companhias estão comprometidas e muitas adotam nem que seja da boca para fora.

Grandes corporações, incluindo General Electric, Ford Motors e PepsiCo, se associaram a grupos ambientalistas para criar a Parceria de Ação pelo Clima , uma coalizão de amplo alcance que tenta encontrar maneiras de cortar as emissões em toda a economia.

Até agora, os Estados Unidos eram a única economia industrializada a evitar objetivos exigentes na redução das emissões de gases causadores do efeito estufa.

A nação foi ultrapassada pela China como o maior país emissor de dióxido de carbono, mas os americanos são poluidores maiores por pessoa do que os cidadãos de outros países.

A Casa Branca anunciou na quarta-feira que o presidente irá apresentar um objetivo provisório de redução dos gases causadores do efeito estufa na reunião de Copenhague no próximo mês. Ele estará "em torno" de 17% abaixo dos níveis de 2005 antes de 2020 e 83% abaixo antes de 2050, disse a Casa Branca.

Limitar o aumento das emissões de gases causadores do efeito estufa, bem como cortar as emissões, exigirá uma transformação radical no consumo de energia e combustíveis da América, algo que possivelmente levará décadas.

Isto deve prejudicar alguns negócios que consomem muita energia, como refinadoras de petróleo e usinas de carvão, enquanto impulsiona o desenvolvimento de indústrias de energia alternativas como a solar e a eólica.

O Congresso tem considerado um mecanismo de comercialização de créditos de carbono, no qual os legisladores fixariam um limite nas emissões do país que diminuiria ano após ano.

Eles também concederiam permissões de poluição a companhias, que então poderiam vender ou comprar estes créditos de acordo com suas necessidades.

Corporações maiores, especialmente as que operam tanto nos Estados Unidos quanto na Europa, estão adiantadas na forma como lidam com suas emissões.

No entanto, muitas pequenas empresas e fabricantes domésticos fizeram pouco progresso e temem as despesas mais altas que um ataque ao aquecimento global exigiriam.

 

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26/11/2009 04:58 PM

Obama irá revelar estratégia para o Afeganistão em West Point

WASHINGTON - O presidente Barack Obama irá revelar sua estratégia para o Afeganistão formalmente, na noite de terça-feira, em um anúncio no horário nobre da televisão americana diante de cadetes e soldados da Academia Militar de West Point, afirmaram oficiais da Casa Branca na quarta-feira.

A decisão de usar West Point foi calculada para demonstrar que Obama, mesmo conforme se prepara para enviar até 30 mil tropas adicionais à guerra, está ciente do custo que Iraque e Afeganistão representam para as forças armadas, disseram os oficiais.

Obama irá falar sobre o aumento de tropas durante seu discurso, marcado para as 20h, mas também sobre a retirada americana, tentando se manter na tênue linha entre demonstrar resolução e tranquilizar os americanos de que seu compromisso com o Afeganistão não é interminável.

Depois do discurso, autoridades desta gestão irão testemunhar no Capitólio.

O Comitê de Serviços Armados da Câmara terá uma audiência na quinta-feira com o Ministro da Defesa Robert M. Gates e o Almirante Mike Mullen, chefe do Estado-Maior dos Estados Unidos.

Um assessor do comitê afirmou que o painel também pode querer ouvir o general Stanley A. McChrystal, comandante americano e da Otan no Afeganistão, no dia seguinte ou em 8 de dezembro.

Ao falar em West Point, Obama seguirá uma longa tradição de presidentes que buscaram envolver iniciativas políticas importantes com véu da história militar e seus rituais.

O presidente George W. Bush discutiu sua doutrina de ataques preventivos durante um discurso em West Point em 2002. Ele voltou a defender a doutrina seis anos depois, novamente em West Point, após os ataques terroristas em Mumbai, Índia, um ano atrás, quando disse que "nós faremos o que for necessário para proteger as tropas americanas e as pessoas americanas".

Obama provavelmente também irá se concentrar em garantir aos americanos na próxima terça-feira de que dará qualquer passos necessário para perseguir terroristas e impedir que a Al-Qaeda use o Afeganistão para atacar os Estados Unidos.

Ele também tentará sinalizar convicção de que os Estados Unidos permanecem comprometidos com a região à comunidade internacional, especificamente ao Afeganistão e Paquistão.

Ao mesmo tempo ele tentará assegurar os descrentes no país de que não se envolverá em uma guerra que não pode ser vencida no Afeganistão.

