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Queixas a Obama marcam primeiros dias de Cúpula

Desde que chegou a Port of Spain, em Trinidad e Tobago, na sexta-feira à tarde, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, já ouviu inúmeras queixas dos chefes de Estado presentes na Cúpula das Américas - de acusações sobre a "ingerência americana" em seus países até a "culpa", mais recente, pela crise financeira. Os líderes tomaram o cuidado de não culpar especificamente o presidente americano.Mas, ainda assim, Obama teve de ouvir um apanhado de críticas à "postura histórica" dos Estados Unidos em relação à América Latina.

A artilharia de críticas começou com a presidente da Argentina, Cristina Kirschner, na abertura do evento. Segundo ela, a relação dos Estados Unidos com a América Latina foi, durante décadas, "traumática", o que resultou em "ditaduras" e "intervenções militares".

"Quero dizer ao presidente Obama que de maneira nenhuma isso significa uma crítica a ele. Mas sim um exercício de compreensão das coisas pelas quais temos passado", disse.

Cristina arrancou os primeiros aplausos da plateia quando classificou de "paradoxo" a expulsão de Cuba da Organização dos Estados Americanos (OEA).

Logo em seguida foi a vez de o presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, tecer uma série de acusações ao governo americano. Em um discurso de quase uma hora, Ortega descreveu com detalhes a "ingerência" dos Estados Unidos sobre o processo político da Nicarágua na década de 80.

Ortega também levantou a questão cubana. "Tenho vergonha de estar aqui nessa cúpula sem a presença de Cuba", disse. Mas acrescentou que o presidente Obama "obviamente não tinha culpa, já que tinha apenas três meses na época da Revolução Cubana".

Lula
Apesar das acusações aos Estados Unidos, Obama reagiu com presença de espírito. "Fico feliz que o presidente Ortega não me culpe por coisas que aconteceram quando eu tinha três meses de idade", disse, descontraindo a plateia.

A avaliação geral na Cúpula é de que o líder americano soube contornar "muito bem" as cobranças. "Ele de forma alguma parece constrangido", disse um funcionário da OEA.

Pela manhã, Obama esteve reunido com os 12 chefes de Estado que formam a União das Nações Sul-Americanas (Unasul), entre eles o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Um dos temas foi a crise econômica. O presidente Lula, por exemplo, sugeriu que os Estados Unidos ampliassem a ajuda financeira aos países mais pobres da região.

De acordo com o chanceler Celso Amorim, que acompanhou o encontro, o clima da reunião foi "bastante cordial".

Mesmo com as intervenções do presidente venezuelano Hugo Chávez, que cobrou "mudanças" no comportamento da administração americana, a avaliação de Amorim é de que "não houve constrangimentos".

"O presidente Obama é, obviamente, um excelente político e tem uma característica que é uma grande capacidade de ouvir e refletir sobre o que ouve", disse o chanceler brasileiro.

Em seu discurso de abertura, Obama sugeriu que os líderes do hemisfério "olhassem para o futuro" e que não ficassem presos a "desavenças do passado".

"Com frequência, a oportunidade de se construir uma nova parceria nas Américas é prejudicada por discussões ultrapassadas", disse o presidente americano.

Chávez
Já as críticas de Chávez aos Estados Unidos foram menos contundentes do que se esperava.

Segundo a Agência Bolivariana de Notícias (ABN), o presidente da Venezuela disse que os Estados Unidos devem "romper com essa concepção que somos seu quintal".

No entanto, o líder venezuelano elogiou a postura de Obama durante os encontros na Cúpula. Segundo ele, o presidente americano teria se mostrado "interessado" nas palavras dos outros chefes de Estado, que apresentaram suas "inquietudes".

"Que bom que Obama tenha tomado nota e que responda a algumas de nossas interrogações", disse Chávez.

A postura amistosa de Chávez em relação a Obama foi considerada uma surpresa. A foto dos dois líderes se cumprimentando, na abertura a Cúpula, foi estampada no portal do governo venezuelano, sob o título "cumprimento histórico entre presidentes Obama e Chávez".

