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Obama sugere 'nova parceria' com a América Latina

Em um discurso "voltado para o futuro, e não preso ao passado", o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, convidou os chefes de Estado das Américas a criar "um novo senso de parceria no hemisfério". "Eu peço aos senhores que possamos buscar uma parceria igualitária, sem parceiros juniores ou seniores.Estou aqui para lançar um novo capítulo", disse o presidente americano em seu discurso de abertura na Cúpula das Américas, em Trinidad e Tobago, nesta sexta-feira.

Diante de outros 33 chefes de Estado, Obama sugeriu que, para seguir adiante nesse novo modelo, os países da região "não podem ficar prisioneiros de desavenças do passado".

O presidente americano disse ainda que os Estados Unidos buscam um "novo começo" nas relações com Cuba e que está preparado para discutir temas variados, como direitos humanos e imigração.

"Não estou interessado em falar por falar. Eu acredito que podemos colocar as relações Estados Unidos-Cuba em uma nova direção. Os Estados Unidos querem um novo começo com Cuba", disse Obama.

Responsabilidades
Além de sugerir um novo modelo de parceria com a região, Obama também pediu contrapartidas.

Segundo ele, os Estados Unidos estão preparados para "assumir os erros do passado", mas que seu país "não pode ser culpado por tudo que acontece no hemisfério".

"Isso é parte da mudança que precisa acontecer", disse Obama. "Não são só os Estados Unidos que precisam mudar. Todos nós temos responsabilidades", acrescentou.

O presidente americano destacou a "diversidade" entre os países da região.

"Cada uma das nações tem o direito de seguir seu próprio caminho. Mas todos temos a responsabilidade de garantir que a população das Américas possa perseguir seus próprios sonhos em sociedades democráticas", disse Obama.

Durante seu discurso, Obama propôs a criação de uma parceria específica para energia.

Segundo ele, o objetivo é consolidar a "a visão e a determinação de países como México e Brasil".

De acordo com o presidente americano, os dois países têm feito um "excelente" trabalho na promoção de energias renováveis.

"Saudação histórica"
Pouco antes da abertura da cúpula, os presidentes dos Estados Unidos, Barack Obama, e da Venezuela, Hugo Chávez, trocaram um breve cumprimento.

Em um ato que o governo venezuelano está classificando como "uma saudação histórica", os dois líderes se cumprimentaram e Chávez afirmou querer se tornar "amigo" de Obama.

"Com esta mesma mão, há oito anos, eu cumprimentei (o ex-presidente norte-americano George W.) Bush. Quero ser seu amigo", disse Chávez a Obama, segundo a página de internet do Ministério das Comunicações da Venezuela.

Leia também na BBC Brasil: Em cúpula, Chávez diz querer ser 'amigo' de Obama

17/04/2009 11:25 PM

Legionário brasileiro tem prisão preventiva decretada na França

O legionário brasileiro acusado de matar quatro pessoas no Chade, no último dia 7 de abril, foi indiciado nesta sexta-feira, na França, "por homicídios dolosos (com a intenção de matar), sendo dois deles agravados por premeditação", e teve sua prisão preventiva decretada pelo Tribunal das Forças Armadas de Paris, segundo afirmou à BBC Brasil o procurador Jacques Baillet. Josafá de Moura Pereira também foi indiciado por desvio de armas e de munição do Exército francês.As acusações de homicídio com premeditação se referem aos dois membros da Legião Estrangeira que teriam sido mortos pelo brasileiro.

As outras duas vítimas são um soldado togolês da missão da ONU no Chade e um camponês chadiano. Pereira foi preso em Abéché, no leste do país, na quinta-feira da semana passada.

O brasileiro desembarcou em Paris no final desta tarde (às 12h30 em Brasília), no aeroporto Charles de Gaulle, a bordo um avião militar francês, e foi imediatamente escoltado ao Tribunal das Forças Armadas de Paris.

"O legionário não negou as acusações, mas não quis se expressar sobre a questão nas audiências no tribunal. Sua atitude foi retraída e ele demonstrou estar cansado", disse o procurador.

"Ele disse que irá se explicar depois sobre as acusações que lhe são imputadas, em condições mais favoráveis", afirmou Baillet.

Prisão perpétua
Pereira será julgado segundo a legislação penal francesa, já que o Tribunal das Forças Armadas de Paris, que tem competência para julgar crimes cometidos por militares franceses no exterior, é, na realidade, uma corte civil.

