WCSA Publicidade

New York Times




WCSA Publicidade



Vacina contra gripe suína pode levar meses, dizem especialistas

Oficiais federais disseram que demoraria até janeiro ou fim de novembro, no máximo, para fazer vacinas suficientes que protejam todos os americanos de uma possível epidemia de gripe suína.

NYT

Trabalhador da Vaxnnlate, laboratório em busca da
vacina
contra a gripe suína, em Nova Jersey

E quanto países além dos Estados Unidos e alguns poucos que também produzem vacinas, alguns especialistas dizem que poderia levar anos para produzir vacinas suficientes contra a gripe para satisfazer uma demanda global.

Embora a produção seja muito mais rápida do que era há alguns anos, ainda não seria a tempo de evitar a morte e a doença se o vírus começasse a se espalhar amplamente e se tornasse mais virulento, disseram especialistas.

Nos Estados Unidos, o maior problema é que apesar de anos de esforços, o país ainda conta com tecnologias de mais de meio século para produzir vacinas contra a gripe.

Autoridades federais gastaram anos ou mais do que bilhões de dólares tentando tornar a produção de vacinas em um método mais rápido e confiável – um que envolve o desenvolvimento de novas abordagens que devem permitir a produção de grandes volumes de vacina em uma questão de semanas.

Mas a produção baseada em células não exatamente pronta e algumas novas técnicas não foram verificadas o suficiente para satisfazer muitos especialistas. “Aquelas são ótimas tecnologias, mas não vão acontecer a tempo”, disse Dr. Greg Poland, chefe do programa de pesquisa de vacina na Mayo Clinic.

Oficiais federais não decidiram ainda se a gripe suína é realmente uma ameaça para que se garanta a produção de vacinas. Mas estão tomando as primeiras medidas.

Um problema em potencial é que a produção de vacina para a gripe suína interfira na produção de vacina para gripe sazonal para o próximo inverno.

“Provavelmente teríamos que nos comprometermos”, disse Andrin Oswald, chefe-executivo da divisão de vacinas na empresa farmacêutica Novartis, em uma entrevista.

Possibilidade

Mas Robin Robinson, que dirige o programa de pesquisa de preparação para emergências para o Departamento de Saúde e Serviços Humanos federal, disse que a maioria dos fabricantes teria terminado de produzir o volume de vacinas sazonais até junho.

Se a produção de vacinas contra a gripe suína começasse logo após a sazonal, as primeiras 50 a 80 milhões de doses estariam disponíveis até setembro, disse Robinson.

Um total de 600 milhões de doses, o suficiente para fornecer duas vacinas para cada americano, estaria pronto até janeiro. Se estimulantes de imunidade chamados auxiliares fossem adicionados à vacina, isso poderia reduzir a dosagem necessária para cada pessoa, permitindo que as doses ficassem prontas até o final de novembro, disse.

Mudanças

A indústria de vacina está em uma posição muito mais forte para reagir agora do que há cinco anos, quando os Estados Unidos tinham apenas dois fornecedores de vacinas contra a gripe e foi golpeado por uma grande carência.

Agora há cinco fornecedores para o mercado doméstico. E a indústria da vacina, antes um complemento da indústria farmacêutica, está atraindo novos investimentos, atraídos pelos subsídios e preços mais altos pelas vacinas.

Ainda assim, um estudo feito com a Organização Mundial de Saúde e a Federação Internacional de Fabricantes Farmacêuticos e Associados estimaram que provavelmente levaria quatro anos para satisfazer uma demanda global por vacinas que protejam contra a gripe aviária, que preocupou as autoridades de saúde nos últimos anos.

Projeções similares devem se aplicar para a vacina contra a gripe suína, disse alguns especialistas.

“O ponto principal é que não haverá vacinas o suficiente, rápido o suficiente, e as vacinas irão, em sua maioria, para países que já produzem vacina” porque eles restringirão as exportações durante uma pandemia, disse Dr. David Fedson, especialista independente na preparação para pandemias.


Por ANDREW POLLACK


Leia mais sobre gripe suína

29/04/2009 04:36 PM

Na Índia, sombras de um passado violento acompanham político em ascensão

AHMEDABAD - Narendra Modi, o político mais polêmico da Índia, está tentando se posicionar como a vanguarda do futuro industrial da Índia moderna. Contudo, os fantasmas do passado cruel dessa cidade estão se recusando a deixá-lo em paz.

NYT

Modi é saudado em comício em Khatlall

Modi, 59, é o ministro-chefe eleito três vezes pelo Estado de Gujarat, no oeste do país. Na sua visão, essa cidade testemunhou um dos piores episódios de violência entre hindus e muçulmanos na história da Índia independente. Em 2002, quase durante três dias, 1.180 pessoas foram mortas em todo o Estado. A maioria era muçulmana. A administração de Modi foi acusada de tomar poucas medidas para parar o descontrole e, na ocasião, cooperar com ele.

Nesta segunda-feira, a Suprema Corte da Índia, em seu movimento mais forte até agora, pediu a uma equipe especial de polícia para investigar o papel de Modi na suspeita de conspiração para atacar muçulmanos.

Com as eleições nacionais em breve, Modi é quem mais atrai eleitores para o principal partido da oposição indiada, o Partido Bharatiya Janata (BJP, sigla em inglê). E enquanto a hierarquia do partido significa que ele não é o candidato do Bharatiya para primeiro ministro neste ano, ele está se posicionando para um cargo maior na próxima corrida eleitoral.