18/04/2009 08:54 PM

Obama se diz 'decepcionado' com prisão de jornalista no Irã

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama se disse "profundamente decepcionado" com a notícia, dada neste sábado, da condenação à prisão da jornalista iraniana-americana Roxana Saberi, acusada de espionagem pelo Irã. Saberi, de 31 anos, havia sido presa em janeiro e foi sentenciada a oito anos de prisão depois de um julgamento fechado que durou um dia, esta semana, em Teerã. A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, já havia dito, na manhã deste sábado, que os Estados Unidos vão manifestar sua preocupação com o caso junto ao Irã.

Analistas acreditam que o caso pode ter sérias implicações para as relações entre os dois países, em um momento em que Obama tentava uma reaproximação com o governo iraniano.

Vida profissional
Com nacionalidade iraniana e americana, Roxana Saberi passou seis anos no Irã estudando e escrevendo um livro.

Como jornalista freelancer, chegou a trabalhar para a BBC há três anos. Também contribuiu para a NPR, a rede pública de rádio dos Estados Unidos, e para o canal de TV americano Fox News.

Originalmente, Saberi foi acusada pelo crime de comprar álcool, considerado mais leve, e depois, de trabalhar como jornalista sem uma credencial válida.

Seu julgamento foi a portas fechadas na Corte Revolucionária do Irã.

O governo dos Estados Unidos já havia expressado sua preocupação com a prisão de Saberi, afirmando que as acusações contra elas eram infundadas.

18/04/2009 08:06 PM

Florestas correm risco de parar de 'filtrar' carbono, diz estudo

O papel das florestas de atuar como filtros gigantes de carbono está sob o risco de "ser totalmente perdido", segundo um relatório compilado por alguns dos maiores cientistas florestais do mundo. O documento compilado por 35 profissionais da União Internacional das Organizações de Pesquisas Florestais (IUFRO, na sigla em inglês) afirma que as florestas estão sob um crescente estresse como resultado das mudanças climáticas. Ainda segundo o relatório, as florestas podem começar a liberar uma enorme quantidade de carbono na atmosfera se as temperaturas do planeta subirem 2,5 C acima dos chamados níveis pré-industriais.

As descobertas serão apresentadas no Fórum da ONU sobre Florestas, que começa nesta segunda-feira, em Nova York, e estão sendo descritas como sendo a primeira avaliação mundial da capacidade das florestas se adaptarem às mudanças climáticas.

Seca e pobreza
"Normalmente, pensamos nas florestas como 'freios' do aquecimento global", disse à BBC Risto Seppala, do Instituto de Pesquisa Florestal da Finlândia e presidente do painel de especialistas.

"Mas nas próximas décadas, os danos provocados pelas mudanças climáticas podem fazer com que as florestas comecem a liberar uma enorme quantidade de carbono, criando uma situação em que elas contribuirão mais para o aceleramento do aquecimento do que ajudarão a reduzi-lo."
Os cientistas esperam que o relatório ajude a informar os profissionais envolvidos nas negociações sobre as políticas ambientais.

O documento destaca ainda outros fatos novos, como a projeção de que as secas devem se tornar mais intensas e frequentes nas florestas subtropicais e temperadas do sul, e de que as plantações comerciais de madeira podem se tornar inviáveis em algumas áreas.

O relatório diz também que as mudanças climáticas podem "aprofundar a pobreza, deteriorar a saúde pública e aumentar os conflitos sociais" entre as comunidades da África que dependem das florestas.

Andreas Fischlin, do Instituto Federakl Suíço de Tecnologia, e co-autor do estudo, ressalta, no entanto, que mesmo que se implemente todas as medidas necessárias, as mudanças climáticas podem ainda neste século exceder a capacidade adaptativa de muitas florestas".

"A única maneira de assegurar que as florestas não sofram danos sem precedentes é conseguir fazer uma enorme redução nas emissões dos gases de efeito estufa", concluiu.

18/04/2009 06:57 PM

Para Lula, é 'difícil imaginar' próxima cúpula sem Cuba

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse durante um encontro com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, em Trinidad e Tobago, que é "difícil imaginar" uma próxima Cúpula das Américas sem a presença de Cuba. A Cúpula foi criada em 1994 e acontece a cada quatro anos.

 

O governo cubano nunca foi convidado, por ter sido desligado da Organização dos Estados Americanos (OEA) há 47 anos.

