O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa nesta sexta-feira, em Bariloche, da reunião da União das Nações Sul-Americanas (Unasul) disposto a tentar "pacificar" a região após as disputas políticas trazidas à tona com o anúncio sobre o acordo militar entre Colômbia e Estados Unidos, afirmou à BBC Brasil uma fonte do governo brasileiro que acompanha as discussões. O primeiro compromisso de Lula será um encontro com o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, e a expectativa é que o brasileiro tente acalmar as fortes críticas do líder venezuelano ao governo da Colômbia.Segundo o diplomata ouvido pela BBC Brasil, Lula insistirá que a América do Sul é uma região "de paz" e que os assuntos militares devem ficar restritos ao conselho de defesa do grupo.
"Essa é uma discussão principalmente política. Nós já sabemos que são bases colombianas e que serão compartilhadas por militares dos dois países, mas com o comando da Colômbia", disse.
"Sabemos também que estas ações conjuntas dos militares dos dois países serão limitadas ao território colombiano. E descartamos que o objetivo seja vigiar a Amazônia brasileira", ressaltou.
EUA na Colômbia Durante esta semana, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, pediu "garantias jurídicas" de que a maior presença americana na região se limitará ao espaço da Colômbia.
Após um encontro com autoridades colombianas em Bogotá, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse que o governo de Uribe daria estas "garantias jurídicas" sobre a limitação das bases.
Para o professor de Relações Internacionais da Universidade San Andrés, Juan Gabriel Tokatlian, a presença de tropas americanas em sete bases colombianas poderia abrir espaço para a presença dos soldados nas regiões, especialmente na fronteira com o Brasil.
"As tropas estarão presentes em áreas sensíveis, como a Amazônia brasileira. Mas agora o importante é uma forte ação da diplomacia dos países (da Unasul) para se evitar ainda mais tensões na região andina", disse.
Na quarta-feira, o governo colombiano registrou uma queixa formal na Organização dos Estados Americanos (OEA) contra as "ingerências" de Chávez em suas políticas.
"Mas é a Colômbia que está criando problemas para a região, e não a Venezuela", disse a ex-vice-chanceler venezuelana, Maripili Hernández, às emissoras de televisão da Colômbia.
Ao mesmo tempo, o presidente boliviano, Evo Morales, contrário ao acordo militar, defendeu a realização de um referendo regional para que os eleitores da America do Sul opinem sobre o pacto Colômbia e Estados Unidos. Morales disse que apresentará a idéia na reunião desta sexta. A expectativa, segundo um diplomata argentino, é de que na reunião da Unasul, prevista para durar pouco mais de três horas, os presidentes, acompanhados pelos ministros das Relações Exteriores e da Defesa, ouçam as palavras do presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, sobre o acordo, mas é provável que também comentem por pedido de Uribe, sobre o maior investimento em armamentos nos diferentes países da região.
"No caso do Brasil, é transferência de tecnologia (em relação aos submarinos franceses)", disse o interlocutor brasileiro, antecipando o possível argumento do Brasil, no encontro.
Nos últimos tempos, segundo dados do Centro de Estudos Nova Maioria, de Buenos Aires, os países da América do Sul investiram 30% mais em armamentos em 2008 do que em 2007.
Renovação "Não se trata de corrida armamentista. Mas principalmente de renovação dos velhos estoques", disse à BBC Brasil o professor de relações internacionais, Jorge Battaglino, da Universidade Torquato di Tella.
O governo colombiano pediu que a reunião da Unasul seja transmitida ao vivo por diferentes emissoras de televisão. Mas no fim da noite de quinta-feira, não se sabia a decisão da presidente da Argentina, Cristina Kirchner.
O chanceler colombiano, Jaime Bermúdez, voltou a dizer, nesta quarta-feira, que a idéia não é pedir aval sobre o acordo durante a reunião da Unasul.
"O acordo já é um fato. É importante para a Colômbia e, ao mesmo tempo, achamos que deveríamos discutir, na região, o combate ao terrorismo e narcotráfico", disse.
Nesta quinta-feira, em Buenos Aires, o sub-secretário do Hemisfério Ocidental do Departamento de Estado, Christopher McMuller, disse que Estados Unidos não pretendem instalar bases na região. E que o acordo com a Colômbia está baseado nos princípios das Nações Unidas e da OEA.
Cooperação "É um acordo de cooperação militar. Não queremos e não temos planos de construir bases militares", disse.
Esta será a segunda reunião da Unasul em menos de um mês. Na anterior, em Quito, no Equador, por sugestão dos presidentes Lula e Cristina foi marcada a desta sexta.
Uribe não esteve em Quito porque as relações entre Colômbia e Equador estão interrompidas desde o ano passado, quando o presidente do Equador, Rafael Correa, acusou a invasão de tropas colombianas em seu território.
No governo brasileiro, ainda se espera que a próxima reunião da Unasul conte com a presença de algum representante do governo do presidente Barak Obama.
A crise econômica e o aumento do desemprego no Japão provocaram uma queda recorde de 17,2% no número de imigrantes brasileiros no país. Segundo dados do Ministério da Justiça do Japão, desde setembro do ano passado, início da crise financeira internacional, 54.709 brasileiros deixaram o país. No final de 2007, havia 316.967 brasileiros registrados no país.
Somente nos seis primeiros meses de 2009, a comunidade brasileira no país encolheu em 41.887 membros, gerando uma queda de 13,4% em relação ao total de 312.582 brasileiros registrados no país no fim de 2008.
“O desemprego gerado pela crise econômica é a principal causa dessa debandada de trabalhadores”, aponta Roberto Maxwell, mestre em Ciências Sociais pela Universidade de Shizuoka e especialista em migrações internacionais.
Em mais de 20 anos, desde o início da chegada dos primeiros imigrantes brasileiros ao país, este foi o segundo registro de queda neste número.
A outra retração aconteceu em 1998, ápice da recessão anterior enfrentada pelo Japão. Na ocasião, cerca de 11 mil brasileiros retornaram ao Brasil, uma queda de quase 5% no número total da população dekassegui.
Índice recorde
O desemprego é justamente o motivo que levou Hélio Kazuaki Ueta, 56, a tomar a decisão de voltar com toda a família para o Brasil.
Ele já começou a fazer as malas e deve embarcar de volta para São Paulo no fim do mês que vem.
“Sei que a situação não vai melhorar e, mesmo que isso aconteça, não teria chance de voltar ao mercado de trabalho por causa da idade e do pouco conhecimento do idioma japonês”, justifica o brasileiro, que ficou sete anos no país e há quase um ano não consegue emprego fixo.