Ataques verbais

Durante a campanha, ele é cínico, muitas vezes não é educado e sempre tem um jeito teatral. Em um comício, ele comparou o Congresso Nacional Indiano no poder de partido mais velho do país, a uma mulher velha. Em outro, ele atacou o primeiro-ministro do Congresso, Manmohan Singh, dizendo que ele era tão “fraco” que deveria fazer uma checagem geral no médico; Singh recentemente se recuperou de uma cirurgia de ponte de safena.

Em um terceiro comício, apunhalando o ar com seu dedo, ele provocou Singh por se voltar para os Estados Unidos para pedir apoio, após os ataques terroristas em Mumbai, em novembro do ano passado. Episódio o qual a Índia diz que foi uma ação de um grupo militante paquistanês.

“O-baaaa-maaa," choramingou ele, referindo-se ao presidente Barack Obama. ”O-baaa-maaa. Nosso vizinho veio e nos atacou. Faça algo!”. A multidão se agitou, gritou, bateu palmas e o imitou “O-baaa-maa."

Ascensão

O sucesso de Modi fornece uma porta para o delicado balanço das ações do BJP: ele tem que manter a base de apoio hindu mesmo que isso interfira no partido em relação a sua força de prosperidade e segurança. Sua ascensão também lembra um momento de retorno para a política indiana, na qual os eleitores pesam o que mais importa: questões de identidade, como fé e casta, ou questões práticas, como eletricidade, água e estradas. As pesquisas de opinião mostram que o Hinduísmo diminuiu seu apelo.

Com um perfil nacional claramente em mente, Modi tem procurado assiduamente se reinventar deixando de ser o mascote do nacionalismo Hindu para ser um administrador absoluto com estilo corporativo. Atualmente, seus pontos de diálogo são o crescimento econômico de Gujarat, portos marítimos privados e a eletricidade 24 horas por dia para Ahmedabad, uma próspera cidade do oeste, a qual Gandhi já chamou de casa.

Estratégias

Modi se veste em ternos de executivo para encontros de negócios, ao invés de túnicas. Ele ainda satiriza os urbanos, a elite que fala inglês nas também está melhorando suas habilidades no inglês. Sua maior vitória envolveu o Tata Nano, o carro mais barato do mundo. No ano passado, Modi convenceu a Tata Motors a realocar sua fábrica Nano para uma terra do governo não muito longe de Ahmedabad. A companhia tem lutado com protestos pela aquisição da terra em outro Estado.

NYT

Garoto partidário do BJP usa máscara com rosto de Modi

Pouco tempo depois, alguns dos industrialistas mais proeminentes da Índia se juntaram em Gujarat para um encontro e declarou Modi, ex-gerente de uma loja de chá, se encaixaria no cargo de futuro primeiro-ministro.

Swapan Dasgupta, colunista que aconselha o BJP sobre estratégias, o descreveu como um “modernizador agressivo” da Índia.

O BJP “promete crescimento, boa governança, desenvolvimento e segurança”. Mas também se volta para os pilares ideológicos originais do partido, desde a promessa de construir um templo hindu no local de uma mesquita destruída que data do século 16, até a volta da lei de detenção preventiva que os muçulmanos disseram ser injustamente aplicadas a eles.

Raramente Modi faz apelos claros de fé. Ele não precisa. “Modi aprendeu que temos que desenvolver para sermos reeleitos, deve-se ter uma imagem secular se você quer ser primeiro-ministro”, disse Ajay  Umat, editor do jornal diário Gujarati-language (Idioma-Gujarat, em tradução livre), Divya Bhaskar, que conhece Modi há mais de 20 anos.

Modi também aprendeu, disse Umat, que seus partidários hindus não esquecerão facilmente de sua encarnação original como seus “protetores”.

Passado

Essa imagem ficou marcada em 2002, após um trem com Hindus ser incendiado por muçulmanos em uma cidade chamada Godhra, matando 59 pessoas a bordo e despertando ataques de uma multidão de hindus contra muçulmanos em todo o Estado. A multidão esfaqueou, estuprou e incendiou suas vítimas; eles queimaram casas e negócios. Modi nunca se desculpou pelo que houve (seu escritório não responde os inúmeros pedidos por uma entrevista ao “The New York Times”).

Seus admiradores dizem que ele seguiu em frente. Creditam ele por ter retirado a burocracia dos negócios, desenvolvendo as redes de estradas do Estado, e por ser linha dura com ilegalidades e corrupções pequenas. Quem não gosta dele o chama de autocrata (Sonia Gandhi, presidente do Congresso, chamou uma vez de “comerciante da morte”).

Se e quando Modi se tornar representante de seu partido, os eleitores indianos terão que decidir se conseguirão negligenciar o que é chamado de “estigma de 2002” em favor do “modernizador agressivo”. Seus críticos esperam que não.

“Esse homem não pode representar a Índia, seja como civilização, seja como nação”, disse Shiv Visvanathan, professor de sociologia e um dos críticos de Modi. “Ele não pode representar uma parte. E nunca poderá representa o todo. Essa é a sanidade da democracia indiana”.

Investigação

Infelizmente, para Modi, tem sido difícil apagar o passado. Uma equipe de polícia indicada pela Suprema Corte começou a investigar vários casos de 2002, o que resultou em prisões recentes.

