Os parentes do cantor Michael Jackson devem pedir uma autópsia independente para investigar a causa de sua morte, ocorrida na quinta-feira, segundo afirmou o pastor Jesse Jackson, amigo da família. O pastor e ativista do movimento negro americano disse em entrevista à rede americana de TV ABC que a família de Michael Jackson estaria frustrada com a quantidade de perguntas ainda sem resposta em relação à morte do cantor.Segundo Jesse Jackson, que passou a sexta-feira acompanhando a família em Encino, na Califórnia, as principais atenções deles estão voltadas para o papel do médico pessoal do cantor, identificado como Conrad Murray, nos momentos anteriores à morte e sobre o suposto abuso de medicamentos que poderia tê-la provocado.
Murray teria injetado um poderoso calmante e analgésico em Michael Jackson antes de sua morte e teria testemunhado quando o cantor ficou inconsciente. O médico teria desaparecido após a morte.
O corpo de Michael Jackson foi liberado para sua família na noite da sexta-feira e estaria sendo mantido em um local não divulgado.
IML Na sexta-feira, o Instituto Médico Legal de Los Angeles havia descartado a possibilidade de crime como a causa da morte de Michael Jackson e informou que serão necessários mais exames para determinar a causa exata da morte do artista.
Em uma entrevista logo depois da realização da autópsia, que durou três horas, Craig Harvey, porta-voz IML de Los Angeles, afirmou que não havia sinais de crime no corpo.
Segundo Harvey, apenas depois da realização dos outros exames será possível estabelecer a causa da morte, o que poderia levar de quatro a seis semanas.
Familiares e amigos do artista expressaram preocupação com a suposta dependência do artista a medicamentos e há especulações de que a morte estaria relacionada a essa dependência e ao estresse.
Suspeitas Para Jesse Jackson, que apesar do sobrenome não tem parentesco com o cantor, a atitude do médico levanta suspeitas.
"Quando esse médico veio? O que ele fez? Ele deu uma injeção, e se deu, de que?", questionou. "Sua ausência (do médico) levanta questões substanciais que não vão sumir enquanto não forem respondidas." Segundo ele, a família do cantor tem suspeitas sobre Murray. "E eles têm uma verdadeira razão para ter suspeitas, porque qualquer outro médico diria: 'Isso é o que aconteceu na última hora de sua vida e eu estava lá. Eu dei a ele uma medicação'", afirmou o pastor.
Questionado se a família vai pedir uma nova autópsia independente, Jesse Jackson afirmou: "Estou seguro de que eles deveriam, e eles provavelmente o farão".
Gravação Os Bombeiros de Los Angeles divulgaram na sexta-feira uma gravação do telefonema feito na quinta-feira da casa de Michael Jackson para o serviço de emergência, pedindo por socorro.
A pessoa que ligou para o número de emergência afirmou que o artista estava sendo atendido por um médico, o médico pessoal de Jackson que testemunhou o primeiro desmaio, mas estava inconsciente.
"(O médico) está massageando o peito dele, mas ele não reage a nada", afirmou a pessoa.
Um porta-voz da Polícia de Los Angeles informou que os investigadores conversaram rapidamente com o médico na quinta-feira, mas queriam falar com ele novamente.
A polícia também informou que o carro do médico que estava na casa de Michael Jackson foi apreendido.
A porta-voz da polícia Karen Rayner afirmou que o médico não está sendo investigado, mas que o carro "pode conter medicamentos ou outras provas que podem ajudar os legistas a determinarem a causa da morte".
Saúde De acordo com o IML de Los Angeles, o músico foi declarado morto na quinta-feira, por volta de 14h no horário local (18h, no horário de Brasília), no centro médico da UCLA. Segundo um porta-voz do hospital, Michael Jackson sofreu um ataque cardíaco.
O músico, que tinha um histórico de problemas de saúde, iria começar uma série de shows que marcaria seu retorno aos palcos, a partir de 13 de julho, em Londres. No mês passado, preocupações sobre o estado de saúde do cantor vieram à tona depois do adiamento de quatro desses shows.
À época, no entanto, os produtores alegaram que os adiamentos teriam acontecido devido à complexidade dos espetáculos.
As autoridades do Iraque estão reforçando a segurança no país em preparação para o fim do prazo para a retirada das tropas americanas das cidades iraquianas, na próxima terça-feira. As forças americanas já deixaram muitas bases em cidades como Bagdá, mas manterão posições em localidades rurais não muito afastadas das cidades, permitindo um deslocamento rápido se houver um chamado por parte das forças iraquianas.O governo iraquiano cancelou todas as férias de policiais e convocou novos contingentes militares, em meio a uma onda de ataques a bomba nesta semana que deixaram ao menos 250 pessoas mortas.
O primeiro-ministro Nouri Maliki disse que os ataques tinham como objetivo elevar as tensões sectárias no país.
Mas ele se disse confiante de que seu governo poderá garantir a segurança nas cidades do país após a retirada americana.
"(Os responsáveis pelos ataques) querem varrer a alegria dos corações do povo iraquiano. Eles revelaram suas verdadeiras intenções", afirmou Maliki.
"Mas isso não vai dobrar nossa determinação e vontade para o que acertamos – ou seja, para o retorno das responsabilidades de segurança para nossas forças militares e policiais", disse.
