WCSA Publicidade

BBC




WCSA Publicidade



Denúncia de ataque a brasileiros acende debate sobre xenofobia na Espanha

Uma denúncia de agressão a duas crianças brasileiras em uma escola de Madri reacendeu na Espanha a polêmica sobre xenofobia nas instituições de ensino do país. A empresária paulista Mônica Patusca afirmou que seus filhos, Carlos Henrique, de 12 anos, e Ana Karina, de 9, foram alvo de agressões físicas e xingamentos racistas por parte de outros alunos do colégio pelo fato de serem estrangeiros.O caso ganhou destaque na imprensa espanhola e levou o governo da Espanha a reconhecer que estudantes imigrantes são alvo de xenofobia nas escolas do país.

Mônica, que mora com os filhos na Espanha há quatro meses, disse à BBC Brasil que Carlos Henrique "chegou em casa com as pernas roxas várias vezes", afirmando ter sido agredido por um grupo de garotos da própria turma, da 7 série do colégio Enrique Tierno Galván, em Madri.

Segundo ela, o filho está fazendo tratamento psicológico para suportar "uma perseguição xenófoba que acontece desde o primeiro dia de aula, com xingamentos e violência física".

Mônica contou ainda que chegou a prestar queixa na polícia com um boletim médico, mostrando que a filha sofreu agressão física durante o recreio. Ela também pediu ajuda ao consulado brasileiro em Madri, que mandou uma carta à escola relatando a reclamação da mãe dos alunos.

Segundo a empresária, que mora em Madri com os filhos desde dezembro de 2008, o colégio não tomou providências. Procurada pela BBC Brasil, a escola Enrique Tierno Galván não respondeu às acusações. A diretora Elena Maria Perex disse que a instituição "não faz declarações à imprensa".

Pesquisa
A denúncia de Mônica trouxe de volta ao país a preocupação com casos de xenofobia nas escolas espanholas. Um relatório de especialistas em educação e sociologia confirmou recentemente a situação vulnerável dos estudantes imigrantes. Segundo o informe do Observatório Estatal de Convivência Escolar - feito pelo Ministério de Educação no segundo semestre de 2008 - há grandes índices de rejeição dos estudantes espanhóis em relação a alunos estrangeiros.

Baseado numa pesquisa feita com 23.100 estudantes e seis mil professores do Ensino Fundamental de 300 colégios, a conclusão é de que os alunos espanhóis são pouco tolerantes para com os imigrantes. Quase a metade dos consultados, 46%, diz que prefere não fazer trabalhos escolares com companheiros latino-americanos.

Dois terços dos alunos afirmaram ainda que optariam por não estudar ao lado de ciganos, judeus ou marroquinos. Dos coletivos de imigrantes, os únicos bem-vistos são americanos e europeus ocidentais.

Segundo o ministério, o estudo tem como objetivo revelar as barreiras existentes a um convívio pacífico entre estudantes imigrantes e espanhóis, e criar "novas bases para resolver o problema".

Mas os autores do relatório admitem que a política de integração está falhando.

"Os coletivos imigrantes estão sob um grande risco de sofrer intolerância em seus âmbitos de atuação e, o que é mais grave, não houve melhora alguma dos últimos anos para cá em nenhum dos métodos de integração e informação", disse à BBC Brasil a diretora do informe, Maria Diaz-Aguado, catedrática de Psicologia da Educação da Universidade Complutense de Madri.

Falhas
A pesquisa revelou ainda que professores e alunos não estão de acordo com a orientação dada nas escolas sobre racismo e xenofobia. Apesar de 90% dos docentes terem respondido que seus colégios estão trabalhando para dar uma boa acolhida aos estudantes estrangeiros, 64% dos alunos acham que isso não é o que acontece. Sete entre dez alunos disseram que não têm boa formação ou informação sobre racismo e xenofobia, nem sabem o bastante sobre tolerância e respeito a outras culturas.

