O líder da oposição no Japão, Yukio Hatoyama, classificou as eleições parlamentares ocorridas neste domingo como uma "revolução", enquanto pesquisas de boca-de-urna apontam uma vitória ampla de seu grupo, o Partido Democrático do Japão (PDJ). De acordo com uma pesquisa de boca-de-urna feita pela rede de televisão japonesa NHK, o PDJ ganhou ao menos 300 dos 480 assentos da Câmara Baixa do Parlamento do país, terminando com uma hegemonia de cinco décadas quase ininterruptas do Partido Liberal Democrático (PLD), do atual primeiro-ministro Taro Aso.Os resultados oficiais das eleições devem ser divulgados nesta segunda-feira.
Em declarações feitas após a divulgação dos primeiros resultados, Hatoyama, que tem 62 anos de idade e possivelmente se tornará o próximo premiê do Japão, afirmou que a população estava "cansada" do PLD.
"O povo está bravo com a política atual e com a coalizão governista. Nós sentimos que as pessoas queriam mudança", disse Hatoyama, que é neto do fundador da fábrica de pneus Bridgestone.
"Nós não seremos arrogantes e iremos ouvir o povo".
Governo Espera-se que Hatoyama, que prometeu durante a campanha aumentar programas de seguridade social e combater a burocracia, anuncie uma equipe de transição de governo já nesta segunda-feira.
Em nota divulgada neste domingo, a Casa Branca classificou as eleições no Japão como "históricas" e afirmou que o governo americano está "confiante" de que as parcerias entre os dois países continuarão.
Durante a campanha, no entanto, Hatoyama já havia indicado que buscará uma política externa mais independente e mais distante dos Estados Unidos.
Apesar de os resultados oficiais ainda não terem sido divulgados, o primeiro-ministro Taro Aso reconheceu que, ao que tudo indica, seu partido, o PLD, está caminhando para uma grande derrota.
"Os resultados são muito severos. Havia muita insatisfação com nosso partido", disse ele na sede da agremiação.
Ele ainda afirmou assumir a responsabilidade pela derrota e disse que irá renunciar à liderança do partido.
De acordo com informações preliminares, o comparecimento de eleitores às urnas foi de pouco menos de 50%, um pouco abaixo do das eleições de 2005, quando o carismático Junichiro Koizumi foi eleito por uma larga maioria.
Segundo as autoridades, eleitores podem ter deixado de ir às urnas devido às chuvas causadas pela aproximação de um tufão e a um alerta de gripe suína emitido pelo governo.
O líder espiritual tibetano Dalai Lama desembarcou em Taiwan neste domingo para uma visita de cinco dias que causou protestos do governo da China. O governo de Pequim considera o religioso que vive exilado na Índia um líder separatista que busca a independência do Tibete.O motivo oficial da visita do religioso à ilha, no entanto, é de dar conforto espiritual às vítimas do tufão Morakot, que atingiu Taiwan no início deste mês e deixou ao menos 571 mortos e outros 10 mil desabrigado.
Vencedor do prêmio Nobel da Paz em 1989, o líder tibetano foi convidado por partidos de oposição para visitar Taiwan.
A visita foi aprovada pelo presidente Ma Ying-Jeou após seu governo ter sido acusado de não ter agido de maneira rápida para auxiliar as vítimas do tufão, o maior registrado em Taiwan nos últimos 50 anos.
Após o tufão, o presidente viu seus índices de aprovação caírem para apenas 20%, um recorde negativo.
Política Logo após desembarcar em Taipé, o Dalai Lama negou que sua visita tenha qualquer caráter político.
"Minha visita não é de natureza política. Às vezes, eu tenho alguma agenda política em alguns lugares que visito. Desta vez, não há política, só (motivos) espirituais e humanitários", disse o líder budista.
O governo chinês, no entanto, reiterou, por meio de um comunicado divulgado no domingo, sua "oposição" à visita do Dalai Lama a Taiwan.
