Os republicanos têm previsto o declínio do poder americano desde que o presidente Barack Obama foi fotografado na cúpula regional da semana passada apertando a mão do presidente Hugo Chávez da Venezuela e (suspiro!) sorrindo.
O ex-vice-presidente Dick Cheney alertou que o ato de civilidade seria visto como sinal de "fraqueza". Newt Gingrich, que pode estar preparando suas habilidades de ataque para uma disputa presidencial, disse que o comportamento de Obama encoraja os "inimigos da América".
Nós não temos paciência para Chávez. Ele foi eleito como representante dos pobres e se transformou em um autocrata padrão (usando o antiamericanismo para divergir a atenção do fracasso de suas políticas econômicas e de um abuso de poder cada vez mais audacioso).
Mas a Venezuela não é uma ameaça estratégica e este país pagou um preço alto demais tanto em poder quanto em influência pela postura agressiva do ex-presidente George W. Bush.
Obama foi eleito por prometer fazer as coisas de maneira diferente. Na cúpula das Américas, anos de antagonismo foram substituídos por uma vontade de começar novos relacionamentos com Washington. Obama desarmou a bravata de Chávez com aquele aperto de mãos e sua promessa de um "novo começo" com Cuba.
Claro, Obama tem que fazer ainda mais: oferecendo mais e pedindo mais de seus semelhantes. Mesmo ao tentar negociar com Cuba ao facilitar (e, esperamos, eventualmente encerrar) um embargo contraproducente, ele deve pressionar Havana a respeito de direitos humanos e reformas democráticas. Ele deve pressionar Chávez nas mesmas questões.
A lógica de sua estratégia para o Irã é dar a Teerã uma chance de quebrar o gelo com ofertas de negociações e incentivos econômicos e de segurança. Se Teerã não aceitar a oferta (os primeiros sinais não são promissores) ele deve construir apoio para sanções internacionais mais rígidas para restringir o programa nuclear iraniano.
O presidente também terá que pedir mais dos amigos da América. A Europa o tratou como astro do rock durante sua passagem pelo continente, mas ele não conseguiu o apoio necessário para a missão da Otan no Afeganistão.
Nada disso será fácil e Obama será responsabilizado por cada passo que der (não apenas por sua retórica e fotografias bem tiradas). Mas começar com um aperto de mãos ao invés de um punho fechado faz muito mais sentido.
O câncer sempre foi uma prioridade de gastos. Desde os anos 1970, o Instituto Nacional do Câncer, a principal entidade de pesquisa governamental sobre a doença, gastou US$105 bilhões.
Ainda assim, o índice de morte por câncer, ajustado por tamanho e idade da população, caiu apenas 5% entre 1950 e 2005. Em contraste, o índice de mortes por doenças do coração caiu 64% no mesmo período e por gripe e pneumonia, 58%.
Mesmo assim, a percepção, alimentada pela profissão médica e seus propagandistas, além de um sentimento popular, é de que o câncer pode quase sempre ser prevenido. Se isso não funcionar, geralmente ele pode ser tratado e até vencido.
A boa notícia é que muitas pessoas cujo câncer não se espalhou se recuperam bem, como no passado. Em alguns casos, como o câncer de mama precoce, remédios que surgiram na última década transformaram prognósticos bons em ótimos. E alguns cânceres raros, como a leucemia mielóide crônica, podem ser controlados durante anos com novos remédios.
Mas a dificuldade é quando o câncer se espalha. Com o câncer de mama, por exemplo, apenas 20% dos pacientes com a doença metástica (o câncer que se espalhou para além da mama) vivem cinco anos ou mais, algo que quase não mudou desde o começo da guerra contra a doença.
Quanto à prevenção, o progresso é assustadoramente lento. Apenas algumas coisas (como parar de fumar, por exemplo) fazem alguma diferença. E apesar das propagandas que dizem o contrário, estudos rigorosos sobre métodos de prevenção como dietas com alta dosagem de fibra e pouca gordura, vitaminas ou selênio, não parecem surtir efeito.
O que acontece?
