O governo da Grã-Bretanha anunciou nesta quinta-feira vai oferecer subsídios de até 5 mil libras (cerca de R$ 16 mil) para estimular os consumidores a comprarem carros elétricos ou híbridos. O estímulo para a compra destes veículos é parte do plano do governo britânico, de 250 milhões de libras (cerca de R$ 823 milhões), para promover o transporte com baixas emissões de gases de efeito estufa nos próximos cinco anos.O plano também prevê 20 milhões de libras (aproximadamente R$ 66 milhões) para o estabelecimento de pontos para carregar os carros e mais infraestrutura para o uso deste tipo de veículo, que ainda é pequena na Grã-Bretanha.
O secretário dos Transportes britânico, Geoff Hoon, afirmou que existe um grande potencial para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, pois menos de 0,1% da frota de 26 milhões de carros britânicos é de veículos elétricos.
A indústria automobilística aprovou a iniciativa, mas os críticos afirmam que o governo britânico precisa investir mais na criação de locais para a recarga dos carros e também em transporte público.
Limitações O financiamento vai estar disponível apenas para carros totalmente elétricos e híbridos movidos a gasolina e eletricidade. Os híbridos hoje vendidos no mercado britânico não seriam incluídos no programa de subsídios, pois estes modelos só chegariam às lojas do país dentro de dois anos.
O mercado britânico conta com uma série limitada de veículos elétricos e as vendas são baixas devido a várias razões. Eles geralmente precisam de sete horas para serem carregados, têm apenas dois lugares e autonomia de apenas 65 km.
Os preços destes veículos variam de 8 mil libras (cerca de R$ 26 mil) para os menores a até 80 mil libras (cerca de R$ 263 mil) para os modelos de alto desempenho.
Falando de uma pista de corridas na cidade escocesa de Dunfermline, Geoff Hoon afirmou que o plano visa "estimular a ideia de que os veículos elétricos vão se transformar em parte do cotidiano, que as pessoas vão olhar ver que é igual a qualquer outro carro".
Jay Nagley, analista da consultoria Spyder Automotive, afirmou que o anúncio é muito importante para a indústria automobilística, mas vê problemas no plano.
"O grande problema é que a próxima geração de carros elétricos inicialmente será muito cara para fabricar, os fabricantes afirmam que será o dobro do preço de um carro movido a gasolina", afirmou.
"Sem subsídios ninguém vai comprá-los, então os fabricantes não poderão aumentar a produção e abaixar os preços." No entanto, para o analista, a situação deverá melhorar no futuro e, até 2020, cerca de um quarto de todos os carros vendidos na Grã-Bretanha poderão ser elétricos.
"Eles não serão apenas elétricos, serão também híbridos, que podem funcionar por 65 km antes que o motor a gasolina assuma", afirmou.
O presidente venezuelano Hugo Chávez disse nesta quinta-feira que "vetará" a declaração final da 5 Cúpula das Américas que começa na sexta-feira em Trinidad e Tobago ao qualificá-la de "deslocada".
"É uma declaração que é difícil de assimilar, está totalmente deslocada no tempo e espaço, são declarações muito parecidas (com as feitas no) ano 2001 (. ..) essa declaração Venezuela veta agora mesmo", afirmou Chávez nesta quinta-feira, em Cumaná, norte da Venezuela.
O presidente venezuelano se referiu ao encontro de Québec, no Canadá, em 2001, que defendeu a criação da Área de Livre-Comércio das Américas (Alca), defendida pelos Estados Unidos.
Como é de costume nas Cúpulas, as delegações representantes dos países que participam da reunião preparam um rascunho da declaração final do encontro que deve ser aprovada ou modificada pelos presidentes. A primeira versão do documento já foi apresentada aos chefes de Estado e está disponível na página oficial da Cúpula.
