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Musicão


Natura About Us 2009

23/11/2009 10:54 AM

Encontro de Gerações: Pitty e Titãs

O ?Jovem Pan in Concert?, em sua terceira edição, uniu no palco do HSBC na capital paulista, na última sexta feira 20 de novembro, dois grandes nomes na história do rock nacional, Pitty e Titãs. Com início às 22h30, Pitty inicia sua apresentação com iluminação privilegiada, onde à estrutura de spots surgiam luzes brancas e azuis intercaladas, em grande efeito visual da disposição 6x8x6, num verdadeiro show de técnica! Great! Cheia de bossa, a intérprete esbanjou carisma e charme em inspiradas interpretações, sempre com sua já costumeira versatilidade, excepcional domínio de palco e sinergia com o público. Apresentando sucessos de seus álbuns anteriores e canções de seu mais recente trabalho, "Chiaroscuro", inicia já com ponto alto de verticalização, com a execução de ?8 ou 80?, que apresenta bateria cadenciada em dub nas conversões para o refrão e grandes finalizações. Melodia bem construída, pontuada pela guitarra em distorção diatônica. Nota para a excelente e firme condução da bateria nesta canção, numa perfeita sincronia com a letra ácida, repleta de atitude, indignação e críticas provocações. A execução de ?Memórias? já aclamada pelo público causa furor na platéia, apresentando break para solo de guitarra na finalização, num momento inspirado do show, onde ricos acordes para arranjos de construção arrojada remetem em sua base melódica ao psicodelismo, causando efeito de inserção. ?Medo?, uma das canções do novo álbum, apresenta em sua letra caráter introspectivo e arranjos com predominância do baixo, auxiliando na construção da cadência desta bela melodia de linhas próximas ao classic metal, com pitadas deliciosas de hardcore, gothic e dark wave, pontuadas pela condução do vocal e mudanças frenéticas de andamento. Bateria cadenciada participa com grande charme e estilo, numa das melhores canções apresentadas. Outra canção com grande diferencial e qualidade estética, ?Água Contida? traduz de forma moderna, sem perder o tom das bases retrô, elementos extraídos do blues/soul e esparsos acordes latinos remetendo ao bolero e chá-chá-chá, remetendo à sonoridade dos anos 50. Letra introspectiva, inteligentemente dribla o deprê piegas, traduzindo ar de graça e leveza à sua construção. Criatividade e inovação dão a tônica desta canção, realizando fusão entre variados estilos com grande perícia, revisitando em um mesmo ?pack? elementos tão distintos quanto sonoridades negras e latinas. Fantástico! ?Na Sua Estante? apresenta introdução com elementos de inspiração oriental, remetendo ao post-punk 80?s, bem pontuada pela bateria cadenciada e interessantes riffs de guitarra nas conversões, num belo contraponto á letra suave de linhas românticas em mais uma bela canção. Subindo ao palco por volta de 00h50, a máquina titânica brilhou soberana, trazendo ?Amor Por Dinheiro?, canção de seu álbum atual ?Sacos Plásticos?, num rock?n roll clássico, sem rodeios, incisivo e direto, e ácida letra crítica aos costumes sociais e à justiça (?) praticada em nosso país. Mais um petardo certeiro de uma das mais influentes bandas do rock nacional, demonstrando que os gigantes Titãs estão de volta, com mais fôlego e vigor que nunca!!! Nota para o momento de divisão do palco com Pitty, na execução de dois clássicos ?Bichos Escrotos? e ?Flores?, com mais shows à parte da bem elaborada iluminação e, obviamente, das inspiradas interpretações da cantora respectivamente com Paulo Miklos e Branco Mello. Incrível! ?Auto-Estrada? surge como mais uma brilhante pérola da nova safra Titãs, resgatando o rock que os consagrou, com letra de estilo e construção ímpar, para melodia bem pontuada em mais uma bela faixa do novo álbum! Um dos mais gratos momentos da apresentação, a crítica e satírica ?Vossa Excelência? traz na malemolência do reggae com charmosas pitadas de brasilidade a dicotomia entre a suavidade da melodia e a indignada força da letra, com refrão de forte apelo à reflexão política, num processo de retorno às origens, remetendo aos clássicos do lendário ?Cabeça Dinossauro?. Essa canção ?dá muito que pensar?. Literalmente!!! ?Este é o Lugar?, traduz em sua melodia a revolta já consagrada em ?Porrada?, aliás remetendo a esta muito de perto em arranjos e bases. Letra bem humorada retrata de maneira divertida dilemas cotidianos. Boa sacada! ?Sacos Plásticos? apresenta em sua introdução um suave namoro com sintetizadores eletrônicos, revisitando com categoria pesquisa similar realizada em ?Q Blesq Blõm? com reggae ditando o andamento e cadência e rock no fraseado vocal, numa bela fusão entre elementos diferenciados. Reflexão sobre a problemática do lixo e poluição das grandes cidades. Variações de andamento e tom nos breaks e conversões determinam bom diferencial. Genial! Além destas canções constantes de seu mais recente trabalho, a banda comemora nesta turnê, em grande estilo, seus 25 anos de carreira, resgatando clássicos como ?Porrada? e ?Disneylândia?, há algum tempo não executadas em shows, num brinde aos antigos fãs. Nesta histórica e bem cuidada retrospectiva, seleto set list convidou os presentes a recordar grandes hinos do rock nacional como ?AAUU?, ?Diversão?, ?O Pulso?, ?Polícia?, ?Cabeça Dinossauro?, ?Homem Primata?, ?Lugar Nenhum? entre tantas outras canções que fizeram história e sempre servirão de referência à música de protesto nacional. E que venham mais 25 anos para os gigantes do rock, aguardemos...