O comentário do presidente Lula foi feito durante reunião entre os líderes da Unasul e o presidente Obama, na manhã deste sábado. O chanceler brasileiro, Celso Amorim, fez um relato do encontro a um grupo de jornalistas.

Reuters
Lula aperta o nariz de Chávez em encontro
À tarde, Lula voltou a tocar no assunto, dessa vez durante seu discurso na plenária da Cúpula.

"Nosso esforço integrador nas Américas será sempre incompleto enquanto persistir em nossas reuniões a anômala exclusão de um dos países do continente, Cuba", disse o presidente.

Ainda segundo Lula, "as relações com Cuba serão um sinal importante da disposição dos Estados Unidos em relacionar-se com a região".

A avaliação do governo brasileiro é de que as medidas tomadas pelo presidente Obama "vão na boa direção, mas são insuficientes".

Na última segunda-feira, a Casa Branca suspendeu as restrições de viagens de cubano-americanos à ilha, assim como as remessas de dinheiro ao país.

Equilibrado
Como o Palácio do Planalto já havia antecipado, o presidente Lula optou por um discurso "equilibrado" e "sem exageros". Também não houve improvisos, como é costume nas falas do presidente.

Além da questão cubana, Lula ressaltou a "diversidade" na região. "É uma diversidade positiva. Não devemos temê-la", disse.

Na linha do proposto pelo presidente Obama, Lula também sugeriu que os países da região "privilegiem o futuro".

Reuters
Lula conversa com Evo Morales em Trinidad e Tobago
Segundo ele, a construção de "alternativas" para a região "não pede que esqueçamos o passado, mas ela deve privilegiar o futuro", disse o presidente brasileiro.

"Nossos atos e gestos concretos demonstrarão que não há mais lugar em nosso continente para políticas de isolamento", acrescentou.

A Cúpula das Américas segue até o domingo. De manhã, os chefes de Estado participam de um "retiro" em um hotel na cidade, sem a presença de ministros ou assessores. O convite partiu do primeiro-ministro de Trinidad e Tobago, Patrick Manning.

Veja matéria em vídeo sobre a Cúpula:

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18/04/2009 06:27 PM

Comissão recebe nova denúncia de violência policial durante G20 em Londres

Um terceiro incidente de violência envolvendo policiais durante os protestos paralelos ao encontro do G20 em Londres foi levado neste sábado à Comissão Independente de Queixas contra a Polícia (IPCC, na sigla em inglês). Acredita-se queixa recebida pela IPCC envolve um policial que teria usado "força excessiva" durante uma das manifestações do dia 1 de abril, no centro da capital britânica. Uma porta-voz da Scotland Yard disse que a entidade está tentando identificar o suspeito.



A IPCC já está investigando duas outras agressões por parte de policiais: uma que culminou na morte de um jornaleiro, também em 1 de abril, e outro em que a vítima foi uma mulher, no dia seguinte. Câmeras de televisão registraram os dois incidentes.

Hemorragia
Na sexta-feira, foi revelado que a primeira autópsia realizada no corpo do jornaleiro Ian Tomlinson, de 47 anos, indica que ele pode ter morrido por causa de uma hemorragia abdominal, e não de ataque cardíaco, como havia sido divulgado inicialmente.

Leia mais: Morte no G20 pode ter sido causada por hemorragia abdominal
Tomlinson foi filmado sendo golpeado e empurrado por um policial ao passar em frente à sede do Banco da Inglaterra, quando voltava para casa depois do trabalho, no dia dos protestos.

No dia seguinte, Nicola Fisher, de 35 anos, rumava para uma vigília em homenagem ao jornaleiro quando foi agredida com um tapa no rosto. Após reagir empurrando o policial, ela ainda recebeu um golpe de cacetete nas pernas.

O homem acusado pela agressão foi suspenso durante as investigações da IPCC.

18/04/2009 04:29 PM

Países impõem restrições ao turismo na Antártica

Os países signatários do Tratado da Antártica - criado há 50 anos para proteger o continente - adotaram as propostas feitas pelos Estados Unidos para limitar o turismo na região, em uma tentativa de proteger o frágil ecossistema local. Os países concordaram em limitar o número de cruzeiros e de turistas levados ao continente, em uma reunião na cidade americana de Baltimore, na sexta-feira.

