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CIA usou técnica de afogamento 183 vezes em acusado pelo 11/9

A CIA (agência de inteligência americana) usou uma controversa técnica de interrogatório em que há simulação de afogamento 183 vezes durante um mês em Khalid Sheikh Mohammed, acusado de ser um dos responsáveis pelos ataques de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos, de acordo com o jornal americano The New York Times. A publicação analisou um memorando do Departamento de Justiça americano que comprova que o método, conhecido em inglês como waterboarding, foi usado todas essas vezes.A técnica foi empregada em interrogatórios durante a administração do presidente George W. Bush, mas foi banida pelo atual mandatário americano, Barack Obama.Os interrogatórios de Mohammed, um dos líderes da rede extremista Al-Qaeda, aconteceram em março de 2003.

A técnica também foi usada pelo menos 83 vezes em agosto de 2002 em outro suspeito, Abu Zubaydah, disse o jornal.

Conheça as técnicas de interrogatório usadas pela CIA
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A revelação foi feita no mesmo dia em que o presidente americano, Barack Obama, reiterou durante uma visita à sede da CIA que nenhum oficial da agência terá sua identidade exposta ou responderá judicialmente por causa dos métodos usados na administração anterior.

Leia mais na BBC Brasil: Obama não processará agentes da CIA por técnicas controvertidas de interrogatório
Obama disse que os agentes da CIA continuam tendo seu "apoio total" e realizam um trabalho "indispensável para a segurança americana".

Mas o presidente americano disse que proibiu técnicas controversas de interrogatório, que muitos consideram tortura, por acreditar que "estamos mais seguros quando usamos nossos valores e a força da lei".

No domingo, o chefe da CIA no período em que as técnicas controversas foram usadas, Michael Hayden, disse que o fato de documentos da agência terem sido divulgados vai dificultar a tarefa de extrair informações úteis de suspeitos.

"Creio que ensinar aos nossos inimigos nossos limites, ao descartar certas técnicas, torna mais complicado para a CIA defender a nação", disse ele.

20/04/2009 06:45 PM

Arquiteto espanhol apresenta casa ecológica com teto-jardim

Um arquiteto da Espanha apresenta nesta semana em uma feira no país o projeto de uma casa ecológica de 200 m2, desmontável, transportável e com um teto-jardim onde o dono pode passear e cultivar plantas para o consumo doméstico. A casa, chamada de Green Box, tem consumo de energia zero e não gera resíduos durante a construção, de acordo com arquiteto Luis de Garrido, que revelou o projeto na Feira Internacional de Construção de Barcelona.A estrutura da casa é constituída por painéis de concreto armado, placas de madeira e cimento e painéis metálicos. A base e as paredes são montadas como um quebra-cabeças - os módulos pré-fabricados se encaixam por pressão e com parafusos.

"Desta forma, a Green Box pode ser modificada a qualquer momento. E o mais importante é que não há necessidade de obras. Não gera resíduos e suas peças podem ser consertadas ou substituídas. Por isso tem um ciclo de duração infinito", disse Garrido.Teto-jardim
A casa, que pode ser construída em 15 dias, tem outros componentes que minimizam o impacto ambiental da construção, como uma câmara de ar subterrânea que permite o controle da temperatura de forma automática, aproveitando a energia geotérmica e solar.

"Precisamos de uma arquitetura que satisfaça nossas necessidades atuais, sem comprometer a dos nossos descendentes. Não é só uma questão de consumir menos, mas de controlar o que se consome. O setor da construção normalmente é um campeão de desperdícios", disse o arquiteto.

Garrido considera "um modismo com interesses comerciais" a maioria dos produtos que prometem economizar energia ou levam etiquetas ecológicas sem bases científicas ou controles efetivos.

"Aparentemente todo mundo está sensibilizado com o aquecimento global. Mas quase ninguém pergunta a um fabricante de onde saiu o que ele consome. Se a madeira veio de uma árvore protegida da Amazônia, por exemplo."
Organizações ambientais denunciam que muitas das chamadas casas ecológicas usam materiais que causam impacto ambiental e madeira cuja origem nem sempre é legal.

