Jeff Skoll, primeiro presidente do eBay, doou US$ 100 milhões para iniciar uma nova fundação para causas emergenciais como falta de água, pandemias e o conflito do Oriente Médio.
A organização, chamada Skoll Urgent Threats Fund, será liderada pelo Dr. Larry Brilliant, um especialista em saúde pública livre de tradições e organizador de tecnologia, que até fevereiro era chefe da área filantrópica do Google, o Google.org.
“Isso é só o começo”, disse Skoll, sobre o dinheiro que ele colocou na Fundação Skoll. “Eu doarei mais dinheiro com o tempo”.
O empresário está rapidamente colocando sua marca no mundo da filantropia, ao usar uma variedade de abordagens, sem fins lucrativos e com fins lucrativos, direcionadas a problemas sociais.
Sua empresa filmes, com fins lucrativos, a Participant Media, é conhecida por produzir filmes como “Uma verdade inconveniente” e “O caçador de pipas”. Que visa trazer ao público maior atenção a questões sociais. Já sua empresa de investimento, Capricorn Investments, investe dinheiro em temas como falta de saneamento básico e o desenvolvimento de produtos sustentáveis de frutos do mar.
A Fundação Skoll subscreve o trabalho de organizadores sociais como Connie K. Duckworth, que fundou a organização Arzu Inc, que fornece tratamentos de saúde e compensação a taxas maiores do que a do mercado, para mulheres afegãs que fazem mercadorias de costura em troca da garantia de que suas crianças frequentem a escola e de que elas mesmas façam aulas de alfabetização.
“O que eu planejei por todos esses anos é tentar e discutir essas questões sociais do mundo”, disse Skoll, “mas nos últimos cinco anos, certos assuntos emergiram de forma vem visível. Se não tomarmos uma atitude logo, todas as outras coisas que estamos tentando fazer, seja melhorar a vida das mulheres ou preservar espécies ou educar garotas, não farão diferença”. Brilliant, que desistiu de seu último emprego como chefe da Google´s Philanthropy Evangelist (Filantropia Evangelista do Google), disse que espera alavancar o trabalho de outras organizações que a Skoll apoia, buscando soluções para algumas das ameaças mais complexas para a humanidade.
“Elas são equipamentos dentro de uma porção de outros equipamentos”, disse. “Nós usamos filmes e talentos criativos da Participant, ou os organizadores sociais cujas vidas e trabalho possam informar sobre nosso trabalho”.
Skoll disse que gostaria de atrair outras fontes financeiras para a Urgent Threats Fund.
A fundação já fez parceria com a google.org, que colocou US$ 11 milhões no total na Iniciativa de Previsão Viral Global, um grupo sem fins lucrativos que identificou 40 novos vírus na África. A pesquisa se deu a partir do estudo do sangue coletado por caçadores de animais. Além de caçar e matar, eles mesmos faziam os testes com o sangue. O privilégio permitirá a expansão do trabalho da organização para outras regiões do mundo.
NOVA YORK – As portas de bronze de 20 mil libras, da entrada oeste da Catedral de São Patrício foram feitas para muitas coisas: para impressionar com sua arte e detalhes; para ser forte o suficiente para sustentar seis estátuas de tamanhos quase reais construídas em seus aposentos; para manter o barulho da cidade do lado de fora. Mas não foram feitas para anunciar chegadas com batidas nas portas.
AP
Catedral de São Patrício em Nova York
Então quando alguém precisa fazer isso – disse um arcebispo – as portas se tornam um problema.
“Tentamos todas as coisas”, disse o porta-voz da arquidiocese de Nova York, Joseph Zwilling. Enquanto isso, descrevia os esforços para garantir que quando o arcebispo Timothy M. Dolan batesse naquelas portas de bronze antes da missa de terça-feira à noite, as pessoas do lado de dentro ouvissem.
No ritual de posse do novo arcebispo da Igreja Católica Romana, a pessoa deve ficar do lado de fora das portas da igreja mãe de sua diocese, (com a ajuda de uma grande equipe), simbolizando a saudação ao novo prelado e indicando ao coro e ao organista para acelerar o canto.
Por alguma razão desconhecida, o Cardeal Edward M. Egan, que está se aposentando de seu cargo de arcebispo, não fez essa performance tradicional quando tomou posse em 2000, disse Zwilling. E embora seu predecessor, o Cardeal John J. O’Connor, provavelmente o tenha feito, nenhuma autoridade da arquidiocese parece se lembrar de como ele o fez.
