A vitória, de virada, da seleção brasileira neste domingo sobre os EUA por 3 a 2 fez o time escapar de "passar vergonha", na opinião de torcedores presentes no no estádio Ellis Park, em Johanesburgo. "Ia ser uma vergonha total", diz Mariana, moradora da cidade que, com amigos, veio prestigiar o time de Dunga e não esperava nada menos do que a vitória."Como poderia explicar perder para os EUA? um time que tinha sido goleado pelo Brasil há uma semana por 3x0?" Seu amigo, o sul-africano Stephen, disse ter ficado contente com o resultado."O time mostrou garra. Venceu o melhor", disse.
Com o resultado, o Brasil foi o campeão da Copa das Confederações 2009.
Mas a seleção brasileira sofreu para vencer o time americano.
Durante o primeiro tempo a seleção dos EUA viveu o sonho de conquistar o título.
Contra um Brasil que não se encontrava em campo, os EUA abriram o placar com Dempsey e ampliaram a vantagem com o astro Landon Donavan.
O time de Dunga voltou ao segundo tempo mais focado e logo nos primeiros minutos Luis Fabiano descontou para o Brasil.
A seleção continuou pressionando e teve um gol legítimo de Kaká não marcado pelo árbitro. Mas o time conseguiu o empate através de Luis Fabiano e a virada com uma cabeçada do capitão Lúcio.
África do Sul x Espanha Também neste domingo, a Espanha conquistou o terceiro lugar na competição ao vencer os donos da casa em uma partida repleta de drama e reviravoltas.
A África do Sul não havia marcado nenhum gol em três dos quatro jogos disputados até então no torneio e seus únicos gols foram anotados contra a fraca Nova Zelândia.
A seca de gols se prolongou até a primeira hora do confronto com os espanhóis esta tarde em Rustemburg. Mas aos 19 do segundo tempo, o subsituto Katlego Mphela abriu o placar.
Os sul-africanos já se imaginavam com a mão na medalha de bronze quando o espanhol Daniel Guiza, também substituto, marcou dois gols em um minuto, virando a partida.
Mas com três minutos de acréscimo, Mphela, de falta, empatou novamente o jogo, levando a decisão para a prorrogação.
O jogo seguiu equilibrado até a metade da prorrogação, quando, cobrando falta, Xabi Alonso marcou o gol da vitória espanhola.
O desempenho inesperado dos Bafana Bafana (apelido da seleção sul-africana) foi bastante elogiado pela torcida e comentaristas do país.
O técnico, o brasileiro Joel Santana, também elogiou, dizendo que "os Bafana jogaram muito bem. Eles cederam dois gols com facilidade, mas no geral, jogaram bem".
"A defesa fez sua função bem e os gols foram ótimos. Mas isso é futebol e parabéns para a Espanha", disse ele.
Balanço final Pouco antes do jogo final entre Brasil e EUA, a cerimônia de encerramento da Copa das Confederações viu um belo espetáculo que reuniu cantores, músicos e dançarinos no estádio Ellis Park. Entre as presenças ilustres, destaque para a do presidente Jacob Zuma.
A Copa das Confederações é considerada um torneio preparatório, realizado pelo país sede um ano antes a Copa do Mundo. Uma das metas é detectar eventuais problemas com tempo hábil para solucioná-los.
O torneio de 2009 mostrou-se mais organizado do que muitos temiam, sem maiores incidentes no quesito segurança, um dos pontos considerados potencialmente mais problemáticos.
Os estádios que já estão prontos foram bastante elogiados, adequando-se aos padrões internacionais.
As críticas concentram-se ao sistema de transporte, especialmente o escoamento da torcida após os jogos e o tamanho da malha hoteleira, considerada pequena para o grande número de turistas previstos para o ano que vem.
Outra crítica que surgiu no decorrer do torneio foi às vuvuzelas, as cornetas típicas dos torcedores sul-africanos. Esrangeiros, especialmente europeus, pediram pela sua proibição por causa do barulho que elas fazem.
Mas a Fifa acatou o argumento da população local, de que a vuvuzela é parte da forma sul-africana de apreciar o futebol, e descartou banir o instrumento.
Michael Jackson voltou a liderar neste domingo as paradas na Grã-Bretanha, seis anos após ter chegado pela última vez ao posto de mais vendido no país. Seis discos do cantor estão entre os 40 mais vendidos.Lançada em 2003, a coletânea Number Ones pulou da 121ª para a 1ª posição na lista dos mais vendidos no mercado britânico com o aumento da procura após a morte do cantor, na quinta-feira.
O mesmo álbum havia sido o último de Michael Jackson a figurar no topo das paradas britânicas, em 2003.
Segundo a Official Charts Company, que cataloga as vendas de discos no país, Thriller, o disco mais vendido da história no mundo, pulou da 179ª para a 7ª posição, King of Pop alcançou a 14ª, Off The Wall chegou à 17ª e The Essential Michael Jackson está em 20º.
Entre os 200 mais vendidos, há 11 discos de Michael Jackson ou do grupo Jackson Five.
Singles Na parada de singles, Michael Jackson responde por 43 das 200 músicas mais vendidas.
No total, foram vendidos mais de 300 mil discos do cantor, entre álbuns e singles, em apenas dois dias da última semana.
Gennaro Castaldo, da cadeia de lojas de discos HMV, disse à BBC que a demanda estimada para os álbuns de Michael Jackson é agora 80 vezes maior do que no dia anterior a sua morte.
"Assim que anunciaram a morte, as pessoas vieram para nossas lojas e tivemos grandes filas", disse Castaldo.
