O governo dos Estados Unidos quer que a grande conferência sobre o meio ambiente que será realizada na capital americana na semana que vem evite as tensões e impasses que o tema despertou no passado entre as nações ricas e os países emergentes. O encontro, batizado pelo governo americano de Fórum das Grandes Economias sobre a Energia e o Clima, contará com a presença de 17 nações, entre eles o Brasil, e será realizado em Washington, na próxima segunda e terça-feira."Este tema (preservação ambiental) é sempre carregado de uma emoção que opõe norte e sul. Simplesmente é assim. E não há como evitar. Mas, o que podemos tentar, é ir além disso. Tratar os outros com respeito. Nós não alcançaremos um acordo se não conseguirmos nos mover adiante. Temos de agir motivados pelo que a ciência nos diz, mas temos de ser pragmáticos", disse Todd Stern, o principal negociador do governo americano para o setor de Mudanças Climáticas, durante uma entrevista coletiva realizada nesta sexta-feira, em Washington, para jornalistas estrangeiros.
Stern atuou na administração de Bill Clinton como assessor da Presidência nos anos 1990 e foi o negociador-chefe americano nas negociações para implementar o Protocolo de Kyoto - o tratado de regulação das emissões de gases poluentes que acabou não sendo ratificado pelos Estados Unidos.
Pragmatismo Ele conta que, desde sua primeira passagem pela Casa Branca, as emoções opondo norte e sul já estavam presentes, mas acredita que o governo de Barack Obama tem sido pragmático nas exigências feitas aos emergentes e enfatiza que é preciso que os países em desenvolvimento façam mais, em especial a China, que é, juntamente com os EUA, o maior poluidor mundial."Estamos cientes do extraordinário progresso que a China está fazendo neste setor. Quem pensa que a China está parada, não está olhando para as ações dos chineses. Eles têm como meta obter 15% de sua energia até 2020 a partir de fontes renováveis e contam com metas de eficiência energética que superam as nossas. Mas as emissões chinesas continuam subindo devido ao desempenho econômico chinês, por isso, apesar de estarem fazendo muito, terão que fazer muito mais, e acatar compromissos no contexto internacional, como outros já fizeram." Amazônia O negociador ambiental americano também afirmou que "os Estados Unidos estão totalmente comprometidos com esforços para preservar a Amazônia e pretendem trabalhar com o Brasil para fazê-lo".Indagado pela BBC Brasil se os americanos apóiam a proposta brasileira de criar um fundo para a preservação da Floresta Amazônica - com o qual o governo da Noruega já se comprometeu em doar US$ 1 bilhão até 2015 - ele não disse nem que sim nem que não.Stern afirmou que "há uma vívida discussão" sobre qual é a melhor maneira de manter as florestas tropicais de pé e que fundos, como o amazônico, são uma das propostas, assim como o chamado mercados de carbono, que são certificados emitidos quando há redução na emissão de gases poluentes.
O negociador americano não indicou uma preferência por um ou outro modelo, apenas lembrou que Brasil e Indonésia (os dois países que mais desmatam) têm um papel importante a exercer, porque o desmatamento responde por 20% das emissões mundiais.
Conteúdo real As edições prévias do Fórum das Grandes Economias sobre a Energia e o Clima foram realizadas durante a gestão do ex-presidente George W. Bush, cuja administração se negou a ratificar Kyoto e condicionou avanços em negociações sobre reduções de emissões à adoção de medidas idênticas por parte da China e da Índia.
O representante da área ambiental americana saudou a gestão anterior por ter tido a idéia de reunir diferentes nações para tratar de medidas capazes de conter as mudanças climáticas."A diferença é que queremos revigorar esses processos, dar a eles uma missão verdadeira, com um conteúdo real. O presidente (Obama) está profundamente comprometido em levar esse tema adiante, buscando um programa para desenvolver energias limpas e um acordo internacional forte e importante, de uma maneira que não foi vista na administração anterior".
