A evolução inicial dos dinossauros, no final do período Triássico, é no mínimo confusa. Paleontólogos sabem que os primeiros dinossauros apareceram há 230 milhões de anos, mas evidencias fósseis são tão pontuais que não se sabe onde, ou quando, as grandes linhagens --terópodes, saurópodes e ornitísqueos-- começaram a divergir.
Alguns excelentes fósseis de 215 milhões de anos, desenterrados em Ghost Ranch, ao norte do Novo México, estão ajudando a esclarecer as coisas. Os ossos, de um terópode chamado de Tawa hallae por seus descobridores, apoiam a ideia de que as linhagens divergiram bem no começo, na parte do super-continente Pangeia --que hoje é chamada de América do Sul.
Jorge González/Efe
Ossos de um terópode Tawa hallae apoiam a ideia de que as linhagens divergiram bem no começo
Nyre Paten ganhou tão pouco peso durante sua recente gravidez que alguns de seus vizinhos nem mesmo perceberam sua condição. Alguns dias antes de dar à luz, ela pesava apenas um quilo a mais do que em sua primeira visita pré-natal.
Porém, Paten, de 35 anos e moradora do Bronx, tinha recebido ordens médicas para não ganhar mais que 5 ou 7 quilos --ela já tinha cerca de 50 quilos de sobrepeso.
Um quinto das mulheres grávidas nos Estados Unidos sofre de obesidade. Cada vez mais médicos estão aconselhando essas mulheres a cuidar do peso se quiserem uma gravidez fácil e um parto tranquilo. Em maio, o Instituto de Medicina divulgou diretrizes reduzindo o mínimo recomendado de ganho de peso para mulheres obesas, de 7 para 5 quilos.
Leia mais (25/12/2009 - 10h59)
Se alguém inventasse uma pílula para reduzir pela metade o risco de câncer, você a tomaria? Ou melhor, quem não tomaria?
Aparentemente, a resposta à segunda pergunta é "milhões de mulheres" - pessoas como Cindy Birkhold, de Sarasota, Flórida.
A pílula é o tamoxifeno, e Birkhold, hoje com 52 anos, era considerada uma candidata ideal para o tratamento: exame positivo para o gene do câncer de mama, sua mãe tinha câncer no ovário, e sua tia, câncer de mama. Mesmo assim, em vez de tomar o tamoxifeno, ela optou pela cirurgia para remover seus seios e ovários.
Leia mais (25/12/2009 - 10h50)
Um estudo brasileiro mostra três padrões de lesão nos pulmões em casos fatais da gripe A (H1N1).
Pesquisadores da Universidade de São Paulo examinaram 21 pacientes que morreram em São Paulo, com idades entre 30 e 59 anos. Três quartos tinham outras doenças associadas, como câncer ou cardiopatias.
Todos os pacientes morreram com lesões severas nos pulmões, mas havia três padrões diferentes.
Leia mais (25/12/2009 - 10h42)
Uma planta usada tradicionalmente em chás medicinais e nas populares "garrafadas" (bebida que reúne várias ervas) está sendo testada no tratamento do câncer. Estudos iniciais desenvolvidos no Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein, em São Paulo, mostram que ela conseguiu estabilizar o quadro clínico de uma doente terminal e que também foi eficaz no alívio das dores.
Encontrada no Norte e no Nordeste do país, a avelós (Euphorbia tirucalli) produz uma seiva semelhante ao látex, que é muita tóxica e cáustica. Se cai nos olhos, pode cegar.
O primeiro passo dos pesquisadores foi então isolar apenas as substâncias benéficas da planta e transformá-las em uma pílula, chamada de AM10.
Leia mais (25/12/2009 - 10h37)
Um tipo comum de bactéria poderia ajudar a reduzir o contágio de doenças que tenham mosquitos como vetores, como a dengue e a chikungunya, ao reforçar a resistência dos próprios insetos, segundo estudo publicado nesta quinta-feira pela revista americana "Cell".