Acordo Um acordo entre os Estados Unidos e o governo iraquiano prevê que a maioria dos 133 mil militares americanos no Iraque deixem as ruas das cidades e se mantenham concentrados em suas bases a partir do dia 30 de junho.
O plano dos Estados Unidos prevê o fim das operações de combate no Iraque até setembro de 2010 e a retirada de todas as tropas americanas no país até o fim de 2011.
Em preparação para a retirada americana desta terça-feira, as autoridades iraquianas estão dando uma atenção particular ao controle dos acessos a mercados.
Esses locais têm sido alvos preferenciais de ataques a bomba que têm como objetivo deixar o maior número possível de vítimas.
A maioria dos ataques têm sido promovidos contra bairros e locais sagrados da maioria xiita.
O premiê iraquiano, que é xiita, acusa militantes extremistas sunitas ligados à rede Al Qaeda pelos ataques recentes.
Ele pediu que a população se junte em uma demonstração de unidade nacional contra as provocações.
A organização de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch acusou neste sábado a milícia iraniana Basij de realizar batidas noturnas, destruir casas e espancar civis. A organização disse que as batidas são uma tentativa de acabar com os gritos contra o governo que são feitos de telhados durante a noite.A ONG também afirmou que antenas de satélite foram confiscadas ou destruídas para evitar que a população assista a canais de notícias estrangeiros.
"Testemunhas estão nos dizendo que os Bajis estão destruindo ruas inteiras, até mesmo vizinhanças, assim como casas individuais, na tentativa de parar com os gritos noturnos dos telhados", disse a diretora para o Oriente Médio da Human Rights Watch, Sarah Leah Whitson, em um comunicado divulgado no site da organização.
Telhados e varandas Depois de serem proibidos de realizar manifestações nas ruas, muitos simpatizantes da oposição em Teerã vêm gritando slogans contra o governo em seus telhados e varandas nos últimos dias, sempre a partir das dez horas da noite.
Imagens de vídeos colocados na internet mostram casas reviradas e antenas de satélite destruídas após as batidas.
Um homem entrevistado em um desses vídeos - que não foi gravado pela BBC, mas parece ser autêntico - disse que não pode reclamar com a polícia porque ela própria estaria envolvida na violência.
Enquanto isso, o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, atacou novamente o que chamou de intromissão dos Estados Unidos e da Europa.
Falando na TV estatal iraniana, Ahmadinejad voltou a pedir para que o presidente americano Barack Obama não interfira nos assuntos do Irã.
A declaração é uma resposta aos comentários feitos por Obama sobre a crise. Ele se disse chocado e elogiou a coragem dos manifestantes em meio à "revoltante" violência.
Segundo o correspondente da BBC em Teerã, Jeremy Bowen, as autoridades iranianas estão acusando estrangeiros pela instabilidade no país, e acusaram também o líder oposicionista Mir Hussein Mousavi de estar aliado com interesses internacionais.
Mousavi vem pedindo a anulação das eleições que reelegeram o presidente Ahmadinejad.
O órgão que supervisiona as eleições no Irã, o Conselho dos Guardiões, deverá dar sua decisão final sobre o caso neste domingo, mas um porta-voz já disse na sexta-feira que não houve fraude eleitoral no país.
Autoridades de saúde dos Estados Unidos estimam que pelo menos um milhão de americanos foram infectados com o vírus da “gripe suína” (rebatizada de gripe A H1N1 pela OMS). O número divulgado neste sábado é bem maior do que os casos que foram reportados para as autoridades.
O Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) disse que muitos dos casos são leves, apesar de 127 pessoas terem morrido.
O centro baseia sua estimativa em pesquisas, ao invés de resultados de exames de laboratórios.
Agência Brasil
Brasil tem 522 casos da doença
"Nós estamos dizendo que houve pelo menos um milhão de casos do novo vírus H1N1 até agora neste ano nos Estados Unidos", disse Anne Schuchat, do CDC. "Os casos reportados são apenas a ponta do iceberg."
Caso seja correto, o número sugere que o índice de mortalidade pela doença é menor do que se pensava.
Schuchat alerta, no entanto, que a gripe suína pode ser mais contagiosa do que a gripe comum e que o vírus pode voltar com uma variante mais forte no outono do hemisfério norte.
Eleições argentinas De acordo com o CDC, há 27.717 casos prováveis ou confirmados, com três mil pessoas tendo sido hospitalizadas.
A média de idade das 127 vítimas fatais no país é de 37 anos.
O vírus da gripe suína continua afetando principalmente pessoas com menos de 50 anos, e os pacientes com problemas como asma e diabetes são os mais vulneráveis à doença.
As autoridades do CDC e da Organização Mundial da Saúde (OMS) estão monitorando a disseminação da doença no hemisfério sul, em particular na Argentina, Chile e Austrália, para avaliar como o vírus se espalha durante os meses de inverno.
O ministério da Saúde da Argentina registrou 26 mortes atribuídas à gripe suína, e 1.587 casos da doença.
Autoridades estão orientando as pessoas a deixarem espaços entre si nas filas para a votação nas eleições legislativas argentinas, neste domingo.
No Chile, foram registrados 6.211 casos, com 12 mortes.
Já na Austrália, o número de mortes pela gripe suína é de cinco, com 3.677 casos.
O vírus da gripe suína apareceu pela primeira vez em abril, no México, onde 116 pessoas morreram e 8.279 casos foram registrados.
