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Bolívia aprova lei eleitoral e Morales encerra greve de fome

O Congresso da Bolívia aprovou nesta terça-feira a nova lei eleitoral que permitirá a realização de eleições presidenciais antecipadas no dia 6 de dezembro. Quinze minutos após a aprovação, o presidente da Bolívia, Evo Morales, anunciou no Palácio presidencial o fim da greve de fome que iniciou na quinta-feira, quando governo e oposição não se entendiam sobre a legislação.A nova lei eleitoral, que deve ser sancionada ainda nesta terça-feira, abre caminho para que o presidente seja eleito em dezembro próximo para um segundo mandato, relativo ao período entre 2010 e 2015.

"O povo não deve esquecer esse processo revolucionário", disse Morales, após encerrar o protesto. "Somente com a força do povo podemos limitar os pequenos grupos que atuam a partir do Congresso."
O presidente do Congresso Nacional e vice-presidente do país, Álvaro García Linera, disse que o consenso entre governo e oposição foi decisivo para aprovação da lei.

"Essa é uma lei que demoramos muito em produzir, mas é uma lei construída por todos. Ela confirma o consenso dos bolivianos e do jeito que sabemos fazê-lo. Quer dizer, brigamos, mas no fim produzimos história", afirmou García Linera.

Novas eleições
Antes da votação, os parlamentares da situação e da oposição chegaram a um acordo que acabou ratificado na nova lei.

Cedendo a um pedido da oposição, o presidente concordou em mudar o sistema eleitoral, adotando novidades tecnológicas para evitar fraudes no pleito.

As autoridades eleitorais farão a coleta das digitais dos eleitores, que também serão fotografados e terão suas assinaturas digitalizadas.

A Corte Nacional Eleitoral (CNE) garantiu que será possível implementar o sistema antes da votação. Ao mesmo tempo, o governo concordou em reduzir de quinze para sete - e não oito como se esperava - o total de cadeiras destinadas às minorias dos grupos indígenas das áreas rurais do país.

O último item do entendimento foi em relação ao voto no exterior. Pela primeira vez, os eleitores que não moram na Bolívia poderão votar numa eleição do país.

Estima-se que sejam pelo menos trezentos mil pessoas sejam beneficiadas pela medida.

Disputa
Morales chegou à Presidência em janeiro de 2006 e seu atual mandato termina no ano que vem. Pesquisas de opinião indicam que ele seria reeleito caso as eleições fossem hoje.

Pela antiga lei eleitoral, Morales não poderia ter dois mandatos consecutivos.

Em dezembro, além da eleição para presidente, os quatro milhões de eleitores bolivianos vão eleger legisladores para a Assembleia Plurinacional, que substituirá o Congresso Nacional.

Ao mesmo tempo, os eleitores de cinco departamentos (Estados) - La Paz, Chuquisaca, Cochabamba, Potosí e Oruro - votarão também pela autonomia regional.

Os demais Estados já realizaram essa votação, gerando na ocasião forte disputa política com o governo central.

14/04/2009 12:30 PM

Nasce bebê concebido de sêmen congelado há 21 anos

Médicos nos Estados Unidos anunciaram o nascimento de uma menina concebida por meio de fertilização in vitro (FIV) usando sêmen que ficou congelado durante 21 anos. O pai do bebê, Chris Biblis, hoje com 38 anos de idade, recebeu tratamento para leucemia entre os 13 e os 18 anos.Aos 16, antes de ser submetido a sessões de radioterapia, Biblis foi aconselhado a congelar seu sêmen, uma prática pouco comum na época.

Os especialistas responsáveis, de uma clínica em Charlotte, na Carolina do Norte, acreditam que o intervalo de 22 anos entre o congelamento do sêmen, em 1986, e a concepção, em 2008, seja o mais longo já registrado.

Apenas 35% dos espermatozoides do pai eram saudáveis, o que significa que o método de FIV convencional - em que o esperma e os óvulos são misturados no laboratório para que a fertilização ocorra espontaneamente - oferecia menos chances de sucesso.

A técnica usada para fertilizar o óvulo extraído da esposa de Biblis, a injeção intracitoplasmática de espermatozoides (intracytoplasmic sperm injection, ou ICSI, na sigla em inglês), foi usada pela pela primeira vez em 1992.

Nela, os especialistas selecionam um espermatozoide saudável e o injetam no óvulo, aumentando a probabilidade de concepção. Após a fecundação, o ovo é colocado no útero da mãe.