"Por sorte, tínhamos um grande estoque porque estávamos nos preparando para os shows na O2 Arena (que aconteceriam a partir de julho, em Londres), mas lamentavelmente não esperávamos vendê-los por essa razão", disse.
A crise política em Honduras que levou à detenção e ao exílio do presidente Manuel Zelaya pelo Exército do país, neste domingo, teve origem num enfrentamento do mandatário com os outros poderes estabelecidos do país: o Congresso, o Exército e o Judiciário. A BBC preparou uma série de perguntas e respostas que ajudam a explicar como se produziu a crise.
- Qual a origem da crise
O presidente Manuel Zelaya queria que as eleições gerais de 29 de novembro - quando seriam eleitos o presidente, congressistas e lideranças municipais - tivesse mais uma consulta, sobre a possibilidade de se mudar a Constituição do país.
Segundo sua proposta, os eleitores decidiriam nessa consulta se desejavam que se convocasse uma Assembleia Constituinte para reformar a Carta Magna.
Os críticos de Zelaya afirmam que sua intenção é mudar o marco jurídico do país para poder se reeleger, o que é vetado pela atual Constituição.
- O que se planejava para este domingo
Seria uma consulta sobre a consulta.
Os eleitores teriam que responder sim ou não à seguinte pregunta: "Está de acordo com que nas eleições gerais de novembro de 2009 se instale uma quarta urna para decidir sobre a convocação de uma Assembleia Constituinte que aprove uma nova Constituição política?".
- O que decidiu o Congresso sobre a consulta de domingo
O Congresso hondurenho aprovou uma nova lei que regulamenta os referendos e os plebiscitos e invalida juridicamente a consulta.
A nova legislação impede a realização de consultas 180 dias antes e depois das eleições gerais.
O presidente do Congresso, Roberto Micheletti, que é do mesmo partido que Zelaya, o Partido Liberal, afirmou que a consulta não teria validade jurídica e que pela atual Constituição ela seria considerada um delito.
A proposta de Zelaya era rechaçada por Micheletti, que afirma que o presidente pretendia se perpetuar no poder.
- Zelaya pretendia se lançar candidato à reeleição
O mandato de Zelaya terminaria em janeiro de 2010, e a atual Constituição veta a reeleição do presidente.
Zelaya, que foi eleito em 2005, negou que pretendesse continuar no poder além dos quatro anos para os quais foi eleito.
Segundo ele, uma eventual mudança constitucional seria válida apenas para seus sucessores.
- Qual a posição do Exército?
Zelaya destituiu o chefe do Estado Maior Conjunto das Forças Armadas, o general Romeo Vázquez, que havia se negado a apoiar a logística para a consulta deste domingo, declarada ilegal pelo Congresso.
Após a demissão de Vázquez, o ministro da Defesa, Ángel Edmundo Orellana, e outros comandantes militares também renunciaram.
Porém a remoção de Vázquez ordenada por Zelaya foi revertida na sexta-feira pela Suprema Corte de Justiça, que aceitou dois recursos contra a decisão do presidente.
O Exército mobilizou na sexta-feira efetivos para prevenir possíveis distúrbios por parte de organizações populares e indígenas, que apoiam Zelaya.
O presidente de Honduras, Manuel Zelaya, foi detido neste domingo pelo Exército do país antes da realização de um polêmico referendo. Ele foi levado por dezenas de soldados a uma base aérea próxima à residência presidencial e enviado para a Costa Rica.Zelaya havia prometido realizar uma consulta popular para decidir se a Constituição podia ser alterada, o que poderia permitir a reeleição presidencial.
O plano do presidente foi considerado ilegal pelo Congresso e pela Justiça do país e enfrentava a oposição também do Exército, o que gerou uma crise no país.
Em entrevista à TV venezuelana já em território costarriquenho, Zelaya disse que não quer se exilar e que foi forçado a deixar seu país no que considerou um "sequestro".
"Estou em San José, na Costa Rica", disse ele. "Fui vítima de um sequestro por um grupo de soldados hondurenhos." "Esse foi um plano de uma elite muito voraz, uma elite que quer somente manter este país isolado, num nível de extrema pobreza. Ela não quer saber da população, não é sensível a ela", afirmou.
Centenas de manifestantes se juntaram nas ruas da capital de Honduras, Tegucigalpa, para protestar contra a detenção de Zelaya. Soldados dispararam bombas de gás lacrimogêneo para tentar dispersar a multidão.
Reação Em uma reunião de emergência em Washington, a Organização dos Estados Americanos (OEA) condenou o que chamou de "golpe de Estado" em Honduras.
A OEA se havia dito preocupada com as consequências que um enfrentamento entre os diferentes poderes poderia ter sobre "o processo político institucional democrático e o exercício legítimo do poder".
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu a Honduras que "respeite as normas democráticas e o Estado de direito". A prisão de Zelaya também foi condenada pela União Européia.
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, aliado político de Zelaya, acusou o "império ianque" pela derrubada do presidente hondurenho.
Instabilidade No sábado, Zelaya havia ignorado uma decisão da Suprema Corte para devolver o cargo ao chefe do Exército, general Romeo Vasquez, que foi demitido após se negar a ajudar na preparação do referendo.
"Nós não vamos obedecer a Suprema Corte", disse o presidente a uma multidão de simpatizantes em frente à sede do governo. "A corte, que apenas faz justiça aos poderosos, ricos e banqueiros, só causa problemas para a democracia." Zelaya foi eleito em 2006 e, sob a atual Constituição hondurenha, não poderia disputar a reeleição.
O presidente disse que não tinha a intenção de concorrer novamente ao cargo, mas que queria apenas que presidentes futuros tivessem essa chance.
