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WWF-Brasil disponibiliza resultados de oficina sobre adaptação

Já estão disponíveis para download os resultados da oficina sobre estratégias de adaptação às mudanças climáticas, realizado pelo WWF-Brasil e pelo programa global HSBC Climate Partnership, em Brasília, nos dias 3 e 4 de agosto.

Para conferir o relatório sobre o evento e as apresentações dos especialistas que participaram da oficina, basta baixar os arquivos em formato PDF abaixo. Além disso, também é possível ouvir podcasts com trechos mais importantes das discussões.

A oficina contou com a presença de especialistas que se reuniram para identificar oportunidades de atuação no tema, viabilizar o estabelecimento de um diálogo intersetorial permanente entre governos, setor privado e sociedade civil organizada para a formulação de políticas públicas de adaptação às mudanças; e desenvolver diretrizes de adaptação ? inclusive para os ecossistemas de água doce - às mudanças climáticas.

Os resultados servirão como referencial tanto para a elaboração de uma estratégia do WWF-Brasil para fazer face ao problema, como para oferecer subsídios a governos, organizações e instituições interessadas no tema.


Entenda o que é a adaptação

As mudanças climáticas já são uma realidade. Fenômenos incomuns e extremos como as recentes enchentes no Amazonas, Maranhão e Santa Catarina e, antes disso, a seca recorde na Amazônia, tendem, segundo os especialistas, a se tornar cada vez mais frequentes e graves.

Isto, segundo estes estudiosos, é um sinal dramático de que é necessário agir agora, para garantir o melhor cenário possível para a atual e as próximas gerações.

Embora ainda haja tempo para a adoção de medidas que reduzam a trajetória de mudanças climáticas no planeta, cientistas afirmam que o aquecimento global é algo já inexorável e que o melhor cenário ainda prevê um aumento da temperatura em 2ºC nas próximas décadas.

O que agravará a situação atual e exige medidas urgentes que reduzam os impactos da mudança sobre os ecossistemas em geral, e em particular, os ecossistemas aquáticos, grupos sociais vulneráveis e também sobre diversas atividades econômicas que poderão ser afetadas.

Uma das medidas mais urgentes deste cenário é a adaptação às mudanças climáticas, uma série de respostas aos impactos atuais e potenciais da mudança do clima, para minimizar os seus riscos.

A capacidade de adaptação de um sistema depende de sua vulnerabilidade, que é o grau de suscetibilidade dos sistemas (biológicos, geofísicos e sócio-econômicos) para lidar com os efeitos adversos da mudança do clima, e sua resiliência, que é a capacidade do sistema em absorver impactos preservando a mesma estrutura básica e os mesmos meios de funcionamento.

Quanto menor a vulnerabilidade de um sistema e maior a resiliência, maior será o seu potencial de adaptação.

28/08/2009 12:00 AM

Acre: Manejo de pesca conserva ecossistemas e aumenta renda de pescadores

Em projeto coordenado por WWF-Brasil e governo do estado do Acre, pescadores criam regras para disciplinar a atividade, gerando resultados de conservação e de inclusão social

Por Bruno Taitson, de Manoel Urbano (AC)

A Terceira Feira do Pirarucu Manejado, realizada no município acreano de Manoel Urbano, entre 21 e 23 de agosto, demonstrou os resultados positivos do projeto de manejo do pirarucu (Arapaima gigas), o maior peixe de água doce do planeta. No evento, pescadores locais puderam comercializar alimentos e objetos de artesanato elaborados a partir da espécie, que vinha desaparecendo da região no início desta década.

O projeto, que consiste em treinar e capacitar pescadores para manejar o pirarucu de forma ambientalmente adequada, gerou acordos de pesca, que são regras elaboradas pelos moradores locais com objetivo de assegurar, em longo prazo, a sobrevivência da espécie e a viabilidade econômica da atividade pesqueira. Os principais resultados diretos são o aumento da produtividade dos lagos, o crescimento da produção de pirarucu nos lagos manejados, o repovoamento, com casais da espécie em lagos onde o peixe havia desaparecido e o consequente aumento da renda dos pescadores.

Pedro de Nascimento, pai de oito filhos, relata que sua renda com a pesca aumentou mais de 50% após sua entrada, em 2007, no grupo de manejadores que participa do projeto do pirarucu. ?Antes, demorava de dois a três dias em Manoel Urbano para vender 60 quilos de peixe, e muitas vezes levava prejuízo. Agora a gente ganha muito mais?, diz.

O pescador destaca que, antes da implementação dos acordos de pesca, havia poucos peixes e a atividade era cercada de incertezas. ?Havia gente pescando dia e noite, com malhadeiras de todos os tamanhos. Estavam acabando com os peixes?, relata, salientando que as regras ajudaram a garantir a sustentabilidade da pesca nos lagos.

Os primeiros registros de escassez do o pirarucu, importante fonte de renda e de proteínas para populações ribeirinhas do alto rio Purus (AC), aconteceram a partir de 2001. Diante de uma demanda das colônias de pescadores dos municípios de Sena Madureira e Manoel Urbano, o WWF-Brasil e o governo do Estado, por intermédio da Secretaria de Extensão Agroflorestal e Produção Familiar (Seaprof), elaboraram um projeto conjunto para o manejo da pesca.

Em 2003, o manejo do pirarucu foi aplicado como piloto no Lago Santo Antônio (Manoel Urbano). Dados levantados ao longo do projeto indicam que a produtividade dos lagos cresceu, em média, 140%. Atualmente, acontece também nos lagos Novo, Grande e Novo Destino, no mesmo município. Além disso, começa a ser implantado em comunidades ribeirinhas e terras indígenas também no Acre, nas bacias dos rios Envira e Tarauacá.

