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Medidas dos EUA em relação a Cuba são 'pequeno passo', diz Amorim

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, descreveu nesta terça-feira como "um pequeno passo na direção certa" as medidas anunciadas pelo governo americano em relação a Cuba. "O importante é que isso não seja apenas um primeiro passo e que não fique se esperando gestos de Cuba para poder continuar", disse o chanceler brasileiro.


A Casa Branca anunciou nesta segunda-feira o fim de certas restrições nas relações do país com Cuba - entre elas, os limites impostos a cubano-americanos interessados em viajar à ilha e ao envio de dinheiro aos seus parentes no país caribenho.
 
Segundo Amorim, as medidas são um passo "pequeno", pois em muitos aspectos "apenas restauram uma situação que existia antes das restrições criadas pelo (ex-presidente americano, George W.) Bush".

"Os Estados Unidos são um país soberano que decide o que vai fazer em relação a Cuba, mas a situação não é boa para nenhum dos lados", disse.

Cúpula

Apesar da expectativa de que não seja citada na declaração da Cúpula das Américas, a questão cubana promete ser um dos principais temas do evento, que começa nesta sexta-feira em Trinidad e Tobago.

"É preciso que o presidente Obama entenda que a região quer ver o fim do embargo", disse o chanceler brasileiro. "Mas também não nos interessa criar um clima negativo. As pessoas são maduras. E o presidente Obama é um presidente novo, com boas intenções de interlocução com diversos países."

Na avaliação de Amorim, "a sabedoria vai ser mostrar, com firmeza, quais são as posições da região, e ao mesmo tempo fazer isso de uma maneira não-agressiva, não-confrontacionista, que tem sido sempre nossa maneira de agir. Isso é o que eu acho e o que o presidente Lula acha", disse Amorim.

O ministro Carlos Duarte, chefe do Departamento de Organismos Internacionais do Itamaraty, disse que a questão cubana não deve ser incluída na declaração da cúpula porque esta "não tem uma conotação política". "O assunto será, sim, discutido, mas no âmbito dos chefes de Estado", disse o diplomata.

Medidas de Obama agradam cubanos; assista ao vídeo

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14/04/2009 04:56 PM

Obama diz ver sinais de progresso econômico nos EUA

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou nesta terça-feira que há "sinais de progresso econômico" no país, mas destacou que os tempos continuam difíceis para os americanos. Em um discurso na Universidade de Georgetown, em Washington, Obama disse que "2009 continuará a ser um ano difícil para a economia americana"."A gravidade desta recessão vai causar mais perdas de emprego, mais fechamentos (de empresas) e mais dor antes de seu fim. O mercado vai continuar a subir e cair. O crédito não está fluindo facilmente, da maneira que deveria", disse.

"O processo de reestruturação da (seguradora) AIG e das montadoras vai envolver escolhas difíceis e, em algumas ocasiões, impopulares - não acabamos ainda nesta frente. Tudo isso significa que ainda há muito trabalho a ser feito."
"Mas tudo isso também significa que vocês podem esperar uma esforço incansável, dia após dia, deste governo para lutar pela recuperação econômica em todas as frentes", acrescentou.

Obama afirmou que, pela primeira vez, é possível enxergar "vislumbres de esperança".

"E, além disso, podemos ter uma visão do futuro dos Estados Unidos que é bem diferente de nosso problemático passado econômico. Um Estados Unidos transbordando com nova indústria e comércio, com novas energias e descobertas que iluminarão o mundo mais uma vez."
Bernanke
Obama foi aplaudido quando falou que a primeira tarefa é garantir que uma crise como a atual não se repita.

O presidente afirmou que não é possível manter a prosperidade no longo prazo com um pequeno número de pessoas com salários maiores enquanto as famílias americanas sentem a queda em suas rendas.

"Não é sustentável ter uma economia na qual, em um ano, 40% de nosso lucro corporativo veio de um setor financeiro que era baseado em preços inflacionados no mercado imobiliário, (...) ou uma economia onde as rendas de 1% (da população) aumentaram muito enquanto a residência típica de trabalhadores viu sua renda diminuir em cerca de US$ 2 mil", afirmou.

Também nesta terça-feira, o presidente do Fed (o Banco Central dos Estados Unidos), Ben Bernanke, em um discurso na Universidade Moorehouse, de Atlanta, falou sobre "sinais" de que a contração econômica estaria se estabilizando e também destacou os tempos difíceis que os americanos enfrentarão antes que a economia se recupere.