Nas tentativas periódicas de Zwilling e seus assistentes em bater na porta durante o último mês não deram certo, disse. Eles usaram martelos de madeira, objetos feitos de pedra, objetos longos e curtos, mas, de acordo com ele, mas todos produziram menos que um retinir. “Não causou impressão alguma”.
Na semana passada, a equipe de testes do som teve a ideia de usar um martelo. Eles o envolveram em um pano, e descobriram que o som produzido do outro lado da porta era mais satisfatório do que em testes anteriores.
Usando um martelo, o novo arcebispo, um homem robusto, naturalmente precisaria evitar danificar os entalhes das portas, ou as estátuas de santos americanos, incluindo a freira Elizabeth Ann Seton e uma índia da tribo dos Mohawks do século 17, Kateri Takakwitha.
AP
Novo arcebispo em ritual tradicional de posse bate na porta da Catedral com um martelo
Nas preparações para a véspera do acontecimento, Dolan foi avisado para bater na porta em um ponto onde não há nenhum trabalho decorativo, disse Zwilling.
A hora da verdade veio na terça à noite. Em dois dias de ensaio do ritual coreografado, uma grande procissão de padres e bispos caminharam pela Quinta Avenida e até as portas frontais da catedral, que foram mantidas fechadas.
Dolan subiu os degraus. Posicionou o martelo – totalmente descoberto de qualquer pano – e bateu na porta seis vezes. Ele parou, e para ter certeza, bateu mais três vezes.
Dentro da catedral em silêncio, o som soou fracamente, como um trabalhador de construção pregando com o martelo um quadro em uma parede distante. Mas foi ouvido – provocando um alvoroço de risadas e então aplausos infinitos.
WASHINGTON - A gestão Obama planeja revelar a condição dos 19 maiores bancos dos Estados Unidos conforme tenta restaurar a confiança no sistema financeiro sem irritar os investidores, afirmaram oficiais do governo.
A gestão decidiu revelar alguns detalhes sensíveis sobre os testes de estresse agora finalizados, depois de concluir que manter muitas das descobertas em sigilo poderia fazer com que os investidores abandonassem as instituições cujos rumores dizem estar enfraquecidas.
Ainda que todos os bancos devam passar nos testes, alguns receberão notas melhores do que outros. Os oficiais deliberadamente não foram claros sobre quanto pretendem revelar (ou encorajar os bancos a que revelem por si mesmos) sobre quão bem cada um deles lidaria com diferentes cenários de dificuldades econômicas nos próximos dois anos.
Assim, indicar quais bancos são mais vulneráveis ainda representa o risco de fazer exatamente o que os oficiais esperam evitar.
Até agora, o Tesouro disse que irá revelar as quantidades de qualquer nova injeção de capital nos bancos que os reguladores acreditam estar em risco caso a crise econômica seja prolongada, ou a economia entre em uma situação ainda pior.
A intervenção da gestão pode ter sido forçada pelo Goldman Sachs, que vendeu US$5 bilhões em novas ações na terça-feira e declarou que irá usar o valor e outros investimentos particulares para devolver ao governo US$10 bilhões em outubro.
Em tempos comuns, os reguladores não revelariam os resultados dos testes bancários ou o nome de bancos em dificuldades por medo de instigar pânico. Mas assim que o governo se concentrou na intensidade com a qual os mercados esperam por sinais sobre os resultados dos maiores bancos nos testes de estresse, a decisão foi reconsiderada.
"O propósito deste programa é evitar o pânico, não causá-lo", disse um oficial sênior envolvido nos testes. "Nós e os bancos iremos explicar claramente onde cada banco fracassou".
HOUSTON - John Phillip Hernandez, 24, maquinista desempregado que vive com os pais, entrou em uma grande loja de materiais esportivos em julho de 2006 e despejou US$2,600 em dinheiro sobre o balcão de vidro. Minutos depois, Hernandez saiu de lá com três rifles militares.
Um destes rifles foi recuperado sete meses depois em Acapulco, México, onde foi usada por traficantes do cartel local para atacar o escritório do promotor geral do Estado de Guerrero, afirmam documentos legais. Quatro policiais e três secretárias foram mortos.