Mais tempo livre


Geraldo Bispo mora na região dos lagos de Manoel Urbano há quase 40 anos e participa do manejo do pirarucu desde o início do projeto, em 2002. Ele relata que, atualmente, com a melhoria da produtividade na pesca, tem mais tempo para se dedicar à agricultura. ?Antes, precisava de mais de 30 peixes para dar o peso de um quilo. Hoje, 12 peixes já pesam um quilo. Em menos de duas horas consigo pescar o que preciso para a subsistência?, relata.

O pescador, que tem nove filhos ? a mais nova com 14 anos ? acrescenta que, com o projeto, não só as populações de pirarucus aumentaram, mas também as dos demais pescados da região, como o mandi e a branquinha.?O manejo está funcionando?, avalia Geraldo Bispo.

Os impactos positivos em outras espécies, relatados por Geraldo Bispo, são de grande importância socioeconômica para a região. Os peixes branquinha (Charex gibbosus), mandi (Pimelodus spp.) e filhote (Brachyplathystoma filamentosum) respondem por 65% do volume capturado nos lagos de Manoel Urbano. ?A presença em abundância do pirarucu, espécie que fica no topo da cadeia alimentar, é um significativo indicador de conservação dos ecossistemas aquáticos, por demonstrar que não há escassez das demais espécies?, esclarece Antonio Oviedo, técnico do WWF-Brasil responsável pelo projeto.

Além do mais, por ser um peixe sedentário, o pirarucu só permanece em locais bem conservados. Assim, é possível dizer que sua presença sinaliza a conservação da vegetação às margens do lago, bem como abundância de microrganismos na água e uma atividade de pesca dentro de padrões de sustentabilidade.

Mudança de atitude

Carlos Leopoldo, técnico da Seaprof responsável pelo projeto, observa que os lagos de Manoel Urbano estão em uma região delicada, que sofre impactos ambientais a partir do asfaltamento da BR-364 e de assentamentos do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). ?Em sete anos de projeto, temos conseguido mudar a atitude da população local em relação ao meio ambiente. Hoje eles têm a clara percepção de que o recurso natural precisa ser utilizado de forma sustentável?, destaca.

Organizada anualmente, a Feira do Pirarucu Manejado incrementa a renda dos pescadores e do comércio local, informa a população a respeito de questões ambientais e também leva entretenimento a moradores e visitantes. Durante a feira foram comercializados diversos produtos derivados do pirarucu, desde o filé (conhecido como manta) até peças artesanais confeccionados com as escamas do peixe.

Para a feira, foram capturados, com autorização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), 17 pirarucus, que pesaram cerca de 1,8 tonelada. Até o final de setembro, os pescadores poderão pescar mais 22 unidades, atingindo o total de 30% do estoque de pirarucu nos quatro lagos manejados.. O percentual é estabelecido de forma participativa de acordo com critérios ambientais. Em 2007, na primeira edição da feira, o volume pescado foi de uma tonelada.

Para o pesquisador Marcelo Crossa, que atua como consultor no projeto, é preciso seguir investindo em capacitação e pesquisa, para que se acumule um maior volume de conhecimento a respeito do pirarucu e, principalmente, do comportamento do peixe em cabeceiras de grandes rios da bacia amazônica, como é o caso do rio Purus. ?São características diferentes daquelas manifestadas no médio e baixo Amazonas?, explica.

Marcelo Crossa acrescenta que o principal desafio do projeto é promover o equilíbrio entre as necessidades ambientais, sociais e econômicas. ?Isso demanda pesquisa e modelos de uso adaptativo dos recursos, além de treinamento de técnicos, gestores e pescadores nas regiões onde o manejo é aplicado?, conclui.

26/08/2009 12:00 AM

Festival cultural promove práticas sustentáveis

Acontece neste final de semana, em Brasília, a 12º edição do festival Puroritmo. O evento une ações ambientais e culturais sustentáveis, com o objetivo de sensibilizar as pessoas para a importância das práticas ecológicas.

Irineu Tamaio, coordenador do Programa para Sociedades Sustentáveis do WWF-Brasil, fará uma apresentação sobre Consumo Consciente, no domingo, às 11h. Além de diversas outras palestras, o evento contará com oficinas, sessões de cinema, feiras e shows.

O Puroritmo ? Festival da Cultura Consciente acontece no Jardim Botânico de Brasília, no Lago Sul, nos dias 22 e 23 de agosto, a partir das 9h. Para mais informações, acesse o site oficial do evento.

20/08/2009 12:00 AM

WWF-Brasil apoia simpósio sobre sustentabilidade na construção civil

Evento acontece em São Paulo e busca discutir alternativas de sustentabilidade para um dos principais setores da economia do país

O WWF-Brasil apoia o Segundo Simpósio Brasileiro de Construção Sustentável, que acontece na cidade de São Paulo no dia 24 de agosto. Organizado pelo Conselho Brasileiro de Construção Sustentável (CBCS), o evento tem como objetivo apresentar e debater novas tecnologias e modelos de gestão caracterizados pela ecoeficiência nas áreas de construção, arquitetura e design.

O simpósio prevê a realização de painéis temáticos com participação de convidados dos segmentos da indústria, universidades, organismos internacionais e organizações não-governamentais. Os temas serão Importância da Construção Civil nas Mudanças Climáticas, Gestão e Inovação na Construção Sustentável, Inovações e Soluções em Eficiência Energética e Desafios da Sociedade frente às Mudanças Climáticas.

De acordo com o engenheiro florestal Estevão Braga, do WWF-Brasil, eventos como o Segundo Simpósio Brasileiro de Construção Sustentável demonstram o compromisso do setor produtivo, governos e ONGs em colocar em prática um novo modelo de desenvolvimento no país. ?É fundamental mostrar à sociedade que não só é possível, como pode ser rentável desenvolver atividades produtivas seguindo critérios ambientais e sociais?, avalia.