Maya Kodnani, ex-ministro do Desenvolvimento da Mulher e da Criança de Modi, foi preso sob acusações de ajudar ataques de multidões hindus próximo a um território muçulmano. Ela está esperando pelo julgamento das acusações de armar a multidão com latas de querosene, que foram usadas para incendiar pessoas. No total, o ajuntamento matou 106 pessoas em apenas um dia, incluindo sete membros da família do Sheik Abdul Majid Mohammed Usma.

O Sheik, 56, que veio à corte judicial na manhã da prisão, no fim de março, chamou isso do começo da justiça pelos mortos. Entre eles estava sua mulher grávida, três filhos e três filhas. Ele levou suas fotos em uma sacola plástica de compras. Ele disse ter se sentido “um pouco satisfeito”.


Por SOMINI SENGUPTA

Leia mais sobre Índia

29/04/2009 02:45 PM

Mais seguros, bancos recusam propostas de Obama

Conforme Washington pressiona os bancos para que corrijam suas finanças, as instituições resistem. Encorajados por recentes lucros e decididos a abandonar o controle federal, um crescente número de bancos está resistindo às propostas da gestão Obama para consertar o sistema financeiro. Financiadoras que evitaram o desastre há poucos meses com a ajuda do dinheiro dos contribuintes agora recusam as decisões governamentais.

Apesar da pressão de reguladores federais, executivos do setor se incomodam com elementos centrais do plano bancário do presidente.

Oficiais da gestão caracterizaram cada parte de sua proposta de três fases como crucial para impulsionar os bancos e recuperar a economia. Mas os banqueiros estão decididos a se libertarem das mãos do governo e temem que Washington irá impor novas restrições a seus negócios.

Citigroup, Bank of America e outros discordam do que ficou conhecido como teste de estresse que são conduzidos por analistas federais para determinar como estas instituições lidariam com uma profunda e prolongada recessão. Os bancos afirmam estar em melhor forma do que as análises iniciais sugerem, apesar de estar claro que inúmeras instituições irão precisar de capital.

Um  plano do Tesouro de eliminar os investimentos ruins dos bancos (um problema aparentemente sem solução) foi recebido tepidamente no setor. Inúmeros grandes bancos declararam não ter intenção de participar do programa.

Grandes bancos estão passando por uma bateria de testes para determinar se irão aguentar a pressão no caso de um pior cenário econômico nos próximos dois anos.

Grandes bancos como Citigroup, Bank of America, PNC Financial e Wells Fargo contrariam os resultados destes testes, que sugerem que alguns bancos podem precisar de capital, de acordo com  pessoas envolvidas na questão.

Os bancos também pressionam os reguladores para que relaxem a agenda para obtenção de capital.


Alguns investidores estão preparados para comprar investimentos ruins dos bancos. O que é menos certo é se os bancos estarão dispostos a vender.

Grandes bancos cujo envolvimento é visto como essencial para o sucesso do plano disseram que não pretendem se envolver. Os executivos temem que qualquer garantia que a Casa Branca possa oferecer pode ir com novas regras impostas por um irritado Congresso, principalmente sobre o pagamento de salários.


Leia mais sobre crise financeira

29/04/2009 12:12 PM

EUA aumentam resposta à gripe suína

Oficiais estaduais e federais intensificaram sua resposta à gripe suína na terça-feira, com o presidente Barack Obama pedindo ao Congresso US$1,5 bilhões em fundos complementares.

A resposta global incluiu maiores restrições às viagens ao México, identificado como a provável origem da epidemia e o único país a reportar mortes pela doença. Os oficiais locais fecharam escolas em todo o país e limitaram o serviço em restaurantes na Cidade do México na tentativa de impedir a disseminação do vírus, que pode ter causado a morte de 159 pessoas.

Israel confirmou seus primeiros dois casos, que agora foram registrados em pelo menos sete países. Outros dez, incluindo China e Rússia, que irão colocar passageiros suspeitos em quarentena, estão investigando possíveis casos.

O Dr. Richard E. Besser, atual diretor do Centro de Controle e Prevenção de Doenças, qualificou os primeiros dias da gripe suína nos Estados Unidos como um "período pré-pandêmico" e foi brusco em relação ao possível impacto da doença no país. "Conforme a doença avança, eu realmente espero por mortes por causa do vírus", ele afirmou.

Ele disse ainda que cinco pessoas com a gripe suína foram hospitalizadas nos Estados Unidos (duas no Texas e três na Califórnia, onde o governador Arnold Schwarzenegger declarou estado de emergência). Mas o maior número de casos foi registrado em Nova York, onde 45 pessoas foram confirmadas com o vírus.

Em Washington, audiências no Congresso lidaram com a gravidade da questão.

"Eu realmente acho que precisamos nos preparar para o pior", disse Anne Schuchat, diretora de ciência e saúde pública do CCPD, a um comitê especial do Senado.

Ainda assim, a ansiedade não atingiu a mesma escala que no México, onde o número de pessoas doentes pode ter chegado a 2.500 na terça-feira.

A resposta econômica à crise sanitária partiu do México e atingiu o mundo. Cuba e Argentina cancelaram todos os voos ao país. Cruzeiros cancelaram paradas no México. Até agora, nove países têm alguma espécie de proibição à importação de produtos suínos: China, Croácia, Indonésia, Líbano, Rússia, Coreia do Sul, Tailândia, Ucrânia e Equador.


