Além da barba longa e grisalha, é incomum imaginar que o pensador alemão Karl Marx (1818-1883) guarde qualquer outra semelhança com o alquimista francês Nostradamus (1503-1566), conhecido por sua suposta capacidade de vidência. Mas, se o francês entrou para a história como um adivinho místico, o verdadeiro "profeta barbado" para "assuntos terrenos" parece mesmo ser o ateu convicto Karl Marx.
"O poder de previsão de Marx foi tão grande que o mundo em que vivemos acabou se tornando demasiado semelhante ao das tendências descritas por sua obra", afirma o professor de Teoria da História da USP Jorge Grespan. Ele é autor de "Karl Marx", novo volume da série Folha Explica, no qual apresenta e analisa de forma sintética as principais idéias da obra do autor --incluindo, claro, suas "profecias".
Leia mais (09/05/2009 - 12h25)
Do fim da ditadura militar ao governo Lula, a economia brasileira viveu anos de marasmo e também períodos de turbulência e efervescência. Sob Sarney, Collor, Itamar, FHC e Lula, os homens que definem a política econômica acumularam erros e acertos que moldaram a situação atual do país.
A segunda edição (nova e atualizada) do livro "Os Desafios do Crescimento - Dos Militares a Lula" (Publifolha, 2009) oferece noventa artigos do jornalista de economia Celso Pinto que contemplam esse período e ajudam a entender a história econômica do Brasil contemporâneo.
Leia mais (09/05/2009 - 09h53)
Com a valorização do real, importadoras e operadoras de turismo preveem preços mais favoráveis ao consumidor, mas afirmam que o novo patamar do câmbio será repassado lentamente para alguns produtos, especialmente eletrônicos, pois ainda há empresas com estoque elevado.
Segundo a Braztoa, associação que representa operadoras de turismo, os preços estão muito mais baixos do que em dezembro, quando o dólar atingiu R$ 2,50. Ontem, a moeda fechou em R$ 2,06.
Para a associação, as promoções de hotéis e companhias aéreas para compensar a fuga dos turistas dos EUA e da Europa fizeram com que os preços abaixassem mesmo em dólar. Um pacote de viagem para a Argentina, segundo a associação, custava cerca de US$ 600 em setembro e hoje sai a partir de US$ 450.
Leia mais (09/05/2009 - 08h48)
O Kosovo é o mais novo membro do FMI (Fundo Monetário Internacional), apesar da oposição de alguns integrantes, como a Sérvia, o que representa uma vitória para o autoproclamado Estado em sua tentativa de confirmar sua independência.
Dos 185 países que formam o FMI, 96 se disseram favoráveis à adesão do Kosovo e 10 contra, enquanto os demais se abstiveram ou não votaram, confirmou à Agência Efe uma fonte da entidade, que disse não poder revelar o parecer dos diversos Governos.
O Kosovo precisava de maioria simples para ter acesso à instituição e que pelo menos 92 países votassem, segundo o funcionário, que pediu para não ser identificado.
Leia mais (08/05/2009 - 21h06)
Os ministros de Economia de sete países sul-americanos, entre eles o Brasil, firmaram hoje em Buenos Aires o acordo definitivo para criar o Banco do Sul.
O encontro também serviu para que a Argentina e Brasil fechassem um acordo para a elaboração de um sistema de reforço de suas reservas em moeda estrangeira diante da crise global.
"Fechamos todos os pontos pendentes", anunciou o responsável pela pasta de Economia da Argentina, Carlos Fernández, em entrevista coletiva concedida junto com o ministro da Fazenda, Guido Mantega.
Leia mais (08/05/2009 - 20h41)
Os credores contrários ao plano de reestruturação da Chrysler, elaborado pelo Departamento do Tesouro americano, decidiram hoje abandonar a via judicial, o que facilitará a fusão da montadora automobilística com a italiana Fiat.
O grupo, formado por nove fundos de investimento, também anunciou que continua contrário à reestruturação da dívida da Chrysler.
Dois dos principais integrantes do grupo, Oppenheimer Funds e Stairway Capital Management, disseram hoje que retiravam as ações judiciais porque a oposição tinha ficado reduzida a um pequeno número de credores.
Leia mais (08/05/2009 - 19h38)
As remessas para a América Latina cairão 7% neste ano, até US$ 64 bilhões, segundo um novo relatório o qual mostra que um milhão de famílias da região deixarão de receber esses recursos.
O estudo apresentado hoje com o título de "Migração e remessas em tempos de recessão" destaca que o aumento do desemprego entre os latino-americanos que vivem fora de seus países, a queda em suas receitas, os menores fluxos migratórios e as deportações explicam a redução nos volumes de remessas.
Segundo a análise de Manuel Orozco, do centro de estudos de Diálogo Interamericano, além das famílias que deixarão de receber remessas neste ano, há outros quatro milhões de lares que receberão em média 10% a menos de dinheiro do que em 2008.
Leia mais (08/05/2009 - 18h44)
Brasil e Argentina determinaram a conversão de divisas em moeda local no valor de US$ 1,5 bilhão, para reforçar a posição de reservas de cada país para um caso de emergência, informaram nesta sexta-feira, em Buenos Aires, os ministros da Economia argentino, Carlos Fernández, e brasileiro, Guido Mantega.
10 questões para entender o tremor na economia Entenda como a crise financeira global afeta o Brasil
A implementação deste mecanismo, denominado "swap de moedas", será analisada por técnicos dos dois países na próxima semana, disse Fernández, ao fazer o anúncio ao lado do ministro brasileiro em Buenos Aires.
Leia mais (08/05/2009 - 18h38)
O Banco Central justificou hoje a sua atuação no mercado de câmbio por meio da compra de dólares como uma medida para reforçar as reservas internacionais. A instituição negou que estejam tentando fixar uma meta para a taxa de câmbio, que segue em queda e se aproxima novamente do patamar de R$ 2.
Nesta sexta-feira, o BC fez a primeira operação de compra de dólares no mercado à vista desde a piora na crise internacional ocorrida em setembro. As compras à vista são aquelas que afetam o nível das reservas internacionais. Além desse tipo de operação, o BC também atua por meio de empréstimos de dólares e negociação de contratos de câmbio, por exemplo.
A nova intervenção do BC não impediu que a cotação da moeda americana recuasse hoje para seu menor preço em sete meses. O dólar comercial fechou a semana em R$ 2,068. O valor representa um decréscimo de 2,03% sobre a cotação de ontem. No mês, a queda acumulada é de 5,18% e, em 2009, de 11,40%.
Leia mais (08/05/2009 - 18h17)
09/05/2009 05:07 PM
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