A decisão foi tomada depois do recente aumento do número de visitantes e de acidentes com cruzeiros marítimos na região. O número de visitas à Antártica aumentou de 6,7 mil, entre os anos de 1992 e 1993, para 45 mil na última temporada.

A decisão se tornará um requerimento legal depois que for ratificada pelos 28 países signatários - entre eles o Brasil.

Encalhados

As restrições não preveem um mecanismo de penalização para quem não respeitá-las, mas pede aos países signatários que evitem que navios com mais de 500 passageiros aportem no continente, e pede que eles permitam que apenas cem passageiros desçam à terra firme de cada vez.

Outra resolução adotada no encontro cria um código de segurança para os navios operando na região, enquanto uma terceira resolução aumenta a proteção ambiental de todo o ecossistema antártico.

Dois navios encalharam na Antártica durante a temporada de 2008-2009 e autoridades documentaram vários incidentes que trouxeram risco de contaminação ao continente. O pior acidente na região foi o naufrágio do cruzeiro M/S Explorer em novembro de 2007.

A Antártica é um habitat único para várias espécies de pinguins e uma importante base para outros animais, como focas, além de ser vital para a alimentação de baleias.

 

18/04/2009 03:00 PM

Obama recebe livro de Chávez em Cúpula da OEA

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, recebeu neste sábado um livro de presente do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, durante a reunião da Organização dos Estados Americanos (OEA), em Trinidad e Tobago. "As veias abertas da América Latina", escrito pelo uruguaio Eduardo Galeano, foi entregue pessoalmente por Chávez a Obama, antes do início da sessão plenária da 5 Cúpula das Américas, que acontece em Port of Spain. Como dedicatória, Chávez escreveu "para Obama, com afeto".

 

A obra, lançada em 1971, trata da exploração pela qual passaram os países latino-americanos e da extinção dos povos que habitavam a região.

AFP
Obama recebe livro de Chávez

O livro foi entregue durante uma reunião entre o presidente dos Estados Unidos com os 12 países que formam a Unasul - União de Nações Sul-Americanas, grupo criado em 2008 e do qual o Brasil faz parte.

Amigos?

Chávez e Obama já haviam se encontrado na sexta-feira, pouco antes da abertura do evento. Na ocasião, trocaram apertos de mão e o presidente venezuelano teria dito presidente americano que "gostaria de ser seu amigo".

O encontro deste sábado foi uma sugestão de Obama. No lugar de reuniões bilaterais, o presidente americano participa de encontros com grupos de países. Na sexta, ele conversou com os países do Caribe.

"Queixas" aos EUA

De acordo com o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, a conversa foi "cordial", mas houve eventualmente "queixas" por parte de alguns países.

"Não em relação ao presidente Obama, mas em relação, por exemplo, à diplomacia americana", disse Amorim.

Uma das queixas referia-se à postura de "agentes ou agências" americanas. O chanceler Amorim não deu detalhes, apenas disse que alguns chefes de Estado sugeriram uma "mudança de comportamento" na administração americana.

O encontro durou cerca de uma hora e meia. De acordo com Amorim, a maioria dos chefes de Estado presentes fez comentários, entre eles o presidente Chávez e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Amorim disse que a intervenção de Chávez foi "correta e amistosa" e "surpreendentemente curta".

"Todos os presentes fizeram ressalvas de que o presidente Obama tem apenas 100 dias no cargo", disse Amorim.

Já o presidente Obama, de acordo com o chanceler brasileiro, fez comentários sobre cada uma das intervenções, "no sentido de buscar uma cooperação".

"Ele também não deixou de assinalar as realidades que ele tem de enfrentar ao lidar com suas clientelas políticas internas", disse Amorim.

Já o presidente Lula falou sobre a necessidade de um "novo olhar" sobre a América Latina e o Caribe, "sem mitos ou o bicho-papão da Guerra Fria", além de ter mencionado a questão cubana.

"Se o clima da cúpula for esse, o resultado será positivo", resumiu Amorim.

Veja matéria em vídeo sobre a Cúpula:

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18/04/2009 01:36 PM

Chinês briga pelo título de 'mais alto do mundo'

Um novo concorrente ao título de homem mais alto do mundo foi encontrado na China, depois de comparecer a um hospital para realizar uma cirurgia. Zhao Liang mede 2,46 metros de altura, segundo médicos do Hospital Tiajin, onde o ex-jogador de basquete foi tratar uma lesão sofrida no pé.Sua altura o coloca 10 cm acima do detentor oficial do título, o chinês Bao Xishun, que foi reconhecido pela primeira vez pelo livro Guinness de recordes em 2005.