Estevão Braga acrescenta que o setor da construção civil tem grande responsabilidade, uma vez que é, ao mesmo tempo, o principal consumidor de madeira tropical do país e o segmento que mais empregos gera no Brasil. ?Nenhuma solução de sustentabilidade pode ser pensada sem a participação do setor da construção?, salienta.

Marcelo Takaoka, presidente CBCS, destaca que o simpósio será um instrumento para fomentar ações voltadas para a sustentabilidade. ?A conscientização por uma cadeia de produção mais sustentável deve ser uma atitude adotada por todos para que se apresentem resultados positivos, para tanto é necessária a informação, e é exatamente por isso que o CBCS convidou palestrantes de diversas áreas para abordarem temas como mudanças climáticas, soluções em eficiência energética e gestão na construção civil?, explica.

O membro do Conselho Diretor do WWF-Brasil Sérgio Besserman fará uma palestra durante o simpósio, no painel Desafios da Sociedade frente às Mudanças Climáticas. A secretária geral do WWF-Brasil, Denise Hamú, está convidada para o painel Importância da Construção Civil nas Mudanças Climáticas.

Para mais informações e para se inscrever no Segundo Simpósio Brasileiro de Construção Sustentável, acesse a página do CBCS.

20/08/2009 12:00 AM

Parlamentares reconhecem potencial das unidades de conservação no combate às mudanças climáticas

?Esse estudo deixa evidente que o Brasil deve valorizar o seu potencial de combate às mudanças climáticas e espero que o debate possa ser um marco inicial de uma postura mais ativa do Congresso Nacional em relação ao tema? ressaltou o deputado Sarney Filho (PV-MA), coordenador ?geral da Frente Parlamentar Ambientalista, após a apresentação do estudo ?Redução das Emissões de carbono por Desmatamento no Brasil: o papel do Programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa)?, na última quarta-feira, dia 19 de agosto, em café da manhã da frente parlamentar no anexo da Câmara dos Deputados.

Realizado pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) e Universidade Federal de Minas Gerais, com apoio do WWF-Brasil e Wood Hole Research Center, o estudo mostra que 13 unidades de conservação apoiadas pelo Arpa reduzem as emissões de carbono por desmatamento em 1,1 bilhão de toneladas e comprova o papel central desempenhado por essas áreas no combate às mudanças do clima.

A mesa de apresentação do estudo contou com a moderação de Sarney Filho e exposições do coordenador do Arpa no Ministério do Meio Ambiente, Anael Aymoré; do superintendente de conservação do WWF-Brasil, Claudio Maretti; do coordenador do programa de mudanças climáticas do Ipam e responsável pelo estudo na instituição, Paulo Moutinho e do presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, Rômulo Barreto Mello.

Durante as exposições, foi ressaltado o desafio e a necessidade de fazer com que o potencial de armazenamento de carbono do sistema de unidades de conservação da Amazônia seja visto como oportunidade de envolver o Brasil no recebimento de pagamentos por serviços ecológicos. Nesse sentido, Maretti chamou a atenção para o fato de que ?o papel do Brasil será ainda mais efetivo na mitigação e adaptação às mudanças climáticas se for levado em consideração que o sistema de unidades de conservação funciona de maneira integrada e que é necessária uma gestão que compreenda isso?.

No fechamento do encontro, o deputado Sarney Filho garantiu que a discussão da mesa será levada à Comissão Mista de Combate às Mudanças Climáticas do Congresso Nacional e disse esperar que ?isso ajude na definição do modelo de participação que o governo brasileiro terá nesse grande encontro que é a COP 15 e que ainda está incerto?.

19/08/2009 12:00 AM

Terceira Feira do Pirarucu movimenta Manoel Urbano, no Acre

Evento marca sucesso de projeto para o manejo do maior peixe de água doce do mundo. Pescadores devem capturar mais de três toneladas do pescado

A pequena cidade de Manoel Urbano, no Acre vai viver uma semana especial. De 21 a 23 de agosto acontece a terceira edição da Feira do Pirarucu Manejado. Na ocasião, pescadores dos lagos Santo Antônio, Grande, Novo e Novo Destino vão capturar e comercializar cerca de três toneladas do maior peixe de água doce do mundo.

Organizada anualmente, a feira vem coroar o sucesso do projeto de manejo do pirarucu (Projeto Alto Purus), coordenado pela Secretaria de Extensão Agroflorestal e Produção Familiar (Seaprof), WWF-Brasil e Colônia de Pescadores de Manoel Urbano. Durante a feira serão comercializados diversos produtos derivados do pirarucu, desde o filé (conhecido como manta) até produtos artesanais confeccionados com as escamas do peixe.

Além disso, restaurantes locais vão servir pratos feitos a partir do pirarucu. Outras atividades da Feira envolvem palestra sobre organização social e comunitária, realizada pelo setor de cooperativismo da Seaprof, jogos, apresentações e atrações culturais da região e exposições de pirarucus vivos, para que os visitantes conheçam de perto o peixe, que pode ultrapassar os três metros de comprimento.
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De acordo com Carlos Leopoldo, técnico da Seaprof responsável pelo manejo de pesca , a feira é de grande importância para a região. Segundo dados da Seaprof, em 2008 os pescadores envolvidos com o manejo arrecadaram R$ 12 mil. Para este ano, a perspectiva e que a cifra alcance os R$ 18 mil.

?Significa um importante incremento na renda das famílias locais, que vão poder comercializar o que pescarem. Além disso, está previsto um bom fluxo de turistas em Manoel Urbano, o que movimentará o comércio local?, afirma Carlos Leopoldo.

A Feira do Pirarucu faz parte do Projeto Alto Purus, iniciado em Manoel Urbano e Sena Madureira em 2003. Pescadores locais foram capacitados para elaborar e aplicar acordos de pesca, que consistem na criação de normas para regular a atividade, garantindo a sustentabilidade e a manutenção dos estoques pesqueiros.

