Antes de encerrar sua participação em audiência pública no Senado, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, informou que está em curso uma reestruturação de seu ministério, quando será instituído um Estado Maior das Forças Armadas, cujo chefe terá a mesma alçada dos demais dirigentes das forças individuais - Marinha, Exército e Aeronáutica. Ele contou também que o ministério passará a contar com uma secretaria de ensino, dedicada às questões de treinamento e capacitação de pessoal.
AComissão de Serviços de Infraestrutura (CI) aprovou nesta quinta-feira (27) requerimento do presidente do colegiado, senador Fernando Collor (PTB-AL), convocando o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, para prestar esclarecimentos sobre investimentos, linhas de financiamento e disponibilidade de créditos para obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Collor quer que ele fale especialmente sobre obras ligadas ao setor de infraestrutura, bem como sobre as previsões de participação da instituição na exploração do petróleo na camada do pré-sal.
Collor disse esperar que Coutinho "encontre tempo" para comparecer à convocação aprovada pela CI, fazendo referência a audiência sobre o tema realizada na comissão, para a qual o presidente do BNDES foi convidado, mas não compareceu.
Saneamento
A secretária-executiva do Ministério da Saúde, Márcia Bassit Lameiro da Costa Mazzoli, deverá falar na comissão sobre a situação do saneamento nas obras do PAC. Requerimento de Collor convidando a secretária também foi aprovado na reunião desta quinta-feira da CI.
Na justificativa de seu requerimento, Collor ressalta o "estado crítico" na área de saneamento do país, onde 100 milhões de brasileiros não dispõem de esgotos tratados e 40 milhões não têm acesso adequado à água potável. Além da falta de investimentos no setor, o presidente da CI citou dificuldades para a liberação dos recursos destinados ao setor. Segundo disse, dos R$ 4,6 bilhões do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) previstos no Orçamento da União para saneamento básico, apenas R$ 34 milhões foram utilizados até o momento, ou seja, menos de 1% do total.
Portos
A CI deverá realizar ainda audiência em conjunto com a Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) para debater a situação dos portos no país. O requerimento é de autoria dos senadores Kátia Abreu (DEM-TO) e Wellington Salgado (PMDB-MG).
O objetivo é debater os impactos do Decreto 6.620/08 e da Resolução 1.401/09, da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), especialmente a inibição de investimentos privados na construção de terminais portuários privativos destinados à movimentação de cargas próprias e de terceiros e o impacto dessa decisão para o agravamento do "apagão aeroportuário", que já teria sido anunciado pelo Tribunal de Contas da União (TCU).
Deverão ser convidados para o debate o diretor-geral da Antaq, Fernando Fialho, o diretor-presidente da Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP), Willen Mantelli, além de representantes das confederações nacionais da Indústria (CNI), da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e dos Transportes (CNT).
A Defensoria Pública deve prestar orientação jurídica, promover os direitos humanos e defender, em todos os graus, os direitos individuais e coletivos, de forma integral e gratuita, dos necessitados. Essa definição é dada pelo Projeto de Lei da Câmara 137/09 - complementar que altera a Lei Orgânica da Defensoria Pública e que está em debate nesta quinta-feira (27) na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). A proposta aproxima ainda mais a Defensoria Pública da sociedade e amplia as funções da instituição.
De autoria do Poder Executivo, o texto regulamenta a autonomia funcional, administrativa e orçamentária da Defensoria Pública, democratiza e moderniza sua gestão, estabelece os direitos das pessoas assistidas e cria mecanismos de participação da sociedade civil na administração e na fiscalização do órgão. O projeto pretende adequar a legislação à Reforma do Judiciário.
Os objetivos da Defensoria Pública, de acordo com a proposta, são a primazia da dignidade da pessoa humana, a redução das desigualdades sociais, a afirmação do Estado Democrático de Direito, a prevalência e a efetividade dos direitos humanos e a garantia dos princípios constitucionais da ampla defesa e do contraditório.
Entre as funções da instituição definidas na sugestão de nova redação da lei, está a de promover a ampla defesa dos direitos fundamentais - individuais, coletivos, sociais, econômicos, culturais e ambientais - dos necessitados, especialmente de grupos sociais vulneráveis que mereçam proteção especial do Estado, como as crianças e adolescentes, os idosos, as pessoas com deficiência e as mulheres vítimas de violência doméstica e familiar.
Para exercer suas funções, a Defensoria Pública poderá organizar sua estrutura, abrir concursos e nomear defensores e funcionários muito mais rapidamente, "sanando um dos problemas mais significativos em todo o Brasil, que é a falta de defensores em cerca de 60% das cidades", segundo texto elaborado pela assessoria do relator, senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE).
