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BBC


Psicóloga francesa defende infidelidade masculina para ajudar o casamento

Uma das mais famosas psicólogas francesas causou polêmica ao defender, em um livro recém-lançado, que a infidelidade masculina é boa para o casamento. No livro Les hommes, l'amour, la fidélité ("Os homens, o amor, a fidelidade"), Maryse Vaillant diz que a maioria dos homens precisa de "seu próprio espaço" e que para eles "a infidelidade é quase inevitável".Segundo a autora, as mulheres podem ter uma experiência "libertadora" ao aceitarem que "os pactos de fidelidade não são naturais, mas culturais" e que a infidelidade é "essencial para o funcionamento psíquico" de muitos homens que não deixam por isso de amar suas mulheres.

Para Vaillant, divorciada há 20 anos, seu livro tem o objetivo de "resgatar a infidelidade". Segundo ela, 39% dos homens franceses foram infiéis às mulheres em algum momento de suas vidas.

Fraqueza de caráter
"A maioria dos homens não faz isso por não amar mais suas mulheres, Pelo contrário, eles simplesmente precisam de um espaço próprio", diz a psicóloga.

"Para esses homens, que são na verdade profundamente monógamos, a infidelidade é quase inevitável", afirma.

Para Vaillant, os homens que não têm casos extraconjugais podem ter "uma fraqueza de caráter".

"Eles são normalmente homens cujo pai era fisicamente ou moralmente ausente. Esses homens têm uma visão completamente idealizada da figura do pai e da função paternal. Eles não têm flexibilidade e são prisioneiros de uma imagem idealizada das funções do homem", afirma ela.

30/12/2009 10:22 AM

Ataque suicida duplo mata pelo menos 23 no Iraque

Pelo menos 23 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas em dois ataques suicidas a bomba em uma mesma rua de Ramadi, no Iraque, nesta quarta-feira. O governador da província de Ambar, Qassim Mohammed, ficou ferido na segunda explosão após ter saído de seu gabinete para averiguar o que teria ocorrido com a primeira bomba.O atentado ocorreu na zona verde de Ramadi, onde se situam vários prédios do governo e onde a segurança é bastante reforçada.

Os militantes teriam conseguido entrar na área com carros aparentemente oficiais e em seguida detonaram os explosivos.

Segundo o correspondente da BBC em Bagdá, Jim Muir, a província de Ambar era relativamente tranquila, mas nos últimos meses tem sido palco de cada vez mais ataques.

O Iraque se prepara para ter eleições gerais em março e, de acordo com Muir, isso pode estar influenciando a situação na província.

Anbar era o coração da insurgência sunita do Iraque logo após a queda do então presidente Saddam Hussein, em 2003, mas conseguiu uma certa segurança quando líderes tribais locais se viraram contra militantes da rede Al-Qaeda, em 2006.

30/12/2009 10:19 AM

Britânicos lançam camiseta masculina que esconde barriga

Uma loja de departamentos britânica está lançando uma camiseta para homens que "esconde" a barriga. A exemplo dos espartilhos usados pelas mulheres no passado, a camiseta da Mark & Spencer (M & S)foi criada para formar uma silhueta mais magra.A camiseta, que será vendida a partir da próxima semana por 15 libras (R$ 41), é desenhada para achatar a barriga e modelar o torso usando costuras especiais e um suporte acolchoado oculto.

A (M & S) diz que testes realizados com os dois produtos da linha - a camiseta e um espartilho - permitiram uma redução de até 2,5 cm na cintura.

Um porta-voz da rede disse que "homens estão ficando cada vez mais conscientes de sua aparência".

"Nossa linha Bodymax foi criada como resposta a esse fenômeno, dando aos homens uma solução rápida para aquelas protuberâncias do mesmo jeito que roupas do tipo feitas para mulheres", disse ele.

As camisetas e o espartilho (vendido por R$ 33) são feitos de algodão e serão oferecidos nas cores preto e branco.

30/12/2009 09:19 AM

DJ de rádio britânica é demitido após chamar discurso da rainha de 'chato'

Um apresentador de uma rádio de Birmingham, no centro da Grã-Bretanha, foi demitido depois de interromper a transmissão de um discurso da rainha Elizabeth 2ª no Natal, dizendo que ele estava chato. O apresentador e comediante Tom Binns interrompeu a transmissão do discurso na rádio BRMB, que havia entrado no ar por engano no lugar do noticiário, dizendo: "Duas palavras: Cha-To".