"Um nivelamento da atividade econômica é o primeiro passo na direção da recuperação", disse.

Mas, para Bernanke, "não teremos uma recuperação sustentável sem estabilização de nosso sistema financeiro e mercado de crédito".

No ano passado, o Banco Central dos Estados Unidos reduziu a taxa básica de juros para perto do zero, a fim de diminuir o custo dos empréstimos e estimular a economia do país.

Mas os problemas no mercado de crédito continuam e os empréstimos para pessoas e empresas ainda estão caros.

As observações de Obama e Bernanke foram feitas no momento em que os últimos dados econômicos mostram queda nas vendas no varejo no mês de março nos Estados Unidos depois de dois meses de aumento, um sinal de que os consumidores americanos estão cautelosos.

14/04/2009 03:39 PM

Piratas da Somália sequestram quatro navios em 48 horas

Um navio cargueiro libanês é a quarta embarcação a ser sequestrada por piratas somalis em um período de 48 horas. O MV Sea Horse, de 5 mil toneladas e bandeira de Togo, foi tomado por homens armados que estavam a bordo de quatro barcos pequenos, informaram oficiais da Aliança Militar Ocidental, a Otan.

 

Um pouco antes, o navio grego MV Irene foi sequestrado no Golfo de Aden. Na segunda-feira, piratas sequestraram dois navios pesqueiros egípcios.

Segundo analistas, as gangues claramente não se intimidaram com os resgates recentes de reféns americanos e franceses, que deixaram vários piratas mortos.

Na segunda-feira, os líderes dos piratas - que de maneira geral tendem a tratar bem os reféns, na esperança de ganhar polpudos resgates - juraram se vingar pelas mortes.

Mais ataques

Segundo a Otan, outro navio, o Safmarine Asia, com bandeira da Libéria, escapou de um sequestro na terça-feira, após ser alvo de tiros de piratas a bordo de vários barcos pequenos.

Após uma pausa no início do ano, as gangues intensificaram seus ataques nas águas costeiras da Somália.

Segundo relatos, a tripulação filipina do MV Irene, que navegava do Oriente Médio para o sul da Ásia, estaria bem.

Um helicóptero da Otan teria decolado de um navio de guerra canadense para investigar o que está acontecendo com a embarcação, que tem bandeira de São Vicente e Granadinas. O ataque teria acontecido durante a noite e teria sido muito rápido.

Horas mais tarde, oficiais da Otan a bordo de um navio de guerra português anunciaram que o MV Sea Horse também havia sido tomado.

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14/04/2009 01:46 PM

Deportação separa menina de 13 anos dos pais

Uma adolescente japonesa cujos pais foram deportados para as Filipinas decidiu ficar em Tóquio com a tia. Após seus pais perderem uma batalha legal de três anos para ficar no país, Noriko Calderon, de 13 anos, teve de escolher entre ficar no Japão ou ir viver com os pais em uma comunidade rural nas Filipinas. Ela foi ao aeroporto principal de Tóquio dizer um adeus emocionado aos dois.

O casal de filipinos Arlan e Sarah Calderon usou passaportes falsos para entrar no Japão no início da década de 1990, e a filha nasceu e foi criada no país.

A polícia da imigração prendeu Sarah Calderon em 2006. Desde então, a família vem brigando para ficar unida.

Drama

Os Calderon argumentavam que deviam permanecer no Japão porque o pai de Noriko tinha um emprego estável no país e a filha falava apenas japonês. O pedido da família foi negado pelo tribunal em fevereiro, e Noriko teve de fazer sua escolha.

"O Japão é minha terra-mãe", disse a adolescente à rede de televisão CNN, quando questionada sobre por que decidiu ficar para trás enquanto os pais eram deportados.

Os pais, por sua vez, dizem que a filha terá uma vida melhor no Japão do que na comunidade rural onde vão viver nas Filipinas.

"Não poderemos estar lá quando ela mais precisar de nós", disse Arlan Calderon à CNN. "Ela terá de se proteger por conta própria. Eu sinto muito por isso."

Ativistas dizem que as rígidas leis de imigração no Japão infringem os direitos humanos.

De acordo com a lei japonesa, os Calderon não terão permissão de voltar ao país durante cinco anos.

