Uma menina de seis anos morreu afogada na piscina de um clube na cidade americana de Winston-Salem, Carolina do Norte, no momento em que oito salva-vidas estavam trabalhando. A menina, Ja'Nae Nicole McCullum, fazia parte de um grupo de 21 crianças do Clube de Meninos e Meninas do Exército da Salvação, que contava com dois responsáveis adultos que estavam na piscina.A polícia informou que entre 30 e 35 pessoas estavam na piscina do clube Kimberly Park na ocasião.
De acordo com a página na internet do JornalNow, de Winston-Salem, a família de Ja'Nae afirmou que ela não sabia nadar. Os parentes estão questionando a supervisão das crianças no clube.
A bisavó da menina, Betty Fowler, afirmou que assinou a permissão para que Ja'nae McCullum fosse com o grupo a outro clube, na cidade de Greensboro, e não ao clube da cidade, que tem uma piscina mais funda.
Alerta Ja'Nae McCullum estava no clube Kimberly Park na tarde de sexta-feira com seu grupo do Exército da Salvação quando um homem a viu debaixo d'água, na parte mais profunda da piscina. O homem alertou um salva-vidas que estava em uma das cadeiras próximas, segundo jornais locais.
O salva-vidas imediatamente pulou na piscina, tirou Ja'Nae da água e começou o processo de ressuscitação cardio-pulmonar. A criança foi levada para o hospital por paramédicos.
"Eles não conseguiram fazer o coração dela voltar a bater, o que significa que (Ja'Nae esteve no fundo da piscina) por um tempo, minutos, pelo menos", disse Donald Jason, que fez a autópsia em Ja'nae McCullum, ao JornalNow.
Betty Fowler afirmou que Ja'nae McCullum e seu irmão de sete anos estavam matriculados em aulas de natação, mas afirmou que a bisneta não sabia nadar.
Agora a família questiona como as crianças estavam sendo supervisionadas no clube. O Exército da Salvação não fez nenhum comentário sobre o caso.
Oito salva-vidas trabalhavam no clube no momento do afogamento. Um salva-vidas fica em cada uma das duas cadeiras e os dois salva-vidas têm a responsabilidade primária de vigiar a piscina em turnos rotativos de 15 a 20 minutos, de acordo com Dick Butler, supervisor das piscinas municipais de Winston-Salem.
Butler acrescentou que vai investigar o incidente e descobrir onde cada um dos salva-vidas estava e o que eles faziam quando Ja'Nae McCullum se afogou.
Uma reportagem publicada nesta terça-feira pelo diário financeiro "The Wall Street Journal" afirma que o pai de Michael Jackson, Joseph, não estaria contemplado no que se acredita ser o mais recente testamento do cantor, escrito em 2002.
De acordo com o jornal, o
testamento divide os ativos do cantor entre "sua mãe, os três filhos e uma ou
duas instituições de caridade".
"Um ou dois testamentos anteriores surgiram desde a morte de Jackson na
quinta-feira passada, de acordo com pessoas familiares com a situação. A
(agência de notícias) Associated Press informou que os pais de Jackson, Joseph e
Katherine Jackson, disseram em um documento enviado à Justiça crer que o cantor
morrera sem um testamento válido", afirmou o jornal. "Acredita-se que Joseph
Jackson não está incluído no testamento mais recente."
Em um e-mail citado na reportagem, o advogado dos pais do astro do pop teria
dito que nem ele nem seus clientes haviam visto o testamento de 2002. "Vamos
examinar qualquer testamento quando o tivermos", afirmou.
Para o "WSJ",
"desfazer o nó da herança de Jackson deve ser um desafio complicado dado o
tamanho e a complexidade tanto dos ativos quanto das dívidas
envolvidas".
"No total, Jackson morreu com cerca de US$ 500 milhões em
dívidas", diz a reportagem, "mas o valor de seus ativos provavelmente supera
esta quantia, possivelmente em US$ 200 milhões ou mais, de acordo com pessoas
envolvidas com o assunto".
Na segunda-feira, a Justiça da cidade concedeu
à mãe de Michael Jackson, Katherine, a tutela temporária das três crianças –
Michael Joseph Jackson Jr., conhecido como Prince Michael, de 12 anos, Paris
Michael Katherine Jackson, de 11 anos, e Prince Michael 2º, de sete anos. Ela
pede agora a guarda permanente das crianças.
Além de solicitar a guarda
dos netos, a mãe do cantor também teria entrado com pedido para assumir o
patrimônio das crianças, de valor ainda desconhecido.