Em seguida ele comentou que a família real é considerada boa para o turismo, mas que a França degolou sua família real e continua recebendo turistas.

Binns colocou então no ar a música Last Christmas, do grupo Wham!, liderado por George Michael, dizendo que passava "de uma rainha para a outra" (a palavra queen, rainha em inglês, é também usada como gíria para homossexual).

A companhia Orion Media, proprietária da rádio, disse ter recebido "um pequeno número" de reclamações de ouvintes, mas confirmou ter suspendido o contrato com Binns.

Soldados mortos
A rainha usou seu tradicional discurso de Natal deste ano para expressar a sua tristeza pelo número recorde de soldados britânicos mortos no Afeganistão neste ano desde a invasão de 2001.

Binns disse não ter escutado o conteúdo do discurso e que resolveu fazer piada porque ele não deveria ter entrado no ar.

"Ninguém teria sintonizado na estação para ouvir o discurso da rainha, então eu tentei lidar com isso de uma maneira engraçada. Afinal de contas, eles empregam comediantes para fazer piadas", afirmou ele a um site local.

Ele criticou a decisão da rádio de demiti-lo como uma reação de "reflexo instantâneo", por temor em relação às agências reguladoras de mídia.

"Estamos chegando a um ponto em que os comediantes não podem falar mais nada que possa possivelmente ofender qualquer um", disse.

O diretor de programação e marketing da Orion Media, David Lloyd, afirmou que o apresentador fez "comentários inapropriados" sobre o discurso da rainha.

"Não concordamos com o que ele disse de forma nenhuma, tenha ele falado de brincadeira ou não", disse.

Segundo ele, a estação está contactando os ouvintes que fizeram as reclamações sobre os comentários de Binns para pedir desculpas pessoalmente. A rádio também levou ao ar um pedido público de desculpas.

Leia mais sobre: Grã-Bretanha

30/12/2009 08:20 AM

Livro reúne fotos e desenhos de crianças de todos os países do mundo

Para coincidir com os 20 anos da Convenção dos Direitos da Criança da ONU, está sendo lançado na Europa o livro Art in All of Us ("Arte em todos nós", em tradução literal), com fotos, desenhos e poemas de crianças em todos os 192 países-membros da ONU. O trabalho, realizado pela ONG Art in All of Us, da Bélgica, é resultado de cinco anos de pesquisas e do envolvimento de 300 escolas ao redor do mundo.Segundo Anthony Asael, um dos fundadores da ONG e um dos autores do livro, a obra representa o mundo através do olhar da criança e pretende incentivar o direito de liberdade de expressão, previsto pelo Artigo 13 da Convenção.

"Através das perspectivas dos jovens cidadãos representados no livro, esperamos reforçar um entendimento mundial entre culturas, gerações e indivíduos", afirmou Asael, que realizou todas as fotos da obra e é uma das poucas pessoas do mundo a ter visitado todos os 192 dos 194 Estados do planeta.

Apenas não fazem parte da ONU Taiwan e o Vaticano.

O livro ainda não tem lançamento previsto no Brasil.

30/12/2009 07:50 AM

Ivan Lessa: Príncipe Charles, o Rei Sol

Já que sou incapaz não só de fazer uma resolução de ano novo, mas como também mantê-la com paciência, conforme a ciência britânica recomendou, e este aprazível sítio da BBC deu todos os detalhes, concentro-me nas resoluções dos outros. Principalmente aquelas que não me envolvam.Já pensou se alguém resolver que, em 2010, vai cair de pau em cima de mim física e espiritualmente? Muito chato isso. Fica decidido que todas as resoluções de todas as pessoas em todas as partes do mundo não têm a menor possibilidade de serem mantidas. Continuará tudo na mesma lenga-lenga de sempre. E pronto. Boas entradas, feliz ano novo, que seja tudo igualzinho a 2007, 1986, 1963 e assim por diante.