“Fiz alguns bicos nesse período e também recebi seguro-desemprego”, conta.
Ueta diz acreditar que a situação no Brasil também não está tão boa. Sem previsão de conseguir um emprego por lá também, ele pensa em virar fotógrafo e abrir um negócio próprio.
“Acho que a recuperação econômica do Brasil vai ser mais rápida que a do Japão”, opina ele. Segundo dados divulgados pelo governo do Japão nesta sexta-feira, o índice de desemprego no país é o pior desde o fim da Segunda Guerra.
Ele subiu 0,3 pontos percentuais em julho, e chegou a 5,7%. O número bateu o recorde anterior, registrado em abril de 2003, que foi de 5,5%.
Ajuda do governo
Muitos dos que estão voltando agora ao Brasil deram entrada no esquema de ajuda para regresso oferecido desde abril deste ano pelo governo japonês a imigrantes peruanos e brasileiros.
Esse auxílio contempla cada imigrante com um valor de cerca de US$ 3 mil. Seus dependentes ganham mais US$ 2 mil cada. No entanto, um dos requisitos é que ele não volte ao Japão por um período mínimo de três anos. De 1º de abril até o início de agosto, um total de 9.762 pedidos haviam sido feitos para receber essa ajuda. A grande maioria, segundo o Ministério da Justiça, de brasileiros.
Mas o número de solicitações é bem baixo em relação à quantidade que já deixou o país. Para Maxwell, isso acontece porque os brasileiros ainda acreditam numa melhora da situação econômica, o que possibilitaria uma volta rápida às linhas de montagem das fábricas japonesas.
“Além disso, essa ajuda é muito pouca. Ninguém quer correr o risco de chegar ao Brasil, não conseguir emprego lá também e ainda não ter como voltar ao Japão por causa da condição de ter de esperar três anos para tentar retornar”, sugere.
Estabilização
Apesar dos dados negativos, essa redução no número de brasileiros que vive no Japão tende a se estabilizar agora no segundo semestre.
“Acredito que não vai haver outra enxurrada de brasileiros deixando o Japão, mesmo com o fim do período de recebimento do seguro-desemprego”, opina Maxwell.
Dados do Ministério da Justiça comprovam essa tendência. No primeiro trimestre deste ano, o saldo da diferença de entradas e saídas do país foi de 27.304 negativos. Já de abril a junho, a diferença negativa foi de 14.583.
“As pessoas que voltaram no início do ano começaram a dar notícias aos que ficaram sobre a situação no Brasil, que também não está nada fácil”, justifica Maxwell. “Por isso, muitos vão tentar ficar aqui até quando der, mesmo que passem por dificuldades financeiras”, diz.
As agências de viagem também confirmam a tendência de queda no número de saídas. Segundo a Alfainter, empresa especializada em viagens para América do Sul, as reservas de passagens são bem menores neste segundo semestre em relação ao primeiro.
O preço dos imóveis na Inglaterra e no País de Gales aumentou 1,7% em julho, em comparação a junho - a maior valorização mensal registrada nos últimos cinco anos, segundo o escritório para registro de imóveis (Land Registry). O aumento ocorreu em todas as regiões, e uma casa custa em média 155,885 mil libras esterlinas (o equivalente a cerca de US$ 475 mil), de acordo com relatório do órgão.Apesar do salto, o preço dos imóveis em julho ainda está 11,7% abaixo do valor registrado há doze meses e o número de transações é menor.
PIB O governo britânico divulgou ainda dados que indicam uma redução no ritmo de contração da economia do país entre os meses de abril e junho.
De acordo com o Escritório Nacional para Estatísticas (ONS, na sigla em inglês), o Produto Interno Bruto (PIB) da Grã-Bretanha teve uma queda de 0,7% em relação ao trimestre anterior, que havia sido de -2,4%.
Estes números melhoram as previsões dos analistas que há um mês haviam previsto uma diminuição do PIB no segundo trimestre de 2009 da ordem de 0,8%.
Apesar deste dado positivo, a projeção de contração para o ano, de 5,5%, ainda é a maior desde que os registros começaram a ser feitos, em 1955.
O ONS disse que os resultados melhores do que o esperado se devem à produção industrial e aos setores energético e automobilístico.
"A revisão para cima foi uma surpresa mas ainda mostra uma contração bastante acentuada", disse George Buckley, do Deutsche Bank.
Um tribunal da Holanda tirou a guarda da velejadora Laura Dekker, de 13 anos, dos seus pais nesta sexta-feira, a fim de evitar que ela iniciasse uma viagem de volta ao mundo sozinha em um veleiro.
Os pais de Dekker apoiaram toda a preparação da viagem solo de dois anos. No entanto, a Justiça determinou que a menina fique sob a guarda do Estado por dois meses.
Laura Dekker, de 13 anos, quer dar a volta ao mundo sozinha no veleiro / AP
"Os pais vão ter que negociar todas as decisões importantes que digam respeito a Laura com os serviços de proteção à criança. Isso significa que Laura não pode começar a viagem de volta ao mundo sem acordo (com os serviços de proteção à criança)", afirma uma nota oficial.
Neste período, um psicólogo independente deve avaliar até meados de outubro a capacidade de a adolescente se lançar sozinha em uma aventura de tais proporções em uma idade tão tenra.
O pai de Laura, Dick Dekker, entrou com um pedido para que a filha perdesse dois anos de escola, que foi recusado.
Se a menina conseguir a autorização e completar a viagem de dois anos, vai se transformar na pessoa mais jovem a completar a proeza.
Recorde britânico
O recorde atual é de um britânico, Mike Perham, que aos 17 anos, enfrentou ondas de mais de 15 metros na sua viagem de circumnavegação de nove meses.
Os planos da família Dekker eram de começar a viagem em setembro no veleiro de pouco mais de oito metros de comprimento, batizado de Guppy, com o patrocínio de empresas.
Laura e Dick Dekker participaram da reunião na segunda-feira que decidiu tirar a guarda dos pais.
Segundo a imprensa holandesa, Laura Dekker nasceu em um veleiro no litoral da Nova Zelândia, durante uma viagem de volta ao mundo dos pais, que durou sete anos.
Ainda segundo relatos na Holanda, hoje, a menina vive com o pai em um veleiro na região central do país.
Ela tem um veleiro próprio desde os seis anos de idade e começou a velejar sozinha aos dez.
"Desde os dez anos de idade, eu sabia que queria dar a volta ao mundo", disse a adolescente à televisão holandesa. "Simplesmente quero conhecer o mundo e viver livremente".
