Um homem de sorte. Por estranho que possa parecer, é assim que se define o ator canadense Michael J. Fox, 48, à Folha por telefone de seu escritório, em Nova York.
Com Parkinson há 19 anos, ele fala enrolado e rápido, mas isso não chega a afetar seu raciocínio lógico.
"Acho que ser diagnosticado com Parkinson foi um presente. As pessoas se assustam com essa afirmação. Digo que é um presente que sempre toma algo de você. Mas foi o que me deu a chance de fazer a diferença."
Leia mais (27/12/2009 - 15h53)
Ainda não se sabe com 100% de certeza o que causou a extinção dos grandes mamíferos das Américas --mamutes, mastodontes, preguiças gigantes-- milhares de anos atrás. Mas dois novos estudos inocentaram em parte os antigos índios da cultura conhecida como Clovis, jogando uma parcela da culpa para seus antecessores.
As pesquisas mostram que o processo de extinção dos grandes animais durou bem mais tempo do que se imaginava, com isso pondo por terra pelo menos duas hipóteses --a de que teria sido causada imediatamente pelo impacto de um meteoro ou por uma rápida matança pelo homem, a chamada hipótese "Blitzkrieg" ("guerra relâmpago").
Os índios da cultura Clovis, de 13,5 mil anos atrás (em idade calibrada), possivelmente apenas deram o golpe de misericórdia nos grandes bichos, afirma um estudo publicado na revista "Science"; e bolsões de mamutes e cavalos sobreviveram no interior do Alasca por pelo menos 2.600 e 3.700 anos a mais do que se imaginava, respectivamente, segundo o outro, publicado na revista "PNAS".
Leia mais (27/12/2009 - 11h19)
Você já sentiu, literalmente, a dor de alguém? Não é o único, segundo mostrou um novo estudo que diz que algumas pessoas realmente têm uma reação física aos ferimentos dos outros.
Pesquisadores britânicos usaram a tecnologia de escaneamento cerebral para mostrar que as pessoas que dizem sentir a dor dos outros tiveram aumentada a atividade nas regiões sensíveis à dor no cérebro ao verem outra pessoa machucada.
SXC
Algumas pessoas realmente têm uma reação física aos ferimentos dos outros, segundo estudo publicado neste mês na revista "Pain"
Pessoas que morreram contaminadas com o vírus da gripe suína (H1N1) contraíram uma forma "rapidamente fatal" da doença, e em consequência disso faleceram com danos graves nos pulmões --apesar de a doença se manifestar de diferentes maneiras em cada pessoa--, indicou um estudo divulgado na quinta-feira (24).
No primeiro estudo deste tipo, pesquisadores do Brasil examinaram 21 pacientes com idades entre 1 e 68 anos que morreram em São Paulo com o vírus H1N1 entre julho e agosto deste ano.
Marcio Jose Sanchez -22.dez.09/AP
Criança toma vacina contra gripe suína nos EUA; cientistas mostram forma fatal e rápida
O fracasso da conferência do clima em Copenhague deixou clara a relativa inutilidade de tentar criar salvaguardas contra a mudança climática sob os auspícios da ONU, em negociações que exigem o consenso entre quase 200 países. O mais provável daqui para a frente é que os grandes emissores de gases-estufa assumam as rédeas das discussões, numa espécie de G20 climático.
Veja íntegra do debate da Folha sobre Copenhague
A avaliação foi consenso entre os quatro especialistas reunidos no debate "Balanço de Copenhague", promovido pela Folha na noite da última terça-feira. Todos concordaram em que as negociações na Dinamarca devem ser classificadas como fracasso, mas com algumas nuances importantes.
Leia mais (26/12/2009 - 11h15)
A bióloga Karina Baratella, 30, ficou apreensiva quando viu o filho Giovanni, então recém-nascido, ser colocado em um colchão que resfriava todo o seu corpo. "Toda mãe quer aquecer seu bebê, colocar cobertor, touquinha. O meu filho ficava lá, só de fraldinha, todo gelado", recorda.
O "sacrifício" foi por uma boa causa: o bebê foi submetido a um novo tratamento que usa a hipotermia para evitar sequelas neurológicas em recém-nascidos que nascem com asfixia. Giovanni tinha nascido desfalecido e "completamente roxo". Karina teve que esperar três dias para ter autorização para pegá-lo no colo e ele ficou nove dias na UTI. Mas hoje, aos dez meses, está bem e os exames não detectaram nenhum problema.
