ISLAMABADE, Paquistão - Avançando no Paquistão, militantes Talebans estabeleceram controle de um importante distrito a 113km da capital, Islamabade, afirmaram oficiais e moradores na quarta-feira.
A queda do distrito de Buner não significa que o Taleban pode iminentemente ameaçar Islamabade. Mas é outro indício da força da insurgência e gera preocupação a respeito da capacidade do governo local de resistir aos avanços do Taleban no país.
Buner, com cerca de 1 milhão de habitantes, é o caminho para uma grande cidade, Mardan, a segunda maior na província da Fronteira Noroeste, depois de Peshawar. "Eles tomam Buner, depois seguem para Mardan, e o jogo acaba assim", disse um agente da lei da região.
O Taleban chegou ao distrito pelo Vale Swat, onde o exército paquistanês concordou com uma trégua em fevereiro e permanece em barricadas.
Na quarta-feira, militantes Talebans fortemente armados patrulharam vilas em busca da polícia local que havia recuado para delegacias em grande parte de Buner, afirmaram oficias e moradores.
Organizações não-governamentais locais foram obrigadas a partir e seus escritórios saqueados, eles disseram. Imagens da televisão paquistanesa mostraram militantes Talebans triunfalmente carregando equipamentos de um escritório.
"Eles estão em todos os lados", disse um morador de Daggar, a principal cidade de Buner. "Não temos como resistir".
Nos últimos meses, o preço do petróleo despencou conforme os consumidores diminuíram os gastos com combustíveis em todo o mundo, com alguns analistas prevendo que a situação econômica faria com que o preço do barril caísse para US$20 ou menos.
Mas revertendo as previsões, o preço do petróleo se estabeleceu em cerca de US$50 o barril. Ainda que os preços tenham caído dois terços desde o auge do verão passado, o petróleo continua caro em comparação aos padrões históricos.
A resistência mostrada pelos mercados petrolíferos não se deve à qualquer melhoria na economia mundial ou queda no consumo. A demanda global permanece em curso para a pior queda desde o começo dos anos 1980 e os inventários de petróleo estão em seu nível mais alto em 19 anos.
Ao invés disso, segundo os analistas, o petróleo voltou a ser procurado por investidores como refúgio da queda do dólar e alta da inflação. A estabilização do preço do petróleo também é uma vitória para a Opep, que conseguiu cortar seus rendimentos para equiparar a baixa demanda.
Depois de ajudar a elevar o preço a valores recordes no verão passado, os investidores abandonaram os mercados petrolíferos diante da crise financeira, em uma corrida por dinheiro. O petróleo, que chegou a seu nível mais alto acima de US$140 o barril em julho passado, caiu para US$33 o barril em dezembro.
Nos últimos meses, o preço do petróleo despencou conforme os consumidores diminuíram os gastos com combustíveis em todo o mundo, com alguns analistas prevendo que a situação econômica faria com que o preço do barril caísse para US$ 20 ou menos.
Mas revertendo as previsões, o preço do petróleo se estabeleceu em cerca de US$ 50 o barril. Ainda que os preços tenham caído dois terços desde o auge do verão passado, o petróleo continua caro em comparação aos padrões históricos.
A resistência mostrada pelos mercados petrolíferos não se deve à qualquer melhoria na economia mundial ou queda no consumo. A demanda global permanece em curso para a pior queda desde o começo dos anos 1980 e os inventários de petróleo estão em seu nível mais alto em 19 anos.
Ao invés disso, segundo os analistas, o petróleo voltou a ser procurado por investidores como refúgio da queda do dólar e alta da inflação. A estabilização do preço do petróleo também é uma vitória para a Opep, que conseguiu cortar seus rendimentos para equiparar a baixa demanda.
Depois de ajudar a elevar o preço a valores recordes no verão passado, os investidores abandonaram os mercados petrolíferos diante da crise financeira, em uma corrida por dinheiro. O petróleo, que chegou a seu nível mais alto acima de US$ 140 o barril em julho passado, caiu para US$ 33 o barril em dezembro.
WASHINGTON - Oficiais da gestão Obama disseram na quarta-feira que uma proposta ambiciosa sobre energia e mudança climática patrocinada pelos democratas da Câmara pode ajudar a criar empregos e reduzir as emissões de gases causadores do efeito estufa, mas não chegaram a apoiá-la.
O secretário de energia Steven Chu e Lisa P. Jackson, responsável pela Agência de Proteção Ambiental, disseram a um comitê da Câmara responsável pela medida que acreditam que ela poderá ajudar o presidente Barack Obama a atingir seus objetivos em relação à mudança climática, gerando tecnologias limpas e reduzindo a dependência do petróleo estrangeiro.
