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Comentário: Como aumentar o QI

Pessoas pobres têm o Quociente de Inteligência (QI) significativamente menor do que pessoas ricas, e a compreensão estranha, porém, convencional, da inteligência é a de que isso se deve na maior parte às funções genéticas.

Apesar de tudo, uma série de estudos parece indicar que o QI é majoritariamente adquirido geneticamente. Gêmeos idênticos criados separadamente, por exemplo, têm QI’s consideravelmente similares. E, em média, são mais próximos ainda do que gêmeos fraternos que são criados juntos.

Se a inteligência estivesse profundamente codificada em nossos genes, isso poderia levar a uma conclusão deprimente de que nem educação, nem programas contra a pobreza pode fazer muito pelas pessoas. Embora essa perspectiva do QI ser, preponderantemente, herdado tem sido bem aceita, a evidência crescente é de que essa afirmação, em um nível prático, está profundamente enganada.

Richard Nisbett, professor de psicologia da Universidade de Michigan, recentemente, acabou com essa visão em seu novo e excelente livro, “Intelligence and How to Get It” (Inteligência e como consegui-la, em tradução livre). O exemplar também possui ótimos avisos quanto à pobreza e a desigualdade nos Estados Unidos.

Nisbett apresenta sugestões para transformar seus próprios filhotes em gênios – elogia o esforço mais do que o sucesso, ensina a recompensa em longo prazo, limita as reprimendas e usa a recompensa como forma de estimular a curiosidade – mas foca em como aumentar o QI coletivo dos Estados Unidos. Isso é importante, porque mesmo que esse fator não meça o intelecto piro – não temos total certeza do que a mede – diferenças importam sim, e um QI mais alto é relacionado a um maior sucesso na vida.

A inteligência parece ser majoritariamente herdada em famílias de classe media e essa é a razão pela qual das descobertas dos estudos com gêmeos: poucas crianças pobres são incluídas nesses estudos. Mas o professor Eric Turkheimer da Universidade de Virginia conduziu uma pesquisa mais aprofundada demonstrando que em pobres e famílias problemáticas, o QI é minimamente um resultado da genética – porque todos mantêm relação restrita.

“Ambientes ruins suprimem o QI das crianças”, disse Turkheimer.

Um medidor disso é que quando crianças pobres são adotadas por famílias de classe média alta, o QI delas cresce de 12 a 18 pontos, dependendo do estudo em questão. Por exemplo, se um estudo francês mostrou que crianças de famílias pobres adotadas por lares de classe média alta tiveram uma medida de QI de 107 pontos em um teste e 111 em outro. Os irmãos que não são adotados tiveram uma média de 95 pontos em ambos os testes.

Outra indicação de maleabilidade é que o QI aumentou muito ao longo da história da humanidade. Na verdade, O QI médio de uma pessoa em 1917 chegava a apenas 73 pontos em um teste de QI atual. Metade da população de 1917 seria considerada mentalmente retardada de acordo com o teste atual, disse Nisbett.
 
Uma boa educação é bem relacionada particularmente a QI´s altos. Uma indicação da importância da escola é que o QI das crianças diminui ou estagna durante os meses de verão, quando elas estão em férias (particularmente crianças cujos pais não incentivam a ler ou a participar de programas de verão).

Nisbett defendeu intensamente a educação infantil o quanto antes, por causa da capacidade provada do aumento do QI e do desenvolvimento de resultados no longo prazo. O Projeto de Milwaukee, por exemplo, pegou crianças afro-americanas consideradas com risco de retardamento mental e os inscreveu aleatoriamente em um grupo de controle que recebe ajuda ou em um grupo que passavam o dia em uma escolinha infantil recebendo educação desde os seis meses de idade até o dia em que deveriam entrar na primeira série.

Aos cinco anos, as crianças no programa tiveram uma média de QI de 110 pontos, comparado aos 83 das crianças no grupo de controle. Mesmo anos depois, na adolescência, aquelas crianças ainda tinham 10 pontos.