Menos para o Príncipe Charles. Que 2010 lhe seja leve e ele ainda mais leve para seus futuros - quem sabe? - súditos. Não posso jurar que tenha sido resolução de ano novo, mas lá está, com algum destaque, a notícia de que o herdeiro de Dona Rainha Elizabeth prepara sua residência oficial aqui em Londres, Clarence House, para gerar sua própria eletricidade e aquecimento.

Eu disse Clarence House. House. Casa. Vamos logo esclarecer que não se trata de uma casa com dois ou três andares. House, no caso, é um belíssimo palácio, ou se optarmos por uma modéstia digna de alguém com sangue azul correndo nas veias, um palacete. "Vamos passar lá em casa, tomar uns drinques e ouvir uns disquinhos", convidaria o mais verde dos reais, se você caísse em suas boas graças e pegasse intimidade. Se cair, se pegar, não deixe de ir. Tem coisas lindas lá.

O negócio é que o Príncipe já convocou uma equipe de peritos para descobrir a melhor maneira de instalar os painéis solares ditos voltaicos em Clarence House sem macular a paisagem local ou ferir os olhos dos circunstantes, uma vez que o - vá lá que seja - palacete está situado logo ali, perto do Mall, a apenas algumas centenas de metros do, este sim, Palácio de Buckingham, uma das muitas residências oficiais de sua mamã, a Rainha, e praticamente no centro de Londres.

Clarence House é relativamente jovem para uma cidade madura como esta, já que conta apenas 180 aninhos. A reforma ecológica sairá meio carinha para os ocupantes. Entre US$ 16 mil e US$ 20 mil para convertê-la toda para a energia solar. Muitos jornais, que amam implicar com o Príncipe, coitado, já andaram fazendo suas contas e divulgando que pode sair muito mais caro que isso. Talvez mesmo umas 10 vezes mais caro. E frisam que as despesas ficarão, como sempre, a cargo do contribuinte. No entanto, poucos se dão ao trabalho de lembrar que a conversão ecológica poderá se pagar a si mesma por volta de 2021. 11 aninhos apenas. 11 felizes aninhos novos.

Com a turma verde-garrafa garantindo que o aquecimento global marcha a galope (eles acham que é uma das bestas do apocalipse), é possível que a real residência possa estar não só produzindo sua própria eletricidade como também cedendo boa parte para a rede elétrica nacional.

Os franceses, ciosos de seu Louis, o décimo-quarto de uma série de dezesseis, cognominado o Rei Sol e detentor do título de mais longo reinado europeu (72 anos), já trincam os dentes de raiva, coisa muito comum entre os gálicos, e torcem para que dê alguma besteira na empreitada.

Não obstante, conforme se dizia, Feliz Ano Novo para todos. Se possível for.

30/12/2009 07:43 AM

Dono do "melhor emprego do mundo" é picado por água-viva letal

O britânico que venceu o concurso pelo chamado "melhor emprego do mundo" na Austrália admitiu em seu blog que correu risco de vida depois de ter sido picado por uma minúscula água-viva letal. O incidente ocorreu na última semana de Ben Southall, de 34 anos, no emprego de zelador da ilha de Hamilton, situada na Grande Barreira de Corais australiana.

No blog que ele manteve durante seus seis meses na ilha, Southall contou que sentiu uma "pequena picada nas costas" quando estava na praia.

Mas em seguida, apresentou sintomas cada vez mais fortes de febre, dor de cabeça, dor nas costas, aperto no peito e pressão alta, o que levou seus médicos a diagnosticarem o envenenamento.

'Criaturinha'
A água-viva que picou Southall pertence à espécie Irukandji, que é praticamente invisível a olho nu mas tem um veneno pode ser letal.

"Consegui evitar levar um soco de um canguru, comido por um tubarão e ser picado por uma aranha ou uma cobra. Mas nos meus últimos dias na ilha de Hamilton, fui vítima desta criaturinha minúscula", escreveu o britânico no blog.

Ele afirmou ainda que estava vestido inadequadamente para seu mergulho.

"Isso não é brincadeira. Eu realmente deveria ter vestido todo o traje que é recomendado em todas as praias daqui nesta época do ano."
Southall se recuperou do incidente com antibióticos e repouso.

O britânico venceu 34 mil candidatos para chegar ao posto de zelador da ilha, no que foi uma grande campanha de marketing do Estado de Queensland para atrair turistas para a região.