A crise econômica e o aumento do desemprego no Japão provocaram uma queda recorde de 17,2% no número de imigrantes brasileiros no país. Segundo dados do Ministério da Justiça do Japão, desde setembro do ano passado, início da crise financeira internacional, 54.709 brasileiros deixaram o país. No final de 2007, havia 316.967 brasileiros registrados no país.
Somente nos seis primeiros meses de 2009, a comunidade brasileira no país encolheu em 41.887 membros, gerando uma queda de 13,4% em relação ao total de 312.582 brasileiros registrados no país no fim de 2008.
"O desemprego gerado pela crise econômica é a principal causa dessa debandada de trabalhadores", aponta Roberto Maxwell, mestre em Ciências Sociais pela Universidade de Shizuoka e especialista em migrações internacionais.
Em mais de 20 anos, desde o início da chegada dos primeiros imigrantes brasileiros ao país, este foi o segundo registro de queda neste número.
A outra retração aconteceu em 1998, ápice da recessão anterior enfrentada pelo Japão. Na ocasião, cerca de 11 mil brasileiros retornaram ao Brasil, uma queda de quase 5% no número total da população dekassegui.
Índice recorde O desemprego é justamente o motivo que levou Hélio Kazuaki Ueta, 56, a tomar a decisão de voltar com toda a família para o Brasil.
Ele já começou a fazer as malas e deve embarcar de volta para São Paulo no fim do mês que vem.
"Sei que a situação não vai melhorar e, mesmo que isso aconteça, não teria chance de voltar ao mercado de trabalho por causa da idade e do pouco conhecimento do idioma japonês", justifica o brasileiro, que ficou sete anos no país e há quase um ano não consegue emprego fixo.
"Fiz alguns bicos nesse período e também recebi seguro-desemprego", conta.
Ueta diz acreditar que a situação no Brasil também não está tão boa. Sem previsão de conseguir um emprego por lá também, ele pensa em virar fotógrafo e abrir um negócio próprio.
"Acho que a recuperação econômica do Brasil vai ser mais rápida que a do Japão", opina ele.
Segundo dados divulgados pelo governo do Japão nesta sexta-feira, o índice de desemprego no país é o pior desde o fim da Segunda Guerra.
Ele subiu 0,3 pontos percentuais em julho, e chegou a 5,7%. O número bateu o recorde anterior, registrado em abril de 2003, que foi de 5,5%.
Ajuda do governo Muitos dos que estão voltando agora ao Brasil deram entrada no esquema de ajuda para regresso oferecido desde abril deste ano pelo governo japonês a imigrantes peruanos e brasileiros.
Esse auxílio contempla cada imigrante com um valor de cerca de US$ 3 mil. Seus dependentes ganham mais US$ 2 mil cada.
No entanto, um dos requisitos é que ele não volte ao Japão por um período mínimo de três anos.
De 1º de abril até o início de agosto, um total de 9.762 pedidos haviam sido feitos para receber essa ajuda. A grande maioria, segundo o Ministério da Justiça, de brasileiros.
Mas o número de solicitações é bem baixo em relação à quantidade que já deixou o país. Para Maxwell, isso acontece porque os brasileiros ainda acreditam numa melhora da situação econômica, o que possibilitaria uma volta rápida às linhas de montagem das fábricas japonesas.
"Além disso, essa ajuda é muito pouca. Ninguém quer correr o risco de chegar ao Brasil, não conseguir emprego lá também e ainda não ter como voltar ao Japão por causa da condição de ter de esperar três anos para tentar retornar", sugere.
Estabilização Apesar dos dados negativos, essa redução no número de brasileiros que vive no Japão tende a se estabilizar agora no segundo semestre.
"Acredito que não vai haver outra enxurrada de brasileiros deixando o Japão, mesmo com o fim do período de recebimento do seguro-desemprego", opina Maxwell.
Dados do Ministério da Justiça comprovam essa tendência. No primeiro trimestre deste ano, o saldo da diferença de entradas e saídas do país foi de 27.304 negativos. Já de abril a junho, a diferença negativa foi de 14.583.
"As pessoas que voltaram no início do ano começaram a dar notícias aos que ficaram sobre a situação no Brasil, que também não está nada fácil", justifica Maxwell. "Por isso, muitos vão tentar ficar aqui até quando der, mesmo que passem por dificuldades financeiras", diz.
As agências de viagem também confirmam a tendência de queda no número de saídas. Segundo a Alfainter, empresa especializada em viagens para América do Sul, as reservas de passagens são bem menores neste segundo semestre em relação ao primeiro.
Uma aposta entre dois amigos noruegueses feita há pouco mais de dois meses se transformou em um fenômeno de internet que já reuniu mais de 165 mil colaborações de pelo menos 174 países.
Um web designer da Noruega, Ola Helland, fundou um site (www. onemilliongiraffes.com) no qual pede que as pessoas coloquem suas fotos de girafas. E vale de tudo: desenhos rabiscados, aquarelas elaboradas, esculturas com lego, com pedras, com galhos e até com alimentos.
Site já recebeu milhares de colaborações / Reprodução
Helland só não aceita fotos de girafas compradas em lojas ou desenhadas pelo computador, pois, segundo ele, seria "fácil demais".
O site One Million Giraffes começou com uma conversa entre Helland, que trabalha em um jornal de Stavanger, e seu amigo Jorgen, tarde da noite, na qual Helland afirmou que, com a internet "tudo é possível" e que "não há mais limites" e que poderia, facilmente, "conseguir um milhão de qualquer coisa se quisesse".
"Jorgen não concordou comigo e disse que eu não conseguiria um milhão de girafas. Então, fizemos uma aposta", afirmou em entrevista à BBC Brasil.
"Jorgen estabeleceu um prazo até o final do próximo ano e o critério de que as girafas podem ser feitas de qualquer jeito e forma, exceto pelo computador".
Helland conta que, dois dias depois da aposta ele colocou a página no ar "quase como uma piada, só para brincar com a ideia".
"Coloquei o link na minha página no Facebook e no Twitter pensando que iria conseguir entre dez e 15 girafas de meus amigos e então tudo acabaria. Saí para o almoço e, quando voltei, já tinha 60 girafas. No fim do dia já tinha 134".
"Comecei a perceber que tinha começado algo que, imediatamente, perdi o controle", acrescentou. O web designer afirma que a página se transformou em algo muito maior do que apenas uma aposta com o amigo.