Leonardo Wen/Folha Imagem
Karina Baratella e o filho Giovanni, que foi submetido ao procedimento e ficou sem nenhuma sequela
É no verão que bactérias, fungos e vírus encontram um ambiente mais propício para se reproduzirem. Do final de dezembro ao início de janeiro, há um aumento de 30% dos casos de infecções gastrointestinais, de acordo com Maria Bernadete de Paula Eduardo, diretora da divisão de doenças de transmissão hídrica e alimentar da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.
As causas são variadas: alimentos crus contaminados por bactérias, pratos preparados de forma inadequada e água contaminada.
Com o aumento do calor e da umidade, os micro-organismos se proliferam com mais facilidade e as pessoas ficam mais expostas a micoses, inflamações e doenças gastrointestinais. Crianças e idosos devem ter mais atenção, pois podem se desidratar facilmente e de forma mais grave.
Leia mais (26/12/2009 - 09h41)
O fracasso da conferência do clima em Copenhague deixou clara a relativa inutilidade de tentar criar salvaguardas contra a mudança climática sob os auspícios da ONU, em negociações que exigem o consenso entre quase 200 países. O mais provável daqui para a frente é que os grandes emissores de gases-estufa assumam as rédeas das discussões, numa espécie de G20 climático.
A avaliação foi consenso entre os quatro especialistas reunidos no debate "Balanço de Copenhague", promovido pela Folha na noite da última terça-feira (veja íntegra no vídeo abaixo). Participaram da discussão o economista José Eli da Veiga (FEA-USP), o cientista político Sergio Abranches (UFRJ), o especialista em relações internacionais Eduardo Viola (UnB) e Carlos Cavalcanti, diretor do Departamento de Infraestrutura/Energia da Fiesp.
Leia mais sobre o debate na edição deste sábado no caderno Ciência da Folha.
Leia mais (26/12/2009 - 09h12)
Pesquisadores solucionaram o que pode ser o mais antigo mistério da ciência planetária: a superfície em dois tons da lua de Saturno chamada Jápeto.
A estranha característica --um de seus lados é aproximadamente dez vezes mais claro que o outro-- tem sido um mistério desde que a lua foi observada pela primeira vez por Giovanni Cassini, em 1671.
Em dois artigos publicados pela revista "Science", pesquisadores solucionaram o enigma, usando imagens e dados de instrumentos a bordo da sonda Cassini.
Leia mais (25/12/2009 - 13h27)
A Universidade da Califórnia, em São Francisco, se tornou um boteco para moscas das frutas.
Lá, no laboratório de Ulrike Heberlein, pesquisador sobre os vícios, moscas das frutas estão optando pelo consumo de álcool. Elas estão bebendo (ou melhor, comendo alimentos embebidos em álcool) até ficarem embriagadas, mesmo quando não apreciam o sabor. E também estão cedendo à tentação.
Reprodução
Trabalho tenta compreender a base genética dos vícios humanos em substâncias como álcool e nicotina por meio da mosca da fruta
A evolução inicial dos dinossauros, no final do período Triássico, é no mínimo confusa. Paleontólogos sabem que os primeiros dinossauros apareceram há 230 milhões de anos, mas evidencias fósseis são tão pontuais que não se sabe onde, ou quando, as grandes linhagens --terópodes, saurópodes e ornitísqueos-- começaram a divergir.
Alguns excelentes fósseis de 215 milhões de anos, desenterrados em Ghost Ranch, ao norte do Novo México, estão ajudando a esclarecer as coisas. Os ossos, de um terópode chamado de Tawa hallae por seus descobridores, apoiam a ideia de que as linhagens divergiram bem no começo, na parte do super-continente Pangeia --que hoje é chamada de América do Sul.
Jorge González/Efe
Ossos de um terópode Tawa hallae apoiam a ideia de que as linhagens divergiram bem no começo
Nyre Paten ganhou tão pouco peso durante sua recente gravidez que alguns de seus vizinhos nem mesmo perceberam sua condição. Alguns dias antes de dar à luz, ela pesava apenas um quilo a mais do que em sua primeira visita pré-natal.
Porém, Paten, de 35 anos e moradora do Bronx, tinha recebido ordens médicas para não ganhar mais que 5 ou 7 quilos --ela já tinha cerca de 50 quilos de sobrepeso.
Um quinto das mulheres grávidas nos Estados Unidos sofre de obesidade. Cada vez mais médicos estão aconselhando essas mulheres a cuidar do peso se quiserem uma gravidez fácil e um parto tranquilo. Em maio, o Instituto de Medicina divulgou diretrizes reduzindo o mínimo recomendado de ganho de peso para mulheres obesas, de 7 para 5 quilos.
Leia mais (25/12/2009 - 10h59)
27/12/2009 06:02 PM
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