Pecuaristas da Associação Brasileira de Pecuária Orgânica (ABPO) do Mato Grosso do Sul adotaram uma iniciativa inovadora. Eles criaram protocolo interno de processos produtivos e responsabilidade socioambiental. O documento - lançado nesta terça-feira, 28 de abril, em Campo Grande (MS) pela ABPO e pelo WWF-Brasil - irá regulamentar as atividades da instituição e de seus associados tornando públicos seus processos produtivos e de responsabilidade socioambiental.
Entre inovações do protocolo, está a criação de um sistema interno de auditoria para fiscalizar periodicamente as fazendas, além das visitas anuais que já são realizadas pela empresa certificadora. O documento também traz avanços no que se refere à lei ambiental como, por exemplo, a proibição de se desenvolver atividade de carvoaria em suas propriedades e o apoio à criação de um corredor ecológico das fazendas orgânicas por meio da conectividade de Reservas Legais e Áreas de Preservação Permante (APPs).
Na solenidade de lançamento do protocolo, o superintendente de Conservação do WWF-Brasil, Cláudio Maretti, lembrou que o Pantanal está entre as áreas ambientais mais importantes para o mundo. Ele destacou que o WWF-Brasil apoia a pecuária orgânica certificada no Pantanal porque a considera uma alternativa sustentável para a região. Maretti elogiou a iniciativa dos pecuaristas orgânicos de criar um protocolo interno, indo além do processo de certificação. ?Eles assumem o compromisso de produzir melhor e a preservar o meio ambiente, destacou, acrescentando que esse tipo de liderança exercida pela ABPO ajuda a transformar mercados.
O protocolo é mais uma etapa do trabalho que vem sendo desenvolvido pela ABPO e pelo Programa Pantanal para Sempre do WWF-Brasil, desde 2003, de estímulo à pecuária orgânica certificada no Pantanal. O objetivo principal dessa parceria é buscar alternativas que permitam aliar a atividade produtiva da pecuária e a conservação dos recursos naturais do Pantanal.
O coordenador do Programa Pantanal para Sempre do WWF-Brasil, Michael Becker, ressaltou que o documento é um diferencial para o segmento, pois ele vai além das exigências da legislação ambiental e da certificação. ? É um divisor de águas. Esperamos essa idéia se expanda e que outros pecuaristas também adotem a iniciativa?, disse Becker.
Os compromissos que integram o documento, que agora deverão ser adotados por todos os integrantes da ABPO, foram definidos com a participação e o envolvimento de instituições de pesquisa, ONGs, parceiros comerciais da ABPO e representantes do setor produtivo da pecuária.
Ao apresentar o protocolo, o presidente da ABPO, Leonardo Leite de Barros, destacou que houve muitas discussões para a elaboração do documento, mas o resultado foi muito positivo. ?Assumimos a responsabilidade com o nosso Pantanal. Vamos buscar novas formas de produzir a carne orgânica com qualidade, padronização e critérios sociambientais bem definidos?, ressaltou Barros.
Para Barros, embora represente um passo importante, a construção do protocolo não se encerra com o seu lançamento. ?O protocolo é dinâmico. Não é um documento para ficar na gaveta? disse o presidente da ABPO, ressaltando que novos critérios poderão ser incorporados a ele nas próximas revisões.
A adesão dos atuais e futuros associados da ABPO ao protocolo é obrigatória e eles terão um prazo de até três anos a partir do lançamento da publicação para se adequarem aos compromissos firmados. O cumprimento dos compromissos assumidos será monitorado pelo Programa de Auditoria Interna (PAI - ABPO).
O que é a pecuária orgânica?
O manejo orgânico visa o desenvolvimento econômico e produtivo que não polua, não destrua o meio ambiente e que valorize o homem. A pecuária de corte orgânica tem como objetivo uma produção que mantenha o equilíbrio ecológico englobando os componentes produtivos, ambiental e social, a partir de normas estabelecidas pelas instituições certificadoras.
Na criação, o gado orgânico é rastreado desde seu nascimento até o abate, com registro de peso, alimentação, vacinas, entre outras informações, em fichas individuais.