"Se transformou em uma forma de espalhar alegria e fazer com que as pessoas desliguem a televisão e criem algo real. Algo que elas podem tocar e sentir", disse. "É surpreendente que pessoas literalmente do mundo todo estão sendo criativas e fazendo girafas só por minha causa".
Helland afirma que, em menos de 70 dias pessoas de 174 países visitaram o site e a página já ultrapassou 1,5 milhões de visitas.
Além disso, o web designer também afirma que está recebendo muitos emails de pais e avós que contam como eles se reuniram com filhos e netos e brincaram com lápis e outros materiais durante horas para fazer as girafas.
O homem suspeito de ter raptado e mantido em cativeiro Jaycee Lee Dugard, Phillip Garrido, disse em entrevista a um canal de TV da Califórnia que não admitiu o sequestro e que o nascimento de sua primeira filha há 15 anos mudou sua vida.
Em entrevista por telefone concedida à emissora de TV KCRA, Garrido, de 58 anos, disse que sua vida "endireitou" e implorou para que as pessoas esperem até ouvir sua versão sobre o ocorrido.
Ele está detido no presídio do condado de El Dorado enquanto aguarda investigações sobre o sequestro de Dugard em 1991, quando ela tinha 11 anos, e sobre os supostos abusos sexuais que levaram a menina a dar à luz duas filhas em 18 anos de cativeiro - uma de 15 anos e outra de 11.
Imagem de arquivo de Jaycee Lee Dugard antes do rapto em 1991
"Se eu contar para você a estória do que aconteceu nesta casa, você vai ficar absolutamente impressionado", disse ele. "É uma coisa nojenta o que aconteceu comigo no começo. Mas eu mudei a minha vida completamente e, para poder entender isso, você tem que começar aqui".
Garrido disse ainda que deixou documentos importantes com um agente do escritório do FBI (polícia federal americana) na cidade de São Francisco.
Religião
De acordo com a KCRA, Garrido tinha uma empresa chamada Desejo de Deus, operada de sua casa, em Antioch, na Califórnia. Na entrevista, ele se referiu a ela como uma igreja.
"O que me manteve ocupado por vários anos ultimamente é que eu mudei minha vida completamente", disse ele à emissora de TV americana.
"E você vai ouvir a estória mais forte da testemunha, a vítima - pode esperar. Se você caminhar um passo de cada vez, você vai cair de costas e, no final, você vai ouvir uma estória muito forte e terna".
A KCRA diz que pessoas que conheceram Garrido disseram que ele abraçou a religião com fanatismo nos últimos anos, e que às vezes começava a cantar e dizia que Deus havia falado com ele através de uma caixa.
De acordo com o jornal Los Angeles Times, um blog chamado "Vozes Reveladas" registrado por Garrido diz que Deus deu a ele a capacidade de "falar a linguagem dos anjos para dar um alerta que vai, quando for a hora certa, incluir a salvação do mundo inteiro".
Phillip Garrido e sua mulher, Nancy, de 54 anos, foram detidos na quinta-feira após terem aparecido em uma delegacia na cidade de El Dorado, ao lado de duas crianças e uma mulher, por conta de uma outra investigação.
Phillip Garrido e sua mulher, Nancy, são suspeitos de raptar Jaycee Lee Dugard / AFP
Os policiais teriam desconfiado que a mulher que acompanhava o casal e usava o nome de Allissa era Dugard.
Garrido havia recebido ordem para se reportar às autoridades depois que um policial no campus da Universidade da Califórnia, em Berkeley, descobriu que ele estava sob liberdade condicional por crimes de abuso sexual de menores. O suspeito tentava distribuir folhetos sobre religião, juntamente com duas crianças.
Por causa de sua condenação como pedófilo, Garrido estava proibido de estar na presença de menores e deveria se reportar a um responsável pelo monitoramento de sua liberdade condicional. Ele havia cumprido pena por abuso sexual, deixando a prisão em 1999.
Um eventual fracasso da cúpula da Unasul (bloco dos países da América do Sul) seria também um fracasso para a tentativa do Brasil de mostrar liderança na região, segundo afirma artigo publicado nesta sexta-feira pelo jornal espanhol El País.
O texto observa que a cúpula desta sexta-feira em Bariloche, na Argentina, tem como principais objetivos "tanto desativar o conflito surgido entre Colômbia e Venezuela a propósito da decisão de Bogotá de permitir o acesso de tropas americanas a sete bases militares próprias quanto proteger a existência da própria Unasul".
O artigo comenta que "o Brasil, principal impulsor da Unasul, tenta fazer com que a reunião termine com um desacordo não traumático, mas o presidente venezuelano, Hugo Chávez, já deixou entrever que a reconciliação é impossível e que não descarta anunciar ali mesmo em Bariloche a ruptura de relações com a Colômbia".
Para o jornal, "um fracasso estrepitoso da cúpula implicaria também o fracasso do Brasil e prejudicaria sua intenção de consolidar sua liderança no continente precisamente por meio de organismos como a Unasul".
O artigo observa que a União das Nações Sul-Americanas nasceu há apenas quatro anos com o objetivo de integrar os países da região e facilitar o diálogo sobre temas específicos do continente.
"O Brasil não está contente com a decisão colombiana de autorizar o uso de suas bases, mas aceita que é um fato e se conforma com que a Colômbia dê seguranças de que só poderão ser usadas pelos Estados Unidos dentro do próprio território colombiano", diz o jornal.
Conselho
O artigo comenta, porém, que o acordo entre Colômbia e Estados Unidos contrariaria a proposta da Unasul de se evitar alianças militares fora do bloco e questionaria a razão de ser do Conselho de Defesa Sul-Americano (CDS), criado pela Unasul para dar respostas conjuntas aos desafios de segurança na região.
"O presidente Lula vem manobrando em todas as direções para impedir que a iniciativa colombiana e a irada resposta de Caracas acabem com o CDS, que nunca despertou a menor simpatia entre os militares norte-americanos", afirma o jornal.
O artigo observa que Lula pediu, em encontro com o presidente americano, Barack Obama, garantias jurídicas de que as bases não serão usadas a não ser para o combate ao narcotráfico e o terrorismo na Colômbia, mas que Obama deixou nas mãos da Colômbia a tarefa de dar explicações sobre o acordo.
O jornal observa que a pressão levou o presidente Álvaro Uribe a visitar vários países da região para explicar o acordo e também a confirmar sua presença na reunião de Bariloche. Uribe não havia comparecido à cúpula anterior da Unasul, no Equador.
Apesar disso, Uribe quer que a cúpula também discuta o aumento dos gastos militares da Venezuela e de outros países sul-americanos que estão comprando armamentos de China e de Rússia.