Os mosquitos contaminados com uma bactéria chamada wolbachia, extraída de moscas, tornaram-se mais resistentes tanto à dengue quanto à chikungunya, assim como a uma forma de malária, segundo os autores dos estudos.
"Estes resultados mostram que, com a pesquisa, poderíamos obter um impacto importante na luta contra doenças", declarou o principal autor do estudo, Scott O'Neill, da Universidade de Queensland na Austrália.
Leia mais (25/12/2009 - 09h49)
Um grupo de pesquisadores de vários países, a bordo de um navio de pesquisas britânico, fotografou espécies raras na plataforma continental Antártida.
Peixes, aranhas aquáticas gigantes, polvos e estrelas-do-mar estão entre as espécies raras reveladas em fotografias divulgadas pelo grupo de pesquisa British Antarctic Survey (BAS).
BAS/P. Bucktrout
Grupo fotografou espécies raras na Antártida, como este coral que ainda será identificado pelos estudiosos
Interferir na vida sexual dos mosquitos ajuda a interromper a propagação da malária, segundo um estudo britânico divulgado nesta quinta-feira (24).
Um estudo feito a partir da espécie de mosquito Anopheles gambiae --essencialmente vetora da transmissão da malária na África-- mostrou que, devido ao fato destes mosquitos acasalarem apenas uma vez em seu ciclo vital, controlar este processo pode reduzir dramaticamente o número populacional do inseto.
Jacquelyn Martin -3.jun.09/AP
Mosquito Anopheles, transmissor da malária; estudo afirma que controlar vida sexual do inseto vai combater a doença tropical
Um grupo de dentistas brasileiros propõe uma forma diferente de tratar pacientes com cárie. Baseados em pesquisas nacionais e mundiais, eles afirmam que não é necessário retirar completamente o tecido cariado do dente, como é feito tradicionalmente, e que, em alguns casos, a cárie pode até ser deixada intacta, apenas coberta por uma vedação.
São pesquisadores que fazem parte de uma corrente chamada odontologia minimamente invasiva, que propõe, entre outras questões, a retirada da menor parte possível de tecido dentário --é esse, aliás, o argumento para a mudança na forma de tratamento das cáries.
"O método convencional traz um desgaste desnecessário da estrutura dentária, que não pode mais ser reparada. A nova vertente traz evidências de que podemos remover menos tecido", diz o dentista José Imparato, que coordena um grupo de pesquisa em técnicas de mínima intervenção na USP (Universidade de São Paulo). Ele apresentará uma das técnicas no 28º Congresso Internacional de Odontologia de São Paulo, que ocorre no fim de janeiro.
Leia mais (24/12/2009 - 09h08)
Astrônomos anunciaram ontem (23) ter desvendado a origem de uma classe de objetos cósmicos que vinha intrigando a ciência: as estrelas errantes azuis.
Por serem portadoras de uma massa muito maior do que se previa para astros de sua categoria, seu mecanismo de formação não era bem entendido. Agora, dois estudos mostram que elas surgem tanto de colisões estelares quanto de sistemas em que uma estrela suga material de outra aos poucos.
B.R. Carlsen/Universidade deWisconsin
Esquema de colisão criando errante azul (sentido horário)
Pesquisadores dos EUA calcularam a velocidade com que os ecossistemas do mundo inteiro terão de migrar para se adaptarem à mudança climática. E têm uma má notícia para o Pantanal: ele precisará se deslocar três vezes mais rápido que a média, o que o coloca em risco aumentado de colapso.
Para poderem se manter a uma temperatura constante à medida que o aquecimento global avança, as espécies do Pantanal precisarão se deslocar, em média, 1,26 km/ano, contra 0,42 km/ano da média global.
Embora os pesquisadores não falem em extinções em massa em seu estudo, eles deixam claro que alguns ecossistemas terão grandes dificuldades para se adaptar ao novo clima.
Leia mais (24/12/2009 - 09h01)
25/12/2009 12:12 PM
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