Chris Biblis, clinicamente livre da leucemia há 20 anos, e sua mulher Melodie, de 33, decidiram fazer o tratamento em maio de 2008.

O médico responsável, Richard L.Wing, do grupo Reproductive Endocrinology Associates of Charlotte (REACH), disse:
"Eles alcançaram a gravidez no primeiro ciclo de injeção intracitoplasmática de espermatozóides, usada em conjunção com a FIV".

"Hoje, esse é um procedimento de rotina para (o tratamento da) infertilidade masculina, usando os óvulos dela e o sêmen congelado".

Stella Biblis nasceu com ótima saúde no dia 4 de março.

14/04/2009 11:30 AM

África do Sul discute legalizar prostituição antes da Copa de 2010

Uma proposta de lei que descriminaliza e regulariza a indústria do sexo na África do Sul deve chegar ao Parlamento no segundo semestre deste ano. Se adotada, a nova lei poderia entrar em vigor antes da Copa do Mundo, em junho do próximo ano.A ideia é polêmica já que o país é o líder no número de casos de Aids no mundo. Segundo dados de 2007, cerca de 5,7 milhões de sul-africanos, mais de 10% da população, tem o vírus HIV.

A proposta de legalização do trabalho sexual está sendo analisada pela Comissão de Reformas Legislativas da África do Sul, que deve enviar um parecer ao Parlamento em junho ou julho deste ano.

Na prática, a lei é uma forma de permitir o trabalho em determinadas áreas e fiscalizá-lo. Se a conclusão for favorável, o Parlamento vai iniciar as discussões para aprovação ou não de uma nova lei.

Experiência alemã
Desde 1994, quando a África do Sul realizou as primeiras eleições livres de sua história, a possibilidade de legalização da prostituição vem sendo discutida e apoiada por grupos de defesa dos direitos dos profissionais do sexo, como a organização não-governamental SWEAT.

O diretor da ONG, Eric Harper, acredita que o fato de a próxima Copa do Mundo ser na África do Sul pode contribuir para a aprovação da lei.

Ele cita a Alemanha, sede do Mundial de 2006, como exemplo. Lá, a indústria sexual é legalizada desde 2002, os profissionais têm direitos trabalhistas como férias e seguro-saúde e não houve um aumento significativo na prostituição durante o evento. Eric defende que o mesmo deva ser feito para 2010 por questões de segurança.

"As pessoas que vem pra cá, normalmente torcedores homens, vão usar os serviços dos profissionais do sexo. Quando o trabalho sexual não é regulamentado, você dá oportunidade de criminosos tirarem proveito desta situação e coloca em risco tanto os trabalhadores como os torcedores. Se você quiser prevenir desastres durante o evento, o melhor caminho é a legalização."
Para Aneeke Meerkotter, advogada especialista em combate à violência contra a mulher, a regularização da indústria do sexo poderia até contribuir para combater a Aids na África do Sul.

"Nós queremos ter certeza de que todos aqui têm os mesmos direitos de acesso ao sistema de saúde", disse Aneeke Meerkotter à BBC Brasil.

"Se você é um profissional do sexo, e sua profissão não é regulamentada, é muito difícil ser atendido porque você sofre discriminação e é julgado por todos."
No entanto, a proposta é rechaçada por grupos conservadores e também pela Organização Internacional de Migração (IOM em inglês), que teme que ela estimule o tráfico de pessoas de países vizinhos para a África do Sul durante a Copa do Mundo.

Segundo a entidade, legalizar a prostituição facilitaria o trabalho dos traficantes principalmente porque a África do Sul, ao contrário da Alemanha, ainda não teria estrutura suficiente para se adequar à nova lei.

"Nós somos contra a legalização porque nem a polícia nem o Departamento de Migração têm condições de controlar esta situação. A África do Sul simplesmente não tem capacidade para isso", diz Bongiwe Mlatsha, que dirige o escritório da IOM na província de Kwazulu-Natal.

Partidos políticos
Até agora, nenhum dos principais partidos do país se posicionou claramente a favor da questão. A Aliança Democrática e o Partido da Liberdade Inkhata condenaram a legalização em outras oportunidades.

O Congresso Nacional Africano, que hoje ocupa 70% das cadeiras do Parlamento, já se mostrou simpático à ideia, mas nunca colocou em prática uma reforma na constituição.