Ainda assim, ambos disseram que ainda estão estudando os detalhes do rascunho de 648 páginas, divulgado no mês passado por dois legisladores democratas, os representantes Henry A. Waxman da Califórnia e Edward J. Markey de Massachusetts. Na verdade, Chu e Jackson disseram que não leram todo o rascunho e que a gestão não deu sua benção ao projeto ainda. Eles afirmaram que irão trabalhar juntamente com o Congresso para ajudar a moldar uma lei prática.
A medida da Câmara, o projeto de lei mais amplo sobre energia e meio ambiente a passar pelo Congresso em anos, exigiria grandes mudanças na forma como os Estados Unidos geram energia, aquecem e iluminam casas e escritórios, e transportam pessoas e bens.
Uma das principais provisões estabeleceria um programa de créditos de carbono para limitar as emissões de gases causadores do efeito estufa. Obama pressionou inúmeras vezes pela ideia como parte de qualquer medida eventual, mas ele e seus assistentes sênior deixaram os detalhes do projeto nas mãos do Congresso.
Quando era vice-presidente, Dick Cheney nunca reconheceu o direito do público de saber nada. Agora, repentinamente, ele pegou o vírus da abertura política. Ele disse à Fox News esta semana que a decisão do presidente Barack Obama de divulgar os memorandos escritos pelo Departamento de Justiça de Bush autorizando o abuso e a tortura de prisioneiros o inspirou a pedir à CIA que divulgue as transcrições destes interrogatórios.
Fazer isso, segundo ele, mostraria ao mundo quanta informação valiosa foi obtida através de práticas como a nudez forçada, períodos prolongados sem sono, batidas contra paredes, extremos de calor e frio e o quase afogamento.
Cheney não foi completamente honesto (ele fez o pedido no mês passado), e sua lógica é confusa. Se divulgar os memorandos deixa os Estados Unidos vulneráveis a um ataque terrorista devastador (como ele afirma) imagine o potencial de perigo da divulgação dos segredos revelados pelos três terroristas mais "valiosos" que foram capturados desde 11 de setembro de 2001.
Ainda assim, Cheney mencionou um ponto importante. Será que violar a lei contra tortura e abuso, abandonar tratados internacionais e destruir a posição da América teve algum benefício?
Cheney alega que a prática do afogamento salvou milhares de vidas. A maioria dos relatos que não vem de oficiais envolvidos na criação desta política sugere que isso não é verdade. A questão precisa ser respondida para que os americanos possam decidir se querem aceitar a opinião de Cheney de que os fins sempre justificam meios bárbaros.
Os americanos também precisam saber quem pressionou os advogados do Departamento de Justiça para modificar a lei e a Constituição para tornar a tortura aceitável. Além disso, precisamos saber qual a argumentação legal, se existe alguma, por trás da decisão do ex-presidente George W. Bush em autorizar a espionagem telefônica e online de seu próprio povo.
Nós precisamos saber qual a argumentação legal, planejamento e autorização por trás do programa de Bush para a "interpretação extraordinária" - na qual pessoas eram raptadas e enviadas a países nos quais era óbvio que seriam torturadas.
Até que estas questões sejam respondidas, não há como garantir que estes abusos não irão se repetir. A única forma de conseguir estas respostas é com uma investigação completa.
O relatório sobre o abuso cometidos contra prisioneiros no Iraque, divulgado pelo Comitê de Serviços Armados do Senado esta semana, mostrou como as decisões tomadas na Casa Branca a respeito do abuso de prisioneiros levaram diretamente aos eventos de Abu Ghraib.
Entre os documentos que ainda precisam ser divulgados está um relatório do Departamento de Justiça sobre os advogados que escreveram as desculpas para a tortura. Ele foi concretizado no ano passado, mas mantido em sigilo pelo então procurador geral Michael Mukasey, que optou por dar aos próprios advogados a chance de ler e corrigir o documento. A CIA também deveria divulgar o relatório de seu inspetor geral sobre o abuso de prisioneiros.
Foi encorajador ver Obama, que tem resistido a uma análise séria sobre estes abusos, praticamente convidar o Congresso a abrir uma investigação. Ele também não excluiu a possibilidade de processos criminais, pelo menos para os advogados e oficiais envolvidos.
Entregar isso ao Congresso não foi um ato de bravura política, mas pelo menos a Casa Branca reconhece que uma investigação será necessária e não quer ficar no caminho disso. Não conseguimos imaginar como uma investigação desta poderia seguir adiante sem o testemunho de Cheney. Mas com o recente apoio do ex-vice-presidente à abertura política, temos certeza que ele compareceria.