Com os acordos, os moradores têm relatado que quantidade e qualidade do peixe melhoraram, assim como o cumprimento das regras dos acordos. Em junho deste ano, os pescadores realizaram a contagem do pirarucu nos quatro lagos, constatando a presença de 130 peixes adultos.

Com base em critérios ambientais, foi autorizada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) a captura de 30% deste total (39 peixes). Em 2007, na primeira edição da feira, o volume pescado foi de uma tonelada. À época, o manejo acontecia apenas no Lago Santo Antônio. Hoje, ocorre em quatro lagos.

De acordo com Antonio Oviedo, técnico do WWF-Brasil, o aumento da quantidade capturada demonstra os bons resultados do manejo, uma vez que a presença do pirarucu nos lagos vem crescendo. ?A capacidade de organização das comunidades e dos pescadores está em ascensão?, ressalta.

O técnico do WWF-Brasil lembra que, devido à capacitação e ao aumento da produtividade dos lagos, os pescadores têm precisado de menos tempo para capturar as mesmas quantidades do pescado. ?Isso permite que eles se dediquem a outras atividades, aumentando os ganhos e diversificando as fontes de renda?, conclui Antonio Oviedo.

O objetivo do projeto é ampliar o manejo do pirarucu dos atuais quatro para os 13 lagos existentes no município de Manoel Urbano. A cada ano, pescadores da Colônia avaliam a possibilidade de transportar casais de pirarucus para novos lagos, repovoando outras áreas com potencial para o manejo.


Serviço:
Terceira Feira do Pirarucu Manejado de Manoel Urbano
De 21 a 23 de agosto, em Manoel Urbano (AC)
Realização: Colônia de Pescadores de Manoel Urbano, Seaprof e WWF-Brasil

19/08/2009 12:00 AM

Grupo de Trabalho contrata estudo para subsidiar implantação do IR Ecológico

O Grupo de Trabalho Imposto de Renda Ecológico (GT IR-E) está contratando a realização de dois estudos para subsidiar a aprovação e a adequada implantação do Projeto de Lei 5.974/2005 (IR Ecológico), em tramitação no Congresso Nacional.

O PL 5.974 é a iniciativa parlamentar que propõem a criação de uma legislação de incentivo à projetos ambientais no país e que, depois de já ter sido aprovada em todas as Comissões Parlamentares necessárias, aguarda sua votação em plenário.

O primeiro trabalho consiste no estudo de direito comparado sobre legislações nacionais de incentivos fiscais para a filantropia ambiental. O segundo consiste no estudo sobre os prováveis impactos da aprovação do PL 5.974/2005 (IR Ecológico) sobre as finanças públicas e sobre os possíveis benefícios econômicos e ambientais decorrentes desta aprovação.

Os interessados deverão enviar proposta de plano de trabalho, proposta comercial e o currículo do(s) pesquisador(es) envolvido(s) até o dia 28 de agosto de 2009.

O plano de trabalho e a proposta comercial poderão envolver, integral ou parcialmente, os produtos dos dois estudos. Maiores informações encontram-se nos termos de referências disponíveis ao lado para download.


Endereço para correspondência:


GT IR-E - Contratação de Estudos
WWF-Brasil
SHIS EQ QL 6/8, Conjunto "E"
Sala Projeto Diálogos
71.620-430
Brasília-DF

Informações também disponíveis pelo fone: +55 61 3364-7459


Sobre o GT IR-E

O Grupo de Trabalho Imposto de Renda Ecológico é uma iniciativa compartilhada por várias organizações ambientalistas brasileiras com o intuito de acompanhar e fornecer subsídios para a implementação de uma legislação de incentivo a projetos ambientais à altura dos desafios ambientais no Brasil


19/08/2009 12:00 AM

Unidades de conservação apoiadas pelo Arpa reduzem em 1,1 bilhão de toneladas as emissões de carbono

Nesta quarta-feira, dia 19 de agosto, o estudo ?Redução das Emissões de Carbono do Desmatamento no Brasil: o Papel do Programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa)? será apresentado à Frente Parlamentar Ambientalista, durante café da manhã, no anexo IV da Câmara dos Deputados. O estudo revela que as áreas protegidas apoiadas pelo programa Arpa têm potencial para reduzir um total de 1,1 bilhão de toneladas de emissões de carbono por desmatamento e degradação florestal até 2050.

O evento é promovido pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) e Frente Parlamentar Ambientalista, com apoio do WWF-Brasil. A programação também envolve apresentação do Ministério do Meio Ambiente sobre o Programa Áreas Protegidas da Amazônia e painel do WWF-Brasil sobre o papel do sistema de unidades de conservação frente às mudanças climáticas.

Liderado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), com importante participação dos pesquisadores Britaldo Soares Filho e Paulo Moutinho, e com apoio do Woods Hole Research Center, o SimAmazônia é um sistema que permite avaliar, por meio de cenários, o futuro da Amazônia com ou sem aumento da efetiva presença governamental.

Com base nesses cenários, o estudo, que contou também com o apoio do WWF-Brasil, calculou a quantidade de carbono armazenada em 13 áreas protegidas que recebem suporte do Arpa e comparou com o desmatamento estimado na região se as áreas não fossem englobadas pelo programa. O resultado mostra que as áreas protegidas apoiadas pelo programa Arpa são responsávéis por armazenar 4,6 bilhões de toneladas de carbono, número que representa um décimo do carbono retido nas florestas remanescentes na Amazônia brasileira.

?A Amazônia desempenha um papel central na manutenção do clima global e o Arpa é um importante instrumento para a redução das emissões de carbono por desmatamento?, afirma o superintendente de Conservação do WWF-Brasil, Cláudio Maretti. Para ele, ?o estudo mostra que é possível quantificar precisamente os benefícios das áreas protegidas na redução do desmatamento e o quanto é importante continuar fortalecendo a implementação do Arpa?.