O único juiz militar desse tribunal é o encarregado de recolher as provas do processo, tanto da acusação quanto da defesa.

O advogado de Pereira, Eric Morain, poderá entrar com um pedido de liberdade a qualquer momento do processo. O legionário foi levado na noite desta sexta para o presídio da Santé, em Paris.

Ainda não há uma data prevista para a realização do julgamento. O brasileiro pode ser condenado à prisão perpétua na França, afirma Baillet.

Procedimentos
Inúmeros procedimentos jurídicos devem realizados até o julgamento. O juiz irá solicitar, por exemplo, uma avaliação psiquiátrica, um exame médico-psicológico, uma investigação sobre a personalidade do brasileiro, além de elementos sobre sua situação profissional na Legião Estrangeira, afirma o procurador.

Na próxima semana, Pereira será novamente ouvido pelo juiz encarregado de recolher as provas do processo.

Nesta sexta, Pereira passou mais de cinco horas no Tribunal das Forças Armadas de Paris, onde compareceu a várias audiências, com o auxílio de um tradutor. Ele se reuniu também com seu advogado.

17/04/2009 10:38 PM

Em cúpula, Chávez diz querer ser 'amigo' de Obama

Os presidentes dos Estados Unidos, Barack Obama, e da Venezuela, Hugo Chávez, trocaram um breve cumprimento nesta sexta-feira, pouco antes da abertura da sessão inaugural da 5ª Cúpula das Américas, em Trinidad e Tobago. Em um ato que o governo venezuelano está classificando como "uma saudação histórica", os dois líderes se cumprimentaram e Chávez afirmou querer se tornar "amigo" de Obama.

AP
Obama e Chávez se encontram

Obama e Chávez se encontram em Trinidad e Tobago

 

"Com esta mesma mão, há oito anos, eu cumprimentei (o ex-presidente norte-americano George W.) Bush. Quero ser seu amigo", disse Chávez a Obama, segundo a página de internet do Ministério das Comunicações da Venezuela.

Ainda segundo o governo venezuelano, Obama teria agradecido a saudação.

As relações entre a Venezuela e os Estados Unidos foram bastante tensas durante os oito anos do governo de George W. Bush.

Chávez costumava fazer duras críticas às políticas do ex-presidente dos Estados Unidos e, durante a 61 Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), em 2006, chegou a chamá-lo de "diabo".

Expectativa

Há uma grande expectativa a respeito da atuação de Obama durante a Cúpula das Américas, já que este é seu primeiro encontro oficial com a maior parte dos líderes da região.

Analistas e políticos esperam que Obama sinalize, durante a cúpula, mudanças em relação à diplomacia norte-americana para a América Latina.

Estas expectativas aumentaram ainda mais com fato de a Casa Branca ter anunciado, apenas alguns dias antes do encontro, o relaxamento de algumas restrições a viagens e envio de remessas a Cuba que haviam sido implementadas durante do governo Bush.

Críticas

Mesmo assim, antes mesmo do início da reunião em Trinidad e Tobago, Chávez anunciou que "vetaria" a declaração final da Cúpula, que termina no próximo domingo.

Entre as principais críticas de Chávez está o fato de Cuba não estar representada na Cúpula das Américas. A ilha caribenha foi suspensa da Organização dos Estados Americanos (OEA) em 1962.

Também nesta sexta-feira, os líderes da Alba (Alternativa Bolivariana para as Américas), um bloco formado por países latino-americanos com governos de tendência esquerdista - entre os quais estão Venezuela e Cuba - divulgaram um documento onde classificam a declaração final da Cúpula das Américas como "inaceitável".

Segundo os países da Alba, o rascunho da declaração final - que já foi divulgado - "exclui injustificadamente" o debate sobre o fim do bloqueio americano a Cuba e "não dá respostas" à crise econômica internacional.


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17/04/2009 09:09 PM

Alba diz que declaração de Cúpula das Américas é "inaceitável"

Os presidentes da Alba (Alternativa Bolivariana para as Américas) afirmaram nesta sexta-feira que "não há consenso" entre os países da região para aprovar a declaração final da 5 Cúpula das Américas, porque ela "exclui injustificadamente" o debate sobre o fim do bloqueio americano a Cuba e por "não dar respostas" à crise econômica internacional. O encontro da Alba, entidade que reúne Venezuela, Bolívia, Paraguai, Nicarágua, Honduras, Dominica e São Vicente e Granadinas, aconteceu na Venezuela na última quinta-feira.Em um documento dirigido à cúpula que começa nesta sexta-feira, em Trinidad e Tobago, os presidentes da Alba propõem realizar um "debate profundo" por considerarem que a declaração final do encontro é "insuficiente" e "inaceitável".