Uma mulher que foi raptada quando tinha 11 anos, em 1991, encontrou-se com a mãe e a irmã, depois que a polícia prendeu um casal suspeito de ter mantido a jovem como refém por quase duas décadas.
Jaycee Lee Dugard, de 29 anos, teria sido estuprada e tido dois filhos com Phillip Garrido durante o tempo em que esteve confinada.
Segundo o jornal americano "The New York Times", sua mãe, Terry Probyn, disse que o estado da filha era bom. Não há detalhes sobre o encontro.
Imagem de arquivo de Jaycee Lee Dugard antes do rapto em 1991
O padrasto de Dugard, Carl Probyn, disse que não tem dúvida de que a mulher encontrada pela polícia do Estado americano da Califórnia é realmente a filha que ele viu de longe, da janela de sua casa em South Lake Tahoe, ser arrastada para dentro de um carro quando esperava um ônibus, há 18 anos.
"Ela respondeu a todas as perguntas corretamente", disse ele, de acordo com o periódico. "Por isso que teste de DNA não é necessário." "É um milagre termos conseguido tê-la de volta", afirmou em entrevista ao jornal Los Angeles Times.
"Como você consegue recuperar 18 anos? Eu só espero que ela tenha uma vida decente daqui para a frente. A vida dela parou aos 11 anos." O padrasto e a mãe de Dugard se separaram após o sequestro da menina. Ele foi considerado um suspeito no caso.
DNA
Apesar da certeza manifestada pelo padrasto de que se trata de Dugard, a polícia diz que a identidade da mulher ainda deve ser confirmada por testes de DNA.
Phillip Garrido, de 58 anos, e sua mulher, Nancy, de 54, foram detidos na quarta-feira após terem comparecido a uma delegacia na cidade de El Dorado, ao lado de duas crianças e uma mulher, por conta de uma outra investigação.
Os policiais teriam desconfiado que a mulher que acompanhava o casal e usava o nome de Allissa seria Dugard.
Garrido havia recebido ordem para se reportar às autoridades depois que um policial no campus da Universidade da Califórnia, em Berkeley, descobriu que ele estava sob liberdade condicional por crimes de abuso sexual de menores. O suspeito tentava distribuir folhetos sobre religião, juntamente com duas crianças.
Por causa de sua condenação como pedófilo, Garrido estava proibido de estar na presença de menores e deveria se reportar a um responsável pelo monitoramento de sua liberdade condicional.
Quintal
Segundo o delegado da polícia de El Dorado, Fred Kollar, o casal Garrido vivia com Dugard e as duas crianças em uma residência na cidade de Antioch, na Califórnia.
Kollar afirmou ainda que a polícia realizou buscas no local e encontrou um quintal escondido, com barracas, tendas e cômodos, onde Dugard e as duas filhas teriam passado a maior parte de suas vidas.
"Elas nunca foram para a escola; nenhuma delas jamais visitou um médico", afirmou Kollar, segundo o New York Times. "Elas foram mantidas em total isolamento".
Além disso, a polícia encontrou ainda um carro escondido no quintal que confirma a descrição feita quando Dugard foi sequestrada.
Dugard teria sido estuprada por Garrido pela primeira vez aos 14 anos. As filhas teriam 15 e 11 anos de idade, respectivamente.
A polícia de Mumbai, na Índia, prendeu um homem acusado de poligamia que teria se casado com seis mulheres nos últimos dois anos. Segundo a polícia, Tushar Waghmare, engenheiro da companhia aérea Air India, manteve as esposas em segredo umas das outras.
Ele foi preso depois que a sexta esposa foi à polícia quando descobriu que ele era casado com outra mulher.
Waghmare será mantido sob custódia até sábado. Ele afirma que se casou apenas três vezes e nunca teria enganado as mulheres.
De acordo com a polícia, ele teria dito às esposas que era divorciado e teria ainda apresentado documentos falsos às mulheres.
'Surpreendente'
"É surpreendente que nenhuma de suas esposas tenha checado o passado dele e seus antecedentes", disse à BBC o policial RM Vatkar.
Vatkar disse ainda que Waghmare dizia às esposas que precisava viajar e então se mudava para a casa de outra.
Segundo o policial, algumas das esposas do indiano são bem formadas e empregadas, com salário suficiente para se manter sozinhas.
Mas a esposa mais recente suspeitou das viagens constantes do marido e, após pesquisar sobre o paradeiro do esposo, descobriu que ele era casado com outra mulher.
Foi somente quando ela registrou a queixa na polícia que os outros casamentos de Waghmare vieram à tona.
Alguns jornais indianos relatam que ele teria se casado 14 vezes desde 2006. Mas a polícia disse à BBC que só tem conhecimento sobre seis casamentos.
Waghmare reclamou do tratamento diferente para hindus e muçulmanos.
"Os muçulmanos podem se casar diversas vezes, enquanto os hindus não podem", disse ele na delegacia à agência de notícias Reuters.
Um membro da família real saudita, o príncipe Mohammed bin Nayef, sobreviveu à explosão de um homem-bomba que se encontrava em seu escritório, na cidade portuária de Jeddah, no Mar Vermelho.
O homem-bomba era um militante procurado pela polícia que tinha dito que queria se entregar pessoalmente ao príncipe, que é responsável pela Segurança no Ministério do Interior e lidera o combate ao extremismo no país.
Segundo as autoridades sauditas, Nayef estava se preparando para uma reunião para marcar o Ramadã, o mês sagrado dos muçulmanos, quando o homem-bomba - reconhecido como um militante procurado - detonou os explosivos.
A agência oficial de notícias afirma que o príncipe foi a única vítima com ferimentos graves no ataque.
Essa é primeira tentativa de assassinato conhecida contra um membro da família real desde que a Arábia Saudita inciou sua operação contra militantes, há oito anos, após os atentados de 11 de setembro nos Estados Unidos.
Em julho, autoridades sauditas afirmaram que um tribunal criminal julgou e condenou mais de 300 militantes da rede extremista Al-Qaeda a prisões e multas, no primeiro julgamento do gênero.
Ao saber do incidente, o rei Abdullah foi ao hospital onde Nayef estava sendo atendido. Segundo a agência de notícias oficial do país, o príncipe já recebeu alta.
Que Usain Bolt que nada! Que Cristiano Ronaldo! Que campeonatos britânicos de futebol! Bom mesmo é críquete. O críquete, como já disse alguém, não é um caso de vida ou morte.É muito mais importante que isso.