O informe também abordou a violência nas escolas, indicando que 80% dos estudantes são contra agressões racistas e xenófobas e 8% são favoráveis. Uma pequena parte dos alunos inclusive admitiu a participação em atos de violência dentro dos colégios; 3.4% disseram ter sofrido agressões físicas ou verbais e 2.4% disseram já ter agredido alguém.

Entre os agressores, 18% afirmaram que a cor da pele é um fator relevante para cometer um gesto violento e que ciganos e imigrantes são "alvos mais fáceis", principalmente os menores porque "circulam sozinhos e não se defendem".

"A escola é um microcosmos que responde à sociedade ao redor. Que haja casos de agressões físicas e verbais é gravíssimo", disse à BBC Brasil, Mariano Fernandez Enguita, catedrático em Sociologia pela Universidade de Salamanca e co-autor do informe.

Ele afirmou ainda que a Espanha "passa por um momento de ressaca da imigração alentado pelo debate político e a crise econômica" e que a solução está em criar políticas educativas que promovam a convivência.

15/04/2009 08:50 AM

Banco suíço UBS anuncia corte de 8,7 mil vagas

O UBS, maior banco da Suíça, anunciou nesta quarta-feira que vai cortar 8,7 mil vagas até o ano que vem, como medida para tentar reduzir despesas. "O UBS quer cortar substancialmente os custos em todos os seus departamentos.Um grande corte de vagas é inevitável, infelizmente. O UBS espera reduzir seu quadro de funcionários para cerca de 67,5 mil em 2010", disse o banco em um comunicado. No final de março, a empresa contava com 76,2 mil funcionários.

Segundo o banco, 2,5 mil das vagas serão extintas na Suíça e as demais nos Estados Unidos e em outros países.

Ainda nesta quarta-feira, o UBS anunciou ter tido um prejuízo de cerca de 2 bilhões de francos suíços (o equivalente a US$ 1,75 bilhão) nos primeiros três meses de 2009.

Investigação
As notícias vêm à tona antes de os milhares de acionistas do UBS se encontrarem para sua reunião anual, em Zurique.

O UBS foi um dos grandes bancos atingidos pela crise do crédito iniciada nos Estados Unidos e que gerou a atual turbulência financeira mundial. Desde meados de 2007, o banco foi obrigado a cortar 11 mil funcionários.

A empresa também está sendo investigada por autoridades americanas sob alegações de fraude e evasão de impostos envolvendo cidadãos dos Estados Unidos.

Em fevereiro, o banco concordou em pagar US$ 780 milhões ao governo dos Estados Unidos como parte de um acordo para tentar resolver o problema dos impostos.

Diante de tudo isso, segundo a correspondente da BBC em Zurique, Imogen Foulkes, os clientes do UBS estão cada vez menos confiantes no banco, retirando de suas contas um total de cerca de US$ 20 bilhões no primeiro trimestre deste ano.

15/04/2009 08:18 AM

Energia gasta em spams alimentaria 2,4 milhões de casas, diz estudo

Uma pesquisa feita por uma empresa de softwares afirma que a circulação dos e-mails indesejados (ou spams) consome cerca de 33 bilhões de kilowatts hora por ano, o que seriasuficiente para suprir 2,4 milhões de casas com energia elétrica no mesmo período.

Nos cálculos da empresa McAfee, a produção dessa energia causa emissões de gases do efeito estufa equivalentes às de 3,1 milhões de carros por ano.

A empresa estima que 62 trilhões de e-mails spam foram enviados em 2008.

Segundo o estudo, mais da metade da energia consumida por spams é provocada por usuários perdendo tempo em frente ao computador selecionando e apagando e-mails e procurando as mensagens que são realmente relevantes.

O estudo da McAfee, empresa que oferece serviços antispam, afirma que sistemas de filtragem de e-mails indesejados economizam 135 bilhões de kilowatts-hora por ano - o que teria o mesmo impacto ambiental de se retirar 13 milhões de carros das ruas por ano.

