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Ataques coordenados com carros-bomba matam 27 pessoas em Bagdá

Uma série de ataques com carros bomba deixou pelo menos 27 mortos e 53 feridos em mesquitas xiitas de Bagdá, capital do Iraque. Segundo a correspondente da BBC em Bagdá, Natala Antelava, os ataques que atingiram os templos xiitas foram claramente bem coordenados.Seis bombas explodiram quase simultaneamente no momento em que os fiéis começavam a sair das mesquitas depois das orações de sexta-feira, nas regiões norte, leste e sudeste de Bagdá.

A correspondente afirma que o número de mortos e feridos ainda pode aumentar e já está claro que este foi um dos piores ataques nas últimas semanas no Iraque.

As explosões ocorrem exatamente um mês depois de os soldados americanos se retirarem de cidades em todo o Iraque, entregando a segurança nestes locais para as forças iraquianas.

31/07/2009 09:37 AM

Comunidades tradicionais da Amazônia temem perder espaço com nova lei

A migração em massa para a Amazônia é coisa relativamente nova - iniciada com os grandes programas de colonização dos anos 70. Mas, já naquela época, viviam espalhados pela selva grupos indígenas, vilas remanescentes de antigos quilombos, seringueiros e populações ribeirinhas vivendo da pesca e da agricultura de subsistência.Essas são as chamadas comunidades tradicionais da Amazônia, que temem perder ainda mais espaço com a regularização fundiária da região proposta pelo governo.

"O governo está mais preocupado em regularizar as madeireiras e as fazendas porque quer lucro. Nós queremos que o governo respeite a Constituição e dê prioridade à demarcação de terras indígenas", diz o cacique Gedeão Monteiro, presidente do Conselho Indígena Tapajós Arapiuns (Cita), que reúne comunidades da região de Santarém, no Pará.

A Constituição Federal determina que as comunidades tradicionais têm prioridade na demarcação das terras da Amazônia, mas o processo pode se prolongar, uma vez que exige pesquisas e laudos antropológicos. Com isso, aumentam os riscos de terras indígenas ou quilombolas acabarem como propriedades privadas.

Um bom exemplo dessa situação confusa é a Gleba Nova Olinda, na região de Santarém. Em 1994, o governo do Pará assentou nesse território um grupo de 24 fazendeiros e madeireiros.

Eles receberam o título como uma compensação por terra desapropriada na região de São Félix do Xingu, também no Pará. A terra em São Félix havia sido comprada regularmente pelos empresários, mas eles tiveram que ser retirados de lá quando a área foi declarada território indígena.

"Não vamos rever nada do que foi feito pela administração anterior, a não ser que haja ordem judicial. E congelamos a destinação de qualquer outra área da gleba até que a União defina o que é terra indígena", disse o assessor-chefe da presidência do Instituto de Terras do Pará (Iterpa), Girolamo Treccani.

"Longe de nós desrespeitar os direitos de comunidades tradicionais, mas precisamos que os órgãos competentes definam logo quais são estes territórios para que possamos dar destino às outras áreas. Com essa indefinição, fica impossível fazer uma política de terras no Estado", reclama.

Posse
Na gleba Nova Olinda, vivem 14 comunidades tradicionais, sendo três delas indígenas e o restante de outras populações ribeirinhas, em um total de quase 600 pessoas. Eles acreditam ter direito de posse coletiva sobre todos os mais de 180 mil hectares da área por ora pertencente ao governo do Estado do Pará - na maior parte, ainda sem destinação definida.

"Eles estão levando nossas terras, nossa madeira, nossas plantas frutíferas e medicinais. Os igarapés estão secando e muitas fontes de água foram cercadas", reclama o segundo cacique de uma das aldeias, Odair José Borari. "Aquela terra é nossa, e queremos que o governo faça logo a demarcação para que possamos nos defender e defender nosso espaço", diz.