Apesar de Hernandez ter sido preso no ano passado como parte de um grupo de contrabando de armas, a maioria dos outros 22 participantes da quadrilha ainda está solta. Antes de sua operação ser descoberta, os traficantes transportaram o que os documentos judiciais descrevem como pelo menos 339 armas de alto poder para o México ao longo de um ano e meio, segundo afirmaram agentes federais.
"Não se sabe por quanto tempo este grupo operou antes de ser pego", disse J. Dewey Webb, agente responsável pela divisão de Houston da Agência de Álcool, Tabaco, Armas e Explosivos.
Notando que há cerca de 1,500 vendedores de armas licenciados na região de Houston, Webb acrescentou, "Você pode ir a uma loja diferente em Houston por dia e fazer isso por meses sem alertar ninguém".
O caso ressalta um enorme obstáculo enfrentado pelos Estados Unidos conforme o país tenta atingir a demanda do México de cortar o fluxo de armas aos cartéis do tráfico. O sistema federal de rastreamento da venda de armas, criado ao longo dos anos para evitar infrações aos direitos estabelecidos na Segunda Emenda, dificulta que tendências suspeitas sejam percebidas rapidamente ou mesmo que compradores comuns possam ser diferenciados de contrabandistas.
Como resultado disso, em alguns Estados ao longo da fronteira sudoeste, onde as armas são fracamente reguladas, os contrabandistas podem evitar a detecção por meses ou anos. No Texas, Novo México e Arizona, os vendedores podem negociar um número ilimitado de rifles a qualquer um com uma carta de motorista e antecedentes criminais limpos sem ter que informar a venda ao governo. Em exposições de armas nestes Estados, há ainda menor regulação. Vendedores particulares, ao contrário dos licenciados, não precisam registrar o nome dos compradores, muito menos informar a venda ao governo.
Oficiais mexicanos estão desesperados para que os Estados Unidos impeçam o fluxo de armas que mantém os cartéis fortemente armados. Ao enviar compradores de fachada a lojas americanas, os cartéis mantém um arsenal de armas semiautomáticas como as metralhadoras AK-47 e AR-15, afirmam os investigadores.
Recentemente o mundo recebeu dois lembretes do custo do extremismo. No Afeganistão, o presidente Hamid Karzai assinou uma lei que aprova oficialmente o estupro marital. No Paquistão surgiu um vídeo do Taleban publicamente açoitando uma jovem mulher que gritava por ajuda no Vale de Swat. O governo do país aumentou a indignação na segunda-feira ao aceitar a exigência do grupo terrorista e formalmente impor leis Shariah na região.
Tal comportamento seria intolerável em qualquer lugar. Mas os Estados Unidos investem pesado em ambos os países, combatendo a Al-Qaeda e o Taleban e financiando programas militares e de desenvolvimento multimilionários.
Os casos representam uma brutalidade aprovada oficialmente que viola os valores americanos e as normas de direitos humanos internacionais. Eles também prejudicam as chances de construção de sociedades saudáveis e estáveis no Paquistão e Afeganistão.
No Afeganistão, veias políticas específicas estão em funcionamento. Karzai, cujo apoio popular despencou por causa de seu governo despreparado e corrupto, concorre à reeleição em agosto. A nova lei, que afeta assuntos familiares para a minoria xiita, parece ousada, particularmente repugnante e condescendente.
Segundo ela, a mulher xiita, a menos que esteja doentes, "é obrigada a cumprir os desejos sexuais de seu marido". Isto é coerção autorizada.
Se for permitida, tal regra (remanescência de decretos emitidos quando o Taleban governou o Afeganistão nos anos 1990) pode ter um impacto negativo nas leis que afetam a maioria sunita da população. Ao invés de defender a lei como fez, Karzai precisa garantir que ela seja reelaborada para refletir os princípios de liberdade e dignidade para as mulheres.
No Paquistão, o vídeo da jovem açoitada prova a natureza falida da estratégia do exército. Ao não conseguir derrotar o Taleban no campo de batalha, tentou apaziguar o grupo com um acordo de paz em fevereiro. Ele cedeu o controle de Swat, a 160km de Islamabade, e permitiu que seus métodos repressivos dominassem a região. A mulher foi castigada depois de recusar a proposta de casamento de um militante Taleban, afirmou o líder da Associação Peshawar.