A alimentação dos animais é observada com especial atenção. Além da pastagem, outros ingredientes compõem o cardápio do gado orgânico como casca de soja não transgênica e farelo de algodão. Esses alimentos têm procedência garantida ou são produzidos pelos próprios pecuaristas de acordo com as normas da certificação.
Outra preocupação é quanto ao bem-estar dos animais. As fazendas trabalham com sombreamento das pastagens e currais em formato circular para que o gado não se machuque. Uma das prioridades das certificadoras é garantir a segurança alimentar. Por isso, é exigida e monitorada a vacinação, inclusive contra febre aftosa. Em caso de alguma enfermidade, o gado orgânico é tratado com produtos fitoterápicos e homeopáticos.
Também é proibido o uso de uréia na alimentação e de hormônios para engorda. Com relação ao meio ambiente, também é proibido o uso de fogo para manejar as pastagens.
Números - Atualmente, existem 16 fazendas certificadas ou em fase de certificação no Mato Grosso do Sul (associadas à ABPO) e 10 no Mato Grosso (ASPRANOR), totalizando 26 propriedades. As fazendas certificadas ocupam uma área total de 131,2 mil hectares e possuem um rebanho de 99,8 mil cabeças.
A pecuária orgânica do Mato Grosso do Sul dá um passo importante no processo de certificação com uma iniciativa inédita para o segmento: a criação de um protocolo interno de processos produtivos e responsabilidade socioambiental.
O protocolo foi lançado nesta terça-feira (28 de abril) em Campo Grande (MS) pela Associação Brasileira de Pecuária Orgânica (ABPO) e pelo WWF-Brasil e tem por objetivo regulamentar as atividades da ABPO e de seus associados tornando públicos seus processos produtivos e de responsabilidade socioambiental.
Desde 2003, a ABPO e o WWF-Brasil vêm atuando conjuntamente no estímulo à pecuária orgânica certificada no Pantanal. O objetivo principal da parceria é buscar alternativas que permitam aliar a atividade produtiva da pecuária e a conservação dos recursos naturais do Pantanal.
Para a secretária-geral do WWF-Brasil, Denise Hamú, o protocolo representa um passo importante na parceria entre o WWF-Brasil e a ABPO. ?O protocolo é um avanço. Por meio dele, os pecuaristas assumem o compromisso de adotar critérios que vão além das exigências da lei e da certificação e que também são importantes para a conservação ambiental?, destaca Hamú.
Entre as inovações do protocolo, está a criação de um sistema interno de auditoria para fiscalizar periodicamente as fazendas, além das visitas anuais que já são realizadas pela empresa certificadora. O documento também traz avanços no que se refere à lei ambiental como, por exemplo, a proibição de se desenvolver atividade de carvoaria em suas propriedades e o apoio à criação de um corredor ecológico das fazendas orgânicas por meio da conectividade de Reservas Legais e Áreas de Preservação Permante (APPs).
Em relação ao manejo do sistema produtivo, destaca-se o compromisso de seguir as boas práticas produtivas e de bem estar animal fornecidas pelo departamento técnico da ABPO e as recomendações da Embrapa Pantanal quando for necessário substituir pastagens nativas por espécies plantadas. Por meio do protocolo, os pecuaristas também se comprometem a incentivar o desenvolvimento de pesquisas e novas técnicas complementares homeopáticas e fitoterápicas, visando o estabelecimento de um bom manejo sanitário.
O presidente da ABPO, Leonardo Leite de Barros, explica que o Pantanal tem vocação para produzir produtos e serviços sustentáveis e foi essa identidade cultural que levou os pecuaristas da região a se interessarem pela certificação orgânica. ?O protocolo representa mais uma etapa nesse trabalho da associação, com o objetivo de produzir uma carne orgânica de qualidade, com padronização e com critérios sociambientias bem definidos?, ressalta Barros.
Os compromissos que integram o documento, que agora deverão ser adotados por todos os integrantes da ABPO, foram definidos com a participação e o envolvimento de instituições de pesquisa, ONGs, parceiros comerciais da ABPO e representantes do setor produtivo da pecuária.