No dia 11 de junho, a OMS declarou uma pandemia da doença.
Segundo a organização, já foram registrados quase 60 mil casos em 100 países, com 263 mortes.
A delegação da polícia brasileira que esteve presente na África do Sul durante a Copa das Confederações, colhendo informações que podem ajudar o Brasil a organizar o Mundial de 2014, gostou do que viu, de acordo com o chefe da Comunicação Social, Rogerio Leitão. "A África do Sul tem muitos problemas parecidos com os do Brasil e estudamos atentamente as soluções que eles encontraram", disse ele à BBC Brasil."Nós os bombardeamos com perguntas e sentimos que eles foram bastante honestos e transparentes nas respostas, o que deve nos ajudar bastante", disse.
Um relatório com as conclusões da visita deve ser finalizado nas próximas semanas, segundo ele.
Rapidez Leitão afirma que um dos pontos altos da experiência foi a rapidez com que a justiça sul-africana lidou com uma tentativa de furto sofrida por integrantes da delegação.
No início da semana, um assaltante invadiu de madrugada o quarto de hotel onde estavam hospedados na capital Pretoria dois policiais brasileiros.
"Tanto o major Almeida como o Vinícius são judocas e o dominaram rapidamente", diz Leitão.
"Isso foi um acidente, pode acontecer em qualquer lugar. Mas o impressionante foi que em menos de 48 horas tanto o assaltante como seu cúmplice já estavam julgados e condenados", disse ele.
Cada um dos dois jovens de 21 anos de idade foi condenado a cinco anos de prisão.
Balanço O ocorrido no hotel dos policiais brasileiros pode ser considerado um incidente isolado. Assim como os relatos de furto envolvendo jogadores egípcios, o lateral esquerdo do Brasil, Kleber e um integrante da delegação da Seleção.
Estes incidentes ganharam manchetes de todo o mundo, reacendendo temores de que a segurança na África do Sul, país com alta taxa de criminalidade, deixaria a desejar.
Mas o porta-voz da polícia sul-africana, o superintendente Naidu, afirmou à BBC Brasil que a segurança durante a atual Copa das Confederações está ocorrendo dentro do planejado.
"Não tivemos nenhum incidente grave", disse.
"Temos seis mil homens fazendo a segurança do torneio. Durante a Copa do ano que vem, nosso plano é contar com 41 mil policiais", disse.
Calcula-se que o investimento do governo sul-africano com segurança para a Copa do Mundo seja de cerca de R$ 320 milhões.
"Ele era um grande cantor, mas não queria ser negro", disse o faxineiro, negro Mbundi, em Johanesburgo nesta sexta-feira, um dia depois da morte de Michael Jackson. De várias partes da África surgiram homenagens ao músico morto.Na África do Sul a Fundação Nelson Mandela enviou condolências à família do ídolo e lamentou seu falecimento. "A perda será sentida por fãs em todo o mundo", disse o comunicado oficial da entidade, criada pelo primeiro presidente negro do país, para promover trabalhos sociais. Jackson foi calorosamente recebido por Mandela quando esteve no país, em 1999, para receber um prêmio por causa de sua contribuição para a música. Na ocasião, Michel Jackson doou um milhão de rends (cerca de R$ 245 mil) para a construção de um santuário para chimpanzés no zoológico de Johanesburgo.
Criticas Mas foram lembradas também ocasiões menos simpáticas ao americano como quando, em 1992, uma multidão ficou revoltada com o que percebeu ter sido uma atitude pouco educ.
Naquela época, durante uma visita à Costa do Marfim, o fato de o cantor colocar a mão sobre o nariz foi entendido como uma tentativa de não sentir algum eventual mal-cheiro.
A maior associação de Jackson com o continente, no entanto, deve permanecer sendo a canção We Are the World, co-escrita por ele 1985 e que reuniu a nata do pop americano da época. Oficialmente, o lançamento da música tinha o objetivo de arrecadar fundos para aliviar a fome que assolava a Etiópia na época. Mas o projeto inaugurou uma nova fase na música, a de astros engajados socialmente. Calcula-se que We Are the World tenha gerado cerca de US$ 50 milhões para combater a fome etíope. Mesmo assim, Jackson foi levemente criticado pelo ministro da Cultura da Etiópia, que se pronunciou sobre sua morte. "Exceto por seu comportamento pessoal, ele será lembrado como um ícone, especialmente pela canção que nos pede para tornar esse mundo melhor para as gerações futuras", disse Mahmoud Dirrir.
“Ele era um grande cantor, mas não queria ser negro”, disse o faxineiro negro Mbundi, em Johanesburgo nesta sexta-feira, um dia depois da morte de Michael Jackson.
De várias partes da África surgiram homenagens ao músico morto. Na África do Sul a Fundação Nelson Mandela enviou condolências à família do ídolo e lamentou seu falecimento.
"A perda será sentida por fãs em todo o mundo", disse o comunicado oficial da entidade, criada pelo primeiro presidente negro do país, para promover trabalhos sociais.
Jackson foi calorosamente recebido por Mandela quando esteve no país, em 1999, para receber um prêmio por causa de sua contribuição para a música.
Na ocasião, Michel Jackson doou um milhão de rends (cerca de R$ 245 mil) para a construção de um santuário para chimpanzés no zoológico de Johanesburgo.