Depois de resistir por semanas, o presidente Asif Ali Zardari se rendeu à pressão política e assinou uma lei que impõe a lei islâmica em Swat como parte de um acordo de paz. Nós duvidamos que isso irá trazer paz e certamente não irá melhorar a vida das mulheres paquistanesas.
É improvável que a mulher de Zardari (a ex-primeira-ministra Benazir Bhutto, que foi assassinada) teria sequer considerado tal medida. A lei encorajadora veio uma semana depois quando o Paquistão reinstaurou o juiz Iftikhar Muhammad Chaudhry, que publicamente rejeitou o promotor geral e outros oficiais em uma audiência judicial por não agirem no caso do açoitamento.
Esperamos que isso não seja apenas uma manobra e que seus partidários encontrem um jeito de denotar a necessidade de defender esta vítima como fizeram para que a volta de Chaudhry à Suprema Corte.
Muitos paquistaneses perderam tempo qualificando o vídeo como uma conspiração na tentativa de difamar o Islã e o Paquistão. Eles deveriam exigir que o exército (a mais forte instituição do país) os defenda contra uma insurgência que ameaça cada vez mais o Estado. Como seus líderes políticos e militares, o povo paquistanês vive um perigoso momento de negação sobre onde está o perigo real.
Uma coluna da semana passada no “The New York Times” sobre uma proposta da Administração da Segurança do Transporte foi seguida de milhares de e-mails. O texto apresentava um plano para colocar máquinas que projetam a imagem de todo o corpo em substituição aos detectores de metal nos aeroportos.
Poucos apoiaram a declaração da agência de que o “whole-body imager” (projetor de corpo inteiro, em tradução livre) – do tipo que fornece uma imagem do corpo nu – seria bem recebido pelo público.
Atualmente, a agência está testando suas máquinas em 19 aeroportos, e seus oficiais disseram que a aceitação dos passageiros foi alta. Eles também disseram que, em testes, passageiros passavam pelo controle com a mesma velocidade daqueles que passavam no detector de metais.
Originalmente, o “whole-body imaging” foi proposto como uma alternativa para os relativamente poucos passageiros escolhidos para uma segunda checagem, permitindo-os a optar pela máquina que passa a imagem do corpo ao invés da revista física. Agora que a agência está propondo o uso da máquina no sistema de segurança primário, muito mais pessoas parecem estar dando atenção às implicações.
Invasão de privacidade
Laura Holmes Jost, de Miami Beach, é uma delas. Jost e seu marido são donos de uma empresa de investimentos de bens imobiliários e viajam ao menos uma vez por semana. Em uma entrevista na semana passada, ela disse saber que as máquinas estavam sendo testadas e jurou ficar longe delas.
No entanto, inconscientemente, ela acabou indo a uma delas em um aeroporto de Miami.
“Eu estava estressada e com pressa”, disse ela, sobre o momento em que uma segurança a direcionou para uma máquina que se parecia com uma cabine. Jost disse ter achado que era outro tipo de máquina, daquelas chamadas dispositivo peixe-bola, que busca por traços de explosivos.
“Quando descobri, me senti realmente violada e brava comigo mesma”, disse. “Eu venho tentando evitar essas máquinas e literalmente entrei em uma delas sem saber. Eu realmente não liguei os pontos até que estava sentada no avião e disse: meu Deus, aquela era uma daquelas máquinas de despir a pessoa”.
Foi assim que ela descreveu o processo:
“Eles me pediram para entrar na cabine e apontaram os pontos no chão onde eu deveria colocar os pés. Fizeram-me levantar os braços, e então o homem saiu da máquina, fechou a porta e algo começou a girar em volta de mim como se estivesse fazendo um raio-x. Então, a porta se abriu.
“O homem me pediu para virar de lado e havia outro par de marcas no chão para eu pisar. A porta se fechou novamente, algo girou em volta de mim de novo, a porta se abriu. Fiquei esperando lá fora enquanto o homem pegava as informações de uma luz na frente da máquina, o que eu acho que era uma pessoa em outro local dizendo, ‘OK, ela está limpa’.”
Uso abusivo das imagens
Como Jost, muitas pessoas que protestam contra a natureza invasiva dessas máquinas insistem que não são puritanos. Na Europa, por exemplo, a oposição furiosa está fazendo de tudo para evitar que as máquinas sejam colocadas nos aeroportos.