Especialistas estão examinando relatos de mortes causadas por um surto de gripe suína no México. Entenda o que é a doença e quais seus riscos.O que é a gripe suína? Uma doença respiratória que atinge porcos causada pelo vírus influenza tipo A, que tem diversas variantes. Algumas das mais conhecidas são a H1N1, a H2N2 e a H3N2.
Surtos da enfermidade são comuns, mas raramente causam mortes nos animais.
A gripe tende a se propagar mais durante o outono e o inverno, mas são registrados casos durante o ano inteiro.Existem vários tipos de gripe suína e, assim como acontece no caso da gripe humana, o vírus causador da doença se modifica constantemente.
Os humanos podem contrair a gripe suína? Normalmente não, mas no passado foram registrados casos em pessoas que tiveram contato próximo com porcos.
Mais raros ainda são os casos documentados de contágio de pessoa para pessoa.
A contaminação ocorre da mesma forma que a gripe comum, por meio de perdigotos lançados na tosse e espirros.
Esta doença no México é um novo tipo de gripe suína? A Organização Mundial de Saúde (OMS) confirmou que alguns dos casos registrados são formas não conhecidas da variedade H1N1do vírus Influenza A.
Ele é geneticamente diferente do vírus H1N1 que vem atacando humanos nos últimos anos e contém DNA associado aos vírus que causam as gripes aviária, suína e humana, incluindo elementos de viroses europeias e asiáticas.
O quanto as pessoas devem se preocupar? A OMS afirma que ainda é muito cedo para lidar com a situação como se ela fosse o início de uma pandemia.
Entretanto, o risco existe e a evolução dos casos está sendo acompanhada de perto por especialistas.
A cidade de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, anunciou que o novo aeroporto, planejado para ser o maior do mundo em número de passageiros e volume de cargas, terá sua inauguração atrasada devido à crise financeira global. O ambicioso aeroporto internacional Al-Maktoum e todo o complexo turístico ao redor custará US$ 33 bilhões e está sendo erguido no deserto, nos arredores de Dubai, a 40 km do centro da cidade.Pelo projeto, o Al-Maktoum terá o tamanho combinados dos aeroportos de Heathrow, em Londres, e o O'Hare, em Chicago, nos Estados Unidos, dois dos mais movimentados do mundo.
"O novo aeroporto não ficará operacional antes de junho de 2010, um ano a mais do que o previsto. Mas mesmo esta nova data está em aberto", disse Paul Griffiths, presidente da Dubai Airports, em uma entrevista à imprensa dos Emirados Árabes Unidos.
O atraso é apenas um reflexo de como a crise está atingindo países da região como Arábia Saudita, Kuwait e Omã, que viveram um período de prosperidade com o petróleo a US$ 147 por barril e que, agora, estão tendo que se ajustar a uma cotação média de US$ 50.
Megaprojetos Os "ajustes" no projeto, de acordo com a Dubai Airports, seriam para lidar com a crise financeira, que fez cair a demanda por viagens e o fluxo de cargas.
Nos últimos meses, revistas de negócios anunciaram que dezenas de bilhões de dólares em outros projetos de arranha-céus, condomínios e hotéis de luxo foram paralisados ou cancelados em Dubai como resultado da crise econômica.
Segundo dados da empresa de consultoria Roland Berger Strategy Consultants, os dez maiores megaprojetos da região dos países do Golfo Pérsico somam juntos US$ 176 bilhões.
Destes, os quatro maiores são de Dubai, que juntos totalizam US$ 105 bilhões, entre o novo aeroporto, complexos hoteleiros, orla marítima e uma zona franca de negócios.
Mas com a economia global enfrentando uma recessão, analistas questionam os investimentos em grandes projetos em Dubai e em países do Golfo.
"Durante um período com altas na cotação do petróleo, os países do Golfo, e principalmente Dubai, acumularam riquezas que os levaram a megaprojetos audaciosos e investimentos em outros países", disse o economista e cientista político Fares Ishtay, da Universidade Libanesa.
Depois de chegar a exorbitantes US$ 147 por barril, em julho de 2008, a cotação caiu para em média de US$ 50, causando um vácuo nas finanças dos países exportadores no Oriente Médio.