Sociedade civil
Entre outros avanços, o projeto prevê a criação da Ouvidoria-Geral da Defensoria Pública dos Estados, que será exercida por pessoa de fora dos quadros da carreira, escolhida pelo Conselho Superior a partir de lista tríplice elaborada pela sociedade civil.
O ouvidor-geral participará das reuniões do conselho, podendo propor medidas e ações para o alcance dos objetivos da instituição e o aperfeiçoamento dos serviços prestados. A proposição prevê ainda a nomeação do defensor público-geral a partir de lista tríplice formada pelo voto direto dos membros da carreira e a democratização da composição do Conselho Superior da Defensoria Pública da União.
Ainda de acordo com o projeto, a Defensoria Pública deve buscar a descentralização, dando prioridade às regiões "com maiores índices de exclusão e adensamento populacional". Os direitos dos assistidos, como o direito à informação, à qualidade e à eficiência dos serviços prestados, são explicitados no texto.
O projeto estabelece como uma das novas funções da Defensoria Pública a de promover, prioritariamente, a solução extrajudicial dos litígios, para a composição entre as pessoas em conflito de interesses, por meio de mediação, conciliação, arbitragem e demais técnicas de composição e administração de conflitos. Outra das novas funções é a de "promover a difusão e a conscientização dos direitos humanos, da cidadania e do ordenamento jurídico".
Ainda segundo o projeto, a Defensoria Pública deve atuar junto a estabeleciment
O ministro da Defesa, Nelson Jobim, garantiu que o projeto Submarino Nuclear Brasileiro (NUC) visa apenas à construção de um submarino com propulsão nuclear, destinado à utilização de mísseis convencionais e não de mísseis ou quaisquer outras armas nucleares, o que inclusive é proibido pela Constituição federal. O ministro fala agora sobre o tema em audiência pública conjunta das comissões de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) e de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT), onde faz a defesa do projeto. A construção do submarino, informou, será feita em parceria com a França, país que, ao lado dos Estados Unidos, China e Inglaterra, domina essa tecnologia. A parceria, detalhou, prevê a transferência de tecnologia francesa para o Brasil.
O ministro de Minas e Energia, Edson Lobão, deverá participar de audiência pública na Comissão de Serviços de Infra-Estrutura (CI) para debater, no próximo dia 10, o novo marco regulatório do petróleo. O anúncio das novas regras para o setor deverá ser feito pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, na próxima segunda-feira (31).
O presidente da CI, senador Fernando Collor (PTB-AL), anunciou a vinda do ministro após o senador Francisco Dornelles (PP-RJ) ter apresentado requerimento solicitando audiência com o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, para explicar o assunto. Convencido por Collor de que o debate poderá ser mais produtivo se feito com Lobão e tendo por base as regras propostas pelo governo federal, Dornelles acabou desistindo do pedido. Collor informou ainda que o ministro poderá trazer para o debate diretores da Petrobras.
Concessão ou partilha
Dornelles ressaltou preocupação com notícias divulgas pela imprensa segundo as quais o atual regime de concessão na exploração do petróleo poderá ser transformado em regime de partilha, o que seria "um retrocesso que só interessa à burocracia estatal", na opinião do senador.
- Uma coisa é desejar a Petrobras forte, outra coisa é se devemos afastar empresas privada nacionais e estrangeiras da exploração. Petrobras forte sim, mas monopólio não - argumentou o senador.
O senador Eliseu Resende (DEM-MG) disse concordar com a necessidade de que a CI participe das discussões sobre o novo marco regulatório do petróleo. Para ele, as ponderações de Dornelles são apropriadas, pois ainda existem dúvidas sobre as alterações propostas pelo governo. O senador por Minas Gerais ressaltou ainda a importância do exame atento das mudanças, uma vez que envolvem interesses dos estados na política de distribuição de royalties da exploração do petróleo.
Pelo sistema em vigor, observou o senador, a Petrobras participa da concorrência em igualdade de condições com outras empresas e só tem privilégio se houver empate nas propostas apresentadas. Esse modelo, observou, deveria ser estendido para a exploração do petróleo proveniente da camada do pré-sal .
A concessão, explicou ainda Eliseu Resende, é a outorga para a empresa pública ou privada para exploração do bem público ou da prestação do serviço público. No sistema de partilha, continuou ele, os recursos ficariam no âmbito do governo e das estatais, sem participação do setor privado.
Fundo
Dornelles também disse ser favorável à criação de um fundo com recursos da exploração do pré-sal, a serem direcionados para áreas como educação e de ciência e tecnologia, como estaria sendo anunciado pelo governo federal, desde que se mantenha o sistema atual de concessão, instituído pela Lei 9.478/1997.
