NOVA ORLEANS - Earnest Hammond, um caminhoneiro aposentado, não recebeu nenhum dinheiro do que foi enviado aos donos de imóveis depois dos furacões Katrina e Rita.
NYT
Hammond recolhe latas para pagar reforma de apartamento
Ele não se qualificou para um programa federal e foi informado que perdeu o prazo para outro. Mas ele conseguiu um trailer para morar enquanto põe em prática seu plano de recuperação: recolher latas de alumínio para pagar pela reforma de seu apartamento.
O processo é lento e contínuo (antes que o preço do alumínio caísse de 85 para 30 centavos a libra ele havia acumulado mais de US$ 10 mil). Mas apesar do progresso, na sexta-feira passada um trabalhador da Agência de Gerenciamento de Emergências (Fema, na sigla em inglês) lhe entregou uma carta informando que ele em breve perderá o trailer. "Eu não tenho para onde ir", disse Hammond, 70.
Apesar de mais de 4 mil proprietários de imóveis da Louisiana terem recebido dinheiro para a reconstrução de suas casas apenas nos últimos seis meses, ou estarem lutando com fundos inadequados ou nenhuma ajuda, a Fema irá tomar seus trailers até o final de maio. A agência planeja desmantelá-los e vendê-los por uma fração do preço que pagou.
"Tudo que posso dizer é que este é um programa temporário, que sempre almejou ser um programa temporário e a certa altura todo programa temporário precisa terminar", disse Brent Colburn, diretor de assuntos externos da agência. Ele disse que não haverá prorrogações.
Na semana passada, dois grupos ainda faziam parte do programa de moradia temporária da agência: mais de 3 mil em trailers e quase 80 que estavam em hotéis pagos pela Fema desde maio do ano passado, quando outros grupos de trailers foram fechados. A maioria é composta por idosos, deficientes ou ambos.
A Fema afirma que fez tudo que podia para ajudar na moradia temporária. Eles insistem que têm trabalhado "continuamente" para ajudar famílias em trailers e hotéis a encontrar soluções permanentes.
Oficiais da agência também dizem que os moradores podem comprar seus trailers, muitas vezes por tão pouco quanto US$ 300. Mas quase todos os moradores entrevistados disseram que se ofereceram para isso mas receberam a resposta de que não podem fazê-lo.
Jane Batty, que vive em um trailer, não ficou surpresa. "Há apenas uma forma de categorizar este tipo de comportamento: loucura", ela disse. "Eles sempre têm uma resposta diferente ou alguma ideia diferente para nos tirar dos trailers que já concordamos em comprar".
BAGDÁ - As forças de segurança iraquianas, apesar de apresentarem significativas melhorias, continuam prejudicadas pela falta de homens e equipamentos, pela burocracia, corrupção, interferência política e falhas de segurança que resultaram na morte de dezenas de iraquianos e americanos este ano, de acordo com oficiais de ambos os países.
As forças de segurança não estão à beira da ruína. Oficiais americanos, que trabalham em conjunto com elas enfatizam o progresso que foi feito em relação aos dias em que as forças mal funcionavam. Tampouco as unidades duvidosas realizam matanças sectárias, como faziam há alguns anos. Mas em uma recente onda de ataques de insurgentes, ficou clara sua deficiência, afirmaram os oficiais.
Em um exemplo, um projeto americano para treinar o exército iraquiano para manter sua frota de Humvees blindados atrasou. Os soldados pararam de frequentar o curso de 90 dias depois que não foram pagos, de acordo com um relatório do Inspetor Especial da Reconstrução Geral do Iraque.
Os ataques intensificaram as preocupações (e a raiva política local) de que o exército iraquiano e a força policial não estejam prontos para oferecer segurança, conforme a retirada proposta pelo presidente Barack Obama gradualmente comece a remover as tropas americanas do país.
"Há buracos, ninguém pode negar", disse Ali Al-Adeeb, líder sênior da partido Dawa, o mesmo do primeiro-ministro Nouri Kamal Al-Maliki. Ele culpou a interferência política nas forças, a falta de fiscalização do governo e a infiltração de extremistas.
As forças de segurança do Iraque cresceram para 618 mil soldados, um aumento de 27% desde 2007, e sua presença cada vez maior coincidiu com a significativa queda na violência desde então.
Ainda assim, eles permanecem altamente dependentes do apoio americano para funções militares básicas, de acordo com oficiais e dois novos relatórios do Pentágono e do inspetor geral.