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14/04/2009 01:03 PM

Bolívia aprova lei eleitoral e Morales encerra greve de fome

O Congresso da Bolívia aprovou nesta terça-feira a nova lei eleitoral que permitirá a realização de eleições presidenciais antecipadas no dia 6 de dezembro.

Quinze minutos após a aprovação, o presidente da Bolívia, Evo Morales, anunciou no Palácio presidencial o fim da greve de fome que iniciou na quinta-feira, quando governo e oposição não se entendiam sobre a legislação.

A nova lei eleitoral, que deve ser sancionada ainda nesta terça-feira, abre caminho para que o presidente seja eleito em dezembro próximo para um segundo mandato, relativo ao período entre 2010 e 2015.

"O povo não deve esquecer esse processo revolucionário", disse Morales, após encerrar o protesto. "Somente com a força do povo podemos limitar os pequenos grupos que atuam a partir do Congresso."

O presidente do Congresso Nacional e vice-presidente do país, Álvaro García Linera, disse que o consenso entre governo e oposição foi decisivo para aprovação da lei.

"Essa é uma lei que demoramos muito em produzir, mas é uma lei construída por todos. Ela confirma o consenso dos bolivianos e do jeito que sabemos fazê-lo. Quer dizer, brigamos, mas no fim produzimos história", afirmou García Linera.

Novas eleições

Antes da votação, os parlamentares da situação e da oposição chegaram a um acordo que acabou ratificado na nova lei.

Cedendo a um pedido da oposição, o presidente concordou em mudar o sistema eleitoral, adotando novidades tecnológicas para evitar fraudes no pleito.

As autoridades eleitorais farão a coleta das digitais dos eleitores, que também serão fotografados e terão suas assinaturas digitalizadas.

A Corte Nacional Eleitoral (CNE) garantiu que será possível implementar o sistema antes da votação. Ao mesmo tempo, o governo concordou em reduzir de quinze para sete - e não oito como se esperava - o total de cadeiras destinadas às minorias dos grupos indígenas das áreas rurais do país.

O último item do entendimento foi em relação ao voto no exterior. Pela primeira vez, os eleitores que não moram na Bolívia poderão votar numa eleição do país.

Estima-se que sejam pelo menos trezentos mil pessoas sejam beneficiadas pela medida.

Disputa

Morales chegou à Presidência em janeiro de 2006 e seu atual mandato termina no ano que vem. Pesquisas de opinião indicam que ele seria reeleito caso as eleições fossem hoje.

Pela antiga lei eleitoral, Morales não poderia ter dois mandatos consecutivos.

Em dezembro, além da eleição para presidente, os quatro milhões de eleitores bolivianos vão eleger legisladores para a Assembleia Plurinacional, que substituirá o Congresso Nacional.

Ao mesmo tempo, os eleitores de cinco departamentos (Estados) - La Paz, Chuquisaca, Cochabamba, Potosí e Oruro - votarão também pela autonomia regional.

Os demais Estados já realizaram essa votação, gerando na ocasião forte disputa política com o governo central.

Morales encerra greve de fome; assista ao vídeo

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14/04/2009 12:30 PM

Nasce bebê concebido de sêmen congelado há 21 anos

Médicos nos Estados Unidos anunciaram o nascimento de uma menina concebida por meio de fertilização in vitro (FIV) usando sêmen que ficou congelado durante 21 anos. O pai do bebê, Chris Biblis, hoje com 38 anos de idade, recebeu tratamento para leucemia entre os 13 e os 18 anos.

Aos 16, antes de ser submetido a sessões de radioterapia, Biblis foi aconselhado a congelar seu sêmen, uma prática pouco comum na época.

Os especialistas responsáveis, de uma clínica em Charlotte, na Carolina do Norte, acreditam que o intervalo de 22 anos entre o congelamento do sêmen, em 1986, e a concepção, em 2008, seja o mais longo já registrado.

Apenas 35% dos espermatozoides do pai eram saudáveis, o que significa que o método de FIV convencional - em que o esperma e os óvulos são misturados no laboratório para que a fertilização ocorra espontaneamente - oferecia menos chances de sucesso.

A técnica usada para fertilizar o óvulo extraído da esposa de Biblis, a injeção intracitoplasmática de espermatozoides (intracytoplasmic sperm injection, ou ICSI, na sigla em inglês), foi usada pela pela primeira vez em 1992.