Assista à reportagem do New York Times sobre os bens de
Jackson:
Relembre as fases da carreira de Michael Jackson;
veja o vídeo:
Uma reportagem publicada nesta terça-feira pelo diário financeiro "The Wall Street Journal" afirma que o pai de Michael Jackson, Joseph, não estaria contemplado no que se acredita ser o mais recente testamento do cantor, escrito em 2002. De acordo com o jornal, o testamento divide os ativos do cantor entre "sua mãe, os três filhos e uma ou duas instituições de caridade"."Um ou dois testamentos anteriores surgiram desde a morte de Jackson na quinta-feira passada, de acordo com pessoas familiares com a situação. A (agência de notícias) Associated Press informou que os pais de Jackson, Joseph e Katherine Jackson, disseram em um documento enviado à Justiça crer que o cantor morrera sem um testamento válido", afirmou o jornal.
"Acredita-se que Joseph Jackson não está incluído no testamento mais recente." Em um e-mail citado na reportagem, o advogado dos pais do astro do pop teria dito que nem ele nem seus clientes haviam visto o testamento de 2002. "Vamos examinar qualquer testamento quando o tivermos", afirmou.
Para o "WSJ", "desfazer o nó da herança de Jackson deve ser um desafio complicado dado o tamanho e a complexidade tanto dos ativos quanto das dívidas envolvidas".
"No total, Jackson morreu com cerca de US$ 500 milhões em dívidas", diz a reportagem, "mas o valor de seus ativos provavelmente supera esta quantia, possivelmente em US$ 200 milhões ou mais, de acordo com pessoas envolvidas com o assunto".
Na segunda-feira, a Justiça da cidade concedeu à mãe de Michael Jackson, Katherine, a tutela temporária das três crianças – Michael Joseph Jackson Jr., conhecido como Prince Michael, de 12 anos, Paris Michael Katherine Jackson, de 11 anos, e Prince Michael 2º, de sete anos. Ela pede agora a guarda permanente das crianças.
Além de solicitar a guarda dos netos, a mãe do cantor também teria entrado com pedido para assumir o patrimônio das crianças, de valor ainda desconhecido.
Os fãs de Michael Jackson que haviam comprado ingressos para os shows que o cantor faria em Londres poderão escolher entre receber seu dinheiro de volta ou ficar com os bilhetes como recordação. A empresa AEG Live, organizadora da turnê This is It, que incluiria 50 apresentações na capital britânica, anunciou que não vai imprimir novos ingressos depois do dia 14 de agosto, e aposta que os bilhetes vão se tornar peça de colecionador.Segundo a empresa, os ingressos foram "inspirados e desenhados" por Jackson, que morreu na última quinta-feira, em Los Angeles, aos 50 anos.
Nos bilhetes, criados em pelo menos três versões e cores diferentes, um efeito especial de holografia faz a imagem de Jackson "dançar" no papel.
Prejuízo Como os shows estavam previstos para ocorrer ao longo de todo o segundo semestre deste ano, muitos dos bilhetes ainda não haviam sido enviados para seus compradores, mas agora a empresa está oferecendo a possibilidade de fazê-lo para quem desejar.
Os quase 800 mil ingressos para os shows londrinos foram vendidos no ritmo de um a cada 11 segundos, ou 657 por minuto e quase 40 mil por hora.
Fãs de todo o mundo entraram em filas virtuais para comprar os bilhetes, que custavam entre 50 e 75 libras (aproximadamente de R$ 160 e R$ 240).
De acordo com o jornal britânico The Times, a AEG Live pode ter prejuízos de até 300 milhões de libras (quase R$ 1 bilhão) por causa do cancelamento dos shows.
Ainda nesta terça-feira, a empresa divulgou fotos de Michael Jackson ensaiando em Los Angeles, dois dias antes de sua morte.
O oculista britânico Guy Marshall, de 53 anos, dirigia o seu carro de volta para casa no último dia 12, quando, ao ver um acidente, decidiu parar para socorrer as vítimas. Foi então que percebeu que uma delas era o seu filho, Thomas, de 18 anos.
O adolescente pilotava uma moto Suzuki GS 500C perto da cidade de Orford, em Suffolk, quando bateu contra um automóvel Mazda MX-5. O pai chegou a conseguir fazer o filho voltar a respirar, mas Thomas não resistiu aos ferimentos e morreu pouco mais tarde.
