"Multishow ao Vivo - Vanessa da Mata" chega às lojas do país e estreia no canal a cabo
"O meu primeiro DVD é cheio de um jardim de perfumes de sim". É assim, misturando com liberdade poética ideias de seu último álbum e as flores do cenário, que Vanessa da Mata define "Multishow ao Vivo - Vanessa da Mata", que chega nesta quinta-feira em DVD e CD às lojas do país e estreia em primeira mão no canal a cabo, às 22h15. Gravado em Paraty, o especial coloca os sucessos da cantora lado a lado com o charme da cidade histórica, buscando resumir em pouco mais de uma hora sete anos de uma carreira meteórica.
A fórmula, no entanto, foi dura para a cantora, que desde o início ficou à frente do projeto. Durante entrevista coletiva concedida em São Paulo, Vanessa deixou clara a dor que sentiu em cortar algumas músicas do repertório final. Por isso, optou em incluir apenas três canções novas na gravação. "Foi muito difícil escolher entre três dúzias de faixas e fazer um apanhado de coisas que dessem a entender que esse era o resumo da minha carreira. A cada música nova teria que tirar outra que representa uma fase da minha vida", disse, se referindo às faixas de seus três discos anteriores.
Esse apego também se reflete em outros detalhes da produção. Vanessa se encarregou do figurino e do cenário do show, composto principalmente por rosas e outras flores trançadas. "Me sinto uma vovó", brincou, "no sentido de gostar das coisas manuais; sou da época em que se ganhava tecido das tias ao invés de bonecas". Tecidos trazidos de férias no Peru, bolsas e uma boa conversa com a costureira renderam um dos vestidos usados por Vanessa na apresentação. Além disso, ela acompanhou de perto a escolha dos músicos, arranjos e o dia-a-dia da produção.
A opção por Paraty, inclusive, foi uma das vontades da cantora mato-grossense. O objetivo era afastar qualquer sensação de artificialidade e fugir dos produtos pasteurizados, o que, segundo ela, o município histórico poderia proporcionar. "Desde que vim para São Paulo, fui muito para Paraty. É uma cidade com o charme do interior brasileiro, queria mostrar a espontaneidade das pessoas chegando, pais carregando crianças no colo. Essa riqueza é espontânea, e acho que conseguimos captar isso."
Os shows foram gravados no final de novembro, quando nuvens negras baixaram em Paraty. "Simpatia é o que não faltou para não chover", confessou a cantora. No fim, choveu, mas na melhor hora possível – Foi só Vanessa cantar os versos "o que a gente precisa é tomar um banho de chuva", do hit "Ai Ai Ai", para gotículas começarem a cair do céu. No vídeo, fica clara a alegria que a coincidência gera no palco e na plateia, ainda mais quando o público encara um frevo improvisado para se abrigar debaixo dos guarda-chuvas.
Recém-chegada da Europa, onde fez mais uma rodada de apresentações da turnê do disco Sim, Vanessa disse que aproveitou a viagem para trabalhar em novas composições, adotando uma expediente criativo que inventou aqui no Brasil. "Adoro ir a cafés e ficar xereta, olhando as pessoas e inventando histórias para elas, uma espécie de psicologia de botequim. Atrás da minha vivência, compreendo o outro", analisou.
Nessa mesma linha, admitiu que por isso se esforça em deixar o pé no chão e manter o foco. "Procuro, por exemplo, não falar de mim na terceira pessoa, porque do contrário se acaba num lugar em que o artista é mais importante do que você. O que alimenta a arte é você mesmo."
Serviço - Multishow ao Vivo Vanessa da Mata Estreia: quinta-feira (30), às 22h15 Reprise: domingo (03), às 21h
Repertório do DVD "Vermelho" "Ilegais" "You don't love me" "Baú" "Viagem" "Mamãe passou açúcar em mim" "Ainda bem" "Eu sou neguinha?" "Joãozinho" "Quando um homem tem uma mangueira no quintal" "Acode" "História de uma gata" "Fugiu com a novela" "Não me deixe só" "Amado" "Você vai me destruir" "Ai, ai, ai" "Boa sorte / Good luck" "Um dia, um adeus" "As rosas não falam" "Pirraça" "Absurdo" "Case-se comigo"
Trio inglês vai tocar no Rio de Janeiro no dia 22 de outubro e em São Paulo, no dia 24.