O câncer é difícil de ser tratado - não se trata de uma única doença e ninguém encontrou o elo mais fraco nas células cancerígenas que levaria a uma cura.
Também existem impedimentos desnecessários. As pesquisas seguem de tendência em tendência - vírus cancerígenos, imunologia, genética. Grupos de defesa direcionam os estudos de forma que nem sempre propulsiona a ciência.
Além disso, apesar de todo dinheiro investido em pesquisas, nunca há o suficiente para um estudo inovador, do tipo que pode mudar fundamentalmente a forma como os cientistas entendem o câncer ou os médicos tratam. Tais estudos são arriscados, menos prováveis de funcionar do que os que são mais incrementais.
"Na verdade, esta é a maior ameaça", disse Dr. Robert C. Young, chanceler do Centro Fox Chase Para o Câncer na Filadélfia.. "Toda organização diz, 'Sim, nós queremos investir em pesquisas de alto risco'. E eu acho que realmente querem, mas na verdade não o fazem".
Mais de um em cada quatro americanos dizem ter perdido o sono por causa da crise econômica - revirando-se na cama enquanto pensam em finanças pessoais, na economia, na segurança de seus empregos e nos custos da saúde.
Estes é o resultado de uma pesquisa divulgada no mês passado pela Fundação Nacional do Sono, um grupo sem fins lucrativos financiado por fontes federais e particulares, que incluem cuidados com a saúde, como Merck, Wyeth e Johnson & Johnson, além de fabricantes de colchão como a Sealy.
Não é uma surpresa, então, que algumas pílulas para dormir tenham tido vendas maiores nos últimos meses.
No periodo de quatro semanas, que terminou no dia 22 de março, as vendas de Advil PM, remédio que combina o alívio da dor com a ajuda a dormir, aumentaram 16% em comparação ao mesmo período no ano passado. As vendas do Tylenol PM, principal analgésico e remédio para dormir, aumentaram 6% neste período.
De acordo com um relatório recente da empresa de pesquisas Packaged Facts, a idade do grupo mais inclinado a sofrer de insônia é de pessoas de 55 a 64 anos, que podem sofrer de artrite ou outras doenças e estão 26% mais propensos do que o consumidor comum a comprar remédios que combinam o uso de analgésicos à ajuda para dormir.
WASHINGTON - Nos três meses que se passaram desde que deixou o cargo de vice-presidente, Dick Cheney abandonou o velho roteiro de Washington que determina que ex-presidentes e seus vices devem retomar a vida civil silenciosamente. Ele usou uma série de entrevistas para dar início a uma campanha em nome de seu legado.
Mesmo antes do presidente Barack Obama divulgar os memorandos secretos sobre técnicas de interrogatório aprovadas pela gestão Bush, Cheney, como parte da pesquisa de sua biografia, havia pedido que os Arquivos Nacionais abrissem dois outros documentos que, segundo ele, irão mostrar que estas técnicas conseguiram informações úteis, de acordo com sua filha, Liz, que o está ajudando a organizar e escrever o livro. Os documentos não falam sobre táticas específicas, afirmou Liz Cheney.
Quando a gestão Obama divulgou os memorandos, Cheney pediu que os arquivos acelerassem sua solicitação - e fez barulho esta semana ao anunciar isso em uma entrevista na rede Fox News.
O ex-presidente George W. Bush disse que Obama "merece meu silêncio", mas Cheney, que contou ao jornalista Sean Hannity ter falado com Bush apenas uma vez desde que deixaram a Casa Branca, não tem a mesma opinião.
"Eu acho que ele acredita que é importante deixar claro, especialmente em relação à segurança nacional, que não iremos abandonar essas políticas e que nos lembramos do fato de que estamos em guerra", disse Liz Cheney na quinta-feira. "Quando ele vê a atual gestão tomar decisões que prejudicam a segurança da nação, ele não acredita que haja nenhuma obrigação de silêncio neste caso".
Obama repudiou a gestão Bush em inúmeras ocasiões, e nas suas entrevistas, Dick Cheney retrucou. Falando ao Politico em fevereiro, ele alertou para a "alta probabilidade" de outro ataque terrorista.