Passei 40 anos lutando para entender essa paixão britânica. Que é paixão também indiana, paquistanesa, jamaicana, neozelandesa e, principalmente, australiana. Começo a gaguejar meus conhecimentos da - essa sim - nobre arte. Com o auxílio de muitos livros, muita pesquisa em jornais, a paciência de amigos e conversas entreouvidas no metrô.
Agora mesmo estão celebrando - e como! - a vitória da Inglaterra sobre a Austrália naquele que é seguramente o torneio, campeonato, disputa, melhor de muitas, chamem do que quiser, mas, insisto, é a competição mais séria da disciplina: The Ashes. As Cinzas. Que os ingleses deram uma tunda nos australianos e tome suplemento especial, retrospectiva na televisão, pifões homéricos no pub da esquina.
Vamos por etapas, como dizem os pilotos de Fórmula Um. Em primeiro lugar, o que é e como se transcorre o críquete. Abro logo um parêntese, há séculos, em Nictheroy (uso a grafia mais lógica), onde havia uma bela colônia de ingleses, o críquete era razoavelmente popular. Entre os gringos, claro. A turma local ria para valer dos pobres dos idiotas e continuava a torcer furiosamente pelo Canto do Rio.
Nunca vi um jogo. Desse críquete exilado e amador. Mas um amigo, que trabalhava comigo em publicidade, inglês como um batsman (é uma posição da contenda; talvez cheguemos lá, talvez não), tentou, em mais de um almoço no Dirty Dick's, me explicar o bê-á-bá da modalidade. Nem ao "bê" cheguei.
Em 1968, já residindo em Londres e, além do mais, trabalhando para o Serviço Brasileiro da BBC, como era chamado então, decidi que, mesmo não tendo sido chamado a compreender as subtilezas (essa a grafia correta) do cricket (outra grafia corretíssima), fazia parte de minha educação londrina tentar ao menos entender do esporte, da modalidade, chamem do que quiserem. Não tendo que ir aos famosos Oval ou ao Lord's, os Maracanãs do críquete, tudo bem comigo. Era só ligar a televisão, pegar um manual ou guia, talvez um amigo meio de pilequinho, e ir traçando.
Nunquinhas, meu camarada. O críquete, e o cricket também, descobri só agora tarde na vida, velho e alquebrado, é pura sacanagem deles para com nós todos. Para aquele que já foi o maior império do mundo e, agora, decadente e desdentado, vive da pura sede de vingança. Talvez por isso perdoem terrorista assassino líbio. Who knows? Eles gostam de se fazer de excêntricos. Por isso, vão inventando coisas, improvisam. Só para desnortear esse três quartos do mundo que já foi deles (e, nos mapas, em cor-de-rosa). A coisa é toda feita com espelhos. Feito essas mágicas de circo vagabundo: serrar mulher ao meio, fazer bola desaparecer no meio do ar, adivinhar a carta que aquele cavalheiro na terceira fila tem no bolso esquerdo do casaco. Por aí.
Consultando compêndios para levar outros tolos comigo - vocês aí - para o poço da ignorância onde vivo, como e bebo, descobri no e na Wikipédia, para vocês verem como é imaginário o cricket e o críquete também, que os movimentos principais do desporto parecido (parecido é a mãe!) com o baseball ocorrem numa faixa retangular de pouco mais de 20 metros de comprimento, bem no centro de um relvado, onde o raio da pesada bola (de madeira e borracha) chega a voar até 150 km/h, quando impulsionada por aqueles vastos tacos, ou bats, em formato de remo.
E o herói do momento chama-se Andrew Flintoff. Guardem esse nome. Agora esqueçam. E de tudo que for dito a respeito do cricket-críquete. Por mim ou qualquer outro ignorante enganador. Nenhum jogo, nenhum match, que leva mais de 3 dias para chegar a uma conclusão deve ser levado a sério.
Dos quatro irmãos Kennedy, Ted , o príncipe da dinastia e o leão do Senado, foi campeão em política, alcoolismo e promiscuidade. Incorruptível na vida pública, tresloucado na privada.Por causa de uma mulher, Mary Jo Kopechne, ele nao chegou a Presidência. Levou Joan, mãe dos seus filhos, ao alcoolismo, mas, aos 60 anos, foi salvo e domado pela leoa Vicky.
As loucuras do caçula do mais famoso clã político dos Estados Unidos apareceram cedo. Ele passou por dez escolas primárias americanas e inglesas antes dos 11 anos. A família vivia em trânsito. Quando, gracas ao nome, entrou em Harvard, durou pouco.
Pediu a um colega para fazer a prova dele de espanhol. Foi pego e expulso da universidade.
Era tempo de guerra na Coreia e o serviço militar americano, obrigatório. Ted se alistou no Exército. Graças à influência do pai, foi servir e rosetar em Paris, no QG da OTAN. Dois anos de farda, vinho, mulheres e música.
Na volta deu uma guinada. Se rematriculou em Harvard, fez Direito na universidade de Virgínia, bom aluno, brilhou em debates.
Impossível dizer o que teria feito Ted Kennedy se os três irmãos mais velhos não tivessem morrido. O mais velho, Joe, favorito do pai, morreu num bombardeio na Segunda Guerra. As vidas políticas de John e Bob foram curtas e só podem ser medidas em possibilidades, mas a de Ted Kennedy tem um currículo de 46 anos.
Quando John Kennedy foi candidato à Presidência deram a Ted um papel menor, mas ele se entregou de corpo e alma, viciou e só dois políticos serviram mais tempo do que ele no Senado americano. Passou por dez presidentes e nenhum deles deixou mais impressões digitais nas mudanças do país do que o senador Ted Kennedy. Todas as leis sociais desde o fim da década de 60 tem as marcas dele. São mais de 2.500.
No senado rugia , na vida pessoal prevaricava.
Joan, a primeira mulher, não conseguiu conter os impulsos etílicos e mulherengos do marido nem se enquadrar no estilo dos Kennedys: queriam que vivesse em constante atividade esportiva, social e com uma gravidez em cima da outra, como Ethel, mulher de Bob Kennedy.
Joan teve vários abortos, mas o alcoolismo só tomou conta dela depois da tragédia de Chappaquiddick, quando o carro dirigido pelo marido caiu de uma ponte. Ted Kennedy sobreviveu e desapareceu por dez horas. A companheira, Mary Jo, ex-assessora do irmão Bob, morreu afogada, e, com ela, as possibilidades presidenciais de Ted Kennedy.
Durante anos de cobertura política vi o senador em ação várias vezes nas convenções do partido e outros eventos, mas meu primeiro contato foi no escritório dele no Senado, em 69, pouco antes da tragédia, quando recebeu nosso pequeno grupo de bolsistas .