Borari já foi agredido e ameaçado de morte, supostamente por fazendeiros e madeireiros, e chegou a passar algum tempo em um programa de proteção do governo do Estado que fornece escolta para líderes de movimentos sociais sob risco de assassinato. "É verdade que a pressão dos movimentos indígenas sobre o governo é forte, mas a dos madeireiros é mais forte ainda", diz o cacique.

O vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Santarém, Manuel Santos Matos, diz que para essas comunidades é difícil lutar por direitos, por conta do isolamento e da falta de recursos.

"São comunidades que vivem a dez ou 12 horas de barco de Santarém. Mesmo aqui, não há uma agência da Funai, e o Incra planeja transformar sua gerência regional em um escritório de representação. É muito caro para nós ficarmos indo todo o tempo a Belém ou a Brasília", afirma Matos.

Por conta dessas dificuldades, o sindicalista diz temer que a lei criada a partir da MP 458 acabe servindo para oficializar invasões de terras que pertencem a comunidades tradicionais, mas que ainda não tiveram esse reconhecimento oficial.

Gedeão Monteiro diz que o governo também propôs a concessão de lotes individuais aos índios, ao invés de demarcar a terra indígena em um conjunto.

"A maioria das comunidades aceitou, mas nós não quisemos isso. Se os índios aceitam, muita gente vai ficar tentada a vender a terra quando os fazendeiros oferecerem dinheiro", diz.

"Tem muita gente que nem imagina quanto é R$ 20 mil e acaba vendendo seu pedaço de terra por uma oferta qualquer porque acha que aquele dinheirão nunca vai acabar. Só que essa pessoa tem que ir para cidade e, em geral, um ou dois anos depois já está sem nada e morando em alguma favela ou periferia."

31/07/2009 09:30 AM

Cacique diz que índios da Amazônia precisam de 'guerreiros políticos'

Odair José Borari só saiu pela primeira vez de sua aldeia aos 14 anos de idade. "Meu pai não deixava nem a gente ir para perto do rio porque os portugueses estavam lá", diz."Portugueses" é como os índios da aldeia Borari se referem aos não índios por força de uma tradição secular. "Claro que a gente sabe que não são mais portugueses, já tem muito tempo, mas é ainda assim que o povo fala", diz ele, que hoje é o segundo cacique (o próximo na linha de sucessão para chefiar a comunidade) em sua aldeia, a 14 horas de barco da cidade de Santarém, no Estado do Pará.

Mas Odair José - mais conhecido como Dadá Borari - conta que decidiu enfrentar o mundo dos "portugueses" e foi para a cidade estudar e buscar mais formação para se tornar um "guerreiro político".

"Temos os guerreiros que ficam na aldeia e que cuidam de nosso povo, mas precisamos também formar cada vez mais guerreiros políticos, que possam vir aqui para fora e lutar por nossos direitos", diz.

ViolênciaDadá chegou a ser vice-presidente do Conselho Indígena Tapajós Arapiuns e, por conta da militância, afirma ter sentido na pele a violência, comum em questões fundiárias no Pará.

"Os madeireiros me pegaram e me deixaram por muitas horas amarrado no mato, me ameaçando com armas de fogo e me humilhando. Mas, daquela vez, eu senti que não queriam me matar, queriam só me deixar com medo para eu abandonar a luta", disse.

"Mas isso não funcionou. Essa violência só me fez ter mais certeza de que preciso defender os direitos de meu povo", afirma.

Ele chegou a receber uma escolta policial, dentro de uma programa do governo do Estado de proteção a militantes de movimentos sociais ameaçados de morte. Mas diz que não teve certeza de que poderia confiar nos policiais que foram enviados e acabou abrindo mão da proteção. "Recentemente, fui novamente ameaçado de maneira direta por madeireiros e fazendeiros. Preciso de novo de escolta policial, mas até agora o Estado ainda não concedeu", reclama.