Vestido de militar, Chávez disse que vai "afinar a artilharia" com os presidentes do bloco da Alba, aliados com quem o presidente venezuelano pretende se unir para trazer ao centro da discussão na Cúpula das Américas a exclusão de Cuba no sistema interamericano e discutir o bloqueio americano à ilha que já dura 48 anos.
"Porque Cuba não está? Essa será a primeira pergunta que vamos fazer", afirmou.
"OEA deve desaparecer"
O encontro que ocorre nesta quinta-feira na cidade venezuelana de Cumuná inclue, além de Chávez, os presidente da Bolívia, Evo Morales; de Cuba, Raul Castro, do Paraguai, Fernando Lugo; da Nicarágua, Daniel Ortega; de Honduras, Manuel Zelaya, e os premiês de Dominica, Roosevelt Skerrit, e de São Vicente e Granadinas, Ralph Gonsalves, além de um representante do presidente do Equador, Rafael Correa.
Falando depois de Chávez, Raúl Castro, disse não estar interessado em reintegrar seu país à OEA (Organização dos Estados Americanos), afirmando que a OEA deveria "desaparecer".
"Antes de integrar (Cuba) à OEA, primeiro se unirá o mar do Norte com o mar do sul e nascerá uma serpente em um ovo de águia", afirmou Raúl.
"Com americanos ou sem americanos, a OEA tem que desaparecer", acrescentou.
Apesar de Cuba ser tecnicamente um integrante da OEA, o país não tem direito a voto nem a participar de suas reuniões. Cuba foi suspensa pela OEA em 1962, por pressão americana, durante a Guerra Fria.
O Brasil defende a normalização das relações entre a entidade e Cuba.
Na segunda-feira, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, disse que a ausência de Cuba na OEA "é uma anomalia que precisa ser corrigida".
Ofensa
Mas no dia seguinte, o ex-presidente cubano Fidel Castro disse que seu país não deseja reintegrar-se à OEA, ao afirmar que "ofendia" a suposição de que Cuba pretendia voltar ao organismo.
Fidel, disse que OEA "tem uma história que coleciona todo o lixo de 60 anos de traição aos povos da América Latina", acusando a organização de estar envolvida em "ações agressivas" que resultaram na morte de milhares de pessoas na região.
As críticas do ex-presidente cubano foram resposta ao secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, que afirmou que Cuba deverá ser "aceita" pelo organismo.
"Ele sabe que nós não queremos nem sequer escutar o nome dessa vil instituição", disse Fidel.
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, chegou nesta quinta-feira ao México, em uma visita que está sendo vista como uma manifestação de apoio do líder americano à luta contra o tráfico de drogas no país vizinho. Esta é a primeira visita de Obama a um país da América Latina desde que assumiu a Casa Branca, em janeiro, e a única escala dele antes da Cúpula das Américas, que começa nesta sexta-feira em Trinidad e Tobago.Além do tráfico de drogas, a economia também deve ser um tema importante nas discussões entre Obama e o presidente mexicano, Felipe Calderón.
Segundo o correspondente da BBC na Cidade do México Stephen Gibbs, a visita de Obama visa passar uma forte mensagem de que o México e os Estados Unidos não só dividem uma fronteira, mas também dividem a responsabilidade de reduzir a influência dos cartéis de tráfico de drogas.
No entanto, de acordo com Gibbs, a maioria dos mexicanos está mais preocupada com a recuperação da economia americana.
O México envia 80% de suas exportações para os Estados Unidos e milhões de famílias mexicanas dependem do envio de dinheiro de parentes que trabalham do outro lado da fronteira, segundo o correspondente.
Guerra de cartéis Um relatório militar dos Estados Unidos divulgado neste ano afirmou que a violência relacionada ao tráfico de drogas poderia transformar o México em um Estado fracassado.
Nos últimos dois anos, cerca de oito mil pessoas foram mortas no país enquanto as gangues mexicanas lutam pelo controle das lucrativas rotas de tráfico de drogas para os Estados Unidos.