"Nós nos opomos (à visita) e nossa posição é firme e clara", afirmou um porta-voz do Conselho de Estado para Assuntos de Taiwan, de acordo com a agência de notícias estatal Xinhua.
"A visita do Dalai Lama pode ter influências negativas nas relações entre China e Taiwan. Nós acompanharemos de perto a situação", diz o comunicado.
As questões do Tibete e de Taiwan são particularmente sensíveis para o governo chinês, que considera os dois lugares como parte de seu território.
Segundo a correspondente da BBC em Taipé, Cindy Sui, apesar de ter aprovado a visita do líder tibetano, o presidente Ma Ying-Jeou já anunciou que não irá se reunir com ele, em uma medida que pode sinalizar uma tentativa de aproximação econômica com a China, o maior parceiro comercial de Taiwan.
Visita Após desembarcar em Taipé, o Dalai Lama seguiu diretamente para o sul da ilha, área mais atingida pelo tufão.
Na segunda-feira, ele deve visitar o vilarejo de Hsiaolin, um dos mais atingido e onde pelo menos 500 pessoas foram soterradas por deslizamentos de terra.
As críticas à sua visita, no entanto, fizeram com que ele cancelasse uma entrevista coletiva que estava programada anteriormente.
Centenas de milhares de pessoas se concentraram nos oeste de Londres neste domingo para participar do Carnaval de Notting Hill, que dura dois dias. Estima-se que 1,5 milhão de pessoas compareçam à festa ao ar livre, que já está sendo considerada uma das maiores da Europa.Dançarinas com o corpo coberto de chocolate e bonecos gigantescos do marinheiro Popeye se misturam a passistas com roupas coloridas e adereços que fazem um desfile na rua.
O principal desfile está marcado para segunda-feira e, embora tenha contado com a participação de brasileiros ao longo dos anos, traz forte influência caribenha.
A festa anual atrai muitos turistas. Marco Figueiredo, de 32 anos, viajou de Lisboa para Londres para participar da festa. "Eu esperava mais gente mas a música tem sido excelente", afirmou.
"Se não fosse pelo clima (frio), iria dar um pouco a sensação de Rio." As bandas com som caribenho são as mais numerosas e o sistema de alto-falantes toca de soca, calipso e reggae a hip-hop jazz e soul music.
Barracas improvisadas vendem petiscos de todo o tipo. "Você tem comida de todas as ilhas (do Caribe), assim como africana e chinesa, grega e marroquina", disse uma das organizadoras da festa, Ruth Thomsett.
Cerca de cem monitores, funcionários da administração do bairro e policiais fiscalizam que a música não exceda o limite de 135 decibéis.
A polícia prendeu várias pessoas na semana anterior ao evento, mas disse que a festa começou pacificamente. Até agora 21 pessoas foram detidas durante o carnaval. No ano passado, no primeiro dia do evento, pelo menos 108 foram presas.
Os policiais patrulham a área e realizam operações de revista para tentar impedir a ação de gangues.
A senadora e ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva oficializou, neste domingo, em uma cerimônia em São Paulo, sua filiação ao Partido Verde (PV). Militante histórica do Partido dos Trabalhadores, partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Marina anunciou seu desligamento do PT no último dia 19 de agosto, após três décadas de militância na agremiação.Marina, que deve concorrer à Presidência da República pelo PV nas eleições de 2010, preferiu não comentar sua possível candidatura neste domingo.
A senadora, no, entanto, foi recebida pela militância do partido sob gritos de "Brasil, urgente, Marina presidente".
Eleita senadora pelo Estado do Acre, Marina exerce atualmente seu segundo mandato na casa.
Em 2003, tomou posse como ministra do Meio Ambiente do governo Luiz Inácio Lula da Silva, permanecendo no cargo até maio de 2008, quando pediu sua demissão ao presidente.
À época, especulou-se que o pedido de demissão estaria relacionado com embates entre ela e a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, provável candidata do PT à Presidência em 2010.