O emprego deu direito a uma luxuosa casa de três quartos com vista para o mar, além de um salário de cerca de US$ 25 mil mensais.

Leia mais sobre: Austrália

30/12/2009 07:28 AM

Iêmen pede mais ajuda do Ocidente para combater Al-Qaeda no país

O ministro das Relações Exteriores do Iêmen, Abu Bakr al-Qirbi, disse nesta terça-feira que o país não está recebendo apoio suficiente do Ocidente pra combater a rede Al-Qaeda. As declarações coincidem com a confirmação, pelo governo iemenita, de que o nigeriano acusado de tentar explodir um avião nos Estados Unidos no dia do Natal esteve vivendo no país até o início deste mês, e que agora estão investigando os contatos que ele teria feito durante sua estadia por lá.Em uma entrevista à BBC, o ministro disse que o país tem a vontade e a habilidade de lidar com os extremistas da rede al-Qaeda, mas que era ameaçado pela falta de apoio.

"Nós precisamos de mais treinamento. Queremos expandir nossas unidades antiterrorismo e isso significa treiná-las, providenciar equipamento militar, meios de transporte", disse.

"Os Estados Unidos podem ajudar muito, a Grã-Bretanha pode fazer muito, a União Europeia pode ajudar muito nesse sentido", afirmou.

Segundo o ministro, o conflito com a rede extremista é uma prioridade para o governo iemenita, apesar dos conflitos com os rebeldes xiitas no norte e com os separtistas no sul.

Suspeito
De acordo com as informações divulgadas nesta terça-feira pelo ministério das Relações Exteriores do Iêmen, Umar Farouk Abdulmutallab, de 23 anos, esteve no país de agosto até o início de dezembro, com um visto para estudar árabe em uma instituição da capital do país, Sanaa.

Abdulmultallab foi contido por passageiros e tripulantes de um voo da Northwest Airlines entre Amsterdã e Detroit ao tentar detonar explosivos escondidos na roupa, quando a aeronave se preparava para pousar no aeroporto da cidade americana.

Um porta-voz do ministério disse que os serviços de segurança iemenitas estão agora tentando estabelecer os contatos feitos por Abdulmutallab no país, para cooperar com as autoridades americanas na investigação do incidente.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou na segunda-feira à noite que não descansará enquanto não levar os responsáveis pelo atentado frustrado à Justiça.

"Usaremos todo nosso poder para paralisar, desmantelar e derrotar os violentos extremistas que nos ameaçam, venham eles do Afeganistão ou Paquistão, Iêmen ou Somália ou de qualquer lugar onde planejem ataques contra os Estados Unidos", disse Obama, que interrompeu suas férias de fim de ano para falar à nação.

Responsabilidade
Um grupo de monitoramento dos Estados Unidos disse que uma facção regional da Al-Qaeda baseada no Iêmen assumiu a responsabilidade pelo ataque frustrado.

Uma mensagem na internet da Al-Qaeda na Península Arábica, que inclui uma fotografia supostamente de Abdulmutallab em frente a uma faixa do grupo, diz que a ação foi uma resposta aos ataques dos Estados Unidos contra seus membros.

Abdulmutallab foi indiciado por tentar explodir o vôo que levava quase 300 pessoas na sexta-feira e está em uma prisão federal no Estado de Michigan.

Ele teria dito a agentes do FBI, a polícia federal americana, que membros da Al-Qaeda no Iêmen deram a ele os explosivos e que outros atentados como o seu serão cometidos em breve.

Contatos interrompidos
Na segunda-feira, a família de Abdulmutallab, cujo pai é um importante banqueiro nigeriano, se disse surpresa com suas ações e que ele havia interrompido seus contatos com eles em outubro.

Nesta terça-feira, um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Iêmen disse que Abdulmutallab deixou o país em direção à Etiópia no início de dezembro, após quatro meses matriculado em um curso de árabe.

"O visto foi concedido para o nigeriano após as autoridades verificarem que ele poderia conseguir vistos de outros países amigos e de ter visto que ele ainda tinha um visto válido para os Estados Unidos", afirmou o porta-voz.

Segundo ele, "o Iêmen condena atentados terroristas como esse, com inocentes como alvo, e reitera seu total apoio à guerra contra o terror em qualquer lugar".