Ele queria realizar uma consulta popular para decidir se uma Assembleia Constituinte deveria ser convocada para fazer mudanças constitucionais junto com as eleições, marcadas para novembro.
Na terça-feira, o Congresso aprovou uma lei que proíbe a realização de referendos ou plebiscitos 180 dias antes ou depois de eleições gerais, o que impossibilitava os planos do presidente.
Em seguida, o chefe do Exército disse que não ajudaria na organização do referendo para não desrespeitar a lei.
Líderes militares se recusaram a entregar urnas para a votação, uma decisão que levou à demissão do general Vasquez e à renúncia do ministro da Defesa, Edmundo Orellana.
Os chefes da Marinha e da Aeronáutica também renunciaram em protesto.
Na quinta-feira, o presidente e seus simpatizantes entraram em uma base militar e retiraram as urnas que estavam guardadas lá.
O Exército, por sua vez, colocou centenas de soldados nas ruas da capital, dizendo que queria prevenir que os aliados do presidente causem confusão.
Cerca de 28 milhões de argentinos estão votando neste domingo em eleições legislativas, vistas como um teste de popularidade para o casal Kirchner. As eleições devem servir não somente para mudar a composição do Congresso do país, mas também funcionarão como um referendo para o casal que vem dominando a política argentina nos últimos seis anos.Cristina Fernández, que sucedeu o marido, Néstor Kirchner, na Presidência em dezembro de 2007, viu sua popularidade cair nos últimos tempos em meio ao agravamento dos problemas econômicos do país.
Ela antecipou as eleições, originalmente programadas para outubro, argumentando que isso permitiria ao país se unir então para enfrentar a crise econômica global.
Mas os críticos dizem que a antecipação das eleições foi um plano para tentar uma vitória eleitoral antes de que os problemas fiquem mais claros e abalem a popularidade do governo.
Recuperação "Esta não é uma eleição comum", afirmou durante um comício o ex-presidente Néstor Kirchner, que preside o governista Partido Justicialista (peronista).
"A Argentina se recuperou. Fomos capazes de construir casas, criar crédito imobiliário, renovar hospitais. Agora há uma boa administração e nós podemos nos sustentar em uma crise econômica", afirmou Kirchner, enumerando à platéia os supostos avanços desde que ele chegou à Presidência, em 2003.
O próprio Kirchner enfrenta as eleições como cabeça de chapa de uma ala do peronismo na Província de Buenos Aires e tem como objetivo garantir ao governo a maioria no Legislativo.
Quando Kirchner chegou ao poder, há seis anos, a Argentina estava à bordo do colapso econômico e político, como resultado de um grande calote na dívida pública.
Mas a demanda mundial pelos grãos produzidos pela Argentina ajudou a garantir seis anos de crescimento econômico na casa dos 8% ao ano - um crescimento do qual Kirchner e sua mulher se beneficiaram.
Prognósticos Mas o cenário e os prognósticos políticos e econômicos são bem diferentes hoje.
As pesquisas de opinião indicam que o peronismo perderá sua maioria na Câmara dos Deputados e, possivelmente, também no Senado.
"Se o governo não for capaz de manter sua maioria em ambas as casas, a Argentina estará em um caos político", prevê Aldo Abram, diretor do Centro para Investigação dos Mercados e das Instituições Argentinas.
"Isso será visto como um alto risco e criará mais incertezas. Isso poderá estender a recessão até 2011, e a fuga de capitais da Argentina continuará", acrescenta Abram.
As eleições ocorrem em meio não somente aos crescentes problemas econômicos, mas também em meio a questionamentos sobre a competência do governo.
Dados contestados Os dados oficiais, contestados, indicam uma inflação anual na casa dos 5%, mas analistas privados dizem que a taxa real de inflação seria de ao menos 15%.
O consumo popular caiu, enquanto as taxas de crime e de pobreza têm se tornado problemas cada vez mais visíveis.
Muitos argentinos têm trocado suas economias em dólares para enviar a contas no exterior, receosos sobre a habilidade do governo de lidar com a crise.
Uma disputa entre o casal Kirchner e o poderoso setor agropecuário do país sobre impostos também serviu para aumentar a preocupação dos eleitores.
No ano passado, Cristina Fernández nacionalizou o sistema privado de pensões, em uma atitude que deixou horrorizados os investidores estrangeiros.
Visão otimista Mas alguns analistas têm uma interpretação mais otimista sobre o futuro pós-eleições.
"Há muita preocupação na Argentina sobre a situação política, como pode ser visto pela fuga de capitais", diz o economista Dante Sica, ex-ministro da Indústria.
"Mas após as eleições, essa incerteza passará e haverá uma espécie de 'descompressão' quando as pessoas absorverem quais são as novas alianças que foram feitas no Congresso. Se o governo implementar algumas medidas econômicas pendentes, a confiança retornará", diz.
Muito dependerá da habilidade do governo de produzir novos pactos políticos. As pesquisas de opinião indicam que o voto no Congresso estará fragmentado mesmo dentro do próprio partido governista.
Mas Sica sugere que as discussões pós-eleição poderiam criar um ambiente político mais saudável, com um governo que estava acostumado a não enfrentar nenhuma resistência finalmente forçado a discutir mais suas propostas no Congresso.
Além disso, na visão de Sica, a proximidade da eleição presidencial de 2011 também deverá ter um efeito reanimador. "O partido governista fará todo o possível para manter o poder", disse.
Zelaya havia prometido realizar uma consulta popular para decidir se a Constituição pode ser alterada, o que poderia permitir a reeleição presidencial.
O plano do presidente, considerado ilegal pelo Congresso e pela Justiça do país, enfrentou a oposição também do Exército, além de gerar uma crise em Honduras.