A adesão dos atuais e futuros associados da ABPO ao protocolo é obrigatória e eles terão um prazo de até três anos a partir do lançamento da publicação para se adequarem aos compromissos firmados. O cumprimento dos compromissos assumidos será monitorado pelo Programa de Auditoria Interna (PAI - ABPO).
O que é a pecuária orgânica?
O manejo orgânico visa o desenvolvimento econômico e produtivo que não polua, não destrua o meio ambiente e que valorize o homem. A pecuária de corte orgânica tem como objetivo uma produção que mantenha o equilíbrio ecológico englobando os componentes produtivos, ambiental e social, a partir de normas estabelecidas pelas instituições certificadoras.
Na criação, o gado orgânico é rastreado desde seu nascimento até o abate, com registro de peso, alimentação, vacinas, entre outras informações, em fichas individuais.
A alimentação dos animais é observada com especial atenção. Além da pastagem, outros ingredientes compõem o cardápio do gado orgânico como casca de soja não transgênica e farelo de algodão. Esses alimentos têm procedência garantida ou são produzidos pelos próprios pecuaristas de acordo com as normas da certificação.
Outra preocupação é quanto ao bem-estar dos animais. As fazendas trabalham com sombreamento das pastagens e currais em formato circular para que o gado não se machuque.
Uma das prioridades das certificadoras é garantir a segurança alimentar. Por isso, é exigida e monitorada a vacinação, inclusive contra febre aftosa. Em caso de alguma enfermidade, o gado orgânico é tratado com produtos fitoterápicos e homeopáticos.
Também é proibido o uso de uréia na alimentação e de hormônios para engorda. Com relação ao meio ambiente, também é proibido o uso de fogo para manejar as pastagens.
Números
Atualmente, existem 16 fazendas certificadas ou em fase de certificação no Mato Grosso do Sul (associadas à ABPO) e 10 no Mato Grosso (ASPRANOR), totalizando 26 propriedades. As fazendas certificadas ocupam uma área total de 131,2 mil hectares e possuem um rebanho de 99,8 mil cabeças.
Siracusa, Sicília ? A Rede WWF recebeu bem o acerto dos ministros de meio ambiente das nações mais industrializadas e de alguns dos países em desenvolvimento para diminuir a perda de espécies em todo o mundo. No entanto, a organização continua preocupada com o fracasso na obtenção de avanços nas conversações sobre mudanças climáticas.
Os membros do Grupo dos Oito - G8, ao concluírem seu encontro na Sicília, assinaram uma carta para estender o tratado sobre perda de biodiversidade, mas fracassaram ao não obter progresso em algumas das questões chaves, entre elas as metas de redução de emissões.
?Estamos muito contentes pelo fato de esses países reconhecerem a importância da biodiversidade para a prosperidade humana e a necessidade de protegê-la mais fortemente?, declarou Kim Carstensen, líder da Iniciativa Climática da Rede WWF.
?Eles precisam admitir a necessidade de chegar a um acordo contendo um ambicioso pacote contra as mudanças climáticas. Sem isso, não conseguiremos proteger a biodiversidade. Nós não vimos grande avanço nos compromissos assumidos para uma atuação contra as mudanças climáticas.?
A cúpula reuniu os membros do G-8: Grã-Bretanha, Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Rússia e Estados Unidos. A reunião contou também com a presença de economias emergentes, como China, Índia, Brasil e México.
A rede ambientalista mundial WWF tinha a esperança de que a reunião seria aproveitada como uma oportunidade não apenas de diminuir a distância entre as nações ricas e pobres mas, ainda, para influenciar as lideranças a criarem pacotes econômicos e de tecnologia verde que fossem mais ambiciosos.
"Os ministros do Meio Ambiente concordam em que os pacotes de recuperação econômica devem ser mais verdes. Isso é positivo e nós estamos ansiosos para vê-los fazer avançar essa agenda em nível de chefes de Estado?, afirmou Carstensen.
As próximas conversações da ONU sobre clima -- que fazem parte de uma série de eventos que culminam em dezembro, em Copenhague, com um novo acordo para substituir o Protocolo de Quioto das Nações Unidas ? estão programadas para ocorrer de 1 a 12 de junho em Bonn, na Alemanha.