"Para o CNA, ainda é mais fácil apenas sustentar programas de assistência aos profissionais do sexo do que tentar legalizar a profissão. Se eles fizerem isso, podem perder o apoio dos eleitores mais conservadores", analisa Aneeke.

Não há estatísticas precisas sobre a indústria sexual na África do Sul, mas um estudo feito no bairro de Hillbrown, um dos pontos de maior prostituição de Johanesburgo, revelou que lá trabalham entre 5 mil e 10 mil pessoas - 98% são negros, a grande maioria mulheres, e cerca de 5% são menores de idade.

"Não há trabalho para nós, a maioria tem filhos e essa é a forma que temos de nos sustentar. Não estamos prejudicando ninguém, só trabalhando como qualquer pessoa. A polícia se aproveita da gente, tira nosso dinheiro e ameaça nos levar para a cadeira se não dormirmos com eles", denuncia uma prostituta que não quis se identificar.

Chandre Gould, autora do livro Vendendo sexo na Cidade do Cabo, acredita que a regulamentação é a forma de acabar com o medo dos profissionais do sexo.

"Se a indústria sexual for legalizada e descriminalizada, esses trabalhadores vão poder se manifestar e não ficarão tão vulneráveis aos abusos e extorsões que sofrem de policiais", defende a autora.

14/04/2009 11:10 AM

Talebã executa casal de namorados

Militantes do grupo Talebã assassinaram um jovem casal que tentou fugir do Afeganistão para se casar, afirmaram autoridades do país. O homem, de 21 anos, e a mulher, de 19, foram mortos a tiros na segunda-feira em frente a uma mesquita na província de Nimroz, no sudoeste do país, região onde os talebãs têm forte influência.O governador da província, Gulam Dastageer Azad, afirmou que o casal tinha fugido para se casar pois suas famílias não aprovavam a união. De acordo com o governador de Nimroz, os clérigos do Talebã emitiram um decreto religioso (fatwa) que determinou a morte do casal.

Segundo Martin Vennard, editor da BBC para o oeste da Ásia, Azad teria acrescentado que a a morte do casal era um insulto ao islamismo.

Fuga para o Irã
O casal tentou fugir para o país vizinho, o Irã, mas foi capturado e levado de volta para seu vilarejo no distrito de Khash Rod.

Segundo correspondentes, as mortes ocorreram em uma região remota e perigosa, à qual o governo afegão não tem acesso.

Os jovens foram acusados de atos imorais o que, geralmente, significa manter um relacionamento fora do casamento. De acordo com o governador da província de Nimroz, Gulam Dastageer Azad, as famílias dos dois jovens executados podem ter envolvimento com o Talebã. Nenhum representante do grupo foi localizado para comentar o caso.

O Talebã tem ampliado sua influência no país nos últimos três anos e agora o movimento controla as regiões mais remotas, onde não existem forças da coalizão liderada pelos EUA em número suficiente para estabelecer uma presença permanente.

Apedrejados
O Talebã governou o Afeganistão entre 1996 e 2001 e, durante este período, aplicou sua interpretação severa da lei islâmica, realizando execuções ou chicoteamentos em público.

Segundo Martin Vennard, os que cometiam adultério eram apedrejados até a morte em público.

Homens e mulheres que não eram casados eram proibidos de se encontrar ou conversar em público e mulheres não tinham permissão para sair de casa sem um familiar, homem, acompanhando. Meninas eram estimuladas a ficar longe das escolas.

Desde então os chamados "crimes de honra" são comuns no Afeganistão, perpetrados sob ordens de famílias que têm algum parente que lhes constrangeu de alguma forma, geralmente ao recusar o casamento com um parceiro já escolhido.

O caso da execução do jovem casal ocorre em um momento em que o governo afegão foi acusado de fazer o país retroceder para os tempos do Talebã ao aprovar uma lei que, segundo críticos, legaliza o estupro dentro do casamento.

Depois de reclamações da comunidade internacional, a lei - que seria aplicada à minoria xiita afegã - está sendo reavaliada.

14/04/2009 10:04 AM

Irã julga jornalista americana acusada de espionagem

Uma jornalista americana acusada de espionagem foi a julgamento no Irã e o veredicto deve ser anunciado pela corte de Teerã em algumas semanas. "A primeira audiência de Roxana Saberi ocorreu ontem (segunda-feira).Creio que o veredicto será anunciado em breve, talvez nas próximas duas ou três semanas", afirmou o porta-voz do Judiciário Ali Jamshidi durante uma entrevista coletiva na capital iraniana.