Um secretário do presidente disse que ele foi levado para uma base aérea fora da capital, Tegucigalpa.
Segundo a imprensa local, o presidente foi retirado "à força" de sua casa no início da manhã.
Instabilidade
No sábado, o presidente ignorou uma decisão da Suprema Corte para devolver o cargo ao chefe do Exército, general Romeo Vasquez, que foi demitido após se negar a ajudar na preparação do referendo.
"Nós não vamos obedecer a Suprema Corte", disse o presidente a uma multidão de simpatizantes em frente à sede do governo. "A corte, que apenas faz justiça aos poderosos, ricos e banqueiros, só causa problemas para a democracia." Zelaya foi eleito em 2006 e, sob a atual Constituição hondurenha, não pode disputar a reeleição.
Ele queria realizar uma consulta popular para decidir se uma Assembléia Constituinte deve ser convocada para fazer mudanças constitucionais junto com as eleições, marcadas para novembro.
Na terça-feira, o Congresso aprovou uma lei que proíbe a realização de referendos ou plebiscitos 180 dias antes ou depois de eleições gerais, o que impossibilita os planos do presidente.
Em seguida, o chefe do Exército disse que não ajudaria na organização do referendo para não desrespeitar a lei.
Líderes militares se recusaram a entregar urnas para a votação, uma decisão que levou à demissão do general Vasquez e à renúncia do ministro da Defesa, Edmundo Orellana.
Os chefes da Marinha e da Aeronáutica também renunciaram em protesto.
Na quinta-feira, o presidente e seus simpatizantes entraram em uma base militar e retiraram as urnas que estavam guardadas lá.
O Exército, por sua vez, colocou centenas de soldados nas ruas da capital, dizendo que quer prevenir que os aliados do presidente causem confusão.
OEA
A Organização dos Estados Americanos (OEA) disse estar preocupada com as consequências que um enfrentamento entre os diferentes poderes poderia ter sobre "o processo político institucional democrático e o exercício legítimo do poder".
A OEA está enviando uma comissão para analisar a situação.
O presidente disse ao jornal espanhol El País que um plano para retirá-lo do poder foi abandonado depois que o governo americano negou apoio.
"Estava tudo no lugar para o golpe e, se a embaixada americana houvesse aprovado, teria acontecido. Mas eles não aprovaram (...) Eu estou no cargo ainda apenas graças aos Estados Unidos", disse Zelaya, que é aliado do presidente venezuelano Hugo Chávez.
O presidente disse ainda que não tem intenção de concorrer novamente ao cargo, mas que quer apenas que presidentes futuros tenham essa chance.
Os Estados Unidos podem contar com outro aliado quando entrarem em campo neste domingo contra o Brasil para a final da Copa das Confederações, a torcida sul-africana. "Vou torcer para os Estados Unidos, gostei muito quando eles venceram a Espanha", diz o jovem Dingane.De fato, durante a histórica e inesperada vitória americana por 2x0 na quarta-feira, boa parte da torcida em Bloemfontein passou a apoiar os americanos. Comentaristas locais sugerem que os motivos que levaram à repentina simpatia para com o time dos Estados Unidos podem variar desde o tradicional apreço pelo mais fraco, até o "fator Obama". Eles dizem que seria difícil imaginar tal apoio se os americanos fossem liderados ainda por George W. Bush e Dick Cheney. Retrospecto Mas o maior astro do time americano, Landon Donovan, reconhece que vencer a seleção de Dunga não será fácil. "Nunca venci o Brasil em nenhuma categoria do futebol, mas seria sensacional conseguir isso", disse o atacante, que esteve no time sub-23 que perdeu do Brasil por 7x0 em 1999. O treinador do time, Bob Bradley, disse que a partida será um acontecimento histórico para o futebol americano. "Esta é a primeira vez que disputaremos uma final internacional e jogar contra o Brasil é mais especial ainda", disse ele. Das 14 vezes que os Estados Unidos jogaram contra o Brasil, o país venceu apenas uma vez, em 1998. Apesar do retrospecto favorável ao Brasil, o técnico Dunga prometeu respeito e diz esperar um jogo aberto.
Importância histórica Independente do resultado neste domingo, que pode significar terceira Copa das Confederações para o Brasil e a confirmação do rótulo de favorito para o Mundial 2010, a seleção americana sai da competição bem mais fortalecida do que quando entrou.
Na verdade, bem mais prestigiada do que estava até a segunda rodada da primeira fase, quando perdeu de 3x1 da Itália e 3x0 do Brasil.
A sorte dos americanos começou a mudar quando bateram o Egito por 3x0 e conquistaram uma improvável classificação para a fase seguinte.
Mas a épica vitória contra os favoritíssimos espanhóis selou a nova fase e imagem da equipe.
O manchete do jornal The New York Times foi "vitória americana foi milagre na grama".
O repórter George Vecsey escreveu que o time de Bradley "por 90 minutos foi melhor do que os espanhóis, bravos, inteligentes e também sortudos".
"E eles sempre terão este resultado, como os americanos que derrotaram os ingleses na Copa de 1950." Em vários cruzamentos de Johanesburgo, é possível ver bandeiras americanas sendo vendidas lado a lado com as brasileiras. Vendedores ouvidos pela reportagem dizem que existe um equilíbrio no número de bandeiras vendidas de cada lado. Brasil e EUA fazem a final da Copa das Confederações neste domingo às 15h30 de Brasília.
A Grã-Bretanha pediu neste domingo a libertação imediata dos funcionários iranianos da embaixada britânica em Teerã, que foram presos no sábado. A mídia iraniana disse que oito funcionários locais da embaixada foram detidos por seu "papel considerável" nos protestos após as eleições presidenciais.O ministro do Exterior britânico, David Miliband, disse que as prisões foram "assédio" e disse que as acusações não têm base.