O WWF destaca que os países industrializados, se quiserem chegar a um acordo na cúpula de Copenhague, precisam se comprometer com metas intermediárias de redução de emissões que sejam ambiciosas.
Eles também precisam colocar na mesa os recursos suficientes financiar o desenvolvimento de baixo carbono e as medidas essenciais de adaptação nos países em desenvolvimento.
Os líderes dos países ricos do G-8 irão se encontrar novamente na reunião principal do Grupo em julho.
O acordo de Copenhague deve se estender muito além de 2012, quando termina o compromisso da primeira fase do Protocolo de Quioto, que reúne 37 nações adiantadas comprometidas em cortar as emissões de carbono. O Protocolo de Quioto ficou atrelado à recusa dos Estados Unidos, que na administração do ex-presidente George W. Bush negou-se a assinar o documento.
Organizado há quatro anos, o evento vai estimular intercâmbios em diversos
campos entre os dois países. Para o WWF-Brasil e o WWF-França, o evento é
uma oportunidade para reforçar a cooperação entre os dois países no sentido
de garantir a conservação da biodiversidade única que compartilham na
Amazônia, uma das mais importantes áreas do mundo, particularmente na sua
relação com a mitigação das mudanças climáticas.
Brasil e França assinaram, em dezembro de 2008, um acordo bilateral
considerado fundamental na luta contra o garimpo ilegal em áreas protegidas.
O documento visa a reforçar a regulamentação e o controle do garimpo,
endurecer as sanções contra atividades ilegais e estabelecer novos
mecanismos de cooperação. Há acordos bilaterais também para promover
pesquisas relacionadas ao conhecimento e à conservação da biodiversidade.
"O Ano da França no Brasil é uma excelente oportunidade de dar a este acordo
de cooperação a importância que merece, permitindo que ambos os países
mantenham o compromisso de limitar o garimpo ilegal na fronteira
Brasil/Guiana Francesa", disse Cláudio Maretti, superintendente de
Conservação do WWF-Brasil.
Segundo Cláudio Maretti também é importante o aprofundamento dos
intercâmbios para planejamento integrado e fortalecimento do Parque
Amazônico da Guiana (França) e o Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque
(Brasil). Várias organizações, inclusive a Rede WWF, consideram o planalto
das Guianas e seu entorno como das áreas mais relevantes no mundo para a
conservação da biodiversidade.
Como os representantes do WWF-França observaram há duas semanas, a situação
atual na fronteira franco-brasileira é alarmante. Assim, apesar das
operações das forças de intervenção francesa e brasileira, o Parc Amazonien
de Guyane (Parque Amazônico da Guiana) é particularmente atingido pelo
aumento do número de áreas de garimpo ilegal de ouro. O Parque Nacional das
Montanhas do Tumucumaque, que se encontra do outro lado da fronteira,
hospeda a retaguarda da atividade ilegal. Dali que partem homens, alimentos
e combustível para sustentar o garimpo ilegal no parque da Guiana.
Segundo o WWF-Brasil e o WWF-França, o Ano da França no Brasil deve
permitir: difundir plenamente o acordo com o público brasileiro e francês,
promover a ratificação rápida do acordo pelas partes, fortalecer o
intercâmbio entre as áreas protegidas, facilitar as discussões com as partes
interessadas sobre a estratégia e os recursos necessários para a
implementação do acordo e iniciar o mais rapidamente possível a
implementação do acordo.
O WWF-Brasil uniu-se a outras organizações ambientalistas para manifestar sua preocupação com a aprovação, pela Câmara dos Deputados, do projeto de lei de conversão da medida provisória 452/2008, que extingue o licenciamento ambiental para a pavimentação de estradas já abertas.
O licenciamento ambiental é uma ferramenta importante, que demanda a realização de estudos de viabilidade econômica, social e ambiental, indispensáveis para que se possa tomar a melhor decisão com relação a soluções de infraestrutura na Amazônia.