O programa, lançado pelo governo brasileiro em 2002, apóia a criação de novas áreas protegidas, além da implementação e gestão em longo prazo. Se essas áreas protegidas conseguirem alcançar a meta de desmatamento zero até o ano de 2050, o potencial de redução das emissões de carbono de 1,1 bilhão de toneladas no período será aproximadamente igual ao total de emissões do mundo todo por desmatamento e degradação florestal em 2007.

?O Brasil tem grande responsabilidade para a conservação da biodiversidade e manutenção do clima pelo fato de 65% da floresta amazônica estar no País. Por isso, é importante criar uma cultura de conservar, monitorar e avaliar resultados?, disse Maretti.

O Arpa é coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e implementado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), em parceria com governos estaduais e municipais da Amazônia que aderiram ao programa. Também fazem parte da sua gestão o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio), o Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF), o Banco Mundial, o KfW (banco de cooperação da Alemanha), a GTZ (agência de cooperação técnica da Alemanha) e o WWF-Brasil.


Lançamento e debate na Frente Parlamentar Ambientalista:

Estudo Redução das Emissões de Carbono do Desmatamento no Brasil: o Papel do Programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa)
Data: 19 de agosto de 2009 (quarta-feira)
Horário: 8h30 às 10h30
Local: Vila Chocolate - Anexo IV da Câmara dos Deputados ? 10? andar - Brasília ? DF.


Programação:

Abertura e Boas Vindas
Deputado Sarney Filho (PV-MA), Presidente da Frente Parlamentar Ambientalista
Deputado Rocha Loures (PMDB-PR)

ARPA ? Programa Áreas Protegidas da Amazônia
Maria Cecilia de Brito ou Anael Aymoré Jacob, MMA

Papel do sistema de unidades de conservação frente às mudanças climáticas
Claudio Maretti, WWF-Brasil

Redução das Emissões de Carbono do Desmatamento no Brasil: O Papel do Programa Áreas Protegidas da Amazônia (ARPA) ? apresentação do Estudo
Paulo Moutinho, IPAM

Debate

18/08/2009 12:00 AM

Projetos sustentáveis serão premiados

Para reconhecer o mérito de empresas ou pessoas que promovam o desenvolvimento econômico, cultural e socioambiental, a Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha promove a 10ª edição do Prêmio von Martius de Sustentabilidade.

O WWF-Brasil apoia o concurso, um dos mais importantes da América Latina, que acontece anualmente e conta com três categorias temáticas: Humanidade, Tecnologia e Natureza, nas quais poderão ser inscritos projetos concluídos ou ainda em realização. Serão premiados e diplomados os três primeiros colocados de cada categoria, e os projetos terão ampla divulgação em âmbito nacional.

O nome do prêmio é em homenagem ao pesquisador alemão Carl Friedrich Phillip von Martius, cujo trabalho foi bastante importante para a valorização do ambiente natural e cultural de nosso país.

As inscrições podem ser feitas até o dia 25 de setembro. A ficha de inscrição, o regulamento e demais informações estão no site: www.premiovonmartius.com.br.

18/08/2009 12:00 AM

Bonn deve preparar o caminho para o sucesso político do final do ano

Bonn (Alemanha) ? Diminuir o nível de desconfiança entre os países pobres e ricos e focar na unificação dos diferentes textos preliminares para um novo acordo global de clima, excluindo partes que não resultarão em mudanças ambiciosas, são as expectativas da Rede WWF para atual rodada de negociações climáticas que acontece entre 10 e 14 de agosto, na cidade de Bonn (Alemanha).

O encontro é um dos últimos antes da 15ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima, que acontece em dezembro, em Copenhagen (Dinamarca), na qual deverá ser assinado o novo acordo global de clima.

?Para termos um verdadeiro progresso, as reuniões precisam torna-se mais ágeis e ajudar o processo político internacional. É verdade que a decisão de montar uma casa cabe ao dono, mas alguém precisa colocar a mão na massa e é por isso que os negociadores não podem esperar pelos encontros de alto-nível?, afirma a líder da Iniciativa Climática Global do WWF-Internacional, Kim Carstensen.

Desde a reunião do G8+5, no último mês de julho, na Itália, as maiores economias do planeta reconheceram o alerta que os cientistas vêm dando de que é preciso manter o aquecimento global abaixo de 2ºC em relação aos níveis pré-industriais. A Rede WWF acolhe estes novos desdobramentos, mas lembra que o aquecimento precisa se manter bem abaixo dos 2ºC para dar aos pequenos países insulares e alguns ecossistemas chances adequadas de sobrevivência.

?Depois dos líderes dos principais países emissores concordarem que precisamos manter o aquecimento global abaixo deste patamar, é necessário, em Bonn, colocar isto claramente nos textos de negociação das Nações Unidas?, disse Carstensen, enfatizando: ?Se os negociadores decidirem onde as opções mais ambiciosas podem ser encaixadas nos textos de negociação e os consolidarem, teremos atingindo progresso e uma base sólida para as futuras discussões?.

De acordo com a Rede WWF, os mesmos países desenvolvidos que concordaram com a necessidade de manter o aquecimento global abaixo dos 2º C estão propondo reduzir suas emissões até 2020 a níveis muito aquém do necessário, condenando o planeta a um aumento de 3 ou 4º C.

?Os ditos líderes climáticos do grupo de países industrializados precisam comprometer-se com reduções de 40% em suas emissões de gases de efeito estufa até 2020 em relação a 1990. Isto é fundamental para que sua promessa de manter o aquecimento global abaixo dos 2º C seja cumprida?, afirma Carstensen.