Saberi, de 31 anos, está detida na prisão de Evin, perto de Teerã, desde o final de janeiro.

A jornalista trabalhou por um breve período para a BBC, há três anos. Saberi também trabalhou para a rede de rádio pública dos Estados Unidos NBR e para a rede de televisão Fox News.

Inicialmente Saberi era acusada apenas de comprar bebida alcoólica, depois de trabalhar como jornalista sem uma credencial válida. Mas, na semana passada, promotores iranianos entraram com uma acusação mais grave, de espionagem para os Estados Unidos.

Segurança nacional
O Ministério da Justiça afirmou que a jornalista está sendo julgada em uma audiência fechada da Corte Revolucionária do Irã, que lida com casos que envolvem segurança nacional.

Segundo o correspondente da BBC em Teeerã John Leyne, foi dada à jornalista a chance de apresentar sua defesa na corte. Não foram dados mais detalhes e o advogado de Saberi afirma que foi instruído a não falar com a imprensa.

A secretária de Estado americana Hillary Clinton exigiu a libertação da jornalista e um porta-voz do Departamento de Estado afirmou que as acusações contra Saberi "não têm fundamento".

O porta-voz do Judiciário Ali Jamshidi criticou o Departamento de Estado Americano.

"É ridículo que um governo expresse uma opinião sem analisar a acusação", afirmou.

Roxana Saberi tem dupla cidadania, americana e iraniana, e passou seis anos no Irã estudando e escrevendo um livro.

Os pais da jornalista chegaram a Teerã no início de abril e receberam autorização para ficar com a filha por apenas 20 minutos. Segundo o advogado de Saberi, a jornalista está bem de saúde física e moral.

14/04/2009 08:51 AM

Pesquisa em 35 países revela que Brasil é o que mais aceita divórcio

Uma pesquisa conduzida em 35 países por especialistas da Universidade de Granada, na Espanha, indica que o Brasil é o país que melhor aceita o divórcio.

Segundo o estudo, publicado esta semana na Revista Espanhola de Investigações Sociológicas, 85% dos entrevistados no Brasil acham que quando o casamento está mal, a saída é a separação.

Apenas 12% se disseram a favor de se manter o casamento mesmo em situação de grave crise.

Na listagem dos países que mais aceitam o divórcio, o Brasil vem seguido por Espanha, Portugal, Áustria e Chile. O país em que o divórcio é menos aceito como a melhor alternativa para um casamento problemático é o Japão, onde apenas 30% dos entrevistados disseram concordar com a separação.

Filipinas, Estados Unidos, Nova Zelândia e Suécia também foram países que manifestaram baixos índices de apoio ao divórcio.

Perfil

Segundo o autor do estudo, o professor de Sociologia Diego Becerril Ruiz, os mais favoráveis ao divórcio são pessoas na faixa entre 25 e 45 anos.

Os perfis mais comuns entre aqueles que não veem o divórcio com bons olhos são os de crentes que vão com frequência à igreja, viúvos, maiores de 65 anos e menores de 15 anos.

"Os mais novos, ao contrário do que possa parecer, formam a maioria dos que estão em desacordo", disse Ruiz.

"Talvez porque pertençam a gerações que nasceram e cresceram dentro do divórcio e viveram em maior ou menor medida os processos de ruptura", afirmou Becerríl nas conclusões do estudo.

A pesquisa foi baseada em entrevistas e estudos sobre famílias e comportamento nas sociedades internacionais entre 1994 e 2007. Os especialistas concluem que "as sociedades estão evoluindo na aceitação dos processos de ruptura".

Ainda segundo os resultados do estudo, o perfil médio dos entrevistados globais a favor do divórcio é o de mulheres maiores de 25 anos, com formação superior, ideologia de esquerda e pouco participante de cerimônias religiosas.

Leia mais sobre divórcio

14/04/2009 08:47 AM

Nova teoria tenta explicar surgimento de supernovas rápidas

Pesquisadores chineses elaboraram uma nova teoria sobre como algumas estrelas podem se transformar em supernovas em um período muito menor do que o normal. A teoria existente explicava porque supernovas se formam em 100 milhões de anos, mas não esclarecia porque algumas supernovas - as do tipo 1a - surgem muito mais rápido.O segredo, segundo os pesquisadores, é que as estrelas anãs brancas sugam massa de "estrelas de hélio" até possuírem massa o suficiente para virarem uma supernova.