Como já era esperado, os presidentes da Alba pedem ao governo dos Estados Unidos que cumpra com a disposição da Assembleia Geral das Nações Unidas, que por 17 vezes consecutivas "determinou o fim ao bloqueio econômico, comercial e financeiro que mantêm contra Cuba", diz o documento, que foi lido pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez, pouco antes de ele embarcar para Trinidad e Tobago, nesta sexta-feira.

Isolamento
O documento da Alba também pede a reincorporação de Cuba ao sistema interamericano.

"Consideramos que fracassaram as tentativas de impor o isolamento a Cuba, que hoje é parte integrante dos mecanismos regionais de cooperação (...) portanto, não existe razão nenhuma que justifique sua exclusão do mecanismo da Cúpula das Américas", acrescenta.

Os presidentes da Alba afirmaram que "rechaçam da forma mais enérgica" e pediram o fim da aplicação da lei Helms-Burton, que estabelece represálias a qualquer companhia norte-americana que mantenha relações comerciais com a ilha.

No primeiro encontro do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, com a região, a tentativa da Casa Branca é a de não permitir que o assunto cubano centralize o debate na Cúpula das Américas.

"Crise capitalista"
Os presidentes da Alba também afirmam no documento que a declaração da Cúpula das Américas "não dá resposta" à crise financeira internacional, "apesar de ela constituir o maior desafio que a humanidade enfrenta em décadas".

"A crise econômica global, as mudanças climáticas e as crises alimentar e energética são produto da decadência do capitalismo que ameaça acabar com a própria existência da vida e do planeta", diz o documento.

"É necessário desenvolver um modelo alternativo ao sistema capitalista", acrescenta a declaração.

Além da Venezuela, assinaram o documento os presidentes da Bolívia, Evo Morales; de Cuba, Raúl Castro; do Paraguai, Fernando Lugo; da Nicarágua, Daniel Ortega; de Honduras, Manuel Zelaya, e os premiês de Dominica, Roosevelt Skerrit, e de São Vicente e Granadinas, Ralph Gonsalves, além do chanceler do Equador, representando o presidente Rafael Correa.

17/04/2009 07:36 PM

Secretário-geral defende volta de Cuba à OEA

O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, diz que a resolução que retirou Cuba da organização "deve ser abolida" e que só assim o processo de reintegração poderá continuar.


"Em minha opinião, a OEA deveria abolir essa resolução, que é um resquício da Guerra Fria", disse Insulza, nesta sexta-feira, a um grupo de jornalistas em Port of Spain, antes da abertura da 5a Cúpula das Américas.

O assunto se transformou no principal tema da cúpula, que começou nesta sexta-feira em Trinidad e Tobago. Insulza disse ainda que o texto da resolução contém referências históricas "ultrapassadas", como o trecho que menciona um "bloco de países sino-soviéticos".

Segundo o secretário, antes de se debater a volta de Cuba ao grupo "é preciso suspender a resolução". A suspensão não significa a volta automática da ilha à OEA, mas é vista como um primeiro passo.

"O retorno de Cuba à OEA é uma decisão cubana e que precisa ser discutida por todos os membros da organização", disse. "Se for para Cuba ficar de fora da OEA, essa é uma decisão que deve ser tomada com base em razões válidas, e não em razões do passado", disse.

A próxima assembleia da Organização está marcada para junho, em Honduras.

Posição americana

Para que Cuba possa retornar como membro integral à OEA, é necessário que todos os países do grupo sejam favoráveis. Por isso a posição americana é de extrema importância. Segundo um diplomata brasileiro, "é preciso saber ainda se Cuba quer voltar".

"O artigo 3 da carta da OEA fala explicitamente em eleições democráticas e pluripartidarismo. Esse é um dos grandes obstáculos à reintegração da ilha", disse o diplomata à BBC Brasil.

Uma das possibilidades "prováveis", segundo ele, seria iniciar um processo de reintegração "gradual", com a participação do governo cubano em comissões de caráter mais técnico. "Pode-se abrir uma exceção, em função do peso simbólico que a questão tem para a região", diz a fonte.

Para um outro funcionário do governo brasileiro, o encontro dos líderes das Américas (Calc), na Bahia, em dezembro passado, teria "selado" a opinião geral de que Cuba deve ser reintegrada à OEA.

