Diferentemente do que foi publicado na reportagem "Pessoas que não sentem dor têm dificuldade para detectar doenças" (Ciência - 23/03/2009 - 11h06), a insensibilidade congênita à dor caracteriza-se por ser uma doença genética e sem tratamento. Ela prejudica a sensibilidade dos nervos periféricos, responsáveis por transmitir as sensações de dor para a medula espinhal (e não óssea) e para o encéfalo. O texto já foi corrigido. A correção na versão eletrônica da Folha de S.Paulo, disponível para assinantes do UOL e do jornal, pode ser verificada aqui.
Leia mais (14/04/2009 - 10h22)
A dona de casa Elisandra Bonfim, 28, fez terapia durante 12 anos. Teve duas psicólogas, chegou a ter sessões todos os dias da semana e gostava do processo. Mas diz que, com a última delas, que a atendeu por cinco anos, nunca teve coragem de ir para o divã.
Tinha medo de que a terapeuta dormisse, pois ela bocejava com frequência. "Acho que ela estava cansada naquela época, mas eu ficava muito incomodada com isso, pois acontecia em quase toda sessão. Cheguei a falar com ela, mas nada mudou", conta.
Outro problema era o fato de a profissional olhar demais para o relógio. "Sei que não pode passar da hora, mas eu ficava irritada com isso. Às vezes eu estava contando alguma coisa, tinha vários sentimentos envolvidos ali", lembra.
Leia mais (14/04/2009 - 10h09)
Mudanças bruscas de temperatura, como sair da sauna e tomar uma ducha fria, exigem um esforço de adaptação muito grande do organismo. Por isso podem ser extremamente perigosas para quem já tem alguma doença crônica ou sofre de problemas circulatórios.
Nesses casos, podem levar a arritmias cardíacas, alterações metabólicas e pulmonares e até mesmo provocar uma parada cardíaca. Em quem tem insuficiência cardíaca, por exemplo, o popular choque térmico pode colaborar para um edema pulmonar, como o que causou a morte do deputado federal João Herrmann Neto (PDT) no domingo, no interior paulista, embora ainda não se saiba se o deputado era doente cardíaco.
O edema, ou inchaço, no pulmão nada mais é do que o encharcamento do órgão pelo sangue que não foi corretamente bombeado pelo coração.
Leia mais (14/04/2009 - 09h54)
O HCor (Hospital do Coração), de São Paulo, inaugurou ontem seu Centro de Ensino, Treinamento e Simulação (Cetes) onde bonecos e robôs são usados para simular desde massagem cardíaca até exames mais complexos, como cateterismo cardíaco e endoscopia.
O centro tem parceria com a American Heart Association e é o primeiro no Brasil a associar-se à Sociedade para Simulação em Medicina. Segundo o coordenador do Cetes, Hélio Penna Guimarães, foram investidos cerca de US$ 500 mil no centro.
Além de oferecer curso de simulação em medicina de urgência para a Sociedade Brasileira de Clínica Médica e treinamento para médicos e corpo de saúde da Marinha, o centro abrigará a partir de maio os 30 primeiros estudantes do curso técnico em enfermagem da Faculdade Zumbi dos Palmares.
Leia mais (14/04/2009 - 09h23)
Um século e meio depois da publicação do livro "A Origem das Espécies", a teoria da evolução por seleção natural lançada pelo naturalista inglês Charles Darwin (1809-82) para explicar o fenômeno da vida segue ameaçada por convicções de fundo religioso. Terá sido em vão a contribuição de Darwin para as ciências da vida e para o pensamento contemporâneo?
Marcelo Leite, colunista da Folha de S.Paulo, acredita --piamente-- que não. Para o jornalista, a teoria darwiniana é a melhor e mais resistente explicação para o fenômeno da vida tal como a conhecemos. No livro "Folha Explica Darwin" (Publifolha, 2009), de sua autoria, Leite aborda de forma dinâmica as questões essenciais da obra de Darwin, usando a vida do cientista como fio condutor.