Leia mais sobre spam

15/04/2009 08:17 AM

Australiana flagra 'canibalismo' de sapo

Uma dona-de-casa da Austrália flagrou o momento raro em que um sapo devora outro vivo. Kerry Roberts disse à BBC Brasil que acordou nesta quarta-feira com um barulho de grunhidos e se surpreendeu ao ver a cena na piscina de sua casa, em Queensland.

Uma dona-de-casa da Austrália flagrou o momento raro em que um sapo devora outro vivo. Kerry Roberts disse à BBC Brasil que acordou nesta quarta-feira com um barulho de grunhidos e se surpreendeu ao ver a cena na piscina de sua casa, em Queensland.

"O sapo engolido tinha praticamente o mesmo tamanho do canibal. Não sei como foi possível", contou.


Australiana flagrou momento de canibalismo entre sapos

Mas, segundo o biólogo australiano especialista em sapos David Newell, da Universidade Southern Cross, o canibalismo entre estes animais é bem comum.

"As espécies de sapos canibais podem comer até mesmo seus próprios irmãos. Quando eles precisam de comida, pegam o que veem pela frente em movimento, desde que caiba na boca", disse Newell à BBC Brasil.

Excesso
Roberts disse que sapos são comuns na região de Queensland. Mas, segundo ela, neste ano há um número excessivo desses animais.

"Nunca vi tantos no meu jardim. Meu neto chega a ir para a piscina só para contar quantos vê", afirmou.

Ela explicou que sapos de várias espécies invadem as casas em Queensland e se instalam principalmente nas áreas mais úmidas, como o banheiro e a área de serviço.

A Austrália recentemente iniciou um programa para eliminar sapos gigantes - também canibais - que foram introduzidos no país e acabaram virando praga.

Leia mais sobre canibalismo

15/04/2009 07:08 AM

Cientistas descobrem formigas fêmeas assexuadas na Amazônia

Pesquisadores descobriram uma espécie de formiga na Amazônia totalmente formada por fêmeas e que se reproduz sem sexo. A Mycocepurus smithiié a primeira espécie descoberta por cientistas totalmente formada por fêmeas que se reproduzem assexuadamente.A descoberta foi publicada na revista científica Proceedings of the Royal Society B.

A bióloga Anna Himler, da Universidade de Arizona, disse à BBC que a equipe de cientistas liderados por ela fez uma série de testes com as formigas.

Ao estudar o DNA das espécies, os cientistas descobriram que todas as formigas eram clones da rainha da colônia.

Ao dissecar as fêmeas, eles descobriram que as formigas não têm capacidade de fazer sexo, já que os órgãos essenciais para a tarefa não funcionam.

A reprodução assexuada de machos a partir de ovos não fertilizados é comum no mundo dos insetos, mas a reprodução assexuada de fêmeas é "extremamente rara entre formigas", afirmam os pesquisadores.

"Em insetos, há diferentes tipos de reprodução, mas esta espécie evolui de uma maneira própria incomum", afirma Himler.

Ela e seus colegas não sabem dizer exatamente porque este tipo de espécie se tornou totalmente assexuada e há quanto tempo isso acontece.

Eles estão fazendo mais experiências genéticas para tentar descobrir em que época esta evolução aconteceu.

Vantagens das assexuadas
Himler afirma que a vida sem sexo traz algumas vantagens para as formigas.

"Ela evita o custo energético de se produzir machos e duplica o número de fêmeas reprodutivas produzidas a cada geração de 50% para 100%."
No entanto, há prejuízos também para as formigas fêmeas assexuadas, já que a reprodução sexual traz mais diversidade genética.

"Se temos mais diversidade, isso significa que somos mais resistentes a parasitas e a doenças", diz o especialista em insetos Laurent Keller, da Universidade de Lausanne, na Suíça.

"Em uma colônia de clones, se uma formiga é suscetível a um parasita, todas se tornarão suscetíveis. Então se ela é assexuada, ela tende a durar menos."
Himler começou a estudar as formigas não devido às suas características sexuais atípicas, mas sim por causa da habilidade delas de cultivar a terra.