Nisbett sugere menos investimento no programa Head Start, que oferece educação, saúde, nutrição e serviços que envolvem os pais a crianças americanas e suas famílias de baixa renda, cujos resultados são irregulares. E mais investimento em programas infantis intensivos. Ele também aponta que escolas dentro do “Programa saber é poder” obtiveram resultados excepcionalmente bons e experiências prazerosas para observar se eles podem ser colocados em um patamar ainda mais alto.

Outra intervenção comprovada é dizer aos estudantes do ginásio que o QI é expansível e que podem ajudar a formar suas inteligências. Alunos expostos a essa ideia se esforçam mais e tiram notas melhores. Isso é particularmente real quanto a garotas e matemática, aparentemente porque algumas delas supõem que possuem desvantagens genéticas em relação a números. Ao se retirar essa desculpa para o fracasso, elas se sobressaem.
 
“Alguns dos métodos que funcionam são bem baratos”, apontou Nisbett. “Convencer crianças do ginásio de que a inteligência está sob o controle deles mesmos – você pode argumentar que isso deveria ser colocado no currículo do ginásio, imediatamente”.

A implicação dessa nova pesquisa sobre inteligência é que o pacote de estímulo econômico também pode ser um programa de estímulo intelectual. Pelos meus cálculos, se incentivarmos a educação na infância o quanto antes e reforçar as escolas em vizinhanças pobres, o QI coletivo dos Estados Unidos pode ser aumentado em até um bilhão de pontos.

Não deveria haver tanto esforço para pensar nisso.

Por NICHOLAS D. KRISTOF


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16/04/2009 07:32 PM

Jovens japoneses recorrem ao trabalho no campo

YOKOSHIBAHIKARI – Em um domingo recente, um grupo diversificado de fazendeiros duvidáveis foram para o campo, com toalhas molhadas em volta do pescoço e botas polidas nos pés.

“Isso é mais difícil do que parece”, disse Tatsunori Kobayashi, um zelador da Disney Resort em Tóquio com cabelos espetados. Enquanto falava, ele vagava por um caminho de folhas de espinafre espalhando sementes e atrás de si um equipamento arando a terra irregularmente.

Ele é um dos 2.400 que fazem parte do Esquadrão de Trabalho Rural do Japão. São recrutas da cidade mandados para o campo sob um programa piloto que leva a juventude japonesa desempregada para cultivar terras em fazendas.

A medida começou no mês passado como parte do plano de estímulo do primeiro-ministro Taro Aso. O programa se origina da preocupação com o desenvolvimento tanto do empenho de jovens trabalhadores quanto das condições precárias das fazendas. Em um jogo de palavras, o nome do esquadrão em japonês – Inaka-de-hatarakitai – é também um pedido animado: “Nós queremos trabalhar no campo!”.

A situação grave dos japoneses entre 20 e 30 anos data da década perdida dos anos 90, quando muitos fracassaram em encontrar trabalhos bons e estáveis. Atualmente, um número desproporcional permanece em trabalhos com baixos salários – um presságio em potencial para os estudantes americanos e candidatos novatos a procura de empregos mergulhando em um raso mercado de trabalho nos Estados Unidos.

Com a piora da recessão japonesa, jovens trabalhadores foram quem sofreram o peso do corte nos salários e demissões, especialmente na manufatura. Agora, o governo vê a depressão – as exportações japonesas caíram quase 50% no período de fevereiro em comparação com 2008 – como uma chance para incentivar trabalhadores ociosos a partirem para setores que sofreram por muito tempo com falta de candidatos, como a agricultura.

Muitos jovens japoneses mostraram por si mesmo interesse crescente na agricultura, enquanto a desilusão cresce em relação à escassez de empregos na cidade e as demissões. As feiras de trabalho rural estão se enchendo de centenas de candidatos. Uma exposição em Osaka atraiu 1.400 pessoas.
Pessoas jovens querem empregos e fazendeiros precisam de mão-de-obra extra”, disse Isao Muneta, oficial do Ministério da Agricultura que coordena o programa de 1,3 milhões de yens (US$ 13 milhões), que é parte de um grande pacote de estímulo. “É o par perfeito”.