Nela, os especialistas selecionam um espermatozoide saudável e o injetam no óvulo, aumentando a probabilidade de concepção. Após a fecundação, o ovo é colocado no útero da mãe.

Chris Biblis, clinicamente livre da leucemia há 20 anos, e sua mulher Melodie, de 33, decidiram fazer o tratamento em maio de 2008.

O médico responsável, Richard L.Wing, do grupo Reproductive Endocrinology Associates of Charlotte (REACH), disse:
"Eles alcançaram a gravidez no primeiro ciclo de injeção intracitoplasmática de espermatozóides, usada em conjunção com a FIV".

"Hoje, esse é um procedimento de rotina para (o tratamento da) infertilidade masculina, usando os óvulos dela e o sêmen congelado".

Stella Biblis nasceu com ótima saúde no dia 4 de março.

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14/04/2009 11:30 AM

África do Sul discute legalizar prostituição antes da Copa de 2010

Uma proposta de lei que descriminaliza e regulariza a indústria do sexo na África do Sul deve chegar ao Parlamento no segundo semestre deste ano. Se adotada, a nova lei poderia entrar em vigor antes da Copa do Mundo, em junho do próximo ano.A ideia é polêmica já que o país é o líder no número de casos de Aids no mundo. Segundo dados de 2007, cerca de 5,7 milhões de sul-africanos, mais de 10% da população, tem o vírus HIV.

A proposta de legalização do trabalho sexual está sendo analisada pela Comissão de Reformas Legislativas da África do Sul, que deve enviar um parecer ao Parlamento em junho ou julho deste ano.

Na prática, a lei é uma forma de permitir o trabalho em determinadas áreas e fiscalizá-lo. Se a conclusão for favorável, o Parlamento vai iniciar as discussões para aprovação ou não de uma nova lei.

Experiência alemã
Desde 1994, quando a África do Sul realizou as primeiras eleições livres de sua história, a possibilidade de legalização da prostituição vem sendo discutida e apoiada por grupos de defesa dos direitos dos profissionais do sexo, como a organização não-governamental SWEAT.

O diretor da ONG, Eric Harper, acredita que o fato de a próxima Copa do Mundo ser na África do Sul pode contribuir para a aprovação da lei.

Ele cita a Alemanha, sede do Mundial de 2006, como exemplo. Lá, a indústria sexual é legalizada desde 2002, os profissionais têm direitos trabalhistas como férias e seguro-saúde e não houve um aumento significativo na prostituição durante o evento. Eric defende que o mesmo deva ser feito para 2010 por questões de segurança.

"As pessoas que vem pra cá, normalmente torcedores homens, vão usar os serviços dos profissionais do sexo. Quando o trabalho sexual não é regulamentado, você dá oportunidade de criminosos tirarem proveito desta situação e coloca em risco tanto os trabalhadores como os torcedores. Se você quiser prevenir desastres durante o evento, o melhor caminho é a legalização."
Para Aneeke Meerkotter, advogada especialista em combate à violência contra a mulher, a regularização da indústria do sexo poderia até contribuir para combater a Aids na África do Sul.

"Nós queremos ter certeza de que todos aqui têm os mesmos direitos de acesso ao sistema de saúde", disse Aneeke Meerkotter à BBC Brasil.

"Se você é um profissional do sexo, e sua profissão não é regulamentada, é muito difícil ser atendido porque você sofre discriminação e é julgado por todos."
No entanto, a proposta é rechaçada por grupos conservadores e também pela Organização Internacional de Migração (IOM em inglês), que teme que ela estimule o tráfico de pessoas de países vizinhos para a África do Sul durante a Copa do Mundo.

Segundo a entidade, legalizar a prostituição facilitaria o trabalho dos traficantes principalmente porque a África do Sul, ao contrário da Alemanha, ainda não teria estrutura suficiente para se adequar à nova lei.

"Nós somos contra a legalização porque nem a polícia nem o Departamento de Migração têm condições de controlar esta situação. A África do Sul simplesmente não tem capacidade para isso", diz Bongiwe Mlatsha, que dirige o escritório da IOM na província de Kwazulu-Natal.

Partidos políticos
Até agora, nenhum dos principais partidos do país se posicionou claramente a favor da questão. A Aliança Democrática e o Partido da Liberdade Inkhata condenaram a legalização em outras oportunidades.