No entanto, diz a fonte, "não seria o momento" de se levar a questão ao Congresso americano, ainda envolvido com a crise. A aprovação do fim do embargo dos Estados Unidos a Cuba abriria espaço para que os americanos defendam a volta da ilha à OEA.

A aprovação do fim da suspensão também daria "novo fôlego" à OEA, que para alguns estaria perdendo espaço político com a multiplicação de iniciativas regionais na América Latina, entre elas o conselho de segurança da Unasul.

"De qualquer forma, é preciso que se entenda que isso é um processo. Não vai acontecer da noite para o dia", diz o funcionário brasileiro.

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17/04/2009 06:24 PM

Estados Unidos deverão regular emissões de CO2

O governo americano deverá passar a regular as emissões de dióxido de carbono, após uma decisão anunciada nesta sexta-feira de que o CO2 e outros cinco gases causadores do efeito estufa podem ser prejudiciais à saúde humana. A decisão foi anunciada pela Agência de Proteção Ambiental americana (EPA, sigla em inglês) e marca uma mudança de postura em relação ao governo de George W. Bush. Na época, a EPA afirmava que não poderia regular as emissões porque o CO2 não era um gás poluente.Agora, após a revisão de evidências científicas, a EPA cita alguns impactos que acredita serem provocados pelas emissões de CO2, como o aumento do risco de secas e enchentes, o aumento do nível dos mares, a ocorrência de tempestades e ondas de calor mais intensas e riscos à oferta de água, agricultura e vida selvagem.

Segundo a chefe da EPA, Lisa Jackson, as novas conclusões da agência "confirmam que a poluição de gases causadores do efeitos estufa é um problema grave agora e para as gerações futuras".

"Felizmente, estão em sintonia com a proposta do presidente (Barack) Obama de criação de uma economia de baixa emissão de carbono e uma firme liderança no Congresso sobre energias limpas e legislação climática", disse. "E a solução (para esse problema) vai criar milhões de empregos verdes e por fim à dependência de nosso país de petróleo estrangeiro."
Há grande expectativa em relação às medidas que serão adotadas pelo governo de Barack Obama na questão ambiental, e países em desenvolvimento já pediram aos Estados Unidos que mostrem liderança nas discussões sobre este tema.

Muitos desses países não pretendem cortar suas próprias emissões de gases causadores do efeito estufa a não ser que tenham fortes indícios de que os Estados Unidos estão dispostos a reduzir substancialmente suas emissões.

Um projeto de lei sobre redução de emissões de carbono está em tramitação no Congresso, mas a decisão da EPA permitirá à agência determinar alguns cortes sem ter de esperar que os projetos sejam aprovados e transformados em lei.

Segurança nacional

Segundo a chefe da EPA, os impactos dos gases causadores do efeito estufa serão sentidos desproporcionalmente pelas populações mais pobres ou com condições de saúde mais frágeis, como os povos indígenas.

A EPA citou um relatório elaborado em 2007 por um grupo de generais e almirantes de reserva segundo o qual as mudanças climáticas representam "desafios de segurança nacional' para os Estados Unidos.

A decisão da EPA irá agora a consulta pública.

Grupos ambientalistas afirmaram que a decisão da EPA é o mais recente sinal de que o governo de Obama está adotando uma postura em relação às mudanças climáticas bem diferente daquela de seu antecessor.

"(A decisão) recupera o papel dos EUA de líder no cenário internacional", disse à BBC o diretor do programa de aquecimento global do Pew Environment Group em Washington.


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17/04/2009 06:13 PM

Entenda o que está em jogo na quinta Cúpula das Américas

A quinta Cúpula das Américas, que está ocorrendo em Trinidad e Tobago, reúne 34 líderes de países americanos e tem como temas oficiais a prosperidade humana, a segurança energética e a sustentabilidade ambiental. Entretanto, os principais assuntos das discussões devem ser a crise financeira internacional e Cuba - mais uma vez ausente da reunião.


Muitos dos chefes de Estado presentes na reunião defendem que a ilha governada por Raúl Castro seja readmitida à Organização dos Estados Americanos, a OEA.

Mas os próprios cubanos deram sinais de que não estariam interessados em um confronto com o governo Obama, que tem se mostrado "aberto ao diálogo".

A BBC preparou uma série de perguntas para ajudar você a entender o que está em jogo no encontro na cúpula de Trinidad e Tobago:

O que é a Cúpula das Américas?