Marshall contou à BBC que decidiu parar ao ver o acidente porque tem treinamento de primeiros socorros e achou que talvez pudesse ajudar.
"Quando saltei do carro e desci a rua, de alguma forma sabia que era o Thomas no pé da ribanceira. Foi só uma sensação, mas tive uma certeza do fundo do coração", afirmou o oculista.
Marshall afirmou que aplicou técnicas de ressuscitação e conseguiu fazer o filho voltar a respirar. Ele ficou com o jovem em seus braços até a chegada dos paramédicos e de uma UTI aérea.
O pai afirmou que Thomas vai ser lembrado como uma pessoa "sempre disposta a ajudar". "Ele estava sempre de bom humor e era carinhoso."
A polícia de Suffolk ainda está investigando o acidente, que aconteceu às 17h (13h, em Brasília) do último dia 12.
A mãe de Thomas, Wendy Marshall, classificou o fato de o pai ter parado para socorrer o filho de "trágico".
O rapaz morreu pouco depois do acidente em um hospital. Ele tinha acabado de concluir os exames de ensino médio naquele dia e iria sair para comemorar com amigos na cidade de Ipswich, de acordo com a família.
Uma lanchonete temática dos Estados Unidos está usando um menu insalubre rico em gordura e calorias e garçonetes 'enfermeiras' como forma de atrair fregueses. No Heart Attack Grill ("Grill do Ataque Cardíaco", em tradução livre), em Chandler, no Arizona, a decoração lembra um hospital, as garçonetes se vestem como sensuais enfermeiras e os clientes são chamados de "pacientes".A estrela do cardápio é o Quadruple Bypass Burger ("Hambúrguer da Ponte de Safena Quádrupla", em tradução livre), uma iguaria de cerca de 8 mil calorias.
Mas também é possível escolher outras variedades de sanduíche, batatas fritas em banha de porco, refrigerantes, bebidas alcoólicas e até cigarros sem filtro.
Críticas Inaugurada em 2005 por um homem que se apresenta como Dr. Jon e se diz um médico não reconhecido pela Associação Americana de Medicina, a lanchonete passou a ser alvo de críticas por parte de associações de enfermagem, que reclamaram do que chamaram de "degradação" da imagem das enfermeiras.
O local chegou a ser ameaçado de ser fechado pela promotoria-geral do Arizona, em 2006.
Governo, entidades profissionais e a administração da lanchonete chegaram finalmente a um acordo, pelo qual o site do restaurante foi obrigado a colocar uma mensagem dizendo que "o uso da palavra 'enfermeira' tem apenas a intenção de ser uma paródia".
"Nenhuma das mulheres fotografadas em nosso site têm formação médica, nem tentam oferecer serviços médicos", informa a página do Heart Attack Grill. "Se você tiver uma emergência médica, ligue para o (serviço de emergências americano) 911".
Ainda no site, "Dr. Jon" informa que pretende tornar a lanchonete em um centro de dietas, para competir com programas conhecidos como o dos Vigilantes do Peso.
"Nossos centros vão oferecer aos americanos algo que nenhum outro programa de regimes jamais conseguiu fazer: uma dieta da qual você pode verdadeiramente gostar e manter pelo resto da vida", afirma o dono da lanchonete.
Autoridades francesas haviam encontrado "defeitos" no Airbus A310 da Yemenia que caiu no Oceano Índico na madrugada desta terça-feira. O ministro francês dos Transportes, Dominique Bussereau, disse em uma entrevista à rádio Europe 1 e ao canal de TV iTélé que a aeronave "havia sido examinada em 2007 pela Direção Geral da Aviação Civil da França, que havia constatado alguns defeitos" nela."A aeronave, após essa data, não reapareceu no território francês", afirmou o ministro.
Segundo Bussereau, a Yemenia não integrava a lista negra de companhias aéreas que apresentam problemas de segurança, "mas era objeto de controles reforçados por parte das autoridades francesas e deveria ser interrogada em breve pelo Comitê de Segurança da União Europeia".
A Airbus informou que o avião datava de 1990 e tinha 51,9 mil horas de voo. Ele foi comprado "de segunda mão" pela companhia Yemenia em outubro de 1999.
A aeronave caiu no Oceano Índico na madrugada desta terça-feira (no horário local, às 19h51 de segunda-feira em Brasília) com 142 passageiros e 11 tripulantes.
O ministro francês dos Transportes afirmou que as condições meteorológicas podem ser a causa do acidente, mas ressaltou que "tudo ainda está muito vago".