A falta de tropas e os ataques recentes (que fizeram de abril o mês mais mortal do ano para forças americanas e iraquianas) não alteraram o plano de Obama em retirar as tropas de combate das cidades do Iraque até o final de junho e o país até agosto de 2010.
O plano de Obama, no entanto, ressalta a urgência em melhorar as forças locais. "Nós não estaremos aqui", disse o coronel Byron A. Freeman, comandante da 8º Brigada Militar Policial.
"Nós iremos embora", ele continuou. "O que queremos fazer é deixar um sistema que funcione para ajudá-lo no que precisarão fazer.
No começo desta semana, e no momento exato, o presidente Barack Obama colocou todo o peso de seu gabinete a favor de um projeto de lei que busca diminuir a dependência deste país do petróleo estrangeiro, lidar com o aumento dos gases causadores do efeito estufa e criar milhões de empregos no setor de energia limpa.
O projeto esteve travado em um comitê da Câmara: oposto uniformemente pelos republicanos, temido por democratas do cinturão do ferro que pensam que irá prejudicar os manufatureiros e visto com suspeita por alguns ambientalistas que acreditam que ele oferece maneiras de escape.
Obama disse a democratas do Comitê de Comércio e Energia da Câmara para que trabalhem um consenso, o que devem fazer. Ainda que cheio de falhas, o projeto é um começo honrado para se lidar com um problema negligenciado há tempo demais. É preciso consertá-lo, mas em andamento, com a ciência de que o fracasso em agir certamente prejudicaria qualquer lei climática mais ampla deste ano e, provavelmente, deste Congresso.
O centro do projeto é uma provisão para a redução da emissão dos gases causadores do efeito estufa em 20% dos níveis registrados em 2005 até 2020 e 83% até o meio do século (cortes que os cientistas dizem ser necessários para evitar as piores consequências do aquecimento global).
O mecanismo para consegui-los é um sistema de comercialização de créditos de carbono que colocaria limites cada vez menores sobre as emissões, mas permitindo que os emissores negociem créditos, ou permissões, para lhes dar maior flexibilidade para atingir seus alvos. Isso colocaria um valor sobre o carbono, que aumentaria o preço de combustíveis antiquados e sujos, atraindo investimentos para os mais limpos.
Uma vez que projetos anteriores que se concentravam exclusivamente na limitação das emissões não chegaram a lugar nenhum, os dois políticos por trás deste (os representantes Henry Waxman da Califórnia e Edward Markey de Massachusetts) oferecem outras provisões que almejam aumentar a eficiência energética, encorajar fontes de energia mais limpas e oferecer subsídios para os setores que as profuzem. Eles acreditam que se conseguirem conquistar o diversificado e intratável comitê de energia, conseguirão conquistar a própria Câmara.
O projeto deixou deliberadamente para trás grandes questões abertas para debate. Conforme as negociações procedam, Waxman e Markey precisaram resistir às concessões. Um debate questiona se as companhias que receberem permissões governamentais também poderão poluir gratuitamente ou se terão que pagar pelos créditos em um leilão.
Legisladores de Estados dependentes do carvão querem créditos gratuitos para mitigar os custos da conformidade e conceder aos emissores tempo para mudar para combustíveis mais limpos. Outros temem que permissões gratuitas irão atrasar escolhas difíceis enquanto reduzem os lucros da venda dos créditos que o governo poderia usar para fazer investimentos em energia limpa e ajudar os pobres com os custos mais altos da energia.
Waxman e Markey devem fazer apenas pequenos ajustes, se fizerem algum, nos alvos originais: melhor nenhum projeto do que um que diminua o objetivo de cortes das emissões de 20% para 6% até 2020, como sugeriram alguns democratas. Isso seria uma piada, não um compromisso.
Os republicanos não ajudam em nada, insistindo sem exceção que o projeto irá falir a economia. A verdade é que ninguém sabe quanto ele irá custar. Muito depende de como será estruturado, como os lucros da venda dos créditos será usado, com que rapidez novas tecnologias irão gerar empregos que se tornarão disponíveis e quanto o país irá economizar através da eficiência.
Nós sabemos que o limite nas emissões não começará até 2012 e que programas anteriores para limpar o ar custaram menos do que o previsto. Além disso, se os cientistas estão certos, sabemos que os custos de não fazermos nada será muito maior do que o de agirmos agora.