Obama se reunirá com membros do Congresso para informá-los sobre sua estratégia antes do discurso em West Point.

 

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26/11/2009 04:50 PM

Editorial - Um brinde de Ação de Graça

Ao se sentar com a família e os amigos hoje, todos darão graças às correntes contínuas que, fluindo do passado, nos trouxeram a esta mesa. Haverá graças pela presente união e reunião de todos. E haverá graças suplicantes pelo futuro.

Mas vale erguer o copo (ou o garfo, para aqueles que preferem passar sem o brinde) para agradecer o inesperado, todas as maneiras pelas quais a vida interrompe e se renova sem aviso.

Como seriam as nossas vidas se elas nos reservassem apenas o que planejamos? De onde viriam nossa sabedoria ou paciência - ou nossa esperança?

Como teríamos novos rostos na nossa mesa de Ação de Graças ou como sentiríamos falta daqueles rostos que já não estão entre nós neste feriado?

Nunca deixará de surpreender que a condição de sermos humanos significa que nós não podemos prever com qualquer precisão o que a próxima Ação de Graças nos trará.

Nós podemos esperar, imaginar e temer. Mas quando a próxima Ação de Graças chegar, nós teremos que nos lembrar, como fazemos hoje, de como o inesperado moldou nossas vidas.

Isso significa considerar como nos enriqueceu, nos abençoou, com sofrimento bem como com alegria.

Talvez este seja o motivo de tamanha abundância à mesa, reunirmos o passado, comemorarmos o presente e nos abrirmos para o futuro.

Há o futuro a curto prazo, onde haverá espaço para segundos. Então há aquele a longo prazo, um tempo para florescer e amadurecer, para novos amigos, nova família, novo amor, nova esperança. Afinal de contas, a maior parte daquilo que a vida contém nos veem inesperadamente. É nosso trabalho dar boas-vindas e um significado a tudo.

Assim vamos brindar ao que nós não podemos saber e não poderíamos ter adivinhado, e à maneira inesperada que nossas vidas estarão na próxima Ação de Graças.

 

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26/11/2009 04:45 PM

Enquanto a China ganha espaço aos olhos dos EUA, a Índia se sente desprezada

NOVA DELHI – No geral, o comunicado parecia como qualquer outro anúncio ameno divulgado após o fim de uma visita educada por um chefe de Estado. Ele foi feito pelos EUA e pela China após a visita do presidente Barack Obama ao país, e dizia que os dois países “trabalhariam juntos para promover a paz, estabilidade e desenvolvimento” no sul da Ásia.

Mas sob a visão da visita do primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh, à Casa Branca, onde na terça-feira ele será convidado de honra do primeiro jantar de Estado de Obama, as palavras foram recebidas como várias demonstrações de desprezo, que teriam acabado com as esperanças de um novo capítulo nas, muitas vezes abaladas, relações entre os EUA e a Índia.

O vago comunicado foi amplamente interpretado pelos indianos como um convite à China para interferir no território indiano, e levantou lamentos desanimados sobre o espectro político.

“Como você pode tornar a China responsável pela manutenção da paz no sul da Ásia?”, disse Prem Shankar Jha, colunista de um jornal e uma revista, transmitindo o sentimento predominante entre os analistas políticos de Nova Delhi. “A China não fez nada no sul da Ásia a não ser ter um papel destrutivo aqui”, acrescentou, referindo-se aos vínculos chineses com o arquirrival da Índia, o Paquistão.

Contudo, além dos assuntos mais aparentes, há uma tensão mais profunda, de acordo com a qual a Índia vê a relação próxima entre Washington e Pequim sob a administração de Obama como uma ameaça para seu próprio crescimento como potência global. E também há as preocupações de que seja relegado à Índia um papel regional em par com seus vizinhos problemáticos, o Afeganistão e o Paquistão.

“Há um sentimento de que nos cálculos internacionais de Obama, a Índia não seja tão importante”, disse Lalit Mansingh, ex-secretário de Exterior e embaixador em Washington. “A suspeita está levantando que Obama não é tão a favor de uma parceria estratégica com a Índia como era George W. Bush. Por trás disso, há a suspeita de que os americanos estão assustados ou dependentes demais em relação aos chineses”.

A recusa de Obama em se encontrar com Dalai Lama em Washington, no mês passado, também foi visto como uma evidência de que ele não deseja ofender a China, sem contar que a Índia impediu jornalistas estrangeiros de cobrir a visita de Dalai Lama à disputada província indiana, em parte para acalmar a China, que se opunha à visita.

