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Novo álbum do Beastie Boys tem faixas reveladas

Hot Sauce Commitee Part 1 chega às lojas em setembrohttp://www.omelete.com.br/musi/100020550/Novo_album_do_Beastie_Boys_tem_faixas_reveladas_e_colaboracoes.aspx

29/06/2009 09:33 AM

Michael Jackson pode ser enterrado em Neverland

Rancho do cantor pode virar parque temático, como Graceland, de Elvis Presley

O cantor americano Michael Jackson poderia encontrar o descanso eterno no rancho de Neverland, um universo próprio que o "rei do pop" construiu para se refugiar do mundo adulto e onde a família estuda agora enterrar o artista.

Situado em uma zona vitivinícola do condado de Santa Barbara, ao sul da Califórnia, a propriedade foi o lar de Michael desde que a adquiriu, por US$ 28 milhões, em 1987 até o julgamento por abuso de menores que o artista enfrentou em 2005.

Apesar de que o tribunal ter no fim eximido o cantor dos crimes pelos quais era acusado, Michael nunca voltaria a residir em Neverland e se mudaria para o Barein, no Golfo Pérsico.

A morte do artista, no entanto, trouxe a possibilidade de ele voltar a Neverland, um rancho que esteve a ponto de ser leiloado em 2008, devido à inadimplência do dono.

A companhia de investimentos Colony Capital, com a qual trabalha o senegalês Tohme Tohme, ex-representante e amigo de Jackson, entrou em cena naquela época e assumiu a hipoteca pendente de Neverland, estimada em US$ 24,5 milhões.

Fontes da revista "The Hollywood Reporter" afirmaram que Tohme propôs à família do artista transformar Neverland em um parque temático que honre a memória de Jackson e que se transforme em um lugar de peregrinação para fãs de todo o mundo, à imagem e semelhança do sítio Graceland, de Elvis Presley.

O plano de Tohme incluiria o enterro de Michael na propriedade, uma aspecto que vai além da mera vontade dos pais e dos irmãos do cantor, já que são necessárias permissões legais para transformar um jardim em um cemitério.

O site especializado em celebridades "TMZ" constatou que há discussões na família Jackson sobre qual será o futuro de Neverland, assim como sobre a organização do funeral do cantor.

29/06/2009 09:18 AM

Mistério ainda paira sobre morte de Jackson

Cantor morreu na última quinta-feira, aos 50 anos

A família de Michael Jackson preparava neste domingo o funeral do "Rei do Pop", cuja morte segue sendo um mistério já que a polícia não encontrou nenhum "indício flagrante" de uma eventual responsabilidade do médico do astro.

Segundo a imprensa local, o clã Jackson devia se encontrar neste domingo com o pastor negro Al Sharpton, defensor dos direitos cívicos, para conversar sobre o enterro do ídolo, morto quinta-feira em Los Angeles aos 50 anos.

De acordo com o reverendo, entrevistado por vários meios de comunicação, a família pretende organizar diversas cerimônias simultâneas em todo o mundo.

Al Sharpton destacou que os parentes de Michael Jackson não estão nada satisfeitos com a cobertura da morte do "Rei do Pop". Na opinião deles, a imprensa insiste demais nos aspectos mais polêmicos de sua personalidade, como as acusações de pedofilia.

Sábado, a família Jackson se disse "devastada" pela morte de seu "querido filho, irmão e pai". "Eles querem que seu irmão seja tratado corretamente", declarou o reverendo Sharpton ao New York Daily News. "Eles me disseram: 'Você tem que defender Michael'", acrescentou.

O mistério paira sobre as causas exatas da morte do ídolo. De acordo com o Los Angeles Times, que citou fontes envolvidas na investigação, a segunda conversa entre a polícia e o médico da estrela, Conrad Murray, que seria a última pessoa a ter visto Michael Jackson vivo, não permitiu estabelecer nenhuma "prova flagrante" de sua eventual responsabilidade na morte do cantor.

Segundo diversos testemunhos, Murray teria aplicado ao astro uma injeção de Demerol, um poderoso analgésico, pouco antes de sua morte, na quinta-feira.

Segundo diversos testemunhos, Murray teria aplicado ao astro uma injeção de Demerol, um poderoso analgésico, pouco antes de sua morte, na quinta-feira.

O advogado do médico, no entanto, negou que ele tenha dado qualquer analgésico ao cantor antes de sua morte. Segundo Edward Chernoff, as informações segundo as quais Murray teria injetado em Michael Jackson um poderoso analgésico pouco antes de sua morte são "totalmente falsas".

"Não houve Demerol, nem OxyContin", afirmou o advogado ao jornal Los Angeles Times, que publicou as declarações em seu site.

O cardiologista "esclareceu algumas incoerências" referentes à morte de Jackson, afirmou a porta-voz do médico, Miranda Sevcik, em comunicado publicado na noite de sábado. "Os investigadores disseram que ele não é de forma alguma considerado como um suspeito, mas apenas como uma testemunha desta tragédia", ressaltou.

A segunda autópsia, pedida sexta-feira pela família, foi realizada sábado, mas os resultados ainda não são conhecidos, segundo o Los Angeles Times. Os resultados preliminares da primeira necropsia, efetuada sexta-feira, permitiram descartar um ato criminoso. Porém, o instituto médico-legal destacou que as conclusões definitivas, sobretudo as análises toxicológicas, só serão conhecidas dentro de "quatro a seis semanas".

A ex-babá dos filhos de Michael Jackson, Grace Rwaramba, afirmou à imprensa britânica ter feito diversas vezes uma lavagem estomacal ao cantor, para livrar seu organismo dos coquetéis de analgésicos que tomava.