CIDADE DO VATICANO - Quando o papa João Paulo 2o viajou à Terra Sagrada em 2000, a visita foi histórica, a primeira vez que um Sumo Pontífice reconheceu o Estado de Israel ou visitou locais sagrados para o Islã.
Quando Bento 16 for à Jordânia, Israel e territórios palestinos nesta sexta-feira, o momento será mais importante por quem ele é. Um homem cujo papado de quatro anos foi marcado por passos errados que irritaram e ofenderam judeus e muçulmanos fará 32 discursos em alguns dos locais mais sagrados do mundo para eles tanto quanto para os cristãos. Grupos religiosos na Jordânia já protestam.
Planejada desde o outono do ano passado, a viagem de Bento acontece em um momento de incerteza e mudanças na região. Israel acaba de receber um novo governo de direita, do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. Além disso, duas das principais facções palestinas permanecem hostis e divididas, com a secular Autoridade Palestina, liderada pelo presidente Mahmoud Abbas, controlando a Cisjordânia e o grupo islâmico Hamas com poder em Gaza.
As emoções ainda estão à flor da pele por causa da morte de 1.300 palestinos na ofensiva israelense a Gaza em janeiro, que foi criticada pelo Vaticano.
Mas oficiais do Vaticano dizem que o papa estava ansioso por esta viagem, não importa suas condições, por causa de sua idade. Ele fez 82 anos este mês.
Sua visita acontece três anos depois dele ofender muitos muçulmanos com um discurso em Regensburg, Alemanha, no qual citou um imperador bizantino que disse que o Islã encorajou a violência e trouxe coisas "ruins e desumanas".
Para consertar isso, ele falou com inúmeros grupos muçulmanos e rezou na Mesquita Azul em Istambul em uma viagem à Turquia dois meses depois da gafe. Ele dará continuidade a estes esforços de reconciliação na Jordânia, onde chega na sexta-feira e irá visitar uma mesquita e se encontrar com clérigos muçulmanos e estudiosos. Bento também visitará o Monte Nebo, local onde acredita-se que Moisés tenha visto a Terra Prometida.
Na segunda-feira, Bento aterrissa em Tel Aviv para quatro dias intensos em Israel que irão incluir o Muro das Lamentações, sagrado para os judeus, e o Santo Sepulcro, sagrado para os cristãos, além da sala onde acredita-se que Jesus tenha celebrado a Última Ceia. Em Jerusalém ele visitará o terceiro local mais sagrado para a fé muçulmana: o composto religioso na Cidade Velha conhecido como o Santuário Nobre.
LAS VEGAS - Eles podem erguer seios e firmar coxas, mas os cirurgiões plásticos do país admitem não ter poder contra a atual situação da economia.
Ainda assim, a esperança está em alta, com o primeiro concorrente do Botox aprovado na semana passada e possivelmente novos revolucionários tratamentos no horizonte, incluindo injeções de célula tronco e cremes que removem linhas de expressão indesejadas.
NYT
Homem mostra agulhas de lipoaspiração em congresso nos EUA
"Os negócios não estão muito bons", disse o Dr. Brian Kinney, cirurgião de Los Angeles, durante o encontro da Sociedade Americana de Cirurgia Plástica Estética, que acaba nesta quinta-feira.
"Eu lembro de uma mulher que, em outubro, queria um lift e me disse: 'bem, eu preciso vender uma casa, para garantir minha segurança primeiro'. Em março ela me contou que ainda estava esperando, o mercado imobiliário está em baixa".
O número de procedimentos cosméticos nos Estados Unidos no ano passado caiu 12.3% em relação a 2007, chegando a apenas 10.2 milhões, de acordo com a organização. Este é um imprevisto para um negócio que vem crescendo desde 1997, quando cerca de 2 milhões de procedimentos foram realizados.
A área de maior crescimento tem sido procedimentos não cirúrgicos, cujo sucesso se deve principalmente ao Botox, uma toxina botulínica que funciona ao amortecer e relaxar músculos faciais que criam rugas. Mas a companhia responsável pelo produto se prepara para concorrência com a aprovação do Dysport, produzido pela francesa Ipsen Biopharm.
"Todos estão ansiosos porque se trata do primeiro concorrente do Botox em sete anos", disse o Dr. Z. Paul Lorenc, que tem consultório em Manhattan e que acredita que o Dysport age mais rápido, dura mais e é uma opção mais barata. "Além disso, o visual dele é mais suave".