Esses projetores receberão uma atenção mais detalhada e intensa do público com o crescimento da tecnologia de segurança do “brave new world” (livro de Aldous Huxley que fala sobre uma sociedade altamente controlada). Mas a avaliação pessoal de Jost, que reflete as opiniões ouvidas de outros viajantes, merece uma consideração séria.
“Quando eu descobri o que aconteceu, me senti violada”, disse ela. “Eu não quero um estranho olhando uma imagem minha, nua, na sala ao lado. É uma invasão do meu direito de privacidade”.
Ela disse ter ficado incrédula com a declaração da agência de segurança de que os passageiros que participaram dos testes se moveram na mesma velocidade que aqueles que passaram nos detectores de metais – isto é, em poucos segundos. “Demorou cerca de dois minutos”, disse.
A agência também alega que a capacidade da máquina de armazenar as imagens dos passageiros será desativada. Porém, muitas pessoas que ouvi disseram que mesmo assim se preocupam com a possibilidade de imagens de pessoas nuas serem armazenadas e usadas com abuso.
“Você realmente acha que se a Angelina Jolie ou a Britney Spears passarem nessa máquina, não haverá pessoas tentando descobrir como pegar essas fotos?”, questionou Jost.
Depois da coluna da semana passada, também falei com supostos investidores que queriam saber quais empresas estariam dispostas a contratar o fornecimento dessas máquinas. Mas eu vou oferecer esse pequeno conselho de investimento: peguem, rápido, o domínio starsstrippedattheairport.com na internet (estrelasdespidasnoaeroporto.com).
As duas maiores federações trabalhistas do país concordaram pela primeira vez em unir forças para buscar uma revisão geral do sistema de imigração, disseram líderes de ambas as organizações nesta segunda-feira.
NYT
John Sweeney apresentará a posição acordada pelos grupos trabalhistas
O acordo poderia fornecer ao presidente Barack Obama um apoio significativo dos sindicatos em um momento em que ele revisa o assunto em plena recessão.
John Sweeney, presidente da AFL-CIO, e Joe T. Hansen, líder da federação rival Change to Win (Mudar para vencer, em tradução livre), irão apresentar um esboço da nova posição dos grupos nesta terça-feira, em Washington. Em 2007, na última vez em que o Congresso considerou uma legislação de imigração mais abrangente, os dois grupos não conseguiram concordar sobre uma abordagem em comum. A legislação foi um fracasso.
O acordo endossa a legalização do status de imigrantes ilegais que já estão nos Estados Unidos e se opõe a qualquer novo grande programa para empregadores trazerem trabalhadores imigrantes temporários, disseram oficiais de ambas as federações.
“O movimento trabalhista trabalhará unido para garantir que a Casa Branca, assim como o Congresso, entenda que nós falamos sobre a reforma da imigração em uma só voz”, disse Sweeney em uma declaração ao “The New York Times”.
Divergências
Mas enquanto o acordo repara uma fissura na coalizão que favorece uma legislação mais ampla da imigração, ela também parece abrir outro problema. Um oficial da Câmara do Comércio dos Estados Unidos disse nesta segunda-feira que a comunidade empresarial permanece comprometida a um programa significativo de trabalhadores estrangeiros.
“Se os sindicatos pensam que vão conseguir impulsionar o projeto sem o apoio da comunidade empresarial, eles estão loucos”, disse Randel Johnson, vice-presidente de trabalho, imigração e benefícios dos funcionários da Câmara. “Será apenas um tiro na reforma da imigração. Como parte do acordo para a legalização, precisamos expandir o programa de trabalhadores temporários.
A posição trabalhista dos grupos também não é razoável para convencer os oponentes de que a revisão da imigração não iria prejudicar trabalhadores americanos.
Oficiais da administração de Obama disseram na semana passada que o presidente pretende, ainda neste ano, pressionar o Congresso para promover um acordo sobre a imigração, que incluiria uma forma para legalizar o status dos imigrantes ilegais do país, estimados em 12 milhões. Os oponentes criticaram a abordagem dizendo ser uma anistia para infratores da lei.