Ao lado da militância política, Dadá Borari também é professor na escola de sua comunidade. Com um grupo de mais de 90 professores, ele participava de um curso de formação, em Santarém, quando conversou com a reportagem da BBC Brasil.

"É com educação que vamos poder formar cidadãos mais prontos a lutar pelos seus direitos também entre os índios", avalia.

31/07/2009 09:23 AM

Garoto de sete anos "foge" em carro dos pais

Moradores da pequena cidade de Plain City, no Estado americano de Utah, ainda estão falando sobre o que aconteceu no último domingo quando um garoto de sete anos que não queria ir à igreja roubou o carro dos pais e saiu para uma volta.

 

A polícia disse que a calma manhã de domingo foi interrompida por telefonemas sobre um motorista pouco cuidadoso dirigindo pela cidade. Os policiais encontraram o carro perto de uma escola e o seguiram por dez quarteirões.

O menino acabou dirigindo de volta para casa. Os investigadores dizem que o garoto é muito jovem para ser indiciado e que esperam que os pais fiquem de olho nele a partir de agora.


Menino de sete anos fugiu com o carro dos pais / Reprodução

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31/07/2009 09:05 AM

Brhadaranyakopanishadvivekachudamani batiza filho com mesmo nome

Um mexicano tem o nome mais comprido do país e provavelmente um dos mais exóticos do mundo: Brhadaranyakopanishadvivekachudamani Erreh Muñoz. "Brhada", como o chamam os seus amigos, é veterinário no Estado de Coahuila, no norte do México.Ele diz que carrega seu nome de 36 letras com muito orgulho. Tanto que passou o nome para o seu filho, apenas com uma pequena variação. A mudança está no sobrenome, que foi fundido em uma palavra só: Errehmuñoz.

A família do mexicano tem um histórico de nomes estranhos. O pai de "Bhrada" chama-se José Refugio. O nome foi uma homenagem à Virgem do Refúgio, já que José foi o único sobrevivente entre cinco irmãos que morreram quando bebês.

Como José não gostava do sobrenome Refugio, passou a assinar apenas como José R. Assim surgiu o apelido "R", transformado posteriormente em "Erreh", que segundo José é também uma sigla para "esposo, refúgio, rosário, esposa, 'hijo' ('filho' em espanhol)".

'Meu nome é para sempre'
Mas José não parou aí. Ele resolveu dar ao seu filho o nome de Brhadaranyakopanishadvivekachudamani, que nada mais é do que a combinação do nome de dois filósofos hindus.

José disse que não sabia qual dos nomes dos filósofos escolher, e acabou decidindo unir os dois.

"Bhrada" disse à BBC que o nome do primeiro filósofo significa "o homem que se converte no que faz". Já o segundo nome, aparentemente, não tem nenhum significado muito preciso.

Ele afirma que nunca teve grandes problemas com o nome. O maior incômodo foi a necessidade de um ofício especial, para permitir que o nome completo fosse colocado no título eleitoral e na carteira de motorista.

Muñoz conta ainda que sua família não tem nenhuma relação com a Índia ou com a religião hindu, e que ele decidiu dar o nome ao seu filho para seguir a tradição iniciada pelo pai.

O México tem um histórico de nomes estranhos. Há registros de pessoas chamadas "Zolia Vaca del Campo", "Hitler" e "Michael Jackson".

Uma mulher nascida em 22 de abril de 1914 está registrada com mais de 30 sobrenomes. María Saldivar chama-se, oficialmente, María de la Asunción Luisa Conzaga Guadalupe Refugio Luz Loreto Salud Altagracia Cármen Matilde Josefa Ignacia Francisca Solano Vicenta Ferrer Antonia Ramona Agustina Carlota Inocencia Federica Gabriela de Dolores de los Sagrados Corazones de Jesús y de María Saldivar y Saldivar.

O Registro Oficial do Estado de Coahuila começou uma campanha chamada "Meu nome é para sempre", para que as pessoas não ponham nomes estranhos em seus filhos.