A Índia e os EUA ficaram mais próximos do que nunca em sua história durante a presidência de Bush, estimulados em grande parte por um pacto sobre tecnologia nuclear que legitimou tacitamente o programa de armas nucleares da Índia e permitiu que o país importasse tecnologia necessária para construir fábricas de energia nuclear. A administração Bush via a democrática Índia como um contrapeso natural à uma crescente China autocrata.

A administração de Obama foi recebida mais friamente. Enquanto Bush via a Índua como um aliado vital e singular, Obama “tende a usar o Paquistão como uma entrada para o sul da Ásia, e vê a Índia como uma vertente complicada do Afeganistão”, disse um editorial de desaprovação do jornal indiano “Express”, na segunda-feira.

De fato, com os EUA mirando a guerra no Afeganistão, com o caos do
Paquistão cada vez mais inseparável do pântano afegão, a Índia se preocupa com que mais uma vez se torne meramente uma variante de uma complicada equação regional.

Nesse contexto, a visão da relutância dos EUA em confrontar a China em assuntos delicados criou a impressão de que os americanos se preocupam mais com interesses pragmáticos com Pequim, que possui US$ 800 bilhões, do que em manter os valores que compartilham com a Índia, dizem analistas em ex-diplomatas indianos.

“Curvar-se diante o imperador do Japão foi um ato de cortesia”, disse Mansingh. “Mas se curvar para trás diante os chineses foi um ato de submissão”.


Por LYDIA POLGREEN


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25/11/2009 10:02 PM

Divergências no Iraque também existem no campo de futebol

BAGDÁ – A seleção nacional de futebol do Iraque com certeza teve momentos difíceis. Saddam Hussein costumava mandar bater nos jogadores quando o time perdia. E a guerra que o depôs forçou os atletas a irem para o exílio, porque os extremistas começaram a matar personalidades do esporte. O primeiro jogo realizado em casa em anos foi neste verão – contra os palestinos, o único time que aceitou ir ao país durante a guerra.

NYT

Homens assistem partida de futebol transmitida por
TV entre Iraque e Emirados Árabes, em Bagdá

Apesar disso, a equipe continua a competir internacionalmente. Agora ela deve ter um fim, ao menos por certo tempo. A Federação Internacional de Futebol Associado (FIFA) suspendeu o time iraquiano em 20 de novembro, acusando o governo de interferir nos assuntos do conselho que supervisiona a equipe nacional.

Essa não é tanto uma história sobre esportes, mas sim uma parábola da vida no Iraque – outro exemplo de inabilidade dos iraquianos de estabelecer suas diferenças. Apesar dessa controvérsia não ser tão importante quanto à eterna disputa que continua adiando as eleições no país, ela tem suas próprias aflições. No Iraque despedaçado pela guerra, o futebol tem sido a única coisa que superou as divisões políticas e separatistas.

Frente a isso, o conflito tem uma velha brincadeira remanescente sobre a política da academia – vicia tanto porque tão pouco está em jogo. Ela começou quando a Associação de Futebol do Iraque disse que era perigoso demais para os membros do governo realizar as eleições no Iraque, e a FIFA lhe concedeu uma extensão. O governo queria eleições imediatas, e debandou a associação local levando à FIFA a anunciar a expulsão.

A disputa ilustra a capacidade contínua que as divisões políticas do passado têm para perturbar um presente político imaturo. Algumas autoridades iraquianas reclamam que a associação de futebol ainda está corrompida pela sua relação antiga com um dos filhos de Saddam, Odai, que já dirigiu os esportes no Iraque com um chicote na mão e um temperamento mal-humorado.

A discordância também abrange a forma como os líderes iraquianos querem que seu país seja visto mundialmente. É difícil persuadir investidores a gastar seu dinheiro aqui se até mesmo a associação de futebol do país declara que é muito perigoso fazê-lo.

Finanças

O time iraquiano, assim como país, tem grandes recursos naturais que são pouco explorados. Neste ano a equipe não conseguiu passar nas eliminatórias para a Copa do Mundo, mesmo após investir em um novo proeminente técnico Sérvio, Borá Milutinovic, que já levou cinco outros times para a Copa, incluindo a dos EUA.