“Na nossa crise econômica atual, os americanos não podem se permitir perder mais empregos para trabalhadores ilegais”, disse o deputado Steve King, republicano de Iowa, que preside o subcomitê de imigração da Câmara Judiciária. “Trabalhadores americanos dependem do presidente Obama para proteger seus empregos daqueles que estão ilegalmente no país”.
Desacordos do passado
As duas federações trabalhistas concordaram no passado em propostas que dariam status legal aos imigrantes ilegais. Mas em 2007, a AFL-CIO se separou do serviço de trabalhadores e diversas outros sindicatos, quando não apoiou a legislação desenvolvida pela administração Bush, porque continha provisões para um programa de expansão para trabalhadores estrangeiros.
No novo acordo, a AFL-CIO e a Change to Win pediram um controle dos trabalhadores imigrantes futuros, por meio de uma comissão nacional. Esta iria determinar como muitos trabalhadores estrangeiros permanentes e temporários seriam admitidos a cada ano, com base na demanda do mercado de trabalho americano. Oficiais da sindicato estão confiantes de que o resultado seria reduzir o número de trabalhadores imigrantes durante épocas de alto índice de desemprego como no momento atual.
Hansen, presidente do Sindicato de Trabalhadores de Comércio e Alimentos, disse em uma entrevista que a proposta em comum foi “a construção de um bloco para seguir adiante com uma reforma de imigração na agenda do Congresso”, ainda neste ano.
NYT
Joe Hansen busca uma reforma na situação dos trabalhadores imigrantes
Oposição
Centenas de trabalhadores rurais imigrantes e outros operários com baixo salário vêm para os Estados Unidos por meio de programas sazonais de trabalhadores estrangeiros. Eles são submetidos a limites numéricos em seu visto e são chamados pelos empregadores de limitados e ineficientes.
Muitos sindicatos se opõem aos programas porque os imigrantes estão presos a um empregador e não podem mudar de emprego, não importa o quão abusivas sejam suas condições, por isso oficiais do sindicato dizem que as medidas reduzem as condições dos trabalhadores americanos. Engenheiros de tecnologia estrangeiros altamente qualificados e especialistas médicos também entram no país com vistos temporários.
Advogados dos imigrantes disseram que um movimento trabalhista unificado poderia reforçar substancialmente sua posição para impulsionar a reestruturação do problemático sistema de imigração.
“Isso mostra o quão importante o tema é para os representantes dos trabalhadores americanos”, disse Frank Sharry, diretor executivo do America’s Voice, um grupo de advocacia.
Proteção aos trabalhadores
Oficiais da AFL-CIO disseram que concordam com os líderes do Change to Win de que legalizar o status dos sete milhões de imigrantes não autorizados que trabalham por todo o país seria a forma mais eficiente de proteger os padrões de trabalho de todos os trabalhadores.
“Nós desenvolvemos uma estratégia de união com a abordagem construída a partir dos direitos dos trabalhadores”, disse Ana Avendano, advogada geral associada da AFL-CIO.
Líderes trabalhistas disseram que conversariam com outros grupos nas próximas semanas para fechar os detalhes de uma posição comum, e que, então, iriam trabalhar com o Congresso e com a administração de Obama para tentar garantir que a proposta seja parte de qualquer projeto a ser discutido.
Propostas
Eliseo Medina, vice-presidente executivo do Sindicato Internacional de Trabalhadores de Serviços, um braço da Change to Win que tem centenas de membros que são imigrantes, também apoia o acordo. A federação Change to Win foi formada em 2005 com sete sindicatos após se desligar da AFL-CIO.
O plano da comissão trabalhista de monitorar e controlar o nível de trabalhadores imigrantes foi desenvolvido com a ajuda de Ray Marshall, que foi secretário trabalhista sob a presidência de Jimmy Carter. Durante o ano passado, Marshall, a pedido da AFL-CIO, fez consultas com as duas federações, com uma variedade de organizações hispânicas e grupos de advogados para imigrantes.
“Todos esses grupos entendem que uma das principais razões por terem tido perdas anteriormente, foi por não estarem unidos”, disse Marshall.
De acordo com uma lista de princípios que os líderes trabalhistas apresentarão nesta terça-feira, eles irão propor uma comissão “despolitizada” e independente que “poderá estimar as necessidades do mercado de trabalho em uma base avançada e – baseada em uma metodologia a ser aprovada pelo Congresso – determinar o número de trabalhadores estrangeiros a serem admitidos por propósitos de trabalho”.