"Depois da euforia, governos do Golfo passaram a gastar mais. Mas com o menor preço do petróleo, um número de projetos de infraestrutura ficaram ameaçados. Está mais difícil agora", afirmou.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) salientou que com a cotação atual, os Emirados e a Arábia Saudita conseguem equilibrar seus orçamentos. Os países do Golfo disseram que um preço "justo" seria de US$70 a US$75 o barril.
"Sem grande volume de dinheiro, megaprojetos como o novo aeroporto de Dubai dão a impressão de obsessão e negócio arriscado", enfatizou Ishtay.
Segundo o relatório Global Economic Outlook (Perspectiva Econômica Mundial) do FMI, divulgado nesta semana, a economia dos Emirados Árabes deve encolher 0,6% neste ano.
Leia mais na BBC Brasil: FMI prevê maior retração global desde a depressão de 29
Um casal alemão que abandonou três crianças em uma pizzaria na cidade de Aosta, norte da Itália, no domingo, disse à polícia que eles fizeram isso porque não tinham dinheiro. Ina Caterina Remhof, a mãe, de 26 anos, e seu parceiro, Sascha Schmidt, 24, foram encontrados na quinta-feira em um bosque perto de Aosta.
Segundo o jornal italiano La Stampa, Remhof e seu namorado decidiram viajar para a Itália com 900 euros, mas o dinheiro acabou no meio da viagem.
Ao serem encontrados pela polícia, Remhof teria perguntado sobre os filhos. De acordo com o La Stampa, o casal comeu restos de frutas e verduras que acharam no lixo.
Os dois saíram da pizzaria no domingo alegando que iam fumar um cigarro, mas não retornaram para pegar as três crianças, com idades de quatro anos, dois anos e oito meses. As crianças agora estão sob os cuidados das autoridades.
As autoridades italianas estão tentando levar as três crianças de volta para a Alemanha, onde elas poderão ser entregues a uma avó.
Carro abandonado
A polícia vasculhou todo o vale de Aosta antes de encontrar o casal. Os investigadores temiam que os dois estivessem mortos, pois o carro deles foi encontrado abandonado. Dentro do carro estava um diário que detalhava os problemas financeiros da família.
Os policiais que encontraram o casal contaram que os dois pareciam "quase aliviados" quando foram encontrados. Mas Remhof começou a chorar quando recebeu a informação de que provavelmente perderia a guarda dos filhos, segundo o La Stampa.
O casal teria decidido abandonar os filhos na pizzaria quando as crianças começaram a chorar, por não ter nada para comer.
Remhof teria dito que acreditava que as crianças "seriam mandadas de volta para a Alemanha, e eu teria me encontrado com elas de novo, quando conseguisse dinheiro".
Promotores italianos afirmaram que Remhof pode ser acusada pelo crime de abandono de pessoa vulnerável. As autoridades alemãs afirmaram que ela pode perder a guarda dos filhos.
A polícia alemã ainda informou que o parceiro de Remhof, Sascha Schmidt, era fugitivo da Justiça pois não voltou para a prisão durante sua liberdade condicional. O pai biológico das crianças está preso sob a acusação de maus-tratos contra um quarto filho que teve com Remhof.
Os Estados Unidos vão liberar centenas de fotografias mostrando abusos de prisioneiros cometidos por soldados americanos no Iraque e no Afeganistão durante a administração de George W. Bush, disse nesta sexta-feira o departamento de Defesa do país.As fotos devem ser divulgadas no dia 28 de maio, em resposta a uma ação legal iniciada pelo grupo de defesa dos direitos civis American Civil Liberties Union (ACLU), há cinco anos.
A ACLU afirma que as polêmicas imagens mostrando abusos de prisioneiros na prisão iraquiana de Abu Ghraib, divulgadas em 2004, não eram casos isolados, mas sim parte de uma política sistemática.
A organização vinha tentando há anos ter acesso a tais fotografias, mas enfrentou resistência no governo Bush.