Segundo ele, nove funcionários foram inicialmente detidos, mas alguns deles foram soltos.
"Nós ainda estamos preocupados com um número de funcionários que, pelo que sabemos, não foram soltos. Os números estão mudando hora a hora", disse Miliband, que participa de um encontro de segurança de países europeus na ilha grega de Corfu.
"Sem fundamento" "A ideia de que a embaixada britânica está de alguma forma envolvida nas demonstrações e protestos que vêm acontecendo em Teerã nas últimas semanas é completamente sem fundamento." O governo britânico fez uma reclamação direta às autoridades iranianas, mas ainda não teria obtido resposta.
Milband disse que iria discutir a questão com seus colegas europeus.
"Todos os países europeus deixaram claro que querem se unir para defender os princípios diplomáticos que são importantes para nossas atividades diplomáticas ao redor do mundo", disse.
As relações entre o Irã e a Grã-Bretanha estão tensas depois que o governo iraniano acusou autoridades britânicas de fomentarem a instabilidade.
O Irã vem acusando países ocidentais - principalmente a Grã-Bretanha e os Estados Unidos - de envolvimento nos protestos contra o resultado do pleito que reelegeu o presidente Mahmoud Ahmadinejad.
Conselho dos Guardiões O Conselho dos Guardiões, autoridade eleitoral máxima do país, disse que divulgaria seu parecer sobre as eleições neste domingo.
Mas, segundo o correspondente da BBC em Teerã, Jeremy Bowen, há muitas negociações políticas ocorrendo nos bastidores, e o prazo de cinco dias para o veredito do Conselho poderá ser estendido.
Segundo ele, há tentativas de formar um comitê, que incluiria os candidatos derrotados, para monitorar a recontagem de 10% dos votos.
Outro comitê parlamentar está discutindo com os líderes religiosos do país a formação de um grupo pró-Ahmadinejad.
O líder oposicionista Mir Hussein Mousavi continua a acusar as eleições de fraudulentas e se recusa a apoiar a recontagem parcial planejada pelo Conselho dos Guardiões.
Mousavi vem defendendo uma nova eleição, mas disse no sábado que aceitaria uma revisão do pleito de 12 de junho por um órgão independente.
O Conselho dos Guardiões, no entanto, já defendeu a reeleição de Ahmadinejad, dizendo que as eleições foram as "mais saudáveis" desde a Revolução Iraniana, em 1979.
O presidente de Honduras, Manuel Zelaya, prometeu realizar neste domingo um polêmico referendo para decidir se a Constituição pode ser alterada, o que poderia permitir a reeleição presidencial. O plano do presidente foi considerado ilegal pelo Congresso e pela Justiça do país, enfrenta a oposição também do Exército, e está gerando uma crise em Honduras.No sábado, o presidente ignorou uma decisão da Suprema Corte para devolver o cargo ao chefe do Exército, general Romeo Vasquez, que foi demitido após se negar a ajudar na preparação do referendo.
"Nós não vamos obedecer a Suprema Corte", disse o presidente a uma multidão de simpatizantes em frente à sede do governo. "A corte, que apenas faz justiça aos poderosos, ricos e banqueiros, só causa problemas para a democracia." Instabilidade Zelaya foi eleito em 2006 e, sob a atual Constituição hondurenha, não pode disputar a reeleição.
Ele quer realizar uma consulta popular para decidir se uma Assembléia Constituinte deve ser convocada para fazer mudanças constitucionais junto com as eleições, marcadas para novembro.
Na terça-feira, o Congresso aprovou uma lei que proíbe a realização de referendos ou plebiscitos 180 dias antes ou depois de eleições gerais, o que impossibilita os planos do presidente.
Em seguida, o chefe do Exército disse que não ajudaria na organização do referendo para não desrespeitar a lei.
Líderes militares se recusaram a entregar urnas para a votação, uma decisão que levou à demissão do general Vasquez e à renúncia do ministro da Defesa, Edmundo Orellana.
Os chefes da Marinha e da Aeronáutica também renunciaram em protesto.
Na quinta-feira, o presidente e seus simpatizantes entraram em uma base militar e retiraram as urnas que estavam guardadas lá.
O Exército, por sua vez, colocou centenas de soldados nas ruas da capital, dizendo que quer prevenir que os aliados do presidente causem confusão.
OEA A Organização dos Estados Americanos (OEA) disse estar preocupada com as conseqüências que um enfrentamento entre os diferentes poderes poderia ter sobre "o processo político institucional democrático e o exercício legítimo do poder".
A OEA está enviando uma comissão para analisar a situação.
No sábado, o presidente Zelaya disse em uma coletiva de imprensa que "90 por cento dos problemas foram superados" e que o referendo iria acontecer.
O presidente disse ao jornal espanhol El País que um plano para retirá-lo do poder foi abandonado depois que o governo americano negou apoio.
"Estava tudo no lugar para o golpe e, se a embaixada americana houvesse aprovado, teria acontecido. Mas eles não aprovaram (...) Eu estou no cargo ainda apenas graças aos Estados Unidos", disse Zelaya, que é aliado do presidente venezuelano Hugo Chávez.
O presidente disse ainda que não tem intenção de concorrer novamente ao cargo, mas que quer apenas que presidentes futuros tenham essa chance.