"As formigas descobriram a agricultura muito antes de nós (humanos) - elas cultivam colônias de fungos há cerca de 80 milhões de anos", diz a bióloga.

"Elas colecionam materiais de planta, fezes de insetos e até insetos mortos do solo da floresta e alimentam suas colônias com isso."
Muitas espécies diferentes de formigas cultivam colônias de fungos para se alimentar, mas as formigas Mycocepurus smithiidesenvolvem uma variedade maior de fungos.

"Quando começamos a estudar as espécies com mais atenção, nós não estávamos achando machos. Foi quando começamos a perceber que havia algo diferente."

15/04/2009 05:27 AM

Telescópio Hubble registra 'show de luzes' em buraco negro

O telescópio espacial Hubble, da Nasa (agência espacial americana), testemunhou um verdadeiro show de luzes vindo de um buraco negro no centro de uma galáxia. A explosão de luz veio de uma bolha de matéria chamada HST-1, embutida em um jato de matéria, um poderoso e estreito raio de gás quente produzido por um buraco negro que fica no centro de uma galáxia elíptica e gigantesca, a M87.

O HST-1 é tão brilhante que está ofuscando até o centro brilhante da galáxia M87, cujo buraco negro é um dos maiores já descobertos.


Hubble registra "show de luzes" no espaço

A massa de gás brilhante tem dado um espetáculo para astrônomos. Os cientistas observaram o brilho estável do HST-1 por vários anos, até que ele se apagasse. E então o HST-1 se reacendeu e agora os astrônomos afirmam que é difícil prever o que vai acontecer.

O telescópio Hubble está observando esta atividade nos últimos sete anos, fornecendo imagens detalhadas dos eventos. O telescópio dá aos astrônomos uma visão única, próxima do ultravioleta do jato de luz que os telescópios na Terra não conseguem alcançar.

"A visão precisa do Hubble permite definir o HST-1 e separar do buraco negro", afirmou o o astrônomo Juan Madrid, da Universidade McMaster, em Hamilton, no Canadá.

Madrid reuniu sete anos de imagens de arquivo do jato de luz, capturadas pelo Hubble, incluindo as mudanças no comportando do HST-1 durante o tempo.

O jato de luz pode fornecer dados sobre a variação de jatos em buracos negros de galáxias distantes, que são difíceis de estudar por estarem tão longe da Terra.

A galáxia M87, por exemplo, está a 54 milhões de anos-luz da Terra, no Grupo de Virgem, uma região próxima no universo, com a maior densidade de galáxias.

"Não esperava que o jato na M87, ou que qualquer outro jato em um buraco negro, aumentasse o brilho da maneira que este jato faz", disse Madrid.

"Ficou 90 vezes mais brilhante que o normal. A questão é: isto ocorre com todos os jatos ou núcleos ativos, ou estamos observando um comportamento incomum da (galáxia) M87?", questionou o astrônomo.

Razões para o brilho

Apesar das muitas observações feitas pelo Hubble e outros telescópios, os astrônomos não tem certeza da causa do brilho. Uma das explicações mais simples é que o jato atingiu uma linha de poeira ou nuvem de gás e então está brilhando devido à colisão.

Outra possibilidade é que as linhas do campo magnético do jato estão espremidas, juntas, o que libera uma grande quantidade de energia.

Este fenômeno é semelhante à maneira como se desenvolvem as explosões solares e é até um mecanismo de criação das auroras na Terra.

Agora, o astrônomo Juan Madrid espera que as observações futuras do HST-1 revelem a causa da atividade misteriosa.

"Esperamos que as observações nos forneçam algumas teorias com boas explicações sobre os mecanismos que estão causando os jatos de luz", afirmou.

"Os astrônomos querem saber se esta é uma instabilidade intrínseca ao jato quando abre caminho para fora da galáxia ou se pode ser outra coisa", acrescentou. 

