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Michelle Obama anuncia novo fundo para ajudar organizações sem fins lucrativos

NOVA YORK - A primeira dama, Michelle Obama, se aventurou publicamente em novos territórios ao anunciar na terça-feira que a gestão Obama planeja criar um "fundo de inovação social" de US$ 50 milhões para ajudar a financiar e ampliar organizações sem fins lucrativos promissoras.

O fundo ofereceria apoio financeiro a organizações sem fins lucrativos e grupos comunitários que se concentram na educação, saúde e mobilidade econômica, entre outras questões, afirmaram os oficiais. A gestão planeja encorajar fundações, filantropos e corporações a contribuírem com o programa.
 
"A ideia do fundo é simples: encontrar os programas mais eficazes e oferecer a eles o capital que precisam para aumentar seu sucesso em comunidades de todo o país", disse Michelle na terça-feira em Nova York, onde foi homenageada no baile da revista "Time" por sua edição "100 Pessoas Mais Influentes".
 
O anúncio revelou uma nova postura da primeira dama, que criou cuidadosamente uma imagem doméstica durante os primeiros meses de Casa Branca, enfatizando seu foco na maternidade e estabelecendo sua família na Casa Branca.

Mas Michelle, advogada formada em Harvard e ex-executiva hospitalar, continua comprometida com a política pública. E ela concentrou sua atenção no aumento do voluntariado através do Ato Sirva a América do senador Edward M. Kennedy, posto em prática em abril.
 
O Congresso ainda terá que autorizar os US$50 milhões que o presidente planeja alocar ao fundo. Mas Michelle deixou claro na terça-feira que ela e os oficiais da gestão acreditam que o fundo terá um impacto crucial "em um momento no qual nossa nação enfrenta desafios sem precedentes"

Por RACHEL L. SWARNS

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06/05/2009 10:13 AM

Um ano depois do terremoto: nascimentos, antigas feridas e intransigência governamental

MIANZHU, China - Com apenas 45 dias de existência, Sang Ruifeng já tem um propósito na vida: trazer justiça aos responsáveis pela morte de seu irmão de 11 anos.

NYT
Sang mostra foto do filho de 11 anos que morreu no terremoto; sua mulher, Liu, carrega o filho de 45 dias

Sang mostra foto do filho de 11 anos que morreu no terremoto;
sua mulher, Liu, carrega o filho de 45 dias

Ruifeng terá que garantir, afirma seu pai, que o governo chinês preste contas pelos motivos pelos quais milhares de estudantes morreram no desabamento de escolas durante o terremoto que devastou o sudeste da China há um ano. O irmão que Ruifeng não conheceu estava entre os 126 esmagados nos destroços da Escola Primária 2 em Fuxin.

"Eu não estou nem um pouco feliz", disse Sang Jun, sobre o nascimento de seu novo filho, enquanto sua mulher balançava o bebê no colo, na casa de um vizinho. "Eu disse isso para minha mulher hoje: se não conseguirmos justiça, nosso filho terá que lutar por nós. Este será o fardo desta criança".

Um ano depois do terremoto que abalou a província de Sichuan e matou cerca de 70 mil pessoas, deixando 18 mil desaparecidos, mães de toda a região estão grávidas ou tiveram outros filhos, com a ajuda do governo e equipes médicas que ofereceram conselhos sobre fertilidade e reverteram processos de esterilização.

Por causa da política da China que limita o número de filhos da maioria das famílias em um, os estudantes que morreram geralmente eram os únicos filhos de seus pais. Os oficiais dizem ter esperança que uma onda de nascimentos ajude a diminuir a raiva a respeito do desmoronamento de tantas escolas no dia 12 de maio de 2008, enquanto prédios das redondezas continuaram de pé.

Mas as feridas estão abertas, em parte por causa do governo chinês, que não aceita desafios a sua postura autoritária, que abafou os pais e impediu debates públicos sobre a construção ruim das escolas.

Conforme a atenção se volta novamente a Sichuan para a marca de um ano do terremoto, o governo intensifica sua campanha para silenciar os pais e a mídia, adotando táticas agressivas da polícia e a ameaça de prisão.