Dúvidas e esperanças
Johnson, oficial da Câmara do Comércio, disse que “a comissão não nos leva a isso”.
Tamar Jacoby, presidente da ImmigrationWorks USA, grupo que organiza negócios para apoiar uma legislação de imigração mais abrangente, concordou que os trabalhadores teriam muitas dúvidas sobre a abordagem.
“A questão é: será que a comissão funcionará?, disse Jacoby. “Será que ela estará adequadamente sintonizada e será ativada pelo mercado de trabalho?”, acrescentou.
“Um sistema que pode – ou não – suprir os trabalhadores que as empresas precisarão no futuro após a recessão será a causa da grande preocupação dos empregadores”, declarou Jacoby.
HONG KONG - A China divulgou na segunda-feira o que chamou de plano de ação pelos direitos humanos, um longo documento que promete melhorar a proteção às liberdades civis, que geralmente são negligenciadas e continuamente violadas no país.
Em um plano que deve se desenrolar em dois anos, a China promete proteger os direitos com um julgamento justo, permitindo a participação nas decisões governamentais e a ensinar as políticas do governo, como também qustioná-las. O plano pede medidas que desencorajem a tortura, como exigir que as salas de interrogatório sejam criadas de forma que separe fisicamente o acusado da autoridade.
As liberdades civis mencionadas no plano de ação já são garantidas nas leis chinesas e na constituição do país. Grupos de defesa dos direitos humanos afirmam que ainda assim muitos são ignorados ou suprimidos pelas autoridades por determinação delas, sem qualquer fundamento prático para apelação através do sistema judicial controlado pelo Partido Comunista.
O documento não propõe nenhuma reforma fundamental ao sistema unipartidário do país, como tornar as cortes independentes do controle do partido ou permitir que outros partidos ou grupos políticos assumam o poder. Ao invés disso, se concentra em tentar avançar o respeito pelos direitos humanos dentro do atual governo, polícia e burocracias judiciais.
O novo documento, o último em uma série de medidas e pronunciamentos que buscam demonstrar que as autoridades do país levam os direitos humanos a sério, acontece menos de dois meses antes do 20º aniversário do 4 de junho de 1989, quando houve o controle violento de protestos pró-democracia em Pequim. Líderes chineses estão ansiosos para impedir qualquer comemoração da data e esperam fazer isso ao mostrar o progresso que fizeram em relação aos direitos humanos nas últimas duas décadas.
A China realmente progrediu em melhorar as proteções sociais e legais nos últimos 20 anos, afirmam especialistas chineses e ocidentais. Grupos de defesa de direita também aclamaram oficiais de Pequim por mostrar interesse na questão com o plano de ação.
Mas eles alertaram que colocar isso em prática pode exigir alguns anos de trabalho das agências locais, provinciais e nacionais, muitas das quais mostram pouco interesse em iniciativas que possam limitar seu poder.
Críticos também afirmam que o documento não lida com alguns abusos cometidos contra pessoas que desafiam as autoridades na China. Não há proposta de desativar o sistema administrativo de detenção, que dá amplo poder aos oficiais locais, inclusive a habilidade de enviar pessoas a campos de prisioneiros para "reeducação através do trabalho" sem julgamento.
Também não existe uma promessa de fechamento de prisões não registradas que governos municipais criaram em Pequim e outras cidades para deter cidadãos que querem levar suas petições a instâncias governamentais superiores.
CAIRO - O Egito divulgou na segunda-feira novos detalhes sobre o que disse ser um plano do Hezbollah para contrabandear armas para a Faixa de Gaza, atacar pontos turísticos na península do Sinai e disparar contra navios no Canal de Suez. As autoridades disseram que a polícia procura por 10 suspeitos libaneses que se esconderam na região montanhosa do Sinai central.
O caso recebeu ampla atenção depois que o líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, reconheceu na sexta-feira que havia enviado um agente ao Egito para organizar ajuda aos palestinos em seu conflito com Israel e rapidamente obteve implicações regionais.
O Hezbollah é uma organização militar, política e social libanesa com fortes elos com o o Irã, um bloco no Parlamento do Líbano e ministros no gabinete do país.