Leia mais sobre: espaço

15/04/2009 04:49 AM

Piratas somalis atacam mais um cargueiro norte-americano

Piratas usaram lançadores de granadas e armas automáticas para atacar um navio cargueiro de bandeira norte-americana nesta terça-feira, na costa da Somália.

 

O assalto, no entanto, não foi bem sucedido e os piratas não conseguiram subir a bordo do cargueiro Liberty Sun.  Segundo uma autoridade norte-americana ouvida pela BBC, o navio estava transportando alimentos até o porto de Mombassa, no Quênia.

De acordo com as autoridades dos EUA, a tripulação do navio informou por rádio que estava sendo atacada e o destróier USS Bainbridge, que está na região, foi deslocado para o local.Quando o navio militar dos EUA chegou, no entanto, os piratas já haviam deixado o local.

O cargueiro sofreu alguns danos e passou a ser escoltado pela embarcação militar. Nenhum dos integrantes da tripulação teria se ferido.

O USS Bainbridge também esteve envolvido no resgate do capitão Richard Phillips, que comandava o cargueiro americano Maersk Alabama, sequestrado por piratas na semana passada.

Outros casos

Também na terça feira, dois outros navios foram sequestrados por piratas na costa da Somália.

O MV Sea Horse, de propriedade de uma empresa libanesa e bandeira de Togo, foi tomado por homens armados que estavam a bordo de quatro barcos pequenos, informaram oficiais da Otan.

Um pouco antes, o navio grego MV Irene foi sequestrado no Golfo de Aden. Informações dão conta de que a tripulação do navio grego já estaria em segurança.

Ainda não há informações sobre a tripulação do navio libanês.

Segundo analistas, as gangues claramente não se intimidaram com os resgates recentes de reféns americanos e franceses, que deixaram vários piratas mortos.

Na segunda-feira, os líderes dos piratas - que de maneira geral tendem a tratar bem os reféns, na esperança de ganhar resgates - juraram se vingar pelas mortes.

Leia também:

 

Leia mais sobre: piratas

15/04/2009 03:09 AM

Análise: É preciso lidar com o imprevisível para negociar com a Coreia do Norte

Então houve mais um retrocesso nas relações da comunidade internacional com a Coreia do Norte. Furioso com as críticas feitas pelo Conselho de Segurança da ONU e com a ameaça de mais sanções por causa do lançamento de um foguete no início do mês, o governo de Pyongyang retaliou.Nesta terça-feira, a Coreia do Norte anunciou sua retirada das negociações de seis partes (que também incluem EUA, China, Rússia, Japão e Coreia do Sul) e afirmou que irá restaurar o reator nuclear da usina de Yongbyon, que estava parcialmente desativado.

A questão agora é saber se os norte-coreanos irão realmente iniciar o trabalho de desenvolvimento de novas armas nucleares ou se eles ainda podem ser convencidos a voltar atrás para renovar e completar o compromisso feito em 2007 de desmantelar suas instalações atômicas.

O caso da Coreia do Norte é um exemplo clássico dos dilemas que envolvem as negociações com países cujo comportamento é previsivelmente imprevisível.

Poder militar
A regra básica para negociar com países como a Coreia do Norte é saber que não há regras.

Mas, a mais importante consideração a ser feita é saber o quão poderosos estes países são.

Em 2002, por exemplo, a Líbia pode ser pressionada a admitir e posteriormente desistir de um programa nuclear secreto porque estava fraca e exposta.

Já a Coreia do Norte, no entanto, tem um Exército de cerca de 1 milhão de homens, mais de 4 mil tanques e cerca de 18 mil peças de artilharia, de acordo com o centro de pesquisas britânico International Institute for Strategic Studies.

Além disso, suas forças estão posicionadas a uma pequena distância de Seul, a capital da Coreia do Sul, o que torna uma invasão ao estilo do que foi feito no Iraque impossível.

Assim, as opções em relação à Coreia do Norte são limitadas.