O WWF-Brasil reitera que não é contra a construção de estradas ou outras obras de infraestrutura na Amazônia. A posição da instituição é que as decisões sobre essas obras devem ser tomadas de acordo com um projeto mais consistente da sociedade brasileira para o desenvolvimento da região, por meio de processo de discussão mais amplo e da análise mais rigorosa de todos os fatores envolvidos.
De acordo com o superintendente de conservação do WWF-Brasil, Cláudio Maretti, ?o que queremos é promover o desenvolvimento da Amazônia de acordo com as aptidões de cada área e sem prejuízo de outros aspectos, como o meio ambiente e as populações locais?.
O WWF-Brasil apoia, ainda, a criação de unidades de conservação (UCs) ao redor das áreas de pavimentação de estradas, por considerar que as UCs são o melhor mecanismo para minimizar o impacto de obras de infraestrutura.
No entanto, a instituição ressalta que simplesmente assinar a criação das UCs não é suficiente. É imprescindível que o governo realize esforços para implementar efetivamente essas áreas, com a ampliação da presença do Estado na região e a alocação de pessoal para a gestão das áreas.
Conheça a nota pública assinada pelas nove organizações ambientalistas:
Nota pública sobre pavimentação de estradas na Amazônia
As organizações abaixo assinadas manifestam-se totalmente contrárias à tentativa de extinguir o licenciamento ambiental para pavimentação de estradas abertas, conforme previsto no projeto de lei de conversão da medida provisória 452/2008, aprovado no dia 14/04 pela Câmara dos Deputados. A proposta pretende burlar a Constituição Federal, uma vez que é notório que o impacto maior ocorre após a pavimentação.
Do mesmo modo consideramos inaceitável o asfaltamento da BR 319, obra sem viabilidade ou justificativa comprovadas, desconectada de qualquer projeto de desenvolvimento regional. A prioridade dada a essa estrada pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) atende interesses outros que não a ligação entre duas capitais do norte do país. O asfaltamento da BR 319 servirá apenas para abrir a região mais remota e preservada da Amazônia à ocupação desordenada, além de deteriorar, via forte pressão migratória, a qualidade de vida da cidade de Manaus.
A pavimentação de estradas é o maior vetor de desmatamentos na Amazônia. Historicamente 75% dos desmatamentos da região ocorreram ao longo das rodovias pavimentadas, como ocorreu na Belém-Brasília (BR 010), na Cuiabá-Porto Velho (BR 364) e no trecho matogrossense da Cuiabá-Santarém (BR 163). O simples anúncio do asfaltamento já é suficiente para estimular o desmatamento e a grilagem, como ocorreu na BR 163, apontada como modelo de implementação de infraestrutura viária na Amazônia, mas, ainda assim, uma das regiões onde o desmatamento mais cresceu nos últimos anos.
Essas iniciativas ameaçam a sustentabilidade da região e põem em risco as metas de redução de desmatamento assumidas pelo governo brasileiro no Plano Nacional de Mudanças Climáticas.
Amigos da Terra - Amazônia Brasileira
Conservação Internacional
Greenpeace
Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM)
Instituto Centro de Vida (ICV)
Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia (IMAZON)
Instituto Socioambiental (ISA)
The Nature Conservancy (TNC)
WWF Brasil
A Internet foi uma grande aliada do WWF-Brasil para engajar as pessoas a participarem da Hora do Planeta. A divulgação do movimento na rede mundial de computadores foi fundamental para o sucesso desse ato simbólico de alerta contra o aquecimento global.
O WWF-Brasil deu os primeiros passos criando perfis da Hora do Planeta nas principais redes sociais da web. Mas graças à mobilização e dedicação de todos, a ação ganhou vida própria e se espalhou pela internet.
Membros da comundade da Hora do Planeta no Orkut contribuíram com discussões e enquetes ou publicando ideias e sugestões de como sensibilizar]cada vez mais pessoas. Além disso, os internautas e blogueiros ajudaram a divulgar os filmes da campanha no YouTube, enviando recados para suas listas de contatos e publicando notícias.
Outra novidade foi o grande número de seguidores do WWF-Brasil no Twitter, que divulgou em tempo real informações sobre o movimento.