"O governo diz: 'Você teve seu segundo filho, então por que está questionando isso?'", disse Sang, ex-operário que foi preso pela polícia em janeiro quando tentou pegar um trem para Pequim para dar entrada em uma reclamação formal. "Nós dizemos ao governo: 'Isso é sua responsabilidade, sua culpa. Então por que não deveríamos questionar?'"

O governo chinês se recusou a revelar o número de estudantes mortos e seus nomes. Mas um relatório oficial logo após o terremoto estimava que até 10 mil crianças morreram no desmoronamento de mais de 7 mil salas de aula e dormitórios.

No ano passado, oficiais do governo central anunciaram que iriam realizar uma investigação sobre o desmoronamento das escola, mas nada foi divulgado. Em março, um oficial da província de Sichuan disse aos repórteres em Pequim que a força do terremoto, e não a construção ruim, levou aos desmoronamentos.

No dia 4 de abril, o Dia de Varrer Túmulos no qual os chineses honram seus mortos, grupos de pais tentaram se reunir nos locais onde antes eram as escolas. Mas policiais à paisana rapidamente impediram qualquer manifestação.

Oficiais de propaganda recentemente ordenaram que as organizações de notícias chinesas reportassem apesar histórias positivas sobre o terremoto e o governo de Sichuan explicitamente proibiu a mídia de escrever sobre os abortos de mulheres alojadas temporariamente em assentamentos locais. Alguns sobreviventes dizem temer que os abortos sejam causados pelo alto nível de formol presente nas casas pré-fabricadas.

"Tantas mulheres abortaram", disse Ren, uma mulher do acampamento de Dujiangyan que informou apenas seu sobrenome, por medo de represálias. Seu neto estava entre os mortos da Escola Primária de Xinjian. Sua nora engravidou novamente no ano passado, mas sofreu um aborto. "O quarto do Hospital do Povo de Dujiangyan estava cheio de mulheres com  o mesmo problema", disse Ren.

O governo central enviou especialistas em fertilidade à região no ano passado. O jornal oficial "Sichuan Daily" relatou, no dia 29 de fevereiro, que quase mil mulheres da região engravidaram, citando a Comissão de Planejamento Familiar de Sichuan. Oficiais de planejamento familiar de Chengdu, capital de Sichuan, recusaram pedidos de entrevista.

Uma das grávidas é Liu Li, que disse ter tido "sentimentos complicados" quando descobriu que estava grávida. "Eu fiquei nervosa e feliz, mas também me senti culpada porque foi tão rápido depois da morte de nosso primeiro filho", disse Liu, 35, ao encher de água uma bacia no acampamento Dujiangyan.

NYT
Li e seu marido, Bi Kaiwei, posam em frente à foto da filha morta no terremoto

Li e seu marido posam em frente à foto da filha morta no terremoto

Como muitos pais cujos filhos morreram, Liu aceitou um pagamento de cerca de US$ 8.800 do governo local e a garantia de uma pensão em troca de seu silêncio. Mas muitos pais, mesmo os que esperam outras crianças, se recusaram a aceitar o silêncio.

Aqui em Mianzhu, mulheres de mais da metade dos 126 lares que perderam seus filhos na Escola Primária 2 em Fuxin estão grávidas ou tiveram bebês recentemente. Um pai, Bi Kaiwei, elogiou o atendimento médico que o governo ofereceu a sua mulher, agora grávida de quatro meses. Mas a gravidez não substitui a justiça, ele disse.

Todos os dias, os dois visitam o túmulo de sua filha. Eles guardaram todos seus pertences, incluindo um cachorro de pelúcia branco e uma manta que estão sobre a cama do casal. Fotografias da menina estão por toda a casa, que fica a poucos metros da antiga escola.

"Eu sinto que este será o retorno da nossa filha", disse Liu Xiaoying ao tocar a barriga. "Mas mesmo que me conforte com isso, ainda não me sinto feliz. Estou muito deprimida".