Guerra e diplomacia
Quase tudo já foi tentado com a Coreia do Norte.

Primeiro, foi usada a força militar. Em 1950, depois que o país - sob a liderança de Kim Il-sung, pai de Kim Jong-il - lançou uma invasão contra a Coreia do Sul, o Conselho de Segurança da ONU - sem a presença da União Soviética, que estava boicotando o órgão - autorizou uma resposta militar.

A guerra continuou até julho de 1953, deixando, no entanto, a situação do mesmo jeito que estava anteriormente, com as duas Coreias divididas.

Depois de tentar a guerra, a comunidade internacional optou por tentar isolar o país. Mas a Coreia do Norte sobreviveu, graças à proteção da União Soviética e da China, cujas forças evitaram que o país fosse derrotado no conflito.

Negociações
A questão norte-coreana voltou à tona em 1994, quando a comunidade internacional começou a usar a diplomacia para tentar resolver os conflitos com o país. É o que vem sendo tentado desde então.

A crise foi iniciada pelo carregamento do reator de Yongbyon com hastes de combustível que poderiam ser usadas para plutônio, o que tornaria possível a construção de armas nucleares.

Informações dão conta de que, na época, militares dos Estados Unidos acreditavam que o país poderia estar à beira de um conflito com a Coreia do Norte.

Mas isto aconteceu durante o mandato de Bill Clinton, que não era inclinado a empreender ações militares, a não ser que fosse muito pressionado.

Clinton então considerou duas ações diplomáticas em relação à Coreia do Norte: tentar aumentar o isolamento do país e as sanções, ou tentar negociar.

Ele acabou optando por priorizar as negociações.

Outro ex-presidente dos Estados Unidos, Jimmy Carter, também acreditava no poder das negociações. Foi a ele que Clinton recorreu para tentar solucionar a questão.

Carter foi então à Coreia do Norte e, depois de certo tempo, conseguiu-se chegar a um acordo pelo qual Pyongyang se comprometia a interromper seu programa nuclear em troca de suprimentos de combustível.

Mas o acordo acabou fracassando depois de um atraso no envio de combustível, reforçando a percepção de que a Coreia do Norte sempre pode voltar atrás em acordos por falhas verdadeiras ou falsas da outra parte.

Abordagem de Bush
A diplomacia para a Coreia do Norte foi endurecendo e, quando George W. Bush chegou ao poder, foi praticamente abandonada, a partir do momento em que os EUA incluíram o país no chamado "Eixo do Mal".

As sanções foram as armas usadas pela equipe de Bush contra a Coreia do Norte.

Mas, mesmo elas acabaram falhando. Em 2006, a Coreia do Norte anunciou ter testado uma arma nuclear e continuou com os trabalhos para desenvolver um míssil balístico, apesar das resoluções do Conselho de Segurança da ONU que a proibiam de fazê-lo.

Assim, no final do governo Bush, as negociações foram retomadas, com a ajuda de uma amiga próxima da Coreia do Norte, a China.

Em 2007, a Coreia do Norte se comprometeu mais uma vez a interromper seu programa nuclear, o que fez com que o governo Bush a retirasse da lista de países que apoiam o "terrorismo".

A vez de Obama
Com os últimos acontecimentos, no entanto, as negociações mais uma vez fracassaram.

Mas isto não significa que elas não possam ser retomadas. Um dos padrões de comportamento do governo de Pyongyang é que, depois de marcar posição, ele costuma voltar atrás.

A esperança de longo prazo em situações deste tipo é que o próprio regime acabe por ruir. Esta foi a solução da Guerra Fria.

O perigo em relação à Coreia do Norte é que, dada a natureza militarista do regime, seu colapso, ou o medo dele, pode levar a uma guerra.

Então, um outro desafio neste caso é como balancear a pressão de modo que ela não leve a uma calamidade.

Enfim, não há respostas fáceis para a questão. Agora é a vez de Barack Obama tentar.