No entanto, as autoridades reconhecem que muitas pessoas com nomes estranhos são felizes assim. Hegel Cortés, diretor do Registro, disse à BBC que para que as pessoas possam mudar de nome após o nascimento, elas precisam provar que existe algum problema ou discriminação.

Entre os nomes considerados "normais", os mais comuns nos nascimentos recentes na capital mexicana são Fernanda e Valeria, para meninas, e Diego e Santiago, para meninos.

31/07/2009 09:04 AM

Crise mundial custou US$ 10 trilhões aos governos, diz FMI

A crise econômica mundial já custou aos governos mais de US$ 10 trilhões, segundo informações do Fundo Monetário Internacional (FMI).

 

O órgão afirma que os países ricos ofereceram, juntos, US$ 9,2 trilhões em ajuda ao setor financeiro, enquanto as economias emergentes gastaram um total de US$ 1,6 trilhão.

Cerca de US$ 1,9 trilhão foi concedido na forma de adiantamentos, enquanto o restante é representado por garantias e empréstimos.

Os governos devem recuperar a maioria dessas quantias quando a economia mundial se reestabilizar, mas os grandes déficits vão permanecer.

Déficit

O FMI também está revisando suas estimativas do custo da crise para os orçamentos governamentais.

A entidade agora afirma que os países mais ricos do G-20 vão sofrer um déficit orçamentário de 10,2% do PIB em 2009 - o maior resultado negativo para a maioria dessas nações desde a Segunda Guerra Mundial.

Os maiores déficits projetados estão nos Estados Unidos, com 13,5% do PIB, na Grã-Bretanha, com 11,6%, e no Japão, com 10,3%.

Em 2010, no entanto, a Grã-Bretanha deve ter o maior déficit do G-20, com 13,3% do PIB, comparados com 9,7% estimados para os Estados Unidos.

O aumento nos déficits orçamentários foi provocado por uma combinação da gravidade da crise, que derrubou a arrecadação dos governos, e as medidas de estímulo introduzidas por alguns países para tentar incentivar a recuperação da economia.

O FMI estima que os países do G-20 vão implementar planos de estímulo no valor de 2% de seu PIB em 2009, e 1,6% em 2010, mas diz que será difícil medir a eficiência dessa iniciativa.

Apesar disso, o órgão afirma que esses planos já tiveram um grande efeito em limitar a recessão.

Segundo o FMI, esses gastos incentivaram o crescimento dos países do G-20 com taxas entre 1,2% e 4,7% neste ano.

A entidade acredita que o aumento de gastos é mais eficiente que a redução dos impostos para incentivar a demanda, e que isso funciona melhor se aplicado em conjunto com uma política monetária mais flexível e de maneira coordenada em todo o mundo.

Longo prazo

Os dados do fundo mostram ainda a extensão dos danos de longo prazo a crise está provocando para as finanças públicas.

O órgão estima que até 2014, a dívida dos governos alcance 239% do PIB no Japão, 132% na Itália, 112% nos Estados Unidos, e 99,7% na Grã-Bretanha.

Proporcionalmente, no entanto, o aumento na Grã-Bretanha é o maior - com a dívida mais que dobrando em relação aos 44% de 2007.

Agências de classificação de risco alertaram recentemente que poderiam ser forçadas a rebaixar os índices de classificação dos papéis governamentais de países com uma dívida de 100% do PIB ou mais elevada.

Isso poderia fazer o governo ter que gastar mais pagando juros mais altos ao ir ao mercado para levantar dinheiro que financie seu déficit.

O FMI diz que é importante que os governos apresentem estratégias confiáveis para a redução dos déficits a longo prazo, apesar de ter pedido para que eles mantenham o estímulo fiscal a curto prazo.

Os líderes do G-20 devem voltar a discutir a situação econômica mundial em seu próximo encontro, em setembro, em Pittsburgh, nos Estados Unidos.