Depois de muita especulação, o Depeche Mode confirmou em seu site oficial dois shows no Brasil. O trio inglês vai tocar no Rio de Janeiro no dia 22 de outubro e em São Paulo, no dia 24.
Os locais das apresentações não foram anunciados, mas, de acordo com a página, os ingressos serão vendidos a partir de 25 de julho.
A banda vai trazer à América do Sul a turnê do disco Sounds of the Universe, lançado na semana passada. O álbum atingiu o segundo lugar na parada britânica e o terceiro na norte-americana.
"Burning Down the House: The Story of CBGB" foi exibido no Festival de Cinema de Tribeca
O CBGB sempre causou uma primeira impressão forte, mesmo antes de o lugar criado numa parte decadente de Manhattan com o intuito de ser um clube de música country ter-se tornado uma meca do rock'n'roll conhecida em todo o mundo.
Talvez fossem seus banheiros, que, dependendo do ponto de vista de quem os frequentava, podiam ser asquerosamente sujos ou um lugar artístico, recoberto de grafites, próprio para encontrar sexo e drogas.
Talvez fossem as pessoas, os punks tatuados em seu interior ou os ambulantes do lado de fora.
Mas o principal sempre foi a música, como mostra um novo documentário exibido no Festival de Cinema Tribeca. "Burning Down the House: The Story of CBGB", da diretora Mandy Stein, que revive a paixão suscitada pelo clube fechado em 2006 em função de uma disputa sobre o aluguel da casa, após 33 anos em funcionamento.
O falecido Hilly Kristal fundou o clube em 1973 esperando dar destaque à música country e o batizou de CBGB & OMFUG, iniciais de "Country, Bluegrass, Blues and Other Music For Uplifting Gormandizers" (country, bluegrass, blues e outras músicas para elevar o espírito de glutões).
Mas apenas os fãs do punk rock se dispunham a ir até o decadente distrito de Bowery, histórico ponto de atração de vadios e mendigos e que hoje é um bairro chique. O espaço hoje é alugado pelo estilista John Varvatos, presume-se que por muito mais do que os 19 mil dólares mensais que Kristal pagava por seu uso.
O CBGB proporcionava a artistas iniciantes um lugar para se apresentar, e muitos partiram dali para o estrelato. Muitos veem o clube como o berço do punk rock americano.
"Na primeira vez em que entrei no CBGB, os Ramones estavam se apresentando, e também uma versão inicial do Blondie, antes de se chamar Blondie. Pensei 'cara, vim para o lugar certo'", recordou Chris Frantz, baterista do Talking Heads, que fez sua primeira apresentação ali, em 1975, abrindo a noite para os Ramones.
A banda The Police se apresentou ali em 1978, antes de chegar à fama internacional, e o vocalista Sting fala do clube em tom reverente.
Outros artistas, como Television e Patti Smith, criaram uma reverberação que, com o tempo, passou a atrair fãs de todo o mundo.
Mandy Stein se mudou de Los Angeles para Nova York em 2005 para fazer a crônica da disputa crescente sobre o aluguel entre o CBGB e a organização Comitê de Residentes do Bowery, que presta serviços a sem-teto e é a proprietária do imóvel.
O documentário focaliza também o homem que estava ao centro de tudo, Hilly Kristal, incluindo seu plano de transferir o clube para Las Vegas e sua morte de câncer em agosto de 2007.
"Sempre achei Hilly um cara maravilhoso, corajoso e filosófico", comentou Frantz. "Para ele, não importava se sua banda fosse famosa. Desde que seu trabalho fosse sincero, Hilly lhe daria uma chance de mostrá-lo."
Mas o filho de Kristal, Dana Kristal, disse que o filme não deu crédito a sua mãe, Karen Kristal, por ter desenhado o famoso toldo e as camisetas do CBGB, cuidar da administração do clube e de matinês de domingo que viraram uma das grandes atrações nos anos 1980.