A senadora, no entanto, preferiu não comentar qualquer discordância com a ministra e afirmou que prefere "não se colocar no papel de vítima" de Dilma Rousseff.
"Nova casa" Filiada ao PT desde 1985, Marina fundou, junto com o líder seringueiro Chico Mendes, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) no Acre e exerceu os cargos de vereadora e deputada estadual.
No discurso em que formalizou sua adesão ao Partido Verde, a senadora afirmou que não tem "ilusões de um partido perfeito" e comparou sua saída do PT a de um filho que deixa a casa dos pais.
"Eu disse aos meus companheiros (do PT) que, às vezes, dentro de uma casa, é necessário que o filho saia para fazer sua própria casa. Isto não significa que estamos rompendo com as coisas boas ou os erros cometidos no passado", disse a senadora.
Afirmando estar procurando "uma nova maneira de caminhar", Marina afirmou que pretende desenvolver no PV políticas que integrem questões ambientais e sociais com o desenvolvimento econômico.
O ex-primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, foi indiciado por corrupção, anunciaram neste domingo assessores do promotor-geral do país, Menahem Mazuz. Pressionado por acusações de envolvimento em escândalos, Olmert, que estava à frente do partido Kadima, renunciou ao cargo de primeiro-ministro em setembro do ano passado. Ele permaneceu à frente do governo até a posse do líder do Likud, Benjamin Netanyahu, em março.
As acusações são ligadas a eventos ocorridos antes que Olmert se tornasse primeiro-ministro, em 2006. Ele foi prefeito de Jerusalém e ministro da Indústria.
O político israelense nega ter cometido irregularidades. "Olmert está convencido de que vai poder provar sua inocência no tribunal de uma vez por todas", disse nota emitida por seu porta-voz neste domingo.
Entre as acusações que pesam sobre Olmert, está a de ter recebido ilicitamente centenas de milhares de dólares em doações de campanha, na época em que era prefeito de Jerusalém. Ele teria recebido dinheiro do empresário judeu americano Morris "Moshe" Talansky para financiar diversas campanhas eleitorais.
Olmert admitiu ter recebido dinheiro de Talansky, mas afirmou que eram doações legítimas para ajudar suas campanhas para a reeleição na prefeitura e para a liderança do Likud, partido a que pertencia na época.
Um outro caso é relativo ao pedido de reembolso de despesas com viagens ao exterior. A polícia suspeita que "somas consideráveis" que sobravam depois que as despesas eram pagas eram transferidas pelo político para uma conta especial que sua agência de viagem administrava para ele.
Uma terceira acusação apresentada pelo promotor-geral é relativa a conflito de interesses. Investigadores alegam que Olmert arranjou oportunidades de investimento para um amigo, Uri Messner, quando era ministro da Indústria.
De acordo com o escritório de Mazuz, Olmert é o primeiro ex-premiê israelense a sofrer processo criminal na história do país.
Sua secretária particular, Shula Zaken, também foi acusada de envolvimento em corrupção.
O Partido Democrático do Japão (PDJ), que está na oposição, deve ter uma vitória esmagadora nas eleições para a Câmara Baixa do Parlamento realizadas neste domingo no país, sugerem pesquisas de boca-de-urna. Projeções das pesquisas, feitas com 400 mil eleitores, indicam que o PDJ conquistou cerca de 300 dos 480 assentos da Casa - e, se confirmadas, marcam uma reviravolta na política japonesa com a derrota do Partido Liberal Democrático (PLD), que governa o país quase ininterruptamente há 54 anos. O PLD tinha 303 cadeiras no Parlamento agora renovado, enquanto o PDJ ocupava 112. O PDJ já controla a Câmara Alta do Parlamento japonês, com apoio de agremiações menores, como os social-democratas.
Desemprego
Analistas dizem que os eleitores consideram o PLD culpado pelo mau desempenho da economia japonesa. O partido é tido como defensor das grandes corporações.