Leia mais sobre gripe suína

29/04/2009 12:07 PM

Editorial: Cem dias e cem crises de Barack Obama

Crises, não dias, é a primeira palavra que vem em mente quando pensamos no número 100 e na presidência de Barack Obama.

 


Clique e veja o que já foi feito no governo Obama

A lista de políticas fracassadas e ameaças urgentes deixadas para ele pelo ex-presidente George W. Bush poderia facilmente ser assim longa. Em suas primeiras 14 semanas e dois dias, Obama começou vigorosamente a lidar com muitas das mais críticas.

Ele está tentando reconstruir a danificada reputação deste país com sua promessa de fechar a prisão de Guantánamo, Cuba, sua oferta em negociar com o Irã e a Síria, e, claro, aquele aperto de mãos com o presidente linha-dura da Venezuela, Hugo Chávez.

Obama não deixou que a recessão desta geração (ou as acusações políticas de que ele está tentando fazer demais) impedisse sua ambição. Ele está certo de que não pode haver uma recuperação duradoura até que o país reforme seu sistema de saúde e lide com o perigo claro e real da mudança climática. O governo promove os direitos reprodutores das mulheres. Irá restaurar regulações para manter a água limpa e a comida segura. Além disso, a Casa Branca prometeu lidar com a reforma imigratória ainda este ano.


"Obama e o país ainda tem muito pela frente" / AP

Obama e o país ainda tem muito pela frente. O aumento do poder do Taleban no Afeganistão e Paquistão é um lembrete do porque a Casa Branca precisa planejar uma retirada bem-sucedida do Iraque para que possa se concentrar na verdadeira guerra contra o terror. Bombardeios recentes e assustadores mostram quão longe o Iraque está da conciliação política e quanto ainda precisa ser feito para garantir uma retirada ordenada.

Não acreditamos que o plano de resgate bancário seja agressivo o suficiente para salvar os que estão à beira da falência ou proteger o dinheiro dos contribuintes.

Nós sabemos que Obama, e muitos eleitores, não querem a luta, mas até que haja uma investigação completa sobre os abusos cometidos contra prisioneiros e muitas outras políticas fracassadas autorizadas durante a era Bush, não há como garantir que eles não voltarão a acontecer.

Estes são momentos muitos difíceis, mas Obama parece ter encorajado o espírito de uma nação dividida e temerosa. Na última pesquisa New York Times/CBS News poll, 72% dos americanos disseram estar otimistas em relação aos próximos quatro anos. Eles também reconheceram que alguns problemas podem ser difíceis demais para que sejam resolvidos neste período.

Veja uma breve lista dos esforços do presidente Obama nestes 100 Dias:

O Mundo

Obama prometeu trazer os soldados americanos para casa de uma das mais longas e divisivas guerras da história do país. Agora ele precisa persuadir o governo xiita do Iraque a se reconciliar com os sunitas e acabar com as tensões com os curdos.

O Iraque ainda não concordou com uma lei de compartilhamento igualitário de suas reservas de petróleo. Milhares de membros dos Conselhos Sunitas, os antigos insurgentes cuja decisão de mudar de lado ajudou a mudar o rumo da guerra, ainda esperam por prometidos empregos no governo.


Obama esteve no Iraque e se encontrou com o premiê do país / Getty Images

Obama pressionou seus conselheiros a criarem um plano amplo para os perigosos e interrelacionados conflitos no Afeganistão e Paquistão. Agora é preciso implementá-lo - e rápido. Na semana passada, o Taleban avançou para um perímetro de 97km de Islamabade. Os líderes paquistaneses ainda não parecem entender esta ameaça mortal.

O presidente começou novas negociações com a Rússia para reduzir arsenais nucleares. O Pentágono começou a tomar as decisões difíceis de mudar os gastos bélicos para armas necessárias nas guerras de hoje. O compromisso de Obama com a paz entre Israel e Palestina já é testado pelo novo primeiro-ministro israelense, que diz não acreditar em uma solução de dois Estados.

Os americanos podem sentir tanto orgulho quanto alívio pela forma entusiasta com a qual Obama foi recebido em suas viagens ao exterior. O presidente deve, em breve, encontrar novas formas de usar esta popularidade. Ele precisa persuadir aliados europeus a contribuírem com mais tropas e recursos no Afeganistão. Se as negociações com o Irã fracassarem, ele precisa convencer a Europa, Rússia e China a adotarem a imposição de duras sanções na tentativa de restringir as ambições nucleares iranianas.

A economia

Depois de oito anos sombrios, o pacote de estímulo do presidente, seu orçamento e até mesmo seu fracassado resgate bancário representam um bem-vindo retorno à proposta racional de que alguns problemas são tão grandes que o governo precisa interferir. Nossa principal preocupação é que ele esteja relutante demais em desafiar os interesses tradicionais de Wall Street ou do Capitólio.

Sua tentativa de consenso bipartidário foi impedida pela obstrução republicana ao pacote de estímulo e enfraqueceu a lei final. O estímulo de US$787 bilhões é pequeno em comparação à contração: a projeção de 3.5 milhões de novos empregos é pequena perto dos 5 milhões que foram perdidos desde o final de 2007.