Os médicos na conferência buscavam passar a ideia de que estão longe dos predadores que se aproveitam das inseguranças de seus clientes. Eles ressentem representações como a de um episódio de "Sex and the City" no qual Samantha Jones, interpretada por Kim Cattrall, se preocupa com a idade e quer uma pequena operação mas o médico lhe diz que ela deve considerar outros procedimentos também. Ela opta por não entrar na faca.
A respeito do comportamento dos médicos de ficção, Dr. Robert Singer de San Diego disse, "Eu geralmente direciono a pergunta para outro lado quando uma paciente me pergunta o que eu acho que ela deve fazer. Não importa o que eu diga. Importa o que você pensa".
Singer disse que parte do desafio é lidar com as expectativas das pacientes. "O público quer algo que não demore, que demonstre melhorias absolutas, que não seja invasivo, que não cause desconforto e que não custe caro", disse Singer. "Eles querem mágica, mas essa pílula não existe".
LAS VEGAS - Eles podem erguer seios e firmar coxas, mas os cirurgiões plásticos do país admitem não ter poder contra a atual situação da economia.
Ainda assim, a esperança está em alta, com o primeiro concorrente do Botox aprovado na semana passada e possivelmente novos revolucionários tratamentos no horizonte, incluindo injeções de célula tronco e cremes que removem linhas de expressão indesejadas.
NYT
Homem mostra agulhas de lipoaspiração em congresso nos EUA
"Os negócios não estão muito bons", disse o Dr. Brian Kinney, cirurgião de Los Angeles, durante o encontro da Sociedade Americana de Cirurgia Plástica Estética, que acaba nesta quinta-feira.
"Eu lembro de uma mulher que, em outubro, queria um lift e me disse: 'bem, eu preciso vender uma casa, para garantir minha segurança primeiro'. Em março ela me contou que ainda estava esperando, o mercado imobiliário está em baixa".
O número de procedimentos cosméticos nos Estados Unidos no ano passado caiu 12.3% em relação a 2007, chegando a apenas 10.2 milhões, de acordo com a organização. Este é um imprevisto para um negócio que vem crescendo desde 1997, quando cerca de 2 milhões de procedimentos foram realizados.
A área de maior crescimento tem sido procedimentos não cirúrgicos, cujo sucesso se deve principalmente ao Botox, uma toxina botulínica que funciona ao amortecer e relaxar músculos faciais que criam rugas. Mas a companhia responsável pelo produto se prepara para concorrência com a aprovação do Dysport, produzido pela francesa Ipsen Biopharm.
"Todos estão ansiosos porque se trata do primeiro concorrente do Botox em sete anos", disse o Dr. Z. Paul Lorenc, que tem consultório em Manhattan e que acredita que o Dysport age mais rápido, dura mais e é uma opção mais barata. "Além disso, o visual dele é mais suave".
Os médicos na conferência buscavam passar a ideia de que estão longe dos predadores que se aproveitam das inseguranças de seus clientes. Eles ressentem representações como a de um episódio de "Sex and the City" no qual Samantha Jones, interpretada por Kim Cattrall, se preocupa com a idade e quer uma pequena operação mas o médico lhe diz que ela deve considerar outros procedimentos também. Ela opta por não entrar na faca.
A respeito do comportamento dos médicos de ficção, Dr. Robert Singer de San Diego disse, "Eu geralmente direciono a pergunta para outro lado quando uma paciente me pergunta o que eu acho que ela deve fazer. Não importa o que eu diga. Importa o que você pensa".
Singer disse que parte do desafio é lidar com as expectativas das pacientes. "O público quer algo que não demore, que demonstre melhorias absolutas, que não seja invasivo, que não cause desconforto e que não custe caro", disse Singer. "Eles querem mágica, mas essa pílula não existe".
Durante sua campanha presidencial, Barack Obama apoiou uma regulação criada perto do final da era Clinton que proibia a atividade comercial e a construção de estradas em quase 25 milhões de hectares de florestas nacionais.
Ansioso para abrir estas florestas para a exploração por companhias de madeira e petróleo, a gestão Bush passou oito anos tentando prejudicar o projeto. Ele continua um risco e o presidente Barack Obama deve intervir agora para recuperar a lei e as florestas que ela protege.
O presidente ou Tom Vilsack, cujo dever como secretário da agricultura inclui coordenar o Serviço Florestal, precisam primeiro emitir uma diretiva que ordene que o órgão não aprove ou proponha qualquer ação inconsistente com a lei.