De acordo com dados divulgados na última sexta-feira, a taxa de desemprego atingiu o nível recorde de 5,7% no mês passado. Assim, mais de 3 milhões de japoneses estavam desempregados em julho - cerca de um milhão a mais que no mesmo período do ano passado.
Embora a economia tenha saído da recessão e crescido 0,9% entre abril e junho, as taxas de desemprego lançam dúvidas sobre o vigor desta recuperação.
O primeiro-ministro do Japão, Taro Aso, disse que vai renunciar ao cargo de presidente do PLD, assumindo a responsabilidade pelo resultado das urnas.
Segundo o correspondente da BBC em Tóquio, Roland Buerk, é quase certo que ele venha a ser substituído pelo líder do PDJ, Yukio Hatoyama, que prometeu ampliar a seguridade social, reduzir a burocracia e buscar relações mais equilibradas com os Estados Unidos.
Hatoyama é neto do fundador da fábrica de pneus Bridgestone e de um político que foi primeiro-ministro na década de 50 pelo PLD, que seu partido derrota nas eleições deste domingo.
Exceto por um curto período de onze meses em 1993, o PLD tem governado o Japão desde 1955, quando foi fundado.
Os primeiros resultados oficiais da eleição devem ser divulgados na manhã de segunda-feira. Cerca de 10% dos eleitores já tinham depositado seus votos antecipados no sábado.
Os despojos de 92 vítimas civis do pior massacre ocorrido no Peru durante o conflito entre as forças do governo e os rebeldes do grupo maoísta Sendero Luminoso foram enterrados neste fim-de-semana no país, 25 anos depois do incidente. Familiares das vítimas da matança realizada no vilarejo de Putis, em 1984, levaram os caixões brancos através das montanhas de Ayacucho, nos Andes, numa caravana simbólica. Mais de 120 homens, mulheres e crianças foram mortos pelas forças de segurança durante campanha contra os guerrilheiros maoístas, que controlavam a área. Há cerca de um ano foram encontrados 92 corpos em uma vala comum em Putis, mas apenas 28 corpos puderam ser identificados através de exames de DNA.
O cortejo se realiza no sexto aniversário da Comissão para a Verdade e Reconciliação do Peru, que permaneceu mergulhado em uma guerra civil durante quase duas décadas. José Coronel, que presidiu a comissão em Ayacucho, disse que há poucos indícios de uma reconciliação em relação ao massacre de Putis.
"Não houve avanço em termos de justiça porque as forças armadas se recusam a dar os nomes dos oficiais estacionados na base militar aqui em 1984", afirmou em entrevista à BBC.
Nenhum militar foi processado pelo massacre. O ministro da Defesa do Peru, Rafael Rey, afirmou que é impossível obter os registros e documentos que revelam quem participou da ação em Putis.
Mas a autoridade destacada para a observação do respeito aos direitos humanos no país, Beatriz Merino, disse que estas declarações são inaceitáveis e o Estado tem a obrigação de garantir que a justiça seja feita.
Cerca de 15 mil pessoas desapareceram no Peru entre 1980 e 2000 por causa do conflito. Até agora foram exumados os restos mortais de pouco mais de 1% dessas pessoas, de acordo com o correspondente da BBC na capital peruana, Lima, Dan Collyns.
O músico Noel Gallagher disse que foi forçado a deixar a banda de rock britânica Oasis por causa de intimidação. Em uma declaração em seu blog em Oasisnet. com, o músico disse: "Os detalhes não interessam e são demasiados para enumerar. Mas sinto que vocês têm o direito de saber que o nível de intimidação verbal e violenta contra mim, a minha família, amigos e companheiros tornou-se intolerável."
"E a falta de apoio e compreensão por parte dos gerentes e colegas de banda não me deixou outra alternativa a não ser pegar o meu boné e buscar novas paragens." O guitarrista, contudo, não dá detalhes sobre como foi intimidado ou por quem.
Noel Gallagher também pediu desculpas aos fãs em Paris, que ficaram desapontados quando o Oasis cancelou um show agendado, depois de divulgado na sexta-feira um comunicado anunciando sua saída da banda.