Na CNN, ele sugeriu que Obama está usando a crise econômica para justificar a grande expansão do governo. Para os democratas, Cheney é a pessoa ideal para lembrar o país de todos os motivos pelos quais os republicanos perderam o cargo. "Eu acho que o país deu seu veredito no outono a respeito de Cheney e do Cheneyismo", disse David Axelrod, conselheiro sênior de Obama.
Mas alguns conservadores, sentindo-se excluídos ultimamente, são gratos pelo fato de Cheney falar o que pensa. John R. Bolton, ex-embaixador americano nas Nações Unidas, disse que depois de ter que trabalhar com as políticas de Bush, Cheney deve estar se sentindo livre.
"Chegou a hora dele ter direito a uma opinião sua novamente", disse Bolton. "Agora não existe necessidade de silêncio".
WASHINGTON - A Casa Branca e a liderança democrata no Senado deram sinais na quinta-feira de que irão impedir qualquer esforço em estabelecer uma comissão independente para investigar a aprovação da gestão Bush de técnicas violentas em interrogatórios.
Ao fazer isso, eles buscam reduzir a pressão por uma investigação completa (da oradora da Câmara Nancy Pelosi, entre outros) que aumentou desde que o presidente Barack Obama sugeriu na terça-feira que está aberto a tal investigação.
Enquanto a Casa Branca alega que Obama nunca apoiou tal investigação abertamente, sua oposição mais firme à possibilidade, comunicada aos líderes congressistas em reuniões na quarta e quinta-feira, representa uma mudança de ênfase.
Em um encontro com a liderança democrata na noite de quarta-feira, Obama disse que um inquérito especial roubaria tempo e energia de sua agenda política e poderia se tornar uma distração ao analisar os anos Bush, afirmaram as pessoas envolvidas na questão.
Obama, segundo elas, repetiu a mesma mensagem divulgada no encontro bipartidário de quinta-feira com líderes congressistas.
O líder da maioria do Senado, Harry Reid de Nevada, e outros democratas do Senado apoiaram a opinião de Obama na quinta-feira, dizendo aos repórteres em uma coletiva de imprensa no Capitólio que preferem esperar pelos resultados de uma investigação do Comitê de Inteligência do Senado, que deve ser anunciado ainda este ano.
"Eu acho que seria imprudente, na minha opinião, começar comissões, painéis, tribunais, até que saibamos quais são os fatos", disse Reid. "Eu não conheço forma melhor de saber os fatos do que através do Comitê de Inteligência. Eu acho que essa será a melhor de fazermos isso".
Na Casa Branca, o porta-voz de Obama, Robert Gibbs, disse que "não é o momento para uma retribuição" e que "devemos olhar para frente".
ISLAMABADE, Paquistão - Avançando no Paquistão, militantes Talebans estabeleceram controle de um importante distrito a 113km da capital, Islamabade, afirmaram oficiais e moradores na quarta-feira.
A queda do distrito de Buner não significa que o Taleban pode iminentemente ameaçar Islamabade. Mas é outro indício da força da insurgência e gera preocupação a respeito da capacidade do governo local de resistir aos avanços do Taleban no país.
Buner, com cerca de 1 milhão de habitantes, é o caminho para uma grande cidade, Mardan, a segunda maior na província da Fronteira Noroeste, depois de Peshawar. "Eles tomam Buner, depois seguem para Mardan, e o jogo acaba assim", disse um agente da lei da região.
O Taleban chegou ao distrito pelo Vale Swat, onde o exército paquistanês concordou com uma trégua em fevereiro e permanece em barricadas.
Na quarta-feira, militantes Talebans fortemente armados patrulharam vilas em busca da polícia local que havia recuado para delegacias em grande parte de Buner, afirmaram oficias e moradores.
Organizações não-governamentais locais foram obrigadas a partir e seus escritórios saqueados, eles disseram. Imagens da televisão paquistanesa mostraram militantes Talebans triunfalmente carregando equipamentos de um escritório.