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31/07/2009 08:51 AM

Espanha entra em alerta especial após atentados

A polícia na Espanha está em alerta especial, depois de dois atentados com bomba em menos de 48 horas nesta semana. Os dois ataques foram atribuídos ao grupo separatista basco ETA, que completa 50 anos nesta sexta-feira, apesar de ninguém ter assumido a autoria.

Na quinta-feira, dois guardas civis foram mortos quando um carro explodiu em frente a um quartel da polícia na cidade turística de Palma Nova, na ilha de Mallorca.


Carro ficou destruído após explosão que matou 2 policiais / Reuters

Outro carro-bomba havia explodido na quarta-feira, destruindo grande parte de um prédio usado como alojamento de policiais na cidade de Burgos, no norte da Espanha. Mais de 50 pessoas ficaram levemente feridas.

Após o atentado de quinta-feira, as autoridades fecharam portos e aeroportos em Mallorca, para prevenir que os autores do atentado fugissem. A medida provocou transtornos para os turistas.

A Espanha está no auge da sua temporada de verão, e muitas forças de segurança estão ocupadas nas áreas turísticas do país.

ETA

O ETA foi criado em 1959 por estudantes radicais bascos. Desde o seu surgimento, o grupo já foi responsabilizado pela morte de 820 pessoas na sua campanha por um País Basco independente da Espanha.

O atentado de quinta-feira não foi reivindicado por nenhum grupo. Mas o premiê espanhol, Jose Luiz Rodriguez Zapatero, disse que o ataque tem características do Eta.

"Eu quero condenar este novo golpe baixo com muita raiva e dor, mas também com muita determinação", disse Zapatero, em pronunciamento na televisão.

"O ataque criminoso vem em um momento quando as guardas civis e a polícia nacional, com a cooperação de forças de segurança francesas, estão lutando contra o grupo terrorista [ETA] como nunca antes."
Zapatero disse que integrantes do ETA estavam sendo "presos mais cedo e em maior número, e que isso é que continuará acontecendo".

"O governo deu ordens para que as forças de segurança estejam em alerta máximo, para duplicar o seu trabalho, para aumentar ainda mais os seus esforços e se protegerem destes assassinos vis", disse.

Zapatero

"Eles não têm nenhuma chance de se esconderem. Eles não conseguem fugir. Eles não conseguem evitar a Justiça. Eles serão presos. Eles serão sentenciados. Eles passarão o resto das suas vidas na prisão."
O atentado de quinta foi o que causou o maior número de mortes desde dezembro de 2007.

Nos últimos meses, o governo espanhol estava anunciando que o ETA estava em um momento frágil, após a prisão de supostos comandantes do grupo.

No entanto, os ataques dos últimos dias reverteram este sentimento na Espanha, segundo o correspondente da BBC em Madri, Steve Kingston. Para o correspondente, se os atentados forem mesmo do ETA, o grupo estaria mostrando que pode atacar em diversas partes da Espanha, do norte ao sul e também em território insular.

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31/07/2009 08:25 AM

"Calcinha-voadora" provoca apagão em cidade britânica

Uma falha elétrica que deixou sem luz parte de um vilarejo no interior da Grã-Bretanha pode ter sido causada por uma calcinha fio-dental. O "apagão" afetou dezenas de casas e sinais de trânsito de Leadenham, na quarta-feira.

Engenheiros rastrearam a falha e descobriram uma calcinha que provocou um curto-circuito em uma fiação da rede elétrica.

Eles acreditam que a peça foi amarrada a um balão de hélio e lançada durante uma festa que ocorria na vizinhança.

Chuva

"Achamos que o item ofensivo ficou preso nos fios durante um bom tempo, mas foram as fortes chuvas que levaram ao curto circuito", disse Andrew Barrow, da Central Networks.

