Um equipe de pesquisadores descobriu duas variedades genéticas relacionadas a um aumento do risco de AVC (acidente vascular cerebral), abrindo caminho para tratamentos que apontam para os mecanismos moleculares do problema.
"Trata-se do primeiro estudo para identificar uma variação genética comum, vinculada ao risco de acidentes vasculares cerebrais nos Estados Unidos", afirmou Eric Boerwinkle, professor de genética na Universidade do Texas, um dos autores do estudo, publicado na edição digital do 'New England Journal of Medicine'.
A pesquisa, que se baseia na análise de dados provenientes de quatro estudos genômicos realizados com 19 mil pessoas nos EUA e na Europa, revela que 20% dos brancos e 10% dos negros têm ao menos uma cópia dessa variação genética.
Leia mais (16/04/2009 - 10h54)
Análises da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em 17 alimentos encontraram problemas com agrotóxicos em 15% das 1.773 amostras (veja quadro abaixo).
O produto com mais irregularidades foi o pimentão (64%), seguido por morango (36%), uva (33%) e cenoura (31%).
Foram examinados grãos, frutas e verduras vendidos em 2008 em supermercados de todos os Estados -exceto Alagoas. Todos eles tiveram amostras em que foram detectados resíduos de agrotóxicos não permitidos para aqueles produtos. Em nove, havia resquícios de substâncias autorizadas, mas acima do nível permitido.
Leia mais (16/04/2009 - 09h53)
Embora os agrotóxicos presentes nos alimentos sejam prejudiciais à saúde, os danos podem demorar anos para aparecer e não há estudos científicos que relacionem seu consumo e uma possível intoxicação.
Segundo Eduardo Mello De Capitani, toxicologista da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), vários tipos de agrotóxicos são usados nos alimentos, e o levantamento da Anvisa não deixa claro quais estão em excesso. O relatório também não aponta o quanto esses agrotóxicos excedem o limite. "É diferente a pessoa ingerir um alimento que possui agrotóxico um ponto acima do limite e outro que esteja 20 pontos acima", diz.
Para Délio Campolina, presidente da Sociedade Brasileira de Toxicologia, o efeito maléfico do consumo dessas substâncias pode demorar anos para aparecer. "A pessoa come a fruta e não sente alteração no gosto nem passa mal."
Leia mais (16/04/2009 - 09h53)
A teoria de que unidades de conservação na Amazônia oferecem apenas uma proteção "ilusória" não é de todo válida, afirma um novo estudo. O trabalho, liderado pelo ecólogo Stuart Pimm, da Universidade Duke, da Carolina do Norte (EUA), mapeou focos de queimadas ao longo de dez anos, registrados pelo satélites europeus Envisat e ERS-2, e chegou à conclusão de que as áreas protegidas são ferramentas de preservação importantes, mesmo não sendo suficientes.
Comparando a ocorrência de focos de fogo dentro e fora de reservas, os cientistas mostraram que a criação dessas áreas tem impacto positivo na conservação de florestas mesmo quando as unidades de conservação ficam só "no papel", com estrutura de vigilância ruim.
Um estudo de 2006, liderado pelo ecólogo Daniel Nepstad, do Ipam (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia) já apontava para a eficiência dos parques e principalmente das terras indígenas para a proteção da floresta.
Leia mais (16/04/2009 - 09h16)
Diferentemente do publicado na reportagem "Doença de Chagas completa 100 anos e persiste no local da descoberta" (Ciência - 12/04/2009 - 10h26), o médico Carlos Chagas morreu em 1934, e não em 1943. O texto já foi corrigido. A correção na versão eletrônica da Folha de S.Paulo, disponível para assinantes do UOL e do jornal, pode ser verificada aqui.
Leia mais (16/04/2009 - 08h41)
Quatro filhotes de cobra escaparam da caixa em que eram transportadas em pleno voo na Austrália. Doze cobras píton estavam sendo levadas dentro do compartimento de bagagens de uma aeronave da empresa aérea Qantas, que fazia um voo de duas horas e meia entre Alice Springs e Melbourne.
Ao descarregarem as malas, funcionários perceberam que quatro das 12 cobras haviam desaparecido.
Foi lançada uma operação de busca liderada por um especialista em répteis, mas as cobras não foram encontradas.
Leia mais (16/04/2009 - 08h27)
Estudos sobre a genética de tumores raramente trazem conclusões radicais do tipo "este é o gene do câncer", porque a malha de processos que desencadeiam a doença é muito complexa. Um grupo de cientistas no Reino Unido, porém, acaba de apontar uma mutação genética que pode, por conta própria, desencadear o melanoma, o câncer de pele mais letal.
A alteração de DNA estudada pelos cientistas fica num gene batizado de BRAF e está presente em 70% dos melanomas. Um estudo liderado por Richard Marais, do Instituto de Pesquisa do Câncer, em Londres, conseguiu criar a mutação de maneira controlada em camundongos e mostrou que ela pode desencadear o processo que leva melanócitos (células que conferem pigmentação à pele) a formarem tumores.
O sucesso da pesquisa tem implicação tão direta para a clínica que os cientistas já começaram a testar drogas nos animais geneticamente alterados para o tratamento do tumor.
Leia mais (16/04/2009 - 08h06)
Diferentemente do informado na reportagem "Remédio paracetamol ajuda recuperação de doentes de apoplexia, diz pesquisa" (Ciência - 15/04/2009 - 15h19), de autoria da agência de notícias Efe, reproduzida pela Folha Online, a dose de paracetamol ministrada é seis gramas, e não seis miligramas. O texto foi corrigido.
Leia mais (16/04/2009 - 07h57)
Cientistas norte-americanos descobriram na Amazônia uma espécie de formiga que vive e se reproduz sem sexo, além de apresentar apenas fêmeas entre seus exemplares.
Trata-se da Mycocepurus smithii, primeira espécie identificada pelos biólogos com a capacidade de se reproduzir sem nenhum tipo de relação sexual e de se clonar de maneira natural.
A descoberta foi publicada na revista "Proceedings of the Royal Society B". Segundo o artigo, as formigas dessa espécie vivem entre fungos que também se reproduzem assexuadamente e são capazes de gerar descendentes geneticamente idênticos.
Leia mais (15/04/2009 - 19h06)
Uma redução de 70% das emissões dos gases causadores de efeito estufa e, sobretudo, do CO2 durante o século 21, seria suficiente para salvar as geleiras do Ártico e evitar as consequências mais desastrosas do aquecimento global, revela um estudo divulgado nesta terça-feira.
Com isso, o aquecimento no Ártico seria reduzido quase pela metade, ajudando a preservar a pesca e as populações de pássaros marinhos e de animais polares, como os ursos brancos, em especial, no norte do mar de Bering, avaliam os pesquisadores.
Reuters
Morsa repousa sobre um bloco de gelo no Ártico; redução em 70% das emissões no século 21 salvaria a região, dizem especialistas