O mais bonito dos irmãos, um touro de forte, com vozeirão de locutor, sorriso frouxo e debochado. Política externa não era o forte dele. Sabia pouco sobre o Brasil, mas descobriria alguns dos nossos encantos em farras na Flórida com gente das melhores famílias brasileiras.
Foi ativo contra a ditadura no Chile, o Apartheid na África do Sul e a guerra do Vietnã, mas seu principal cenário de ação era o doméstico.
Prevaricador na vida pessoal, modelo de legislador no Senado. Noventa e nove dos cem senadores disseram que ele era o mais eficiente dos legisladores. Sabia o que falava, tinha o melhor staff, transitava entre republicanos e democratas, mas quase destruiu sua carreira noutro porre em Palm Beach, com o filho e o sobrinho William Kennedy Smith. Os jornais descreveram o senador correndo bêbado de cuecas pela praia. O sobrinho foi acusado de estupro e absolvido no julgamento, coberto ao vivo pelas redes de TV. A carreira do senador encolheu, mas resistiu.
No ano seguinte, reencontrou Vicky, mas não se lembrava dela quando trabalhou como estagiária dele, ainda universitária, no escritório no Senado. Era filha de velhos amigos da Louisiana. Aos 60 anos, o senador se apaixonou. Ligava duas vezes por dia , levava Vicky para concertos no Centro Kennedy de Artes, pintou quadros à óleo para ela e finalmente propôs casamento depois da ópera La Boheme Vicky entrou na jaula do leão e botou a maioria indesejável para fora. Os filhos mal educados do senador receberam lições de boas maneiras, amigos que davam bebida para o marido foram afastados. O senador parou de beber.
Advogada de prestígio, fundadora e presidente de ONGs nas áreas de criança, educação e armas, Vicky hoje é sondada para assumir o lugar de Ted Kennedy no Senado, mas há impedimentos legais, ironicamente criados pelo próprio partido democrata de Massachussets. Ela diz que não está interessada.
Ted Kennedy dizia que seu melhor voto no senado foi contra a invasão do Iraque, mas a principal causa política dele foi a reforma na Saúde. Queria um sistema público, no estilo europeu, semelhante ao proposto por Obama e furiosamente combatido pela direita, seguradoras, médicos e hospitais.
Pelas conjuminâncias que rolam no Senado, é possível que a causa seja decidida por um voto, e o senador - nem a mulher - estará lá para decidir a parada.
Dos quatro irmãos Kennedy, Ted , o príncipe da dinastia e o leão do Senado, foi campeão em política, alcoolismo e promiscuidade. Incorruptível na vida pública, tresloucado na privada.Por causa de uma mulher, Mary Jo Kopechne, ele nao chegou a Presidência. Levou Joan, mãe dos seus filhos, ao alcoolismo, mas, aos 60 anos, foi salvo e domado pela leoa Vicky.
As loucuras do caçula do mais famoso clã político dos Estados Unidos apareceram cedo. Ele passou por dez escolas primárias americanas e inglesas antes dos 11 anos. A família vivia em trânsito. Quando, gracas ao nome, entrou em Harvard, durou pouco.
Pediu a um colega para fazer a prova dele de espanhol. Foi pego e expulso da universidade.
Era tempo de guerra na Coreia e o serviço militar americano, obrigatório. Ted se alistou no Exército. Graças à influência do pai, foi servir e rosetar em Paris, no QG da OTAN. Dois anos de farda, vinho, mulheres e música.
Na volta deu uma guinada. Se rematriculou em Harvard, fez Direito na universidade de Virgínia, bom aluno, brilhou em debates.
Impossível dizer o que teria feito Ted Kennedy se os três irmãos mais velhos não tivessem morrido. O mais velho, Joe, favorito do pai, morreu num bombardeio na Segunda Guerra. As vidas políticas de John e Bob foram curtas e só podem ser medidas em possibilidades, mas a de Ted Kennedy tem um currículo de 46 anos.
Quando John Kennedy foi candidato à Presidência deram a Ted um papel menor, mas ele se entregou de corpo e alma, viciou e só dois políticos serviram mais tempo do que ele no Senado americano. Passou por dez presidentes e nenhum deles deixou mais impressões digitais nas mudanças do país do que o senador Ted Kennedy. Todas as leis sociais desde o fim da década de 60 tem as marcas dele. São mais de 2.500.
No senado rugia , na vida pessoal prevaricava.
Joan, a primeira mulher, não conseguiu conter os impulsos etílicos e mulherengos do marido nem se enquadrar no estilo dos Kennedys: queriam que vivesse em constante atividade esportiva, social e com uma gravidez em cima da outra, como Ethel, mulher de Bob Kennedy.
Joan teve vários abortos, mas o alcoolismo só tomou conta dela depois da tragédia de Chappaquiddick, quando o carro dirigido pelo marido caiu de uma ponte. Ted Kennedy sobreviveu e desapareceu por dez horas. A companheira, Mary Jo, ex-assessora do irmão Bob, morreu afogada, e, com ela, as possibilidades presidenciais de Ted Kennedy.
Durante anos de cobertura política vi o senador em ação várias vezes nas convenções do partido e outros eventos, mas meu primeiro contato foi no escritório dele no Senado, em 69, pouco antes da tragédia, quando recebeu nosso pequeno grupo de bolsistas .
O mais bonito dos irmãos, um touro de forte, com vozeirão de locutor, sorriso frouxo e debochado. Política externa não era o forte dele. Sabia pouco sobre o Brasil, mas descobriria alguns dos nossos encantos em farras na Flórida com gente das melhores famílias brasileiras.
Foi ativo contra a ditadura no Chile, o Apartheid na África do Sul e a guerra do Vietnã, mas seu principal cenário de ação era o doméstico.
Prevaricador na vida pessoal, modelo de legislador no Senado. Noventa e nove dos cem senadores disseram que ele era o mais eficiente dos legisladores. Sabia o que falava, tinha o melhor staff, transitava entre republicanos e democratas, mas quase destruiu sua carreira noutro porre em Palm Beach, com o filho e o sobrinho William Kennedy Smith. Os jornais descreveram o senador correndo bêbado de cuecas pela praia. O sobrinho foi acusado de estupro e absolvido no julgamento, coberto ao vivo pelas redes de TV. A carreira do senador encolheu, mas resistiu.