20/04/2009 05:46 PM

Pai de atriz de vencedor do Oscar nega ter tentado vender a filha

O pai de uma menina que atuou no filme Quem Quer Ser Um Milionário, vencedor do Oscar deste ano, negou ter tentado vender a filha e disse ter sido alvo de uma operação "suja" armada por um jornal britânico. O tabloide News of the Worlddisse que Rafiq Qureshi, pai da menina Rubina Ali, de nove anos, tinha pedido US$ 296 mil a repórteres que se fizeram passar por emissários de um rico xeque árabe que queria adotar a menina e levá-la para morar em Dubai.O News of the World, que publicou fotos de Rubina e de seu pai durante um encontro com repórteres, disse ainda que Qureshi estava infeliz com o cachê recebido da produção do filme e queria uma forma de sair da favela onde vive.

No filme, Rubina interpreta a personagem principal, Latika, na infância.

Nesta segunda-feira, em uma longa entrevista à BBC, Qureshi disse que não tinha aceito o acordo para vender a filha a pais adotivos e que a imprensa tinha "se divertido às custas da nossa pobreza".

"Eles jogaram sujo conosco, mas não aceitamos nenhum dinheiro deles. Minha filha não está à venda", afirmou Qureshi, que é carpinteiro em Mumbai.

Encontros
Conforme informações recebidas pela BBC, chamadas telefônicas teriam sido feitas para solicitar um encontro com Rubina e seu pai. Teria havido três encontros entre a última quinta-feira e sábado.

"Naquelas ligações, eles disseram que um rico casal árabe tinha ficado comovido ao ver Rubina na TV Al-Jazeera. O xeque e sua esposa estavam muito tristes ao ver a situação dela e haviam decidido ajudar. Então concordamos em encontrá-los", disse Qureshi.

Houve três encontros, dois em hotéis em Mumbai e um durante uma visita do repórter ao barraco da família na favela Bandra.

Qureshi disse que na última reunião, no sábado, pediram-lhe que falasse com alguém pelo telefone, e a pessoa o agradeceu por ele ter permitido que Rubina fosse adotada."Foi então que me ocorreu que eles estavam fazendo um acordo por minha filha. Eu desliguei o telefone e disse que estávamos saindo do hotel", disse.

Mas a família acabou ficando para tomar chá. Qureshi disse que ainda recebeu uma oferta de 500 mil rúpias como adiantamento. "Nós recusamos, mas eles ficavam repetindo que se aceitássemos a oferta o dinheiro seria providenciado em cinco minutos", afirmou.

Qureshi disse que só no domingo, ao ver as reportagens sobre o caso na televisão, ficou sabendo que as pessoas com quem havia se encontrado eram na verdade repórteres.

Vizinhos
Os vizinhos de Qureshi ficaram surpresos com as notícias. "Sabemos o quanto ele ama sua filha. Podemos ser pobres, mas temos amor próprio. Não vendemos nossas crianças não importa quão grande seja a tentação", disse um dos vizinhos, Mohammed Shakeel.

Priti Patkar, diretor da organização não-governamental Prema, que faz campanha pelo bem estar de crianças, disse que falar com Rubina foi "anti-ético" da parte da imprensa.

"A polícia local e comitês pelo bem estar das crianças deveriam analisar imediatemente o assunto e tomar as providências necessárias contra quem quer que seja o culpado", disse.

Shireen Miller, representante da entidade britânica Save the Children radicada em Nova Déli, disse que abusos e exploração de crianças são "um problema sério" no país e que são necessárias leis rígidas para proteger essas famílias de agentes e intermediários".

20/04/2009 05:45 PM

Líder de oposição a Chávez vai pedir asilo político, diz partido

O dirigente opositor e ex-candidato presidencial da Venezuela, Manuel Rosales, pedirá asilo político a um país vizinho, alegando que seu julgamento, previsto para esta segunda-feira, é um "instrumento de perseguição política", de acordo com o presidente de seu partido. "Convencemos Manuel Rosales de que ele não pode se apresentar em um tribunal convertido em instrumento político", afirmou Omar Barboza, presidente do partido de Rosales, Um Novo Tempo, em entrevista coletiva em Caracas, nesta segunda-feira.Barboza disse que seu partido está organizando o trâmite do pedido de asilo político em "um país amigo".

