O Ministro da Saúde do México, José Córdova, confirmou nesta quinta-feira que, dos 547 testes realizados até o momento, 260 deram positivo para o vírus da gripe suína e que doze pessoas morreram da doença em todo o país. Suspeita-se que quase três mil pessoas tenham contraído a doença no México, sendo que a maioria delas já teria sarado.Dezenas de mortes podem ter sido causadas pela gripe, mas o governo avança lentamente para consolidar o número de vítimas fatais ocorridas em decorrência do surto.
"Vale ressaltar que o aumento não significa que tenha morrido mais gente nas últimas horas, mas que estão sendo submetidas para análises mais mostras, recolhidas desde o princípio de abril", disse Córdova durante coletiva de imprensa. "Também não vamos mais falar de casos suspeitos, apenas de confirmados." O Ministro disse que há apenas um laboratório no país preparado para realizar estes testes, mas que o governo está trabalhando para que seis novos centros comecem a atuar o quanto antes. "Não havia antecedentes de epidemia por este vírus, não tínhamos a técnica adequada aqui." Segundo o Ministro, quando o surto começou eram realizadas 15 análises por dia. "Ontem foram 200 e esperamos chegar a 500 provas diárias em todos os laboratórios." O Ministro disse que outras 200 amostras foram mandadas na terça-feira para análise no Canadá.
Como parte de novos esforços para conter o avanço da doença, o presidente do México, Felipe Calderón, anunciou a suspensão parcial de serviços não-essenciais entre os dias 1 e 5 de maio e pediu que a população ficasse em casa nesse período.
Nome A Organização Mundial de Saúde (OMS) e a União Europeia (UE) decidiram parar de se referir a doença como gripe suína para evitar prejuízos maiores para a indústria de carne suína.
A OMS passa a se referir à doença como inflluenza A (H1N1), e a UE, nova gripe.
A comissária de saúde da UE, Androulla Vassiliou pediu nesta quinta-feira para que a população do bloco não entre em pânico, depois que outros dois países do bloco, Suíça e Holanda, confirmaram casos da doença.
A UE decidiu trabalhar "sem demora" em conjunto com a indústria farmacêutica para desenvolver uma vacina para a gripe suína. Vassiliou, disse que o bloco vai apresentar uma estratégia unificada de combate à gripe suína.
"Sem subestimar a seriedade da situação, acreditamos que estamos preparados para lidar com ela. Estamos preocupados, mas no controle, portanto não há motivo de pânico", disse ela.
A UE rejeitou um pedido francês de restringir viagens ao México, dizendo que cada país deveria decidir suas políticas individualmente.
Além de Holanda e Suíça, a Espanha (13 casos), Grã-Bretanha (cinco), Alemanha (três) e Áustria (1) já confirmaram a doença. Dinamarca, Finlândia, França, Irlanda, Itália, Polônia, Portugal e Suécia investigam casos suspeitos.
O diretor-geral para Políticas de Saúde e Consumo da União Europeia, Robert Madelin, alertou que o vírus causador da gripe suína poderia matar milhares de pessoas no continente.
"Não se trata de questionar se pessoas vão morrer, mas sim de quantas vão morrer. Serão centenas, milhares ou dezenas de milhares?", disse ele.
Mas correspondentes dizem que nenhum dos casos registrados no continente foi severo e as únicas mortes aconteceram no México e nos Estados Unidos.
Resto do mundo Outros países confirmaram casos também nesta quinta-feira, entre eles o Peru - o primeiro país da América do Sul a notificar um caso da doença.
O segundo país mais afetado é os Estados Unidos, onde há 111 casos confirmados em 13 Estados e onde houve a primeira vítima fatal fora do México, um bebê mexicano de 23 meses, que morreu no Estado do Texas.
A gripe suína foi confirmada em outros países como o Canadá (13 casos), Nova Zelândia (3) e Israel (2).