Neste domingo, David Axelroad, principal conselheiro de Barack Obama, declarou à rede NBC que o presidente americano preferiu escrever diretamente à família de Michael Jackson para expressar suas condolências do que fazer uma declaração pública.

"O presidente escreveu e compartilhou seus sentimentos com a família, por considerar que era a melhor maneira de agir", explicou Axelroad, respondendo aos questionamentos sobre a ausência de declarações públicas de Obama sobre o falecimento do artista.

As homenagens continuaram neste domingo em todo o mundo. Em Paris, entre 1.000 e 2.000 pessoas se reuniram debaixo da Torre Eiffel para dançar o "moonwalk", e em Hollywood, na Calçada da Fama, muitos fãs desfilaram novamente diante da estrela de Jackson para prestar uma última homenagem a seu ídolo.

Segundo o Los Angeles Times, Michael Jackson tinha feito na noite de quarta-feira em Los Angeles um ensaio geral dos shows em Londres que deviam marcar sua grande volta aos palcos, em julho. De acordo com testemunhas, ele estava bem, apesar de um problema passageiro de laringite.

28/06/2009 06:15 PM

Vão livre do Masp tem homenagem a Michael

Encontro teve dança, cartazes e muito choro

O vão livre do Masp (Museu de Arte de São Paulo), na Avenida Paulista, foi tomado neste domingo por diversos jovens, reunidos para homenagear Michael Jackson. Enquanto alguns dançavam, outros seguravam cartazes e choravam a morte do ídolo.

A reunião em São Paulo foi apenas uma das manifestações que aconteceram em todo o mundo para lembrar o cantor, que morreu na última quinta-feira, aos 50 anos.

Em Paris, o encontro aconteceu sob a Torre Eiffel. Também houve homenagens em Praga (República Tcheca), Telavive (Israel) e Singapura, entre outras cidades.

O Departamento de Polícia de Los Angeles, que investiga a morte de Michael Jackson, afirmou neste domingo que o médico do cantor, Conrad Murray, está ajudando as investigações. Na noite de sábado, Murray foi entrevistado pela polícia por cerca de três horas.

Questões sobre a atividade do médico foram levantadas neste sábado pelo reverendo Jesse Jackson. O pastor negro, militante dos direitos cívicos, disse que Murray "deve à família e ao público" explicações sobre as últimas horas de vida de Michael Jackson.

O consumo excessivo de medicamentos foi amplamente citado pelos familiares do cantor como uma das causas possíveis para a morte.

"Há suspeitas que pairam sobre este médico, e com razão, pois qualquer outro médico diria: 'Isso foi o que aconteceu durante as últimas horas de vida de Michael Jackson. Eu estava lá. Lhe dei medicamentos'", declarou o pastor.

28/06/2009 04:29 PM

Fotos pessoais de Jackson são divulgadas

Imagens foram divulgadas pelo site TMZ

Uma série de imagens pessoais de Michael Jackson, que mostram o cantor ao lado de seus filhos, foi divulgada hoje. As fotos mostram o cantor junto com seus três filhos, Joseph Jackson Junior, Paris Michael Katherine Jackson e Prince Michael Jackson II.

O responsável pela divulgação das fotos foi o site TMZ, também o primeiro a noticiar a morte do cantor, na última quinta-feira. O site não informou como teve acesso às imagens. Para ver uma galeria com as fotos familiares de Jackson, clique aqui.

Os três filhos do cantor têm entre 7 e 12 anos de idade. Ainda não se sabe quem ficará com a guarda das crianças. Os dois mais velhos são filhos da ex-enfermeira Debbie Rowe, que foi casada com Jackson e renunciou à guarda após o divórcio.

O futuro da criança mais nova, Prince Michael II, é ainda mais incerto, já que ele foi concebido artificialmente com o sêmen de Michael e a criança nunca conheceu a mãe. Por enquanto, os três estão sob a custódia da mãe de Michael Jackson, Katharine.

28/06/2009 02:57 PM

Médico é interrogado de novo por morte de Jackson

Conrad Murray estava com Jackson quando o cantor desmaiou e foi levado ao hospital

A polícia de Los Angeles interrogou novamente no sábado o médico de Michael Jackson, enquanto a família do ícone da música pop exigiu uma autópsia privada, dois dias após a sua morte ter chocado fãs ao redor do mundo.

O pai de Michael Jackson divulgou uma declaração pedindo aos fãs para não se desesperarem porque o cantor "irá continuar a viver em cada um de vocês". A família pede a segunda autópsia --a primeira foi realizada na sexta-feira-- em meio a reportagens sobre a dependência do cantor de cinqüenta anos de medicamentos prescritos.

O médico pessoal de Jackson, o cardiologista do Texas Dr. Conrad Murray, que estava com o cantor quando ele desmaiou na sua mansão na quinta-feira, contratou um advogado para acompanhá-lo no que era esperado para ser um longo encontro com o Departamento de Polícia de Los Angeles, tarde da noite no sábado.

"Dr. Murray é considerado uma testemunha dos eventos que cercaram a morte de Michael Jackson e ele não é um suspeito", afirmou em uma nota a firma de advocacia Stradley, Chernoff & Alford.

De acordo com informações da mídia, o analgésico Demerol teria sido injetado em Michael Jackson pouco antes da parada cardíaca. Murray estaria tentando desesperadamente reavivar o cantor quando os paramédicos chegaram e teria ido com o cantor na ambulância que levou Jackson ao hospital, onde foi então dado como morto.

A autópsia oficial falhou em determinar o que matou Jackson, na espera de testes toxicológicos que devem levar seis semanas para terem os resultados divulgados. Estes testes podem revelar a presença de drogas no corpo do cantor.