Processos As fotografias são referentes a mais de 60 investigações realizadas entre 2001 e 2006.
Na semana passada, o governo americano divulgou documentos detalhando táticas de interrogatório, que muitos críticos considerariam tortura, usadas durante interrogatórios de suspeitos de terrorismo usadas no governo de George W. Bush.
Leia também na BBC Brasil: Obama não processará agentes da CIA por técnicas controvertidas de interrogatório Conheças as técnicas de interrogatório usadas pela agência de inteligência americana Em visita à CIA no início da semana, Obama havia dito que iria se empenhar para proteger a identidade de funcionários da agência envolvidos nos interrogatórios, já que eles estavam seguindo ordens e teriam recebido autorização legal para realizar tais atos.
Correspondentes dizem que a divulgação das imagens deve aumentar a pressão sobre a administração de Obama para processar integrantes do governo anterior por cumplicidade na tortura e maus tratos de suspeitos detidos.
O governo do México anunciou estar preparando uma campanha de vacinação em massa para deter o avanço de uma nova variedade de gripe suína que teria provocado a morte de 60 pessoas no país desde a metade de março. Escolas e universidades na região da capital do país, Cidade do México, foram fechadas para evitar mais contaminação. Na quinta-feira, o ministro da Saúde mexicano, José Córdova, fez um pronunciamento em rede nacional pedindo à população que evite a contaminação pela doença.
"Estamos enfrentando um novo vírus de gripe, que agora é uma epidemia respiratória controlável. Seus sintomas são febre acima de 39 graus que aparece repentinamente, tosse, fortes dores de cabeça, musculares e nas juntas, irritação nos olhos e secreção nasal. Como resultado, o Ministério da Saúde recomenda que as pessoas evitem lugares lotados ou eventos onde o comparecimento não seja estritamente necessário", afirmou.
Além de evitar lugares lotados, o governo também aconselhou a população a evitar algumas formas de contato físico e o compartilhamento de objetos de cozinha como canecas e pratos.
Também foram registrados sete casos não fatais doença no sul dos Estados Unidos, nos Estados da Califórnia e do Texas, mas ainda não foi confirmada a ligação entre as ocorrências mexicanas e americanas.
Mutação
A gripe suína é diagnosticada apenas em porcos ou em pessoas que têm contato regular com estes animais.
O ministro da Saúde José Córdova afirmou que a nova variante da gripe suína parece ter sofrido uma mutação nos porcos e foi transmitida para humanos.
Fadela Chaib, porta-voz da OMS, confirmou que a organização notou uma "atividade incomum de gripe" a partir do final do mês de março.
De acordo com Chaib foram registradas 57 mortes na Cidade do México e todas essas vítimas tinham os sintomas da gripe. Outras três mortes foram registradas na cidade de San Luis Potosí, na região central do México. A porta-voz da OMS acrescentou que existem outros 800 casos suspeitos.
Esta nova variedade da gripe suína foi confirmada em pelo menos 16 mortes, com outras 44 mortes ainda sendo analisadas, segundo o governo mexicano.
O correspondente da BBC na Cidade do México Stephen Gibbs afirma que a doença afetou principalmente homens entre 25 e 44 anos.
Gibbs acrescenta que, devido à falta de vacinas, os funcionários do setor de saúde do país serão a prioridade da campanha de vacinação.
No centro da Cidade do México, segundo o correspondente, muitas farmácias informaram que já esgotaram os estoques de máscaras cirúrgicas, pois muitos tentam evitar a contaminação pela doença.
O correspondente da BBC acrescenta que especialistas nos Estados Unidos e no México ainda estão tentando confirmar se o surto mexicano tem ligação direta com os casos detectados no sul dos Estados Unidos.
Anne Schuchat, porta-voz do CDC afirmou que ainda não se sabe a extensão do problema.
"Ainda não sabemos como está se espalhando e, certamente, não sabemos a extensão do problema. A boa notícia é que todos os sete pacientes se recuperaram - um deles precisou ser internado, mas já saiu do hospital. Até o momento não parece ser uma gripe muito grave", afirmou.