Existem suspeitas de casos no Brasil (4 casos, três em Minas Gerais e um em São Paulo), Argentina, Austrália, Chile, Japão, África do Sul e Coreia do Sul.
Na quarta-feira, a OMS elevou o nível de alerta da gripe suína para cinco - um abaixo do estágio de alerta máximo da escala - e afirmou haver sinais de que uma pandemia da doença seja iminente. O nível cinco de alerta é acionado quando há transmissão da doença entre humanos em pelo menos dois países.
A montadora americana Chrysler vai pedir concordata imediatamente e formar uma aliança com a Fiat, disse nesta quinta-feira o presidente americano, Barack Obama. "Este não é um sinal de fraqueza, mas sim outro passo rumo à revitalização da Chrysler", disse Obama.
"Tenho certeza de que a Chrysler vai sair deste processo mais forte e competitiva."
A parceria com a Fiat criará a sexta maior montadora do mundo.
Sem desemprego
Os termos da concordata prevêem a formação de uma nova companhia, na qual a Fiat terá 20% de participação, podendo ser ampliada para 35%.
Os donos atuais Cerberus vão manter sua participação de 80.1%, mas a Daimler vai abrir mão de seus 19.9%. Os portadores de títulos da empresa vão receber US$ 2 bilhões em dinheiro em troca do perdão da dívida de US$ 6.9 bilhões.
Os bancos principais, a quem a Chrysler deve cerca de 70% de suas dívidas, aceitaram o acordo, mas a proposta foi rejeitada por investidores de fundos Hedge, posição que foi criticada por Obama.
A Fiat italiana não pagará nada por sua participação, que lhe dará acesso ao mercado americano. A empresa poderá apontar três diretores da nova companhia.
Em troca, a Chrysler vai se aproveitar do conhecimento da Fiat na fabricação de carros menores, mais eficientes, nas fábricas americanas já existentes. Nenhuma fábrica da empresa nos Estados Unidos será fechada e Obama afirmou que nenhuma vaga de emprego será perdida a curto prazo.
A Chrysler vai receber outros US$ 8 bilhões em ajuda governamental, fora os US$ 6 bilhões já prometidos pelo Tesouro.
A Casa Branca descreveu a situação da Chrysler como "uma curta concordata cirúrgica" que deve durar entre 30 e 60 dias.
As leis americanas de concordata protegem as empresas de seus credores, podendo arrumar suas finanças enquanto ainda atuam no mercado.
Uma cadela de dez anos da cidade de Aberdeen, na Escócia, precisou ser submetida a uma cirurgia de emergência depois que exames de raio X mostraram que ela tinha engolido um boneco de Homer Simpson. Dixie, mestiça de dálmatas, comeu um chocolate Kinder Ovo com o brinquedo dentro, que pegou da mesa da cozinha de sua casa. "Dixie adora tanto um chocolate que deve ter visto o Kinder Ovo e simplesmente engolido. Nunca saberíamos se não fosse pelo Homer", disse a dona de Dixie, Victoria Keir.
"Não suspeitei de nada até que Dixie parou de comer e beber água. Normalmente é cheia de energia, mas, de repente, ela parecia tão deprimida", disse.
Para o hospital
A cadela começou a apresentar sintomas como vômito e diarreia grave e foi levada para o hospital veterinário local da PDSA, uma das entidades britânicas de defesa dos animais.
"Dixie estava muito doente quando chegou. Tinha perdido muito peso e estava muito desidratada. Precisávamos descobrir rapidamente o que havia de errado com ela", disse Alison Hamel, cirurgiã da PDSA Aberdeen.
Os veterinários suspeitavam que havia um corpo estranho dentro de Dixie e isto foi confirmado com exames que mostraram um objeto estranho que acabou sendo retirado do intestino.