"Fala-se de uma tentativa de pouso, de uma tentativa de arremeter o avião (decolar novamente) e de um novo pouso que fracassou", afirmou o ministro.
Sinais da queda O avião transportava 66 franceses, segundo fontes aeroportuárias do país, citadas pela imprensa francesa. Vinte e seis teriam embarcado na noite de segunda-feira no aeroporto Charles de Gaulle, em Paris, e os outros 40 teriam embarcado em Marselha, no sul da França.
O voo havia deixado Sanaa, no Iêmen, com destino a Moroni, em Comores. A aeronave caiu no mar a aproximadamente 15 quilômetros ao norte do arquipélago africano, cerca de 30 minutos antes de aterrissar.
De acordo com uma rádio de Comores, citada pela televisão francesa, o avião teria caído nas proximidades da cidade costeira de Mitsamiouli.
Ainda de acordo com a rádio local, "corpos foram vistos boiando no oceano" e uma mancha de combustível foi vista a cerca de 29 km de Moroni, a capital de Comores.
Segundo autoridades do Iêmen, um sobrevivente teria sido localizado.
Parte da fuselagem do avião também teria sido vista pela aviação civil do Iêmen.
Buscas A marinha francesa vai enviar dois navios e um avião de transporte militar, que irá transportar até Comores mergulhadores franceses, lanchas infláveis rápidas e uma equipe de médicos e enfermeiros, segundo Christophe Prazuck, porta-voz do Estado Maior das Forças Armadas da França.
O presidente francês, Nicolas Sarkozy, pediu às Forças Armadas do país para fazer o máximo possível para prestar assistência aos passageiros e à tripulação do avião.
O acidente com o Airbus A310 ocorre quando se completa um mês do acidente com o A330 da Air France, que havia decolado do Rio de Janeiro em 31 de maio com 228 pessoas a bordo.
Apenas 51 corpos foram encontrados. As buscas por cadáveres foram encerradas na última sexta-feira.
O BEA, o mesmo órgão francês que investiga o acidente nas águas brasileiras, informou nesta terça-feira em um comunicado que irá enviar ao local do novo acidente, no Oceano Índico, uma equipe de investigadores acompanhada de especialistas da Airbus.
Um porta-voz da companhia aérea Yemenia informou que as equipes de resgate encontraram um sobrevivente do acidente com o Airbus A310, que caiu no Oceano Índico nesta terça-feira. "Recebemos informações sobre um sobrevivente, mas não podemos confirmar, ainda, a identidade dessa pessoa", disse à BBC Brasil um porta-voz da Yemenia.
O avião levava pelo menos 142 passageiros a bordo, além de 11 tripulantes, e havia decolado de Sanaa, no Iêmen, com destino a Moroni, em Comores. A aeronave caiu cerca de 30 minutos antes de aterrissar, ao norte do arquipélago africano.
O voo IY626 era o trecho final de uma rota que se iniciou em Paris, na França, com conexão no Iêmen até Comores. A maioria de passageiros era de comorenses, mas também havia 66 franceses a bordo.
A marinha francesa vai enviar dois navios e um avião de transporte militar, que irá transportar até Comores mergulhadores franceses, lanchas infláveis rápidas e uma equipe de médicos e enfermeiros, segundo Christophe Prazuck, porta-voz do Estado Maior das Forças Armadas da França.
O presidente francês, Nicolas Sarkozy, pediu às Forças Armadas do país para fazer o máximo possível para prestar assistência aos passageiros e à tripulação do avião.
Em entrevista à emissora de rádio Europe 1, o ministro dos Transportes da França, Dominique Bussereau, disse que "está se falando" no mau tempo como possível causa do acidente. "Mas neste momento, tudo ainda está muito vago", afirmou.
O vice-presidente de Comores, Idi Nadhoim, disse que ainda não se sabe se há sobreviventes.
Destroços
Segundo o correspondente da BBC para a África Oriental, Will Ross, militares da França estão ajudando o governo de Comores nas operações de resgate.
Autoridades comorenses teriam afirmado ainda que já foram avistados destroços da aeronave.
A companhia aérea Yemenia colocou uma mensagem em seu site na internet, lamentando "o desaparecimento do voo IY626".
Em 1996, um avião de uma companhia aérea etíope foi sequestrado e caiu na mesma região, matando a maioria das 175 pessoas a bordo.