A gestão foi similarmente tímida em relação à crise bancária. A Casa Branca até então se recusa a considerar a aquisição temporária dos bancos resgatados (a melhor forma de garantir que eles serão reestruturados eficientemente e que o dinheiro dos contribuintes será protegido). Ao invés disso, a gestão ofereceu centenas de bilhões de dólares em empréstimos subsidiados a fundos de investimento e outros investidores particulares para encorajá-los a oferecer preços altos por investimentos ruins.

Nós tememos que o plano anti-desapropriações de Obama (que depende dos financiadores voluntariamente modificarem hipotecas ruins) não dará certo a menos que o Congresso rapidamente reforme o código de falência. Tudo isso sob a perspectiva de que a Casa Branca e o Congresso não se posicionem contra os bancos. Além disso, deve desacelerar a recuperação.

Liberdades civis

Menos de 12 horas depois de assumir o cargo, Obama parou os tribunais militares em Guantánamo. Depois ele ordenou que a prisão seja fechada em um ano. Ele emitiu ordens que proíbem a tortura e fechou prisões secretas no exterior, para criar uma política de prisioneiros baseada na lei e ordem e não na visão grandiosa do poder executivo adotada por Bush.

No começo deste mês, Obama prevaleceu sobre seu diretor da CIA e ordenou a libertação de quatro terríveis memorandos sobre a interrogação de prisioneiros escritos pelo Departamento de Justiça de Bush. Ele decidiu não punir os interrogadores da CIA que participaram da tortura de prisioneiros e relutantemente decidiu deixar que o Departamento de Justiça decida sobre ações judiciais.

Infelizmente, Obama não lidou com as alegações de que segredos de Estado foram usados pela equipe de Bush para impedir ações por conta do sequestro, tortura e escutas ilegais. Ele precisa repensar esta posição bem como sua oposição a uma investigação completa para determinar porque, como e por quem tantas ordens foram dadas para violar a lei e o principal direito constitucional. 

Energia e o meio ambiente

Obama e sua nova equipe foram tão agressivos nestas questões quanto Bush foi passivo e obstrucionista. A Agência de Proteção Ambiental rapidamente emitiu uma determinação formal de que gases causadores do efeito estufa prejudicam a saúde e o bem-estar (o primeiro passo para regular estes poluentes). O Departamento do Interior rejeitou as políticas de exploração petrolífera em qualquer lugar de Bush a favor de uma postura mais equilibrada da produção de energia.

O pacote de estímulo inclui dinheiro para encorajar a eficiência energética, fontes de energia renováveis, carros mais eficientes e carvão realmente limpo. Obama também apoiou, em termos gerais, leis que criarão limites para a emissão de gases causadores do efeito estufa e investirão em tecnologias que irão facilitar isso.

Saúde

Americanos demais não têm assistência médica e aqueles que têm pagam caro demais e a qualidade do atendimento é baixa. O ousado plano orçamentário de 10 anos de Obama propôs um pagamento inicial de US$634 bilhões para ampliar a cobertura e melhorar a assistência. Ele ofereceu propostas sensíveis para pagar por estas reformas (inclusive impostos mais altos para os ricos e a eliminação de subsídios injustificados para planos particulares) que encontrou resistência congressista imediata.

Esta será uma disputa difícil. Obama precisa continuar a lembrar os americanos de que reformas são essenciais para sua saúde pessoal e para a saúde econômica da nação.

Educação

Obama demonstrou amplo conhecimento sobre a educação mas irá precisar usar toda sua força para implementar mudanças. Isso é especialmente verdadeiro para o plano de empréstimo estudantil, que acabará com o desperdício de subsídios a financiadores particulares e permitirá que estudantes universitários façam empréstimos diretamente do governo.

O plano do presidente para usar o dinheiro de estímulo para forçar reformas que os Estados deveriam realizar sob o Ato Nenhuma Criança Para Trás de 2002 também irá exigir energia, vigilância e o fim de brechas nas leis educativas.

Durante a campanha, o então senador Obama declarou que o "governo não pode resolver todos os nossos problemas, mas deve fazer o que não podemos fazer por nós mesmos". Em seus primeiros 100 dias, Obama começou a mostrar aos americanos o que queri dizer com isso.

Leia mais sobre 100 dias de Obama

29/04/2009 09:54 AM

Comentário: A globalização se tornou viral

Nesses dias pós Guerra Fria, não enfrentamos uma simples ameaça concentrada em um local. Enfrentamos uma séria de ameaças descentralizadas e transnacionais: a jihad islâmica, a crise financeira global, o aquecimento global, a escassez de energia, a proliferação nuclear e, como bem sabemos hoje, possíveis pandemias como a gripe suína.

Essas ameaças descentralizadas que crescem com a vasta difusão e os passos rápidos da globalização, além de serem engrandecidos por ela. A comunicação global imediata e as rápidas viagens internacionais podem algumas vezes levar a choques sistêmicos e universais. Um banco quebrou ou um vírus não pode ser isolado. Eles têm o potencial de chegar a quase todos os lugares de uma vez. Eles podem destruir o principal ponto do complexo internacional de sistemas.

Então como lidamos com essas situações? Construímos instituições globais centralizadas fortes o suficiente para responder a ameaças transnacionais? Ou nos apoiamos em comunidades diversificadas e descentralizadas e nações-Estados?