Criticas
Mas foram lembradas também ocasiões menos simpáticas ao americano como quando, em 1992, uma multidão ficou revoltada com o que percebeu ter sido uma atitude pouco educada.
Naquela época, durante uma visita à Costa do Marfim, o fato de o cantor colocar a mão sobre o nariz foi entendido como uma tentativa de não sentir algum eventual mal-cheiro.
AP
No Quênia, homem lê sobre a morte de Michael Jackson
A maior associação de Jackson com o continente, no entanto, deve permanecer sendo a canção We Are the World, co-escrita por ele 1985 e que reuniu a nata do pop americano da época.
Oficialmente, o lançamento da música tinha o objetivo de arrecadar fundos para aliviar a fome que assolava a Etiópia na época. Mas o projeto inaugurou uma nova fase na música, a de astros engajados socialmente.
Calcula-se que We Are the World tenha gerado cerca de US$ 50 milhões para combater a fome etíope. Mesmo assim, Jackson foi levemente criticado pelo ministro da Cultura da Etiópia, que se pronunciou sobre sua morte.
“Exceto por seu comportamento pessoal, ele será lembrado como um ícone, especialmente pela canção que nos pede para tornar esse mundo melhor para as gerações futuras”, disse Mahmoud Dirrir.
A jovem iraniana Neda Aghda-Soltan, de 16 anos, foi morta por um integrante da milícia islâmica Bassidj, de acordo com um dos responsáveis pela divulgação do vídeo e que aparece nas imagens tentando socorrê-la – o médico Arash Hejadi, que conseguiu deixar o Irã. Para o iraniano, que deu uma entrevista à BBC na Grã-Bretanha, não há dúvidas de que a morte da jovem, que segundo o noivo estava a caminho de uma aula de música, foi "um crime".Ele afirma que a multidão chegou até a prender o homem que teria disparado contra Soltan.
No entanto, por não saber o que fazer com ele, acabaram o libertando, embora tenham ficado com sua carteira de identidade.
"Eles estavam com medo de se expor à polícia então o deixaram ir embora. Eu não conheço essas pessoas, mas sei que existem pessoas lá que sabem quem este homem é", afirmou.
Paulo Coelho A participação de Arash veio à tona graças ao seu amigo brasileiro, o escritor Paulo Coelho, que preocupado com a saúde do iraniano, divulgou uma troca de emails em seu blog.
O médico, que ajudou o amigo que filmou a cena a divulgar as imagens na internet, afirma que não conhecia a moça, mas coincidentemente, estava a cerca de um metro dela quando ela foi atingida.
"Ouvi um barulho e perguntei para o meu amigo que estava do meu lado: 'O que é isso, é um tiro?' Ele disse: 'não, eles disseram que estão usando balas de borracha'. De repente eu me virei e vi sangue espirrando do peito dela. Ela estava em estado de choque, só olhando para o próprio peito, que sangrava muito, e aí ela caiu", contou Arash.
"O sangue estava se esvaindo do corpo dela e eu tentei fazer pressão sobre a ferida para parar o sangramento, mas não tive sucesso, e ela morreu em menos de um minuto." O médico também admitiu que depois de ter tentado salvá-la, sentiu muito medo. "Aquela bala poderia ter me atingido. A pessoa que atirou ainda poderia estar lá. Foi a primeira vez que eu realmente senti medo da morte e me senti mal por isso, já que ela estava morta." O médico disse ainda que as autoridades do Irã proibiram a família de de realizar um funeral público. A jovem foi enterrada no domingo, no cemitério Behesht-e-Zahra, na zona sul de Teerã.
O volume extraordinário de buscas pelo nome do cantor Michael Jackson na internet levou o Google a interpretar esse fenômeno como um "ataque cibernético". Em vez de uma lista de resultados, milhões de usuários que digitaram o nome de Michael Jackson na barra do site se depararam com a mensagem de erro "sua consulta é semelhante a solicitações automatizadas de um vírus de computador ou aplicativo spyware".
"É verdade que entre aproximadamente 14h40 (horário local) e 15h15 (horário local), usuários do Google News tiveram dificuldade de acessar os resultados das buscas para consultas relacionadas a Michael Jackson e viram a página de erro", confirmou à BBC o porta-voz do Google, Gabriel Stricker. Por volta dessa hora, o cantor estava sendo declarado morto em um hospital de Los Angeles.
Lentidão na rede
O volume de buscas na internet por notícias sobre Michael Jackson causou uma série de lentidões. A Keynote Systems, que monitora o tráfego na rede, registrou problemas de desempenho em sites de notícias, como AOL, CBS, CNN, MSNBC e Yahoo.
"A partir das 2h30 horário local, a velocidade média de download em sites de notícias dobrou de menos de quatro segundo para quase nove segundos", disse ao site Data Center Knowledge o diretor de operações externas da empresa, Shawn White. "No mesmo período, a média de disponibilidade dos sites caiu de quase 100% para 86%."
Outros sites registraram panes. Entre eles estão o TMZ, especializado em fofocas e celebridades, que saiu do ar devido à quantidade de tentativas de acesso à sua notícia exclusiva de que paramédicos haviam sido chamados à casa de Michael Jackson, e a página do jornalista de fofocas e celebridades de Hollywood Perez Hilton.