"Os (exames de) raio X confirmaram que havia um corpo estranho, mas foi uma grande surpresa ao descobrirmos um ovo plástico com o Homer Simpson dentro. Vemos muitos objetos que foram engolidos por animais, mas este foi um dos mais diferentes", acrescentou a cirurgiã.
"Dixie passou pela cirurgia sem maiores complicações, mas se (o objeto) fosse deixado mais tempo, poderia ter matado (o animal)", disse.
"Estou tão feliz que Dixie tenha superado tudo isso, pois perdê-la seria como perder um membro de nossa família. Posso ver como tudo é engraçado agora, mas, na hora, foi muito traumatizante", disse Victoria Keir.
A Rússia confirmou que a aliança militar Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) expulsou dois de seus diplomatas de Bruxelas na quarta-feira. A medida seria uma represália por um escândalo de espionagem envolvendo uma autoridade da Estônia.
O governo de Moscou negou qualquer envolvimento com espionagem. A Rússia disse que a expulsão dos diplomatas é uma "provocação grosseira" e acontece em um momento de reaproximação entre a Rússia e a Otan, depois do conflito do ano passado entre russos e a Geórgia.
No começo do ano, Herman Simm, um alto funcionário do governo da Estônia, foi condenado a 12 anos de prisão por ter supostamente repassado documentos secretos de segurança da Otan a agentes da inteligência russa.
O tribunal não divulgou qual país teria contratado os serviços de Simm, mas os investigadores afirmaram que ele teria entregue 3 mil documentos aos russos e recebido US$ 110 mil pelas informações. O governo de Moscou nega qualquer envolvimento.
'Provocação'
"Uma provocação grosseira foi feita em relação a dois funcionários da missão permanente da Rússia na Otan com um pretexto sem nenhuma explicação clara", afirmou o ministério russo das Relações Exteriores, em nota oficial.
"Esta ação revoltante contradiz fundamentalmente as declarações de lideranças da Otan sobre sua prontidão em normalizar as relações com a Rússia."
Na quarta-feira, a Rússia e a Otan haviam retomado os contatos formais, após quase oito meses de interrupção devido ao conflito da Geórgia. A Otan anunciou a expulsão dos diplomatas russos menos de 24 horas após a retomada dos contatos.
A Otan e a Rússia ainda discordam sobre a questão da Geórgia. Recentemente, o presidente russo, Dmitri Medvedev, criticou os exercícios militares que serão realizados pela Otan na Geórgia no próximo mês. Medvedev disse que esse tipo de exercício não deveria acontecer em um país que acabou de passar por uma guerra.
Poucas horas depois da declaração de Mevedev, a Otan acusou a Rússia de violar acordos de paz que puseram fim à guerra com a Geórgia no ano passado.
Apesar das palavras tensas, uma alta autoridade da Otan disse à BBC que uma reunião de alto-escalão entre russos e a aliança militar marcada para o próximo mês deve ser mantida.
Israel protestou contra a visita do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, ao Brasil prevista para o dia 6 de maio em Brasília, convocando o embaixador brasileiro no país para dar esclarecimentos. De acordo com o Ministério das Relações Exteriores de Israel, o objetivo da convocação foi "manifestar o protesto de Israel em relação a visita ao Brasil de uma figura tão negativa".
Em entrevista à BBC Brasil, a embaixadora Dorit Shavit, diretora-geral do departamento de América do Sul do ministério, afirmou que "Israel não costuma interferir nos assuntos de outros países, mas ficaria contente se a visita de Ahmadinejad fosse cancelada".
A embaixadora afirmou que na ultima terça-feira, dia 28 de abril, convocou o embaixador brasileiro em Israel, Pedro Motta, para prestar esclarecimentos sobre a visita do presidente iraniano a Brasília.
Conselhos
Dorit Shavit, que foi cônsul de Israel em São Paulo durante os anos 90, disse que "justamente um país como o Brasil, que valoriza os princípios de democracia e respeito aos direitos humanos, não deveria convidar um líder político que nega o Holocausto, defende a destruição de Israel e desenvolve armas nucleares".