Ele agradeceu o carinho dos fãs e disse que sua decisão de deixar o Oasis pôs fim a 18 anos "incríveis". Para ele, o sucesso do grupo foi "um sonho que se tornou realidade". "Eu levo comigo memórias gloriosas", afirmou.
'Cinco anos'
O guitarrista principal do Oasis deixou a banda depois que as relações com o irmão e parceiro musical Liam se tornaram difíceis.
Uma porta-voz do grupo disse que Liam e seus outros integrantes devem decidir nos próximos dias se querem continuar juntos sem Noel.
O produtor musical Alan McGee, que descobriu a Oasis e contratou-a para seu selo Creation Records, afirmou que esta briga entre Noel e Liam "foi a pior que eles já tiveram, e eles já tiveram algumas muito ruins".
Mas ele prevê uma reconciliação. "Eles se amam e vão ficar juntos de novo." "Eu acho que vamos ver uma turnê de reunião em uns cinco anos", disse McGee.
A banda Oasis era formada por Liam Gallagher, Paul Arthurs, Paul McGuigan e Tony McCarroll. Logo após a formação, o irmão mais novo de Liam, Noel Gallagher se juntou à banda nos vocais e guitarra.
Segundo o jornal Belfast Telegraph, o Oasis vendeu, até junho de 2009, mais de 50 milhões de discos.
O presidente do Equador, Rafael Correa, afirmou, neste sábado, que tomará as medidas legais necessárias para o fechamento da rede de televisão privada Teleamazonas, por supostas irregularidades cometidas na divulgação de uma gravação que teria sido realizada clandestinamente dentro de seu gabinete.
A gravação, que, segundo o presidente, teria sido entregue à rede pelo oposicionista Fernando Balda, ex-integrante do partido de Correa, mostraria o presidente supostamente planejando alterações na Constituição, aprovada em um referendo no ano passado, junto com partidários.
Espionagem
"É gravíssimo, um delito contra a segurança nacional, espionaram uma reunião no gabinete do presidente", disse Correa, de acordo com a agência de notícias da Presidência do Equador.
O presidente equatoriano, que negou as acusações, ainda pediu a prisão de Balda e uma investigação sobre seu partido, Sociedade Patriótica.
"Este homem (Balda) será preso, não vamos aceitar essas coisas. Provavelmente a Sociedade Patriótica tem microfones instalados no gabinete, por isso conseguiram as gravações. Isto é um delito", disse o presidente.
Legislação
De acordo com a Presidência do Equador, a ordem para o fechamento da emissora, que é conhecida por ser crítica ao governo Correa, baseia-se na Lei de Radiodifusão e Televisão do país, que proíbe a divulgação de gravações feitas sem a autorização das partes envolvidas.
Segundo o governo, esta legislação proíbe a "reprodução de vídeos ou gravações não autorizadas por aqueles que aparecem envolvidos ou intervenham no vídeo ou gravação, de maneira que seja afetado o direito à intimidade e à honra das pessoas".
Segundo o jornal equatoriano El Tiempo, o ministro da Coordenação Política do Equador, Ricardo Patiño, apresentou ao Ministério Público do país denúncias contra Fernando Balda e o partido Sociedade Patriótica, além da "prisão preventiva" do oposicionista.
Os eleitores japoneses começaram a ir às urnas na manhã deste domingo (horário local) para escolherem os candidatos que ocuparão os assentos da Câmara Baixa do Parlamento, em um pleito que pode representar uma reviravolta histórica na política do país. De acordo com a maioria das pesquisas de intenção de voto, o oposicionista Partido Democrático do Japão (PDJ) deve impor uma derrota histórica ao Partido Liberal Democrático (PLD), que governou o país quase ininterruptamente nos últimos 54 anos. Diversas sondagens apontam que o PDJ pode ganhar mais de 300 dos 480 assentos da casa, revertendo os resultados das eleições de 2005, quando sofreu uma grande derrota.