Se essa medida salvará a deterioração da economia japonesa é outro assunto. “As comunidades rurais poderiam se beneficiar com o influxo de jovens”, disse Masashi Umemoto no Centro Nacional de Pesquisa em Agricultura. “Mas não é realista pensar que a agricultura é uma solução para os problemas de desemprego do país”.

“Não há trabalhos rurais suficiente para todos”, acrescentou.

Por HIROKO TABUCHI


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16/04/2009 05:13 PM

Comentário: Na era dos piratas

Ultimamente, eu venho pensando em começar uma nova escola de serviço estrangeiro para treinar diplomatas. No entanto, minha escola seria muito simples. Consistiria em apenas uma sala com uma mesa e uma cadeira. A mesa seria usada por um professor, fingindo ser um líder estrangeiro.

O estudante chegaria e tentaria persuadi-lo a fazer algo – pegar este ou aquele objeto. Em certo momento, o líder estrangeiro balançar vigorosamente a cabeça concordando e então alcançando o objeto atrás de si. Ou, ele iria balançar a cabeça vigorosamente e dizer, “Sim, sim, claro, eu farei isso”, mas então iria apenas fingir que o fez. O aluno teria então que descobrir o que fazer a seguir. 

Fico imaginando se o presidente Barack Obama e a secretária de Estado Hillary Clinton não são esses alunos, tentando lidar com líderes do Paquistão, Afeganistão, Irã e Coreia do Norte. Eu digo isso, não para criticar, mas para apresentar condolências. “Mães, não deixem seus filhos crescerem para serem diplomatas”.

Essa não é a melhor época da diplomacia. 

Uma secretária de Estado pode intermediar acordos apenas quando outros Estados ou partidos estão prontos ou dispostos a cumpri-los. Na Guerra Fria, uma era de grandes potências, grandes barganhas e clientes do Estado razoavelmente concretos.

Havia oportunidades amplas para isso – seja no controle de armas da União Soviética ou um tratato de paz entre os respectivos Estados do mundo. Mas esta é progressivamente uma era de piratas, Estados falidos, agentes não estatais e nações em desenvolvimento – cheia de franco atiradores, confusões e generais, mas não diplomatas. 

Hence teve um outro “deja vu” sobre a qualidade da política externa dos EUA neste momento – isso quando se trata dos nossos maiores problemas (Afeganistão, Paquistão, Coreia do Norte e Irã). Nós apenas damos voltas e voltas, comprando os mesmos carpetes, das mesmas pessoas, de novo e de novo, mas nada muda.

“Estamos lidando com Estados e líderes que, ou não podem não podem dar o braço a torcer ou não querem”, apontou professor de política externa da Universidade Johns Hopkins, Michael Mandelbaum. “As questões que temos com eles parece menos um problema que pode ser resolvido do que condições com as quais temos que lidar”.

Aqueles que não podem se entregar – líderes do Afeganistão e Paquistão – são quem promete fazer todos os tipos de coisas boas, resolver todos os problemas, mas no fim os problemas não são resolvidos, porque os governos nesses países têm poder limitado. Aqueles que não querem se entregar – Irã e Coreia do Norte – vez ou outra nos diz: “Sim, precisamos dialogar.” Mas no final, suas relações hostis com os Estados Unidos ou com o ocidente são tão importantes para a sobrevivência estratégica de seus regimes, tão essenciais para o discurso que os mantém no poder, que não há interesse real em uma reconciliação, mas sim em fingir uma possibilidade.

A única coisa que poderia mudar isso seria uma grande ação dos Estados Unidos e de seus aliados. No caso do Afeganistão e do Paquistão, o poder poderia ser usado para reconstruir de fato esses Estados. Iríamos, literalmente, ter que construir instituições – os freios e as rodas – para que quando os líderes desses países tomassem uma posição, algo realmente fosse feito, e então o problema não iria explodir nas mãos deles.