Leia mais (14/04/2009 - 09h19)
A luta centenária contra a doença de Chagas, e o Trypanosoma cruzi, pode ter novos capítulos, apesar de tardios, nos próximos meses. As duas drogas usadas atualmente contra a moléstia têm mais de 30 anos e não conseguem uma eficiência de cura maior que 70%. Não existe, por exemplo, um tratamento específico para crianças. Nas Américas, 14 mil pessoas morrem com a doença por ano. No Brasil, como há grávidas que não sabem da infecção, 5.000 crianças nascem doentes todo ano, em média.
"O Trypanosoma é difícil, ele fica encastoado. O chagásico não tem como pagar consulta. A população que tem a doença depende do Estado para diagnóstico, remédio e atendimento", diz João Carlos Dias, médico e pesquisador da Fiocruz.
Lalo de Almeida/Folha Imagem
No município de Lassance (MG), a enfermeira Leidiane Cimini (ao centro) examina moradora que é portadora da doença de Chagas
O Ministério Público de São Paulo divulgou nesta segunda-feira uma relação de 118 hospitais do estado de São Paulo que possuem algum tipo de irregularidade quanto ao controle de infecção hospitalar.
O estudo foi feito em parceria com o Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo) e mostrou que 92% dos 158 hospitais visitados têm alguma irregularidade no programa de controle de infecção hospitalar, enquanto 82% das Comissões de Controle de Infecção Hospitalar não atendem a pelo menos um dos itens avaliados.
Com o estudo, a Promotoria encaminhará para os promotores de cada cidade a lista com os respectivos hospitais com irregularidades.
Leia mais (13/04/2009 - 20h48)
Marcelo Leite --doutor em ciências sociais pela Unicamp, blogueiro e colunista da Folha de S.Paulo-- lança nesta segunda-feira (13) o livro "Darwin" (Coleção Folha Explica, Publifolha).
Veja o especial da Folha Online sobre Charles Darwin
A publicação retrata o legado do naturalista inglês que é pai da teoria da evolução e autor de "A Origem das Espécies", que comemora 150 anos em 2009.
Leia mais (13/04/2009 - 13h09)
O único lugar do mundo livre da ocorrência de um terremoto é o deserto do Saara, na África, segundo o chefe do Departamento Sismológico da Universidade de Brasília (UnB), George Sand de França. Em entrevista ao programa Revista Brasil da Rádio Nacional, França aproveitou para dar a definição de técnica de terremoto, que é o movimento entre dois blocos que estão sob pressão.
"Esse movimento acontece onde há fraturas e a maioria delas é entre placas tectônicas, que são blocos, e quando essa pressão quebra a resistência dela [da placa] acontece o terremoto e gera esses abalos sísmicos violentos", explica.
Segundo o pesquisador, a grande maioria dos tremores, 99%, ocorre nas bordas das placas tectônicas e o restante no interior das placas. O maior terremoto registrado até hoje foi, em 1960, no Chile, e atingiu 9,5 pontos na escala de Richter. A escala mede a intensidade dos terremotos, que vai até os 10 pontos.
Leia mais (13/04/2009 - 13h07)
O uso de enxaguatórios bucais no Brasil cresceu 2.277% de 1992 a 2007, mostra um levantamento realizado pelo cirurgião-dentista Marco Antônio Manfredini, pesquisador da Faculdade de Saúde Pública da USP (Universidade de São Paulo), baseado em informações da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos. De 2002 a 2007, o aumento foi de 190%.
Para Manfredini, o incentivo ao consumo indiscriminado de enxaguatórios deve ser criticado. "Observamos um grande investimento na indução ao uso do produto. E é importante dizer que, ao contrário da pasta, da escova e do fio dental, o colutório não tem indicação universal. É preciso concentrar a utilização para casos específicos."
Além de não ser essencial à saúde oral, o uso frequente de enxaguatórios bucais com álcool aumenta os riscos de câncer de boca e da faringe.
Leia mais (13/04/2009 - 12h10)
14/04/2009 11:35 PM
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