Há dois anos, G. John Ikemberry da Universidade de Princeton escreve um artigo sobre o processo de uma resposta centralizada. Ele argumentou que os Estados Unidos deveriam ajudar a construir uma série de instituições multinacionais para cuidar de problemas globais. Os grandes poderes deveriam construir uma “infraestrutura da cooperação internacional... criando capacidades compartilhadas para responder uma grande variedade de contingências”.

Se adotarmos uma lógica para a gripe suína, poderíamos dizer que o mundo deve construir um Centro para o Controle de Doenças internacional, que analisaria a amplitude da doença, decidiria como e quando as quarentenas seriam necessárias e coordenaria uma resposta global única.

Se tivéssemos um corpo como esse, não estaríamos vendo os tipos de atritos que surgem da abordagem descentralizada atual. A Europa ofendeu os Estados Unidos ao advertir que seus cidadãos não viagem para o outro lado do Atlântico. A Ucrânia restringiu as importações de carne de porco. A Europa poderia aglomerar vacinas contra a gripe, deixando os Estados Unidos, que possui apenas uma produção de plantas, sem salvação. O medo de uma pandemia poderia levar a uma limitação de raças, enquanto as nações competiriam para parar com a circulação e construir paredes de proteção.
Esses perigos são reais. No entanto, até agora, não há uma lição dessa crise. A reação à gripe suína sugere que uma abordagem descentralizada é melhor. Essa crise só tem alguns anos de idade, ainda assim já vimos uma reação crescente e agressiva.

Em primeiro lugar, a abordagem descentralizada é muito mais rápida. O México reagiu unilateral e agressivamente ao fechar escolas e cancelar eventos. Os Estados Unidos reagiu com uma velocidade impressionante, considerando que ainda há poucos casos e apenas uma hospitalização.

“The New York Times” publicou, nesta segunda-feira, uma foto do membro do conselho de saúde da cidade de Nova York, Dr. Thomas R. Frieden, falando em uma reunião sobre a crise. A foto é a imagem de uma reação local e bem focalizada. As pessoas estão vestindo camisas de pólo e roupas informais – concentrando-se intensamente nos incidentes concretos que estão ocorrendo em seu próprio quintal.

Se a resposta fosse coordenada por uma agência global, aqueles oficiais locais não teriam tanto poder. O poder seria exercido por oficiais de nacos que estão distantes e emocionalmente afastados do marco zero. A instituição teria que eleger seus membros, negociar as diferenças internas e proceder, como todas as multinacionais fazem, no ritmo dos vagabundos mais relutantes.

Em segundo lugar, uma abordagem descentralizada tem mais credibilidade. É um fato na natureza humana de que em tempos de crise, pessoas gostem de se sentir protegidas por um dos seus. Eles acreditarão apenas em pessoas que compartilhe de sua experiência histórica, que entenda suas concepções culturais sobre a doença, a ameaça de estrangeiros e de que tenha a legitimidade de fazer tais escolhas brutais. Se alguma autoridade irá restringir a liberdade, isso deveria ser eleito pelas pessoas, não por um estranho.

Finalmente, a abordagem descentralizada lida razoavelmente bem com a incerteza. Até agora, a reação torna claro que há uma rede informal de cientistas que se reuniram ao longo dos anos e chegaram a certas compreensões sobre coisas como a quarentena e as taxas de infecção. Também está claro que há um monte de coisas que eles não compreenderam.

Uma reação global única produziria uma abordagem uniforme. Uma reação descentralizada estimula a experimentação.

O ponto principal é que a crise da gripe suína constitui dois problemas emergentes um em cima do outro. No fundo, há uma rede de comunicações dinâmica sobre o surto. Ela é alimentada por uma reação complexa de labirintos que consistem no vírus em si, a mobilidade humana em espalhá-lo e nos fatores ambientais que o potencializam. Em cima de tudo isso, há o medo psicológico causado pela doença. Ela surge de rumores, novas notícias, Tweets (comentários no Twitter) e advertências de especialistas.

 A resposta correta para esses problemas dinâmicos, descentralizados e emergentes é criar autoridades dinâmicas, descentralizadas e emergentes: cadeias de oficiais locais, agências do Estado, governos nacionais e corpos internacionais que estão flexíveis assim como o próprio problema.

A gripe suína não é a única emergência de saúde. É um teste para como iremos nos organizar no século 21. O auxílio subsidiário funciona melhor.


Leia mais sobre gripe suína

28/04/2009 08:33 PM

A denominação da gripe suína é uma questão curiosa

HONG KONG – O que é chamado de uma nova tensão sobre os crescentes alertas do vírus da gripe em todo o mundo passou a ter uma conotação política, econômica e diplomática.

Os produtores de carne de porco questionam se o termo “gripe suína” é apropriado, dado que até agora os porcos não parecem estar doentes. Oficiais do governo tailandês, um dos maiores exportadores de carne, começaram a se referir à doença como “gripe mexicana”. Um representante do ministro da saúde – um judeu ultra-ortodoxo – disse que seu país faria o mesmo, para evitar que os judeus digam a palavra “suína”. No entanto, parece que seu pedido foi amplamente ignorado.

A Organização Mundial da Saúde Animal, que toma conta das questões veterinárias em todo mundo, lançou um relato, na noite desta segunda-feira, lembrando que a nova doença deveria ser chamada de “gripe norte-americana”, para manter uma longa tradição médica de nomear gripes pandêmicas com as regiões onde foram inicialmente identificadas. Isso inclui a gripe espanhol de 1918 a 1919, a gripe asiática de 1957 a 1958 e a gripe de Hong Kong de 1967 a 1968.