No caso dos Estados fortes – Irã e Coreia do Norte – teríamos que gerar uma ação muito mais efetiva do lado externo para mudar seus comportamentos de acordo com as linhas que buscamos. Contudo, em ambos os casos, o sucesso com certeza necessitaria investimentos mais longos e maiores de poder e dinheiro, sem levar em conta os aliados.

Ao invés disso, eu temo que estamos adotando uma estratégia de meio campo – fazendo apenas o suficiente para evitar um colapso, mas não o bastante para resolver os problemas. Se nosso objetivo no Afeganistão e no Paquistão é a construção de nações, então eles terão que ter um governo moderado auto-sustentável.

Com certeza não temos tropas e recursos próprios suficientes para devotar a eles. Se nosso objetivo é mudar o comportamento do regime do Irã e da Coreia do Norte, obviamente não geramos medidas externas suficientes. O lançamento de míssil desafiante da Coreia e a continuação do programa nuclear iraniano demonstra isso.

Em suma, temos quarto países problemáticos no centro da política externa norte-americana atual. Problemas os quais não temos o poder ou a capacidade de ignorar, mas parece prejudicar a mudança decisiva dos aliados ou das medidas. A carta principal do jogo – uma massa crescente de pessoas críticas que dividam aspirações dentro desses países, que buscam lutar, o que tem causado melhoras para o Iraque – eu não vejo.

Também temo que estejamos nos comprometendo com o Afeganistão e o Paquistão sem um verdadeiro debate nacional sobre os fins ou meios ou sentidos. Essa é a receita para ter problemas.

Com todos esses fatores, não se pode culpar Obama por procurar um meio-campo – sem querer abandonar os progressistas e mulheres afegãos, mas sem ir muito a fundo no problema. Mas a história ensina que o meio-campo pode ser um lugar arriscado. Pense na relação dos Estados Unidos com o  Iraque antes da insurgência – sem o suficiente para ganhar ou perder, mas o bastante para ficar preso no problema.


Por THOMAS L. FRIEDMAN


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16/04/2009 03:35 PM

Fuligem do terceiro mundo é novo alvo no combate à mudança climática

KOHLUA, Índia - "É difícil de acreditar que isso tenha culpa no derretimento das geleiras", disse Veerabhadran Ramanathan, um dos principais cientistas climáticos do mundo, conforme passava entre cabanas com fogões de barro que lançam fuligem na atmosfera.

NYT

Fuligem cobre região da Índia formando nuvens sobre moradias

Enquanto mulheres em coloridos saris cozinham pão e ensopados no começo da noite, sobre fogos alimentados por galhos e esterco, crianças tossem com a densa fumaça que toma conta de suas casas. Negras camadas de fuligem cobrem os tetos. No alvorecer, uma nuvem é vista sobre a região como um cobertor sujo.

Em Kohlua, na região central da Índia, onde há pouca eletricidade e nenhum carro, as emissões de dióxido de carbono, o principal gás ligado ao aquecimento global, é quase zero. Mas a fuligem (também conhecida como carbono negro) de milhares de vilas como esta, se mostra uma das principais fontes da mudança climática.

Ainda que o dióxido de carbono possa ser o principal responsável pelo aumento da temperatura global, segundo os cientistas, o carbono negro está em segundo lugar, com estudos recentes estimando que seja responsável por 18% do aquecimento do planeta, em comparação a 40% do dióxido de carbono.

Diminuir a emissão de carbono negro seria uma forma relativamente barata de lidar com o aquecimento global (especialmente a curto prazo). Substituir fogões primitivos com versões mais modernas que emitem muito menos fuligem aliviaria a situação, enquanto os países lutam com tarefas mais difíceis de estabelecer programas e desenvolver tecnologias para lidar com as emissões de dióxido de carbono de combustíveis fósseis.