A polícia de Los Angeles disse neste domingo que realizou uma "extensa entrevista" com o médico do cantor Michael Jackson, Conrad Murray. O médico, que estava com o cantor quando ele ficou inconsciente na quinta-feira e teria desaparecido logo depois, forneceu informações que vão ajudar nas investigações sobre a causa da morte, ainda segundo a polícia.Uma porta-voz de Murray disse que o médico foi entrevistado durante três horas no sábado, mas insistiu que ele não é suspeito no caso.
Miranda Sevcik disse que o médico "ajudou a identificar as circunstâncias cercando a morte do ícone do pop e esclarecer algumas inconsistências".
"Investigadores disseram que o médico não é de nenhuma forma um suspeito e permanece sendo uma testemunha dessa tragédia", disse ela.
Investigações A porta-voz afirmou ainda que Murray "tem sentimentos tão profundos sobre sua relação com Michael Jackson que está fazendo qualquer coisa que puder fazer para ajudar essa investigação a ter uma resolução".
Ela afirmou que o médico acompanhou o cantor na ambulância, ficou horas no hospital consolando a família Jackson e permanecerá em Los Angeles para ajudar com as investigações policiais.
Murray havia sido contratado por Michael Jackson em maio, para acompanhar as preparações do cantor para enfrentar a maratona de 50 shows planejados para Londres, em julho.
Há relatos de que o médico, que tem 51 anos e possui consultórios em Las Vegas e Houston, teria tentado ressuscitar o cantor até que os paramédicos chegassem ao local.
Perguntas No sábado, o pastor Jesse Jackson, amigo da família, disse que os parentes do cantor deverão pedir uma autópsia independente para investigar a causa de sua morte.
O pastor e ativista do movimento negro americano disse em entrevista à rede americana de TV ABC que a família de Michael Jackson estaria frustrada com a quantidade de perguntas ainda sem resposta em relação à morte do cantor.
Para Jesse Jackson, que apesar do sobrenome não tem parentesco com o cantor, a atitude do médico levanta suspeitas.
"Quando esse médico veio? O que ele fez? Ele deu uma injeção, e se deu, de que?", questionou. "Sua ausência (do médico) levanta questões substanciais que não vão sumir enquanto não forem respondidas." Segundo ele, a família do cantor tem suspeitas sobre Murray. "E eles têm uma verdadeira razão para ter suspeitas, porque qualquer outro médico diria: 'Isso é o que aconteceu na última hora de sua vida e eu estava lá. Eu dei a ele uma medicação'", afirmou o pastor.
Após a autópsia no corpo do cantor, na sexta-feira, investigadores disseram que não há indícios de que a morte de Michael Jackson tenha sido um crime, mas não determinaram qual a causa da morte, dizendo que os exames de toxicologia demorarão semanas para ficar prontos.
Um porta-voz dos investigadores disse que o cantor havia tomado "algum medicamento", sem especificar qual.
Relatos não confirmados dizem que Michael Jackson, que tinha 50 anos, estava tomando uma dose diária de Demerol, um forte analgésico.
As legislativas deste domingo na Argentina devem servir não somente para mudar a composição do Congresso do país, mas também funcionarão como um referendo para o casal que vem dominando a política argentina nos últimos seis anos.
Cristina Fernández, que sucedeu o marido, Néstor Kirchner, na presidência em dezembro de 2007, viu sua popularidade cair nos últimos tempos em meio ao agravamento dos problemas econômicos do país.
Ela antecipou as eleições, originalmente programadas para outubro, argumentando que isso permitiria ao país se unir para enfrentar a crise econômica global.
Mas os críticos dizem que a antecipação das eleições foi um plano para tentar uma vitória eleitoral antes de que os problemas fiquem mais claros e abalem a popularidade do governo.
Recuperação
"Esta não é uma eleição comum", afirmou durante um comício o ex-presidente Néstor Kirchner, que preside o governista Partido Justicialista (peronista).
"A Argentina se recuperou. Fomos capazes de construir casas, criar crédito imobiliário, renovar hospitais. Agora há uma boa administração e nós podemos nos sustentar em uma crise econômica", afirmou Kirchner, enumerando à plateia os supostos avanços desde que ele chegou à Presidência, em 2003.
O próprio Kirchner enfrenta as eleições como cabeça de chapa de uma ala do peronismo na Província de Buenos Aires e tem como objetivo garantir ao governo a maioria no Legislativo.
Quando Kirchner chegou ao poder, há seis anos, a Argentina estava à bordo do colapso econômico e político, como resultado de um grande calote na dívida pública.
Mas a demanda mundial pelos grãos produzidos pela Argentina ajudou a garantir seis anos de crescimento econômico na casa dos 8% ao ano, um crescimento do qual Kirchner e sua mulher se beneficiaram.
Prognósticos
Mas o cenário e os prognósticos políticos e econômicos são bem diferentes hoje. As pesquisas de opinião indicam que o peronismo perderá sua maioria na Câmara dos Deputados e, possivelmente, também no Senado.
"Se o governo não for capaz de manter sua maioria em ambas as casas, a Argentina estará em um caos político", prevê Aldo Abram, diretor do Centro para Investigação dos Mercados e das Instituições Argentinas.
"Isso será visto como um alto risco e criará mais incertezas. Isso poderá estender a recessão até 2011, e a fuga de capitais da Argentina continuará", acrescenta Abram.
AP
Homem organiza caixas com cédulas em Buenos Aires
As eleições ocorrem em meio não somente aos crescentes problemas econômicos, mas também em meio a questionamentos sobre a competência do governo.
Dados contestados
Os dados oficiais, contestados, indicam uma inflação anual na casa dos 5%, mas analistas privados dizem que a taxa real de inflação seria de ao menos 15%. O consumo popular caiu, enquanto as taxas de crime e de pobreza têm se tornado problemas cada vez mais visíveis.