15/04/2009 01:43 AM

Uribe pede que Farc "cessem violência" para negociar acordo de paz

O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, voltou a afirmar nesta terça-feira que está disposto a negociar um acordo de paz com as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) se o grupo guerrilheiro interromper suas atividades de violência durante quatro meses. "Para que a paz não se converta em um engano, deve ser construída em bases firmes.

Aqueles que querem a paz, que cessem suas atividades criminais por quatro meses", afirmou Uribe em entrevista coletiva em Caracas, onde se reuniu com seu colega venezuelano, Hugo Chávez.

"Queremos a paz de verdade, mas tememos que essa proposta de paz possa ser uma fraude, como no passado", disse.O presidente colombiano argumenta que as Farc utilizaram os processos de paz durante o governo de Andrés Pastrana, em 1999, para ampliar sua influência militar e não para acordar o fim do conflito armado.Uribe explicou que o abandono da luta armada é o fim, e não o ponto de partida de sua proposta. "Não exigimos que se comece com o desarmamento e a desmobilização, esses são os portos de chegada", acrescentou.

O presidente colombiano, no entanto, não deu de detalhes de como verificaria tal procedimento para acordar ou não um diálogo com a guerrilha.

O grupo rebelde ainda não respondeu à proposta de Uribe, lançada no início do mês. As Farc reivindicam a realização de uma "troca de prisioneiros" que prevê a libertação de 22 militares em troca da soltura de 500 guerrilheiros presos."Nem amigo, nem inimigo"
Chávez recebeu Uribe no Palácio de Governo venezuelano com o livro do líder cubano Fidel Castro intitulado "A paz na Colômbia" nas mãos.

Ele comentou aos jornalistas que o livro traz algumas idéias que podem ser usadas pelo vizinho colombiano.

Na entrevista coletiva, porém, Chávez se limitou a apoiar as idéias de Uribe ao afirmar que elas podem ser uma "rota para a paz" para a Colômbia.

No ano passado, os dois líderes se envolveram em uma crise diplomática sem precedentes depois da decisão de Uribe de colocar fim à mediação de Chávez em um diálogo com a guerrilha para a libertação de reféns e após um bombardeio colombiano em um acampamento das Farc no Equador

A crise levou a uma ruptura de relações diplomáticas entre os dois países.Nesta terça-feira, o presidente venezuelano disse que "apesar dos pesares" está pronto para ajudar a Colômbia em um diálogo para o processo de paz e afirmou que "não apoia nem apoiaria" qualquer movimento armado.

"Não sou aliado das Farc, mas não sou inimigo das Farc, portanto, acredito que o que digo tem algum valor moral", afirmou.

Em janeiro, Chávez foi acusado presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, de apoiar as Farc.Acordos
Chávez e Uribe realizaram nesta terça-feira sua segunda reunião neste ano.

Durante o encontro, os dois presidentes assinaram cinco acordos comerciais, entre eles, um que prevê a criação de um fundo binacional de US$ 200 milhões para estimular a cooperação econômica entre os dois países.De acordo com a Câmara de Comércio Colômbia-Venezuela, a balança comercial entre os dois países em 2008 foi de US$ 7,2 bilhões, com superávit de mais de US$ 6 bilhões para a Colômbia.

Uribe viaja ainda esta noite para o Rio de Janeiro, onde participará, acompanhado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, da sessão inaugural da edição latino-americana do Fórum Econômico Mundial.

Leia mais sobre: Farc

15/04/2009 12:25 AM

Em novo artigo, Fidel diz que medidas dos EUA são 'positivas', mas 'mínimas'

O ex-presidente cubano Fidel Castro afirmou, em um artigo publicado nesta terça-feira, que a decisão do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, de suspender algumas restrições às viagens de cubano-americanos à ilha "é positiva", mas "mínima". Horas antes, em outro artigo, Fidel havia dito que seu país não pede "esmolas" e defendeu o fim do embargo norte-americano a Cuba."A medida de aliviar as restrições às viagens em si é positiva, embora mínima. Ficam faltando muitas outras, incluindo a eliminação da assassina Lei de Ajuste Cubano, que é aplicada exclusivamente a nosso país no mundo", afirmou o líder cubano em um artigo publicado no site Cuba Debate.