"Está claro para qualquer pessoal que se preocupa com a mudança climática que ela terá um grande impacto no meio-ambiente mundial", disse Ramanathan, professor de ciência climática no Instituto de Oceanografia Scripps, que trabalha com o Instituto de Recursos e Energia de Nova Déli em um projeto para ajudar famílias pobres a conseguir novos fogões.

"Em termos de mudança climática, nos dirigimos a um abismo e isso pelo menos nos daria algum tempo", disse Ramanathan.

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16/04/2009 12:52 PM

Casal Obama divulga sua declaração de renda

WASHINGTON - O presidente Barack Obama e sua mulher, Michelle, divulgaram na quarta-feira sua declaração de renda de 2008, mostrando que pagaram US$855,323 em impostos federais sobre uma renda conjunta de US$2.656.902.

 

O casal também divulgou ter doado US$ 172.050 (quase 6,5% de sua renda total) a 37 instituições de caridade, incluindo US$ 25 mil em contribuições ao grupo de combate à pobreza mundial CARE.

Pelo quarto ano consecutivo, a renda principal do casal Obama veio dos direitos autorais dos livros: "A Origem dos Meus Sonhos" e "A Audácia da Esperança".

Os ganhos com a venda dos livros totalizou mais de US$ 2,4 milhões em 2008, muito mais do que os US$ 200 mil que o casal ganhava com o salário de Barack Obama como senador e o de Michelle Obama no Hospital da Universidade de Chicago. Michelle Obama deixou seu trabalho durante a campanha presidencial no ano passado.

No começo da quarta-feira, o último dia para a entrega das declarações, Obama se encontrou com um grupo de contribuintes comuns. Ele falou sobre suas propostas fiscais, dizendo que cortes nos impostos previstos no projeto de estímulo irão beneficiar "95% dos trabalhadores americanos" e elogiou outras mudanças que irão ajudar pequenos empresários, pais de estudantes universitários e compradores de imóveis.

Obama fez suas declarações enquanto ativistas conservadores faziam uma série de protestos "Festa do Chá" em todo o país pedindo impostos mais baixos e menos gastos governamentais.

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16/04/2009 11:59 AM

Editorial: Sistema de saúde deve cortar gastos com reinternações

Cerca de um quinto de todos os pacientes do Medicare que recebem alta voltam ao hospital em menos de 30 dias, o restante retorna em até 90 dias. A redução deste índice significaria a economia de bilhões de dólares para o sistema de saúde americano. Além disso, muitos pacientes certamente se beneficiariam de um cuidado melhor.

Altas taxas de reospitalização são parcialmente culpa dos hospitais. O problema fundamental é a natureza fragmentada do sistema de saúde americano, no qual os provedores de serviços médicos não se comunicam entre si, os pacientes não recebem atenção e ninguém parece responsável pelo seu bem-estar.

Uma nova análise de três pesquisadores, publicada no jornal de medicina The New England, estima que reinternações não planejadas custaram US$ 17,4 bilhões ao Medicare no ano fiscal de 2004, o que representa uma grande parcela dos US$ 102,6 bilhões pagos pelo serviço aos hospitais naquele ano. 

A maioria dos pacientes foram reinternados por problemas diferentes daqueles que os levaram ao hospital inicialmente. Pacientes cirúrgicos, por exemplo, foram readmitidos com pneumonia, problemas cardíacos ou infecções bacterianas. Algumas destas reinternações podem ser difíceis de evitar, como as de idosos ou pessoas gravemente doentes. Mas elas poderiam ser evitadas na maioria dos pacientes com um melhor planejamento e coordenação.

A descoberta mais assustadora é que metade dos pacientes não cirúrgicos readmitidos dentro de 30 dias não passaram por consultas médicas depois que tiveram alta. Aparentemente, eles foram deixados de lado, talvez com um instruções mal compreendidas sobre como cuidar de si mesmos.