O governo de Barack Obama já expressou solidariedade com Felipe Calderón e enviou centenas de agentes federais com equipamentos de vigilância modernos e cães farejadores para ajudar no combate aos cartéis.
Em uma visita à Cidade do México em março, a secretária de Estado americana Hillary Clinton afirmou que os Estados Unidos dividem a responsabilidade com o país pelo problema com as drogas.
Segundo Clinton a "demanda insaciável" dos Estados Unidos por drogas estimulou o tráfico e lembrou a "inabilidade" dos Estados Unidos para evitar que armas sejam contrabandeadas através da fronteira.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê que a atual recessão econômica global será ''atipicamente longa e severa'' e que o processo de recuperação será lento, segundo extratos do relatório World Economic Outlook(Perspectivas Econômicas Globais) que foram divulgados nesta quinta-feira. A íntegra do documento será divulgada na semana que vem, dias antes da reunião de primavera do FMI e do Banco Mundial, em Washington.De acordo com o fundo, recessões associadas a crises financeiras, como a atual, e que atingem igualmente diferentes países simultaneamente, tendem a ser mais longas e profundas do que aquelas que atingem apenas uma região.
Apesar de destacar a gravidade da crise, o FMI avalia que investimentos em políticas fiscais eficazes, ações monetárias ''agressivas'' e medidas para resgatar a confiança nos setores financeiros poderão acelerar o processo de recuperação.
Contágios negativos O fundo também pede em seu relatório que os titulares das Finanças dos países ricos e dos mercados emergentes atuem juntos para impedir a propagação da crise.
Segundo o órgão, o declínio de fluxos de capital provenientes dos países ricos para os mercados emergentes poderá gerar ''grandes contágios negativos'' para o mundo inteiro.
Em outro dos capítulos do World Economic Outlookdivulgado nesta quinta, o FMI afirma que atualmente existe uma forte ligação entre o ''estresse financeiro''' nos países ricos e nos mercados emergentes e que crises tendem a ocorrer simultaneamente em ambos.
De acordo com o economista-sênior do FMI, Olivier Blanchard, os mercados de exportação das nações emergentes começarão a se recuperar na medida em que a economia dos países mais ricos comece a ser retomada.
Mas ele salientou que os fluxos de capitais para o mundo emergente tardarão a ocorrer.
''Mesmo que o sistema bancário dos países ricos esteja lentamente se recuperando, vai demorar bastante para termos um retorno do fluxo de capitais para os mercados emergentes'', afirmou Blanchard, durante uma entrevista coletiva em Washington, nesta quinta.
Em março deste ano, o fundo previu que a economia global sofreria sua primeira recessão em sessenta anos, com um declínio que oscilaria entre 0,5% e 1% neste ano.
As economias dos países ricos deverão, segundo o FMI, sofrer contração de entre 3% e 3,5% neste ano, e a dos países em desenvolvimento crescerá apenas entre 1,5% e 2,5%.
As brasileiras lideram as preferências dos homens espanhóis na hora de casar, segundo pesquisa divulgada nesta quinta-feira pelo Instituto de Política Familiar da Espanha, que mostra que o número de casamentos entre locais e estrangeiros disparou no país e as mulheres do Brasil são as mais cotadas.
Só em 2007 (dados mais recentes sobre os índices de uniões civis na Espanha) 14,2 % de todos os casamentos civis aconteceram entre homens espanhóis e mulheres brasileiras. Esta opção por parceiros estrangeiros disparou nos últimos sete anos.
Entre 2000 e 2007, os matrimônios entre locais e forasteiros aumentaram em 186%, passando de 11.974 uniões para 34.223.
Tendência crescente
Ao mesmo tempo, diminuem os casamentos entre pessoas nascidas na Espanha, com 10% menos a cada ano na última década.