A pesquisa foi publicada no periódico Monthly Noticesda Royal Astronomical Society.

Teoria anterior
As estrelas anãs brancas são "sobras" de estrelas como o Sol, em que o hidrogênio se transforma em hélio e depois o hélio vira carbono e oxigênio.

A teoria anterior afirmava que as estrelas anãs brancas feitas a partir de carbono e oxigênio conseguiam acumular a massa de uma outra estrela na sua proximidade, chamada de "estrela companheira".

Ao atingir um determinado tamanho (cerca de 40% do Sol), as duas estrelas - a anã branca e a companheira - passam por uma fusão. Em poucos segundos, o carbono das estrelas se transforma em elementos mais pesados, em um processo que libera quantidades gigantescas de energia. Esse processo é chamado de supernova.

Como esse processo acontece com uma quantidade constante de claridade, os astrônomos usam supernovas para determinar distâncias no espaço.

Teoria nova
A teoria anterior estabelecia que esse processo de acumulação de massa duraria até 100 milhões de anos. No entanto, ela não servia para explicar as supernovas do tipo 1a, que podem acontecer em até metade deste tempo.

O astrônomo chinês Bo Wang, do Observatório Nacional da Academia Chinesa de Ciências, investigou o fenômeno com cálculos que envolveram cerca de 2,6 mil pares de estrelas anãs brancas e estrelas companheiras.

A equipe de Wang descobriu que se a estrela companheira é uma "estrela de hélio", a estrela anã consegue sugar sua massa mais rapidamente, criando uma supernova em menos de 100 milhões de anos.

"Antes desta investigação, não havia modelo para explicar o surgimento de uma população tão jovem de supernovas do tipo 1a, e nenhum conhecimento de como isso acontecia em tantos números", disse um dos autores do estudo, Xuefei Chen, à BBC.

Chen disse que a sugação de massa de estrelas de hélio produz a maioria das supernovas do tipo 1a observadas, mas não todas. Mas ele diz que a descoberta pode ter impacto nos estudos sobre evolução química das galáxias e sobre distâncias cosmológicas.

A equipe pretende estudar agora o surgimento em "alta velocidade" de estrelas de hélio, que seriam sobras das supernovas do tipo 1a.

14/04/2009 08:24 AM

Mostra em Paris revela a história de fotos famosas e polêmicas

A exposição Controvérsias-Fotos com Histórias, na Biblioteca Nacional da França, em Paris, apresenta 80 fotografias que causaram polêmica no último século ou chegaram a ser proibidas. Algumas delas também foram objeto de ações judiciais.

Entre as várias imagens associadas a fatos históricos na exposição, no prédio mais antigo da Biblioteca Nacional da França, a unidade Richelieu, está a foto da menina colombiana Oymara Sánchez, que se tornou símbolo do drama da erupção do vulcão Nevado del Ruiz, em 1986, que matou 24 mil pessoas.

A criança, ferida e com as pernas presas, ficou três dias em agonia e morreu diante das câmeras. O fotógrafo Franck Fournier ganhou, com a imagem da garota entre a vida e a morte, o World Press Photo, no mesmo ano.

Outro destaque da mostra é a foto Beijando a freira, do fotógrafo italiano Oliviero Toscani, criador de várias imagens usadas em campanhas publicitárias da Benetton.

Oliviero Toscani
"Beijando a freira", do fotógrafo Oliviero Toscani, está na mostra

A foto chegou a ser proibida na Itália e na França após protestos da igreja.

Um dos curadores da exposição é o suíço Christian Pirker, que foi advogado da Benetton no processo movido contra o anúncio que mostrava um homem morrendo de Aids no hospital.

Pirker defende a natureza polêmica das fotografias mas rejeita a pecha - associada a algumas imagens - de que elas teriam buscado o "escândalo".

"Elas suscitam opiniões divergentes, que podem ser argumentadas de acordo com o ponto de vista. Um escândalo tem, normalmente, uma explicação unilateral e gratuita", diz ele.

Manipulação

Entre as fotografias históricas estão várias que estiveram envolvidas em acusações de manipulação. É o caso da foto A bandeira vermelha sobre o Reichstag, do fotógrafo de guerra Evgueni Khaldei.


Foto de Evgueni Khaldei está na mostra

A foto, considerada uma imagem emblemática do final da Segunda Guerra, mostra um soldado levantando a bandeira soviética no telhado em ruínas do parlamento alemão, em Berlim.