Apesar disso, durante alguns dias sombrios da guerra em 2007, a equipe ganhou prestígio na Copa da Ásia, ao receber o apelido de Leões da Mesopotâmia. Essa vitória provocou uma comemoração bacanal com tiros, que deixaram os militares norte-americanos em estado de alerta até perceberam que o tiroteio não era uma ofensiva da insurgência.

O futebol é tão querido aqui que até mesmo a Al-Qaeda na Mesopotâmia, que alega ter vínculos com o grupo de Osama bin Laden, não ousou falar sobre o desprezo teológico de bin Laden pelo esporte. As partidas no Iraque são um dos poucos eventos que reúnem o público sem nunca ser um alvo para homens-bomba.

Younis Mahmoud, estrela da equipe e centro-avante, é um sunita da disputada província de Kirkuk, onde árabes, turcomanos e curdos ainda estão em um estado virtual de guerra. Com um mapa do Iraque tatuado em seu braço esquerdo e um estilo de ataque agressivo que lhe rendeu o apelido de “o açougueiro”, Mahmoud é um herói para todos os iraquianos (apesar de ter recusado nos últimos anos a voltar para o Iraque para viver sob riscos de vida, assim como os líderes do futebol).

A paixão dos fãs iraquianos é grande até mesmo para os padrões do futebol internacional.

Riscos

No começo deste ano, em Hilla, sul de Bagdá, o goleiro da equipe vencedora em uma partida local foi morto por um policial – e não foi por raiva. Em seu estado de excitação, o oficial perdeu o controle de sua arma.

No centro da controvérsia com o conselho que controla o futebol mundialmente está Hussein Saeed, que dirige a Associação de Futebol iraquiana, de sua base em Amman, na Jordânia, ou, de acordo com alguns, de Londres.

Saeed, ex-capitão de equipe muito popular, era ativo na associação de futebol quando o esporte no Iraque era dirigido por Odai Hussein, que foi morto por americanos em 2003. Críticos de Saeed dizem que isso o tornou um acessório de tortura para as figuras do esporte. Seus defensores dizem que, assim como todos os atletas iraquianos, ele não tinha opção a não ser resistir ao abuso.

Saeed nega essas acusações. “São tudo mentiras e invenções”, disse ele em uma entrevista na semana passada. “Essas pessoas não deveriam usar os métodos terroristas contra os atletas”.

Ele também contesta as reclamações do governo de que a associação de futebol permanece no exílio. O atleta diz que os líderes do grupo regularmente visitam o norte do Curdistão e a província de Babel no sul, ambos locais seguros em comparação a Bagdá.

Sucesso e Fracasso

Ninguém culpa a equipe iraquiana de futebol por essas contestações. Após a vitória da equipe na Copa da Ásia, oficiais do governo os regaram de presentes, incluindo de passaportes diplomáticos e presentes de US$ 10 mil, cedidos pelo primeiro-ministro a cada jogador. Contudo, a campanha ruim do time neste ano tornou mais fácil para o governo se mover politicamente contra a associação, que controla a equipe e suas finanças.

Durante os dias de severidade de Odai Hussein sobre o esporte iraquiano, “havia muita pressão psicológica sobre os jogadores, o que era muito eficiente”, disse um ex-jogador de futebol, Ahmed Radhi, que dirige o Conselho de Esportes e Juventuda no parlamento. “Agora os jogadores sofrem da mesma pressão por causa da interferência política, então praticamente nada mudou”.

A temporada de futebol atualmente vive um hiato de três meses, e Sameer Sadeq al Mosawy, autoridade do Comitê Olímpico iraquiano apoiada pelo governo, grupo que debandou a associação de futebol do país, disse esperar que o país faça uma apelação contra a suspensão da FIFA e obtenha sucesso antes da próxima partida. “Esperamos conseguir sair dessa luta sem perdedores”, disse.

Al-Mosawy, ex-competidor de judô, negou que as ações de seu comitê, que supervisiona as federações esportivas do Iraque, não tinham nada a ver com política ou com quaisquer feitos passados. “Isso é democracia”, disse ele em uma entrevista na quinta-feira da semana passada.

De acordo com Abdul Qadir Zainal, ex-jogador de futebol iraquiano que se tornou comentarista de esportes, pode até ser verdade, mas tal democracia nem sempre traz um jogo bonito.

“Nos últimos 35 anos do futebol iraquiano, nós nunca tivemos um problema sério como este”, disse Zainal, descartando as infâmias de Odai Hussein. “Agora eu realmente temo pelo futuro do futebol iraquiano”.