Tradicionalmente, oficiais locais e regionais têm amplo poder em determinar as políticas aplicadas nas florestas. Vilsack deve reservar para si qualquer grande decisão até que a lei esteja mais firmemente estabelecida.
A segunda prioridade de Obama é fazer com que todos em sua gestão estejam na mesma página. Em um infeliz resquício da era Bush, advogados do Departamento de Justiça estão desafiando a lei na corte apesar do apoio do presidente a ela.
Além disso, ainda que a Casa Branca tenha mudado de mãos, o Serviço Florestal não mudou. Seu principal oficial, Gail Kimbell, foi indicado por Bush. Vilsack e Obama precisam colocar sua própria pessoa no comando do órgão.
Finalmente, tendo pedido "tempo" e posicionado seus advogados e o Serviço Florestal no lado certo desta questão, Obama precisará usar todo o poder da Casa Branca para aprovar o código que transformaria o projeto para florestas sem estradas em lei. Como senador, Obama co-patrocinou exatamente este projeto.
A lei foi uma das conquistas ambientais do presidente Bill Clinton. Graças a ela (e ao protesto de cidadãos e esforços legais de grupos ambientalistas) poucos quilômetros de novas estradas foram construídos em áreas protegidas desde 2001.
Mas a contínua confusão legal (desde que a lei foi suspensa pelo 9º Circuito e abatida na corte distrital de Wyoming) permitiu que as florestas regionais pudessem ser exploradas por projetos de extração de madeira em Idaho, Colorado, Oregon e na região de White Mountains, em New Hampshire.
Obama deve garantir que estas e outras ameaças às florestas nacionais sejam impedidas até que proteções mais permanentes sejam postas em prática.
WASHINGTON - O presidente Barack Obama manteve um perceptível silêncio no mês passado, quando a Corte Suprema de Iowa reverteu a proibição estadual ao casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Mas agora, Obama (que disse se opor ao casamento gay como cristão, mas descreveu a si mesmo como um "defensor da igualdade" para homens e mulheres homossexuais) está sob pressão para que se posicione em inúmeros assuntos relacionados a essa comunidade diante de uma série de mudanças sociais, políticas e legislativas.
Dois possíveis indicados de Obama à Suprema Corte são abertamente homossexuais, mas alguns ativistas reclamam que não haja nenhum gay em seu gabinete e começam a preparar uma campanha para influenciar sua escolha para substituir o juiz David H. Souter, que deve se aposentar em breve. O casamento entre pessoas do mesmo sexo avança em inúmeros Estados (o último a permitir a prática é o Maine) e uma nova série de conflitos no Distrito de Colúmbia pode colocar a controvérsia nas mãos do presidente.
A nova iniciativa de saúde global de Obama irritou os ativistas que afirmam que ele não concedeu aos programas de combate à Aids financiamento suficiente. Além disso, ainda que o presidente tenha pedido que o Congresso aprove um projeto de lei contra crimes de ódio, uma prioridade dos grupos homossexuais, ele atrasou ações em uma de suas promessas de campanha, que rejeitaria a regra militar "não pergunte, não diga".
Uma vez que questões sociais como o casamento entre pessoas do mesmo sexo trazem consigo uma mistura de princípios há muito mantidos e ações políticas, muitos ativistas, cientes que Obama também está lidando com enormes desafios domésticos e internacionais, pedem paciência.
Mas alguns estão abalados pelo que consideram uma postura cautelosa por parte do presidente. Nas palavras do escritor David Mixner, os gays estão começando a questionar: "por quanto tempo devemos dar a ele o benefício da dúvida?"
Se Obama fosse abraçar o casamento gay, ele teria que reverter uma posição de campanha e alienar alguns eleitores moderados e religiosos. E caso ele indique um homossexual à Suprema Corte, ele será visto pelos conservadores sociais (que incluem religiosos negros, outro grupo importante de seu eleitorado) como tendo colocado um voto a favor do casamento gay na corte de mais alto escalão do país.
"Este seria o primeiro passo para abrir o portão para o outro lado", disse o bispo Harry J. Jackson Jr. da Igreja da Esperança Cristã de Beltsville, Md., que está organizando protestos em Washington, onde o Conselho Municipal aprovou o reconhecimento do casamento homossexual realizado em outros Estados.
Tobias Wolff, professor de Direito da Universidade da Pensilvânia que foi o principal conselheiro de Obama a respeito de direitos homossexuais durante a campanha presidencial, afirmou que o presidente precisa de tempo para criar um consenso.