Liu esteve entre os pais que viajaram secretamente a Pequim em janeiro para entrar com uma petição no governo central. Oficiais da capital disseram que eles deveriam fazer isso em Sichuan.

Mas os oficiais de Sichuan estão tentando convencer os pais. Sang, o pai do bebê de 45 dias, disse que a polícia ameaçou de voltar a prendê-lo. Um homem que atendeu o telefone na delegacia de Mianzhu se recusou a comentar.

Perto de uma plantação de trigo, Sang construiu uma nova casa para substituir a que desmoronou durante o terremoto. No canto está um quarto para seu filho morto, Xingpeng. Lá dentro estão fotos do menino e seus pertences - uma vara de pescar, sapatos de dança, um aquário.
O novo filho não irá dormir ali. "Nós manteremos este quarto assim para sempre", disse Sang.

Por EDWARD WONG


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06/05/2009 10:09 AM

Editorial: Obama, Zardari e Karzai

Nós suspeitamos que o encontro desta quarta-feira entre os presidentes Barack Obama, Asif Ali Zardari do Paquistão e Hamid Karzai do Afeganistão será repleto de momentos estranhos.

Os oficiais americanos não têm muita confiança em nenhum dos dois líderes (algo que não tentam esconder). A maioria dos afegãos e paquistaneses compartilha suas dúvidas. Mas se há qualquer esperança de derrotar o Taleban, Obama terá que encontrar um jeito de trabalhar com ambos os homens (e encontrar a combinação certa de apoio e pressão para que eles façam o necessário para salvar seus países).

Para que isso aconteça, Obama também precisa do apoio do Congresso, onde membros de seu partido se tornaram cada vez mais impacientes. O representante David Obey, presidente do Comitê de Apropriações da Câmara, afirma que irá dar à Casa Branca um ano para mostrar resultados.

Nós concordamos que o presidente George W. Bush gastou tempo e dinheiro demais autorizando o antigo presidente do Paquistão, Pervez Musharraf, e em escala menor Karzai. Deve haver alguma prestação de contas. Mas Obama também precisa ter a chance de testar seu plano em lidar com os dois países como um problema regional integrado.

O Congresso precisa agir rapidamente a respeito dos dois pacotes de ajuda. Um pedido de financiamento complementar para as guerras no Iraque e Afeganistão inclui US$ 400 milhões em ajuda militar e US$ 500 milhões em ajuda econômica ao Paquistão, mais US$ 980 milhões para encorajar o desenvolvimento no Afeganistão.

O segundo pedido ofereceria US$ 7.5 bilhões, ao longo de cinco anos, ao Paquistão. Sob o comando de Bush, a ajuda ao Paquistão foi direcionada em larga escala ao uso militar. A proposta bipartidária dos senadores John Kerry e Richard Lugar deve almejar melhorias na vida de paquistaneses comuns (e conquistar seu apoio no combate aos extremistas) investindo em escolas, hospitais e projetos sanitários.

Ele impõe condições razoáveis para garantir que a ajuda militar seja direcionada ao combate dos insurgentes (e não da Índia). O compromisso de cinco anos também deve persuadir os líderes paquistaneses de que, caso estejam dispostos a confrontar o Taleban, Washington estará a seu lado.

Há muito tememos que o Paquistão veja esta luta como sendo dos Estados Unidos e não deles. Mas o Congresso precisa entender que esta também é uma luta americana. O Afeganistão não pode ser cedido ao Taleban e a Al-Qaeda. Tampouco o Paquistão - suas regiões fronteiriças desgovernadas ou suas dezenas de bombas nucleares.

Na semana passada, os militantes chegaram a 97 km de Islamabade antes que o exército paquistanês começasse a reagir. Um acordo de paz fracassado, no qual o exército cedeu o Vale de Swat ao Taleban, agora ruiu de vez, e os líderes paquistaneses dizem estar preparando uma nova ofensiva. Uma das principais tarefas de Obama será persuadir Zardari e o chefe militar do Paquistão, o general Ashfaq Parvez Kayani, a manter seu compromisso e sustentar suas operações.