10/08/2009 12:00 AM

Mudanças climáticas exigem ações urgentes de adaptação

 As mudanças climáticas já são uma realidade.  Fenômenos incomuns e extremos como as recentes enchentes no Amazonas, Maranhão e Santa Catarina e, antes disso, a seca recorde na Amazônia, tendem, segundo os especialistas, a se tornar cada vez mais frequentes e graves.  Isto, segundo estes estudiosos, é um sinal dramático de que é necessário agir agora, para garantir o melhor cenário possível para a atual e próximas gerações.


Embora ainda haja tempo para a adoção de medidas que reduzam a trajetória de mudanças climáticas no planeta, cientistas afirmam que o aquecimento global é algo já inexorável e que o melhor cenário ainda prevê um aumento da temperatura em 2ºC nas próximas décadas, o que agravará a situação atual e exige medidas urgentes que reduzam os impactos da mudança sobre os ecossistemas em geral, e em particular, os ecossistemas aquáticos, grupos sociais vulneráveis e também sobre diversas atividades econômicas que poderão ser afetadas.
 
Uma das medidas mais urgentes deste cenário é a adaptação às mudanças climáticas, uma série de respostas aos impactos atuais e potenciais da mudança do clima, para minimizar os seus riscos. 
A capacidade de adaptação de um sistema depende de sua vulnerabilidade, que é o grau de suscetibilidade dos sistemas (biológicos, geofísicos e sócio-econômicos) para lidar com os efeitos adversos da mudança do clima, e sua resiliência, que é a capacidade do sistema em absorver impactos preservando a mesma estrutura básica e os mesmos meios de funcionamento. Quanto menor a vulnerabilidade de um sistema e maior a resiliência, maior será o seu potencial de adaptação.
 
Oficina - - O WWF-Brasil vem desenvolvendo uma estratégia de adaptação às mudanças climáticas que aposta na integração de instrumentos e políticas ambientais brasileiras e que também resulte em ações práticas passíveis de implementação e acompanhamento de resultados.
 
Nesse contexto, o WWF-Brasil e o HSBC ? dentro do programa global HSBC Climate Partnership ? promoveram, nos dias 3 e 4 de agosto, em Brasília (DF), uma oficina de especialistas para identificar oportunidades de atuação no tema, viabilizar o estabelecimento de um diálogo intersetorial permanente entre governos, setor privado e sociedade civil organizada para a formulação de políticas públicas de adaptação às mudanças; e desenvolver diretrizes de adaptação ? inclusive para os  ecossistemas de água doce ?  às mudanças climáticas.
 
Os debates, apresentações e trabalhos em grupo serão, agora, formatados e validados, e devem servir de referencial tanto para a elaboração de uma estratégia do WWF-Brasil para fazer face ao problema, como para oferecer subsídios a governos, organizações e instituições interessadas no tema.

N.E.:
HSBC Climate Partnership é o programa ambiental global do HSBC para responder às urgentes ameaças das mudanças climáticas em todo mundo. Com investimento de U$ 100 milhões e duração de cinco anos, o programa tem ações desenvolvidas pelos parceiros WWF, The Climate Group, Earthwatch Institute e Smithsonian Tropical Research Institute (STRI).
 
07/08/2009 12:00 AM

Sustentável 2009: ruptura ou transição?

Inovar, educar e agir na busca de soluções para superar os problemas sociais e ambientais, tendo a sustentabilidade como pilar central e norteador, foram foco do 3º Congresso Internacional sobre Desenvolvimento Sustentável, o Sustentável 2009, realizado entre 4 e 6 de agosto, em São Paulo.

Organizado pelo Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (Cebeds), o evento contou com o apoio do WWF-Brasil, que participou em algumas sessões da programação oficial.

?O Sustentável 2009 gera oportunidades únicas de debate ao reunir um diverso painel de pessoas com ingredientes para avançar, subverter e inovar?, afirmou a Secretária-Geral do WWF-Brasil, Denise Hamú, na cerimônia de abertura do Congresso.

?A economia que temos hoje não pode mais ser considerada como a economia de amanhã. A sustentabilidade é um fato, e agora estamos na jornada para chegar lá?, afirmou o diretor-executivo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), Achim Steiner, na mesma ocasião.

Aquecimento global e as adaptações necessárias para as mudanças climáticas também foram temas recorrentes nas diversas atividades do Congresso. O Coordenador do Programa de Mudanças Climáticas e Energia do WWF-Brasil, Carlos Rittl, participou da mesa ?Caminhos para um mundo de baixo carbono: ruptura ou transição??.

?Estamos em um momento em que já convivemos com aquecimento global. No qual já contabilizamos perdas humanas e financeiras?, afirmou Rittl, apresentando dados como o aumento já percebido de 0,76º C, a elevação dos oceanos em 160milímetros e o aumento em 35% da concentração de CO2 na atmosfera.

Além disso,ele salientou que os 12 anos mais quentes da história foram registrados nos últimos 15 anos e, que em média, 300 mil pessoas morrem anualmente devido eventos climáticos extremos, como secas e enchentes.

07/08/2009 12:00 AM

Plano de Gestão do Mosaico do Apuí Vai Contemplar Temas Inovadores

 

A Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (SDS), por meio do Centro Estadual de Unidades de Conservação (Ceuc) e do Centro Estadual de Mudanças Climáticas do Estado (Ceclima), realizou em Manaus (AM), no período de 29 a 31 de julho, duas oficinas de trabalho para debater temas ligados a extrativismo e a mecanismos de Pagamentos por Serviços Ambientais (PSA). O objetivo foi subsidiar a elaboração do Plano de Gestão para o Mosaico de Unidades de Conservação do Apuí, incluindo a abordagem de questões inovadoras que podem interagir e influenciar a gestão da região.

Os eventos, os quais contaram com o apoio técnico e financeiro do WWF-Brasil, são uma novidade no processo de construção desse tipo de documento, uma vez que são complementares aos procedimentos que compõem o roteiro metodológico padrão para elaborar planos de manejo e gestão de áreas protegidas no Amazonas.