23/11/2009 09:48 AM

The Killers em São Paulo

Com atraso de pouco mais de 15 minutos, os norte-americanos do The Killers iniciaram sua apresentação na Chácara do Jóquei em São Paulo, a única da passagem pelo Brasil da turnê dó álbum ?Day & Age? (2008) O público que foi assistir a Brandon Flowers & Cia encontrou um cenário que mais lembrava Woodstock: após uma tarde chuvosa em São Paulo, a Chácara do Jóquei foi transformada em barro, lama e uma lagoa. Mas nada disso desanimou aos fãs da banda. O show, repleto de hits tirados dos três álbuns da banda, teve início com ?Human?, primeiro single do último álbum, e um dos maiores sucessos do grupo. O setlist alternou grandes sucessos, como ?Somebody Told Me?, ?Bones? e ?Read My Mind?, com momentos mais intimistas, como ?Dustland Fairytale?, ?Can´t Help Falling in Love? (cover de Elvis Presley) e novamente ?Human?, apenas com Brandon ao piano (que, após cometer alguns erros nas notas, desistiu da música). A apresentação também contou com o grandioso palco, repleto de grandes telões, que geravam imagens relacionadas com as músicas, e algumas palmeiras no palco, dando um ar mais ?tropical? ao visual, além do acompanhamento de um saxofonista em ?Joy Ride?. ?All These Things That I´ve Done?, a úiltima música da primeira parte do show, contou com efeitos pirotécnicos e chuva de papel picado, para encerrar o show em grande estilo. Confira o setlist: "Human" "This Is Your Life" "Somebody Told Me" "For Reasons Unknown" "Bones" "The World We Live In" "Joy Ride" "Human" (versão no piano) "Bling (Confession of a King)" "Shadowplay" (cover do Joy Division) "Smile Like You Mean It" "Spaceman" "A Dustland Fairytale" "Can´t Help Falling in Love" (cover de Elvis Presley) "Read My Mind" "Mr. Brightside" "All These Things That I´ve Done" bis "Jenny Was A Friend Of Mine" "When You Were Young"