Obama irá enviar outros 20 mil soldados para combater o Taleban. Outros desafios também exigem atenção imediata. Os afegãos estão cansados da corrupção que assola o governo de Karzai e seu fracasso em promover serviços básicos. Além disso, um plano é necessário para encerrar a indústria do ópio que é a principal fonte de dinheiro do Taleban.

Obama precisará ajudar Zardari e Karzai a finalmente entenderem que sua única esperança está no trabalho conjunto e com as forças da Otan (compartilhando inteligência e coordenando operações militares em ambos os lados da fronteira). O Paquistão precisa proteger seu arsenal nuclear.

A gestão Obama buscou construir elos com o líder da oposição do Paquistão, Nawaz Sharif. Agora o presidente precisa encorajar Zardari a encontrar formas de trabalhar com seu rival. Para combater o Taleban, Zardari precisará de todo apoio político que conseguir.

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06/05/2009 09:48 AM

Bank of America precisa de US$ 34 bilhões, afirmam EUA

O governo afirmou que o Bank of America precisa de US$34 bilhões em capital para aguentar qualquer piora na situação econômica, de acordo com um executivo do banco.

Se o banco for incapaz de conseguir o capital necessário com a venda de investimentos ou ações, precisará depender do governo, que já ofereceu US$45 bilhões em capital através Programa de Alívio a Investimentos Ruins.

O banco poderia satisfazer as exigências dos  reguladores convertendo as ações não opinativas que cedeu ao governo em troca do capital, em ações comuns.

Mas com isso o governo se tornaria um dos maiores acionistas do banco.

Executivos da instituição, uma das maiores a passar pela análise, questionaram o valor anunciado pelo governo, que é maior do que os executivos acreditam ser necessário.

Mas J. Steele Alphin, oficial administrativo do banco, disse que o Bank of America terá opções para gerar o capital por si só antes que tenha que converter o dinheiro do contribuinte em ações comuns.

"Não estamos felizes com isso, porque ainda é um número alto", disse Alphin. "Nós achamos que deveria ser menor".

A determinação do governo de que o Bank of America não precisa de tanto capital quanto recebeu dos contribuintes é uma indicação de que alguns dos bancos em dificuldades maiores podem precisar de mais dinheiro do governo do que receberam.

O Departamento do Tesouro se recusou a comentar o assunto na terça-feira. A gestão Obama planeja divulgar todos os resultados do teste de estresse na quinta-feira.

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06/05/2009 07:33 AM

Autoridades americanas começam a reduzir alertas sobre "gripe suína"

Fechar escolas depois que um estudante apresentar sintomas da "gripe suína" já pode não valer o sacrifício dos alunos e de suas famílias, porque a doença em breve estará em todo o país e poucos casos foram graves, disseram as autoridades envolvidas na questão na segunda-feira.


Reuters
Usando máscara, homem limpa sala de aula vazia no Texas

Usando máscara, homem limpa sala de aula vazia no Texas

"Fechar escolas não é eficiente" para impedir a disseminação do vírus, disse Richard Besser, atual diretor do Centro de Controle e Prevenção de Doenças.

O novo conselho é parte de uma gradativa redução dos alertas contra a "gripe suína". Enquanto a doença continha a se espalhar pelos Estados Unidos e por todo o mundo, percebe-se que ela é menos mortal do que se temia. Além disso, no México, onde a epidemia começou, novos casos pararam de aparecer.

O CCPD alertou autoridades locais para que considerem o fechamento de escolas por duas semanas depois que um estudante seja confirmado com a gripe suína e centenas de escolas no Texas, Arizona, Novo México, Nova York e outros Estados adotaram a prática como resultado disso. Fort Worth fechou todo seu sistema educacional até o dia 11 de maio e quase 300 mil estudantes do Texas foram forçados a ficar em casa por causa de fechamentos relacionados à "gripe suína".

Os fechamentos deveriam proteger os alunos e desacelerar a disseminação do vírus. Mas na segunda-feira, o centro de doenças divulgou 279 casos confirmados em 36 Estados (de 226 em 30 Estados no domingo) e mais de 700 possíveis casos em 44 Estados.

