LISBOA - Mais de um jornal global classificou a quebra de Dubai, um dos sete Estados que foram os Emirados Árabes Unidos, como um "mini-Lehman Brothers". Alusão ao colapso desse grande banco norte-americano, em setembro do ano passado, que foi a catapulta para o que o Fundo Monetário Internacional logo chamaria de "A Grande Recessão".
É um pouco de exagero, claro. Hoje em dia, é tal a gritaria com internet, TVs com notícias 24 horas, blogs, o diabo, que até os jornais ditos sérios se veem compelidos a um pouco de jornalismo-espetáculo para serem ouvidos (ou lidos).
Suspeito que seria mais correto comparar o caso Dubai com o baht tailandês, que derreteu em 1997 e deu origem ao que seria "a crise asiática", com reverberações globais.
Leia mais (27/11/2009 - 17h43)
Em um pregão encurtado devido ao feriado de Ação de Graças, as Bolsas americanas fecharam em baixa, influenciados pela moratória da dívida da Dubai World, o braço de investimentos do emirado de Dubai (Emirados Árabes Unidos).
O Dow Jones Industrial Average --principal indicador da Nyse (Bolsa de Valores de Nova York, na sigla em inglês)-- teve recuo de 1,48%, para 10.309,92 pontos, enquanto o ampliado S&P 500 caiu 1,72%, para 1.091,49 unidades. Na Bolsa tecnológica Nasdaq, o indicador Nasdaq Composite recuou 1,73%, para 2.138,44 pontos.
Moratória em Dubai mostra que saída da crise será difícil, diz Putin Análise: Moratória de Dubai deixa lições para economia global Crise de Dubai não chega ao Brasil, diz MantegaLeia mais (27/11/2009 - 16h43)
O mercado de moeda brasileiro teve uma abertura nervosa, quando a taxa cambial bateu a cotação de R$ 1,76 (perdida há quase dois meses), mas cedeu após os agentes financeiros dissiparem boa parte de seu nervosismo com o episódio Dubai (moratória).
Assim, o dólar comercial foi vendido por R$ 1,744 nas últimas operações desta sexta-feira, em um recuo de 0,34% sobre a cotação final de ontem. Os preços oscilaram entre R$ 1,763 e R$ 1,732. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado por R$ 1,840, baixa de 1,07%.
Na praça internacional, o euro passou de US$ 1,4987 para US$ 1,4977, após atingiu um pico de US$ 1,51 durante a jornada de ontem.
Leia mais (27/11/2009 - 16h41)
Ministros de mais de 150 países discutem em Genebra como liberalizar as trocas comerciais. Apesar de não estar na pauta da reunião, a Rodada Doha deve ser alvo de discurso de países emergentes, informa Luciana Coelho, correspondente da Folha.
O Brasil e pelo menos outros 18 países emergentes concordaram em propor um acordo para devem anunciar um acordo para ampliar o comércio no chamado eixo Sul-Sul. A intenção é reduzir em 20% as tarifas de importação entre si. Ouça o comentário da jornalista.
A crise que se abateu sobre o emirado de Dubai poderá ser resolvida rapidamente caso os países árabes no Golfo ajam em tempo para evitar que se torne uma "dor de cabeça", disse o economista da Universidade Libanesa, Fares Ishtay, à BBC Brasil.
Segundo ele, Abu Dhabi --que forma com Dubai e outros cinco emirados os Emirados Árabes Unidos, deverá agir e intervir na crise para evitar que tenha maiores repercussões e se transforme numa crise maior.
"Abu Dhabi já vinha injetando dinheiro em Dubai e não deverá ficar parado desta vez, deixando que a economia do emirado piore ainda mais. Isso seria embaraçoso para o país", disse.
Leia mais (27/11/2009 - 16h14)
A Telefónica informou que vai apresentar recurso contra a decisão da agência de telecomunicações da Espanha (CMT) para abertura de sua infraestrutura a competidores, nesta sexta-feira (27).
"Os acordos bilaterais que temos com nossos competidores para compartilhamento de infraestrutura têm funcionado bem e não vemos como necessária uma regulamentação até o último detalhe", disse um porta-voz da Telefónica.
A CMT anunciou na quinta-feira os preços que a Telefónica pode cobrar dos concorrentes para uso de sua infraestrutura, já que a empresa é operadora dominante e ex-monopólio no país.
Leia mais (27/11/2009 - 15h44)
Após ter se firmado como a maior instituição financeira do país, o Banco do Brasil agora prepara uma ofensiva internacional que passará pela entrada no varejo bancário em vários países da América Latina e nos Estados Unidos, segundo o presidente da instituição. O banco aguarda a aprovação do Fed (Federal Reserve, o BC americano) para iniciar suas operações nos EUA.
BB é autorizado pelos EUA a lançar ações na Bolsa americana BB pode lançar ações na Bolsa de Nova York ainda neste ano
Visando ganhar maior visibilidade internacional, o BB passará a negociar ADRs ("American Depositary Receipts", recibo de empresa estrangeira negociado nos EUA) de nível 1 no mercado acionário norte-americano a partir de 2 de dezembro, disse o presidente-executivo do BB, Aldemir Bendine, em entrevista à Reuters no início da noite de quinta-feira.
Leia mais (27/11/2009 - 15h33)
O banco britânico HSBC é o estabelecimento estrangeiro mais exposto à dívida de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, com 11,3 bilhões de euros de empréstimos no fim de 2008, segundo dados disponíveis no site da EBA (Associação dos Bancos nos Emirados, na sigla em inglês).
O Credit Suisse calculou em 13 bilhões de euros a exposição dos bancos europeus à dívida de Dubai e das sociedades a eles associadas (principalmente a empresa de investimentos Dubai World e a companhia imobiliária Nakheel), segundo um estudo publicado quinta-feira após o pedido de moratória feito quarta-feira pelo emirado.
Histeria com Dubai é exagerada, avaliam analistas alemães Análise: Moratória de Dubai deixa lições para economia globalLeia mais (27/11/2009 - 14h49)
27/11/2009 05:45 PM
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