As soluções propostas incluem um melhor planejamento da alta pelos hospitais, mais eficiência na educação dos pacientes e melhor cooperação entre hospitais e médicos para garantir cuidados após a internação.

A gestão Obama, como parte de sua ambiciosa reforma no sistema de saúde, propôs que o Medicare use incentivos e penalidades para encorajar hospitais e médicos a cooperar na fiscalização dos cuidados pós-internação. A gestão estima que a postura irá economizar US$26 bilhões em 10 anos. A ideia é boa e também irá melhorar a vida de pacientes.

Leia mais sobre planos de saúde

16/04/2009 11:46 AM

Nova fundação visa tomar conta de ameaças emergenciais

Jeff Skoll, primeiro presidente do eBay, doou US$ 100 milhões para iniciar uma nova fundação para causas emergenciais como falta de água, pandemias e o conflito do Oriente Médio.

A organização, chamada Skoll Urgent Threats Fund, será liderada pelo Dr. Larry Brilliant, um especialista em saúde pública livre de tradições e organizador de tecnologia, que até fevereiro era chefe da área filantrópica do Google, o Google.org.

“Isso é só o começo”, disse Skoll, sobre o dinheiro que ele colocou na Fundação Skoll. “Eu doarei mais dinheiro com o tempo”.

O empresário está rapidamente colocando sua marca no mundo da filantropia, ao usar uma variedade de abordagens, com e sem fins lucrativos, direcionadas a problemas sociais.

Sua empresa de filmes, com fins lucrativos, a Participant Media, é conhecida por produções como “Uma verdade inconveniente” e “O caçador de pipas”, que visam trazer ao público maior atenção a questões sociais. Já sua empresa de investimento, Capricorn Investments, investe dinheiro em temas como falta de saneamento básico e o desenvolvimento de produtos sustentáveis de frutos do mar.

A Fundação Skoll subscreve o trabalho de organizadores sociais como Connie K. Duckworth, que fundou a organização Arzu Inc, que fornece tratamentos de saúde e compensação a taxas maiores do que a do mercado, para mulheres afegãs que fazem mercadorias de costura em troca da garantia de que suas crianças frequentem a escola e de que elas mesmas façam aulas de alfabetização.

“O que eu planejei por todos esses anos é tentar discutir essas questões sociais do mundo”, disse Skoll, “mas nos últimos cinco anos, certos assuntos emergiram de forma vem visível. Se não tomarmos uma atitude logo, todas as outras coisas que estamos tentando fazer, seja melhorar a vida das mulheres ou preservar espécies ou educar garotas, não farão diferença”.

Brilliant, que desistiu de seu último emprego como chefe da Google's Philanthropy Evangelist (Filantropia Evangelista do Google), disse que espera alavancar o trabalho de outras organizações que a Skoll apoia, buscando soluções para algumas das ameaças mais complexas para a humanidade.

“Elas são equipamentos dentro de uma porção de outros equipamentos”, disse. “Nós usamos filmes e talentos criativos da Participant, ou os organizadores sociais cujas vidas e trabalho possam informar sobre nosso trabalho”.

Skoll disse que gostaria de atrair outras fontes financeiras para a Urgent Threats Fund.

A fundação já fez parceria com a google.org, que colocou US$ 11 milhões no total na Iniciativa de Previsão Viral Global, um grupo sem fins lucrativos que identificou 40 novos vírus na África. A pesquisa se deu a partir do estudo do sangue coletado por caçadores de animais. Além de caçar e matar, eles mesmos faziam os testes com o sangue. O privilégio permitirá a expansão do trabalho da organização para outras regiões do mundo.


Por STEPHANIE STROM

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15/04/2009 05:04 PM

Portas da Catedral se tornam um problema para cerimônia de posse de arcebispo

NOVA YORK – As portas de bronze de 20 mil libras, da entrada oeste da Catedral de São Patrício foram feitas para muitas coisas: para impressionar com sua arte e detalhes; para ser forte o suficiente para sustentar seis estátuas de tamanhos quase reais construídas em seus aposentos; para manter o barulho da cidade do lado de fora. Mas não foram feitas para anunciar chegadas com batidas nas portas.