Rivalizando com Irã
O serviço de 'microblogging' Twitter disse que sofreu uma pane com alto volume de pessoas utilizando o aplicativo ao mesmo tempo. As consultas em relação a Michael Jackson saltaram para o topo da lista.
Antes da pane, afirmou o Twitter, a expressão "Michael Jackson" aparecia em mais de 66,5 mil atualizações. Na tarde da quinta-feira, segundo dados da Trendrr, que monitora atividades em sites sociais, o número de posts contendo "Michael Jackson" no Twitter já superava 100 mil por hora.
Este volume coloca a morte de Michael Jackson ombro a ombro com os protestos iranianos, cujas atualizações chegaram a 100 mil por hora no Twitter no dia 16 de junho, subindo depois para 220 mil por hora.
Logo após o anúncio da morte do cantor, houve uma corrida a sites como o Wikipedia, à medida que os autores dos verbetes se apressavam para fazer mudanças e correções nos textos, em meio ao volumoso acesso dos fãs.
Relembre as fases da carreira de Michael Jackson; veja o vídeo:
Uma cobra píton de dois metros de comprimento que havia sido roubada no início da semana do Departamento de Conservação do Meio Ambiente (DEC, na sigla em inglês) do Estado da Austrália Ocidental foi encontrada por ter engolido um woylie - animal nativo em risco de extinção também conhecido como canguru-rato - que usava um colar rastreador eletrônico. A píton tinha sido levada ao DEC justamente por ter engolido o animal, que fazia parte de um grupo de woylies que estava sendo monitorado por especialistas do centro.Mas, de acordo com Emma de Burgh, responsável pelas Relações Públicas do DEC, ladrões invadiram o local com a intenção de roubar objetos valiosos e, "quando viram a cobra de dois metros devem ter se interessado em levá-la". Segundo o DEC, funcionários do centro encontraram a cobra após captar o sinal do aparelho a cerca de dois quilômetros de distância do local do roubo.
Os bandidos não sabiam que o réptil tinha engolido um animal rastreado eletronicamente pelo departamento. O woylie é um marsupial de pequeno porte, hábitos noturnos e em perigo de extinção desde que sua população declinou 90% em 2001. O animal engolido fazia parte do projeto do DEC que investiga a causa da súbita diminuição na população de woyliesA cobra foi encontrada dentro de um pequeno aquário na lavanderia da casa de um homem de 30 anos suspeito de comprar produtos roubados. O acusado está sendo investigado pela polícia local.
A cobra será solta no habitat natural depois que digerir o marsupial e os técnicos resgatarem o aparelho.
O guru Uri Geller, amigo íntimo de Michael Jackson, disse nesta sexta acreditar que o estresse físico e mental em antecipação à "megatemporada" de 50 shows do cantor em Londres "fez o seu coração parar". "Não sou médico, mas acho que isso fez o seu coração parar", disse Geller à BBC. "Essa turnê de 50 shows era simplesmente assustadora."
Michael Jackson havia anunciado que faria a partir do dia 13 de julho, em Londres, os últimos 50 shows de sua carreira. As apresentações em bloco, concentradas neste verão na arena O2, no leste da capital britânica, marcariam a volta de Michael Jackson aos palcos após dez anos sem realizar shows.
A última turnê havia sido entre 96 e 97, quando Michael fez 82 shows com o espetáculo "HIStory" em 58 cidades. Seu último álbum com material original foi lançado em 2001.
Nesta sexta-feira, o amigo do cantor disse acreditar que "a antecipação, os níveis de estresse, a ansiedade para o que viria em Londres" não foi saudável para o ídolo pop de 50 anos.
Uri Geller, que vive na Grã-Bretanha e teve Michael Jackson como padrinho de casamento, disse ainda que o cantor certa vez descreveu a si mesmo como "um homem muito solitário".
As declarações foram dadas a diferentes programas de rádio e televisão da BBC de sua casa em Sonning, no condado inglês de Berkshire. Em uma das entrevistas, Uri Geller comentou a relação de Michael Jackson, que foi julgado sob acusação de abusar sexualmente de um garoto adolescente, com menores de idade.
Em outro momento, o guru falou sobre a conturbada relação do cantor com a mídia, afirmando que a imprensa e as tevês "adoravam" colocá-lo "em um pedestal", para em seguida "destruir o pedestal".
Leia a seguir o que Geller falou sobre vários aspectos da vida de Michael Jackson:
A megaturnê em Londres
"Essa turnê de 50 shows era simplesmente assustadora, 50 shows para qualquer estrela, para qualquer superestrela, é algo imenso. Eu não entendo por que ele decidiu fazer isso consigo mesmo. Aparentemente ele queria provar para o mundo que ele é o número um, que ele ainda é Michael Jackson, que ele ainda poderia fazer um "Thriller", que ele conseguiria. E, sabe, acho que a antecipação, os níveis de estresse, a ansiedade para o que viria em Londres era tão grande, acho, que isso – bem, não sou médico – mas acho que isso fez o seu coração parar."