Rosales não aparece em público desde o final de março, quando anunciou estar "refugiado" no interior do Estado de Zulia (oeste do país).

Desde então, abandonou suas funções como prefeito da cidade de Maracaibo, a segunda maior do país, delegando o cargo a um ex-deputado.

Acusação
Na sexta-feira, a Justiça ordenou o embargo dos bens do político.

Os membros da oposição ao presidente venezuelano Hugo Chávez alegam que Rosales não cometeu nenhuma irregularidade e que o julgamento é parte de uma "onda de perseguição política" do governo a seus adversários.

O governo, por sua vez, defende a aplicação da lei e o julgamento ao delito de corrupção.

Rosales foi acusado pelo Ministério Público (MP) de Zulia de enriquecimento ilícito durante sua gestão à frente do governo estadual.

O MP alega que Rosales não pode comprovar a procedência de US$ 68 mil em sua declaração de patrimônio relativa os anos de 2002 a 2004.

Caso seja condenado, o dirigente opositor pode pegar pena de três a dez anos de prisão, conforme prevê a Lei Anticorrupção.

A ausência de Rosales perante o Tribunal reforça a hipótese defendida por governistas de que ele deixou o país.

Ainda não se sabe se o Tribunal dará continuidade ao julgamento previsto para esta segunda-feira, do qual pode ser solicitado um mandato de prisão do dirigente político.

Batalhas legais
As acusações contra Manuel Rosales vieram à tona durante a campanha para eleições municipais e estaduais, em 2008.

Na época, em um comício em Zulia, Chávez chamou Rosales de "corrupto", "golpista" e "mafioso" e disse que o ex-governador deveria ser preso.

Rosales não é o único membro de destaque da oposição venezuelana a enfrentar a Justiça no país.

No início do mês, foi preso o ex-ministro de Defesa Raúl Isaías Baduel, que em 2007 passou do campo aliado à oposição. Ele é acusado pelo desvio de US$ 15 milhões em verbas pública.

A Justiça também mira o campo chavista. Um tribunal estadual ordenou, no início do mês, a prisão do ex-governador do Estado de Yaracuy, Carlos Gímenez, quem também é acusado de corrupção. Giménez, porém, continua em liberdade.

20/04/2009 04:32 PM

Mais uma mulher diz que presidente paraguaio é pai de seu filho

Uma semana depois de ter reconhecido a paternidade de um menino de dois anos, o presidente do Paraguai, o ex-bispo católico Fernando Lugo, de 57 anos, é apontado como pai de outra criança. A paraguaia Benigna Leguizamón, de 27 anos, disse ao jornal local Última Horaque Lugo é pai de seu filho de seis anos."Eu criei coragem para falar depois de ver o caso de Viviana Carrillo (mãe do menino de dois anos)", disse.

Leguizamón afirmou que pretende entrar com uma ação na Justiça para que o presidente seja submetido a exames de DNA. Segundo a imprensa local, ela deu prazo de 24 horas para que Lugo reconheça a paternidade do menino ou apelará à Justiça.

A mulher disse que já era mãe solteira de uma menina quando conheceu Lugo, na época bisco da localidade de São Pedro, onde ela morava.

O menino, L.F.L., nasceu em setembro de 2002 e, segundo ela, a pedido do então bispo, tem um dos nomes de Lugo, mas não seu sobrenome.

Leguizamón contou que o relacionamento durou dois anos e que Lugo a ajudou financeiramente, no início, até que ele deixou de atender seus telefonemas.

O rosto de Leguizamón e suas declarações ocupam, nesta segunda-feira, os principais sites dos jornais do Paraguai, como Última Horae ABCColor, além da TV Telefuturoe da rádio Ñanduti.

Em um comunicado divulgado nesta segunda-feira, a Presidência do Paraguai afirma que o Lugo está disposto a "atuar com a verdade".

A expectativa agora é se o presidente falará ou não no assunto em uma mensagem à nação prevista para as próximas horas.

O palácio presidencial informa que o presidente se limitará a falar sobre questões do seu governo.