 

O roteiro oficial recomenda o cumprimento de quatro etapas: o diagnóstico socioambiental da área protegida; a promoção de oficinas de planejamento participativo (OPPs); a análise técnica dos dados levantados e a realização consultas públicas. É primeira vez no estado que, além das OPPs, são realizadas oficinas temáticas para gerar informações mais aprofundadas as quais vão compor o principal instrumento de gestão do mosaico.

 

A inovação da iniciativa também está nos temas selecionados para aprofundamento. Esse procedimento foi inspirado no desafio que é elaborar um documento o qual vai contribuir com a gestão integrada do conjunto de nove unidades de conservação (UCs) de categorias diversas, como reservas extrativistas, parques e florestas estaduais. Ao reunir um corpo técnico qualificado e especializado para discutir essas questões, visa-se construir um plano de gestão mais condizente com a realidade do local e composto por programas e projetos mais adaptados a capacidade de execução do órgão gestor responsável pelo mosaico, no caso, o Ceuc.

Durante a primeira oficina, realizada no dia 29 de julho, foram estabelecidas as normas e diretrizes para o planejamento das cadeias produtivas do extrativismo na região do Apuí. Essas deliberações expuseram os meios mais adequados para combater as ameaças identificadas e nortearão o aproveitamento das oportunidades referentes às atividades extrativistas.

Os participantes foram divididos em três grupos temáticos relacionados ao extrativismo madeireiro, extrativismo não madeireiro e pesca. Cada grupo analisou as prioridades das atividades previstas e as ameaças e oportunidades existentes. As normas e diretrizes para uso dos recursos naturais, cujas cadeias produtivas tem maior condições de serem fortalecidas, também foram determinadas. Entre os potenciais mais fortes identificados estão a castanha, a seringa e a copaíba, já que, entre outros aspectos, contam com um suporte governamental mais consolidado.  

 

Entre as ações propostas pelo ?Projeto de Pagamento por Serviços Ambientais no Mosaico do Apuí?, discutido nos dias 30 e 31 de junho, está a implantação de mecanismos que possam gerar a sustentabilidade financeira de todas as unidades de conservação que compõem o Mosaico. O objetivo foi o de discutir possíveis estruturas de mecanismos financeiros de PSA para a região do mosaico. O evento contou com a participação de cerca de 100 profissionais da área de meio ambiente interessados no tema, além de pesquisadores, representantes de entidades governamentais, ONGs e sociedade civil que tenham intervenção nas proximidades do Mosaico de UCs do Apuí.

 

No primeiro dia do evento, foram realizadas apresentações de palestras relativas à realidade socioambiental e econômica da região, assim como pressões de desmatamento local e possibilidades de implantação de projetos de PSA para o Mosaico. O segundo dia foi dedicado a discussões fechadas, por meio de grupos de trabalho, sobre PSA relacionados a crédito de carbono, biodiversidade, produção de recursos hídricos e belezas cênicas.

 

Entre os destaques dos eixos de PSA debatidos, está o referente à produção de água. O Mosaico do Apuí abriga a nascente de dois importantes rios: o Bararati e o Sucundurí. É nessa região que também está uma malha de rios de primeira ordem, além de outras nascentes. Isso representa uma expressiva produção de água, mas também exige um dimensionamento mais aprofundado para se estabelecer, com mais exatidão, o valor desse serviço ambiental.

 

Já no que se refere aos recursos oriundos de contemplação das belezas cênicas do local, o ecoturismo mostrou ter forte interlocução com as ações do Ceclima que tem grande interesse em viabilizar esse segmento turístico naquela região, fomentando, por exemplo, a pesca esportiva na Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Bararati.

 

Apesar de alguns pontos de atenção ainda permanecerem abertos, após o fechamento das discussões, foi possível delinear como deverão ser estabelecidas as normas e diretrizes no plano de gestão do mosaico para lidar com assuntos extremamente novos e ou delicados, como os relacionados a PSA.  Assim, além de ser inovador no sentido de fazer um único documento para atender nove UCs de categorias distintas, promovendo uma integração entre elas, o plano de gestão também cumprirá a missão de estabelecer parâmetros, diagnósticos e ações voltadas a contemplar questões novas e promissoras para gerar avanços na gestão de áreas protegidas.

 

 

Entendendo Projeto de PSA no Mosaico do Apuí

 

O Ceclima, por meio do Departamento de Florestas e Serviços Ambientais, visa auxiliar o combate e a mitigação das mudanças climáticas globais ao desenvolver políticas públicas de Pagamento por Produtos e Serviços Ambientais (PSA) que reduzam as taxas de desmatamento estadual e que promovam o desenvolvimento sustentável no Estado. O Ceclima é o responsável por implementar, em parceria com o Ceuc, o ?Projeto de Pagamento por Serviços Ambientais no Mosaico de Unidades de Conservação do Apuí?, no sudeste do Estado do Amazonas.

 

O objetivo do projeto é criar, até final de 2010, um mecanismo financeiro via PSA que gere sustentabilidade econômica ao Mosaico do Apuí. As ações a serem implantadas, com os recursos provindos de PSA, deverão seguir as diretrizes estipuladas pelo plano de gestão do Mosaico de UCs do Apuí que está localizado no chamado ?Arco do Desmatamento?, sofrendo atualmente uma forte pressão proveniente do avanço da fronteira agrícola, pecuária e exploração de madeira ilegal do Estado do Mato Grosso e Rondônia.

 

Em linhas gerais, PSA é um instrumento que remunera ou recompensa quem protege a natureza. O PSA parte do princípio que a natureza trabalha silenciosamente, prestando serviços essenciais à vida em nosso planeta como a produção de oxigênio, o seqüestro do carbono e a manutenção da biodiversidade e das belezas cênicas.