Mas a imagem original, apresentada na exposição ao lado da imagem retocada, mostra que o soldado que segurava o militar que agitava a bandeira estava usando dois relógios, um em cada braço.

Como na época, os soldados russos eram acusados de fazer pilhagens, o fotógrafo recebeu a ordem de "apagar" da foto o segundo relógio, que estava no braço direito do militar.

Já bem mais grave é a acusação de fraude feita contra uma das imagens mais famosas da era moderna, a foto do astronauta americano Neal Armstrong dando o primeiro passo sobre a Lua.

Desde 1969, surgiram acusações de que ela seria falsa. A polêmica reapareceu após dois documentários realizados no final dos anos 90, segundo os quais a Nasa teria enganado o mundo todo ao simular as expedições lunares em um estúdio ou um deserto.


Nasa foi acusada de manipular imagem de expedição lunar

De acordo com os dois documentários, o cineasta Stanley Kubrick teria realizado as imagens do homem sobre a lua e recebido, em troca, câmeras sofisticadas para fazer filmagens noturnas.

Controvérsias 

Fotos com Histórias também expõe a última imagem da princesa Diana viva, feita por um paparazzi.

A exposição revela que os "paparazzi" não são um fenômeno recente. Em 1898, dois fotógrafos conseguiram entrar na residência do chanceler alemão Otto von Bismarck, que havia falecido, e tiraram fotos do morto.

A família foi à Justiça e consegui confiscar as imagens. Os fotógrafos foram condenados à prisão e, somente em 1952, uma revista alemã publicou as fotografias. A exposição fica em cartaz até o dia 24 de maio em Paris.

14/04/2009 08:13 AM

Homem sobrevive após ser ressuscitado cinco vezes nos EUA

Médicos americanos conseguiram salvar a vida de um homem após ressuscitá-lo cinco vezes em um hospital de Houston, no Estado americano do Texas. Os cardiologistas consideraram o episódio um "milagre".

"Quanto mais se tenta trazer o paciente de volta, menos chances você tem de conseguir", afirmou Lynne Jones, diretora do departamento de cardiologia, em entrevista à TV local KPRC.

"Era para ele estar aqui. Há uma razão para que ele tenha sobrevivido", disse a médica.

Em entrevista à KPRC, Tim Maxwell contou que na semana passada foi trabalhar se sentindo mal. Seu chefe, então, teria insistido que ele fosse para o hospital depois que Tim relatou estar sentindo dores no peito e nos braços.

Pouco mais de um minuto após ser admitido na emergência do Memorial Hermann Southwest Hospital, Maxwell desmaiou e seu coração parou de bater.

Durante os 30 minutos que se seguiram ele foi ressuscitado cinco vezes. Ele conta ter tido momentos de consciência a cada vez que voltava à vida. "Eu via pessoas em cima de mim com instrumentos", disse.

Maxwell já teve alta e diz que "não desperdiçará sua nova chance de viver".

Leia mais sobre ataque cardíaco

14/04/2009 07:34 AM

Ladrão hipnotiza vendedora e rouba joias de diamante

A polícia indiana procura um ladrão que teria hipnotizado a vendedora de uma joalheria e fugido com colares e pulseiras de diamantes avaliados em US$ 160 mil (cerca de R$ 347 mil).

De acordo com os policiais, um homem teria visitado a joalheira Seres na tarde de sábado, em Mumbai, apresentando-se como o proprietário do Royal China Hotel, que ficava a poucos metros da loja.

O homem disse que gostaria de dar as joias de presente a uma amiga que iria almoçar com ele no hotel e pediu à vendedora que levasse as peças até o local, onde ele pagaria por elas.

Após o consentimento do dono da joalheria, os dois seguiram para o hotel, onde a vendedora mostrou as peças ao suposto cliente.

"Quando a vendedora chegou ao hotel, o acusado atuou como se fosse o dono do local", afirmou o inspetor de polícia Prakash George ao jornal Daily News and Analysis.

"Quando Purswami mostrava as joias, ele pediu que detalhasse por escrito as peças. Neste momento a hipnotizou e fugiu com as peças mesmas", completou.

Segundo os policiais, a joalheria foi aberta recentemente e o proprietário teria consentido que as joias deixassem o local porque pensou que estaria fazendo "um grande negócio", contou a polícia ao jornal.

Leia mais sobre: hipnose

14/04/2009 05:34 AM

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