Muitos argentinos têm trocado suas economias em dólares para enviar a contas no exterior, receosos sobre a habilidade do governo de lidar com a crise.
Uma disputa entre o casal Kirchner e o poderoso setor agropecuário do país sobre impostos também serviu para aumentar a preocupação dos eleitores.
No ano passado, Cristina Fernández nacionalizou o sistema privado de pensões, em uma atitude que deixou horrorizados os investidores estrangeiros.
Visão otimista
Mas alguns analistas têm uma interpretação mais otimista sobre o futuro pós-eleições. "Há muita preocupação na Argentina sobre a situação política, como pode ser visto pela fuga de capitais", diz o economista Dante Sica, ex-ministro da Indústria.
"Mas após as eleições, essa incerteza passará e haverá uma espécie de 'descompressão' quando as pessoas absorverem quais são as novas alianças que foram feitas no Congresso. Se o governo implementar algumas medidas econômicas pendentes, a confiança retornará", diz.
Muito dependerá da habilidade do governo de produzir novos pactos políticos. As pesquisas de opinião indicam que o voto no Congresso estará fragmentado mesmo dentro do próprio partido governista.
Mas Sica sugere que as discussões pós-eleição poderiam criar um ambiente político mais saudável, com um governo que estava acostumado a não enfrentar nenhuma resistência finalmente forçado a discutir mais suas propostas no Congresso.
Além disso, na visão de Sica, a proximidade da eleição presidencial de 2011 também deverá ter um efeito reanimador. "O partido governista fará todo o possível para manter o poder", disse.
O líder de oposição iraniano Mir Houssein Mousavi, segundo colocado nas eleições presidenciais realizadas há duas semanas, de acordo com os números oficiais, se recusou neste sábado a apoiar um plano para a recontagem parcial dos votos.
Mousavi argumenta que as eleições foram alvo de fraude e contesta a reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad, que teria recebido mais de 60% dos votos, segundo a contagem oficial.
O Conselho de Guardiões, autoridade eleitoral máxima do país, concordou em realizar uma recontagem parcial dos votos em algumas regiões, mas Mousavi afirmou em um comunicado que a melhor solução para o impasse seria a realização de novas eleições.
O conselho deve dar seu parecer definitivo sobre a eleição neste domingo, mas já declarou que a votação foi a mais limpa da história do Irã. Mas Mousavi se recusa a aceitar o resultado e mantém a posição de que a eleição deve ser anulada.
Segundo ele, uma recontagem de votos limitada a apenas parte das urnas, como o Conselho dos Guardiões propôs, não é suficiente para recuperar a confiança da população nem deverá convencer a opinião pública sobre o resultado.
Mousavi disse que a única alternativa que ele estaria preparado a aceitar seria uma revisão total da votação por um órgão independente.
O Egito reabriu temporariamente neste sábado, por três dias, a passagem de Rafah, na fronteira do país com a Faixa de Gaza, permitindo que alguns palestinos deixassem o território. Cerca de 400 pessoas puderam cruzar a fronteira e entrar no Egito.
Reuters
Homem palestino espera para cruzar a fronteira e entrar no Egito
A prioridade para a passagem foi dada a estudantes, pacientes em tratamento médico e autoridades que participam de negociações para a unidade palestina no Cairo. Do lado egípcio, 700 pessoas e dez caminhões com ajuda médica de países árabes esperavam para entrar na Faixa de Gaza.
O território foi bloqueado por Israel, e também pelo Egito, por dois anos, desde que o grupo militante palestino Hamas assumiu o controle. E há exatos seis meses Israel iniciou sua ofensiva militar na Faixa de Gaza.
Diferença mínima
Um porta-voz da UNRWA, a agência da ONU para os refugiados palestinos, disse que a abertura temporária da passagem de Rafah não ajudará na reconstrução de Gaza.
"Isso vai fazer uma diferença mínima, se fizer alguma", disse o porta-voz Chirs Gunness à BBC. "A passagem de Rafah não tem estrutura para as quantidades de materiais de construção e de outros suprimentos humanitários que precisam chegar a Gaza", afirmou.
O líder do Hamas Ismail Haniya fez uma visita surpresa à fronteira e disse esperar por uma reabertura "completa". Segundo ele, o governo liderado pelo Hamas em Gaza está preparado para operar a passagem na fronteira seguindo acordos com o Egito, com a União Europeia e com a guarda presidencial palestina, controlada pelo grupo rival Fatah.
Apesar das críticas vindas de todo o mundo árabe, o governo egípcio manteve a passagem de Rafah fechada na maior parte do tempo desde que o Hamas assumiu o controle total da Faixa de Gaza em junho de 2007.
Ainda assim, o Egito ainda tem um importante papel diplomático nas negociações de paz para a região. E isto inclui o papel de intermediário entre Israel e o Hamas.
Nos últimos dias aumentaram as especulações sobre um possível acordo de troca do soldado israelense Gilad Shalit, capturado há três anos pelo Hamas, por prisioneiros palestinos.
Os parentes do cantor Michael Jackson devem pedir uma autópsia independente para investigar a causa de sua morte, ocorrida na quinta-feira, segundo afirmou o pastor Jesse Jackson, amigo da família. O pastor e ativista do movimento negro americano disse em entrevista à rede americana de TV ABC que a família de Michael Jackson estaria frustrada com a quantidade de perguntas ainda sem resposta em relação à morte do cantor.Segundo Jesse Jackson, que passou a sexta-feira acompanhando a família em Encino, na Califórnia, as principais atenções deles estão voltadas para o papel do médico pessoal do cantor, identificado como Conrad Murray, nos momentos anteriores à morte e sobre o suposto abuso de medicamentos que poderia tê-la provocado.