"Ahmadinejad não é só um perigo para Israel, mas sim para o mundo inteiro", disse Shavit.
"O Irã também semeia terror na América do Sul, como vimos nos ataques cometidos na Argentina em 1992 e 1994, contra a embaixada de Israel e contra o Centro Judaico Amia."
A embaixadora afirmou ainda que aqueles que querem influenciar o Irã em um sentido democrático "deveriam isolar Ahmadinejad".
"Esta figura negativa defende a perseguição de minorias, a repressão das mulheres e dos homossexuais e não deve receber legitimidade", acrescentou Shavit.
Futuro
A embaixadora se negou a comentar quais seriam os passos futuros que Israel tomaria sobre esta questão.
"Ainda não sabemos sobre medidas futuras, isso depende de muitos fatores, inclusive do perfil da visita", disse, "por enquanto convocamos o embaixador Pedro Motta para manifestar nosso protesto".
A BBC Brasil conversou com o embaixador Motta, porem ele se negou a fazer qualquer comentário sobre esse assunto.
Esta é a segunda vez em menos de um mês que encontros de outros países com o presidente iraniano geram incidentes diplomáticos com Israel.
No incidente anterior, a chancelaria israelense pediu explicações aos representantes diplomáticos da Suíça depois que o presidente suíço, Hans Rudolf Merz, se encontrou com Mahmoud Ahmadinejad, no dia 20 de abril, durante a conferência antirracismo da ONU em Genebra.
Naquele caso Israel chamou de volta seu embaixador na Suíça. Ainda não se sabe se depois da visita de Ahmadinejad Israel tem planos de chamar seu embaixador no Brasil, Giora Becher, ao país.
A comissária de saúde da União Europeia, Androulla Vassiliou, pediu nesta quinta-feira que a população do bloco não entre em pânico por causa do avanço da gripe suína, depois que outros dois países do bloco, Suíça e Holanda, confirmaram casos da doença. "Devemos ser vigilantes, não devemos entrar em pânico, temos que estar preparados", disse Vassiliou.Representantes dos países do bloco estão discutem, nesta quinta-feira, uma estratégia unificada de combate à gripe suína.
Uma possibilidade estudada é a de proibir voos da União Europeia ao México, mas não está claro ainda se a entidade tem o poder de impor a restrição.
Alguns países já suspenderam voos ao país, mas a Organização Mundial de Saúde (OMS) afirma que fechar as fronteiras é inútil para deter o avanço da gripe suína.
Mortes Além de Holanda e Suíça, a Espanha (13 casos), Grã-Bretanha (cinco), Alemanha (três) e Áustria (1) já confirmaram a doença. Dinamarca, Finlândia, França, Irlanda, Itália, Polônia, Portugal e Suécia investigam casos suspeitos.
O diretor-geral para Políticas de Saúde e Consumo da União Europeia, Robert Madelin, alertou que o vírus causador da gripe suína poderia matar milhares de pessoas no continente.
"Não se trata de questionar se pessoas vão morrer, mas sim de quantas vão morrer. Serão centenas, milhares ou dezenas de milhares?", disse ele.
Mas correspondentes dizem que nenhum dos casos registrados no continente foi severo e as únicas mortes aconteceram no México e nos Estados Unidos.
A União Europeia discute também outro nome para a doença, para evitar prejuízos maiores para a indústria de carne suína.
Resto mundo Outros países confirmaram casos também nesta quinta-feira, entre eles o Peru - o primeiro país da América do Sul a notificar um caso da doença.
O México, país onde a infecção se iniciou, já confirmou oito mortes e suspeita de outras 76. O governo mexicano diz que existem 99 casos de pessoas infectadas.