Comores, um país formado por três das quatro ilhas do arquipélago de Comores, fica a cerca de 300 km a noroeste de Madagascar, no canal de Moçambique, na África.
O país foi protetorado e território ultramarino da França, tendo conquistado a independência em 1975. A grande maioria da população - 98% - é islâmica.
O acidente com o Airbus A310 ocorre no momento em que o acidente com o A330 da Air France, que havia decolado do Rio de Janeiro em 31 de maio com 228 pessoas a bordo, completa um mês.
Apenas 51 corpos foram encontrados e as buscas por corpos foram encerradas na última sexta-feira.
A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), com sede em Paris, previu nesta terça-feira que a crise econômica deve ser a causa da maior redução no número de imigrantes sendo aceitos nos países ricos desde os anos 1980. Em seu abrangente relatório sobre o Panorama da Migração Internacional em 2009, a organização, por vezes chamada também de "o clube dos países ricos", afirmou que este fenômeno já está ocorrendo em países duramente afetados pela desaceleração."Pela primeira vez em muitos anos, o limite de alocação para o principal visto de trabalho americano não foi imediatamente atingido neste ano. A Austrália percebeu um declínio na migração qualificada de mais de 25% nos primeiros quatro meses de 2009. No Reino Unido e na Irlanda, a migração originada nos novos países-membros da União Europeia caiu pela metade", afirmou a organização.
O documento explicou que há duas razões para a diminuição neste fluxo migratório: a redução na demanda por mão-de-obra causada pela crise e as políticas restritivas adotadas em resposta a ela.
Caso espanhol Um exemplo citado pelo relatório para todos os casos é a Espanha, onde o desemprego entre imigrantes chegava a 27,1% no primeiro trimestre deste ano, contra 15,2% entre os nativos.
Nos últimos anos o país reduziu drasticamente o teto para o número de trabalhadores de fora da União Europeia que podem ser contratados em seus países pelo chamado regime de "Contingente": de mais de 27 mil em 2007, o número passou para 15,7 mil em 2008 e apenas 900 neste ano.
A Espanha também oferece incentivos financeiros para que imigrantes de 19 países com acordos bilaterais voltem aos seus países de origem. "Até março 3.926 imigrantes desempregados haviam aderido ao programa, embora o governo calcule que 80 mil cumprem os requisitos", disse a OCDE.
A organização considerou difícil avaliar, neste estágio, o impacto do programa - que encontra equivalentes também no Japão e na República Checa. O documento notou, porém, que "experiências passadas mostram que incentivos financeiros sejam normalmente insuficientes para gerar grandes fluxos de retorno de imigrantes".
Políticas de longo prazo Na contramão das recentes medidas, a OCDE pediu que os países ricos adotem políticas migratórias de acordo com as necessidades de longo prazo, e não apenas imediatas.
"A migração não é como uma torneira que se pode ligar e desligar", afirmou o secretário-geral da OCDE, Angel Gurria. "Precisamos de políticas migratórias e de integração que respondam de maneira justa e eficaz, que funcionem e se adaptem tanto a períodos econômicos positivos e negativos." O relatório observou que o fenômeno do envelhecimento populacional prosseguirá apesar da crise atual, com as estimativas apontando que em 2015 o número de trabalhadores se aposentando nos países da OCDE superará aqueles entrando no mercado de trabalho.
Além disso, lembrou o relatório, frequentemente a imigração se confunde com questões de direitos humanos – por exemplo, em casos de pedidos de asilo político e na concessão de vistos de trabalhos para familiares de imigrantes entrando legalmente para trabalhar nos países ricos.
Angel Gurria pediu que as políticas sejam definidas de forma que se evite a chamada "fuga de cérebros" e que saiam ganhando tanto os países que recebem os imigrantes quanto os países que os enviam.
"Em tempos de desafio como este, os formuladores de políticas públicas precisam tratar da integração dos imigrantes no mercado de trabalho como uma questão prioritária."
Ciclistas profissionais deveriam considerar a possibilidade de congelar seu esperma antes de iniciar suas carreiras, dizem pesquisadores espanhóis. Eles constataram que a qualidade do esperma cai dramaticamente após treinamento rigoroso.O estudo, feito com triatletas de elite, revelou que em atletas que percorrem mais de 300km por semana de bicicleta, apenas 4% dos espermatozoides têm aparência normal.
Com níveis tão baixos de espermatozoides saudáveis, um homem teria "problemas de fertilidade significativos", disseram os especialistas em reunião da European Society of Human Reproduction and Embryology.