NOVA YORK – A corte federal em Lower Manhattan é uma construção grandiosa, mais do que o suficiente para sustentar casos que fazem história como aqueles envolvendo o famoso mafioso nova iorquino John Gotti, o mega investidor Madoff e diversos homens aliados a Osama bin Laden.
Mas nenhum desses casos veio com uma bagagem como Abduwali Abdukhadir Muse, um somali que não fala inglês, não se sabe qual sua idade e está sendo julgado por uma lei federal que não é usada há décadas e que tem uma sentença obrigatória de prisão perpétua.
Nesta terça-feira, menos de duas semanas após o governo dizer que Muse e mais três homens atacaram um navio americano na costa da África, Muse estava sentado em uma sala apertada de tribunal, quase engolido por uma grande cadeira, com sua mão esquerda toda enfaixada. Enquanto isso, advogados e o juiz discutiam por 45 minutos apenas para descobrir sua idade.
O juiz, sob as objeções de promotores e repórteres, esvaziou a corte. Então, ouviu o pai de Muse declarar, por uma transmissão telefônica da Somália e por meio de um intérprete, que seu filho nasceu em 1993 – o que o faz ter 15 anos.
Mas um detetive policial em Nova York que foi para a África como parte de uma equipe de investigação, Frederick Galloway, disse ao juiz que Muse, após afirmar que tinha 15, disse que mentiu e se desculpou, dizendo que tinha entre 18 e 19 anos.
“Ele também disse, ‘Desculpe-me por ter mentido para vocês’”, declarou Galloway. “Ele afirmou que ‘quando eu rezar de novo pedirei a Alá perdão por mentir a vocês e eu não vou fazê-lo de novo’”.
Muse recebeu cinco acusações nesta terça, dentre as quais a mais séria foi “o crime de pirataria como definida pela lei das nações”, e após o juiz declarar que ele era um adulto, mandou prendê-lo sem possibilidade de fiança.
O chefe do FBI em Nova York, Joseph M. Demarest Jr., disse em um relato: “Piratas dos dias de hoje sustentam uma semelhança fanfarrona com os anti-heróis de ficções populares”. Ele chamou Muse e sua turma de “sequestradores de embarcações, que roubaram um navio, ameaçaram a tripulação e manteve o capitão refém sob a mira de uma arma”.
O governo disse que Muse foi o único sobrevivente de uma equipe de homens que abordaram o Marsk Alabama, navio cargueiro americano, na costa da Somália, em 8 de abril. A tripulação e o navio foram deixados depois que o capitão se ofereceu como refém. Por fim, ele foi resgatado quando a Força de Operações Especiais da Marinha dos Estados Unidos mataram seus sequestradores com três tiros perfeitamente posicionados.
Muse havia se entregado antes às forças americanas para buscar tratamento para sua mão ferida. Membros da tripulação falaram sobre os tensos momentos durante os quais foram mantidos reféns, mas a divulgação da queixa criminal feita por promotores na terça-feira descreveu exatamente como Muse ficou ferido.
Durante a captura do navio, Muse estava examinando o interior da embarcação em meio à escuridão devido à falta de eletricidade. Usando um membro da tripulação como guia, ele procurava outros tripulantes para fazê-los refém. Muse disse que deixara a arma com seus compatriotas porque alguém do navio havia dito que os outros estariam “muito assustados para se entregar se ele estivesse armado”.
Em um corredor, um membro da tribulação escondido pulou nele e o dominou. Com a ajuda de outro integrante, os dois subjugaram Muse, amarraram suas mãos com um fio, e o levaram para uma sala segura, onde estavam outras pessoas da tripulação.
Foi aparentemente durante a luta que Muse foi golpeado e ferido, e na corte, nesta terça-feira, sua mão esquerda estava coberta por uma grossa bandagem branca.
BAGDÁ – Eles dizem que poderiam ter optado por Dubai, Arábia Saudita ou até mesmo Europa, mas Bagdá é a escolha de destino para um crescente número de trabalhadores estrangeiros. Uma perspectiva surpreendente de uma cidade onde, não há muito tempo, havia poucas probabilidades de manter a liberdade ou a vida tempo suficiente para receber o salário.
“Algumas vezes eu ouço bombas, mas não ligo”, disse Zahandwir Aloui, 25, que trabalha como garçom, deixando sua esposa e dois filhos em sua casa em Bangladesh. “Eu gosto de trabalhar aqui”.