22/11/2009 11:00 AM

Stone Temple Pilots lançará novo álbum em 2010

18/11/2009 11:22 AM

Enfim, Red Hot Chili Peppers voltam aos palcos

18/11/2009 10:41 AM

Madonna vai mesmo passar o reveillon de 2010 em Brasil

18/11/2009 10:04 AM

The Beats and The Best

No ultimo domingo, 15 de novembro, o HSBC trouxe a público todo o carisma da mais aclamada banda cover dos Beatles em âmbito mundial, The Beats, em sua nova turnê ?Únicos?. A apresentação, com início às 20h00, demonstrou o já conhecido cuidado técnico da banda em realizar, com perfeição e propriedade, réplica perfeita de vários momentos da carreira da banda de Liverpool, desde imagens e documentários expositivos sobre a história dos Beatles, até a precisão dos aparatos cênicos, com instrumentos e demais equipamentos de época e figurinos fidedignos aos usados pelos ingleses. Durante todo o espetáculo, a excelente iluminação auxiliou na ambientação, realizando belo contraponto aos telões e ao desempenho dos excelentes e inspirados intérpretes argentinos, respectivamente Patrício Pérez (George Harrison), Diego Pérez (John Lennon), Rubén Tarragona (Paul McCartney) e Nico Natal (Ringo Starr). A apresentação inicia mostrando a fase psicodélica e introspectiva da banda, com canções do álbum Magical Mystery Tour (1967), como ?All You Need is Love?, ?Magical Mystery Tour? e ?Hello, Goodbye?. Na seqüência, exposição nos telões sobre o filme ?Let it Be? e interpretação de canções integrantes da trilha sonora do mesmo. Após nova troca de cenário e figurinos, a banda retorna executando alguns clássicos do ?White Álbum?, numa apresentação, até o momento calma, introspectiva e sem maiores pretensões. A canção ?Penny Lane?, após exibição de mais trecho documental nos telões sobre a história da canção, trouxe o primeiro ponto de verticalização da apresentação, com participação mais intensa da platéia. ?Lucy and the Sky with Diamonds? trouxe mais um belo momento de forte apelo visual, numa criativa e ousada formação, onde os integrantes da banda, literalmente fazem parte da capa original do álbum ?Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band?, sob grande ovação do público. Grato momento na apresentação! Após nova troca de figurinos, a banda retorna com canções da fase rebelde em canções como ?A Hard Day?s Night?, ?Eight Days a Week?, dando prosseguimento com Help e outras canções da fase inicial da carreira, compreendida entre os anos de 1963/65. Mais um belo momento da apresentação foi determinado pela execução de Yesterday por Rubén, em inspirada interpretação, em simplicidade, beleza e qualidade estética e sonora ímpares! Em mais momentos de apresentações solo dos intérpretes, a execução de Imagine, em mais uma performance digna de nota por Diego Pérez e, finalmente , apresentação de sucinto documentário sobre George Harrison e interpretação (por Patrício Pérez)de uma de suas canções de maior sucesso. No momento seguinte, o convidado de honra e grande atração do show, Pete Best é chamado ao palco, onde com grande carisma e bom humor, discorre sobre o início da carreira, o contrato com a EMI e sua saída precoce da banda em 1962. Após sua rápida palestra, os integrantes da banda mediam, com o auxílio da intérprete, sucinta entrevista, onde perguntaram, entre outros fatos, sobre o porquê do insucesso da banda na Decca Records, ao que Pete atribuiu à má escolha no repertório do álbum pelos produtores. Pete foi também convidado a contar ao público sua versão sobre fatos cômicos ocorridos durante sua permanência na banda e, assim, com excelente humor e senso de comunicação, o show man roubou a cena ao discorrer sobre a prisão dele e de Paul por incendiarem camisinhas nos camarins de um clube e da heróica e divertida luta de George para resgatar o anel perdido de Little Richard em um show na Alemanha. Em seguida, o baterista Pete conduz a bateria de duas canções com os rapazes argentinos, merecendo destaque a precisão técnica e energia vibrante na execução de ?My Bonnie?, num dos melhores momentos da apresentação. Após a despedida de Pete e o acompanhamento de mais um trecho do filme-documentário produzido pela banda, o momento bis encerra com chave de ouro o brilhante espetáculo, ao som de ?Twist and Shout?. Simplesmente ?the best?!