Segundo a pesquisa, mais espanhóis do que espanholas aceitam a união com estrangeiros. 59% dos homens disseram que optariam por imigrantes, comparados com apenas 41% das mulheres.
Os marroquinos lideram na predileção das espanholas, representando 12,8% dos casamentos em 2007, seguidos pelos argentinos com 7,3%.
Os homens, depois das brasileiras, escolhem as colombianas: 10,3%. Os latino-americanos em todo caso formam a preferência nacional: 65% dos casamentos mistos têm um cônjuge nascido na região.
"Se isso continuar, em 2010 teremos 20% do total de casamentos formados por espanhóis e estrangeiros, e na maioria deles haverá uma esposa brasileira", disse à BBC Brasil o presidente do Instituto de Política Familiar da Espanha, Eduardo Hertfelder.
"Entendemos a combinação entre uma mudança de mentalidade da sociedade, o caráter hospitaleiro dos espanhóis e a disposição dos imigrantes para integrar-se completamente. Mas não contemplamos o porquê da preferência por algumas nacionalidades."
Casal comprova pesquisa
Fabiana e Jesus Nuñez fazem parte das estatísticas que confirmam a preferência de espanhóis por brasileiras. Bastaram seis meses de namoro para a relação acabar em casamento.
Aos 16 anos Fabiana trocou Curitiba por Madri com a mãe e dois irmãos em 2001. Conheceu Jesus numa aula de capoeira e semanas mais tarde já estavam morando juntos.
"Não vou dizer que os espanhóis são melhores do que os brasileiros em tudo", brincou Fabiana. "Mas te levam muito mais a sério. Sem contar no que reclamam das espanholas, que são brutas, frias... Eles encontram uma brasileira e ficam doidos".
O marido ri e completa: "O que eu vou dizer? É tudo verdade. Eu não sei quem fez essa pesquisa, mas eu sou a prova dela".
Jesus, 28, agora pai de Elena (4), acha que as mulheres do Brasil têm "qualidades especiais e dão mais importância ao compromisso".
Instituição
Essa necessidade de oficializar a união acontece justo quando a imagem do casamento está em declínio na Europa. Por isso para o Instituto de Política Familiar a pesquisa comprova que os estrangeiros estão ajudando os espanhóis a manter a tradição de casar.
"O fato de um homem e uma mulher de países diferentes, com as barreiras culturais e toda a problemática que isso significa decidirem iniciar um projeto de vida em comum, demonstra a vigência do projeto matrimonial. Algo que vem se perdendo na Europa", diz Hertfelder.
"Provavelmente é a razão pela qual há menos casamentos de europeus entre si. Os estrangeiros estão trazendo esse valor de volta", concluiu.
Segundo as estatísticas do Ministério de Trabalho e Imigração, os estrangeiros são também os responsáveis por elevar a taxa de natalidade da Espanha.
Nos últimos 20 anos o país tinha crescimento negativo; mais mortes do que nascimentos. Em 2008 a média passou a 1.39 filhos por casal, o melhor registro desde 1990.
Milhões de eleitores em 17 Estados da Índia votaram nesta quinta-feira no primeiro dia das eleições para os 543 novos membros da Lok Sabha, a câmara baixa do Parlamento do país.
Os eleitores foram às urnas em 124 seções eleitorais em todo o país, incluindo áreas mais instáveis como o norte e o centro da Índia. O comparecimento teria sido bom, apesar de uma série de ataques de rebeldes maoístas.
Mesmo com uma imensa operação de segurança, envolvendo 2 milhões de agentes, os ataques mataram 21 pessoas, incluindo 12 seguranças que estavam protegendo as seções eleitorais.
No total, cerca de 714 milhões de eleitores devem comparecer aos 828.804 centros de votação espalhados por toda a Índia.
AP
Centenas de eleitores aguardam na fila para votar
Por motivos logísticos, as eleições serão realizadas em cinco datas: 16 de abril, 23 de abril, 30 de abril, 7 de maio e 13 de maio.