Com o vírus em quase todo o país, o fechamento de escolas não deve ter tanto efeito. Apenas 35 foram hospitalizadas com o vírus.

No México, as autoridades afirmaram na segunda-feira que irão diminuir o alerta público contra o vírus e permitir que a maioria dos estabelecimentos da nação reabra esta semana.

O ministro da saúde mexicano, José Angel Cordova, disse que este novo vírus da influenza A (H1N1) parece ser apenas um pouco mais contagioso do que a gripe comum. O número de casos novos no México está em declínio, ele afirmou, e nenhuma morte foi registrada desde o dia 29 de abril.

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05/05/2009 02:30 PM

Economia indiana para por falta de investimento

GURGAON, Índia - Há pouco tempo, líderes indianos previam confiantemente que seu país não seria atingido pela crise econômica mundial. Agora ficou claro que esta opinião era otimista demais.

The New York Times
Material de construção fica parado em Gurgaon

Material de construção fica parado em Gurgaon

Há alguns anos, as construções trabalhavam 24 horas por dia, com equipes que viravam a noite comendo no local em intervalos curtos. Agora o setor imobiliário do país estagnou.  O antes expansivo mercado artístico desacelerou completamente. Além disso,  profissionais qualificados com inúmeros diplomas estão desempregados ou aceitando posições inferiores.

O crescimento fenomenal da Índia nos últimos cinco anos foi impulsionado em parte pela enorme injeção de capital estrangeiro. Os investimentos representaram cerca de 39% do Produto Interno Bruto no ano fiscal de 2008, um aumento de 25% em relação a cinco anos antes.

Em seu auge, mais de um terço dos investimentos vieram do exterior, de acordo com o Credit Suisse. Mas nos últimos três meses do ano passado, os empréstimos estrangeiros e investimentos diretos caíram quase um terço, chegando a seu nível mais baixo em mais de dois anos.

Em um relatório recente, o Fundo Monetário Internacional afirmou que as companhias indianas estão entre as mais vulneráveis do mundo, depois das americanas, porque pediram muito dinheiro emprestado durante sua expansão. Com dados do Moody's, a empresa que qualifica o crédito, o FMI estimou que a inadimplência entre empresas não financeiras do Sul da Ásia pode chegar a 20% no próximo ano, um aumento em relação aos 4.2% previstos. (Empresas americanas devem deixar de pagar empréstimos em até 23%.)

No último quadrimestre de 2008, o índice de crescimento da economia despencou para cerca de 5.3%, o menor em cinco anos.

"Se a Índia quer voltar a ter entre 8% e 9% de crescimento econômico, o investimento particular e o baixo custo do capital é essencial", disse  Jahangir Aziz, principal economista da JPMorgan Chase no país.

Para ajudar a cobrir o vão deixado pelo investimento estrangeiro, o governo terá que gastar mais em infraestrutura e programas sociais. O  Banco de Reserva da Índia, que é o banco central do país, mudou seus alvos para taxas de juros, mas o custo de empréstimos particulares não caiu muito.

O mercado de ações da Índia teve alta de 42% desde uma baixa em março e alguns bancos estrangeiros voltaram a apostar no país, mas os economistas afirmam que o governo precisa fazer muito mais, apesar de poucos esperarem intervenções até que os novos governos assumam o poder no final de maio, começo de junho.

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05/05/2009 10:11 AM

Setor imobiliário dá sinais de recuperação na cidade onde a crise começou

SACRAMENTO, Califórnia - Esta é a cara do fundo do poço? Esta cidade esteve entre as primeiras do país a sofrer com a crise imobiliária. Agora ela parece estar nos primeiros estágios de recuperação, um sinal esperançoso para uma economia envolta em problemas e ansiedade.

Investidores e compradores de primeira, que tradicionalmente são os sinais iniciais de recuperação do setor, estão em todos os lugares por aqui. Com vendas 45% mais altas do que no ano passado, o vasto problema de inventário diminuiu. Mesmo os preços, que despencaram a valores que não eram vistos em décadas, parecem ter voltado a se estabilizar.