A Hora do Planeta inspirou milhões de pessoas no mundo. Foi um ato simbólico que mostrou a força da união planetária contra o aquecimento global.
E essa inspiração foi ampliada por vozes que se uniram à Rede WWF para este importante alerta.
No Brasil, atores, apresentadores, esportistas, músicos, jornalistas vestiram a camisa do movimento e ajudaram a mobilizar milhares de pessoas para o dia 28 de março.
O primeiro filme publicitário da Hora do Planeta foi lançado em janeiro na voz do ator Marcos Palmeira.
A partir de então, nomes como o de Luciano Huck, Lulu Santos, Fernanda Keller, Eduardo Moskovis, Cynthia Howllet, Sergio Marone, Flávio Canto, Camila Pitanga e Lenine participaram dos anúncios que divulgaram a ação.
Reynaldo Gianecchini, Maitê Proença, Ana Hickmann e Britto Jr. também aderiram à campanha. As celebridades mostraram ainda que deve-se ir além do apagar das luzes por uma hora.
Para Camila Pitanga, atriz e conselheira do WWF-Brasil, ?pensar sobre meio ambiente não é pensar apenas na manutenção das florestas, mas também sobre nossos hábitos?.
A Hora do planeta é um chamado para nos levantarmos e tomarmos uma atitude sobre o futuro que queremos
O empenho de cada um de nossas equipes tornou possível amplificar a voz dos brasileiros contra o aquecimento global no movimento Hora do Planeta. Por isso, nesta edição, o Conheça nossa equipe é especial: é dedicado a todas as pessoas que trabalham no WWF-Brasil.
É impossível colocar a foto de cada pessoa do WWF-Brasil que trabalhou diretamente ou apoiou a realização da Hora do Planeta em nosso país. Somos mais de 100 funcionários e contamos com vários promotores da ação Faça a Diferença pelas ruas do Brasil, inúmeros colaboradores,
parceiros e voluntários por todo o país.
E nossa equipe está trabalhando pelo meio ambiente mais da que nunca. Mesmo passado o 28 de março, a Hora do Planeta continua.
Por isso, escolhemos a foto do nosso símbolo: o panda, que na década de 60 estava seriamente ameaçado de extinção e tornou-se inspiração da maior rede de conservação ambiental do planeta, a Rede WWF.
Todas as pessoas que trabalharam juntas pela Hora do Planeta fizeram parte de um movimento único. Em 2009, a Hora do Planeta alcançou um novo patamar no cenário ambiental mundial com a adesão de centenas de milhares de pessoas em todo o mundo. E, nos 60 minutos em que as luzes se mantiveram apagadas, não importou o seu país de origem e sim o seu planeta de origem.
A Hora do Planeta é um chamado global para cada pessoa, cada empresa, cada comunidade. Um chamado para nos levantarmos e tomarmos uma atitude sobre o futuro que queremos. Todas as pessoas que trabalharam pela Hora do Planeta ? no WWF ou não, lançaram, em uma única voz, um grande alerta para a ameaça do aquecimento global.
E todas essas pessoas acreditam que ainda dá tempo de proteger a natureza. As mudanças climáticas e suas consequências ameaçam a todas as espécies, inclusive a nós, humanos.
Qual é a equipe do WWF-Brasil que você gostaria de conhecer? Mande sua resposta para revista@wwf.org.br
A sojicultura foi responsável por apenas 0,88% das áreas desmatadas na Amazônia Brasileira entre 2006 e 2008. O percentual, obtido a partir de monitoramento realizado em Rondônia, Mato Grosso e Pará ? principais produtores do grão dentre os estados amazônicos ? foi apresentado nesta terça-feira, 14 de abril. O levantamento foi realizado no âmbito da Moratória da Soja, pacto assinado em julho de 2006 pela indústria da soja, que se comprometeu a não adquirir o produto originário de novos desmatamentos na Amazônia.