Os resultados devem começar a ser divulgados no dia 16 de maio, e o novo parlamento toma posse no dia 2 de junho.
Previsões
Nenhuma das duas principais agremiações que disputam as eleições, o Partido do Congresso - que governou a Índia nos últimos cinco anos - e o hinduísta Partido Bharatiya Janata (BJP, na sigla em inglês) - que governou o país entre 1998 e 2004 -, deve conquistar a maioria das cadeiras no parlamento.
Isto deve fazer com que eles busquem apoio de partidos menores para tentar formar o novo governo do país.
Além disso, eles terão que disputar os votos com uma coalizão formada por agremiações de esquerda e partidos regionais que se intitula Terceira Frente, o que deve tornar as eleições ainda mais acirradas.
Mesmo assim, os dois principais partidos já divulgaram os nomes de seus candidatos a primeiro-ministro. O candidato da coalizão liderada pelo Partido do Congresso é o atual premiê indiano, Manmohan Singh. Já o indicado pelo BJP é L. K. Advani.
Comparecimento
Segundo Sanjoy Majumder, correspondente da BBC na cidade de Varanasi, no Estado de Uttar Pradesh (norte do país), os números de comparecimento naquela região foram decepcionantes, apesar de um começo de votação mais movimentado.
Majumder afirma que o calor muito forte na região, a insatisfação com os candidatos e com os representantes que já foram eleitos em votações anteriores podem ser as razões para o baixo comparecimento.
No Estado de Jharkhand, no leste da Índia, seis soldados paramilitares foram mortos na explosão de uma mina terrestre que teria sido colocada por rebeldes maoístas, segundo a polícia.
Maoístas também atacaram zonas eleitorais nos Estados de Orissa e Bihar. Em Bihar, no nordeste indiano, dois seguranças foram mortos e duas eleitoras foram feridas à bala, segundo testemunhas. Os insurgentes saquearam máquinas de votação eletrônica e levaram quatro rifles da polícia.
A polícia afirma que em Orissa, no leste do país, insurgentes queimaram algumas máquinas de votação. Os rebeldes também bloquearam estradas na região.
Segundo o correspondente da BBC em Nova Déli Chris Morris, os ataques foram incidentes isolados em áreas rurais distantes, mas, ainda assim, conseguiram fazer com que parte dos eleitores deixasse de votar.
Disputa
Os eleitores vão julgar nas urnas as políticas da coalizão liderada pelo Partido do Congresso, que governou o país nos últimos cinco anos.
Neste período, a Índia apresentou um rápido crescimento econômico, além de grandes investimentos na área social e em infraestrutura. Mas a crise econômica abalou estes progressos, com um aumento nos níveis de desemprego e no custo de vida.
O premiê Manmohan Singh tem sido muito criticado pela oposição pela lentidão e pouco sucesso de suas reformas econômicas.
Manmohan Singh busca a renovação de seu mandato / Reuters
Por outro lado, a coalizão liderada pelo BJP apresenta uma plataforma focada na segurança interna da Índia, que tem preocupado grande parte da população principalmente após os ataques em Mumbai, no último mês de novembro, que deixaram 173 mortos.
O BJP acusa o governo de Singh de não ter agido de modo efetivo para combater militantes extremistas. Além da ameaça de grupos extremistas islâmicos e hindus, a Índia também convive com a ameaça de grupos de extrema-esquerda de inspiração maoísta, os naxalitas, controlam um "corredor vermelho" que se estende da fronteira da Índia com o Nepal até a região central do país.