O reverendo Jesse Jackson, que tem sido o porta-voz dos pais do cantor, disse a rede ABC que a família também está levantando questões em relação a Murray.

"Quando o médico veio? O que ele fez? Ele injetou nele? Se sim, com o que?", ele disse em entrevista à ABC.

28/06/2009 12:56 PM

Springsteen e Young são destaques em Glastonbury

Veteranos cantores fizeram dois dos melhores shows do festival

Dois cantores veteranos, ambos com mais de 35 anos de carreira nas costas, foram responsáveis por dois dos melhores shows da edição 2009 do festival de Glastonbury, um dos principais da Europa.

Fotoshow: veja imagens incríveis do festival de Glastonbury

O primeiro deles foi Neil Young. Aos 63 anos, o canadense fechou a noite de sexta-feira com um show de duas horas, em que não faltaram clássicos como "Hey Hey, My My" e "Heart of Gold". Ele fechou a apresentação com uma cover dos Beatles, "A Day in the Life".

Já no sábado, o grande nome foi Bruce Springsteen. Um pouco mais novo que Young - 59 anos -, ele fez um show cheio de energia, que teve como pontos altos os sucessos "Born to Run" e "Dancing in the Dark", entre outros.

O diretor do festival de Glastonbury, Michael Eavis, ficou tão empolgado que disse que Young e Springsteen eram as melhores atrações da história do evento. O festival termina neste domingo, com shows de Blur, Nick Cave e Prodigy, entre outros.

28/06/2009 12:44 PM

Médico de Jackson ajuda investigação, diz polícia

Michael Murray falou com a polícia por três horas na noite de ontem

O Departamento de Polícia de Los Angeles, que investiga a morte de Michael Jackson, afirmou neste domingo que o médico do cantor, Conrad Murray, está ajudando as investigações. Na noite de sábado, Murray foi entrevistado pela polícia por cerca de três horas.

Segundo comunicado divulgado pela polícia, o médico, que estava com Jackson antes de o socorro ser chamado à sua casa, se apresentou voluntariamente. “O Dr. Murray foi cooperativo e deu informações que vão ajudar nas investigações”, disse o texto.

Também neste sábado, uma porta-voz de Murray afirmou que o médico "não é um suspeito" na morte do cantor e que ele vai "continuar a colaborar" nas atividades policiais.

“O Dr. Murray ajudou a esclarecer algumas circunstâncias e inconsistências na morte do ícone pop”, afirmou a porta-voz, em comunicado. “Os investigadores disseram que o médico não é um suspeito e, sim, uma testemunha da tragédia”.

Questões sobre a atividade do médico foram levantadas neste sábado pelo reverendo Jesse Jackson. O pastor negro, militante dos direitos cívicos, disse que Murray "deve à família e ao público" explicações sobre as últimas horas de vida de Michael Jackson.

O consumo excessivo de medicamentos foi amplamente citado pelos familiares do cantor como uma das causas possíveis para a morte.

"Há suspeitas que pairam sobre este médico, e com razão, pois qualquer outro médico diria: 'Isso foi o que aconteceu durante as últimas horas de vida de Michael Jackson. Eu estava lá. Lhe dei medicamentos'", declarou o pastor Jackson, que não tem nenhum parentesco com o cantor.

"Quando o médico veio? O que fez? Deu uma injeção a Michael? E se deu, qual foi a substância injetada? O médico voltou muito tempo depois de ter sido chamado?", perguntou o reverendo. "A ausência dele levanta questões importantes, às quais só ele pode responder", prosseguiu.

As dúvidas sobre a atuação médica teriam levado a família a pedir uma nova autópsia do corpo de Michael Jackson, segundo o porta-voz do Instituto Médico Legal de Los Angeles, Brian Elias. De acordo com o site de celebridades "TMZ", essa segunda necrópsia teria sido realizada já neste sábado.

"Sinceramente, a família precisa de uma necropsia independente. Estou seguro de que ela deveria fazer isso, e provavelmente o fará", reforçou o pastor.

O corpo do cantor foi liberado pelas autoridades do Estado da Califórnia e entregue aos familiares na noite desta sexta-feira. A família, que está reunida desde quinta-feira na residência de Encino, subúrbio de Los Angeles, conduziu o corpo de Jackson a um local ainda não divulgado. Não há informações sobre a realização do funeral e enterro.

Autópsia inconclusiva

A autópsia foi concluída na tarde de sexta-feira. O exame, no entanto, não determinou a causa da morte do artista. Em entrevista coletiva realizada logo após a autópsia, o porta-voz Craig Harvey informou que é preciso esperar o resultado dos exames toxicológicos.

Segundo Harvey, o resultado desses exames vai demorar de quatro a seis semanas para ficar pronto. O porta-voz ainda informou que Michael Jackson ainda estava vivo quando chegou ao hospital, e que não havia sinais de violência em seu corpo.

Familiares de Jackson asseguraram que o cantor recebeu "uma alta dose de morfina" logo antes de sua morte, segundo o portal TMZ.

O pai do artista, Joe Jackson, queria levar seu filho recentemente a um centro de reabilitação em Palmdale, na Califórnia, por considerá-lo "dependente" de morfina e medicamentos com prescrição médica.

Outros integrantes da família disseram que o cantor não estava preparado para fazer os próximos shows previstos para julho, por causa do uso dessas substâncias.

De fato, representantes da turnê, prevista para começar no dia 17 de julho, disseram ao "TMZ" que Michael geralmente se encontrava em estado "letárgico" e chegava tarde aos ensaios.