"Eles estão em todos os lados", disse um morador de Daggar, a principal cidade de Buner. "Não temos como resistir".
Nos últimos meses, o preço do petróleo despencou conforme os consumidores diminuíram os gastos com combustíveis em todo o mundo, com alguns analistas prevendo que a situação econômica faria com que o preço do barril caísse para US$20 ou menos.
Mas revertendo as previsões, o preço do petróleo se estabeleceu em cerca de US$50 o barril. Ainda que os preços tenham caído dois terços desde o auge do verão passado, o petróleo continua caro em comparação aos padrões históricos.
A resistência mostrada pelos mercados petrolíferos não se deve à qualquer melhoria na economia mundial ou queda no consumo. A demanda global permanece em curso para a pior queda desde o começo dos anos 1980 e os inventários de petróleo estão em seu nível mais alto em 19 anos.
Ao invés disso, segundo os analistas, o petróleo voltou a ser procurado por investidores como refúgio da queda do dólar e alta da inflação. A estabilização do preço do petróleo também é uma vitória para a Opep, que conseguiu cortar seus rendimentos para equiparar a baixa demanda.
Depois de ajudar a elevar o preço a valores recordes no verão passado, os investidores abandonaram os mercados petrolíferos diante da crise financeira, em uma corrida por dinheiro. O petróleo, que chegou a seu nível mais alto acima de US$140 o barril em julho passado, caiu para US$33 o barril em dezembro.
Nos últimos meses, o preço do petróleo despencou conforme os consumidores diminuíram os gastos com combustíveis em todo o mundo, com alguns analistas prevendo que a situação econômica faria com que o preço do barril caísse para US$ 20 ou menos.
Mas revertendo as previsões, o preço do petróleo se estabeleceu em cerca de US$ 50 o barril. Ainda que os preços tenham caído dois terços desde o auge do verão passado, o petróleo continua caro em comparação aos padrões históricos.
A resistência mostrada pelos mercados petrolíferos não se deve à qualquer melhoria na economia mundial ou queda no consumo. A demanda global permanece em curso para a pior queda desde o começo dos anos 1980 e os inventários de petróleo estão em seu nível mais alto em 19 anos.
Ao invés disso, segundo os analistas, o petróleo voltou a ser procurado por investidores como refúgio da queda do dólar e alta da inflação. A estabilização do preço do petróleo também é uma vitória para a Opep, que conseguiu cortar seus rendimentos para equiparar a baixa demanda.
Depois de ajudar a elevar o preço a valores recordes no verão passado, os investidores abandonaram os mercados petrolíferos diante da crise financeira, em uma corrida por dinheiro. O petróleo, que chegou a seu nível mais alto acima de US$ 140 o barril em julho passado, caiu para US$ 33 o barril em dezembro.
WASHINGTON - Oficiais da gestão Obama disseram na quarta-feira que uma proposta ambiciosa sobre energia e mudança climática patrocinada pelos democratas da Câmara pode ajudar a criar empregos e reduzir as emissões de gases causadores do efeito estufa, mas não chegaram a apoiá-la.
O secretário de energia Steven Chu e Lisa P. Jackson, responsável pela Agência de Proteção Ambiental, disseram a um comitê da Câmara responsável pela medida que acreditam que ela poderá ajudar o presidente Barack Obama a atingir seus objetivos em relação à mudança climática, gerando tecnologias limpas e reduzindo a dependência do petróleo estrangeiro.
Ainda assim, ambos disseram que ainda estão estudando os detalhes do rascunho de 648 páginas, divulgado no mês passado por dois legisladores democratas, os representantes Henry A. Waxman da Califórnia e Edward J. Markey de Massachusetts. Na verdade, Chu e Jackson disseram que não leram todo o rascunho e que a gestão não deu sua benção ao projeto ainda. Eles afirmaram que irão trabalhar juntamente com o Congresso para ajudar a moldar uma lei prática.