O emissário especial dos Estados Unidos para o Oriente Médio, George Mitchell, e o novo ministro das Relações Exteriores de Israel, Avigdor Lieberman, discordaram abertamente sobre o rumo que o processo de paz na região deve tomar. Após encontro nesta quinta-feira em Jerusalém, onde Mitchell se reúne pela primeira vez com o novo governo eleito do país, o representante americano reiterou o apoio dos Estados Unidos à solução de criar um Estado palestino para "co-existir" com o Estado de Israel.No entanto, Lieberman, conhecido por suas posições linha-dura quanto às relações de Israel com o mundo árabe, afirmou que são necessárias "ideias novas".
Segundo jornalistas presentes ao encontro, ao final Lieberman não se comportou como é de praxe no mundo diplomático e não acompanhou o emissário americano até seu carro. De acordo com os relatos, o aperto de mão na despedida entre os dois só ocorreu depois do pedido dos fotógrafos.
Sem concessões Segundo o gabinete do ministro do Exterior, Lieberman disse a Mitchell que "as concessões feitas por Israel até agora levaram o processo de paz a um 'beco sem saída'".
"As únicas consequências foram a segunda guerra do Líbano e a operação em Gaza... Devemos procurar novas ideias para seguir com o processo político", afirmou o ministro.
Já o emissário americano reiterou a posição dos Estados Unidos em favor da criação de um Estado palestino ao lado de Israel e manifestou restrições contra o plano do novo primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, de promover inicialmente uma "paz econômica".
"Do nosso ponto de vista, a necessidade de melhorias econômicas na Cisjordânia deve fazer parte das negociações com os palestinos", disse Mitchell a Lieberman.
"Esclareci ao ministro do Exterior que os Estados Unidos apoiam a solução de dois Estados para dois povos que vivam em paz: um Estado palestino que viva em paz ao lado do Estado de Israel judaico. Desejamos alcançar a paz na região", acrescentou o emissário.
A visita de Mitchell ocorre depois de uma troca de farpas entre representantes americanos e o novo chanceler israelense, que desde que assumiu o cargo, há duas semanas, deixou claro que se opõe a qualquer concessão territorial por parte de Israel.
No dia em que assumiu o cargo no Ministério das Relações Exteriores, Avigdor Lieberman declarou que "concessões só vão trazer mais guerras".
Alguns dias depois, Lieberman também afirmou que "a conferência de Annapolis não tem validade para Israel", referindo-se a um encontro nos Estados Unidos, em 2007, no qual israelenses e palestinos se comprometeram a ampliar as negociações para a criação de um Estado palestino independente ao lado de Israel.
Ainda nesta quinta-feira, George Mitchell deverá se reunir com o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu.
O emissário especial dos Estados Unidos para o Oriente Médio, George Mitchell, e o novo ministro das Relações Exteriores de Israel, Avigdor Lieberman, discordaram abertamente sobre o rumo que o processo de paz na região deve tomar. Após encontro nesta quinta-feira em Jerusalém, onde Mitchell se reúne pela primeira vez com o novo governo eleito do país, o representante americano reiterou o apoio dos Estados Unidos à solução de criar um Estado palestino para "co-existir" com o Estado de Israel.No entanto, Lieberman, conhecido por suas posições linha-dura quanto às relações de Israel com o mundo árabe, afirmou que são necessárias "ideias novas".
Segundo jornalistas presentes ao encontro, ao final Lieberman não se comportou como é de praxe no mundo diplomático e não acompanhou o emissário americano até seu carro. De acordo com os relatos, o aperto de mão na despedida entre os dois só ocorreu depois do pedido dos fotógrafos.
Sem concessões Segundo o gabinete do ministro do Exterior, Lieberman disse a Mitchell que "as concessões feitas por Israel até agora levaram o processo de paz a um 'beco sem saída'".
"As únicas consequências foram a segunda guerra do Líbano e a operação em Gaza... Devemos procurar novas ideias para seguir com o processo político", afirmou o ministro.
Já o emissário americano reiterou a posição dos Estados Unidos em favor da criação de um Estado palestino ao lado de Israel e manifestou restrições contra o plano do novo primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, de promover inicialmente uma "paz econômica".