Um atentado realizado por duas mulheres-bomba matou cerca de 60 pessoas no maior santuário xiita de Bagdá nesta sexta-feira, o segundo dia consecutivo de grandes ataques no Iraque. Os ataques foram na mesquita de Moussa al-Kadhim e mataram um grande número de peregrinos, 25 deles vindos do Irã.A polícia acredita que pelo menos 125 pessoas ficaram feridas.
De acordo com o correspondente da BBC Jim Muir, o fato do ataque ter acontecido na sexta-feira, dia que os muçulmanos reservam para descanso e orações, indica que os autores do ataque procuraram maximizar o número de vítimas, em outro traço da violência sectária que assolou o país após a invasão comandada pelos Estados Unidos em 2003.
Ativistas sunitas mais radicais consideram os xiitas infiéis.
Xiitas Na quinta-feira, haviam sido registrado atentados em Bagdá e na cidade de Baquba, próxima à capital, e a maior parte dos 84 mortos também eram xiitas.
Leia mais na BBC Brasil sobre os ataques de quinta-feira O maior dos dois ataques aconteceu em um restaurante em Baquba, que deixou 56 vítimas fatais.
A outra bomba explodiu em uma rua da capital iraquiana, matando vários sem-teto, xiitas e sunitas.
O importante clérigo iraniano e ex-presidente do país Ali Akbar Rafsanjani condenou nesta sexta-feira o ataque contra xiitas, dizendo que "O incidente de ontem foi um exemplo odioso daqueles que ferem a religião em nome da religião".
"Lamentamos que grupos assim tenham entrado no Iraque. Também criticamos os Estados Unidos por não terem a determinação de manter a segurança no Iraque", disse ele.
Na quinta-feira o Iraque anunciou que um importante líder da Al Qaeda no país pode ter sido preso, mas a notícia não foi confirmada.
Dados da violência O governo iraquiano anunciou que, desde 2005, quando aumentou a violência sectária entre sunitas e xiitas, cerca de 87 mil iraquianos foram mortos.
O levantamento foi feito computando dados de hospitais e necrotérios. De forma geral, a violência entre estas duas comunidades diminuiu bastante a partir de 2007.
Naquele ano, a Al-Qaeda começou a ser combatida dentro das próprias comunidades sunitas, cooptadas peles militares americanos. Em Bagdá e em outras partes do Iraque, houve uma queda forte no número de incidentes de violência sectária ao longo do último ano.
A retirada total das tropas lideradas pelos Estados Unidos está prevista para 2011.
Mas analistas afirmam que as razões que causaram a violência entre as duas comunidades não foram resolvidas. Eles dizem que a violência pode passar a envolver também os curdos, que querem mais autonomia no norte do país.
O presidente do Paraguai, o ex-bispo católico Fernando Lugo, disse nesta sexta-feira ser pai e pediu "perdão" por seus "erros pessoais", mas não comentou se é pai de três filhos de mulheres diferentes que o acusam da paternidade.
"Peço perdão reiteradamente. Sou o presidente eleito para a mudança e essa mudança não será freada", disse em uma coletiva em Assunção.
"Não permitirei que nada impeça a decisão de cumprir promessas de campanha de melhorar o Paraguai. (...) Faço o reconhecimento dos meus erros pessoais e destaco a bênção que é a vida humana e (prometo) a paternidade plena".
"Não esteve na minha intenção ofender a ninguém. Reconheço que faltei à Igreja e aos cidadãos que confiaram em mim. Mas a constituição nacional permite a privacidade, o que for além disso será resolvido como questões constitucionais. Não escaparei às minhas responsabilidades de presidente", disse.
Lugo também ressaltou que não pretende mais voltar ao assunto da paternidade.
Três filhos?
Há cerca de quinze dias, pouco antes do feriado de Semana Santa, Lugo admitiu a paternidade de um menino de dois anos.
A mãe da criança, Viviana Carrillo, de 27 anos, contou, então, à imprensa local, que os dois tiveram relacionamento de dez anos que começou quando ela tinha 16 anos e ele, um bispo de 47 anos.