Entretanto, um especialista britânico disse que é improvável que os homens que usam a bicicleta para ir ao trabalho enfrentem problemas de fertilidade por causa do tempo que passam no banquinho da bicicleta.
A especialista responsável pelo estudo, Diana Vaamonde, da Escola de Medicina da Universidade de Córdoba, na Espanha, disse que outros estudos já demonstraram que níveis muito altos de exercício afetam a fertilidade tanto em homens como em mulheres.
No novo estudo, os especialistas pediram a 15 triatletas com idade em torno de 33 anos que não tivessem relações sexuais durante três dias antes de terem uma amostra de seu esperma colhida.
Quando os pesquisadores compararam os resultados ao tipo de treinamento, apenas o ciclismo foi associado à qualidade do esperma, ou seja, correr ou nadar não foram associados a uma baixa contagem de espermatozoides saudáveis.
Em todos os homens - que treinaram uma média de nove vezes por semana nos últimos oito anos - menos de 10% dos espermatozoides tinham aparência normal. Em homens mais férteis, entre 15 e 20% dos espermatozoides têm aparência saudável.
Nos que percorreram mais de 300 km por semana de bicicleta, a proporção de espermatozoides com tamanho e forma normais caiu para 4%, nível em que um homem pode ter dificuldades em conceber sem o auxílio de tratamento.
Anormalidades O calor gerado pelas roupas colantes, a fricção dos testículos contra o banco da bicicleta e o estresse sobre o corpo resultante da imensa quantidade de energia necessária para fazer exercícios tão rigorosos poderia contribuir para a baixa qualidade do esperma, disse Vaamonde.
A equipe está fazendo mais pesquisas para entender como o ciclismo pode afetar os processos metabólicos no corpo levando á produção de esperma anormal.
Vaamonde acrescentou que não está claro se a qualidade do esperma melhoraria caso os homens parassem de praticar o esporte. Ela acredita, no entanto, que após anos de danos isto é pouco provável.
"Uma medida possível seria congelar o esperma (dos atletas), mas quando eles começam a treinar não estão conscientes dos danos que podem ser causados ao seu esperma".
A especialista acrescentou que deveriam ser feitas pesquisas sobre formas de proteger os ciclistas contra problemas de fertilidade.
"Dependendo do mecanismo que leva à formação de esperma anormal, (as medidas de proteção) poderiam incluir receitar antioxidantes e modificar os programas de treinamento".
Um especialista em andrologia da University of Sheffield, Allan Pacey, disse que existe muito interesse sobre uma possível associação entre ciclismo e fertilidade masculina, mas os resultados tem sido ambíguos.
"É importante enfatizar que mesmo que a associação entre o ciclismo e a baixa qualidade do esperma seja correta, homens fazendo treinamento para triatlo passam mais tempo no banquinho do que o ciclista mediano ou alguém que vai de bicicleta para o trabalho".
Pacey acrescentou que 40 anos atrás andar de bicicleta era muito mais comum, mas não há evidência de que os homens fossem menos férteis.
Pelo menos treze pessoas morreram e outras 50 ficaram feridas nesta segunda-feira na Itália depois que um trem de carga levando tanques de gás líquido explodiu. A explosão ocorreu quando o trem se aproximava da cidade costeira de Viareggio, no norte do país.Segundo o correspondente da BBC na Itália Duncan Kennedy, a explosão ocorreu depois que a traseira do trem se descarrilou atingindo várias casas perto da estação e criando um mar de chamas.
Várias pessoas morreram soterradas depois que suas casas desabaram pela força da explosão.
Outras duas pessoas morreram em uma rua adjacente aos trilhos.
O trem estava a caminho de Pisa quando ocorreu a explosão, pouco antes da meia-noite, horário local, 19h, horário de Brasília.
O correspondente da BBC disse que os dois condutores do trem foram levemente feridos. Eles dizem que sentiram um impacto a cerca de 200 metros da estação, antes do descarrilamento.
A políca diz que o incidente pode ter sido causado por defeitos nos trilhos ou pelo sistema de frenagem do trem.
Autoridades de aviação do Iêmen anunciaram ter retirado do mar alguns corpos de possíveis ocupantes do Airbus A310 da companhia aérea Yemenia, que caiu no Oceano Índico por volta da 1h51 desta terça-feira (hora local, 19h51 da segunda-feira em Brasília). O avião levava pelo menos 142 passageiros a bordo, além de 11 tripulantes, e havia decolado de Sanaa, no Iêmen, com destino a Moroni, em Comores.