O "gênio solitário"
"A pessoa que eu conheci foi um gênio, foi um ícone, um ídolo, mas também um ser humano, um ser humano incompreendido. Eu nunca vou esquecer um dia em que ele estava aqui em Sonning, na minha casa. Nós estávamos sós na sala e eu olhei para ele e perguntei: 'Michael, você é um homem solitário?' Ele me olhou, e segundos e mais segundos se passaram, até que ele disse: 'Uri Geller, sou um homem muito solitário'. De certa forma aquilo disse tudo: ele era tão incrível, tão único à sua própria maneira, no que fazia, sua música, sua personalidade, a celebridade. A bizarrice, às vezes a estranheza nele"
A relação com menores
"Em algumas ocasiões eu cheguei a gritar com ele, disse a ele para simplesmente não fazer coisas que eu achava que estavam manchando sua reputação, embora eu, em todos os anos que o conheci, nem por uma fração de segundo acreditei que algumas das acusações que estavam sendo levantadas contra eles eram verdadeiras. Mas ele era uma criança e não entendia essas coisas. Quando eu disse a ele furiosamente 'Michael, você não pode trazer crianças para a sua cama', ele apenas olhou para mim e, bem, ele era uma criança de coração, preso em um corpo de adulto."
A relação com a mídia
"O mundo inteiro sabia de Michael Jackson. Ele era um bom pai. Muitas vezes eu estive presente quando ele estava com as crianças, e ele era humilde, era carinhoso, era generoso, mas sim, era incompreendido. A imprensa adorava destruí-lo, a mídia o colocava em um pedestal e depois destruía o pedestal. Portanto, sim, ele era muito polêmico, ele viveu um inferno, viveu um inferno muitas vezes, especialmente durante o caso na Justiça e com tudo o que estava sendo dito sobre ele."
Relembre as fases da carreira de Michael Jackson; veja o vídeo:
Celebridades estão usando suas páginas pessoais no site de comunicação instantânea Twitter para deixar mensagens de homenagem ao cantor Michael Jackson, morto na quinta-feira em Los Angeles.
Jackson também é tema de seis dos dez tópicos mais acessados do site na manhã desta sexta-feira, reunindo centenas de milhares de mensagens de fãs.
Aqui, algumas das frases deixadas pelas celebridades:
"Perdemos um grande artista e ícone pop. Estou pensando e orando pela família, os amigos e os fãs de Michael Jackson." Arnold Schwarzenegger, governador da Califórnia.
"Estou abalada. Meu amigo Michael Jackson morreu." Jane Fonda, atriz.
"Descanse em paz, Michael Jackson. Minhas orações e meus sentimentos a ele e sua família. Vocês não estão sozinhos." Lindsay Lohan, atriz.
"Não consigo encontrar palavras para expressar o quanto estou profundamente triste pela morte de Michael. Perdemos um gênio e um verdadeiro embaixador não só da música pop mas de todo o mundo da música." Justin Timberlake, cantor, em seu site, através de link no Twitter.
"Michael Jackson mora para sempre no meu coração. Nunca me esquecerei do dia em que ele veio me visitar no estúdio e eu toquei para ele." Wyclef Jean, cantor e compositor, ex-integrante do The Fugees.
"Estou muito triste pela perda de Farrah Fawcett e Michael Jackson. Sinto especialmente pelos filhos deles." Demi Moore, atriz.
"Descanse em paz. Meus desejos de amor e luz para sua família e seus amigos, mas principalmente para suas crianças." Ashton Kutcher, ator.
"Meu Deus. Michael Jackson. Pobre alma castigada." Stephen Fry, ator.
"Aos paparazzi e à grande imprensa: por favor, deixem em paz a família Jackson. Por favor. Não precisamos ver fotos e vídeos deles agora." Perez Hilton, blogueiro e comentarista de celebridades.
Relembre as fases da carreira de Michael Jackson; veja o vídeo:
Michael Jackson era uma presença que se destacava no mundo da música pop - um gigante que ficava ombro a ombro com artistas como Elvis, Beatles e Frank Sinatra. Suas habilidades como cantor, compositor e arranjador foram, por vezes, ofuscadas por sua excentricidade, mas seu legado sem dúvida serão as canções que ele gravou.
Leia abaixo uma seleção de suas canções mais memoráveis:
I WANT YOU BACK - 1969
Michael Jackson emplacou seu primeiro hit quando tinha apenas 11 anos, com este clássico da Motown, gravado com seus irmãos, no grupo Jackson 5. A performance vocal pirotécnica do menino foi uma revelação - gritando e gemendo com intensidade infantil, enquanto pedia à sua namorada para lhe dar "one more chance" (mais uma chance). Em 2004, ele ficou em 120º lugar na lista das 500 maiores músicas de todos os tempos da revista Rolling Stone.
BILLIE JEAN - 1982
De forma bizarra, essa faixa funk que definiu uma era não foi o primeiro single do álbum Thriller a ser lançado - uma honra que foi para o açucarado hit The Girl is Mine, duo com Paul McCartney. A canção é reconhecível logo no primeiro ataque da bateria, algo premeditado - o produtor Quincy Jones disse a seu engenheiro de áudio para criar um som de bateria como jamais havia sido feito antes.
A composição de Jackson é uma aula magna de economia musical - a faixa inteira contém pouco mais que uma linha de baixo suja e embaçada, a batida memorável e a voz em staccato, quase enlutada, do cantor.
A letra, aliás, se refere a uma experiência que Jackson teve na vida real, com uma fã que dizia que ele era pai de seus filhos gêmeos. A insanidade rondando sua música se tornaria mais e mais comum nos anos vindouros.