Murray teria injetado um poderoso calmante e analgésico em Michael Jackson antes de sua morte e teria testemunhado quando o cantor ficou inconsciente. O médico teria desaparecido após a morte.
O corpo de Michael Jackson foi liberado para sua família na noite da sexta-feira e estaria sendo mantido em um local não divulgado.
IML Na sexta-feira, o Instituto Médico Legal de Los Angeles havia descartado a possibilidade de crime como a causa da morte de Michael Jackson e informou que serão necessários mais exames para determinar a causa exata da morte do artista.
Em uma entrevista logo depois da realização da autópsia, que durou três horas, Craig Harvey, porta-voz IML de Los Angeles, afirmou que não havia sinais de crime no corpo.
Segundo Harvey, apenas depois da realização dos outros exames será possível estabelecer a causa da morte, o que poderia levar de quatro a seis semanas.
Familiares e amigos do artista expressaram preocupação com a suposta dependência do artista a medicamentos e há especulações de que a morte estaria relacionada a essa dependência e ao estresse.
Suspeitas Para Jesse Jackson, que apesar do sobrenome não tem parentesco com o cantor, a atitude do médico levanta suspeitas.
"Quando esse médico veio? O que ele fez? Ele deu uma injeção, e se deu, de que?", questionou. "Sua ausência (do médico) levanta questões substanciais que não vão sumir enquanto não forem respondidas." Segundo ele, a família do cantor tem suspeitas sobre Murray. "E eles têm uma verdadeira razão para ter suspeitas, porque qualquer outro médico diria: 'Isso é o que aconteceu na última hora de sua vida e eu estava lá. Eu dei a ele uma medicação'", afirmou o pastor.
Questionado se a família vai pedir uma nova autópsia independente, Jesse Jackson afirmou: "Estou seguro de que eles deveriam, e eles provavelmente o farão".
Gravação Os Bombeiros de Los Angeles divulgaram na sexta-feira uma gravação do telefonema feito na quinta-feira da casa de Michael Jackson para o serviço de emergência, pedindo por socorro.
A pessoa que ligou para o número de emergência afirmou que o artista estava sendo atendido por um médico, o médico pessoal de Jackson que testemunhou o primeiro desmaio, mas estava inconsciente.
"(O médico) está massageando o peito dele, mas ele não reage a nada", afirmou a pessoa.
Um porta-voz da Polícia de Los Angeles informou que os investigadores conversaram rapidamente com o médico na quinta-feira, mas queriam falar com ele novamente.
A polícia também informou que o carro do médico que estava na casa de Michael Jackson foi apreendido.
A porta-voz da polícia Karen Rayner afirmou que o médico não está sendo investigado, mas que o carro "pode conter medicamentos ou outras provas que podem ajudar os legistas a determinarem a causa da morte".
Saúde De acordo com o IML de Los Angeles, o músico foi declarado morto na quinta-feira, por volta de 14h no horário local (18h, no horário de Brasília), no centro médico da UCLA. Segundo um porta-voz do hospital, Michael Jackson sofreu um ataque cardíaco.
O músico, que tinha um histórico de problemas de saúde, iria começar uma série de shows que marcaria seu retorno aos palcos, a partir de 13 de julho, em Londres. No mês passado, preocupações sobre o estado de saúde do cantor vieram à tona depois do adiamento de quatro desses shows.
À época, no entanto, os produtores alegaram que os adiamentos teriam acontecido devido à complexidade dos espetáculos.
As autoridades do Iraque estão reforçando a segurança no país em preparação para o fim do prazo para a retirada das tropas americanas das cidades iraquianas, na próxima terça-feira. As forças americanas já deixaram muitas bases em cidades como Bagdá, mas manterão posições em localidades rurais não muito afastadas das cidades, permitindo um deslocamento rápido se houver um chamado por parte das forças iraquianas.O governo iraquiano cancelou todas as férias de policiais e convocou novos contingentes militares, em meio a uma onda de ataques a bomba nesta semana que deixaram ao menos 250 pessoas mortas.
O primeiro-ministro Nouri Maliki disse que os ataques tinham como objetivo elevar as tensões sectárias no país.
Mas ele se disse confiante de que seu governo poderá garantir a segurança nas cidades do país após a retirada americana.
"(Os responsáveis pelos ataques) querem varrer a alegria dos corações do povo iraquiano. Eles revelaram suas verdadeiras intenções", afirmou Maliki.
"Mas isso não vai dobrar nossa determinação e vontade para o que acertamos – ou seja, para o retorno das responsabilidades de segurança para nossas forças militares e policiais", disse.
Acordo Um acordo entre os Estados Unidos e o governo iraquiano prevê que a maioria dos 133 mil militares americanos no Iraque deixem as ruas das cidades e se mantenham concentrados em suas bases a partir do dia 30 de junho.
O plano dos Estados Unidos prevê o fim das operações de combate no Iraque até setembro de 2010 e a retirada de todas as tropas americanas no país até o fim de 2011.
Em preparação para a retirada americana desta terça-feira, as autoridades iraquianas estão dando uma atenção particular ao controle dos acessos a mercados.
Esses locais têm sido alvos preferenciais de ataques a bomba que têm como objetivo deixar o maior número possível de vítimas.
A maioria dos ataques têm sido promovidos contra bairros e locais sagrados da maioria xiita.
O premiê iraquiano, que é xiita, acusa militantes extremistas sunitas ligados à rede Al Qaeda pelos ataques recentes.
Ele pediu que a população se junte em uma demonstração de unidade nacional contra as provocações.
27/06/2009 03:25 PM
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