AP
Cerimônia de posse na Catedral de São Patrício
Catedral de São Patrício em Nova York
Então quando alguém precisa fazer isso – disse um arcebispo – as portas se tornam um problema.

“Tentamos todas as coisas”, disse o porta-voz da arquidiocese de Nova York, Joseph Zwilling. Enquanto isso, descrevia os esforços para garantir que quando o arcebispo Timothy M. Dolan batesse naquelas portas de bronze antes da missa de terça-feira à noite, as pessoas do lado de dentro ouvissem.

No ritual de posse do novo arcebispo da Igreja Católica Romana, a pessoa deve ficar do lado de fora das portas da igreja mãe de sua diocese, (com a ajuda de uma grande equipe), simbolizando a saudação ao novo prelado e indicando ao coro e ao organista para acelerar o canto.

Por alguma razão desconhecida, o Cardeal Edward M. Egan, que está se aposentando de seu cargo de arcebispo, não fez essa performance tradicional quando tomou posse em 2000, disse Zwilling. E embora seu predecessor, o Cardeal John J. O’Connor, provavelmente o tenha feito, nenhuma autoridade da arquidiocese parece se lembrar de como ele o fez.

Nas tentativas periódicas de Zwilling e seus assistentes em bater na porta durante o último mês não deram certo, disse. Eles usaram martelos de madeira, objetos feitos de pedra, objetos longos e curtos, mas, de acordo com ele, mas todos produziram menos que um retinir. “Não causou impressão alguma”.

Na semana passada, a equipe de testes do som teve a ideia de usar um martelo. Eles o envolveram em um pano, e descobriram que o som produzido do outro lado da porta era mais satisfatório do que em testes anteriores.

Usando um martelo, o novo arcebispo, um homem robusto, naturalmente precisaria evitar danificar os entalhes das portas, ou as estátuas de santos americanos, incluindo a freira Elizabeth Ann Seton e uma índia da tribo dos Mohawks do século 17, Kateri Takakwitha.

AP

Novo arcebispo em ritual tradicional de posse
bate na porta da Catedral com um martelo

Nas preparações para a véspera do acontecimento, Dolan foi avisado para bater na porta em um ponto onde não há nenhum trabalho decorativo, disse Zwilling.

A hora da verdade veio na terça à noite. Em dois dias de ensaio do ritual coreografado, uma grande procissão de padres e bispos caminharam pela Quinta Avenida e até as portas frontais da catedral, que foram mantidas fechadas.

Dolan subiu os degraus. Posicionou o martelo – totalmente descoberto de qualquer pano – e bateu na porta seis vezes. Ele parou, e para ter certeza, bateu mais três vezes.

Dentro da catedral em silêncio, o som soou fracamente, como um trabalhador de construção pregando com o martelo um quadro em uma parede distante. Mas foi ouvido – provocando um alvoroço de risadas e então aplausos infinitos.


Por PAUL VITELLO

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15/04/2009 03:00 PM

EUA planejam revelar informações sobre bancos resgatados

WASHINGTON - A gestão Obama planeja revelar a condição dos 19 maiores bancos dos Estados Unidos conforme tenta restaurar a confiança no sistema financeiro sem irritar os investidores, afirmaram oficiais do governo.

A gestão decidiu revelar alguns detalhes sensíveis sobre os testes de estresse agora finalizados, depois de concluir que manter muitas das descobertas em sigilo poderia fazer com que os investidores abandonassem as instituições cujos rumores dizem estar enfraquecidas.

Ainda que todos os bancos devam passar nos testes, alguns receberão notas melhores do que outros. Os oficiais deliberadamente não foram claros sobre quanto pretendem revelar (ou encorajar os bancos a que revelem por si mesmos) sobre quão bem cada um deles lidaria com diferentes cenários de dificuldades econômicas nos próximos dois anos.