O caso complicou as tentativas de reconciliar as diferenças entre Estados árabes sobre como lidar com a ascensão do Irã como influência regional e o problema palestino. Além disso, ressaltou a crescente ansiedade entre alguns líderes da região, especialmente os tradicionais aliados de Washington, Egito, Jordânia e Arábia Saudita, sobre a postura ocidental em tentar negociar com o Irã e o Hezbollah.
"Eu acho que a liderança egípcia quer relembrar o público e seus outros parceiros que há algo grave em andamento aqui", disse Gamal Abdel Gawad, líder de relações internacionais da organização governamental Centro de Estudos Políticos e Estratégicos Ahram, no Cairo. "Não se trata apenas de uma guerra de palavras. Houve uma tentativa de desestabilizar o Egito".
Quando o Egito anunciou no final da semana passada que havia descoberto uma célula do Hezbollah, a notícia foi recebida com incredulidade na região. Em dezembro, o líder da organização pediu que os egípcios se levantassem contra o governo de seu país por não fazer nada para ajudar o Hamas a combater Israel em Gaza. Então, o anúncio egípcio foi recebido amplamente como uma revanche.
"Estas acusações parecem fabricadas do começo ao fim", disse um editorial do jornal palestino "Al Quds al Arabi".
Um dia depois, Nasrallah confirmou que as autoridades egípcias haviam prendido um membro do Hezbollah, um homem que chamou de Sami Shihab. Ele negou que haja qualquer plano para ataques em solo egípcio, mas não rejeitou as acusações feitas pelo país.
A imprensa local partiu para o ataque, rotulando Nasrallah de "criminoso de guerra" e "macaco" ao pedir sua prisão e julgamento. Nasrallah acusou as autoridades egípcias de ser um agente de Israel e dos Estados Unidos. "Se ajudar os palestinos é um crime, então eu sou culpado e tenho orgulho disso", declarou.
WASHINGTON - A gestão Obama e seus aliados europeus preparam uma proposta que irá mudar sua estratégia em relação ao Irã ao abandonar uma antiga insistência americana de que Teerã encerre rapidamente suas atividades nucleares durante as fases iniciais de negociações sobre seu programa atômico, de acordo com os envolvidos na questão.
As propostas, trocadas em sessões confidenciais com aliados europeus, pressionariam Teerã a abrir seu programa nuclear gradualmente para maior inspeção. Mas também permitiriam que o país continuasse a enriquecer urânio por algum tempo durante as negociações. Esta seria uma mudança perceptível da postura adotada pela gestão Bush, que exigia que o Irã parasse todas as atividades relacionadas ao enriquecimento, ainda que brevemente, para só então dar início às negociações.
As propostas sob consideração iriam além da promessa de campanha do presidente Barack Obama de abrir negociações com o Irã "sem pré-condições". Os oficiais envolvidos na questão disseram que as determinações serão criadas para atrair o Irã a negociações às quais até então o país se recusou.
Uma revisão da política iraniana que Obama solicitou depois de assumir o cargo ainda está em andamento e, segundo seus assistentes, não se sabe por quanto tempo ele está disposto a permitir que o Irã continue a enriquecer urânio e a que ritmo. Mas oficiais europeus disseram que em conversa com Obama e seus assistentes durante sua viagem à Europa, houve acordo que o Irã não aceitará o tipo de fechamento imediato que a gestão Bush exigia.
"Nós concordamos que isso simplesmente não iria funcionar e a experiência nos diz que os iranianos não vão aceitar isso", disse um oficial europeu sênior envolvido nas sessões de debates estratégicos. "Por isso, iremos começar com passos pequenos e conquistar alguma confiança".
Oficiais da gestão se recusaram a discutir detalhes de suas deliberações confidenciais, mas disseram que qualquer política americana iria exigir que o Irã parasse de enriquecer urânio, como exigido por inúmeras resoluções do Conselho de Segurança da ONU.
"Nosso objetivo permanece exatamente o mesmo das resoluções da ONU: suspensão", disse um oficial americano. Outro oficial alertou que "ainda estamos gerando ideias" e disse que os termos de uma proposta de abertura ao Irã ainda estão em debate.
Se os Estados Unidos e seus aliados permitirem que o Irã continue a enriquecer urânio por alguns meses, ou mais, a postura deve enfrentar objeções, tanto dos conservadores nos Estados Unidos quanto do novo governo israelense liderado pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.