A distribuição dos recursos do pré-sal, que segundo
Na presidência dos trabalhos, o senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) já deu início à audiência pública da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) que vai debater projeto de lei da Câmara que trata da organização da Defensoria Pública da União, do Distrito Federal e dos Territórios. Representantes do Ministério Público e dos Defensores Públicos foram convidados para o encontro.
As Comissões de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) e de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT) já estão reunidas em audiência pública com o ministro da Defesa, Nelson Jobim, para debater o reequipamento das Forças Armadas, especificamente a compra de submarinos e aviões de combate. Outro assunto que deve suscitar discussões entre os senadores é o projeto Submarino Nuclear Brasileiro (NUC). A reunião foi solicitada pelos senadores Cristovam Buarque (PDT-DF), Eduardo Azeredo (PSDB-MG) e Flexa Ribeiro (PSDB-PA).
Os senadores da Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI) acabam de aprovar requerimento para realização de audiência pública, em conjunto com a Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA), para debater recentes decisões governamentais que vão afetar o funcionamento dos portos. Segundo os senadores Wellington Salgado (PMDB-MG) e Kátia Abreu (DEM-TO), autores do requerimento, o próprio Tribunal de Contas da União (TCU) prevê dificuldades e até o colapso do sistema portuário nacional, motivo pelo qual o assunto deve ser discutido.
A informação foi prestada há pouco pelo senador Fernando Collor (PTB-AL), durante reunião da Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI). Conforme afirmou o senador, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, vai participar de audiência pública na CI no próximo dia 10 de setembro para esclarecer os planos do Executivo para a exploração da camada do pré-sal. A informação de Collor foi feita após manifestação do senador Francisco Dornelles (PP-RJ), cobrando informações sobre mudanças no marco regulatório do petróleo.
O presidente da Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI), senador Fernando Collor (PTB-AL), acaba de abrir a reunião desta quinta-feira. A agenda do colegiado inclui matérias prevendo medidas para reduzir o risco de enchentes e a economia do consumo de água.
Em reunião na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE), o presidente do Senado paraguaio, Miguel Carrizosa, pediu aos parlamentares brasileiros que aprovem o novo acordo de Itaipu, que aumenta a remuneração ao Paraguai sobre o excedente de energia comprado pelo Brasil.
Uma comitiva composta por representantes de movimentos de mulheres do Brasil compareceu ao Senado nesta quarta-feira (26) para entregar à senadora Serys Slhessarenko (PT-MT) um documento com mais de 5 mil assinaturas a favor da manutenção da Lei Maria da Penha na elaboração do novo Código de Processo Penal (CPP).
O movimento surgiu depois que juristas alertaram, em audiências públicas no Senado, para a possibilidade de o novo CPP neutralizar a Lei Maria da Penha. Segundo esses especialistas, algumas penas do projeto do novo código seriam mais brandas do que aquelas previstas na lei criada para proteger a mulher contra a violência doméstica.
O relator do projeto de lei que cria o novo código (PLS 156/09), senador Renato Casagrande (PSB-ES), compareceu à audiência e assegurou às mulheres presentes que a reforma a ser feita no CPP não vai prejudicar a Lei Maria da Penha. O parlamentar afirmou que serão acrescentados dispositivos ao novo código de forma a garantir proteção às mulheres vítimas da violência doméstica e punição aos agressores, como prevê a lei em vigor.
Em concordância com o relator, Serys afirmou que a comissão especial para elaboração do novo CPP "está sensível" às mulheres e que intenção é "aperfeiçoá-lo, jamais fazer um retrocesso".
A comitiva estará em Brasília até o fim da semana para uma série de encontros com autoridades governamentais, no âmbito dos três Poderes, em defesa da Lei Maria da Penha.
A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) deve realizar audiência para debater proposta que pretende incluir no texto da Constituição dispositivo para tornar obrigatória a exigência de diploma de curso superior em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo, para o exercício da profissão de jornalista. Ainda sem data marcada, a realização da audiência foi aprovada na reunião desta quarta-feira (26). Serão convidadas entidades de classe dos jornalistas, assim como as que representam empresas do setor de comunicação.
A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) aprovou nesta quarta-feira (26) proposta que formaliza a proibição de pagamento de qualquer tipo de gratificação aos servidores do Senado, efetivos ou comissionados, por trabalho exercido como integrante de comissões permanentes, temporárias ou especiais constituídas no âmbito da Casa, medida que alcança ainda os chamados grupos de trabalho.
26/08/2009 12:37 PM
Não confunda o Original com cópias. Aqui seu anúncio é tratado com seriedade.
Site 100% Compativel com o Google Chrome - Versão Oficial 1583 v0.2.149.27 ou superior, Firefox 1.5 ou Superior e Safari 3 ou Superior.