Caso as previsões se confirmem, o líder do PDJ, Yukio Hatoyama, deve se tornar o primeiro-ministro do país, derrotando o atual premiê, Taro Aso, líder do PLD.
O PDJ já controla a Câmara Alta do Parlamento japonês, com apoio de agremiações menores, como os social-democratas.
Uma eventual vitória na Câmara Baixa neste domingo, no entanto, pode colocar fim à hegemonia do PLD, que, exceto por um curto período de onze meses em 1993, tem governado o Japão desde 1955, quando foi fundado.
"Mudança"
As autoridades esperam que o comparecimento às urnas deve ser alto neste domingo. Cerca de 10% dos eleitores já haviam depositado seus votos antecipados no sábado.
Para analistas, muitos eleitores devem usar seus votos para expressar sua frustração com os altos índices de desemprego e com o modo com que o governo está administrando a economia durante este período de recessão global.
Com uma campanha que tem a mudança como mote, o líder do PDJ, Yukio Hatoyama, tem prometido promover modificações na política doméstica e externa do Japão, além de fazer reformas para diminuir a burocracia no país.
Ele também tem prometido mais ajuda às famílias japonesas, além de políticas para aumentar os índices de natalidade do país.
"Eu garanto que o Partido Democrático (irá) mudar a política de uma maneira que as pessoas poderão dizer: 'a política do Japão realmente mudou em 30 de agosto de 2009'", disse Hatoyama durante um comício em Osaka, no sábado.
O atual premiê, Taro Aso, por sua vez, questionou a capacidade da oposição, que tem pouca experiência política, de liderar o país.
"Eu peço que vocês deem o poder para o PLD, para que nós possamos completar a recuperação (econômica) que ainda está na metade do caminho", disse Aso, durante um comício na cidade de Kamakura, nas proximidades de Tóquio.
A votação será encerrada às 8h de domingo (horário de Brasília) e as primeiras pesquisas de boca-de-urna devem começar a ser divulgadas logo em seguida.
Duas policiais americanas que foram em parte responsáveis pela solução do sequestro de Jaycee Lee Dugard, que ficou 18 anos em cativeiro, afirmaram que começaram a suspeitar do suposto sequestrador, Philip Garrido, após observarem o comportamento "robótico" das duas crianças que estavam com ele no momento em que eles participavam de uma pregação religiosa em uma universidade. Em uma entrevista coletiva na sexta-feira, as policiais Lisa Campbell e Ally Jacobs afirmaram ter encontrado Garrido na terça-feira, no campus da Universidade da Califórnia, em Berkeley, onde as duas trabalham. Segundo as policiais, elas teriam começado a suspeitar do comportamento "estranho" das duas garotas que estavam com ele. As meninas, uma de 11 anos e outra de 15, são filhas que Dugard teve com Garrido durante os anos de cativeiro.
"Eu acho que Lisa perguntou (para as meninas) se elas iam à escola. As duas, como robôs, responderam: 'nós estudamos em casa'", disse a oficial Ally Jacobs.
A policial ainda afirmou ter notado que as garotas eram "extremamente pálidas em comparação" a Garrido, além de terem "olhos azuis penetrantes".
"Eu estava olhando para a filha mais nova, que estava sentada na minha frente, e ela ficava olhando fixamente para mim" afirmou. "Fiquei com a sensação de que estas crianças eram como robôs, foi minha intuição".
Condicional
Segundo as policiais, Garrido teria contado a elas sobre suas condenações anteriores por estupro e sequestro, mas disse que sua vida teria mudado.
As policiais então informaram ao oficial responsável pela liberdade condicional de Garrido sobre suas suspeitas, o que fez com que ele fosse convocado para prestar esclarecimentos na delegacia.
O suspeito compareceu então ao local junto com as duas garotas e uma mulher que se apresentou como Alissa e foi reconhecida depois como Jaycee Dugard, que havia sido sequestrada em 1991.
Acusações
Garrido e sua mulher, Nancy, estão detidos e devem comparecer diante de um tribunal no próximo dia 14 de setembro.