Assim, indicar quais bancos são mais vulneráveis ainda representa o risco de fazer exatamente o que os oficiais esperam evitar.

Até agora, o Tesouro disse que irá revelar as quantidades de qualquer nova injeção de capital nos bancos que os reguladores acreditam estar em risco caso a crise econômica seja prolongada, ou a economia entre em uma situação ainda pior.

A intervenção da gestão pode ter sido forçada pelo Goldman Sachs, que vendeu US$5 bilhões em novas ações na terça-feira e declarou que irá usar o valor e outros investimentos particulares para devolver ao governo US$10 bilhões em outubro.

Em tempos comuns, os reguladores não revelariam os resultados dos testes bancários ou o nome de bancos em dificuldades por medo de instigar pânico. Mas assim que o governo se concentrou na intensidade com a qual os mercados esperam por sinais sobre os resultados dos maiores bancos nos testes de estresse, a decisão foi reconsiderada.

"O propósito deste programa é evitar o pânico, não causá-lo", disse um oficial sênior envolvido nos testes. "Nós e os bancos iremos explicar claramente onde cada banco fracassou".


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15/04/2009 12:43 PM

México pressiona EUA pela interrupção do contrabando de armas

HOUSTON - John Phillip Hernandez, 24, maquinista desempregado que vive com os pais, entrou em uma grande loja de materiais esportivos em julho de 2006 e despejou US$2,600 em dinheiro sobre o balcão de vidro. Minutos depois, Hernandez saiu de lá com três rifles militares.

Um destes rifles foi recuperado sete meses depois em Acapulco, México, onde foi usada por traficantes do cartel local para atacar o escritório do promotor geral do Estado de Guerrero, afirmam documentos legais. Quatro policiais e três secretárias foram mortos.

Apesar de Hernandez ter sido preso no ano passado como parte de um grupo de contrabando de armas, a maioria dos outros 22 participantes da quadrilha ainda está solta. Antes de sua operação ser descoberta, os traficantes transportaram o que os documentos judiciais descrevem como pelo menos 339 armas de alto poder para o México ao longo de um ano e meio, segundo afirmaram agentes federais.

"Não se sabe por quanto tempo este grupo operou antes de ser pego", disse  J. Dewey Webb, agente responsável pela divisão de Houston da Agência de Álcool, Tabaco, Armas e Explosivos.

Notando que há cerca de 1,500 vendedores de armas licenciados na região de Houston, Webb acrescentou, "Você pode ir a uma loja diferente em Houston por dia e fazer isso por meses sem alertar ninguém".

O caso ressalta um enorme obstáculo enfrentado pelos Estados Unidos conforme o país tenta atingir a demanda do México de cortar o fluxo de armas aos cartéis do tráfico. O sistema federal de rastreamento da venda de armas, criado ao longo dos anos para evitar infrações aos direitos estabelecidos na Segunda Emenda, dificulta que tendências suspeitas sejam percebidas rapidamente ou mesmo que compradores comuns possam ser diferenciados de contrabandistas.

Como resultado disso, em alguns Estados ao longo da fronteira sudoeste, onde as armas são fracamente reguladas, os contrabandistas podem evitar a detecção por meses ou anos. No Texas, Novo México e Arizona, os vendedores podem negociar um número ilimitado de rifles a qualquer um com uma carta de motorista e antecedentes criminais limpos sem ter que informar a venda ao governo. Em exposições de armas nestes Estados, há ainda menor regulação. Vendedores particulares, ao contrário dos licenciados, não precisam registrar o nome dos compradores, muito menos informar a venda ao governo.

Oficiais mexicanos estão desesperados para que os Estados Unidos impeçam o fluxo de armas que mantém os cartéis fortemente armados. Ao enviar compradores de fachada a lojas americanas, os cartéis mantém um arsenal de armas semiautomáticas como as metralhadoras AK-47 e AR-15, afirmam os investigadores.


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15/04/2009 12:33 PM

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