Segundo imprensa britânica, astro estaria revendo vídeos antigos para lembrar coreografias
O longo tempo afastado dos palcos parece não ter feito muito bem a Michael Jackson. De acordo com a imprensa britânica, o astro estaria revendo vídeos antigos de suas performances para não fazer feio na estreia da temporada de 50 shows em Londres.
Famoso por criar coreografias para seus clipes e filmes, Jackson também é responsável por lendários passos de dança, como o imortal "moonwalk", no qual desliza os pés e parece estar andando para trás (clique aqui para ver). Agora, ele está tendo que recorrer ao YouTube para lembrar como eletrizava plateias de todo o mundo.
Segundo o tabloide The Sun, o cantor está determinado a dar seu melhor no retorno ao showbiz. "Já faz mais de uma década desde que [Michael] apresentou um show inteiro, então ele esqueceu alguns passos", disse uma fonte ao jornal.
"Jackson está assistindo a todos os vídeos de shows antigos para tentar ficar na melhor forma de sua vida para o verão."
Os shows começam no dia 08 de junho e seguem até 2010. Por enquanto, Michael está em Los Angeles treinando para a temporada.
O cantor de música country norte-americana Vern Gosdin morreu aos 74 anos, disse sua assistente na quarta-feira. Sua canção "Chiseled in Stone" era um clássico do gênero. Gosdin, às vezes chamado simplesmente de "A Voz", havia recentemente sofrido um derrame e morreu na terça-feira num hospital de Nashville, no Tennessee, segundo a assistente dele, Dawn Hall.
Nascido em Woodland, Alabama, Gosdin começou a carreira junto com os irmãos Rex e Ray. Ele e Rex, que morreu em 1983, se mudaram para a Califórnia e entraram para o grupo de "bluegrass" The Golden State Boys. Em 1967, a dupla fez grande sucesso com "Hangin' On".
O cantor também se envolveu com a música gospel e foi o autor de "Someone to Turn To", gravada pela banda The Byrds para a trilha sonora de "Easy Rider" (1969).
Em 1972, transferiu-se para Atlanta, construiu uma família, montou uma empresa e se apresentava esporadicamente em clubes locais. Retomou a carreira em 1976, com a ajuda do velho amigo Emmylou Harris, que promoveu uma recuperação do country "de raiz".
"Chiseled in Stone" foi escolhida como canção do ano em 1989 pela Associação da Música Country. Gosdin também foi responsável por sucessos como "I Can Tell By the Way You Dance (You're Gonna Love Me Tonight)", "Do You Believe Me Now?" e "Set 'em Up Joe".
Trio de choro fala sobre a popularização do estilo na capital paulistana
Apesar de sofrer com o rótulo de "estilo elitizado", a música instrumental paulistana tem lugar garantido na Virada Cultural 2009. Estilos como o choro, jazz, groove e ska serão contemplados pelos jovens talentos que se apresentarão no palco da Rua Conselheiro Crispiniano, que será inaugurado no sábado (02) pelo trio Choro das três.
O grupo, formado pelas irmãs Corina, Lia e Elisa, trabalha há sete anos pela divulgação daquele que é o primeiro gênero musical urbano do Brasil, e que nas últimas décadas vêm encontrando espaço em redutos específicos, muitas vezes organizados pelos próprios músicos e divulgados no famoso boca a boca.
Em entrevista ao iG Música, a flautista Corina falou sobre a importância de participar do evento deste ano, às vésperas de viajar para o estado do Ceará, onde o trio se apresentaria.
Essa é a primeira vez que vocês participam do evento? Qual é a expectativa?
É a primeira vez que participamos. No ano passado nos apresentamos na Fnac Paulista e já havíamos nos apresentado no Vale do Anhangabaú e no réveillon da Avenida Paulista de 2007, onde fizemos a abertura.
O legal desses eventos é o contato com o grande público, onde podemos levar o choro, que não é uma música da moda, e ver que as pessoas gostam.
O choro é o primeiro gênero musical urbano do Brasil. E São Paulo é nosso maior centro urbano. Como vocês veem a relação do povo paulistano com o choro?
É uma das capitais que tem um movimento de choro mais forte. Em São Paulo você pode ouvir choro todo dia se souber se informar. No bairro da Vila Madalena tem barzinhos de choro e nos finais de semana existem diversas rodas de choro organizadas por amigos que se juntam para tocar.