 
Por ROD NORDLAND e SA'AD AL-IZZI


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25/11/2009 09:09 PM

Obama enviou carta para Lula sobre Ahmadinejad

RIO DE JANEIRO - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, enviou no último domingo uma carta para o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, reiterando a posição de seu país sobre o programa nuclear do Irã, um dia antes de o presidente do Irã fez sua primeira visita oficial ao Brasil, afirmou um assessor de Lula na terça-feira.

 

Na carta, Obama não critica explicitamente Lula por hospedar o presidente Mahmoud Ahmadinejad, do Irã, mas afirmou que esperava que Lula usasse a ocasião para expressar apoio aos esforços internacionais para forjar um compromisso sobre as ambições nucleares do Irã, segundo duas autoridades norte-americanas.

Na carta de três páginas, Obama reiterou seu apoio a uma proposta da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) que tem como objetivo forçar o Irã a desenvolver energia nuclear para fins pacíficos e civis. O acordo proposto faz com que o Irã exporte a maior parte de seu urânio enriquecido para processamento fora do país.

O Irã até agora se recusou a aceitar a proposta. Lula reiterou na segunda-feira seu apoio ao direito do Irã de desenvolver sua tecnologia nuclear para uso na produção de energia, assim como o Brasil vem fazendo.

Ahmadinejad, o primeiro líder iraniano a visitar o Brasil em 44 anos, veio para Brasília na segunda-feira. Lula promoveu a visita como parte de um esforço diplomático para ajudar a mediar as tensões entre Israel e os palestinos. O presidente de Israel, Shimon Peres, e Mahmoud Abbas, o presidente da Autoridade Palestiniana, realizaram visitas separadas ao Brasil este mês.

Obama conversou com Lula sobre o Irã anteriormente, durante reunião do G20 em abril, manifestando esperança que Lula poderia envolver Ahmadinejad em um diálogo sobre a questão nuclear, de acordo com diplomatas e funcionários do governo dos EUA e do Brasil.

Mas, mesmo antes da visita de Ahmadinejad, houve tensão entre os Estados Unidos e o Brasil sobre a iniciativa americana para colocar mais pessoal militar na Colômbia e o modo como os Estados Unidos lidaram com a crise política em Honduras.

A carta de Obama também mencionou Honduras, assim como as negociações sobre o acordo climático em Copenhague e a Rodada de Doha de negociações comerciais. Sobre Honduras, Obama manifestou o apoio americano à eleição presidencial após a destituição do presidente Manuel Zelaya, em junho deste ano. Obama disse em sua carta que a situação deverá começar do zero "após a eleição", afirmou o assessor brasileiro que divulgou trechos da carta.

O Brasil se opõe à eleição, que está agendado para domingo, dizendo que é inadequado, tendo em vista a queda de Zelaya, que o Brasil e grande parte do mundo consideram um golpe de Estado. Um porta-voz do governo brasileiro disse na terça-feira que Lula ainda não tinha respondido à carta de Obama e estava pensando em telefonar para ele, ao invés de responder por carta.

- Por Alexei Barrionuevo

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25/11/2009 10:56 AM

Protocolo e modernidade se misturam no primeiro jantar de Estado de Obama

WASHINGTON - É uma velha tradição, um jantar na Casa Branca governado por rituais e protocolo é o evento social mais badalado desta cidade. Mas em seu primeiro jantar de Estado, na noite de terça-feira, o presidente Barack Obama e sua mulher , Michelle, deram seu próprio toque de modernidade ao evento.


Jantar em tenda no jardim da Casa Branca teve luxo e glamour / AP

Eles contrataram uma nova floricultora, Laura Dowling, que ornamentou a sala de jantar externa coberta com um toldo com magnólias e heras cultivadas localmente de maneira sustentável.

Eles trouxeram o chefe de cozinha Marcus Samuelsson, do restaurante Aquavit, de Nova York, um cidadão americano que nasceu na Etiópia, foi criado na Suécia e mistura sabores culinários em seus pratos.

Eles convidaram estudantes de bairros pobres para testemunhar a chegada dos convidados de honra, incluindo o primeiro-ministro Manmohan Singh da Índia e sua esposa, Gursharan Kaur.


Premiê indiano e sua mulher foram os convidados de honra de Obama / NYT

À mesa, o cardápio sem carne incluiu uma mistura de pratos favoritos de indianos e americanos, com outros sabores preferidos por afro-americanos.