A aeronave caiu cerca de 30 minutos antes de aterrissar, ao norte do arquipélago africano.
Ainda não há informações oficiais sobre as possíveis causas do acidente, mas um jornalista da principal emissora de rádio de Comores disse à BBC que havia fortes ventos na região no momento do acidente.
O vice-presidente de Comores, Idi Nadhoim, disse que ainda não se sabe se há sobreviventes.
França
Há informações de que a maioria dos passageiros era de comorenses que voltavam de Paris via Iêmen. Haveria ainda franceses a bordo.
Segundo o correspondente da BBC para a África Oriental, Will Ross, militares da França estão ajudando o governo de Comores nas operações de resgate.
Autoridades comorenses teriam afirmado ainda que já foram avistados destroços da aeronave.
A companhia aérea Yemenia colocou uma mensagem em seu site na internet, lamentando "o desaparecimento do voo IY626".
Em 1996, um avião de uma companhia aérea etíope foi sequestrado e caiu na mesma região, matando a maioria das 175 pessoas a bordo.
Comores, um país formado por três das quatro ilhas do arquipélago de Comores, fica a cerca de 300 km a noroeste de Madagascar, no canal de Moçambique, na África.
O país foi protetorado e território ultramarino da França, tendo conquistado a independência em 1975. A grande maioria da população - 98% - é islâmica.
Mais de seis anos após a invasão do Iraque, as tropas americanas começam, nesta terça-feira, a se retirar das cidades e centros urbanos do país, entregando formalmente as tarefas de segurança nestes locais às forças iraquianas. O primeiro-ministro iraquiano, Nouri Al-Maliki, declarou esta terça-feira o feriado do Dia da Soberania Nacional, e comemorações começaram a ser feitas já na segunda-feira.
Apesar da retirada das tropas americanas das cidades e centros urbanos, que se completa nesta terça-feira, soldados americanos continuarão atuando junto às forças iraquianas.
As operações de combate lideradas por forças americanas no país devem terminar em setembro de 2010, e todos os soldados devem se retirar do Iraque até o final de 2011.
Reuters
Soldado iraquiano comemora retirada americana
As forças iraquianas estão em alerta por conta de eventuais ataques de insurgentes durante a transferência.
Segundo o correspondente para assuntos de defesa e segurança da BBC, Rob Watson, embora a saída dos centros urbanos seja importante, a verdadeira retirada das forças de combate dos EUA, no ano que vem, será um desafio ainda maior.
O sucesso dessa operação, segundo Watson, depende dos líderes políticos iraquianos e de sua capacidade de lidar com os grandes problemas e tensões no país.
Cerca de 131 mil soldados americanos continuarão no Iraque, incluindo doze brigadas de combate. Ao menos 128 mil devem permanecer até as eleições nacionais no país, em janeiro do ano que vem.
"Iraque preparado"
Soldados iraquianos desfilaram nas ruas de Bagdá nesta segunda-feira em veículos decorados com flores e bandeiras do país, enquanto canções patrióticas saíam de alto-falantes em postos de vigilância.
AP
População canta hinos patrióticos
Comandantes das forças americanas afirmam que a segurança e a estabilidade estão melhorando no país, e que as forças iraquianas estão prontas para assumir as tarefas de segurança.
O embaixador americano para o Iraque, Christopher Hill, afirmou que, mesmo não havendo uma grande redução no número de homens dos EUA no país até o ano que vem, a retirada das cidades é um "marco".
"Sim, nós consideramos que o Iraque está preparado, e o Iraque também se considera preparado", afirmou.
"Nós passamos muito tempo trabalhando bem próximos aos serviços de segurança iraquianos…eu considero que chegou a hora (da retirada das cidades)".
Hill também ressaltou que ainda haverá "muitos meios de combate americanos no Iraque nos próximos meses".
"Depois de 30 de junho, mesmo com as forças de combate americanas fora das cidades e vilas, nós ainda estaremos no Iraque".
A retirada das cidades acontece dois anos após o grande aumento no número de tropas no país entre fevereiro e junho de 2007, quando o total de soldados americanos no Iraque chegou a 168 mil.
Apesar da diminuição na violência, nos últimos meses houve novos ataques. Nos últimos dez dias, quase 170 pessoas morreram em atentados em Bagdá e Kirkuk.