Em uma audiência na última sexta-feira, os dois acusados se declararam inocentes das 29 acusações relacionadas ao caso que pesam contra eles, incluindo o sequestro de Dugard.
A polícia está investigando agora a casa de Garrido, em busca de indícios do eventual envolvimento dele com assassinatos de prostitutas na década de 1990.
Vários corpos foram encontrados em uma área industrial perto de onde Garrido trabalhava. Jaycee Dugard e suas duas filhas estão agora hospedadas em um hotel nas proximidades de São Francisco.
Os líderes dos dois principais partidos políticos do Japão encerraram com comícios, neste sábado, suas campanhas para as eleições legislativas do próximo domingo. De acordo com a maioria das pesquisas de intenção de voto, o oposicionista Partido Democrático do Japão (PDJ) deve impor uma derrota histórica ao Partido Liberal Democrático (PLD), que governou o país quase ininterruptamente nos últimos 50 anos.Segundo as pesquisas, o PLD, partido do atual premiê Taro Aso, deve sentir nas urnas a insatisfação dos eleitores com a recessão e o desemprego no país, perdendo a maioria no Parlamento.
Exceto por um curto período de menos de um ano em 1993, o PLD tem governado o Japão desde1955, quando foi fundado.
'Mudança' Confiante em uma vitória da oposição, o candidato a primeiro-ministro pelo PDJ, Yukio Hatoyama, afirmou, durante um comício em Osaka, neste sábado, que espera que as eleições deste domingo "mudem" a política japonesa.
"Eu garanto que o Partido Democrático (irá) mudar a política de uma maneira que as pessoas poderão dizer: 'a política do Japão realmente mudou em 30 de agosto de 2009'", disse.
Entre as promessas de campanha do PDJ está um maior apoio aos consumidores e trabalhadores do país.
Experiência O primeiro-ministro Taro Aso, líder do PLD, por sua vez, questionou a capacidade da oposição, que tem pouca experiência política, de liderar o país.
"Eu peço que vocês dêem o poder para o PLD, para que nós possamos completar a recuperação (econômica) que ainda está na metade do caminho", disse Aso, durante um comício na cidade de Kamakura, nas proximidades de Tóquio.
Segundo pesquisas de opinião, muitos eleitores devem usar seus votos para expressar sua frustração com o modo com que o governo está administrando a economia durante este período de recessão global.
Dados divulgados na última sexta-feira apontam que a taxa de desemprego atingiu o nível recorde de 5,7% no mês passado.
De acordo com esta informações, mais de 3 milhões de japoneses estavam desempregados em julho, cerca de 1 milhão a mais que no mesmo período do ano passado.
Embora a economia tenha crescido 0,9% entre abril e junho, as taxas de desemprego lançam dúvidas sobre o vigor desta recuperação.
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, participou, neste sábado, em Boston, de uma missa em homenagem ao senador Edward Kennedy, morto na última terça-feira em decorrência de um câncer no cérebro. Durante a cerimônia, que precedeu o enterro do senador, marcado para este sábado, Obama classificou Edward Kennedy, mais conhecido pelo apelido Ted, como "um amigo e um mentor". Em seu discurso, o presidente dos Estados Unidos ainda afirmou que Kennedy foi "o maior legislador de nosso tempo" e "o defensor daqueles que não têm nada".
AP
Após a missa, que aconteceu em Boston, cidade natal do senador, o corpo de Kennedy será levado de avião até Washington, onde será enterrado no Cemitério Nacional de Arlington, pertos dos túmulos de seus irmãos Robert e o ex-presidente John Kennedy.
O caixão com o corpo do senador ficou exposto por dois dias na Biblioteca Presidencial John F. Kennedy, também em Boston. Cerca de 50 mil pessoas foram até o local para prestar a última homenagem a ele.
"Herói gentil"
Durante seu discurso, proferido na Basílica de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, o presidente dos Estados Unidos classificou Kennedy como um "herói gentil e delicado".