Além do setor produtivo, representado pela Associação Brasileira da Indústria de Óleos Vegetais (Abiove) e pela Associação Nacional de Exportadores de Vegetais (Anec), participaram do acordo o Ministério do Meio Ambiente (MMA), Greenpeace e WWF-Brasil, dentre outras organizações não-governamentais. O cumprimento da Moratória foi fiscalizado nos períodos 2007-2008 e 2008-2009, utilizando cerca de 6 mil fotos aéreas e aproximadamente 1,3 mil imagens de satélite.
Carlos Alberto de Mattos Scaramuzza, superintendente de Conservação do WWF-Brasil, salienta a evolução na cadeia produtiva da soja ao longo da Moratória. ?É importante observar que uma significativa parcela do setor do agronegócio lidera um processo como esse, buscando uma agenda positiva e gerando resultados favoráveis. O setor fez a sua parte, em lugar de achar culpados para o problema do desmatamento?, destacou.
Ainda segundo Scaramuzza, que representou o WWF-Brasil na reunião em que os dados do monitoramento foram divulgados, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, ressaltou a importância de iniciativas como a Moratória da Soja, em que governo, setor produtivo e ONGs sentam à mesa para discutir soluções.
Outro ponto a ser destacado nos resultados é a ocorrência de desmatamentos em áreas inferiores a 100 hectares, não captadas pelo monitoramento da Moratória, em municípios selecionados para uma avaliação mais aproximada. ?Isso demonstra que as ações de comando e controle precisam ser complementadas com a urgente regularização e cadastramento fundiário, além da remuneração pelos serviços ambientais prestados por florestas e outros ecossistemas?, finalizou Scaramuzza.
Apagamos as luzes. A Hora do Planeta passou. O sucesso da iniciativa neste 1º ano da participação brasileira superou as expectativas. Agora a vida continua. Continua? Não como antes! Que tal, daqui por diante, colocarmos em prática tudo aquilo que discutimos e refletimos durante a preparação e a Hora do Planeta?
Em primeiro lugar, precisamos não perder de vista o principal objetivo do movimento: um acordo global de clima justo e eficiente, que queremos ver assinado em Copenhagen, em dezembro, e que estabeleça regras globais para o efetivo combate ao aquecimento global.
Fique ligado, participe e divulgue as ações que ainda virão até dezembro, por um acordo global de clima. A luta ainda não acabou! E mais: você se lembra de que o Brasil é o 4º maior emissor de gases de efeito estufa do planeta e que 75% das nossas emissões são provocadas pelo desmatamento, principalmente da Amazônia e do Cerrado?
Pois bem. Vamos nos manter ativos em defesa das florestas brasileiras, companhar e participar de campanhas, abaixoassinados, enfim: tudo o que puder contribuir para que o Brasil enfrente efetivamente o desafio que é parar o desmatamento.
Afinal, com o fim do desmatamento, reduzimos nossas emissões de gases de efeito estufa, garantimos que a Amazônia, por exemplo, siga influindo positivamente no clima global e, de quebra, garantimos a manutenção da nossa riquíssima megabiodiversidade e recursos naturais para as gerações de hoje e do futuro.
Impactos do aquecimento global
Em casa
Procure sempre comprar aparelhos eficientes em consumo de eletricidade. Retire das tomadas os aparelhos em stand-by (os que ficam com as luzinhas vermelhas acesas)
No trabalho
Seja ativo: forme uma comissão para verificar como a empresa pode gastar menos energia. Mantenha os aparelhos de ar condicionado a 25oC. Verifique se os aparelhos de ar condicionado estão na sombra. Eles consomem 5% menos se não estiverem no sol.
No transporte
Use bicicleta ou caminhe sempre que possível. É saudável e você estará contribuindo para um planeta mais limpo. Faça sempre uma revisão do seu carro. Além de evitar possíveis dores de cabeça, um carro que funciona corretamente consome menos combustível e produz menos gases causadores do efeito estufa.
Ao comprar carne
Pergunte ao seu açougueiro ou ao supermercado que frequenta de onde vem a carne que você compra. Cerca de 70% das áreas desmatadas são para abertura de novas pastagens. O desmatamento é o principal responsável por nossas emissões de gases causadores do efeito estufa
14/04/2009 12:00 AM
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