As autoridades americanas temem que mais jovens treinados pela Al-Qaeda possam estar no país planejando ataques a aviões americanos.

Guantánamo
A TV ABC afirmou que entre o grupo que teria planejado o ataque estariam dois homens libertados pelos Estados Unidos da prisão da baía de Guantánamo em novembro de 2007.

Mohammed Attik al-Harbi, também conhecido como Mohammed al-Awfi, e Said Ali Shari foram enviados à Arábia Saudita, seu país natal, para um programa de reabilitação, e depois libertados, segundo autoridades americanas e sauditas.

Ambos apareceriam em um vídeo de janeiro ao lado de um homem descrito como o líder da Al-Qaeda na Península Arábica, Nasser Abdul Karim al-Wahishi, segundo a ABC.

Na segunda-feira, a secretária de Segurança Interna dos Estados Unidos, Janet Napolitano, disse que os sistemas de segurança dos aeroportos falharam no caso de Abdulmutallab.

Ela questionou por que as autoridades não revogaram o visto do nigeriano para os Estados Unidos, emitido em junho de 2008 e com validade de dois anos para múltiplas entradas, após seu pai ter entrado em contato com a Embaixada dos Estados Unidos da Nigéria para relatar sua preocupação com a radicalização do filho.

O nome de Abdulmutallab foi incluído numa lista de 500 mil nomes chamada Ambiente Datamart de Identidades Terroristas (Tide, na sigla em inglês), mas as informações fornecidas pelo seu pai não foram suficientes para colocá-lo numa lista mais restrita de pessoas impedidas de voar.

Solidão
Segundo o jornal The Washington Post, mensagens na internet aparentemente escritas por Abdulmutallab entre 2005 e 2007 sugeririam que o jovem nigeriano se sentia "solitário" e que "nunca encontrou um verdadeiro amigo muçulmano".

"Não tenho ninguém com quem conversar", diz uma mensagem postada sob o codinome farouk1986 em janeiro de 2005, quando frequentava um internato no Togo.

"Não tenho ninguém para consultar, ninguém para me apoiar e me sinto deprimido e solitário. Não sei o que fazer. E então eu penso que esta solidão me leva para outros problemas", diz a mensagem.

29/12/2009 10:31 PM

Obama: 'Falhas sistêmicas' contribuíram para tentativa de atentado

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou nesta terça-feira que "falhas sistêmicas" teriam contribuído para o atentado fracassado para explodir uma bomba durante um voo transatlântico no dia de Natal. "Houve uma combinação de falhas humanas e sistêmicas que contribuíram para essa potencial catastrófica brecha na segurança", disse o presidente."Precisamos aprender com esse episódio e agir rapidamente para consertar as falhas no sistema", afirmou.

Na última sexta-feira, o nigeriano Umar Farouk Abdulmutallab, de 23 anos, foi acusado de tentar detonar explosivos a bordo de um voo da Northwest Airlines entre a capital holandesa, Amsterdã, e a cidade americana de Detroit.

De acordo com Obama, oficiais do serviço de inteligência dos EUA teriam recebido informações sobre o suspeito há algumas semanas, mas não foram verificadas de maneira apropriada.

Segundo Obama, caso as informações tivessem sido corretamente distribuídas, o suspeito não teria entrado no avião.

Para o presidente, as falhas no sistema de segurança e de inteligência são "totalmente inaceitáveis".

O presidente pediu que duas revisões sobre o incidente, com observações e investigações iniciais, sejam apresentadas nesta quinta-feira. Relatórios mais elaborados sobre o incidente devem ser apresentados nas próximas semanas.

Captura
O pronunciamento desta terça-feira foi o segundo do presidente Barack Obama em apenas dois dias.

Na segunda-feira, no primeiro pronunciamento à nação desde o incidente, Obama afirmou que o governo "não descansará" enquanto não encontrar os responsáveis pela tentativa de atentado e levá-los à Justiça.

Obama solicitou a revisão dos procedimentos de segurança para identificar suspeitos de ataques contra os EUA e impedi-los de entrar no país.

''Ordenei uma revisão completa, não apenas de como lidaram com este caso, mas de toda a lista de suspeitos e de como ela pode se tornar mais eficiente", disse ele.