Há pouco tempo ele estava lavando as louças no elegante restaurante onde trabalha. O local é possui uma das melhores notas dentre os melhores restaurantes, casas e hotéis onde garçons, cozinheiros, recepcionistas, domésticas e serventes são cada vez mais provenientes da Índia, Uganda, Bangladesh, Nepal e Etiópia.
Esses não são trabalhadores contratados, recrutados por empresas como a KBR ou a Halliburton para trabalhar em cafeterias militares dos Estados Unidos ou ser guarda de segurança no perímetro das bases americanas, mas homens e mulheres que foram ao Iraque para trabalhar em cargos nos quais, se fosse de outra forma, iraquianos seriam contratados. E mesmo o número de estrangeiros trabalhando para iraquianos ainda é pequeno, parece mais um sinal de que a capital está a um passo de voltar para a normalidade.
Embora se estime que a taxa de desempregados no Iraque seja cerca de 40%, o problema aqui é mesmo que em muitos lugares. Mesmo que iraquianos sejam mais bem pagos que estrangeiros, donos de empresas dizem que é quase impossível manter uma equipe de membros iraquianos em cargos de posições baixas por mais do que poucas semanas.
“Há alguns cargos que iraquianos não aceitam, mesmo que estejam desempregados”, disse Basil Radhi, 54, iraquiano cuja família é proprietária de um restaurante próximo.
Desde a invasão do Exército dos Estados Unidos em 2003, poucos estrangeiros ousaram sair da parte altamente segura chamada Zona Verde, com exceção de soldados americanos bem armados. Isso porque estrangeiros eram alvos de sunitas e milícias xiitas, que organizavam sequestros e execuções.
NOVA DELHI – Na terça-feira, um dia após a destruição de uma trincheira, o Exército do Sri Lanka avançou sobre o que parecia ser o último pedaço da costa do nordeste tomado pelos rebeldes separatistas tâmeis. No local, havia milhares de civis presos em uma situação chamada pelo Comitê da Cruz Vermelha de “nada menos que catastrófico”.
AP
Civis do Tâmil chegam à zona de segurança controlada pelo governo
A Cruz Vermelha disse em um relatório que centenas de pessoas foram mortas ou feridas no conflito. Ao menos 4.500 morreram desde a metade de janeiro, disse um oficial sênior da ONU.
Diversos países, juntamente com a ONU, pediram ao governo e aos rebeldes a permissão da passagem segura para os milhares de civis presos no que seria a última zona de batalha de um conflito que existe há mais de duas décadas. Esses pedidos foram completamente ignorados.
Seevaratnam Puleedevan, secretário-geral do secretariado de paz dos rebeldes, disse, na terça, por telefone, que o grupo para a Libertação dos Tigres do Tâmil Eelam, ou Tigres Tâmeis, “nunca se entregarão”, de acordo com a agência de notícias Reuters.
Na segunda-feira, soldados do Sri Lanka penetraram em uma represa de terra de aproximadamente 13 quilômetros, um resquício de terra entre uma lagoa de água salgada e um mar, onde os rebeldes montaram sua base. O Exército disse que cerca de 50 mil pessoas partiram desde então.
Os rebeldes acusam os militares de matarem mil pessoas e ferir mais do que o dobro deste número. Em relatórios mais recentes, que incluem um vídeo mostrado pelo exército a alguns jornalistas, no qual sugeria que em Colombo, capital do Sri Lanka, combatentes rebeldes haviam atirado e matado civis que tentavam fugir.
Não há uma estimativa confiável de quantos civis ficaram na área. Agências de assistência acham que há entre 50 e 100 mil pessoas. Imagens de satélite da UNOSAT, serviço da ONU que fornece imagens de satélite de zonas de conflito e áreas devastadas, mostra que há uma grande concentração de pessoas em acampamentos temporários, em áreas que no começo de fevereiro e março estavam desocupadas.
Jornalistas independentes não têm acesso a nenhum local próximo da zona de conflito. Diversos correspondentes estrangeiros que cobrem a região foram informados de que seus nomes estão em uma lista de pessoas que não podem entrar, impedindo efetivamente os profissionais de entrarem no Sri Lanka mesmo como turistas, (o país não respondeu a pedidos freqüentes do “The New York Times” por vistos de entrada).
Na semana passada, os militares declararam uma pausa de dois dias no conflito e pediram que os rebeldes deixassem os civis saírem do local. Os tigres pediram novamente por um cessar-fogo e diálogos, o que o governo rejeitou.