A medida da Câmara, o projeto de lei mais amplo sobre energia e meio ambiente a passar pelo Congresso em anos, exigiria grandes mudanças na forma como os Estados Unidos geram energia, aquecem e iluminam casas e escritórios, e transportam pessoas e bens.
Uma das principais provisões estabeleceria um programa de créditos de carbono para limitar as emissões de gases causadores do efeito estufa. Obama pressionou inúmeras vezes pela ideia como parte de qualquer medida eventual, mas ele e seus assistentes sênior deixaram os detalhes do projeto nas mãos do Congresso.
Quando era vice-presidente, Dick Cheney nunca reconheceu o direito do público de saber nada. Agora, repentinamente, ele pegou o vírus da abertura política. Ele disse à Fox News esta semana que a decisão do presidente Barack Obama de divulgar os memorandos escritos pelo Departamento de Justiça de Bush autorizando o abuso e a tortura de prisioneiros o inspirou a pedir à CIA que divulgue as transcrições destes interrogatórios.
Fazer isso, segundo ele, mostraria ao mundo quanta informação valiosa foi obtida através de práticas como a nudez forçada, períodos prolongados sem sono, batidas contra paredes, extremos de calor e frio e o quase afogamento.
Cheney não foi completamente honesto (ele fez o pedido no mês passado), e sua lógica é confusa. Se divulgar os memorandos deixa os Estados Unidos vulneráveis a um ataque terrorista devastador (como ele afirma) imagine o potencial de perigo da divulgação dos segredos revelados pelos três terroristas mais "valiosos" que foram capturados desde 11 de setembro de 2001.
Ainda assim, Cheney mencionou um ponto importante. Será que violar a lei contra tortura e abuso, abandonar tratados internacionais e destruir a posição da América teve algum benefício?
Cheney alega que a prática do afogamento salvou milhares de vidas. A maioria dos relatos que não vem de oficiais envolvidos na criação desta política sugere que isso não é verdade. A questão precisa ser respondida para que os americanos possam decidir se querem aceitar a opinião de Cheney de que os fins sempre justificam meios bárbaros.
Os americanos também precisam saber quem pressionou os advogados do Departamento de Justiça para modificar a lei e a Constituição para tornar a tortura aceitável. Além disso, precisamos saber qual a argumentação legal, se existe alguma, por trás da decisão do ex-presidente George W. Bush em autorizar a espionagem telefônica e online de seu próprio povo.
Nós precisamos saber qual a argumentação legal, planejamento e autorização por trás do programa de Bush para a "interpretação extraordinária" - na qual pessoas eram raptadas e enviadas a países nos quais era óbvio que seriam torturadas.
Até que estas questões sejam respondidas, não há como garantir que estes abusos não irão se repetir. A única forma de conseguir estas respostas é com uma investigação completa.
O relatório sobre o abuso cometidos contra prisioneiros no Iraque, divulgado pelo Comitê de Serviços Armados do Senado esta semana, mostrou como as decisões tomadas na Casa Branca a respeito do abuso de prisioneiros levaram diretamente aos eventos de Abu Ghraib.
Entre os documentos que ainda precisam ser divulgados está um relatório do Departamento de Justiça sobre os advogados que escreveram as desculpas para a tortura. Ele foi concretizado no ano passado, mas mantido em sigilo pelo então procurador geral Michael Mukasey, que optou por dar aos próprios advogados a chance de ler e corrigir o documento. A CIA também deveria divulgar o relatório de seu inspetor geral sobre o abuso de prisioneiros.
Foi encorajador ver Obama, que tem resistido a uma análise séria sobre estes abusos, praticamente convidar o Congresso a abrir uma investigação. Ele também não excluiu a possibilidade de processos criminais, pelo menos para os advogados e oficiais envolvidos.
Entregar isso ao Congresso não foi um ato de bravura política, mas pelo menos a Casa Branca reconhece que uma investigação será necessária e não quer ficar no caminho disso. Não conseguimos imaginar como uma investigação desta poderia seguir adiante sem o testemunho de Cheney. Mas com o recente apoio do ex-vice-presidente à abertura política, temos certeza que ele compareceria.