Segundo o presidente, outra revisão examinará todos os procedimentos de vistoria, além de tecnologias relacionadas com viagens aéreas.

"Precisamos saber como o suspeito entrou com explosivos perigosos a bordo da aeronave e quais outras medidas podemos adotar para coibir futuros ataques", completou.

Obama disse que o povo americano não deve sucumbir ao medo, mas permanecer vigilante. Ele ordenou ainda o aumento no número de seguranças a bordo dos aviões.

29/12/2009 09:49 PM

Avião da FAB volta ao Suriname para buscar vítimas de confronto

Um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) deverá buscar nesta quarta-feira cinco brasileiros que estão internados no Suriname, vítimas da onda de violência que ocorreu na cidade de Albina, a 150 quilômetros da capital, Paramaribo. O apoio da FAB é resultado de um pedido do Itamaraty, que planeja levar os brasileiros para a cidade de Belém, no Pará.Diplomatas brasileiros não descartam, ainda, a possibilidade de o voo ser estendido a outros 15 imigrantes, que demonstraram interesse em retornar ao país.

Essa é a segunda viagem da FAB ao país vizinho desde o ataque a brasileiros, na véspera de Natal. No último domingo, um avião da Força Aérea chegou a Belém com cinco brasileiros que escaparam do confronto.

Diplomatas brasileiros que estão no Suriname continuam percorrendo hospitais e hotéis da região, em busca de vítimas e testemunhas do confronto.

Estima-se que 80 brasileiros tenham sido atacados por um grupo de maroons (etnia local, descendente de escravos africanos). A onda de violência seria uma represália ao suposto assassinato de um surinamês por um brasileiro.

O governo brasileiro ainda não teve a confirmação de nenhuma vítima fatal, mas algumas testemunhas falam em quatro assassinatos e em pessoas ainda desaparecidas.

"Incomunicáveis"
Em nota divulgada nesta terça-feira, o Itamaraty diz que a grande maioria dos brasileiros que vivem na região de Albina trabalham em garimpos no interior do Suriname e da Guiana Francesa e que "costumam passar semanas na floresta, incomunicáveis".

Por esse motivo, diz o comunicado, "é necessário aguardar antes de considerar desaparecido qualquer desses cidadãos".

Segundo o Itamaraty, a chanceler do Suriname, Lygia Kraag, expressou "profunda desolação do governo do Suriname em relação ao ocorrido".

Durante uma reunião com o embaixador do Brasil no Suriname, José Luiz Machado e Costa, a chanceler teria ainda "manifestado a perplexidade do povo e do governo do país com o fato de um desentendimento individual ter gerado convulsão desse porte".

Ainda de acordo com o Ministério das Relações Exteriores, a chancelaria do Suriname "declarou que o governo tomará todas as providências necessárias para que fato similar não venha a se repetir".

O Itamaraty informou que continua "buscando informações" sobre o ocorrido na última quinta-feira.

29/12/2009 08:24 PM

Líder do Irã diz que protestos são 'farsa' apoiada por estrangeiros

O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, classificou nesta terça-feira de "farsa nauseante" apoiada pelo ocidente as manifestações da oposição no país, que deixaram pelo menos oito mortos no domingo. "Os iranianos têm visto muitos destes jogos.Americanos e sionistas são a audiência deste espetáculo que eles encomendaram e venderam", disse ele, segundo a agência de notícias estatal IRNA.

"Uma farsa nauseante está sendo encenada", completou.

O Irã acusa as nações ocidentais de se aliarem à oposição para tentar prejudicar o Estado islâmico.

'Soco'
O presidente americano, Barack Obama, condenou na segunda-feira à prisão de ativistas de oposição no país.

No mesmo dia, o chanceler britânico, David Miliband, elogiou a "grande coragem" dos manifestantes e classificou de "perturbadores" os relatos de que as forças de segurança iranianas haviam reprimido os protestos violentamente.

O embaixador britânico em Teerã foi repreendido pelo governo do país, que afirmou que a Grã-Bretanha estaria intrometendo-se em assuntos de Estado.

"Se a Grã-Bretanha não parar de falar coisas sem sentido, levará um soco na boca", disse o ministro das Relações Exteriores, Manouchehr Mottaki.