O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, afirmou, nesta segunda-feira, que pretende retornar ao seu país na quinta-feira, depois de ter sido forçado a se exilar por um golpe militar no último domingo. Em um discurso durante um encontro de líderes do SICA (Sistema para a Integração Centro-Americana), em Manágua, na Nicarágua, Zelaya anunciou que irá retornar ao seu país após fazer uma visita aos Estados Unidos.
Ele ainda pediu que representantes da OEA e chefes de Estado o acompanhem na volta a Honduras para demonstrar seu apoio.
"Vou cumprir meu mandato de quatro anos, estejam vocês (a oposição hondurenha) de acordo ou não", afirmou Zelaya.
"Voltarei por vontade própria, com a proteção de Cristo e do povo. Voltarei ao meu país e pedirei que a OEA me acompanhe. Aceito ofertas daqueles que queiram me acompanhar, por convite do chefe de Estado, e não por interferência em assuntos (internos)", disse Zelaya, segundo o canal de TV Telesur.
Em seu discurso, Zelaya afirmou ainda ter recebido uma ligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que teria expressado seu apoio ao presidente deposto.
Na manhã desta segunda-feira, Lula já havia afirmado que o Brasil "não reconhece" o novo governo de Honduras e o Itamaraty suspendeu a volta do embaixador brasileiro ao país.
AP
Polícia dispersa manifestantes em Honduras
Zelaya foi detido em Honduras no último domingo, data marcada para um plebiscito sobre a ideia de uma consulta sobre a possibilidade de uma reforma constitucional. Ele foi obrigado a deixar o país.
Depois do golpe, o então presidente do Congresso, Roberto Micheletti, assumiu o cargo interinamente.
"Terrível precedente"
Também nesta segunda-feira, presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, condenou o golpe de Estado em Honduras e disse que a deposição do presidente Manuel Zelaya é ilegal.
As declarações de Obama foram feitas em Washington após uma reunião com presidente da Colômbia, Álvaro Uribe.
Segundo Obama, caso Zelaya não volte à Presidência de Honduras, o golpe estabeleceria um "terrível precedente".
O presidente americano afirmou ainda que trabalhará com a Organização dos Estados Americanos (OEA) para restituir o presidente.
Protestos
Em mais um desdobramento da crise em Honduras, homens das Forças Armadas e da polícia utilizaram balas de borracha para dispersar, nesta segunda-feira, centenas de manifestantes que protestavam pela volta de Zelaya em frente ao palácio presidencial, na capital Tegucigalpa.
Em entrevista à BBC Mundo, Kellyn Sierra, da Cruz Vermelha, afirmou que foram atendidos cerca de 50 feridos por balas de borracha durante o protesto.
Sierra, no entanto, não pôde confirmar se houve mortes durante a repressão à manifestação.
Os simpatizantes de Zelaya carregavam paus e correntes e teriam feito barricadas em ruas próximas ao palácio.
Vitrines de lojas também teriam sido quebradas.
Segundo o enviado especial da BBC Mundo a Tegucigalpa, Arturo Wallace, a repressão à manifestação teria começado após a polícia ter dado início a uma operação para reforçar a segurança nos arredores do palácio.
Cerca de 2 mil pessoas estariam participando dos protestos.
Wallace ainda afirma que os hondurenhos têm poucas informações sobre os protestos em outras regiões. As poucas notícias circulam no boca a boca.
"Os meios de comunicação transmitem apenas a versão oficial e os canais de notícias internacionais, como a CNN e a Telesur, estão fora do ar", afirma Wallace.
Um avião de uma companhia aérea do Iêmen com 150 pessoas a bordo caiu, nas primeiras horas desta terça-feira, no Oceano Índico, nas proximidades do arquipélago de Comores, na África, informou a rede de televisão norte-americana CNN. Citando autoridades iemenitas, a CNN informou que Airbus A310 da companhia Yemenia seguia da capital iemenita, Sanaa, para Moroni, capital de Comores, e teria caído uma hora antes de aterrissar.
Ainda não há informações sobre o que aconteceu com os ocupantes da aeronave.
De acordo com um oficial do Aeroporto Internacional de Sanaa, a maioria dos passageiros seria comorense.
Comores, um país formado por três das quatro ilhas do arquipélago de Comores, fica a cerca de 300 km a noroeste de Madagascar, no canal de Moçambique, na África.
Moradores das proximidades do aeroporto de Comores afirmaram à BBC que cerca de 100 pessoas teriam se dirigido ao local para ter mais informações sobre o acidente, mas não obtiveram sucesso.