28/06/2009 10:32 AM

Últimas imagens de Jackson são divulgadas

Fotos foram tiradas durante ensaio para série de shows em Londres

Três fotos tiradas de Michael Jackson durante um ensaio para seu retorno aos palcos são as últimas imagens tiradas do rei do pop. As imagens vieram à tona neste sábado e registram o cantor no dia 06 de maio.

O diretor e coreógrafo das apresentações, Kenny Ortega, é visto ao lado de Jackson nas imagens. Os ensaios estavam sendo realizados em um local próximo ao aeroporto de Burbank, em Los Angeles.

A volta aos palcos de Michael Jackson estava marcada para acontecer no próximo dia 13 de julho e seguiria até março de 2010 com 50 apresentações. Os shows, que aconteceriam na O2 Arena, em Londres, seriam as primeiras performances ao vivo do cantor em mais de dez anos de reclusão.

Michael Jackson e o coreógrafo Kenny Ortega durante ensaio

A empresa AEG Live, responsável pela temporada de shows, poderá sofrer um prejuízo de até 348 milhões de euros com a morte de Michael Jackson, segundo o jornal britânico The Times.

Prejuízo milionário

Especialistas do mercado atuarial informaram que havia pouca demanda no mercado de seguros de Londres para cobrir todas as datas dos shows programados, e calculou que a AEG Live seria responsável por arcar com aproximadamente 348 milhões de euros.

Segundo o Times, acredita-se que os dez primeiros shows entraram no mercado de seguros de Londres por um valor de 80 milhões de libras (93 milhões de euros).

O principal responsável da AEG Live comunicou às seguradoras que os médicos tinham examinado Michael por cinco horas e estavam convencidos de seu bom estado de saúde, especialmente por sua condição de vegetariano.

Logo depois do anúncio dos shows, um milhão de pessoas tentaram comprar entradas para as dez apresentações programadas inicialmente, que em breve se transformariam em 50. Os ingressos foram rapidamente para o mercado negro, onde eram vendidos por mais de 1000 euros.

O sacrifício de Michael Jackson em encarar uma maratona de shows na capital britânica era uma tentativa de tentar saldar parte de seus milionários empréstimos. Apesar de ter faturado centenas de milhões de dólares, tendo sido um dos músicos pop mais bem-sucedidos de todos os tempos, Jackson acumulou dívidas de cerca de 500 milhões de dólares, segundo fontes citadas pelo Wall Street Journal no início do mês.

No entanto, segundo o Times, o próprio cantor sabia que não estava em condições de realizar uma série de 50 shows, mas acabou cedendo à pressão de pessoas as quais devia dinheiro. "Não sei como vou fazer 50 apresentações. Estou muito nervoso", disse Michael em uma ocasião.

A AEG Live, subsidiária do Anschutz Entertainment Group, será agora obrigada a devolver o dinheiro de um milhão de pessoas que compraram entradas, além de encarar um auditório vazio durante meses.

Autópsia inconclusiva

O corpo de Michael Jackson, morto na última quinta-feira após sofrer uma parada cardíaca, foi liberado pelas autoridades do Estado da Califórnia e entregue à família na noite desta sexta-feira após a realização de uma autópsia. Ainda não há informações sobre a realização de funeral e enterro.

A autópsia do corpo do cantor Michael Jackson, que tinha 50 anos, foi concluída na tarde de sexta-feira. O exame, no entanto, não determinou a causa da morte do artista. Em entrevista coletiva realizada logo após a autópsia, o porta-voz Craig Harvey informou que é preciso esperar o resultado dos exames toxicológicos.

Pai de Michael, Joe Jackson (à direita) conversa com o reverendo Jesse Jackson em frente à casa da família

Segundo Harvey, o resultado desses exames vai demorar de quatro a seis semanas para ficar pronto. O porta-voz ainda informou que Michael Jackson ainda estava vivo quando chegou ao hospital, e que não havia sinais de violência em seu corpo.

Na ocasião do aniversário de 50 anos de Jackson, em agosto do ano passado, o iG preparou um especial com biografia, fotos, músicas e curiosidades sobre o cantor. Clique na imagem abaixo para acessar:



27/06/2009 03:29 PM

Pastor pede necropsia independente em Jackson

Reverendo Jesse Jackson passou a sexta-feira com a família de Michael

O reverendo Jesse Jackson, que passou todo o dia de sexta-feira junto com a família de Michael Jackson, morto quinta-feira aos 50 anos, disse neste sábado à rede de televisão ABC que a família deverá realizar uma "necropsia independente" do corpo do cantor.

"Sinceramente, a família precisa de uma necropsia independente. Estou seguro de que ela deveria fazer isso, e provavelmente o fará", declarou. O corpo do cantor foi liberado pelas autoridades do Estado da Califórnia e entregue à família na noite desta sexta-feira. A família estaria passando o sábado reunida, mas ainda não há informações sobre a realização do funeral e enterro.

O pastor negro, militante dos direitos cívicos, também se referiu às muitas questões não resolvidas sobre a morte do ídolo, que envolvem principalmente o papel desempenhado pelo médico particular do astro, Conrad Murray.

"Quando o médico veio? O que fez? Deu uma injeção a Michael? E se deu, qual foi a substância injetada? O médico voltou muito tempo depois de ter sido chamado?", perguntou o reverendo. "A ausência dele levanta questões importantes, às quais só ele pode responder", prosseguiu.

O consumo excessivo de medicamentos foi amplamente citado pelos familiares do cantor como uma das causas possíveis para a morte. "Há suspeitas que pairam sobre este médico, e com razão, pois qualquer outro médico diria: 'Isso foi o que aconteceu durante as últimas horas de vida de Michael Jackson. Eu estava lá. Lhe dei medicamentos'", declarou o pastor Jackson, que não tem nenhum parentesco com o cantor.