O debate provavelmente continuará enquanto cientistas e autoridades da saúde tentam investigar a doença. Enquanto todos os sinais apontam para o México como o epicentro, o material genético do vírus contém um vírus de gripe suína originada na Eurásia. E os vírus de gripe tendem a surgir na Ásia.

O primeiro-ministro da China pediu, nesta terça-feira, por medidas mais eficazes para prevenir e controlar quaisquer casos possíveis de gripe suína que possam aparecer no país.

Muitos historiadores médicos acreditam que as gripes asiáticas e de Hong Kong começaram no sudeste da China, próximo a Hong Kong, onde uma grande densidade de pessoas mora perto de porcos e frangos, em áreas rurais e poderiam compartilhar desses vírus. Alguns historiadores também sugerem que a gripe espanhola também começou no sudeste da China.

Mas especialistas na gripe da Ásia disseram que o novo vírus provavelmente não passou de animais para pessoas na Ásia.

“Se esse fosse o caso, até agora teríamos visto um monte de infecções na Ásia”, disse Subash Morzaria, gerente regional da Ásia e do Pacífico no Centro Emergencial de Doenças Transfronteiriças, que é parte da Organização de Alimentos e Agricultura da ONU.

O segmento genético de neuraminidase (uma importante glicoproteína de superfície do vírus) do vírus, que dá a ele seu elemento “N1” e controla a habilidade de ele invadir células infectadas, parte de uma tendência de gripe suína na Eurásia, de acordo com Dr. Yuen Kwok-yung, microbiólogo da Universidade de Hong Kong. Mas acrescentou que muitos poços são levados além das fronteiras nacionais e que é impossível situar sua localização precisamente. Por outro lado, os porcos carregam muitas doenças e as regras de importação e exportação são rígidas.

Há pouca indicação de qualquer erupção de uma nova gripe na China. Não houve o surgimento de doenças, recentemente, entre porcos e criadores de porcos, de acordo com Ben Boake, vice-presidente executivo da Henan Zhongpin Food Company Ltd., uma das maiores empresas de processamento de carne de porco da China.

Milhões de porcos morreram na China há dois anos em uma epidemia tão severa que aumentou o preço da carne de porco em 90%.

Veterinários atribuem às mortes daquela época, principalmente, à doença da “orelha azul”, que não afeta humanos, mas também à gripe suína. O governo chinês não divulgou um relatório público avaliando o surto e forneceu poucos detalhes às organizações internacionais.


Por KEITH BRADSHER

Leia mais sobre gripe suína

28/04/2009 06:29 PM

Paquistaneses contrariam as normas e fabricam produtos de fetiche

KARACHI - No Paquistão,  o chicote é usado principalmente como arma para punir aqueles que desafiam o rigoroso código islâmico imposto pelo Taleban.

NYT

Paquistão lucra com indústria do fetiche

Mas na capital comercial do país, ao lado de uma mesquista e do escritório de uma organização radical islâmica, em uma casa sem identificação nenhuma, dois irmãos paquistaneses descobriram um uso liberal mais lucrativo para o artefato: a indústria do fetiche, que movimenta cerca de US$3 bilhões no ocidente.

Seu negócio familiar, conhecido como AQTH, fatura mais de US$1 milhão ao ano fabricando 2 mil produtos de fetiche e bondage, como o chicote, e exportando-os para Estados Unidos e Europa.

Os irmãos Qadeer, Adnan, 34, e Rizwan, 32, conseguiram sucesso com seu improvável negócio em um país no qual os bares são ilegais e os pobres geralmente passam a vida toda na pobreza.

O negócio parece improvável para dois estranhos e recatados paquistaneses de classe baixa, e realmente é. Mas a discrição tem sido sua palavra-chave. Os irmãos adotaram medidas extremas para esconder um negócio que neste país extremamente conservador é tão arriscado quanto ousado.

NYT

A atividade é arriscada em um país onde o Taleban impõe rigorosas regras

Claro, o fato das dezenas de mulheres sem educação formal e cobertas por véus que trabalham na linha de montagem (produzindo corsetes, saias com furos especiais, vendas, entre outros itens) não saberem o que são estes produtos ajuda. Mesmo as esposas dos donos e sua conservadora mãe não têm ideia do que eles produzem.

"Se nossa mãe soubesse ela nos deserdaria", disse Adnan, sentado sobre uma cadeira coberta com tecido de estampa de pele de tigre.

Mesmo os oficiais alfandegários não sabem como tributar os itens, pois não têm ideia com o que estão lidando, eles contam.

Recentemente, quando um funcionário curioso perguntou o que os ocidentais fazem com uma espécie de saco de dormir usado para certos tipos de bondage, os donos responderam que o produto é usado pelos militares americanos para transportar corpos no Iraque.

Segundo eles, difícil é frequentar feiras internacionais de fetiche para mostrar seus produtos.

"Eu vou à Cidade do Pecado todos os anos", disse Rizwan, se referindo a Las Vegas com riso. São negócios, ele afirma. "Os clientes conhecem nosso país e nossa cultura e não nos convidam a participar de nada. Nós somos tímidos".