No ano seguinte, reencontrou Vicky, mas não se lembrava dela quando trabalhou como estagiária dele, ainda universitária, no escritório no Senado. Era filha de velhos amigos da Louisiana. Aos 60 anos, o senador se apaixonou. Ligava duas vezes por dia , levava Vicky para concertos no Centro Kennedy de Artes, pintou quadros à óleo para ela e finalmente propôs casamento depois da ópera La Boheme Vicky entrou na jaula do leão e botou a maioria indesejável para fora. Os filhos mal educados do senador receberam lições de boas maneiras, amigos que davam bebida para o marido foram afastados. O senador parou de beber.
Advogada de prestígio, fundadora e presidente de ONGs nas áreas de criança, educação e armas, Vicky hoje é sondada para assumir o lugar de Ted Kennedy no Senado, mas há impedimentos legais, ironicamente criados pelo próprio partido democrata de Massachussets. Ela diz que não está interessada.
Ted Kennedy dizia que seu melhor voto no senado foi contra a invasão do Iraque, mas a principal causa política dele foi a reforma na Saúde. Queria um sistema público, no estilo europeu, semelhante ao proposto por Obama e furiosamente combatido pela direita, seguradoras, médicos e hospitais.
Pelas conjuminâncias que rolam no Senado, é possível que a causa seja decidida por um voto, e o senador - nem a mulher - estará lá para decidir a parada.
Dos quatro irmãos Kennedy, Ted , o príncipe da dinastia e o leão do Senado, foi campeão em política, alcoolismo e promiscuidade. Incorruptível na vida pública, tresloucado na privada.Por causa de uma mulher, Mary Jo Kopechne, ele nao chegou a Presidência. Levou Joan, mãe dos seus filhos, ao alcoolismo, mas, aos 60 anos, foi salvo e domado pela leoa Vicky.
As loucuras do caçula do mais famoso clã político dos Estados Unidos apareceram cedo. Ele passou por dez escolas primárias americanas e inglesas antes dos 11 anos. A família vivia em trânsito. Quando, gracas ao nome, entrou em Harvard, durou pouco.
Pediu a um colega para fazer a prova dele de espanhol. Foi pego e expulso da universidade.
Era tempo de guerra na Coreia e o serviço militar americano, obrigatório. Ted se alistou no Exército. Graças à influência do pai, foi servir e rosetar em Paris, no QG da OTAN. Dois anos de farda, vinho, mulheres e música.
Na volta deu uma guinada. Se rematriculou em Harvard, fez Direito na universidade de Virgínia, bom aluno, brilhou em debates.
Impossível dizer o que teria feito Ted Kennedy se os três irmãos mais velhos não tivessem morrido. O mais velho, Joe, favorito do pai, morreu num bombardeio na Segunda Guerra. As vidas políticas de John e Bob foram curtas e só podem ser medidas em possibilidades, mas a de Ted Kennedy tem um currículo de 46 anos.
Quando John Kennedy foi candidato à Presidência deram a Ted um papel menor, mas ele se entregou de corpo e alma, viciou e só dois políticos serviram mais tempo do que ele no Senado americano. Passou por dez presidentes e nenhum deles deixou mais impressões digitais nas mudanças do país do que o senador Ted Kennedy. Todas as leis sociais desde o fim da década de 60 tem as marcas dele. São mais de 2.500.
No senado rugia , na vida pessoal prevaricava.
Joan, a primeira mulher, não conseguiu conter os impulsos etílicos e mulherengos do marido nem se enquadrar no estilo dos Kennedys: queriam que vivesse em constante atividade esportiva, social e com uma gravidez em cima da outra, como Ethel, mulher de Bob Kennedy.
Joan teve vários abortos, mas o alcoolismo só tomou conta dela depois da tragédia de Chappaquiddick, quando o carro dirigido pelo marido caiu de uma ponte. Ted Kennedy sobreviveu e desapareceu por dez horas. A companheira, Mary Jo, ex-assessora do irmão Bob, morreu afogada, e, com ela, as possibilidades presidenciais de Ted Kennedy.
Durante anos de cobertura política vi o senador em ação várias vezes nas convenções do partido e outros eventos, mas meu primeiro contato foi no escritório dele no Senado, em 69, pouco antes da tragédia, quando recebeu nosso pequeno grupo de bolsistas .
O mais bonito dos irmãos, um touro de forte, com vozeirão de locutor, sorriso frouxo e debochado. Política externa não era o forte dele. Sabia pouco sobre o Brasil, mas descobriria alguns dos nossos encantos em farras na Flórida com gente das melhores famílias brasileiras.
Foi ativo contra a ditadura no Chile, o Apartheid na África do Sul e a guerra do Vietnã, mas seu principal cenário de ação era o doméstico.
Prevaricador na vida pessoal, modelo de legislador no Senado. Noventa e nove dos cem senadores disseram que ele era o mais eficiente dos legisladores. Sabia o que falava, tinha o melhor staff, transitava entre republicanos e democratas, mas quase destruiu sua carreira noutro porre em Palm Beach, com o filho e o sobrinho William Kennedy Smith. Os jornais descreveram o senador correndo bêbado de cuecas pela praia. O sobrinho foi acusado de estupro e absolvido no julgamento, coberto ao vivo pelas redes de TV. A carreira do senador encolheu, mas resistiu.
No ano seguinte, reencontrou Vicky, mas não se lembrava dela quando trabalhou como estagiária dele, ainda universitária, no escritório no Senado. Era filha de velhos amigos da Louisiana. Aos 60 anos, o senador se apaixonou. Ligava duas vezes por dia , levava Vicky para concertos no Centro Kennedy de Artes, pintou quadros à óleo para ela e finalmente propôs casamento depois da ópera La Boheme Vicky entrou na jaula do leão e botou a maioria indesejável para fora. Os filhos mal educados do senador receberam lições de boas maneiras, amigos que davam bebida para o marido foram afastados. O senador parou de beber.
Advogada de prestígio, fundadora e presidente de ONGs nas áreas de criança, educação e armas, Vicky hoje é sondada para assumir o lugar de Ted Kennedy no Senado, mas há impedimentos legais, ironicamente criados pelo próprio partido democrata de Massachussets. Ela diz que não está interessada.
Ted Kennedy dizia que seu melhor voto no senado foi contra a invasão do Iraque, mas a principal causa política dele foi a reforma na Saúde. Queria um sistema público, no estilo europeu, semelhante ao proposto por Obama e furiosamente combatido pela direita, seguradoras, médicos e hospitais.
Pelas conjuminâncias que rolam no Senado, é possível que a causa seja decidida por um voto, e o senador - nem a mulher - estará lá para decidir a parada.
28/08/2009 04:57 AM
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