Como parte de novos esforços para conter o avanço da doença, o presidente do México, Felipe Calderón, anunciou a suspensão parcial de serviços não-essenciais entre os dias 1 e 5 de maio e pediu que a população ficasse em casa nesse período.
Leia também na BBC Brasil: Presidente pede a mexicanos que não saiam de casa O segundo país mais afetado é os Estados Unidos, onde há 111 casos confirmados em 13 Estados e onde houve a primeira vítima fatal fora do México, um bebê mexicano de 23 meses, que morreu no Estado do Texas.
A gripe suína foi confirmada em outros países como o Canadá (13 casos), Nova Zelândia (3) e Israel (2).
Existem suspeitas de casos no Brasil (2 casos), Argentina, Austrália, Chile, Japão, África do Sul e Coreia do Sul.
Na quarta-feira, a OMS elevou o nível de alerta da gripe suína para cinco - um abaixo do estágio de alerta máximo da escala - e afirmou haver sinais de que uma pandemia da doença seja iminente. O nível cinco de alerta é acionado quando há transmissão da doença entre humanos em pelo menos dois países.
Leia mais: OMS eleva alerta de gripe suína e teme pandemia iminente
Pelo menos quatro pessoas morreram quando um carro se chocou com uma multidão que assistia uma parada que contou com a participação da rainha Beatrix e da família real holandesa.
O incidente ocorreu na cidade Apeldoorn, a 90 quilômetros da capital Amsterdã. O carro acabou se chocando com um monumento, e por pouco não atingiu um ônibus aberto que levava a família real e um ciclista que passava pelo local.
Carro atingiu cerca de 14 pessoas durante passagem da família real / AFP
O motorista do carro, que ficou ferido, foi preso na hora. A polícia holandesa disse à BBC que acredita que o incidente tenha sido um ataque deliberado.
O setor de turismo atravessa seu período mais difícil desde setembro de 2001 e essa situação pode se agravar ainda mais no caso de uma pandemia de gripe suína, disse em entrevista à BBC Brasil o presidente do Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC, na sigla em inglês), Jean-Claude Baumgarten.
"Nós enfrentamos em 2009 provavelmente os tempos mais difíceis no setor de viagens e turismo desde setembro de 2001", afirmou Baumgarten, em São Paulo, onde participa do lançamento da 9ª Conferência Global do WTTC.
Apesar de afirmar que os efeitos da gripe suína ainda não são sentidos e que a indústria de viagens e turismo é muito resistente a crises, o presidente do WTTC disse que caso a situação mundial se agrave, o setor sofrerá um forte impacto.
"Caso atinja a dimensão que teve a Sars (Síndrome Respiratória Aguda Grave, que se espalhou principalmente pela Ásia em 2003) em Hong Kong ou Cingapura, por exemplo, o impacto no setor de viagens e turismo seria uma redução de entre 20% e 25% no PIB (Produto Interno Bruto)" dessa indústria, afirmou Baumgarten.
Segundo ele, mesmo antes do surgimento dos casos de gripe suína, a previsão já era de que a contribuição do setor no PIB global sofra queda de 3,6% neste ano em decorrência da crise econômica mundial, passando de 10,1% em 2008 para 9,4%.
Baumgarten disse que ainda não é possível medir o impacto das ocorrências de gripe suína sobre o setor, já que os casos são muito recentes, e apenas o México sofreu restrições de voos até o momento. "Temos de estar preparados", disse. "Mas ainda não há uma ameaça internacional."
Recuperação
De acordo com ele, agora é o momento de manter a calma e aguardar algumas semanas até que haja uma situação mais definida. "A indústria deve observar atentamente o que dizem os governos e estar preparada para seguir essas recomendações", afirmou.
Baumgarten disse que sua mensagem para as pessoas, no momento, é que "não mudem seus planos de viagem", a não ser que sejam aconselhadas oficialmente a fazê-lo.