BEAT IT - 1983
Mas antes disso Michael Jackson cruzou algumas outras fronteiras musicais. A melodia incrivelmente pop e os riffs roqueiros de Beat It agora parecem uma combinação óbvia. Mas um artista de R&B trabalhando em conjunto com o deus da guitarra Eddie Van Halen em 1983 era quase uma revolução. "Queria escrever uma canção, um tipo de música que eu compraria se tivesse que comprar uma canção de rock", disse Jackson. "Foi assim que cheguei à canção (Beat It) e queria que os meninos realmente gostassem, tanto as crianças de escola quanto as da faculdade".
Vinte e seis anos mais tarde, a influência do caldeirão cultural de Jackson pode ser ouvida em misturas de rap com rock do Linkin Park e nas guitarras esmagadoras usadas por criações do pop como Katy Perry.
THRILLER - 1984
Considerada uma das canções-emblema de Michael Jackson, Thriller foi, na verdade, escrita pelo britânico Rod Temperton. Entretanto, o assunto em questão era perfeito para a estrela de 24 anos. Além de obcecado com o filme de horror hiperrealista "Um Lobisomem americano em Londres", a letra da canção refletia um período de turbulência na vida do astro.
Os pais de Jackson ameaçavam se separar, ele estava mais exposto na mídia do que nunca e estava envolvido com uma alegação de paternidade. Quando ele canta "eles estão lá for a para te pegar", é isso que ele quer dizer.
Apesar de a canção ser mais lembrada por seu videoclipe, a música é também uma das faixas mais musicalmente inventivas de Jackson - dos efeitos assustadores à la filme B ao rap medonho com a voz de Vincent Price.
MAN IN THE MIRROR - 1988
"I'm starting with the man in the mirror / I'm asking him to change his ways / And no message could have been any clearer / If you wanna make the world a better place / Take a look at yourself, and then make a change."
Outra canção que parece se referir ao estado de espírito de Jackson, Man in the Mirror é também um de seus singles mais bem recebidos pela crítica. A voz de Jackson é pouco mais que um suspiro quando a música começa. Ele parece vulnerável, alquebrado e inseguro, quando diz a si mesmo "Eu vou mudar". Mas à medida que a música cresce, também cresce sua força de vontade.
No fim da faixa, ele é apoiado por um coro gospel, gritando seu mantra com toda a força de sua voz, enquanto a bateria estala o chicote que ele parecia estar usando para se flagelar.
BLACK OR WHITE - 1991
Descrita pela gravadora de Jackson como "uma canção rock'n roll sobre harmonia racial", Black or White foi um dos maiores hits de rádio dos anos 1990. A música era um tributo à habilidade do cantor de misturar gêneros musicais - neste caso hard rock, dance, pop e rap.
A letra é talvez menos provocativa do que Jackson queria - "se você está querendo ser minha garota não importa se você é negra ou branca" não chega exatamente perto do discurso "I have a Dream" de Martin Luther King - mas deu a Jackson outra oportunidade de cutucar as críticas sobre seu tom de pele.
Sua vontade de se apropriar de batidas do hip-hop o colocam à frente de muitos de seus contemporâneos, cada vez mais deixados para trás por bandas como Public Enemy e NWA.
Relembre as fases da carreira de Michael Jackson; veja o vídeo:
Entendo muito pouco de banco. Na minha mocidade, como todo mundo, andei passando um ou outro cheque sem fundo nos dias de azar no pôquer.Voltavam, eu pedia desculpa, pagava quando podia, e nunca – conforme se dizia – nunca um dos meus bravios cheques voadores "foi pro pau", como me ameaçavam os parceiros de menor intimidade.
Os bancos eram sérios, verdadeiros templos em que se podia contemplar os mistérios da vida e da morte enquanto se ficava na fila esperando a vez de entregar o cheque ao portador (eu ganhava nas cartas também, uai!), aquele suspense de saber se teria ou não fundos.
Os bancos tinham fundos. Muitos fundos. Mas não se falava nisso na época. Empinávamos papagaios para pagar as despesas com noites alegres e mulheres falsas, pois nem só de carteado vive o homem.
Ainda se fala "empinar papagaio"? É fazer uma promissória. Pegava-se um amigo como avalista e lá íamos para o banco em que o diretor geral (não darei o nome) era um tipo finíssimo, mestre da arte de relações públicas. Nunca um jornalista (sem diploma, feito agora) saiu de seu escritório na Rio Branco com as mãos abanando.
O "cinema novo" foi praticamente financiado naquele escritório de cheiro gostoso de couro e a secretária mais que eficiente (também não digo o nome) que cuidava de todos os nossos problemas. Hoje, o amigo avalizava. Amanhã, avalizávamos o amigo. Ás vezes, até no mesmo dia e hora.
No meu trabalho - publicitário, redator -, escrevi muito anúncio para banco. Desse mesmo banco, aliás. Ao contrário de meu texto para lojas de eletrodomésticos, minha conversa com a máquina de escrever era sincera. Não mentia. Aquele banco, aquele banqueiro, a secretária, o gerente na outra sala, era o que havia de melhor, de mais garantido, de mais honesto.
Eu disse que não tinha diploma de jornalista. Tampouco de economista. Não possuía sequer – e abro o jogo mostrando o blefe – os conhecimentos rudimentares sobre como a coisa funcionava: aquele imprescindível toma-lá dá-cá das grandes jogadas de nossa sociedade capitalista. Na hora de protestar (nada a ver com cartório), eu pedia mais um chope e, junto com minha turma, aguardava a hora da revolução redentora. A outra. Não aquela que acabou vindo.