O Congresso Nacional Africano, que hoje ocupa 70% das cadeiras do Parlamento, já se mostrou simpático à ideia, mas nunca colocou em prática uma reforma na constituição.

"Para o CNA, ainda é mais fácil apenas sustentar programas de assistência aos profissionais do sexo do que tentar legalizar a profissão. Se eles fizerem isso, podem perder o apoio dos eleitores mais conservadores", analisa Aneeke.

Não há estatísticas precisas sobre a indústria sexual na África do Sul, mas um estudo feito no bairro de Hillbrown, um dos pontos de maior prostituição de Johanesburgo, revelou que lá trabalham entre 5 mil e 10 mil pessoas - 98% são negros, a grande maioria mulheres, e cerca de 5% são menores de idade.

"Não há trabalho para nós, a maioria tem filhos e essa é a forma que temos de nos sustentar. Não estamos prejudicando ninguém, só trabalhando como qualquer pessoa. A polícia se aproveita da gente, tira nosso dinheiro e ameaça nos levar para a cadeira se não dormirmos com eles", denuncia uma prostituta que não quis se identificar.

Chandre Gould, autora do livro Vendendo sexo na Cidade do Cabo, acredita que a regulamentação é a forma de acabar com o medo dos profissionais do sexo.

"Se a indústria sexual for legalizada e descriminalizada, esses trabalhadores vão poder se manifestar e não ficarão tão vulneráveis aos abusos e extorsões que sofrem de policiais", defende a autora.

14/04/2009 11:10 AM

Talebã executa casal de namorados

Militantes do grupo Talebã assassinaram um jovem casal que tentou fugir do Afeganistão para se casar, afirmaram autoridades do país. O homem, de 21 anos, e a mulher, de 19, foram mortos a tiros na segunda-feira em frente a uma mesquita na província de Nimroz, no sudoeste do país, região onde os talebãs têm forte influência.O governador da província, Gulam Dastageer Azad, afirmou que o casal tinha fugido para se casar pois suas famílias não aprovavam a união. De acordo com o governador de Nimroz, os clérigos do Talebã emitiram um decreto religioso (fatwa) que determinou a morte do casal.

Segundo Martin Vennard, editor da BBC para o oeste da Ásia, Azad teria acrescentado que a a morte do casal era um insulto ao islamismo.

Fuga para o Irã
O casal tentou fugir para o país vizinho, o Irã, mas foi capturado e levado de volta para seu vilarejo no distrito de Khash Rod.

Segundo correspondentes, as mortes ocorreram em uma região remota e perigosa, à qual o governo afegão não tem acesso.

Os jovens foram acusados de atos imorais o que, geralmente, significa manter um relacionamento fora do casamento. De acordo com o governador da província de Nimroz, Gulam Dastageer Azad, as famílias dos dois jovens executados podem ter envolvimento com o Talebã. Nenhum representante do grupo foi localizado para comentar o caso.

O Talebã tem ampliado sua influência no país nos últimos três anos e agora o movimento controla as regiões mais remotas, onde não existem forças da coalizão liderada pelos EUA em número suficiente para estabelecer uma presença permanente.

Apedrejados
O Talebã governou o Afeganistão entre 1996 e 2001 e, durante este período, aplicou sua interpretação severa da lei islâmica, realizando execuções ou chicoteamentos em público.

Segundo Martin Vennard, os que cometiam adultério eram apedrejados até a morte em público.

Homens e mulheres que não eram casados eram proibidos de se encontrar ou conversar em público e mulheres não tinham permissão para sair de casa sem um familiar, homem, acompanhando. Meninas eram estimuladas a ficar longe das escolas.

Desde então os chamados "crimes de honra" são comuns no Afeganistão, perpetrados sob ordens de famílias que têm algum parente que lhes constrangeu de alguma forma, geralmente ao recusar o casamento com um parceiro já escolhido.

O caso da execução do jovem casal ocorre em um momento em que o governo afegão foi acusado de fazer o país retroceder para os tempos do Talebã ao aprovar uma lei que, segundo críticos, legaliza o estupro dentro do casamento.

Depois de reclamações da comunidade internacional, a lei - que seria aplicada à minoria xiita afegã - está sendo reavaliada.