Nesta semana, duas outras mulheres o acusaram de ser pai de seus filhos - um menino de seis anos e outro de um ano e quatro meses.
"Os casos que estão na justiça responderemos por meio da justiça e a verdade sempre aparece no final. (...) E a confissão farei aos meus confessores", disse o presidente.
Lugo terminou a entrevista dizendo que não pretende renunciar diante dos boatos, confirmados por um de seus irmãos, de que as acusações de paternidade envolveriam um "golpe de estado disfarçado".
Comandantes do Talebã no noroeste do Paquistão anunciaram a retirada do distrito de Buner, a apenas 100 quilômetros da capital Islamabad, depois que os Estados Unidos criticaram a presença e o controle exercido pelo grupo na região. Um porta-voz do Talebã informou que um comandante deu a ordem para a retirada do distrito, que fica em uma região montanhosa do país.O Talebã fez um acordo de paz com o governo do Paquistão há algumas semanas, que concedia ao grupo fundamentalista o direito de instaurar a sharia - lei islâmica - em determinados distritos. Em troca, o Talebã se comprometia a por um fim a confrontos com forças do governo.
O Talebã já vinha controlando a região de Swat, na Província da Fronteira Noroeste (NWFP, na sigla em inglês), ns fronteira com o Afeganistão, e vinha fortalecendo suas operações em Buner.
Uma delegação do Talebã e o clérigo que negociou o acordo de paz, Sufi Muhammad, estão a caminho de Buner para supervisionar a retirada.
Nesta sexta-feira, autoridades do governo da província confirmaram que os combatentes do Talebã começaram a deixar a região.
Pelo menos dez pelotões paramilitares, num total de 200 homens, chegaram a Buner para assumir o controle dos prédios do governo.
Críticas A decisão do governo do Paquistão, de permitir a instituição da lei religiosa islâmica em algumas regiões gerou críticas dos Estados Unidos. A secretária de Estado, Hillary Clinton disse que o governo parecia ter "abdicado" destes distritos.
Na quinta-feira, Clinton disse a uma comissão parlamentar que "mudar mentalidades não é simples, mas creio existir uma percepção crescente de que a insurgência está chegando cada vez mais perto das cidades grandes e representa uma grande ameaça".
"Eles têm que agir", disse Clinton, ressaltando que não há mais espaço para o governo paquistanês fazer apenas promessas.
Mas o governo paquistanês afirmou que ceder ao Talebã era a única forma de encerrar os dois anos de insurgência na região.
Segundo o correspondente da BBC em Islamabad Mark Dummett, na última semana o Talebã aumentou a presença em Buner, região montanhosa de grandes belezas naturais, conhecida como "a Suíça do Paquistão".
Na quarta-feira os combatentes iniciaram uma operação com patrulhas armadas na região, para policiar o severo código de comportamento, que proíbe, entre outras coisas, homens de se barbearem.
Representantes da Apple pediram desculpas por causa de um aplicativo de seu telefone celular, o iPhone, chamado "Baby Shaker", ou "Chacoalhador de bebê". O aplicativo mostra um bebê chorando. O objetivo do jogo era chacoalhar o telefone até "matar" o bebê.
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Aplicativo "chacoalhador de bebê" é retirado
O jogo causou revolta entre organizações e pais de bebês que morreram ou tiveram danos cerebrais após serem chacoalhados violentamente.
O aplicativo "Baby Shaker", que custava US$ 0,99 (R$ 2,16) foi removido da loja da Apple na quarta-feira, apenas dois dias após seu lançamento.
"O aplicativo era profundamente ofensivo e não deveria ser aprovado para distribuição pela loja da Apple", disse a companhia em um comunicado.
"Nós pedimos desculpas sinceras por esse erro e agradecemos nossos consumidores por chamar a nossa atenção para isso", afirma o texto.
A empresa não quis comentar como o programa foi aprovado inicialmente nem quantas pessoas o compraram durante os dois dias em que esteve disponível.