"Em vez de fazer isso, o médico deixou o local e abandonou seu carro. Quem veio buscá-lo? Porque a polícia apreendeu seu veículo?", ainda perguntou o reverendo.

O médico "deve à família e a o público" explicações sobre as últimas horas de vida de Michael Jackson, afirmou, sentenciando que "nesse caso, o problema não é a automedicação, mas o médico".

Na ocasião do aniversário de 50 anos de Jackson, em agosto do ano passado, o iG preparou um especial com biografia, fotos, músicas e curiosidades sobre o cantor. Clique na imagem abaixo para acessar:



    27/06/2009 02:30 PM

    EBay devolverá dinheiro de ingressos de Michael

    Internautas que compraram entradas para os shows pelo site serão reembolsados

    O site de leilões eBay anunciou hoje que vai reembolsar os internautas que compraram entradas para os shows que o cantor americano Michael Jackson faria a partir de julho em Londres.

    Uma porta-voz da empresa ressaltou "o compromisso do eBay" e garantiu que "nenhum comprador" vai "perder dinheiro em decorrência da natureza única deste acontecimento". "Todos os compradores do portal serão totalmente reembolsados pela compra de suas entradas", afirmou.

    A empresa, que dará mais detalhes do esquema na próxima semana, disse ainda que, quando reembolsar os compradores, também devolverá aos vendedores dos ingressos a comissão a que teria direito.

    Desde a morte de Michael na última quinta-feira, centenas de milhares de pessoas aguardam informações sobre como recuperar o dinheiro gasto na compra dos ingressos para os shows do artista.

    A AEG Live, empresa americana que promovia as apresentações na capital britânica, disse hoje que dará instruções aos compradores das entradas no começo da próxima semana. Por ora, aconselhou a todos que guardem seu recibo de compra.

    Ontem, o site Seatmaster, que também comercializou entradas para os shows, já havia dito que reembolsará todas as pessoas que adquirissem ingressos na sua página. Já a Ticketmaster informou que entrará em contato com os compradores.

    Na ocasião do aniversário de 50 anos de Jackson, em agosto do ano passado, o iG preparou um especial com biografia, fotos, músicas e curiosidades sobre o cantor. Clique na imagem abaixo para acessar:



    27/06/2009 02:23 PM

    Nando Reis toca hits e homenageia Jackson em SP

    Cantor lançou disco Drês diante de um Citibank Hall em São Paulo

    Compositor com toque de Midas, Nando Reis é, além disso, um intérprete sincero e carismático. Mesmo longe dos Titãs, conquistou uma legião de fãs que transcende as rádios FM e garante casa lotada onde quer que ele vá. Na noite de ontem (26), no lançamento em São Paulo de Drês, seu oitavo álbum solo, não foi diferente: não se viam lugares vazios nas mesas do Citibank Hall, tomadas por uma plateia reverente que aplaudiu e seguiu atenta do início ao fim as duas horas de show.

    O cantor abriu a noite com “Mosaico Abstrato”, um dos melhores exemplos da sonoridade setentista que domina seu último trabalho. A guitarra de Carlos Pontual, uma das figuras-chave d’Os Infernais, banda que acompanha Nando há quase uma década, dita o riff raivoso que embala a música e dá a deixa para o ruivo se entregar e cantar com vontade versos como “não entendo nada, ninguém entende nada”. No telão, corações de papel e referência ao projeto gráfico do disco, batizado com o nome da ex-namorada, motor criativo de outras das novas faixas.

    A urgência e a pegada roqueira de Drês, porém, infelizmente se diluem ao vivo, graças ao teclado e ao violão de Nando, sempre na linha de frente dos arranjos, e na própria virtuose de Pontual, que se revela cansativa ao longo da noite. Mesmo assim, a bela “Hi, Dri” e “Só para So”, dedicada à filha do cantor, Sophia, fizeram jus às versões de estúdio. Por outro lado, o dueto de “Pra Você Guardei o Amor”, que também contou no palco com a presença de Ana Cañas, pareceu desperdiçado.

    Nem um pouco preocupados com isso, os fãs queriam era gritar o nome do ídolo e cantar alto os sucessos compostos por ele. A primeira a levantar a plateia foi a ingênua “O Mundo é Bão, Sebastião” e “Espatódea” não ficou atrás, ambas compostas para seus filhos e mais uma prova de que a vida pessoal impulsiona sua verve de Nando.

    Com uma citação a “Wanna Be Startin’ Something”, a canção “Sou Dela”, do álbum anterior, Sim e Não, foi dedicada ao mito Michael Jackson, morto nesta quinta-feira, vítima de um ataque cardíaco. “Sem medo de chegar a um lugar comum, sou um homem comum e fui tocado pela música dele”, disse Nando ao microfone. “Salve, Michael Jackson!”

    Os pontos altos da noite foram as canções famosas na voz de Cássia Eller, amiga e grande parceira do compositor. “All Star”, “Relicário”, “Luz dos Olhos” e “O Segundo Sol”, que encerrou a primeira parte do show, mostraram que o legado da cantora continua vivo na boca do público e que, sim, será difícil superar as versões gravadas por ela.

    No bis, três músicas para deixar o fã de pop nacional convencido de que valeu a pena pagar o ingresso e da razão pelo qual Nando é um dos maiores arrecadadores de direitos autorais do Brasil: “Onde Você Mora” (sucesso do Cidade Negra), “Marvin”, dos Titãs, e “Do Seu Lado”, hit gigantesco do Jota Quest, acompanhado em uníssono.