A culpa pelo incidente está sendo atribuída a um clube de pólo local, que realizou um baile anual.

"Pode ser que nunca se prove de onde essa calcinha veio, mas pode ter sido da nossa festa", admitiu Emma Rose, representante do clube.

"Deve ter sido uma brincadeira de alguém que tirou a peça de roupa de uma mochila e a amarrou no balão", completou.

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31/07/2009 07:00 AM

Tamiflu causou efeitos colaterais e até pesadelos em crianças, diz estudo

Dois estudos divulgados na quinta-feira com crianças britânicas mostraram que mais da metade das que tomaram Tamiflu, o remédio indicado para prevenção e tratamento da "gripe suína", sofreram de efeitos colaterais, como náusea, dores, insônia e até pesadelos.

Os estudos foram conduzidos por especialistas da Agência de Proteção de Saúde (HPA, na sigla em inglês) da Grã-Bretanha e publicadas no site da revista científica Eurosurveillance.

Em um dos estudos, os dados foram levantados em uma escola no sudoeste da Inglaterra. As crianças - de 11 e 12 anos de idade - começaram a tomar a medicação depois que alguns colegas foram diagnosticados com gripe suína.

Os pesquisadores investigaram dados de 248 crianças que tomaram o remédio apenas para prevenção da doença.

'Comportamento estranho'

"Cinquenta e um por cento tiveram sintomas como náusea (31,2%), dor de cabeça (24,3%) e dor de barriga (21,1%). Apesar de algumas crianças estarem doentes com algum tipo de sintoma parecido com os da gripe, nenhuma estava infectada com o vírus A (H1N1)", diz o estudo.

Segundo a pesquisa, 77% das crianças fizeram o tratamento completo com Tamiflu e 91% usaram o remédio por pelo menos sete dias seguidos.

Os cientistas disseram que os efeitos pesquisados são comuns e que "o desconforto dos efeitos colaterais precisa ser considerado" pelos pais que dão o Tamiflu para seus filhos como forma de prevenção.

Outro estudo do HPA em três escolas de Londres, também publicado no Eurosurveillance, com 103 crianças mostrou que 85 delas tomaram a medicação para se prevenir, depois que um colega de aula foi diagnosticado com a gripe. Uma das escolas chegou a ficar fechada por dez dias.

Dos 85, 45 sofreram pelo menos um dos efeitos colaterais. Os mais comuns foram náusea (29%), dores estomacais ou cãibras (20%) e problemas de sono (12%), como insônia e pesadelos.

Dezoito por cento sofreram efeitos neuropsiquiátricos, como falta de concentração, sensação de confusão, pesadelos e "comportamentos estranhos".

O estudo foi conduzido em abril e maio, antes de o governo britânico parar de indicar o Tamiflu para prevenção. Atualmente o remédio é usado apenas para tratamento de pessoas já infectadas ou com suspeita.

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31/07/2009 06:53 AM

Desemprego no Japão é o mais alto dos últimos seis anos

A taxa de desemprego no Japão no mês de junho chegou a 5,5% - a maior alta dos últimos seis anos no país -, segundo dados oficiais divulgados nesta sexta-feira. Em maio, o índice foi de 5,2%.O número de desempregados aumentou em 830 mil em junho, chegando a um total de 3,48 milhões - 31,3% a mais que no mesmo mês no ano passado.

Enquanto isso, a oferta de emprego caiu - hoje, para cada cem pessoas procurando trabalho, há 43 vagas.

Preços
Dados independentes mostram ainda que os preços ao consumidor de itens essenciais, excluindo alimentos, caíram 1,7% em relação aos anos anteriores - o que representa um novo recorde.

Segundo economistas em Tóquio, esse resultado já era esperado, e o valor deve se manter neste nível até meados de 2011, graças à queda do consumo interno.

A diminuição na demanda por imóveis também impulsionou a queda nos preços, de acordo com os especialistas.