A Cúpula foi criada em 1994, por iniciativa do então presidente americano, Bill Clinton. O objetivo inicial era integrar toda a região em um único sistema de comércio, a Alca (Área de Livre Comércio das Américas). Depois de diversos impasses, principalmente entre Estados Unidos, de um lado, e o Mercosul, do outro, o assunto acabou sendo engavetado de vez no último encontro, em Mar del Plata.

O encontro em Trinidad e Tobago inaugura um novo modelo para a Cúpula, com temas variados. O resultado, segundo analistas, pode ser a "perda de foco", o que estaria já demonstrado na declaração final, considerada "ampla e genérica".

Quem participa?

Todos os países da América Latina, da América do Norte e do Caribe, com exceção de Cuba. Ao todo, são 34 países.

E por que Cuba não foi convidada?

A Cúpula das Américas segue uma série de recomendações da Organização dos Estados Americanos (OEA), instituição da qual o atual governo cubano foi desligado em 1962. Uma das regras da organização é de que seus países-membros promovam eleições democráticas e o pluralismo partidário.

No entanto, diversos países da região, entre eles o Brasil, defendem que a ilha seja reincorporada à instituição. O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, classificou o fato de Cuba estar fora da OEA como uma "anomalia".

O assunto será discutido em Trinidad?

Oficialmente, o assunto não está na pauta. Mas como disse o chanceler Amorim, existe uma "agenda não escrita", que inclui Cuba e a crise financeira.

Os líderes presentes deverão tocar na questão cubana seus discursos, mas a cobrança terá tons diferentes. O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, quer colocar o embargo dos Estados Unidos a Cuba como o principal tema da Cúpula.

No entanto, a Cúpula das Américas não tem poderes para reintegrar Cuba ao grupo. A instância para uma decisão efetiva sobre esse assunto é a assembleia da OEA, marcada para junho.

Qual a posição brasileira sobre o tema?

Apesar de também ser contra o embargo a Cuba, o presidente Lula deverá ser menos belicoso em seu discurso. Segundo o Itamaraty, o presidente Obama "é novo no cargo" e não faz sentido criar uma situação "negativa" no encontro.

Ainda de acordo com o Itamaraty, o próprio governo cubano não teria interesse em um confronto com o governo Obama, que tem afirmado sua disposição de "dialogar".

"O presidente Lula vai a Trinidad ciente de que nem Obama, nem Cuba, estão interessados que o embargo se transforme na grande polêmica da cúpula", disse à BBC Brasil um interlocutor do presidente brasileiro.

Qual a importância dessa cúpula em Trinidad e Tobago?

A reunião acontece em meio a grandes expectativas. É o primeiro encontro do presidente americano, Barack Obama, com a maioria dos líderes presentes. De acordo com analistas, a América Latina e o Caribe tiveram pouco espaço na agenda internacional do governo George W. Bush e espera-se uma mudança de rumo com a chamada "nova diplomacia" da administração Obama.

Além disso, será também o primeiro encontro do presidente Obama com líderes de esquerda da América Latina com posições antiamericanas, entre eles Hugo Chávez (Venezuela), Evo Morales (Bolívia) e Daniel Ortega (Nicarágua).

Existe a possibilidade de impasse, como em 2005?

Em 2005 os países discutiam um tema específico, ou seja, regras para implementação da Alca. Como não houve acordo, muitos analistas consideraram o encontro como um "fracasso".

Dessa vez, a polêmica gira em torno da questão cubana, já que a maioria dos países da região são contrários à postura americana em relação ao assunto.

Fala-se, ainda, de um possível constrangimento em função do discurso de Chávez em relação aos Estados Unidos. O líder venezuelano falou, inclusive, que "vetará" a declaração final da Cúpula, que será divulgada no domingo.

Leia mais sobre 5ª Cúpula das Américas

 

17/04/2009 05:25 PM

EUA terão empresa aérea exclusiva para animais domésticos

Uma empresa aérea voltada exclusivamente para o transporte de animais domésticos vai começar a operar nos Estados Unidos. A Pet Airways, com sede em Delray Beach, na Flórida, vai voar para cinco cidades americanas, Nova York, Denver, Washington, Los Angeles e Chicago.O primeiro voo só para cães e gatos está marcado para o dia 14 de julho.

Os donos vão poder acertar os detalhes da viagem online e embarcar os animais emuma sala especial nos aeroportos.

Após a decolagem, eles podemacompanhar o progresso do voo pela internet, mas não vão poder voarjuntamente com seus mascotes.

Trauma
No avião, os assentos que são usados pelos passageiros humanos foram retirados da cabine, dando lugar às caixas onde os animais são transportados.