Agora que estou velho e só jogo pôquer no computador e mesmo assim com dinheiro de mentirinha, vejo as coisas mais claramente. Banqueiros. São todos uns safados. Estão aí o que nem se pode chamar de escândalos mas sim de contos do vigário. Aí nos Estados Unidos e aqui no Reino Unido.
Deram, os bancos e seus banqueiros, uma rasteira feia no povão, levando seu rico dinheirinho e abocanhando suas poupanças. Saiu tudo incólume. Continuam botando suas bancas em escritórios luxuosos e cheirosos, cercados de secretárias lindas, simpáticas e eficientes. Ninguém caiu do cavalo e continuam incólumes montados na burra do dinheiro. (Ainda se fala em "burra do dinheiro"?) Quem pagou o pato (ainda…etc) fomos nós. Ou melhor, quem investiu suas economias e acumulou com sacrifício uma poupança para essas simpatias, essa gente boa, administrar. Comigo não, violão. (Ainda se…) Eu só confiei num banco e num banqueiro: aquele da avenida Rio Branco. As libras, não muitas, foram todas bonitinho para o colchão que eu não sou besta. Além do mais, aprendi que, não sendo banqueiro, é mais conveniente não passar cheque sem fundo.
Daí então que o assunto desta semana aqui no Reino Unido foi o acordo que o Royal Bank of Scotland (o RBS), que deu um trambique firme nestes ilhéus daqui, encontrou um novo executivo para limpar o nome da por agora desonrada instituição. Os fatos estão aí: o RBS foi o banco que mais perdeu dinheiro no mundo inteiro. Foi para o Livro Guinness dos Recordes.
O contemplado com a gostosa tarefa de levantar moral e fundos do RBS foi uma figurinha por nome Stephen Hester, que, de estalo, recebeu a garantia de levar uma nota no valor de uns 15 milhões de dólares para cumprir um serviço público, uma vez que 70% do RBS pertencem ao público.
Isso é pinto perto do outro escândalo que correu e corre por aqui este ano, o das mordomias. É, aquele da malversação de fundos por parte dos parlamentares. Segunda a mui lida e influente colunista Polly Toynbee, as pessoas estão "incandescentes" com a cobiça indiferente dos banqueiros.
Estou esperando a passeata de protestos. Parece, no entanto, que estão todos em Wmbldn, torcendo por um escocês, depois de séculos, ter seu nome inscrito na famosa taça. E por falar em Wmbldon, esse banqueiro que vai dar um "jeito" no RBS, o Stephen Hester, pegou uma verba de quase 500 mil dólares só para entreter hóspedes de real valor no Torneio. Um homem pragmático.
Bom mesmo era empinar um papagaio de 20 contos nos bons tempos em que os banqueiros eram mais esclarecidos, mais honestos e, importantíssimo, amigões do peito.
A Agência Nacional de Segurança nos Transportes dos Estados Unidos (NTSB, na sigla em inglês) anunciou, na noite de quinta-feira, que está investigando dois incidentes recentes envolvendo aviões Airbus A330 - sendo um deles da TAM. O voo da companhia aérea brasileira que está sendo investigado fez a rota entre Miami e São Paulo no dia 21 de maio.
O outro incidente teria ocorrido na última terça-feira, entre Hong Kong e Tóquio, em um voo operado pela Northwest Airlines, que pertence à companhia americana Delta.
Nos dois casos, o sistema de sensores de velocidade apresentaram falhas durante o voo - um problema que se suspeita ter ocorrido com o Airbus A330 da Air France que caiu no Oceano Atlântico no último dia 31 de maio, com 228 pessoas a bordo.
Sistema de back-up
Segundo um comunicado da NTSB, citado pelos principais jornais americanos, os pilotos do avião da TAM inicialmente "perceberam uma queda abrupta na temperatura externa indicada, seguida de uma perda das informações de velocidade primária e altitude, que durou cerca de cinco minutos".
Ainda de acordo com a agência americana, o piloto automático se desconectou e a tripulação brasileira teve de recorrer a instrumentos de back-up durante alguns minutos.
Já o voo da Northwest Airlines viveu "um incidente possivelmente semelhante", disse o comunicado da NTSB, que não forneceu mais detalhes sobre este voo. Não houve feridos nem danos às aeronaves nos dois casos.
Troca
Após o acidente do dia 31 de maio, a Air France anunciou que ia acelerar o programa de trocas do sensores de velocidade de sua frota de A330 e A340, iniciado em abril.
A Airbus informou, em entrevista à BBC Brasil, que os novos sensores de velocidade dos aviões da empresa já estavam disponíveis desde 2006 e que uma recomendação para a troca desse equipamento também havia sido feita no mesmo ano, apesar de não ser obrigatória.
Os sensores, chamados "Pitot", medem a pressão do ar e permitem informar a velocidade do avião. Os cálculos da velocidade são utilizados por vários sistemas do avião. Os modelos A330 possuem três sistemas "Pitot" independentes.
Segundo a agência de notícias americana Bloomberg, nos Estados Unidos, as companhias United Airlines, Delta e US Airways, além da irlandesa Air Lingus, teriam anunciado que acelerariam a troca dos sensores suas frotas de Airbus.