Por outro lado, estatísticas também divulgadas nesta sexta-feira mostram que a produção industrial japonesa cresceu 8,3% no segundo trimestre do ano em relação ao trimestre anterior - o maior aumento desde 1953.

31/07/2009 06:28 AM

Graças a desenho, britânico é preso por roubar professora de artes

Um homem foi condenado à prisão na Grã-Bretanha por ter roubado uma ex-professora de artes, graças a um desenho que ela fez do rosto dele. Lloyd Talbot, de 31 anos, apareceu de bicicleta e roubou a bolsa da aposentada Jill Smith, de 71 anos, quando ela guardava compras em seu carro, no estacionamento de uma grande loja da cidade de Gateshead, em setembro do ano passado."Foi tudo muito rápido, mas eu consegui ver o perfil dele durante uns 2 segundos", disse a ex-professora à BBC.

Foi o suficiente para ela notar as feições e as particularidades do rosto de Talbot, que foi logo identificado pelos policiais e detido dois dias depois do incidente.

"Quando uma policial pediu para eu descrever o suspeito, pedi uma folha de papel e um lápis, antes que a imagem saísse da minha cabeça", contou.

Em um julgamento esta semana, Talbot foi condenado a 18 semanas de prisão, a serem cumpridas depois que ele passar por um tratamento obrigatório contra o vício por drogas, previsto para durar um ano.

Ele também foi obrigado a devolver as 60 libras que estavam na bolsa de Smith.

31/07/2009 05:37 AM

Homem é processado por dar arma para pai se matar

Um homem está sendo processado na Grã-Bretanha por ter dado uma arma para seu pai, que se matou em um hospital. Na quinta-feira, durante o julgamento do caso, Guy Button, de 30 anos, admitiu ter dado a arma para seu pai.

Ian Button, de 63 anos, sofria de uma grave doença pulmonar, e deu um tiro na sua cabeça em frente a outros pacientes no hospital de Northampton, cidade na região central da Inglaterra.

Guy Button declarou-se culpado de seis acusações, entre elas o porte e a transferência ilegal de armas. A pistola levada a seu pai era uma relíquia da Segunda Guerra Mundial.

Arma escondida

No relato ao tribunal, Guy Button disse ter chegado, no dia 20 de outubro do ano passado, com a arma e 19 cartuchos escondidos em uma sacola, à ala do hospital onde seu pai estava. Os detalhes do caso só foram revelados publicamente nesta semana.

Médicos tentaram ressuscitar Ian Button, mas não conseguiram. O paciente deixou um bilhete suicida para a polícia, no qual declara ter ele próprio levado a arma ao hospital.

"Em um interrogatório, Guy Button disse que seu pai estava se tornando cada vez mais desmotivado pela doença e recebeu um diagnóstico terminal em 2008", disse o promotor Alex Bull.

Inicialmente, Guy alegou que não sabia que a arma estava funcionando, mas no tribunal ele mudou sua versão e admitiu que tinha conhecimento das intenções do seu pai.

O britânico pode ser condenado a cinco anos de prisão por porte e transferência ilegal de arma.

Leia mais sobre suicídio

31/07/2009 05:36 AM

Homem foge da prisão e passa 16 anos em cavernas

A polícia de Portugal anunciou ter detido um homem que havia fugido da prisão há 16 anos e passou todo este tempo vivendo escondido em cavernas do norte do país. O homem, de 54 anos, foi cercado por policiais na noite de quarta-feira, nos arredores de Vieira do Minho, sua cidade-natal.

Segundo a polícia, ele "parecia Robinson Crusoé" por causa da longa barba e da pele queimada pelo sol, e carregava uma pistola que não foi disparada.

Ainda de acordo com policiais, ele se alimentava basicamente de frutas, mas chegou a contar com a ajuda de familiares e amigos que traziam mantimentos e remédios esporadicamente.