O novo episódio voltou a sacudir a política paraguaia. Mulheres que ocupam pastas no governo, como Gloria Rubin, secretária da Mulher, disseram que o presidente está disposto a fazer o teste de DNA.

Na semana passada, pesquisas de opinião indicaram que a popularidade do presidente caiu cerca de 16% após ele ter reconhecido a paternidade do menino de dois anos de idade.

Lugo assumiu o poder em agosto do ano passado, após ter sido eleito em abril.

20/04/2009 02:36 PM

Físico Stephen Hawking é internado em Cambridge

O britânico Stephen Hawking, um dos mais conhecidos físicos do mundo, está muito doente e foi internado em um hospital na Grã-Bretanha, revelou um representante da Universidade de Cambridge, ao qual ele é ligado. Gregory Hayman, chefe de Comunicações da Universidade de Cambridge, afirmou que Hawking, de 67 anos, está passando por exames.

Segundo o porta-voz, o cientista, que sofre de uma doença degenerativa, "não está bem há algumas semanas". O professor já tinha cancelado uma visita a uma universidade americana no dia 6 de abril devido ao seu estado de saúde.

Hawking trabalha no Departamento de Matemática Aplicada e Física Teórica da Universidade de Cambridge há mais de 30 anos.

Aposentadoria

"O professor Hawking é um colega extraordinário. Todos nós esperamos que ele volte em breve", disse o professor Peter Haynes, chefe do Departamento de Matemática Aplicada e Física Teórica.

O autor do best-seller internacional Uma Breve História do Tempo fala com a ajuda de um sintetizador de voz, tem três filhos e um neto.

Ele ocupa o cargo de professor Lucasiano de Matemática, uma cátedra especial da Universidade, criada em 1663. Entre os cientistas que já ocuparam este posto está Isaac Newton.

Em 2007 foi anunciado que Hawking deixaria o cargo em Cambridge, pois a política da universidade é de aposentadoria para os professores que têm este título aos 67 anos.

No entanto, Hawking afirmou que pretende continuar trabalhando.

Leia mais sobre: Stephen Hawking

20/04/2009 02:33 PM

Sequestrador de avião se entrega na Jamaica

O homem armado que havia sequestrado um avião de passageiros na Jamaica se entregou nesta segunda-feira às autoridades do país, libertando ilesos todos os reféns. Ele já havia libertado 169 passageiros, mas ainda mantinha reféns cinco membros da tripulação no aeroporto do balneário de Montego Bay (noroeste da Jamaica).O avião da empresa aérea CanJet deveria partir para Halifax, no Canadá, no domingo à noite, quando foi invadido pelo sequestrador, que tinha ultrapassado barreiras de segurança depois de fazer o check-in e entrou na aeronave com uma arma de fogo.

A polícia e os serviços de segurança isolaram o aeroporto e cercaram o avião.

Parabéns
O ministro da Informação da Jamaica, Daryl Vaz, que havia classificado o sequestrado como um "jovem mentalmente incapaz", disse que seus motivos ainda não estão claros. Uma das exigências do sequestrador era ser levado para Cuba.

Vaz afirmou que o ocorrido é uma "vergonha" para o país.

O sequestrador teria assaltado os passageiros. Também há informações de que ele teria disparado um tiro, mas ninguém ficou ferido.

A maior parte dos passageiros foi levada para um hospital local, alguns deles sofrendo de choque.

O primeiro-ministro do Canadá, Stephen Harper, em visita à Jamaica, parabenizou as autoridades jamaicanas pelo desfecho do incidente.

20/04/2009 02:32 PM

Diplomatas deixam reunião da ONU durante discurso do líder do Irã

Diplomatas de países europeus abandonaram uma reunião antirracismo da ONU em Genebra durante discurso do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, depois que ele descreveu o governo de Israel como um "governo racista". O protesto dos diplomatas ocidentais começou minutos depois do início do discurso de Ahmadinejad.