14/04/2009 10:04 AM

Irã julga jornalista americana acusada de espionagem

Uma jornalista americana acusada de espionagem foi a julgamento no Irã e o veredicto deve ser anunciado pela corte de Teerã em algumas semanas. "A primeira audiência de Roxana Saberi ocorreu ontem (segunda-feira).Creio que o veredicto será anunciado em breve, talvez nas próximas duas ou três semanas", afirmou o porta-voz do Judiciário Ali Jamshidi durante uma entrevista coletiva na capital iraniana.

Saberi, de 31 anos, está detida na prisão de Evin, perto de Teerã, desde o final de janeiro.

A jornalista trabalhou por um breve período para a BBC, há três anos. Saberi também trabalhou para a rede de rádio pública dos Estados Unidos NBR e para a rede de televisão Fox News.

Inicialmente Saberi era acusada apenas de comprar bebida alcoólica, depois de trabalhar como jornalista sem uma credencial válida. Mas, na semana passada, promotores iranianos entraram com uma acusação mais grave, de espionagem para os Estados Unidos.

Segurança nacional
O Ministério da Justiça afirmou que a jornalista está sendo julgada em uma audiência fechada da Corte Revolucionária do Irã, que lida com casos que envolvem segurança nacional.

Segundo o correspondente da BBC em Teeerã John Leyne, foi dada à jornalista a chance de apresentar sua defesa na corte. Não foram dados mais detalhes e o advogado de Saberi afirma que foi instruído a não falar com a imprensa.

A secretária de Estado americana Hillary Clinton exigiu a libertação da jornalista e um porta-voz do Departamento de Estado afirmou que as acusações contra Saberi "não têm fundamento".

O porta-voz do Judiciário Ali Jamshidi criticou o Departamento de Estado Americano.

"É ridículo que um governo expresse uma opinião sem analisar a acusação", afirmou.

Roxana Saberi tem dupla cidadania, americana e iraniana, e passou seis anos no Irã estudando e escrevendo um livro.

Os pais da jornalista chegaram a Teerã no início de abril e receberam autorização para ficar com a filha por apenas 20 minutos. Segundo o advogado de Saberi, a jornalista está bem de saúde física e moral.

14/04/2009 08:51 AM

Pesquisa em 35 países revela que Brasil é o que mais aceita divórcio

Uma pesquisa conduzida em 35 países por especialistas da Universidade de Granada, na Espanha, indica que o Brasil é o país que melhor aceita o divórcio.

Segundo o estudo, publicado esta semana na Revista Espanhola de Investigações Sociológicas, 85% dos entrevistados no Brasil acham que quando o casamento está mal, a saída é a separação.

Apenas 12% se disseram a favor de se manter o casamento mesmo em situação de grave crise.

Na listagem dos países que mais aceitam o divórcio, o Brasil vem seguido por Espanha, Portugal, Áustria e Chile. O país em que o divórcio é menos aceito como a melhor alternativa para um casamento problemático é o Japão, onde apenas 30% dos entrevistados disseram concordar com a separação.

Filipinas, Estados Unidos, Nova Zelândia e Suécia também foram países que manifestaram baixos índices de apoio ao divórcio.

Perfil

Segundo o autor do estudo, o professor de Sociologia Diego Becerril Ruiz, os mais favoráveis ao divórcio são pessoas na faixa entre 25 e 45 anos.

Os perfis mais comuns entre aqueles que não veem o divórcio com bons olhos são os de crentes que vão com frequência à igreja, viúvos, maiores de 65 anos e menores de 15 anos.

"Os mais novos, ao contrário do que possa parecer, formam a maioria dos que estão em desacordo", disse Ruiz.

"Talvez porque pertençam a gerações que nasceram e cresceram dentro do divórcio e viveram em maior ou menor medida os processos de ruptura", afirmou Becerríl nas conclusões do estudo.

A pesquisa foi baseada em entrevistas e estudos sobre famílias e comportamento nas sociedades internacionais entre 1994 e 2007. Os especialistas concluem que "as sociedades estão evoluindo na aceitação dos processos de ruptura".

Ainda segundo os resultados do estudo, o perfil médio dos entrevistados globais a favor do divórcio é o de mulheres maiores de 25 anos, com formação superior, ideologia de esquerda e pouco participante de cerimônias religiosas.

Leia mais sobre divórcio

14/04/2009 08:47 AM

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