    Nando Reis repete a dose neste sábado, às 22h, e no domingo, às 18h, quando as mesas do Citibank Hall serão substituídas pela pista normal e, consequentemente, com entradas mais baratas.

    Veja o setlist do primeiro show em São Paulo:

    “Mosaico Abstrato”
    “Hi, Dri”
    “Sou Dela”
    “Ainda Não Passou”
    “Drês”
    “Mil Galáxias”
    “O Mundo é Bão, Sebastião”
    “Só para So”
    “Espatódea”
    “All Star”
    “Pra Você Guardei o Amor”
    “Relicário”
    “A Letra A”
    “Conta”
    “Por Onde Andei”
    “Livre Como Um Deus”
    “N”
    “Luz dos Olhos”
    “Os Cegos do Castelo”
    “O Segundo Sol”
    Bis
    “Onde Você Mora?”
    “Marvin”
    “Do Seu Lado”

    27/06/2009 01:58 PM

    Direitos de Jackson sobre Beatles estão em risco

    Mistério sobre quem se beneficiará da propriedade da fatia de Jackson

    Os Beatles estão à venda? O premiado catálogo do quarteto de Liverpool --especificamente 267 canções escritas em sua maioria por John Lennon e Paul McCartney-- está entrando em uma longa e sinuosa estrada de incertezas sobre quem detém seus direitos após a morte de Michael Jackson na quinta-feira.

    O cantor pop e a Sony Music operavam uma lucrativa joint venture que é dona ou administra os direitos de cerca de 750.000 composições de astros como Bob Dylan, Neil Diamond, Taylor Swift e os Jonas Brothers.

    Analistas da indústria estimam que a Sony/ATV Music Publishing vale pelo menos 1 bilhão de dólares, o que faz de Jackson um artista ainda mais visionário. Seu investimento inicial custou 47,5 milhões de dólares em 1985.

    Os direitos de divulgação são considerados uma licença para imprimir dinheiro. Menos empolgante que o mundo da pirataria musical, trata-se de coletar royalties de produtos diferentes, como downloads, exibições no rádio e videogames.

    Mas agora há um mistério sobre quem se beneficiará da propriedade da fatia de Jackson. Segundo uma ação movida em 2002 por um credor, ele pediu empréstimos bancários que totalizavam 270 milhões de dólares dois anos antes usando como garantia sua participação na Sony/ATV e os direitos sobre suas próprias composições.

    Jackson vivia de forma extravagante, mesmo quando seu apelo comercial diminuía em meio a acusações de pedofilia e de mudança no seu estilo musical. O Wall Street Journal reportou em 2005 que suas reservas em dinheiro estavam tão baixas no ano anterior que ele temia não pagar sua conta de luz. O jornal informou no início deste mês que as dívidas do artista somavam cerca de 500 milhões de dólares.

    Uma imagem mais clara sobre suas finanças surgirá durante o período de gestão dos seus imóveis, que geralmente demora cerca de 18 meses.

    Jackson e a Sony formaram sua joint venture em 1995. O cantor contribuía com a ATV Songs, cujas 4 mil músicas incluíam a maioria do catálogo dos Beatles. Uma década antes ele tinha comprado a ATV do empresário australiano Robert Holmes, em um processo que ficou notório após Jackson disputar o negócio com McCartney.

    Jackson não se envolvia com as operações diárias da Sony/ATV, mas, como amante do processo de composição de músicas, ele dizia estar "incrivelmente orgulhoso" da empresa e do seu rápido crescimento, segundo uma fonte do ramo. A Sony/ATV se recusou a comentar o assunto.

    Na ocasião do aniversário de 50 anos de Jackson, em agosto do ano passado, o iG preparou um especial com biografia, fotos, músicas e curiosidades sobre o cantor. Clique na imagem abaixo para acessar:



      27/06/2009 12:13 PM

      Fãs dançam sucessos de Jackson em Londres

      Festa ao ar livre atrai mais de 2 mil pessoas

      Centenas de pessoas se reuniram diante da estação de Liverpool Street, uma das maiores de Londres, em uma manifestação incomum em homenagem a Michael Jackson. O encontro, organizado por Milo Yiannopoulls através de sites de relacionamento como Twitter e Facebook, aconteceu por volta das 18h (hora local) e deveria ser uma apresentação coletiva da famosa dança "moonwalk". 

      Yiannopoulls estima a presença de mais de 2 mil pessoas, mas o número
      não é confirmado pela polícia local, que se responsabilizou pela segurança.

      A grande participação popular impediu que a manifestação seguisse seu
      formato original e se tornou uma grande festa ao ar livre ao som de três músicas do cantor: "Billie Jean", "Thriller" e "Bad".

      Os fãs cantaram e dançaram ao som do "Rei do Pop", muitos carregando jornais que estampavam sua imagem, cartazes e outros objetos.

      27/06/2009 11:18 AM

      Corpo de Michael Jackson é entregue à família

      Ainda não há informações sobre a realização do funeral e enterro

      O corpo do cantor Michael Jackson foi liberado pelas autoridades do Estado da Califórnia e entregue à família na noite desta sexta-feira, informou a agência de notícia Associated Press. Ainda não há informações sobre a realização do funeral e enterro.

      A autópsia do corpo do cantor Michael Jackson, morto na quinta-feira aos 50 anos, foi concluída na tarde de sexta-feira. O exame, no entanto, não determinou a causa da morte do artista. Em entrevista coletiva realizada logo após a autópsia, o porta-voz Craig Harvey informou que é preciso esperar o resultado dos exames toxicológicos.