Indicações de progresso similares são percebidas em outras regiões atingidas, como Las Vegas, partes da Flórida e da Califórnia. As vendas em Las Vegas em março, por exemplo, aumentaram 35% em relação ao ano anterior.

"Tudo isso é frágil e pode ser passageiro", diz Andrew LePage, analista da MDA DataQuick. "Mas a história sugere que é assim que as coisas estarão nos próximos seis meses antes que os preços mudem".

A esperança no setor imobiliário foi sentida no mercado na segunda-feira. Notícias sobre o aumento nas vendas de imóveis em março, ao invés da queda, juntamente com gastos em construção, impulsionaram as ações.

Ninguém em Sacramento prevê que os preços de imóveis locais, que caíram pela metade em relação ao seu auge em meados de 2005, serão totalmente recuperados em breve. Ao invés disso, se acredita que a situação finalmente parou de piorar.

Quando um mercado chega ao fundo do poço, as desapropriações geralmente param de se acumular e os bancos se tornam mais dispostos a fazer empréstimos, confiantes que o valor do bem hipotecado não irá cair.

Nacionalmente, os sinais de progresso no setor imobiliário ainda são fracos. A venda de imóveis caiu 7% em relação ao ano passado, de acordo com a Associação Nacional de Corretores.

O grupo afirmou na segunda-feira que o número de casas com contratos em março aumentou 1% em relação ao ano anterior. Os acordos pendentes serão divulgados no relatório de casas à venda de abril e maio.


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05/05/2009 09:48 AM

Editorial: o custo da ausência por motivo de saúde

Quando o presidente Barack Obama e o Centro de Controle e Prevenções de Doenças pediram que as pessoas com sintomas de gripe ficassem em casa para não contagiar outras da comunidade a medida pareceu responsável. Até então, o novo vírus da "gripe suína" causou apenas doenças medianas nos Estados Unidos, mas se espalhou por quase todo o país, aumentando a probabilidade de que um número maior de pessoas desenvolvam os sintomas.


Mas o que devem fazer os trabalhadores conscientes que sabem que ficar em casa custará muitos dias de salário e, em uma economia atingida pela recessão, possivelmente seus empregos caso seus empregadores se sintam exasperados com sua ausência?

Cerca de 60 milhões de americanos não têm direito a receber seu salário normalmente quando estão doentes ou ficam em casa para cuidar de crianças enfermas. A falta de uma ausência por motivos de doença é especialmente difícil neste país entre os trabalhadores de baixa renda, do ramo alimentar e de meio-período, entre outros.

Muitos outros países oferecem mais a seus trabalhadores. De acordo com o Dr. Jody Heymann, diretor do Instituto de Saúde e Política Social da Universidade de McGill, mais de 160 países garantem que todos seus cidadãos recebam seu salário durante ausência por motivo de saúde.

Se Obama quer realmente tomar uma ação responsável para controlar os tratamentos de doenças contagiosas, ele deve apoiar uma lei que garanta aos americanos pelo menos sete dias de ausência por motivo de doença por ano (tempo suficiente para se ficar em casa até que a influenza passe). Assim, todos os americanos poderiam seguir seu conselho, e todos nós estaríamos seguros.

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05/05/2009 09:35 AM

Autoridades americanas começam a reduzir alertas sobre nova gripe

Fechar escolas depois que um estudante apresentar sintomas da "gripe suína" já pode não valer o sacrifício dos alunos e de suas famílias, porque a doença em breve estará em todo o país e poucos casos foram graves, disseram as autoridades envolvidas na questão na segunda-feira.


Reuters
Usando máscara, homem limpa sala de aula vazia no Texas

Usando máscara, homem limpa sala de aula vazia no Texas

"Fechar escolas não é eficiente" para impedir a disseminação do vírus, disse Richard Besser, atual diretor do Centro de Controle e Prevenção de Doenças.