"Eu acho que ele tem sabe genuinamente que para seguir adiante com certas questões terá que conseguir mais espaço", disse Wolff.
Pegar a "gripe suína" deliberadamente? O que parece um absurdo (procurar pelo contágio ao invés de evitá-lo) está no centro do debate entre especialistas em gripe e em sites sobre o assunto.
Especialistas em doenças contagiosas dizem entender a lógica: sobreviver ao vírus atual e aparentemente mediano pode servir como proteção contra a nova gripe que deve atingir o mundo no outono. Mas eles geralmente se posicionam contra a medida.
A Dr. Anne Moscona, especialista em gripe da Faculdade de Medicina Weill da Universidade de Cornell, disse ter recebido o telefonema de uma repórter de uma revista feminina "questionando se as mães devem fazer festas da 'gripe suína', como fazem com a catapora".
Festas da catapora, nas quais crianças se reúnem para que sejam contaminadas por uma que tenha a doença, geralmente são realizadas por pais que desconfiam das vacinas contra a catapora ou querem que seus filhos tenham um sistema imunológico mais forte que advém de sobreviver a infecções completas e estão dispostos aos riscos de possíveis complicações.
"Eu acho que isso é uma loucura", disse Moscona. "Eu não acredito que as pessoas realmente pensem em fazer algo parecido. Eu entendo o raciocínio, mas temo que não sabemos o suficiente sobre como este vírus reage em cada indivíduo. Esta ideia parece da Idade Média, quando as pessoas pegavam varíola de propósito. É praticamente uma vacina de guerrilha - ou tomar a imunização nas próprias mãos".
Reuters
Usando máscara, homem limpa sala de aula vazia no Texas
A ideia surgiu da história da Gripe Espanhola de 1918. Uma epidemia leve da doença na primavera foi seguida de duas ondas mortais no começo e final do inverno de 1918-1919. Alguns acreditam, apesar de haver pouca evidência além de relatos em jornais da época, que aqueles que ficaram doentes inicialmente tiverem menor propensão ao vírus mais forte.
Quem brinca com esta ideia de autocontágio pelo atual vírus H1N1 da "gripe suína" que circula pelo mundo duvida que haverá vacina o suficiente para parar a disseminação caso ele retorne, especialmente se misturar material genético com o vírus H5N1 ou conseguir resistência ao remédio Tamiflu.
O Dr. Andrew T. Pavia, líder da força tarefa contra a pandemia de influenza da Sociedade de Doenças Contagiosas da América, se opõe ao autocontágio.
"Há vinte anos, pode ser que fizesse algum sentido", ele disse, "e ser infectado pelo vírus da primavera de 1918 provavelmente teria sido uma forma de proteção". Mas ao ser deliberadamente infectado "na verdade você entra em território desconhecido", ele disse.
NOVA YORK - A primeira dama, Michelle Obama, se aventurou publicamente em novos territórios ao anunciar na terça-feira que a gestão Obama planeja criar um "fundo de inovação social" de US$ 50 milhões para ajudar a financiar e ampliar organizações sem fins lucrativos promissoras.
O fundo ofereceria apoio financeiro a organizações sem fins lucrativos e grupos comunitários que se concentram na educação, saúde e mobilidade econômica, entre outras questões, afirmaram os oficiais. A gestão planeja encorajar fundações, filantropos e corporações a contribuírem com o programa.
"A ideia do fundo é simples: encontrar os programas mais eficazes e oferecer a eles o capital que precisam para aumentar seu sucesso em comunidades de todo o país", disse Michelle na terça-feira em Nova York, onde foi homenageada no baile da revista "Time" por sua edição "100 Pessoas Mais Influentes".
O anúncio revelou uma nova postura da primeira dama, que criou cuidadosamente uma imagem doméstica durante os primeiros meses de Casa Branca, enfatizando seu foco na maternidade e estabelecendo sua família na Casa Branca.
Mas Michelle, advogada formada em Harvard e ex-executiva hospitalar, continua comprometida com a política pública. E ela concentrou sua atenção no aumento do voluntariado através do Ato Sirva a América do senador Edward M. Kennedy, posto em prática em abril.
O Congresso ainda terá que autorizar os US$50 milhões que o presidente planeja alocar ao fundo. Mas Michelle deixou claro na terça-feira que ela e os oficiais da gestão acreditam que o fundo terá um impacto crucial "em um momento no qual nossa nação enfrenta desafios sem precedentes"