Leia mais sobre Paquistão

28/04/2009 03:48 PM

Obama busca diminuir temores a respeito da gripe suína

WASHINGTON - A gestão Obama enviou oficiais de alto escalão de inúmeras agências na segunda-feira para lidar com temores sobre a gripe suína e demonstrar que está completamente preparada para confrontar a epidemia mesmo que o presidente diga que "não há motivos para alarde".

Janet Napolitano, secretária de segurança doméstica, se uniu ao Dr. Richard E. Besser, atual responsável pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças, ao assegurar o público que o presidente Barack Obama está no controle da situação e preparado para responder a uma maior disseminação do vírus da gripe suína.

Os oficiais de segurança doméstica dizem esperar que a epidemia aumente nos próximos dias. "Nós estamos agindo como se estivéssemos a caminho de uma pandemia", disse Napolitano.

Conforme a gestão reage a sua primeira emergência doméstica, passa a utilizar planos de contingência preparados durante o governo de George W. Bush, que receberam elogios de especialistas em saúde pública. Mas suas ações também são informadas pelo que Bush aprendeu com sua resposta ao furacão Katrina: que o gerenciamento político de um problema sanitário e as expectativas públicas podem ser tão importantes quanto a resposta científica.

Em um discurso na Academia Nacional de Ciências na segunda-feira, Obama disse apenas algumas palavras a respeito da gripe suína. "Este é, obviamente, um motivo de preocupação e exige um estado de alerta maior", ele disse."Mas não é motivo para alarde".

Mas por trás das câmeras na Casa Branca, assistentes afirmaram que o presidente direciona sua gestão para que esteja pronta em caso da necessidade de alarde. Um relatório completo sobre a gripe suína foi acrescentado à agenda diária do presidente, com atualizações ao longo do dia.

Ainda que os especialistas elogiem a resposta inicial da gestão, muitos alertam que uma epidemia da gripe pode travar o sistema de saúde público dos Estados Unidos.


"Se piorar, veremos a fraqueza do nosso sistema", disse Dr. Jeffrey P. Koplan, ex-diretor do CCPD. "Em um evento como este, no qual o bem-estar de todos depende do próximo nós veremos e sentiremos os problemas criados pelo nosso sistema".


Leia mais sobre gripe suína

28/04/2009 03:46 PM

EUA planejam táticas de ataque e defesa em guerra cibernética

Assim como a invenção da bomba atômica mudou as guerras há 64 anos, uma nova disputa internacional impulsionou a criação de ciber-armas e sistemas de proteção contra elas.

Milhares de ataques diários a sistemas de computadores federais e particulares nos Estados Unidos levaram a gestão Obama a rever a estratégia americana.

O presidente Barack Obama deve propor nos próximos dias uma expansão do programa de US$ 17 bilhões ao longo de cinco anos que o Congresso aprovou no ano passado, a indicação de um oficial da Casa Branca para coordenar o esforço e o fim de um atual conflito burocrático a respeito do terreno digital.

As mais exóticas inovações que serão consideradas podem permitir que um programador do Pentágono entre sigilosamente em um servidor na Rússia ou China, por exemplo, e destrua um "botnet" (um programa possivelmente destrutivo que infecta  computadores em amplas redes e pode ser controlado clandestinamente) antes que possa ser injetado nos Estados Unidos.

As agências de inteligência americana também poderiam ativar códigos maliciosos secretamente colocados em chips de computadores durante sua criação, permitindo que os Estados Unidos assumam o controle de computadores inimigos à distância pela internet. Este, é claro, é exatamente o tipo de ataque que os oficiais temem que seja usado contra alvos americanos, geralmente através de chips ou servidores chineses.

Claro, a ciber-guerra não seria tão mortal quanto a guerra atômica, ou tão visivelmente dramática. Mas Mike McConnell, ex-diretor de inteligência nacional, alertou no ano passado que ciber-ataques com "capacidade de ameaçar o suprimento monetário americano equivalem a uma arma nuclear".

Os cenários desenvolvidos no ano passado para o novo presidente por McConnell e sua coordenadora de segurança cibernética, Melissa Hathaway, descrevem as vulnerabilidades em caso de um ataque a Wall Street e um que almeja desativar a rede elétrica do país. A maioria destas previsões veem de ataques já realizados anteriormente.

Mas a questão principal (que até o momento a gestão se recusa a discutir) é se a melhor defesa contra ciber-ataques é a criação de uma robusta capacidade de travar uma guerra cibernética.

O Pentágono e as agências de inteligência concluíram que não seria o suficiente simplesmente construir firewalls e melhores detectores de vírus ou restringir o acesso aos computadores federais. "O modelo do forte simplesmente não vai funcionar no mundo cibernético", disse um militar sênior envolvido na questão há alguns anos. "Alguém sempre conseguirá entrar".

Leia mais sobre guerra cibernética

28/04/2009 09:06 AM

Yahoo bot last visit powered by MyPagerank.Net Msn bot last visit powered by MyPagerank.Net WCSA Topsites - http://www.autosurf.wcsa.info Bookmark and Share TopSites EmpresaHost TopSites WCSA - Publicidade Progressiva para seu Site!!





Não confunda o Original com cópias. Aqui seu anúncio é tratado com seriedade.

Site 100% Compativel com o Google Chrome - Versão Oficial 1583 v0.2.149.27 ou superior, Firefox 1.5 ou Superior e Safari 3 ou Superior.


Downloads