17/11/2009 10:24 AM

Bon Jovi afirma estar cansado de ser um rockstar

12/11/2009 11:03 PM

Cranberries anuncia quatro shows no Brasil em 2010

12/11/2009 10:19 PM

Maquinaria Festival 2009

09/11/2009 03:50 PM

Planeta Terra 2009: Atitude e Irreverência Rock

Esta edição do festival contou com a participação de grandes nomes do rock, além de inovadoras e criativas bandas, num evento em tudo marcado pela jovialidade, a começar pela escolha do local, o Playcenter, um dos maiores parques de diversão da capital paulista. Assim, esta edição apresentou ousada e diferenciada infra-estrutura, onde o público, além de assistir aos shows, ainda teve acesso aos brinquedos do parque, em total clima de alegria e descontração. Com início às 19h00 no palco Sonora, a apresentação da banda Maxïmo Park trouxe um poderoso e suave vocal, de timbre metálico e cativante, em melodias de bons arranjos, numa sonoridade atual, embasada no indie e post-punk retrô, determinadas pela bateria cadenciada e uso de sintetizadores, em total sintonia, traduzindo-se em boas variações. Divertido e moderno, sem perder o charme da fusão com o passado. Simpático, Paul Smith cativou a platéia, demonstrando firmeza e excelente comunicação, numa boa e enérgica apresentação. Simultaneamente, Copacabana Club apresentou a interessante mescla entre baixos, guitarras e teclados, na composição de melodias pop rock dançantes, modernas com boa ambientação em sonoridades que remetem aos anos 70 e 80. Nota para o vocal diferenciado, de timbre agudo com suave rouquidão, traduzindo às canções vigor extra e certa agressividade dark. Sintetizadores, teclados em dissonância e utilização de instrumentos inusitados, como agogôs mostram criatividade e ousadia na medida certa. Melodias e letras bem construídas revelam apuro estético. Excelente trabalho! Uma das aguardadas atrações da noite, Primal Scream já iniciou sua bela apresentação com pontos altos de verticalização, fato comprovado na extensão de sua participação no festival. Interpretando clássicos de sua carreira, a banda mostrou excelente forma e vitalidade, com intensa participação do público e sinergia. Às canções de conversões perfeitas, repletas em recursos e efeitos, aliaram-se com maestria os poderosos vocais, a bateria cadenciada em dub e as guitarras distorcidas com a força dos sintetizadores na cadência gothic, com breaks estratégicos apoiando os refrões intensos, das letras ácidas e repletas de crítica. Nos telões laterais, imagens realizaram com grande efeito a ambientação polêmica, convidando o espectador a partilhar das ?provocações? contidas nas letras. Fantástico! Patrick Wolf, com grande categoria, pautou sua apresentação em vertentes mais aproximadas ao classic metal e hardcore, com esparsos elementos punk na condução da bateria e guitarras distorcidas de afinação padrão, além da junção com elementos extraídos da música eletrônica em samplers atuais e clássicos, em inusitadas e criativas introduções na melodia. Violino tocado de maneira não convencional uniu-se aos sintetizadores, traduzindo leveza em notas esparsas, num show de intensa energia, com excelente comunicação entre palco e platéia. Sonic Youth, uma das pioneiras bandas do rock alternativo, subiu ao palco com apresentação ímpar, revelando energia e carisma contagiantes, angariando a imediata participação do público, que, apesar da forte chuva, mostrou-se eufórico e receptivo durante toda a duração do show. Executando grandes clássicos de sua carreira, na cadência vigorosa do punk rock, a banda traduz em suas canções o misto entre vertentes hard do rock, pitadas new wave e, claro, belíssima ambientação em sonoridades melódicas unidas às letras de linhas arrojadas e forte estilo crítico, retratando temáticas voltadas aos problemas sociais e dilemas cotidianos, traduzindo-se numa vibrante e enérgica apresentação, em tudo bem cuidada, num dos grandes momentos do festival. Iggy Pop and The Stooges realizaram ousada e irreverente apresentação, com todo o carisma e vigor, bem ao já consagrado estilo de seu front man, despendendo energia em elétricas evoluções no palco, revelando-se mais uma vez, num show à parte. A descontração de Iggy, cheio de bossa, aliada à sua poderosa voz, de recursos ilimitados, realmente ditou a tônica do espetáculo, numa apresentação histórica, contando com a participação de grande parte da formação original da banda. Simplesmente emocionante! Interpretando grandes clássicos da carreira, em especial, as canções do lendário álbum ?Raw Power? de 1973, a banda precursora do movimento punk demonstrou toda sua técnica em execuções de tirar o fôlego, mesclando à bateria de impecável condução de Scott Asheton os acordes incendiários da guitarra de James Williamson e o belíssimo contraponto do baixo de Mike Watt. Em momento inusitado, num aparte promovido pela intensa simpatia de Iggy pelo público brasileiro, onde os presentes foram, literalmente, convidados a participar da ?festa punk?, fomos brindados com belos acordes solo de Steve Mackaye em seu sax tenor, onde o blues deliciosamente destoava da eufórica e divertida confusão, num dos gratos momentos do show. Incrível, ousada e divertida até o fim, assim transcorreu a melhor atração da noite!

09/11/2009 09:43 AM

Bandas comentam cancelamento de festival em Bragança Paulista

04/11/2009 09:48 AM
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