Zhao, que tem 27 anos, agora quer o reconhecimento oficial pela sua altura, mas para isso terá que ser medido pelos juízes do Guinness.

A carreira de Zhao Liang em sua província natal, Henan, foi interrompida quando ele sofreu a lesão no pé, uma década atrás, segundo informações da mídia.

Ele estava desempregado até 2006, quando começou a trabalhar com uma trupe de arte de rua e aprendeu a realizar truques de mágica e a tocar instrumentos, de acordo com a agência de notícias estatal chinesa Xinhua.

O ex-jogador de basquete, no entanto, causou nova sensação ao entrar no hospital para tratar seu pé.

Os médicos operaram o pé do ex-atleta e disseram que ele deve se recuperar totalmente em dois meses.

Não há informações de que Zhao sofra de qualquer complicação de saúde por causa de sua altura - 70 cm acima da média dos adultos chineses.

Mas seus pais - de altura normal - têm outras preocupações.

"Fico tão preocupada com seu casamento, trabalho e saúde que meus cabelos ficaram brancos", disse sua mãe, Wang Keyun à Xinhua.

18/04/2009 10:21 AM

Forças holandesas libertam reféns de piratas na Somália

Forças militares holandesas libertaram 20 reféns que haviam sido capturados por piratas somalis depois de um ataque a um petroleiro grego, informou neste sábado a Otan, a aliança militar ocidental. Os reféns, pescadores iemenitas, foram libertados quando as forças holandesas capturaram os sete piratas no Golfo de Aden, entre a Somália e o Iêmen.

Eles estavam a bordo da chamada "nave mãe" pirata, de onde pequenos barcos saíam para atacar navios comerciais.

Os piratas teriam atacado o petroleiro grego usando rifles de assalto e lança-granadas.

Um navio de guerra holandês da frota da Otan respondeu ao pedido de socorro do navio e viu os piratas fugindo em direção a um barco de pesca iemenita, disse o porta voz da Otan Alexandre Santos Fernandes.

As tropas da Otan abordaram o barco e libertaram os 20 iemenitas, que, segundo Fernandes, eram mantidos reféns desde domingo passado.

Os piratas foram liberados, segundo informações da agência de notícias Associated Press, porque de acordo com as leis holandesas, eles não poderiam ser mantidos no mar por conta das circunstâncias em que foram capturados.

 

18/04/2009 09:12 AM

Irã condena jornalista americana por espionagem

A jornalista iraniana-americana acusada de espionar para os Estados Unidos foi condenada a oito anos de prisão no Irã, disse o advogado dela neste sábado. Roxana Saberi, de 31 anos, foi presa em janeiro e julgada nesta semana.


Ela chegou a trabalhar para a BBC três anos atrás e também contribuiu para a NPR, a rede pública de rádio dos Estados Unidos, e para o canal de TV americano Fox News.

Originalmente Saberi foi acusada pelo crime de comprar álcool, considerado mais leve, e depois, de trabalhar como jornalista sem uma credencial válida.

Seu julgamento foi a portas fechadas na Corte Revolucionária do Irã.

"Ela foi condenada a oito anos... nós vamos apelar", disse o advogado de Saberi, Abdolsamad Khorramshahi à agência de notícias Reuters.

O governo dos Estados Unidos já havia expressado sua preocupação com a prisão de Saberi, afirmando que as acusações contra ela são infundadas.

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, já pediu que ela seja libertada.

Com nacionalidade iraniana e americana, Saberi passou seis anos no Irã estudando e escrevendo um livro.

Sua prisão e julgamento coincidiram com especulações sobre uma possível reaproximação entre Irã e Estados Unidos, com o presidente americano Barack Obama oferecendo a abertura de diálogo com Teerã em uma série de questões.

No mês passado, Obama chegou a gravar uma mensagem em vídeo desejando feliz ano novo aos iranianos e oferecendo "um novo começo" para o Irã e seu povo.

 

18/04/2009 08:33 AM

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