"Eu o conheci como colega, mentor e, acima de tudo, como amigo", disse Obama. "Ele era a alma do Partido Democrata e o leão do Senado dos Estados Unidos".
Citando algumas das tragédias que aconteceram com o clã Kennedy, Obama afirmou que "estes eventos teriam abalado um homem menor, mas este não era Ted Kennedy".
Entre as personalidades que participaram da missa deste sábado estavam os ex-presidentes George W. Bush, Bill Clinton e Jimmy Carter.
Centenas de fãs de Michael Jackson reuniram-se nas cidades britânicas de Londres e Leicester para dançar um dos maiores sucessos dele, Thriller, em uma homenagem no que seria o dia do aniversário do cantor. Os organizadores estimam que 500 pessoas dançaram a famosa coreografia na Praça Orton, em Leicester, e cerca de cem estiveram na Praça Trafalgar, no centro da capital, neste sábado, quando Jackson completaria 51 anos de idade.Michael Jackson morreu de um ataque cardíaco no dia 25 de junho.
Anand Bhatt, que organizou a concentração em Leicester, disse que tinha como objetivo unir as diversas comunidades da cidade. "Música e dança são uma forma poderosa de aproximar as pessoas", disse. "Para muitos, a dança também é um exercício que ajuda a tratar diabetes, doenças cardíacas e obesidade." A organizadora do evento de Londres, Ilana Lorraine, afirmou: "Eu sou uma grande fã de Michael Jackson, então eu faço questão de mantê-lo vivo." Ela planeja organizar mais flash-mobs (concentrações rápidas improvisadas) na capital britânica tendo Jackson como tema.
O presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, aumentou sua vantagem sobre o seu principal rival nas eleições presidenciais do país, de acordo com resultados parciais das eleições presidenciais realizadas há nove dias. A comissão eleitoral anunciou neste sábado que foram apurados os votos de um terço das secções eleitorais e pouco mais de 46% dos votos foram para Karzai. Abdullah Abdullah está com 31,4%.
Abdullah voltou a fazer alegações de irregularidades, dizendo que houve fraude "maciça, praticada pelo governo". Em entrevista à BBC, o candidato afirmou que muitas urnas foram preenchidas com centenas de milhares de cédulas.
Ele insiste que se o pleito tivesse sido realizado de maneira justa, ele estaria na liderança em número de votos.
"Hoje nós estamos nos reunindo com representantes de cinco províncias. De acordo com relatos de testemunhas, a fraude é simplesmente terrível. É simplesmente alarmante."
As declarações foram feitas poucos dias depois da notícia de que o enviado especial dos Estados Unidos ao Afeganistão, Richard Holbrooke, levou a uma reunião com Karzai preocupações sobre a possível ocorrência de fraudes e compra de votos.
Representantes de ambos negaram rumores de que o encontro tenha sido "explosivo" e que tenha ocorrido um "dramático rompimento".
'Poucas queixas'
A Comissão Eleitoral disse que houve poucas queixas de irregularidades na votação, e prevê que o resultado final do pleito não deverá sair antes de 3 de setembro.
Ainda não se sabe se haverá um segundo turno nas eleições, que é automático caso nenhum dos candidatos obtenha mais de 50% dos votos.
Atrás de Karzai e Abdullah no quadro de votos estão o parlamentar Ramazan Bashardost e o ex-economista do Banco Mundial, Ashraf Ghani.
Em outros desdobramentos, o primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Gordon Brown, fez uma visita surpresa ao Afeganistão, onde tropas britânicas combatem o Talebã na província de Helmand, no sul do país.
Brown elogiou o papel dos soldados em impedir que o Talebã impedisse a realização de eleições e prometeu apressar o treinamento das forças de segurança afegãs.
"Eu acho que nós poderemos ter outros 50 mil soldados afegãos treinados no próximo ano", afirmou. "(Isso) fará com que os afegãos assumam maior responsabilidade por seus próprios assuntos."