 

O presidente iraniano afirmou em seu pronunciamento que imigrantes judeus da Europa e dos Estados Unidos foram enviados ao Oriente Médio para estabelecer um "governo racista".


imagem BBC



"Depois da Segunda Guerra Mundial, eles lançaram mão da agressão militar para deixar uma nação inteira sem um lar, sob o pretexto do sofrimento judeu, e eles então enviaram imigrantes da Europa, Estados Unidos e de outras partes do mundo para estabelecer um governo totalmente racista na Palestina ocupada", afirmou Ahmadinejad.

A partir destes comentários, os diplomatas se retiraram da sala de conferência.

Antes deste incidente, dois manifestantes com perucas coloridas e gritando as palavras "racista, racista" já tinham interrompido o início do discurso do presidente iraniano e foram retirados pelos seguranças. Um deles conseguiu atirar um objeto contra Ahmadinejad.

Segundo a correspondente da BBC em Genebra Imogen Foulkes, o protesto dos diplomatas é um desastre de relações públicas para a ONU, que esperava que a conferência antirracismo fosse um bom exemplo do que a organização faz, ou seja, unir países para combater a injustiça no mundo.

Boicote

Países como Estados Unidos, Israel, Canadá, Austrália, Alemanha, Itália, Holanda, Polônia e Nova Zelândia estão boicotando a conferência de Genebra, em protesto pela participação de Ahmadinejad.

França e Grã-Bretanha participam, mas a Grã-Bretanha não enviou nenhum representante de alto escalão. O embaixador britânico Peter Gooderham estava entre os diplomatas que retiraram da sala de conferência no momento do discurso de Ahmadinejad.

A França, cujo embaixador também se retirou, descreveu o pronunciamento como "um discurso de ódio".

O ministro do Exterior da França, Bernard Kouchner, afirmou, antes mesmo da conferência, que os representantes de seu país iriam abandonar o fórum se este fosse usado como uma plataforma para ataques contra Israel.

Falando depois do protesto dos diplomatas, Kouchner afirmou que "nenhum compromisso é possível depois de atitudes" como a do presidente Ahmadinejad.

"A defesa dos direitos humanos e a luta contra todos os tipos de racismo são importantes demais para que a ONU não se junte contra todas as formas de discurso de ódio, contra toda a distorção desta mensagem", afirmou.

O correspondente da BBC em Teerã Jon Leyne afirmou que este discurso de Ahmadinejad pode pôr fim à esperança de algum tipo de melhora nas relações entre a nação islâmica e o novo governo americano de Barack Obama.

Em vez disso, as palavras do presidente iraniano devem renovar os temores em Israel e países ocidentais de que o país consiga desenvolver armas nucleares.

Leia mais sobre: racismo

20/04/2009 01:31 PM

Blogueiro sul-coreano que previu falências é inocentado

Um blogueiro sul-coreano acusado de espalhar informações falsas na internet foi inocentado por um tribunal nesta segunda-feira. Park Dae-sung, mais conhecido como Minerva, criou uma ampla rede de leitores na internet por conta de suas previsões, na maioria negativas - porém precisas - sobre os rumos da economia. A promotoria alegou que seu tipo de jornalismo financeiro estava prejudicando o interesse público, mas a corte de Seul determinou que não havia provas de que suas intenções seriam maldosas.

O veredicto foi visto como uma vitória para a liberdade de expressão.

Protestos

Usando o nome da deusa romana como pseudônimo na internet, Minerva publicou algumas previsões surpreendentemente precisas, como a quebra do banco de investimentos americano Lehman Brothers.

Ele se tornou uma sensação entre os blogueiros, provocando intensa especulação sobre sua verdadeira identidade. Alguns sugeriram que ele era um professor, outras que ele seria um experiente operador do mercado financeiro.

As autoridades, no entanto, ficaram menos impressionadas, argumentando que muito do que ele escreveu era equivocado e começou a afetar os mercados financeiros.

Quando ele foi finalmente rastreado, em janeiro, descobriu-se que era um desempregado de 31 anos de idade que havia adquirido seu conhecimento financeiro lendo artigos na internet e livros encomendados pelo correio.

Seu indiciamento, por ter "espalhado informação falsa com intenção de prejudicar o interesse público" - lei raramente usada no país - provocou uma onda de protestos de grupos de defesa dos direitos humanos.

Ele agora está livre para voltar a postar seus comentários na internet.