Os comissários de voo vão levar os animais para uma caminhada antes da decolagem e monitorar o bem-estar deles durante toda a jornada.

Os fundadores da empresa, Dan Wiesel e Alysa Binder, dizem que tiveram a ideia de criar a companhia quando planejavam uma viagem com seu cão de estimação.

"Atualmente, a maioria dos animais de estimação que viajam por ar são transportados como carga e manuseados como se fosse bagagem", diz Wiesel.

"A experiência é traumática para os animais e pode causar sérios danos físicos e emocionais, mesmo morte."
"A maioria dos donos não deseja isso para seu animal, mas não tinha alternativa. Até agora", diz ele.

17/04/2009 04:31 PM

Polícia alemã desmantela rede de pedofilia que inclui 781 brasileiros

A polícia alemã anunciou ter desmantelado uma rede internacional de pedofilia em uma das maiores operações contra esse tipo de crime. As investigações apontam para cerca de 9 mil suspeitos em mais de 91 países.O Brasil estaria, segundo os investigadores, entre os primeiros da lista em número de supostos membros do círculo.

De acordo com os investigadores, imagens não somente de menores em poses eróticas, mas também de "sérios abusos sexuais envolvendo crianças, incluindo bebês", foram transmitidas de mais de cerca de mil conexões alemãs para 8 mil endereços de computadores em várias partes do mundo.

Na operação, foram apreendidos mais de 500 computadores, mais de 43 mil dispositivos de armazenamento de dados e quase 800 discos rígidos em diversas cidades alemãs.

'No alto da lista'
"Constatamos 781 registros de usuários com origem no Brasil e enviamos esses dados às autoridades do país", disse à BBC Brasil Horst Haug, porta-voz do órgão responsável pelas investigações, a Agência Estadual de Investigações Criminais de Baden-Württenberg, estado no sul da Alemanha.

Apesar de reticente ao tecer comparações, Haug confirmou que o Brasil está entre as nações com maior quantidade de registros na suposta rede, na frente dos Estados Unidos e de países europeus. "Não quero comparar, porque os números são relativos, mas pode-se dizer que os Brasil está entre os primeiros da lista".

A rede de compartilhamento de dados, na qual eram trocados filmes de conteúdo de pedofilia através de um software de troca de arquivos, estava desde o ano passado na mira dos investigadores alemães.

Nesta sexta-feira, autoridades alemãs fecharam um contrato com cinco dos maiores provedores de internet do país para bloquear o acesso dos usuários a sites com conteúdo de pedofilia. Com isso, o governo da Alemanha espera possibilitar a obstrução de entre 300 mil e 400 mil tentativas de acesso diárias de internautas no país a mais de mil sites internacionais.

17/04/2009 04:01 PM

EUA mudam postura e consideram CO2 prejudicial à saúde

A Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA, na sigla em inglês) decidiu nesta sexta-feira que o dióxido de carbono (CO2) e outros gases associados ao efeito estufa são prejudiciais à saúde, o que abre caminho para que suas emissões sejam controladas no país A decisão, que marca uma ruptura com a postura assumida pelo governo do ex-presidente americano George W. Bush, foi anunciada depois de uma revisão das evidências científicas dos efeitos dos gases.

Uma legislação para restringir a emissão dos gases deve ser discutida no Congresso, mas a decisão da EPA vai permitir que a agência determine alguns cortes sem esperar pela aprovação das leis.

"Estas conclusões confirmam que a poluição por meio dos gases que causam o efeito estufa é um problema sério agora e para as gerações futuras", disse Lisa Jackson, da EPA.

"Felizmente, elas estão em sintonia com a proposta do presidente Obama de criação de uma economia de baixa emissão de carbono e uma forte liderança no Congresso para a defesa de energias limpas e legislação para o clima."

"E a solução é uma que vai criar milhões de empregos 'verdes' e acabar com nossa dependência de petróleo estrangeiro", disse ela.

A notícia foi elogiada por grupos de defesa do meio ambiente que iniciaram uma série de batalhas legais durante a administração de George W. Bush.

Países em desenvolvimento pediram para que os Estados Unidos mostrem liderança na defesa do meio ambiente.

Analistas dizem que muitos países em desenvolvimento não estão preparados para reduzir os seus poluentes a menos que os Estados Unidos, o maior poluidor do mundo, reduza substancialmente suas emissões.

Leia mais sobre mudança climática

17/04/2009 03:49 PM

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