Couve e camarão com curry, grão de bico e quiabo, pão de milho e nan foram servidos aos 320 convidados - incluindo alguns republicanos famosos e indianos-americanos proeminentes.

"Ele quis dar um tom diferente", Vishakha N. Desai, convidado do jantar e presidente indiano da Sociedade Ásia, disse sobre o presidente. "Obama não está apenas comemorando sua herança afro-americana, mas a diversidade cultural da América. E esta é uma mensagem poderosa para se enviar ao mundo".

A noite foi uma mistura potente de política, diplomacia e glamour, com os principais doadores desta gestão se entrosando com legisladores do Congresso, secretários de Gabinete, dignitários indianos e celebridades de Hollywood vestidos em smokings e vestidos de gala.

Para Obama, também foi um raro descanso das disputas do governo, permitindo que ele mostrasse seu papel como líder mundial (e anfitrião cortês) em um momento no qual ele lida com amargas batalhas por causa da legislação para a reforma do sistema de saúde e as guerras no Afeganistão e Iraque - tudo isso enquanto vê seu índice de aprovação despencar.

"Isso permite que ele se coloque acima das atuais disputas políticas, para assumir o papel de líder de Estado e lembrar as pessoas da estatura da presidência", disse Doris Kearns Goodwin, historiador presidencial que notou que o jantar de Estado mais famoso de Franklin D. Roosevelt - para o rei e a rainha da Inglaterra - aconteceu durante a Depressão.

"É uma pausa das preocupações diárias", disse Goodwin. "Este é o nosso momento para aquele tipo de cerimônia, para aquela pompa e circunstância, e isso é algo não partidário".

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25/11/2009 09:58 AM

Cama de pregos vira mania entre suecos

ESTOCOLMO - Um espírito hindu tomou conta das ruas de Estocolmo, armado com a última moda desta capital nórdica: a cama de pregos.

Não se trata da mesma variedade de madeira e ferro usada pelos faquires hindus, mas uma variação moderna que normalmente consiste em um bloco de borracha de espuma, coberto por um tecido de algodão, com pequenos discos de plástico duro e afiado como uma estaca. Modernizado ou não, dói.


Consumidoras observam pequeno colchão de pregos vendido na Suécia / NYT

"É bastante doloroso no início", disse Catarina Rolfsdotter-Jansson, 46, instrutora de ioga e escritora. "O truque é a descarga de adrenalina, depois da qual você relaxa e se sente bem novamente".

Quando uma pessoa se levanta depois de deitar sobre a cama de pregos, segundo ela, "suas costas parecem que foram marcadas com garfos". A moda se disseminou tão rapidamente que muitos suecos agora são devotos.

Em agosto, um dos maiores fabricantes de camas de prego, a Shakti (batizado em homenagem à deusa da fertilidade hindu), reuniu 3 mil pessoas em um parque para ocupar camas de prego colocados no chão na forma de raios de sol.

A maioria entoou mantras sentando ou deitando sobre a sua cama, conseguindo assim um lugar no livro Guinness dos recordes.

Mas os organizadores disseram que apenas 2.500 participantes cantaram, uma vez que o restante dormiu - um sinal, eles afirmam, das propriedades relaxantes dos camas.

Como em qualquer moda, os efeitos da cama de pregos para a saúde podem ser exagerados, com algumas pessoas prometendo curas para tudo "da esquizofrenia à caspa", afirmou Rolfsdotter-Jansson.

Mas muitos usuários alegam alívios de problemas de sono, enxaquecas e asma.

As camas medem aproximadamente 70 por 40 centímetros, mas podem ser maiores, e contêm entre 4,000 e 8,000 "pregos". O preço vari entre US$ 50 e US$ 115.

A moda nasceu na comunidade de praticantes de yôga da Suécia e depois chegou à população geral. Uma das responsáveis por popularizar a cama de pregos é Susanna Lindelow, 46, que comprou uma por correspondência feita na Rússia na tentativa desesperada de curar uma persistente dor nas costas.

Surpresa com o sucesso da cama, ela mandou fazer um modelo de demonstração em plástico e em 2005 conseguiu parceria para sua fabricação.

Ela afirma que sua companhia, a Cura Comp, faz cerca de 100.000 camas ao ano.

Claro que nem todos aderiram à moda. "Eu tentei, eu gostei, parece que abre um fluxo no corpo", disse Josefine Vilhelmson, 19, recepcionista em um centro de aptidão. Mas ela tem um? "Não, é muito caro", ela disse.

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25/11/2009 09:50 AM
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