O que é um plano de gestão

É o documento técnico que norteia as ações de gestão, de determinada área protegida e o manejo dos recursos naturais presentes na mesma, estabelecendo as diretrizes gerais para a implementação da unidade de conservação. Este documento consiste no diagnóstico da Unidade de Conservação, considerando aspectos históricos, ambientais, sociais e econômicos, definição de seus objetivos, seguidos de uma análise de sua situação atual (pressões, ameaças, oportunidades e potencialidades).

É por meio desse documento que são estabelecidos programas e subprogramas de gestão a serem implementados, a curto e médio prazo, na unidade, sendo os mesmos passíveis de revisão e adequação em relação às metas de gestão. Inclui, ainda, um zoneamento que regulamenta o ordenamento territorial e regras de uso dos recursos naturais em conjunto com os moradores.

 

04/08/2009 12:00 AM

Estudo identifica áreas prioritárias na região da rodovia BR-163


O WWF-Brasil, por meio do Projeto Diálogos, promoveu entre os dias 14 e 16 de julho, a 2º Oficina de Identificação de Áreas Prioritárias para Conservação da Biodiversidade na Área de Influência da Rodovia BR-163, estrada que atravessa a Amazônia brasileira e interliga a cidade de Cuiabá, no estado do Mato Grosso, à Santarém, no Pará.

Durante a oficina foram apresentados a representantes de instituições atuantes na área de influência da BR-163, a metodologia, os conceitos utilizados e os resultados obtidos em primeira etapa do estudo de identificação de áreas prioritárias para a conservação na região. Tal estudo, realizado pelo Laboratório de Ecologia da Paisagem do WWF-Brasil (LEP), identificou 60 áreas prioritárias para conservação e apontou duas estratégias principais de recomendações de ação nas áreas: consolidar a proteção de unidades de conservação existentes, inclusive considerando o redimensionamento das áreas, e a implementação de novas ações de conservação, tais como a criação de novas unidades e ações de manejo sustentável.

Tendo em vista o aprimoramento do estudo em um segundo momento, o objetivo da oficina foi justamente compartilhar as informações com os convidados para, por meio de grupos de trabalhos, aperfeiçoar e refinar a metodologia, a identificação e delimitação das áreas.  Algumas questões foram avaliadas pelos participantes: quais objetivos de conservação poderiam ser inseridos em outro ciclo de estudo, qual a relevância das áreas prioritárias identificadas e ainda se existem áreas importantes que não foram identificadas. Outro foco do evento foi aproveitar o trabalho em grupo para fazer a seleção de um conjunto prioritário entre as 60 áreas identificadas, levando em consideração aspectos como importância da biodiversidade e vulnerabilidade.

Com grande participação dos convidados, o LEP obteve insumos para, na segunda etapa, enriquecer e aprofundar o estudo com os diferentes pontos de vistas apresentados. O conteúdo da pesquisa, com todos arquivos e informações geradas, estará disponível no site do WWF-Brasil de modo que dê subsídio a novos estudos e amplie o conhecimento sobre a área.  Fornecer informações aos tomadores de decisão e subsidiar eventuais políticas públicas destinadas à conservação da biodiversidade no entorno da BR-163 é o objetivo maior da iniciativa.

22/07/2009 12:00 AM

WWF-Brasil participa do VI Fórum Brasileiro de Educação Ambiental

A Rede Brasileira de Educação Ambiental (REBEA), que reúne mais de 40 redes de educação ambiental e educadores ambientais do país promove, de 22 a 25 de julho, VI Fórum Brasileiro de Educação Ambiental.

O WWF-Brasil vai levar a Pegada Ecológica, participará dos debates e vai expor materiais no estande de divulgação, além de apresentar um documento sobre a relação da educação ambiental e as mudanças climáticas.

A instituição será representada no evento pelo coordenador do programa de Educação para as Sociedades Sustentáveis, Irineu Tamaio, e os técnicos Bruno Reis e Laís Vasconcelos.

A programação do fórum prevê cerca de 100 minicursos e oficinas, 10 mesas-redondas, 20 jornadas temáticas, encontros paralelos, lançamentos de livros, shows musicais, festival de vídeos e apresentação de pôsteres durante os 4 dias.

O lançamento de livros e da 4ª edição da Revista Brasileira de Educação Ambiental também estão na programação. A expectativa é que mais de 4 mil inscritos participem do fórum, que acontecerá no campus da Praia Vermelha, da Universidade Federal do Rio do Janeiro (UFRJ).

O Fórum também será um espaço de diálogo entre a REBEA e demais redes ambientais, como a ANAMMA, a Rede Brasileira de Agendas 21 Locais, Rede da Juventude pelo Meio Ambiente, Rede de Justiça Ambiental, Rede Ecossocialista, Rede Brasileira de Informação Ambiental (REBIA), Rede de Educomunicação Ambiental (REBECA), Fórum Brasileiro de Ongs e Movimentos Sociais, APEDEMA-RJ.

Integrantes dos Colegiados Ambientais do SISNAMA, das Comissões Organizadores Estaduais da Conferência Nacional de Meio Ambiente e Conferência Infanto-Juvenil de Meio Ambiente estarão organizando atividades e educadores ambientais de Angola e da América Latina estarão presentes.

O VI Fórum Brasileiro de Educação Ambiental tem o apoio dos Ministérios da Educação e do Meio Ambiente, das Secretarias Estaduais do Ambiente e da Educação, da UFRJ, UERJ, CFBio, BNDES, Itaipu Binacional, entre outros.

Serviço:
Forum Brasileiro de Edução Ambiental:  http://forumearebea.org
As inscrições podem ser feitas pelo site http://www.rebeainscricoes.org

A secretaria-executiva do evento está sob a responsabilidade do Instituto Baía de Guanabara (IBG) e maiores informações podem ser conseguidas pelo email: viforum@baiadeguanabara.org.br

21/07/2009 12:00 AM







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