O novo conselho é parte de uma gradativa redução dos alertas contra a "gripe suína". Enquanto a doença continha a se espalhar pelos Estados Unidos e por todo o mundo, percebe-se que ela é menos mortal do que se temia. Além disso, no México, onde a epidemia começou, novos casos pararam de aparecer.

O CCPD alertou autoridades locais para que considerem o fechamento de escolas por duas semanas depois que um estudante seja confirmado com a gripe suína e centenas de escolas no Texas, Arizona, Novo México, Nova York e outros Estados adotaram a prática como resultado disso. Fort Worth fechou todo seu sistema educacional até o dia 11 de maio e quase 300 mil estudantes do Texas foram forçados a ficar em casa por causa de fechamentos relacionados à "gripe suína".

Os fechamentos deveriam proteger os alunos e desacelerar a disseminação do vírus. Mas na segunda-feira, o centro de doenças divulgou 279 casos confirmados em 36 Estados (de 226 em 30 Estados no domingo) e mais de 700 possíveis casos em 44 Estados.

Com o vírus em quase todo o país, o fechamento de escolas não deve ter tanto efeito. Apenas 35 foram hospitalizadas com o vírus.

No México, as autoridades afirmaram na segunda-feira que irão diminuir o alerta público contra o vírus e permitir que a maioria dos estabelecimentos da nação reabra esta semana.

O ministro da saúde mexicano, José Angel Cordova, disse que este novo vírus da influenza A (H1N1) parece ser apenas um pouco mais contagioso do que a gripe comum. O número de casos novos no México está em declínio, ele afirmou, e nenhuma morte foi registrada desde o dia 29 de abril.

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05/05/2009 09:31 AM

Sogra de Obama se acostuma com nova vida na Casa Branca


WASHINGTON - Marian Robinson, a sogra do presidente Barack Obama, se mudou para a Casa Branca "quase contra sua vontade", segundo seu filho Craig Robinson. Ela nunca morou fora de Chicago e estava relutante em deixar para traz seu adorado bangalô, seus amigos e sua família, sua ioga semanal e sua rotina. Mas depois de três meses na Mansão Executiva, Robinson inesperadamente parece gostar de sua nova vida.

Ela recebe visitas de Chicago e participa de jantares na Casa Branca e concertos ciceroneados por sua filha, a primeira dama, Michelle Obama. Ela janta em restaurantes locais e aproveita eventos no Kennedy Center, onde geralmente se senta no camarote presidencial e conversa com os artistas.

Na verdade, Robinson, 71, está tão ocupada ultimamente que a família Obama chegou a contratar uma babá para cuidar de suas filhas em uma noite na qual a avó da nação tinha planos.

"Ela tem uma vida social muito ativa, tanto que muitas vezes temos que planejar nossa agenda em torno dela", brincou Michelle Obama na semana passada.

Robinson ainda passa a maior parte do tempo cuidando de Malia, 10, e Sasha, 7. Ela as leva a escola quase todos os dias e as acompanha em eventos, disse a primeira dama. Ela participa de apresentações de classe, ajuda com trabalhos e cuida delas quando o presidente e a primeira dama precisam de ajuda.

Além disso, com seu jeito direto e tradicional, Robinson ajuda a manter as meninas situadas em meio a uma vida cheia de mudanças.

Mas Robinson também conseguiu criar um espaço para si mesma na Casa Branca, de acordo com oficiais. Seu quarto fica no terceiro andar, acima da moradia da família. A primeira dama chegou a dizer a Oprah Winfrey recentemente que ela geralmente anuncia "eu vou para casa", antes de subir as escadas.

Por ser uma cidadã reservada e razoavelmente desconhecida, Robinson consegue circular por Washington sem ser seguida por câmeras ou reconhecida pelo público mesmo enquanto aproveita os luxos de se morar na Casa Branca.

Sally Quinn, escritora de Washington que conheceu Robinson em um almoço, a descreveu como "a avó perfeita que todo mundo quer ter: carinhosa, doce, amigável e muito querida". "Parece que ela está muito confortável na nova vida", disse Quinn.

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04/05/2009 11:22 AM

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