Nobel da Paz
Também nesta terça-feira, a militante iraniana pelos direitos humanos e ganhadora do Prêmio Nobel da Paz em 2003, Shirin Ebadi, disse que sua irmã foi presa pelo serviço de inteligência do Irã na segunda-feira às nove horas da noite, horário local, em sua casa, em Teerã, por quatro agentes da inteligência.

A Prêmio Nobel acredita que a irmã, uma acadêmica, foi detida como forma de pressionar Shirin a suspender suas atividades na defesa dos direitos humanos no Irã.

"Nos últimos dois meses, minha irmã foi convocada pelo Ministério da Inteligência várias vezes e ordenada a me convencer a desistir das minhas atividades pelos direitos humanos. Ela também foi ordenada a se mudar de sua casa, que fica perto do meu apartamento, e eles ameaçaram prendê-la."
"Minha irmã não está envolvida em qualquer atividade social, de direitos humanos ou política", ela acrescentou.

Três jornalistas e uma militante pelos direitos das mulheres também foram detidos, assim como várias personalidades importantes da oposição, dizem fontes oposicionistas.

O Irã vem sendo palco de protestos diários de oposicionistas desde a morte, no dia 19, de um dos principais clérigos dissidentes do Irã, Hoseyn Ali Montazeri, e as forças de segurança do país têm entrado em confronto com os manifestantes.

Políticos governistas estão exigindo "punição máxima" para os envolvidos.

29/12/2009 04:53 PM

Execução de britânico gera crise diplomática entre China e Grã-Bretanha

A embaixadora da China na Grã-Bretanha, Fu Ying, foi chamada nesta terça-feira ao Ministério das Relações Exteriores britânico para responder perguntas sobre a execução de um cidadão britânico por tráfico de drogas na China. Akmal Shaikh, que tinha 53 anos e se dizia inocente, foi morto nas primeiras horas desta terça-feira, apesar de vários pedidos de clemência por parte do governo da Grã-Bretanha e de seus familiares, que alegam que ele sofria de transtorno bipolar.Após o encontro em Londres, o ministro britânico Ivan Lewis disse que a conversa com a embaixadora chinesa foi "difícil". "Deixei claro que a execução de Shaikh é totalmente inaceitável e que a China falhou em suas responsabilidades básicas para com os direitos humanos neste caso", afirmou.

O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, disse estar "perplexo e decepcionado" com a decisão das autoridades chinesas.

Mas em um comunicado divulgado após a execução e antes do encontro de Fu com Lewis, a embaixada da China na Grã-Bretanha afirmou que os direitos de Shaikh "foram devidamente respeitados e garantidos" e que as preocupações das autoridades britânicas "foram registradas a tempo e levadas em consideração".

"Quanto à sua possível doença mental, sobre a qual se falou muito, aparentemente não houve registro médico prévio", diz o comunicado.

Pena de morte
A agência de notícias oficial chinesa Xinhua informou que a Suprema Corte do Povo, da China, não recebeu qualquer documentação que provasse que Shaikh sofria de problemas mentais.

Sua família, no entanto, disse que ele vinha sofrendo episódios de confusão mental e foi convencido a levar uma maleta que não pertencia a ele em uma viagem para Urumqi, no noroeste da China, em 2007.

Ao desembarcar, foram descobertos cerca de 4 kg de heroína em sua bagagem.

Segundo Leilla Horsnell, filha de Shaikh, seu pai foi convencido por traficantes poloneses, que prometeram fazer dele um pop star na China.

Em seu comunicado, a embaixada chinesa na Grã-Bretanha afirmou que, de acordo com a lei chinesa, o limite para que uma pessoa seja condenada à pena de morte por tráfico de drogas no país é de 50 g de heroína.

Shaikh é o primeiro cidadão da União Europeia a ser executado na China nos últimos 50 anos.

Segundo o correspondente da BBC em Pequim, Chris Hogg, muitos processos judiciais na China ocorrem em sistema de confidencialidade, o que torna impossível saber se o acusado teve ou não um julgamento justo.

Grupos de defesa dos direitos humanos baseados fora da China acreditam que, a cada ano, o país executa mais pessoas do que todos as outras nações juntas.

29/12/2009 01:40 PM
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