Acho legal porque quando a gente começou a tocar, há sete anos, praticamente não tinha ninguém da nossa idade tocando, era a gente e um monte de velhinhos. Agora existe uma procura, o choro está ganhando espaço com as pessoas jovens. Com isso a gente vê que o choro não vai morrer.
Apesar da origem popular, o choro é hoje visto como um gênero erudito. Vocês, que fazem parte de uma nova geração de músicos, lutam pela popularização do choro. Imagino que esse show seja importante para difundir não só o trabalho de vocês, como o choro em si, tendo em vista o público heterogêneo da Virada Cultural.
A gente acha super legal isso, pois temos um acesso razoavelmente mais fácil que outros grupos de choro, principalmente depois do lançamento do nosso CD [Meu Brasil Brasileiro], que entre outras coisas nos permitiu participar de muitos programas de TV.
Recebemos e-mails de gente que nem sabia que o choro existia. E que passou a gostar do estilo. Muitos pedem indicação de coisas do gênero. É genial! Nosso objetivo é muito mais divulgar o choro e trazê-lo de volta, do que divulgar simplesmente o nosso trabalho. E isso nos deixa felizes e serve de estímulo para que continuemos.
Você não gosta de nada que não conheça. E pra gente ser porta-voz do choro, introduzindo para um monte de gente esse estilo, é uma responsabilidade grande e ao mesmo tempo genial.
O que você pode adiantar sobre o repertório do show da Virada Cultural?
Nossos shows nunca são exatamente como o CD. Misturamos algumas músicas próprias, da Elisa, e também algumas canções que pesquisamos e acabam entrando no repertório.
Atualmente estamos numa fase muito Pixinguinha, tirando muitos arranjos dele. Uma música que o público tem gostado é "Atraente", da Chiquinha Gonzaga, com um arranjo do Pixinguinha com o Benedito Lacerda que nós ouvimos de uma gravação de rádio e que nunca foi gravado.
A gente tem muito dessa coisa de pesquisar, procurar coisas que as pessoas que não tenham acesso. É uma judiação um material tão rico ficar escondido. O jazz, nos Estados Unidos, é super valorizado e exportado para todo o mundo.
O brasileiro deveria valorizar mais o choro. Assim como o jazz, o choro influenciou 99% dos gêneros brasileiros, está muito enraizado. Desprezar isso, deixar o choro de lado, é uma judiação. Uma música tão bonita, alegre e trabalhada deveria ser mais valorizada. O que falta para isso acontecer é o acesso do público.
A apresentação de vocês é logo no início da noite. Vocês pretendem assistir a outros shows?
Eu não dei uma olhada na programação, pois estamos numa correria, vamos para o Ceará amanhã e estamos fazendo um evento atrás do outro. Mas com certeza vou ao Teatro Municipal e pretendo ver mais coisas no palco dos instrumentais.
Veja abaixo a programação do palco da Rua Conselheiro Crispiniano:
19h10 - Choro Das Três 20h50 - George Petit 22h50 - Daniel Latorre Hammond Trio 00h50 - Menage 02h30 - Macaco Bong 04h10 - Freegideira 06h00 - Charles M Trio 07h40 - Roto Roots 09h20 - Alessandro Penezzi 11h20 - Danilo Brito 13h20 - Gabriel Grossi 15h20 - Kleztory 17h20 - Ricardo Herz
Clique aqui para conferir a programação completa da Virada Cultural 2009.
Cantor faz anúncio de seguradora sem ser um dos assegurados
Uma propaganda de TV da companhia de seguros Swiftcover teve sua veiculação proibida nos Estados Unidos, após ser considerada "ilusória" pela Advertising Standards Authority, órgão que fiscaliza propagandas.
Durante o anúncio o cantor Iggy Pop diz: "Estou assegurado pela Swiftcover. Eu tenho seguro no meu seguro!"
Porém, ao contrário do que pode parecer, a empresa não fornece seguros de automóveis para artistas.
"Concluímos que a propaganda é ilusória porque ela faz com que as pessoas acreditem que a Swiftcover assegura membros da classe artística. E porque Iggy Pop não tem seguro algum com a empresa", afirmou o órgão.
30/04/2009 08:45 AM
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