      Segundo Harvey, o resultado desses exames vai demorar de quatro a seis semanas para ficar pronto. O porta-voz ainda informou que Michael Jackson ainda estava vivo quando chegou ao hospital, e que não havia sinais de violência em seu corpo.

      Familiares de Jackson asseguraram que o cantor recebeu "uma alta dose de morfina" logo antes de sua morte, segundo o portal especializado em celebridades "TMZ". Um dos médicos pessoais do astro, supostamente responsável por ministrar a substância, foi localizado em Los Angeles e, de acordo com o site, deve prestar depoimento ainda nesta sexta-feira (26) à polícia.

      O pai do artista, Joe Jackson, queria levar seu filho recentemente a um centro de reabilitação em Palmdale, na Califórnia, por considerá-lo "dependente" de morfina e medicamentos com prescrição médica.

      Outros integrantes da família disseram que o cantor não estava preparado para fazer os próximos shows previstos para julho, por causa do uso dessas substâncias.

      De fato, representantes da turnê, prevista para começar no dia 17 de julho, disseram ao "TMZ" que Michael geralmente se encontrava em estado "letárgico" e chegava tarde aos ensaios.

      O anestesista do Hospital São Luis Daniel Oliveira explica que uma dose muito alta de morfina poderia causar parada respiratória, o que levaria à parada cardíaca. "A morfina é um opióide, como a heroína, e pode causar depressão respiratória caso o paciente receba uma dose muito maior do que a que está habituado", detalha. Um paciente que sofra de dor crônica, como os com câncer terminal, pode ser medicado com 10 ou 15 miligramas diárias. "Se Michael Jackson estava tratando um quadro de dor muito forte, ele aguentaria mais morfina", especula. Isso porque o organismo cria mecanismos de resistência aos efeitos e necessita quantidades maiores para que a droga faça efeito.

      O médico cardiologista Fernando de Araujo Pereira ressalta que a quantidade de morfina suficiente para causar uma parada cardiorrespiratória é diferente para cada paciente. "Depende da dose, da predisposição da pessoa e das doenças que ela tem", alerta.

      Injeção de Demerol

      O portal também assegurou que um integrante próximo à família de Michael afirmou que o cantor recebia uma injeção diária de Demerol, um medicamento similar à morfina, e que, nesta quinta-feira, dia da morte de Jackson, recebeu uma dose por volta das 11h30 (15h30, no horário de Brasília). A fonte acrescentou que a dose foi "alta demais" e que causou sua morte.

      Uma porta-voz da Polícia de Los Angeles disse que um veículo do médico supostamente responsável pelo medicamento foi rebocado da casa de Michael "porque pode conter remédios ou outras evidências que podem ajudar o juiz de instrução".

      Fãs prestam homenagem a Michael Jackson na Calçada da Fama / Getty Images

      Curiosamente, há alguns anos Michael Jackson compôs uma música em que fala especificamente sobre morfina e demerol. A canção se chama "Morphine" e está no álbum "Blood on the Dance Floor", de 1997. "Close your eyes and drift away / Demerol, demerol / Oh God, he's taking demerol", diz um trecho da letra (em português, "Feche os olhos e deixe-se levar / Demerol, demerol / Meu Deus, ele está tomando demerol").

      Brian Oxman, amigo pessoal de Michael e advogado da família, afirmou, na quinta-feira, não conhecer "a causa de tudo isto, mas é algo que temia. Isto é um caso de abuso de remédios, salvo que a causa seja outra". "Sua família tentava cuidar de Michael há meses, mas as pessoas que o rodeavam não permitiram que isto ocorresse", acrescentou.

      Takek Ben Amar, amigo e ex-agente de Michael Jackson, chegou a chamar os médicos que travavam do artista de criminosos e charlatães, pois, segundo ele, se aproveitaram de uma pessoa hipocondríaca que tinha necessidade de tomar muitos medicamentos. "Está claro que os criminosos neste caso são os médicos que o atenderam ao longo de sua carreira, que destruíram seu rosto, que deram remédios para acalmar as dores", denunciou Ben Amar à rádio francesa Europe 1.

      "Ele era hipocondríaco e nunca soube de verdade se estava doente porque vivia rodeado de médicos charlatães que viviam dessa doença, que cobravam milhares e milhares de dólares em remédios, em vitaminas", acrescentou.

      Resultado da autópsia

      O resultado final da autópsia no corpo de Michael Jackson poderá demorar de seis a oito semanas, afirmou nesta sexta-feira um porta-voz do Instituto Médico Legal do condado de Los Angeles.

      Ingleses se reúnem na Liverpool Street em homenagem ao cantor / AP
       

      "Faremos exames toxicológicos e uma análise extensa que poderá levar até seis a oito semanas antes de termos os resultados finais", afirmou o porta-voz, Ed Winter.

      Winter indicou ainda que um informe preliminar sobre a causa da morte - previsto para esta sexta-feira - provavelmente será adiado até que sejam conhecidos os resultados das análises.

      "As chances de termos alguma confirmação ainda nesta sexta-feira são muito baixas devido à complexidade dos testes que vamos fazer", informou Winter.  "No entanto, gostaríamos que as pessoas soubessem que a análise será realizada ainda hoje", acrescentou.

      A polícia de Los Angeles já teria aberto uma investigação para esclarecer o ocorrido, apesar de não existirem indícios de um crime. Detetives da divisão de homicídios fizeram buscas na casa de Jackson, no bairro de Holmby Hills, em Los Angeles, mas alertaram que a investigação é um evento "corriqueiro".

      Prejuízo milionário dos shows

      Michael Jackson tinha 50 anos e se preparava para o retorno aos palcos após mais de dez anos sem se apresentar ao vivo.