O homem, cuja identidade não foi divulgada, havia sido condenado a uma pena de dez anos de prisão pela morte de uma mulher do vilarejo durante uma discussão. Ele fugiu em 1993, após cumprir pouco mais de dois anos da sentença.

Segundo relatos da imprensa portuguesa, muitos dos moradores de Vieira do Minho sabiam que o ex-pastor de cabras estava escondido nas cavernas.

Uma fonte da polícia disse aos jornais que uma denúncia anônima há dois anos fez a polícia lançar uma investigação, mas a operação teria sido atrapalhada porque os moradores se negavam a dar informações.

Leia mais sobre fuga de prisão

31/07/2009 05:19 AM

Papa Bento 16 lançará disco, diz gravadora

Um disco com a voz do papa Bento 16 será lançado será lançado no final do ano, segundo anúncio feito pela gravadora Geffen UK/Universal. No disco, chamado inicialmente de "Alma Mater" ("mãe que alimenta" em latim), o pontífice gravará mensagens e cantará músicas em latim, italiano, espanhol, francês, alemão e português.

Segundo a gravadora, esta será a primeira vez que Bento 16 grava um disco, que está sendo lançado com a benção do papa.

A gravação será lançada no dia 30 de novembro e a Geffen UK aposta que ele terá boas vendas na véspera do Natal.

Voz 'incrível'

O disco trará a Ladainha Lauretana, cantos marianos e oito melodias clássicas. O papa recitará passagens da Bíblia e orações acompanhado do coral da Filarmônica de Roma, conduzida por Pablo Colino, maestro emérito da Basílica de São Pedro.

A britânica Royal Philharmonic Orchestra gravará as composições clássicas nos estúdios Abbey Road, em Londres.

A gravadora e o Vaticano não divulgaram os valores envolvidos no lançamento do disco, mas, foi anunciado que os lucros do álbum serão doados para projetos de educação musical para crianças carentes pelo mundo.

O presidente da gravadora Geffen UK, Colin Barlow, disse que a voz do papa é "incrível". Entre outros artistas da gravadora, estão Snoop Dogg, Mary J. Blige e Pussycat Dolls.

"Nós estamos felizes que o papa Bento 16 mostrou apreciação e deu sua benção especial a esse projeto", disse Barlow.

Mais detalhes do disco serão anunciados em setembro, em um lançamento oficial do projeto no Vaticano.

Leia mais sobre: papa

31/07/2009 05:12 AM

Tribunal adia veredicto de líder da oposição em Mianmar

O veredicto do caso da líder da oposição em Mianmar, Aung San Suu Kyi, foi adiado para 11 de agosto. O resultado do julgamento de Suu Kyi era esperado nesta sexta-feira.Mas diplomatas presentes no julgamento, realizado na capital, Yangun, disseram à BBC que a corte decidiu adiar a decisão.

Ainda não foram revelados os motivos que levaram a corte a decidir pelo adiamento do veredicto.

Os governantes de Mianmar alertaram aos apoiadores da líder que não façam protestos contra a decisão.

Julgamento
Suu Kyi foi levada à prisão no dia 14 maio acusada de ter violado os termos de sua prisão domiciliar depois que um americano conseguiu ultrapassar os guardas e atravessar a nado o lago perto de sua casa até alcançar o local.

Se for considerada culpada, ela pode ser condenada a cinco anos de prisão.

O processo vem sendo criticado como sendo uma forma encontrada pelos militares para manter a líder da oposição presa até depois das eleições programadas para o ano que vem.

O partido de Suu Kyi, Liga Nacional para Democracia, venceu a última eleição no país em 1988, mas nunca conseguiu assumir o poder.

Suu Kyi, de 64 anos, passou cerca de 14 dos últimos 20 anos presa, a maior parte deste período em prisão domiciliar em Yangun.

Inicialmente esperava-se que o julgamento durasse alguns dias, mas os procedimentos já duram mais de dois meses.

31/07/2009 01:32 AM






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