"Do nosso ponto de vista, a necessidade de melhorias econômicas na Cisjordânia deve fazer parte das negociações com os palestinos", disse Mitchell a Lieberman.
"Esclareci ao ministro do Exterior que os Estados Unidos apoiam a solução de dois Estados para dois povos que vivam em paz: um Estado palestino que viva em paz ao lado do Estado de Israel judaico. Desejamos alcançar a paz na região", acrescentou o emissário.
A visita de Mitchell ocorre depois de uma troca de farpas entre representantes americanos e o novo chanceler israelense, que desde que assumiu o cargo, há duas semanas, deixou claro que se opõe a qualquer concessão territorial por parte de Israel.
No dia em que assumiu o cargo no Ministério das Relações Exteriores, Avigdor Lieberman declarou que "concessões só vão trazer mais guerras".
Alguns dias depois, Lieberman também afirmou que "a conferência de Annapolis não tem validade para Israel", referindo-se a um encontro nos Estados Unidos, em 2007, no qual israelenses e palestinos se comprometeram a ampliar as negociações para a criação de um Estado palestino independente ao lado de Israel.
Ainda nesta quinta-feira, George Mitchell deverá se reunir com o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu.
O Comitê Nacional Antiterrorismo da Rússia anunciou nesta quarta-feira que o país encerrou a campanha militar que já durava dez anos na Chechênia, chamada pelo Kremlin de "operação antiterrorismo". Representantes do órgão disseram à imprensa russa que a decisão tem por objetivo "criar condições para melhorar ainda mais a normalização da situação na região, além de restaurar e desenvolver sua infraestrutura econômica e social".Desde o fim da União Soviética, em 1994, forças russas realizaram duas grandes ofensivas contra rebeldes separatistas na Chechênia, uma república que é predominantemente muçulmana.
Mas em março, o presidente russo, Dmitry Medvedev, pediu aos serviços de segurança para considerar a hipótese de encerrar a operação, argumentando que a situação na Chechênia havia "avançado bastante para uma estabilização".
"Precisamos criar novas oportunidades de investimentos e empregos na região", disse Medvedev a membros de seu governo, em um pronunciamento transmitido pela rede de televisão estatal russa.
Estabilidade O presidente da Chechênia, Ramzan Kadyrov, que é aliado do governo russo, afirmou estar "satisfeito" com a notícia do fim das operações.
"A liderança da Rússia confirmou oficialmente o fato de que o ninho do terrorismo foi desmantelado, que grupos armados ilegais foram neutralizados, e que líderes militantes, em cuja consciência moram o luto e o sofrimento de milhares de pessoas, foram aniquilados, presos e levados a julgamento", afirmou Kadyrov.
"Agora, a Chechênia... é um território pacífico e em desenvolvimento, e o cancelamento da operação antiterrorismo só vai promover o crescimento econômico da República." Entretanto, confrontos esporádicos entre soldados e rebeldes ainda ocorrem, e a violência continua nas repúblicas vizinhas do Daguestão e da Inguchétia.
Além disso, grupos de defesa dos direitos humanos criticam Kadyrov, a quem acusam de abusos.
Segundo o correspondente da BBC em Moscou, Richard Galpin, o anúncio do encerramento das operações é um momento de grande simbolismo, mas que, de fato, a Chechênia tem estado estável há algum tempo.
Os rebeldes que vinham lutando pela independência da república nos últimos 15 anos não conseguiram realizar nenhum grande ataque desde 2004.
Galpin afirma ainda que hoje, os rebeldes estão confinados nas montanhas do território, enquanto a capital, Grosny, está sendo rapidamente reconstruída.
O fim da operação russa na Chechênia deve "relaxar" restrições como toques de recolher, bloqueios a estradas e rondas esporádicas.
O Comitê Antiterrorismo, no entanto, não informou quantos soldados devem permanecer no território.
16/04/2009 11:18 AM
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