      A empresa AEG Live, que convenceu Michael Jackson a oferecer 50 shows no auditório O2 de Londres, pode sofrer perdas de até 348 milhões de euros com a morte do cantor, informou hoje o jornal britânico The Times. Especialistas do mercado atuarial informaram que havia pouca demanda no mercado de seguros de Londres para cobrir todas as datas dos shows programados, e calculou que a AEG Live seria responsável por arcar com aproximadamente 348 milhões de euros.

      Segundo o Times, acredita-se que os dez primeiros shows entraram no mercado de seguros de Londres por um valor de 80 milhões de libras (93 milhões de euros).

      O principal responsável da AEG Live comunicou às seguradoras que os médicos tinham examinado Michael por cinco horas e estavam convencidos de seu bom estado de saúde, especialmente por sua condição de vegetariano.

      Logo depois do anúncio dos shows, um milhão de pessoas tentaram comprar entradas para as dez apresentações programadas inicialmente, que em breve se transformariam em 50. Os ingressos foram rapidamente para o mercado negro, onde eram vendidos por mais de 1000 euros.

      No entanto, segundo o Times, o próprio cantor sabia que não estava em condições de realizar uma série de 50 shows, mas acabou cedendo à pressão de pessoas as quais devia dinheiro. "Não sei como vou fazer 50 apresentações. Estou muito nervoso", disse Michael em uma ocasião.

      A AEG Live, subsidiária do Anschutz Entertainment Group, será agora obrigada a devolver o dinheiro de um milhão de pessoas que compraram entradas, além de encarar um auditório vazio durante meses.

      Afundado em dívidas

      O sacrifício de Michael Jackson em encarar uma maratona de shows na capital britânica era uma tentativa de tentar saldar parte de seus milionários empréstimos. Apesar de ter faturado centenas de milhões de dólares, tendo sido um dos músicos pop mais bem-sucedidos de todos os tempos, Jackson acumulou dívidas de cerca de 500 milhões de dólares, segundo fontes citadas pelo Wall Street Journal no início do mês.

      Conhecido por mergulhar em imensas orgias de compras de brinquedos e antiguidades, Jackson foi acusado por um contador, durante seu julgamento em 2005 por abuso sexual infantil, de gastar 20 ou 30 milhões de dólares a mais por ano do que estava ganhando.

      Seu estilo de vida luxuoso foi possibilitado em parte por um empréstimo de 200 milhões de dólares que contraiu, dando como garantia sua participação no catálogo dos Beatles. Jackson comprou sua parte no catálogo numa joint venture com a Sony Corp e refinanciou esses empréstimos em 2006, para tentar evitar a insolvência.

      Em novembro do ano passado,  ele foi obrigado a entregar o título de propriedade de seu rancho Neverland, na Califórnia, a uma empresa formada por ele próprio e o fundo de investimentos imobiliários Colony Capital LCC, de Los Angeles, a firma que detém o empréstimo de 23 milhões de dólares que ele fez sobre o imóvel. Se a carreira do cantor fosse revitalizada, o rancho poderia ser vendido por entre 70 e 80 milhões de dólares.

      Os maiores retornos financeiros de Jackson, no entanto, podem acontecer mesmo na esteira de sua morte. A gravadora com a qual ele trabalhou durante anos, a Sony Music Entertainment, provavelmente relançará edições especiais de seus álbuns mais vendidos e gravações raras, além de um possível disco de inéditas gravado nos últimos anos.

      Artistas lamentam perda do amigo

      Artistas de diferentes gerações lamentaram a morte do cantor Michael Jackson. "Não consigo parar de chorar com esta triste notícia", disse Madonna à revista People. A cantora manifestou sua admiração por Michael e afirmou que, apesar de "o mundo ter perdido um gigante, sua música sempre estará viva".

      Paul McCartney divulgou hoje uma nota de pesar pela morte do rei do pop. O ex-Beatle trabalhou com o cantor, mas cortou relações após o astro ter comprado os direitos autorais das músicas dos Beatles. "Eu me sinto privilegiado por ter conhecido e trabalhado com Michael. Ele era um menino-homem incrivelmente talentoso e com uma alma gentil. Sua música será lembrada para sempre e minhas lembranças de nosso tempo juntos serão felizes".

      Lisa Marie Presley, que foi casada com o músico entre 1994 e 1996, disse ter ficado "muito triste e confusa". "É uma perda tão grande em tantos sentidos que não tenho palavras", afirmou. "Estou com o coração partido por seus filhos, que sei que eram tudo para ele, e por sua família", acrescentou.

      O produtor musical Quincy Jones, que trabalhou com Michael em "Thriller" (1982) – o álbum mais vendido de todos os tempos, com mais de 100 milhões de cópias –, disse ter ficado "devastado" com a repentina morte do artista. Já John Landis, que dirigiu o histórico vídeo de "Thriller" e recentemente levou Michael aos tribunais em uma disputa por direitos autorais, declarou que, apesar da "vida turbulenta e complicada", o legado do cantor será lembrado para sempre.

      Assim como Britney Spears, um dos novos nomes da música norte-americana, a cantora e atriz Miley Cyrus, protagonista da série de TV "Hanna Montana", afirmou: "Michael era minha inspiração". A veterana Donna Summers, por sua vez, declarou: "vou sentir saudades, o mundo sentirá saudades de Michael".

      Na ocasião do aniversário de 50 anos de Jackson, em agosto do ano passado, o iG preparou um especial com biografia, fotos, músicas e curiosidades sobre o cantor. Clique na imagem abaixo para acessar:



      27/06/2009 10:36 AM






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