Fidel se refere à lei que dá privilégios de imigração a cidadãos cubanos que entrem no território dos Estados Unidos.

No novo texto, Fidel ainda questiona se o governo dos Estados Unidos ampliaria aos demais países latino-americanos "os privilégios migratórios utilizados para combater a Revolução Cubana".

Este é o segundo artigo que Fidel escreve para comentar o anúncio da Casa Branca, feito na última segunda-feira, de que o governo dos Estados Unidos colocará fim às restrições a viagens e ao envio de remessas a Cuba por parte de cubano-americanos.As novas medidas foram anunciadas pelos EUA às vésperas da Cúpula das Américas, que começa na sexta-feira em Trinidad e Tobago.

Obama
Fidel ainda afirmou que "não desejamos machucar Obama em nada, mas ele será presidente durante um ou dois mandatos".O ex-presidente cubano disse, no entanto, que Obama "não tem responsabilidade" pelas políticas norte-americanas para a ilha e afirmou ter certeza de que ele "não cometeria as atrocidades de (George W.) Bush"."Depois dele, no entanto, pode vir outro igual ou pior que o seu antecessor", acrescentou o líder cubano.No primeiro artigo, publicado logo após o anúncio da Casa Branca, na segunda-feira, Fidel criticou o fato de que "nenhuma palavra foi dita sobre o embargo, que é a mais cruel de todas as ações".

Leia também na BBC Brasil: Fidel defende fim de bloqueio e diz que Cuba não precisa de 'esmolas'
"As condições são tais que Obama poderia usar seu talento na direção de uma política construtiva que possa encerrar o que já fracassou por quase meio século", afirmou o ex-presidente cubano, que desde 2006 não faz aparições públicas devido a problemas de saúde.

O irmão mais novo de Fidel, Raúl Castro, assumiu formalmente a Presidência do país caribenho em fevereiro do ano passado.

Baía dos Porcos
O artigo publicado nesta terça-feira lembra os 48 anos da invasão da Baía dos Porcos, quando, em 17 de abril de 1961, um exército de cerca de 1,4 mil exilados cubanos desembarcou na ilha, com apoio de forças aéreas e navais dos EUA, para tentar derrubar o regime de Castro.

"Esta data não pode ser esquecida. A grande potência do norte pode aplicar a mesma receita a qualquer país latino-americano", escreveu Fidel.

Ele ainda cobrou um pedido de desculpas por parte do governo dos EUA pelo episódio.

"O ataque nos custou mais de 150 vidas e centenas de feridos graves. Gostaríamos de escutar alguma autocrítica do poderoso país e a garantia de que isto nunca voltará a acontecer em nosso hemisfério".

O líder cubano também recordou o sétimo aniversário da tentativa de golpe de Estado na Venezuela, em abril de 2002, ao afirmar que "pelo bem da democracia e dos direitos humanos, é preciso uma voz que, de Washington, nos diga que a Escola das Américas, especializada em golpes de Estado e torturas, será fechada para sempre".

"Por acaso ofendo ao lembrar isto, ou também é proibido, em nome da decência, da ingenuidade e da cumplicidade, mencionar o tema?", questiona Fidel.

14/04/2009 09:00 PM

Yahoo bot last visit powered by MyPagerank.Net Msn bot last visit powered by MyPagerank.Net WCSA Topsites - http://www.autosurf.wcsa.info Bookmark and Share TopSites EmpresaHost TopSites WCSA - Publicidade Progressiva para seu Site!!





Não confunda o Original com cópias. Aqui seu anúncio é tratado com seriedade.

Site 100% Compativel com o Google Chrome - Versão Oficial 1583 v0.2.149.27 ou superior, Firefox 1.5 ou Superior e Safari 3 ou Superior.


Downloads