Diversos países, incluindo os Estados Unidos, pediram ao governo para repensar mais uma vez sobre essa guerra, para que houvesse uma negociação sobre a evacuação dos civis.
Nesta terça, o presidente Mahinda Rajapaksa do Sri Lanka chamou de “desnecessário” referindo-se ao êxodo de civis.
Recentemente, enviados da ONU foram mandados ao Sri Lanka diversas vezes. Mas eles ainda precisam convencer os rebeldes a considerar uma negociação de desarmamento. Outra opção seria persuadir o governo a diminuir a pressão sobre o conflito por um tempo razoável no qual possa haver uma evacuação de não combatentes.
Mas o retrato da carnificina surgiu daqueles que planejavam sair do local. A pesquisa conduzida pela UNICEF, em meados de março, mostrou que entre as crianças com idade abaixo de cinco anos, uma em quatro sofre de subnutrição. Uma agência de assistência aos feridos disse que uma criança em quatro tiveram membros do corpo amputados.
WASHINGTON - Um relatório divulgado na terça-feira revelou evidências detalhadas sobre o uso de técnicas militares violentas para o interrogatório de prisioneiros suspeitos de terrorismo que foram aprovadas pela gestão Bush.
O relatório se concentra apenas em interrogatórios realizados pelas forcas militares, não aqueles conduzidos pela Agencia Central de Inteligência (ou CIA, na sigla em inglês) em suas prisões secretas no exterior.
O documento rejeita alegações de que o ex-secretario de Defesa Donald H. Rumsfeld e de outros oficiais do Pentágono não participaram do tratamento cruel de prisioneiros na prisão de Abu Ghraib no Iraque e outras instituições militares.
O relatório de 232 páginas, divulgado após 18 meses de investigação, foi aprovado no dia 20 de novembro pelo Comitê de Serviços Armados do Senado, mas desde então esteve sob revisão do Pentágono para deixar de ser sigiloso. Algumas das descobertas foram divulgadas no dia 12 de dezembro pelo The New York Times, quando um porta-voz de Rumsfeld tratou o relatório como "alegações infundadas contra aqueles que serviram a nação".
O relatório do Senado documentou como algumas das técnicas usadas pelos militares em prisões no Afeganistão e na base naval de Guantánamo, Cuba, bem como no Iraque (deixar prisioneiros nus, colocá-los em posições de estresse ou não permitir que dormissem) surgiram de um programa militar conhecido como Survival Evasion Resistance and Escape (Sobrevivência Evasão Resistência e Fuga, em tradução literal), ou SERE, que buscava treinar soldados americanos para resistir a abusos em interrogatórios inimigos.
De acordo com a investigação do Senado, um cientista comportamental militar e um colega que testemunhou o treinamento SERE propôs seu uso em Guantánamo em outubro de 2002, conforme a pressão aumentava para "'dificultar' os interrogatórios de prisioneiros". Os oficiais pediram autorização e Rumsfeld aprovou 15 técnicas de interrogatório.
Talvez algum dia as celebridades abram seus nomes e obras para domínio público. Isso resolveria o que pode ser chamado de problema Brando - o caso de uma grande figura publica que morre e deixa para trás uma enorme e contraditória imagem e nenhum legado comercial claro.
A tentativa de se criar uma marca Brando de toda a criação de Marlon Brando está nas mãos dos estranhos responsáveis por sua fundação: um produtor, um contador e seu antigo assistente pessoal. Até então, sua principal atividade foi processar companhias que infringiram o nome Brando, que é uma marca registrada.
Como Michael Cieply escreveu no The New York Times esta semana, os responsáveis pela fundação entraram com uma nova ação contra os operadores do chamado Loft Brando, no centro de apartamentos residenciais de Los Angeles. (A ação atesta que o nome de Brando também é usado sem permissão em outros locais, como um condomínio em Miami.)
Criar uma marca significativa de Brando (ao contrário se simplesmente alertar quem usa o nome sem permissão) não será uma tarefa fácil. A busca por um lado comercial viável em Brando deve atrair algumas distorções interessantes. Será o jovem homem que ficou famoso com o drama "The Wild One"? O brilhante ator de palco?
Irá evocar os pensamentos de Don Corleone ou Jor-El ou Maria Schneider? Ou será a figura que se escondeu em um atol particular no Pacífico sul, onde os responsáveis por sua fundação planejam construir um resort temático, ecologicamente correto?
Comparado com o legado unitário único de Elvis Presley, Brando (quem quer que fosse o homem quando não estava atuando) está envolto em névoa.
Ele é um otimo exemplo da figura que, em um mundo ideal, deveria pertencer ao público que fez o seu nome.