A corte decidiu que, apesar dos equívocos contidos em seus blogues, não havia provas de que suas intenções seriam maldosas.


Leia mais sobre Coreia do Sul

20/04/2009 11:51 AM

Cerca de 35 mil civis fogem de área rebelde no Sri Lanka

Cerca de 35 mil pessoas fugiram nesta segunda-feira da última região controlada pelo grupo rebelde Tigres Tâmeis no Sri Lanka, informou o Exército do pais. Segundo os militares, a população escapou após os soldados terem aberto passagem em uma barreira que impedia a entrada dos militares no último território ainda sob domínio dos rebeldes no país.O governo diz que os guerrilheiros devem se render agora ou enfrentar uma ofensiva final.

Não houve resposta imediata dos rebeldes, que rejeitaram ordens anteriores para que se rendam.

Sofrimento
A ONU calcula que cerca de cem mil civis ainda permanecem na área, onde há meses vêm acontecendo violentos combates.

A Cruz Vermelha disse que médicos do governo trabalhando no local estão "desgastados" e não têm suprimentos suficientes.

Imagens aéreas mostram milhares de pessoas deixando a zona de combates.

Segundo o site pró-rebeldes TamilNet, há temores de que várias centenas de civis tenham sido mortos ou feridos após a entrada das tropas do governo na área.

Cada facção acusa a outra de matar civis no conflito, que se arrasta há mais de três décadas.

Jornalistas estrangeiros não têm permissão de entrar na zona de combates, o que torna impossível verificar a veracidade das acusações.

Fuga
O porta-voz dos militares, o brigadeiro Udaya Nanayakkara, disse que o Exército tinha conseguido demolir parte da fortificação que vinha bloqueando o avanço das tropas dentro da pequena faixa costeira ocupada pelos rebeldes."As tropas capturaram a faixa de terra e desde então cinco mil pessoas foram resgatadas", ele disse.

Nanayakkara disse que a operação ainda está em andamento.

Relatos não confirmados dizem que o número de pessoas que escaparam da região na segunda-feira teria sido ainda mais alto do que os 35 mil calculados.

O porta-voz dos militares disse que os que acabam de escapar irão, assim como os anteriores, para campos especiais nos arredores da cidade de Vavuniya, cem quilômetros distante da zona de combates.

Pesadelo
Segundo nosso correspondente, a vida para quase cem mil civis na minúscula faixa de terra - com tamanho inferior a 20 km2 - é um pesadelo.

O território vem sendo bombardeado há meses e, segundo a ONU, os Tigres Tâmeis estão impedindo a população de deixar a área. Os rebeldes negam as acusações.

O governo não deu permissão à Cruz Vermelha para operar no trecho do território acessível por terra, o que significa que as pessoas só podem ser evacuadas por mar.

Dois ou três navios, cada um levando 400 ou 500 dos que estão mais doentes, velhos e feridos, deixam o região a cada semana.

"A situação lá é muito difícil", disse Paul Castella, representante da Cruz Vermelha no país, à BBC. "As instalações médicas provisórias que ainda existem não estão imunes aos efeitos dos combates".

"A equipe médica do Ministério da Saúde ainda trabalhando lá está realmente desgastada - essas pessoas estão trabalhando há meses sem descanso, trabalham dia e noite. E suprimentos médicos estão em falta".

Segundo Castella, a população está comprimida no pequeno território, dependendo totalmente de ajuda externa e sem instalações sanitárias.

Desde fevereiro, a Cruz Vermelha evacuou mais de dez mil civis da região, mas Castell disse que a entidade não tem como confirmar o número de mortos ou de civis que conseguiram escapar por terra.

O conflito
Os Tigres iniciaram sua luta por um Estado independente para a população tâmil no norte e no leste do Sri Lanka no início da década de 1970.

Eles argumentam que vêm sendo historicamente discriminados por consecutivos governos de maioria cingalesa.

A população do Sri Lanka é estimada em cerca de 21 milhões e composta, em sua maioria, por cingaleses (74%) e tâmeis (16%).

A organização Tigres Tâmeis é considerada ilegal em vários países.

20/04/2009 11:31 AM

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