Apesar das previsões pessimistas, o presidente do WTTC disse acreditar que assim que a economia mundial começar a se recuperar, o setor também deverá retomar seu crescimento.
De acordo com Baumgarten, o setor poderá crescer 1,5% no próximo ano e atingir, gradualmente, a média de 4% nos próximos dez anos. Mesmo no caso da Sars, disse Baumgarten, a indústria levou apenas cerca de seis meses para se recuperar.
Nesse cenário de crise, o turismo doméstico ganha especial importância e o Brasil pode avançar muito nesse setor, disse o presidente do WTTC.
Neste ano, a 9ª conferência do WTTC será realizada pela primeira vez na América Latina, nos dias 15 e 16 de maio, em Florianópolis (SC).
Durante os dois dias do evento, os líderes da indústria, entre eles os presidentes das cem maiores empresas de viagens e turismo no mundo, vão discutir os desafios do setor diante do cenário de crise.
Presença local Estar no local é muito importante para garantir isenção à apuração de um fato, por isso a BBC faz o possível para ter repórteres onde a notícia acontece. Com uma rede de 200 correspondentes pelo mundo, além de colaboradores de várias nacionalidades, a BBC consegue acompanhar de perto as crises políticas e econômicas, os conflitos, os desastres naturais e outros fator se importância internacional.Isso garante à BBC um contato em primeira mão com o fato, o que a coloca numa posição privilegiada para apurar o que se passa de forma independente, sem ter de se utilizar apenas da descrição apresentada por terceiros.
Além da rede da BBC, a BBC Brasil tem correspondentes em Brasília e Washington e uma rede de mais de dez colaboradores em várias capitais do mundo, como Buenos Aires, Caracas, Cidade do México, Nova York, Paris, Roma, Bruxelas, Tel Aviv, Beirute e Hong Kong.
A Chrysler - uma das três maiores montadoras americanas de carros - vai pedir concordata, informou nesta quinta-feira uma fonte da Casa Branca. A empresa teria fracassado na tentativa de convencer seus principais credores a perdoar suas dívidas.O presidente americano, Barack Obama, deve fazer nesta quinta-feira um pronunciamento sobre o caso.
O governo americano havia dado um prazo até meia-noite de quinta-feira para que os diretores da Chrysler restruturassem as dívidas da empresa. Se bem-sucedida, a montadora receberia um empréstimo de US$ 6 bilhões em verbas públicas.
O setor automotivo tem sido um dos principais afetados pela crise econômica global.
Três exigências A montadora teria de convencer os seus principais credores a receber US$ 2 bilhões em dinheiro em troca de um perdão de US$ 6,9 bilhões em dívidas. Alguns analistas especulam que a Chrysler preferiu pedir concordata para que os seus credores recebam ainda menos dinheiro.
Com o pedido, a Chrysler deve ser submetida ao previsto no capítulo 11 da lei americana de falências, que estabelece um prazo para que empresas nessa situação restabeleçam suas finanças.
A Chrysler é controlada pela empresa Cerberus Capital Management, que comprou 80,1% das ações da antiga dona, a alemã Daimler, por 7,4 bilhões de euros em 2007. A Daimler disse esta semana que pretende se desfazer das demais ações da montadora que ainda possui.
O governo americano havia feito três exigências à Chrysler. Além de convencer seus credores a perdoar dívidas, a empresa teria que fechar um acordo com representantes sindicais e estabelecer uma aliança com a montadora italiana Fiat.
Acredita-se que o acordo com os sindicalistas e a com a Fiat estivesse bem encaminhado, mas um entendimento com os credores não foi alcançado.
A Fiat tem interesse em comprar 20% das ações da americana. No futuro, o percentual poderia chegar a 35% e, eventualmente, até 51%.
A Chrysler recebeu um empréstimo de US$ 4 bilhões do governo americano no final do ano passado. Neste ano, a empresa recebeu outros US$ 500 milhões.
30/04/2009 12:14 PM
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